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quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Aguenta, coração!

Reggaezinho a bombar no Media Player, sinal de felicidade, de satisfação. Escrevo-vos muito contente. Esta crónica tem selo de Camacho. A vitória e a qualificação também. Se na primeira mão recebemos um Copenhaga pateticamente inofensivo, hoje foi perceptível, em diversos espaços, a real qualidade dos dinamarqueses. A equipa, contudo, esteve insuperável. Não foi uma exibição fantástica, é certo, mas foi um jogo em que os jogadores demonstraram uma atitude estóica, superando-se a si próprios e à sorte que hoje também nos bafejou.

Estou contente porque vejo margem de progressão. Vejo melhorias, vejo uma atitude completamente diferente da era Santos. Os jogadores - salvo raras excepções - estão muito mais raçudos e a sua devoção ao jogo mudou da noite para o dia. Se hoje sofremos, foi porque não é fácil jogar em Copenhaga sem a habitual dupla de centrais, num jogo pródigo em lances aéreos, onde Luisão e David Luiz fizeram muita falta. Contudo, na segunda parte, a equipa fez valer a sua maior experiência europeia e dominou os nórdicos com grande sobriedade.

O 4x4x2 parece ser a predilecção de Camacho. Apesar de, em determinadas alturas do jogo, se notar alguma falta de acutilância num meio campo composto por apenas duas unidades - e hoje Petit esteve inexcedível! -, a aposta nas alas soa-me muito bem. Apesar da irreverente juventude de todos os extremos da equipa. Há ainda muito para mudar, mas auguro uma época extremamente positiva. O livre que hoje deu o golo é um exemplo crasso de que se trabalha muito bem no Benfica, mesmo com treinos à porta aberta. Camacho faz o trabalho de casa. Camacho é um moralizador, para ele, em todos os jogos, hay que salir a ganar!

Apreciação individual aos jogadores, um a um:

Quim - clean sheet, sempre tranquilo e atento quando chamado a intervir. Nota 8.

Nélson - estava a ser um dos melhores até se lesionar e sair, ao intervalo. Camacho está a recuperar o Netcha que deslumbrou a Europa com Koeman. Nota 7.

Miguel Vítor - acusou algum nervosismo, mas esteve razoavelmente bem. Tendo em conta a sua altura, superou muito bem o desafio de defrontar uma equipa nórdica na sua estreia europeia. É para ficar no plantel sénior. Nota 7.

Katsouranis - não só mostrou o já habitual sentido de oportunidade ao facturar um bonito golo, como esteve muito bem a comandar a defesa, cortando muitos lances de perigo. Nota 8.

Léo - defensivamente não teve grandes problemas, pois era pelo lado direito que os nórdicos atacavam com maior frequência. Fez boas investidas no ataque, apesar da falta de entrosamento com Di María. Nota 7.

Petit - incansável, inexcedível, inultrapassável. Armando Teixeira fez um dos melhores jogos de sempre ao serviço do Benfica, liderando a equipa rumo a uma vitória que se construiu lá atrás. Esteve insuperável defensivamente e muito bem no início das transições para o ataque. Foi o melhor em campo. Nota 10.

Rui Costa - está a fazer uma época fabulosa e, hoje, voltou a não defraudar as expectativas. Nota 9.

Di María - mostrou dotes, mas faltou-lhe objectividade. Esteve muito bem nos processos de contra-ataque, apesar dos índices físicos estarem em baixo. Nota 7.

Luís Filipe - primeira parte desastrosa, como extremo; segunda parte de qualidade, como defesa. Não é difícil perceber, Camacho. Nota 6.

Nuno Gomes - fez uma excelente exibição, adornada pela fantástica assistência para o golo do grego. Continuo a depositar muitas esperanças na sua dupla com Cardozo. Nota 8.

Cardozo - outro dos que ficam na retina. Bateu-se muito bem com os possantes defesas dinamarqueses, deslumbrou com o seu pé esquerdo e mostrou que tem tudo para se tornar num avançado de vulto na Europa. Eu acredito. Nota 9.

Nuno Assis - é um dos que parece não ser fã de Camacho. Está sem ritmo, mais gordo, e atitude continua igual desde a entrada do espanhol. É pena. Nota 5.

Romeu Ribeiro - mais um miúdo em que o espanhol não tem problemas em apostar. Veio reforçar o meio-campo num altura de grande aperto, na segunda parte, e saiu-se bem. Nota 7.

Bergessio - jogou muito pouco, infelizmente.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Ganhámos!

Salve Benfiquistas!
.
Pois é amigos, ganhámos ao Copenhaga e hoje (ou ontem?), dia feriado, vive-se grande frustração no mundo do futebol português. Frustração nossa, por não vermos o planeamento da equipa e qualidade de jogo que desejávamos; frustração deles, porque tiveram de lavar os dentinhos e bochechar com água do Guadiana.

«Ah se não fosse o velho... Salvos pelo velho... Graças a Deus que têm o velho...Está tudo mal, safa-se o velho... Foi o velho que fez a diferença, senão...»

Se, se, se...

Ganhámos. E eu, não estando morto de alegria, também não posso entrar em parafuso quando vejo uma equipa com valores inegáveis como o Luisão (apesar daquele mau alívio, Luisão!), o David Luís ( o Escrete está à espera dele...), o Léo (que dizer do Léo? Bendita a hora que entrou no nosso Clube!), o Rui Costa (maestro, artista, artesão, general, o último dos moicanos, o verdadeiro mágico português), o Cardozo (que portento!), e ainda o Nuno Gomes, o Petit e o Katsouranis, que independentemente da forma são grandes jogadores, o Quim, cada vez mais seguro, e jovens a rebentar de talento como o Coentrão (19 anos), o Adu (18 anos), o Dabao (19 anos)... e estou só a falar nos óbvios...

Ganhámos e temos tudo para continuar a ganhar. Perdemos o Simão? Como alguém já disse aqui, é da forma que o jogo se afunila menos para um só jogador. Perdemos o Manuel Fernandes? Mais fluidez no meio-campo. Se ele quer ir brincar ao “ninguém me tira a bola” para a Premier League, melhor para nós e para ele. 9 milhões. Temos um gajo com tiques? E isso que tem? É benfiquista como nós e saiu-lhe na rifa ir ver o jogo mais de perto. Ele que vá telefonando ao Eriksson, e o resto esclarece com o Rui Costa.

Vamos lá, minha gente, que o pessimismo em excesso não é virtude, é vício!

Saudações Gloriosas

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Fuck Him

Pessoalmente, não estou com grande vontade para escrever crónicas enquanto o Benfica realizar prestações deste calibre. Ou seja, até Fernando Santos abdicar do cargo de treinador do Benfica. Ontem estive na Luz. Fiz 600 kms para ver uma exibição triste, taciturna, miserável. Tal como o seu treinador, a equipa metia dó. Os jogadores, salvo algumas - poucas - excepções, demonstraram falta de querer, de garra e de ambição.

Apesar de tudo, o Benfica dominou um ainda mais frágil Copenhaga, durante todo o jogo. O golo acabou por surgir na primeira parte, fruto de um grande pontapé do Maestro, vindo do nada. Ainda antes do intervalo, depois de muita atrapalhação, os dinamarqueses chegaram ao empate. Luisão lesionou-se, entrou Adu, a equipa continuava apática. Estava tudo a correr bem.

Fernando Santos conseguiu, no mesmo jogo, utilizar três esquemas tácticos diferentes. Começou com o tradicional losango, durante os primeiros 45 minutos, alterou para um 4x3x3 com Coentrão e Adu no apoio a Cardozo e, por último, com a entrada de Nuno Gomes, conseguiu por o Benfica a jogar numa espécie de 4x2x3x1, com o Nuno Gomes e o Cardozo em cunha. Fabuloso registo. Os jogadores aplaudem. Podem não perceber nada da táctica, mas sabem os salmos todos de cor. E isso é de louvar.

Quando tudo parecia indicar que o resultado final seria o empate, Rui Costa sacou mais um grande disparo da cartola, aliviando a pressão sobre Fernando Santos, que até ali jazia no banco de suplentes. Sacana do Maestro! Fernando Santos não só não merecia a sorte que teve, como um empate não seria comprometedor de todo, quando comparado com a possibilidade de este ser demitido pelo Presidente. E o Rui Costa estragou isso tudo. Os adeptos aplaudiram a equipa de pé, ovacionaram os jogadores, mas não esqueço a assobiadela monumental aquando do anúncio do nome do treinador do Benfica.

A segunda mão realiza-se na quarta-feira, 29 de Agosto, na Dinamarca.

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

Sorteio da pré-eliminatória da Champions

Calhou-nos em sorte o FC Copenhaga ou o Beitar de Jerusalem. A primeira mão será disputada na Luz a 14 ou 15 de Agosto. De referir que o Copenhaga está em vantagem, derivado de ter ganho a primeira mão por 1-0, mas agora terá de ir a Israel...

De referir que o ano passado, empatámos 0-0 fora com os dinamarqueses e ganhámos 3-1 em casa. Já quanto aos israelitas, lembro-me que há alguns anos (treinados por Souness, acho eu...) "despachámo-los" com 5-0 na Luz, e lá, perdemos (já não me lembro por quantos), mas assegurámos a entrada na fase de grupos da Champions.

Seja como for, em qualquer dos casos e calhe quem calhar, seremos e somos, inequivocamente, favoritos. Temos o dever e a obrigação de nos apurarmos.