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quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Um resumo e um detalhe (em defesa do Benfica!)

O Benfica desta noite foi um Benfica a medida do seu banco.

Uma exibição de altos e baixos:
Altos no ataque, com 3 golos marcados, porque o nosso banco é de luxo do meio-campo para a frente.
Baixos na defesa, com 2 golos sofridos, porque o nosso banco é fraco (para não dizer outra coisa) para trás do meio-campo.

Houve respeito pelo adversário e luta dos jogadores que tentaram agarrar as oportunidades que tinham.
Uma defesa com Jardel e Roderick não pode jogar com 50 metros nas costas, lamento JJ.


domingo, 22 de julho de 2012

O Ovo de Colombo


Este não é um post escrito de cabeça quente após uma derrota de pré-época. Os resultados dos jogos das pré-temporadas pouco ou nada me dizem. Preocupo-me mais com o entrosamento entre jogadores, rotinas de jogo e ideias em campo. E é isto que me apoquenta, e muito, neste momento. O Benfica de Jorge Jesus não faz ideia do que é defender.

Começo por dizer que acho, muito sinceramente, que temos um guarda-redes à altura dos que os rivais têm (Hélton e Patrício) e defesas centrais e direito melhores que os dos adversários. Nem posso falar em defesa esquerdo, porque não posso comparar os dos rivais com... zero. E, curiosamente, ou talvez não, somos, dos três grandes, o que pior defende. Mas de longe. E as razões para tal explicam-se em duas palavras: Jorge Jesus. Não sou um catedrático em futebol, não sou um especialista nem um estudioso do jogo, mas há coisas que são por demais evidentes e facilmente descodificadas seja por um engenheiro ou por um pedreiro. Jorge Jesus tem três anos de Benfica e a minha cabeça tem três anos de Jorge Jesus. Percebe-se o que passa e, sobretudo, o que não passa por aquela cabeça. E é isto que me preocupa. Bastante.

Em três anos de Benfica, Jesus descurou completamente a questão defensiva. Se no primeiro ano ainda havia disfarce (chamado Ramires), no segundo as debilidades ficaram visíveis a olho nu, num esquema onde não actuava nenhum médio de transição (box-to-box) e onde a equipa atacava e defendia em dois blocos perfeitamente individualizáveis. Quantas não foram as vezes em que o Benfica foi apanhado no contra-golpe com um lateral, Luisão e David Luiz/Jardel a defender, Javi a recuperar em esforço e o outro lateral na zona de ataque? No terceiro ano, a mesma situação. Witsel é um jogador soberbo, muito bom a ocupar o espaço, mas sem a mesma disponibilidade física de Ramires, o que nos valeu alguns dissabores. Aliado ao facto de Jesus achar que Maxi Pereira não deve defender, o resultado só poderia ser aquele. Temos um problema que só se resolve de duas maneiras: ou o treinador muda, ou se muda o treinador.

Temo seriamente, para não dizer que tenho quase a certeza, que o se viu hoje com o PSV Eindhoven se venha a repetir por várias vezes esta época. Equipa perdida no espaço defensivo, dois blocos claramente partidos, um de defesa e outro de ataque, espaços atrás das costas dos laterais, incapacidade em suster o jogo em profundidade do adversário, desequilíbrios nas faixas do terreno de jogo com os defesas a serem deixados em situações de 2x1 inúmeras vezes, equipa sempre a olhar para a bola e despreocupada com as movimentações dos adversários, terríveis leituras defensivas que revelam falta de estudo na forma como o Benfica defende as bolas paradas e por aí adiante. A equipa não sabe defender. O Benfica treme quando o adversário tem a bola. Como é que um "mestre da táctica" não sabe defender? Qual mestre? E qual táctica? Só se for do 5-buraco-5 suicida. Jesus não tem competência para mais. Se reconhecesse isso, ainda poderíamos ter hipóteses, mas, pior que burro, é incorrigível. Não aprende com os erros. Nem quer. E as adaptações que tenta fazer são a prova provada da loucura. Como acha que não precisa de laterais suplentes, ora aparece Airton, Witsel, Miguel Vítor, Djaló, Melgarejo, quem lhe apetecer. Amanhã será Nolito (ainda hoje criticado pelo mestre Jesus), depois Bruno César. Com sorte não será preciso recorrer a Cardozo.

E mesmo na pré-época acontecem coisas que nos parecem impensáveis: a começar pelo voto de desconfiança que deu a Miguel Vítor e a Jardel, que jogaram apenas 45 minutos em cinco jogos, passando pela indefinição da posição de defesa esquerdo, lacuna já identificada por todos os adeptos desde Janeiro e terminando na crónica questão da transição ataque-defesa e defesa organizada. O que se faz na pré-época tem consequências no decorrer da temporada. É que a jogar desta forma tresloucada, as probabilidades de levar mais uma manita do Porto são reais. Só para não falar na perda de campeonatos, especialidade da casa. Mas quanto a isso não há problema, culpa-se o árbitro, naquela atitude típica de varrer o lixo para debaixo do tapete. Ainda hoje foi aquele polaco maldito.

"Os ataques ganham jogos, as defesas campeonatos". Ver o Benfica de Jorge Jesus atacar é um regalo para os olhos. Ver o Benfica de Jorge Jesus defender é... não é. Porque o Benfica de Jesus simplesmente não sabe defender. E já alguém viu uma equipa que não sabe defender ganhar uma prova de regularidade?

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Rojo

Assinou pelo Sporting. Como disse há uns posts atrás, Rojo seria uma solução bastante interessante para o lado esquerdo da defesa. Não é um lateral daqueles sul-americanos a que estamos habituados, cheios de sangue na guelra e com subidas estonteantes pelo flanco, mas sim um central que faz de lateral e que confere muita segurança ao lado esquerdo, subindo mais pela certa mas quase sempre bem e com qualidade. Um jogador mais fixo, mais posicional, que permitira maior liberdade ao extremo do seu lado e mesmo ao lateral do lado oposto, como era e é apanágio nas equipas de Mourinho (Gallas e Ferreira, Zanetti e Maicon, Marcelo e Arbeloa).

O Benfica perdeu o concurso do argentino para o Sporting. Sinceramente, estas tricas de verão que ocorrem anualmente no mercado de transferências dizem-me pouco. Perder um jogador para um rival é comum e não deve ser visto como um cataclismo. E comparando a perda de Rojo com outras que ocorreram no passado (Álvaro Pereira, James e Falcão, por exemplo, para falar nos nomes mais sonantes), esta é daquelas que me faz menos mossa, não pela qualidade do defesa argentino, que a tem e em quantidade, mas sim porque o que falhou nesta negociação foi o acordo entre clubes, uma vez que ao que parece, e confiando nos relatos da nossa comunicação social, o acordo entre o Benfica e o jogador até estava bem encaminhado. Se o Benfica entendeu que não deveria pagar mais que os ditos 3 ou 3,5 milhões de euros que a comunicação social ventilou, penso que a questão é compreensível e só se revelará acertada se no final da época Rojo provar que não merecia o preço pedido ou se o Benfica conseguir encontrar um defesa esquerdo que cumpra a posição. Na minha opinião, do que conheço do jogador, iria até aos 4 ou 4,5 milhões de euros, mas...

Mas o que realmente interessa é tentar perceber o porquê de perdermos tantos jogadores. Como já disse no início do post, não me causa transtorno perder determinado atleta para um rival. O que me preocupa é que, ano após ano, o Benfica é discutido para fora, um clube onde todos dão bitaites, onde a informação sai para o exterior com uma facilidade incompreensível e é isto que leva a que se percam boas oportunidades de negócio, como foram Álvaro Pereira, James, Falcao e, provavelmente, Rojo. Chega. Quando o Benfica entra numa negociação deve assegurar em primeiro lugar que ninguém do outro lado da mesa, seja o clube, o jogador ou o seu empresário, ponha a boca no trombone e denuncie as negociações. Caso isso aconteça, é dar as mesmas por encerradas. E mais importante que isso, é garantir que se eliminam as gargantas fundas que passeiam pelos corredores da Luz.

Finalizo dizendo o seguinte: perder Rojo não é um drama. Há mais defesas esquerdos ao alcance financeiro do Benfica, até porque, como se viu pela contratação de Ola John, dinheiro não parece ser um problema. Mas é preciso contratar porque no actual plantel escolhido por Jesus não há ninguém com capacidade para ser titular naquela posição. E já vamos em três semanas de estágio. Dentro de cinco dias estaremos precisamente a dobrar a metade da pré-época e a única posição do plantel para a qual temos carências visíveis, objectiváveis e claramente identificadas desde a época anterior continua sem solução à vista. Isto não me parece um caso de boa gestão desportiva.

domingo, 18 de março de 2012

É preciso sofrer tantos golos em casa?


Benfica 3-1 Feirense
Benfica 2-1 V. Guimarães
Benfica 4-1 Académica
Benfica 4-1 Paços de Ferreira
Benfica 2-1 Olhanense
Benfica 1-0 Sporting
Benfica 5-1 Rio Ave
Benfica 4-1 V. Setúbal
Benfica 3-1 Gil Vicente
Benfica 4-1 Nacional
Benfica 2-3 FC Porto
Benfica 3-1 Beira-Mar

Estou muito satisfeito por ver que temos 11 vitórias em 12 jogos realizados na Luz até agora. No entanto, a média de golos sofridos por jogo em casa é superior a um. E dos 12 encontros realizados na Luz, apenas o Sporting ficou em branco. Qual a necessidade de sofrer tantos golos sabendo que temos uma das melhores defesas da Europa?

sábado, 31 de outubro de 2009

Lateral-esquerdo

"O 2ndo pior jogador da equipa acaba sempre por ser seleccionado para lateral esquerdo (o pior é o Guarda Redes)."

Esta frase é do excelente blogue Lateral Esquerdo. No entanto, a poucas horas do jogo no Minho, não vos falo do blogue, mas sim da posição de lateral-esquerdo em si, aplicada ao Benfica, nomeadamente no jogo de Braga.

Como naquela frase, os adeptos do Benfica acham, regra geral, que a culpa é (quase) sempre do guarda-redes. Seja ele quem for. Quim é fraco, sem qualidade, Moreira está overrated e Júlio César nem sabem que é. Já o segundo pior jogador é... o lateral-esquerdo.

A poucas horas do jogo na cidade dos arcebispos, Jorge Jesus já não tem dúvidas sobre quem vai utilizar naquela posição. Dos três jogadores que desempenham aquela função naturalmente, um está lesionado, o outro vem de uma lesão e o terceiro não está convocado. César Peixoto e Jorge Ribeiro não jogarão, isso é um dado adquirido, e Shaffer também não parece constituir opção, pelo menos para titular.

Quem sobra? O voluntarioso David Luiz, que apesar dos muitos elogios não disfarça as dificuldades que tem em jogar numa posição que não é nem pouco mais ou menos sua e o extremo esquerdo Fábio Coentrão. Num jornal desportivo vem a notícia de que Jesus pensa seriamente uma possível adaptação definitiva de Coentrão a defesa, argumentando que para além da falta de laterais-esquerdos em Portugal, Fábio tem óptimas características para desempenhar essa posição. Eu discordo. Pela simples razão que Fábio é muito melhor extremo que lateral e porque essa situação de adaptação seria temporária, até porque mais cedo ou mais tarde Di Maria será vendido e Fábio assumirá, naturalmente, o seu lugar.

Mas tendo dois jogadores tão importantes e perigosos como João Pereira e Alan pelo flanco direito bracarense, será Coentrão a aposta acertada? Na minha opinião, não. E digo-o porque a experiência de Coentrão a jogar nesta posição é nula. Fez um jogo, mas com contornos muito diferentes deste. Foi em casa, com um adversário que explorava menos os flancos e não tinha jogadores com tanta qualidade. Creio que se o jovem natural de Vila do Conde jogar, irá cometer muitas faltas e será amarelado ou até expulso. A prudência aconselha que seja outro a jogar, mas quem?

Avança com um nome: Maxi Pereira. Nunca fez a posição, mas é um jogador bastante inteligente, rápido q.b., que não comete muitas faltas e que tem um bom pé esquerdo. Não dará muita profundidade ao flanco, é certo, mas seria melhor opção que Coentrão. Daqui umas horas veremos.

sábado, 3 de outubro de 2009

Sondagem #16


Terminada mais uma sondagem, desta vez sobre quem deve ocupar a posição de defesa esquerdo, vamos ver os resultados:

Parece consensual entre os benfiquistas que Shaffer é o melhor jogador para ocupar o lugar. Num plantel que conta com dois novos defesas-esquerdos, é o argentino que reúne cerca de 83% dos votos, superando por larga margem César Peixoto, que obtém apenas 11% dos votos. Ainda há quem ache, apesar dos sucessivos erros graves que ditam muitos golos contra, que David Luiz deve ser o escolhido, (4%).

Já está a decorrer nova sondagem, desta vez sobre os objectivos para esta época. Podem votar!

domingo, 20 de setembro de 2009

Não há ninguém que perceba isto?!

Até o Paulo Sérgio, treinador do Paços de Ferreira, percebe uma coisa básica no futebol que nenhum treinador do Benfica, nos últimos anos, percebeu. A maneira como acabámos de sofrer o primeiro golo é exemplo do que vou falar. Se, num livre lateral a mais de 30 metros da baliza, a equipa se posiciona bem dentro da grande área, está a "convidar" o adversário a subir, sendo muito mais provável ocorrer um erro da defesa, como cometeu David Luiz, na tentativa de aliviar uma bola que sairá, em princípio, tensa e para bem perto da baliza. Por outro lado, se a equipa se colocasse bem fora da área, numa mesma linha que o homem que faz barreira, obrigaria o adversário a recuar para não cair em fora-de-jogo, como, por exemplo, faz o Paços de Ferreira.