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domingo, 21 de outubro de 2007

Parabéns, Mozer!

Salve Benfiquistas!

Aqui no Eterno Benfica não podíamos deixar passar em claro a extraordinária conquista do Carlos Mozer, grande central do Sport Lisboa e Benfica (e mais tarde adjunto do Pequeno Mouro no nosso Clube) e uma grande referência da Selecção Brasileira.

O Mozer, além da mística benfiquista, é um homem com talento. Com efeito, no seu ano como treinador principal, conseguiu ser campeão com o Inter de Luanda, feito inédito na história do clube!



O facto traz-me alguma satisfação, não apenas como benfiquista, mas também enquanto "treinador de bancada". Com efeito, várias vezes me lembrei do Mozer ao longo dos últimos anos como adjunto ideal dos treinadores que passaram pelo Glorioso. Um homem com Mística, que pisou os relvados mais sagrados da Europa e do Mundo mas também conhecedor das tricas do futebol português, com a autoridade de um general mas a humildade de um soldado - porque nunca o foram buscar? Ah, se eu mandasse...

Por outro lado, li divertido a notícia no site AngolaPress que dá conta do feito do Mozer. Nela se diz...

Mozer resistiu à tempestade inicial, quando começou a montar o que queria para transformar o Inter num emblema capaz de lutar pelo título.

No arranque, teve dificuldades. A vitória só surgiu na sexta jornada, frente ao Atlético Sport Aviação (ASA), por 2-1. Além de ter estado mal na prova interna, o antigo internacional da selecção brasileira e do Benfica de Lisboa viu ainda a sua equipa ser afastada prematuramente da Taça CAF.

A partir da sexta ronda, tudo mudou. O Inter acertou e nunca mais perdeu. A estreia de Mozer no Girabola 2007 foi marcada por empate, em casa, frente ao Sagrada Esperança da Lunda Norte (1-1), porém na deslocação ao Soyo a equipa "caiu" (0-1) e "derrapou" diante da Académica local, na segunda jornada.

O posto do técnico brasileiro começou a ser questionado pela opinião pública e suas capacidades dividiram os adeptos e analistas desportivos, com a derrota caseira frente ao despromovido Atlético do Namibe (1-2) na quarta ronda. A crise de resultados persistiu, com empate no Lubango (2-2) ante o Desportivo da Huíla.

Para a surpresa de muitos adeptos que punham em causa a continuidade do treinador, que momentos depois de contratado ordenara a troca do relvado do Estádio 22 de Junho, o presidente do clube, Alves Simões, saiu em defesa de Mozer, na sequência da goleada na quinta ronda ante o 1º de Agosto (0-3).

O "voto de confiança" deu segurança e crença no futuro do plantel no Girabola. De contestado, Carlos Mozer passou a ser visto de outra forma, em face do triunfo na jornada seguinte sobre o ASA, no Estádio da Cidadela (2-1), mantendo o mesmo resultado na viagem a Benguela sobre o 1º de Maio.

Daí em diante, os polícias pontuaram sempre e o pensamento (utópico) pelo título ganhou forma e consistência até garantir o ceptro, inédito na história do clube.


Pois é, o Mozer resistiu à tremideira, às pressões, aos primeiros maus resultados... Mas o Inter de Luanda não é propriamente o Benfica, dirão alguns. Pois é, pois é...

Parabéns Campeão!

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Um jornalista (a) sério

Quem não conhece Pedro Pinto?

Começou a apresentar programas para jovens no Canal 2, tornou-se no único pivô português da CNN Internacional, com a qual ainda colabora, teve passagem (breve..) pela Sport TV do Oliveirinha, e, mais recentemente, foi escolhido pela UEFA para apresentar o sorteio dos Grupos para esta temporada da Liga dos Campeões. E fê-lo com classe, pois é um tipo com classe.

Mas não se fica por aqui. Pedro Pinto é benfiquista e assume-o sem complexos, num país (ou será fora dele, em Londres?) onde a mediocridade se tinge em tons regionalóides de azul ou pindéricos de verde.



Vou aqui reproduzir excertos da “conversa” que Pedro Pinto teve no chat da uefa.com, e que podem consultar em inglês e na íntegra nesta página. (Vergonhosamente, a pt.uefa.com ignorou a entrevista, decidindo não a partilhar com a comunidade lusófona internacional. Dor de cotovelo ou alergia ao vermelho?)

...

Utilizador: Olá, Pedro. O que é que se passa hoje em dia com as equipas portuguesas? Parece que não há dinheiro, o que não acontece com outros grandes clubes.

Pedro Pinto: Tanto quanto sei, o problema deriva de os montantes conseguidos com a venda de direitos televisivos em Portugal não terem nada a ver com os que são praticados em países europeus de maior dimensão. [É impressão minha, ou há aqui uma indirecta ao Oliveirinha?]

[...]

Utilizador: Olá, Pedro. Se hoje em dia fosses futebolista, em que equipa gostavas de jogar e porquê? Obrigado!

Pedro Pinto: Gostava de jogar no Chelsea. Seria excelente ser treinado pelo José Mourinho e descobrir o segredo dele para manter sempre toda a gente motivada e de olhos postos num objectivo comum. Mas como sou do Benfica desde pequeno, também gostava muito de vestir a camisola do clube.

Utilizador: Qual foi o melhor jogo a que alguma vez assistiu?

Pedro Pinto: O melhor jogo entre clubes que me recordo de ter assistido foi a vitória do Benfica sobre o Marselha nas semi-finais da Taça UEFA em 1982. Eu era um puto e nunca mais me esquecerei do Estádio da Luz naquele dia.

...

E para terminar este post, deixo as seguintes questões: porque é que um tipo com o talento e a projecção do Pedro Pinto vive à margem dos media desportivos portugueses? Porque é que não possui um programa de análise, e víboras como o Rui Santos ou o David Borges têm direito a poluir as nossas emissões de televisão e rádio? Será que é preciso ser-se anti-benfiquista (ou benfiquista “sado-maso”) para se conquistar um lugar ao sol?

Reflictam...

Saudações Gloriosas

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Vamos Crucificar o Camacho!

Salve Benfiquistas,

Para quem não se lembra - embora não tenha sido assim há tanto tempo! - tanto Camacho como a “Velha Raposa” foram tratados abaixo de cão pela massa benfiquista até à tarde (de Taça um, de Betadine outro) em que trouxeram um troféu para a nossa extensa vitrine...

Nessas duas ocasiões espantosas, assistiu-se a milagres em triplicado: dos 2/3 de benfiquistas mais críticos (“crítico” é eufemismo – “sedentos de sangue” talvez esteja mais próximo da realidade), 1/3 calou a matraca e o outro terço sofreu uma conversão na hora ao melhor estilo “Fátima, colheita de 1917”; o último terço teve cura instantânea dessa terrível doença que é ser um “acomodado” e “yes man” e afinal, parece que até, se calhar, quer dizer, desta vez, tinham raz... bom temos todos razão e o que interessa é que ganhámos.

Agora que o Santos regressou para junto de nós na bancada, temos aí o José António que bateu com a porta no clube dos mercenários galácticos e andava a lamber a ferida desde então.

Como aqui o vosso amigo já sabe do que a casa gasta (quer dizer, acredito em milagres do estilo acima referido mas não acredito em milagres tipo “água transformar-se em vinho” ou “Fortaleza Benfica”), ocorreu-me começarmos já a adiantar trabalho e a crucificar o homem para depois, com alguma sorte, termos ascensão no final da época.


E como é sempre mais fácil pegarmos no que deixámos do que ir para coisas novas, lembrei-me de recuperar os “pregos” com que muitos se entretinham a espetar o murciano...

* "Camacho, não percebes nada de tácticas, minha abécula!"
* "Camacho, passas a vida em Espanha de férias, meu palhaço!"
* "Camacho, só queres saber do Real Madrid!"
* "Camacho, és um mole com os jogadores. Estágio nas Caldas o caraças, mete mas é esses gajos a suar, meu malandro!"

São os pregos que agora me vêm à memória. Mas podemos descobrir mais, dos antigos como recentes, porque nisto somos nós bons.

Tragam os martelos!

Saudações Gloriosas

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Ganhámos!

Salve Benfiquistas!
.
Pois é amigos, ganhámos ao Copenhaga e hoje (ou ontem?), dia feriado, vive-se grande frustração no mundo do futebol português. Frustração nossa, por não vermos o planeamento da equipa e qualidade de jogo que desejávamos; frustração deles, porque tiveram de lavar os dentinhos e bochechar com água do Guadiana.

«Ah se não fosse o velho... Salvos pelo velho... Graças a Deus que têm o velho...Está tudo mal, safa-se o velho... Foi o velho que fez a diferença, senão...»

Se, se, se...

Ganhámos. E eu, não estando morto de alegria, também não posso entrar em parafuso quando vejo uma equipa com valores inegáveis como o Luisão (apesar daquele mau alívio, Luisão!), o David Luís ( o Escrete está à espera dele...), o Léo (que dizer do Léo? Bendita a hora que entrou no nosso Clube!), o Rui Costa (maestro, artista, artesão, general, o último dos moicanos, o verdadeiro mágico português), o Cardozo (que portento!), e ainda o Nuno Gomes, o Petit e o Katsouranis, que independentemente da forma são grandes jogadores, o Quim, cada vez mais seguro, e jovens a rebentar de talento como o Coentrão (19 anos), o Adu (18 anos), o Dabao (19 anos)... e estou só a falar nos óbvios...

Ganhámos e temos tudo para continuar a ganhar. Perdemos o Simão? Como alguém já disse aqui, é da forma que o jogo se afunila menos para um só jogador. Perdemos o Manuel Fernandes? Mais fluidez no meio-campo. Se ele quer ir brincar ao “ninguém me tira a bola” para a Premier League, melhor para nós e para ele. 9 milhões. Temos um gajo com tiques? E isso que tem? É benfiquista como nós e saiu-lhe na rifa ir ver o jogo mais de perto. Ele que vá telefonando ao Eriksson, e o resto esclarece com o Rui Costa.

Vamos lá, minha gente, que o pessimismo em excesso não é virtude, é vício!

Saudações Gloriosas

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Vedeta ou Marreta?

Salve Benfiquistas!

Não vos quero falar do blog fundado pelo nosso amigo T-Rex, mas de um fenómeno “de duas cabeças”, típico de pré-época e que convém combater: o “queimanço” ou endeusamento prematuro.

O endeusamento prematuro é nocivo, não pelo entusiasmo gerado na pré-época, mas pela "ressaca" desse mesmo entusiasmo quando começam os jogos a doer. Já diz o ditado, quanto maior a altura, maior o tombo... Quando o entusiasmo se transforma em exigência “instantânea” e intolerância ao mais pequeno erro – sobretudo nos primeiros jogos da época! - é que se percebe o real perigo do endeusamento.

O “queimanço” também é nocivo, e nisto temos ajuda dos nossos adversários. Muitos procuram, desde cedo, arranjar “clichés” para definir um jogador: este é um flop, este tem medo de rematar, aquele é egoísta, este sai mal nos cruzamentos, etc. O atleta fica marcado, o que em alguns casos pode ter consequências negativas no próprio desempenho: se lhe chamam tosco, vai tentar à viva força fazer bonito, se lhe chamam velho, vai tentar provar que é tão ágil como os novos, etc...

Não digo que, como no “Vedeta e Marreta”, se espere pelo fim de uma carreira (ou quase) para se avaliar um jogador, mas penso que é sensato sermos moderados na nossa apreciação dos reforços... Vamos dar espaço aos “discretos” para crescer, e saber aceitar as baixas de forma das nossas grandes promessas...

Saudações Gloriosas!

segunda-feira, 2 de julho de 2007

O poeta do silêncio

Salve benfiquistas!

Os treinadores de futebol não costumam primar pela eloquência. Todos sabemos, porém, que para um treinador de futebol falar bem não precisa de falar muito. Com meia dúzia de chavões e um punhado de ideias simples e claras, qualquer treinador se safa com brio de uma entrevista.

No entanto, todos sabemos também que há treinadores, entre os quais o nosso Fernando Santos, que quando falam têm tendência a meter os pés pelas mãos. Como líderes de homens, possuem virtudes e defeitos; mas como relações públicas deles mesmos, espalham-se ao comprido, ao ponto de nos fazerem duvidar da sua competência global.

Lendo a entrevista de Fernando Santos ao pasquim Record (1 de Julho de 2007), não pude deixar de reparar na quantidade alarmante de afirmações “estranhas” proferidas pelo nosso treinador. Analisemo-las.

Não gosto de falar em reforços pois parece que são melhores do que os que cá estão.

Estava eu convencido de que os reforços eram mesmo para ser melhores que os cá estavam. Já dizia o Camacho: “Para virem reforços, só se forem melhores do que os que cá estão”. Mas afinal, o murciano estava errado.

O Benfica tinha um plantel reduzido no que diz respeito à equivalência de qualidade dos jogadores. [...] o plantel do Benfica tinha 13/14 jogadores e isso não pode voltar a acontecer.

Estas afirmações também são curiosas, sobretudo porque não me lembro de as ouvir proferidas no início da época anterior; nessa altura, o discurso era mais triunfante. Mas também posso andar esquecido... Resta acrescentar que, com um plantel ainda mais desequilibrado, os três treinadores anteriores conseguiram conquistar mais do que o Sr. treinador actual. Sem desculpas.

[Em resposta à pergunta do Record: Com plantel mais equilibrado e mais a Taça da Liga vai rodar mais o plantel esta temporada?]A ideia não é rodar, é mediante o calendário ter condições para mudar de jogo para jogo mas também no próprio jogo.

Portanto a ideia não é rodar, é apenas rodar.

[...]Quero poder lançar outros quando alguns atletas estiverem em baixo de forma.

A questão é, em que forma estarão os “outros” (e com que entrosamento) se passarem a vida no banco feitos inválidos...

O que sinto é que não há grande cultura do treinador português e é sempre exigido determinado número de coisas...

Entre outras, que ganhe. Quanto à falta de “cultura” ou tradição de treinadores portugueses no Benfica, o Sr. Fernando Santos, que é benfiquista, conhece-a melhor que ninguém. Mais do que queixar-se de uma realidade que já conhecia há bem mais que uma época, valeria mais lutar para mudar o status quo.

A pré-eliminatória, em termos económicos, é muito importante para o Benfica. Mas veja-se o caso do Bayern de Munique que não vai estar na Champions.

Em primeiro lugar, não gostei muito da alusão ao Bayern. Cheira-me a desdramatização antecipada para um eventual falhanço na pré-eliminatória... Em segundo lugar, alguém que lembre ao Sr. Fernando Santos que o Benfica é um Grande Europeu, e que a participação nas competições europeias não tem só a ver com o económico mas também com a defesa dos nossos pergaminhos.

... pela experiência que tenho, o que me foi dado sempre a ver é que não encontro nenhum argumento muito válido para fazer um estágio no estrangeiro, a não ser razões económicas.

O económico volta à carga. Caro Fernando Santos, lembre-se dos milhares de benfiquistas espalhados por esse mundo fora, sobretudo na Europa, em África e na América do Norte, que raramente têm a oportunidade de ver ao vivo o seu Clube do coração. Não serão eles um argumento válido?

E já mesmo no fim da entrevista...

[Respondendo se contava com Yu Dabao no plantel] Vamos ver. Tenho de o ver primeiro.

Ainda não viu? Madre mia!

...

Enfim, só nos resta esperar uma pré-época mais bem sucedida do que "certas e determinadas" entrevistas.

Saudações Gloriosas!

quinta-feira, 3 de maio de 2007

A Liga dos Campeões: mais que um luxo

Salve a todos!

Nos meios benfiquistas, é corrente opor-se a relevância da participação da nossa equipa em provas da UEFA à da conquista de títulos internos. Existe aliás quem defenda uma estratégia que passa pela aposta declarada nas provas nacionais em detrimento das provas europeias, relegadas para uma 2ª fase deste "Renascer" benfiquista.

Acontece que a realidade do futebol moderno nos obriga a rejeitar esta estratégia e adoptar uma outra, que desafia o senso comum: a aposta na Liga dos Campeões como meio de reconquistar Portugal.

Afirmou há alguns meses Domingos Soares Oliveira (DSO), administrador-executivo da SAD, "A participação nesta prova [Liga dos Campeões] é algo de fundamental para o desenvolvimento futuro do futebol. É mesmo muito importante. Um Clube com a dimensão e objectivos do Benfica (do ponto de vista desportivo e de geração de receitas) tem obrigação de participar na Champions". Com efeito, há em Portugal um conjunto de factores que nos "obrigam" à Europa.

Em primeiro lugar, e reconhecendo o esforço de todos nós enquanto sócios, nomeadamente no pagamento de quotas, aquisição de produtos e bilheteira, a verdade é que o Benfica não é capaz de construir uma equipa claramente dominadora apenas com receitas "nacionais". Para isso contribuem os limites óbvios de um mercado relativamente pequeno como é o português, a magreza das receitas derivadas de direitos televisivos (o factor "Oliveirinha" do futebol luso) e a antipatia (para não dizer mais) de muitas instituições, nomeadamente no futebol, face ao Sport Lisboa e Benfica. Estes são três factores que não afectam de forma tão contundente a maioria dos grandes e médios clubes europeus. O Bayern de Munique e o Ajax, por exemplo, nunca terão de se preocupar com "Valentins" na Liga e "Laurentinos" ou "José Lellos" na estrutura de Governos. Já a Liga Inglesa gera receitas milionárias, o que modera a importância dos ganhos europeus para os seus Clubes.

Todavia, no Benfica, estes ganhos (que compreendem a fatia das receitas arrecadadas pela UEFA e devida ao Clube, bilhética e prémios) representam a segunda fonte de receitas logo a seguir às quotizações (isto ignorando, obviamente, a venda de jogadores, uma faca de dois gumes no que concerne aos "proveitos"). Não podemos também esquecer todas as repercussões positivas que uma boa participação em provas da UEFA tem para o nosso Clube. Lembremos que na época passada, apesar da prestação medíocre no campeonato, a equipa conseguiu atrair ao estádio um grandíssimo número de adeptos mercê das vitórias épicas na Liga dos Campeões. Lembremos também que a SuperLiga é um campeonato algo ignorado, e que uma equipa que se dá a mostrar na Champions tem maior capacidade para atrair a si jogadores de gabarito e também de realizar melhores vendas do que uma que se fique pelas fronteiras do país (afirma DSO: "A Champions é a grande 'montra' que existe a nível europeu, e é natural que os nossos jogadores se valorizem").

Penso, portanto, que as boas prestações do Benfica na Europa no passado recente são extremamente importantes e nada secundárias para que retomemos as rédeas do futebol português. A mais que provável conquista do Pote 2 na fase de grupos da Liga dos Campeões (que abordarei com mais tempo noutro post) deixa-nos numa posição invejável, posição essa que os nossos inimigos já conhecem e souberam aproveitar. Agora chegou a nossa vez.

Saudações Gloriosas!

segunda-feira, 9 de abril de 2007

O banco fantasma

Salve Benfiquistas,

Não vou falar sobre o 2-2; cada um tirará as suas conclusões relativamente a este empate em Aveiro.

O que de facto me faz espécie – e francamente já perdi a esperança de o problema se resolver – é esta gestão um pouco... “minimalista”, para não dizer pior, do plantel da nossa equipa.

Desde já me confesso: não sou nenhum pseudo-Dr. ou “especialista” da bola. Sou um simples amante de futebol e do Benfica. Estou em crer que se eu sou capaz de analizar coisas como o desempenho e atitudes deste ou daquele jogador, um homem com a experiência no métier como Fernando Santos o fará com muito mais facilidade...

Vamos lá então à vaca fria: será que o perfume portista do Derlei é suficiente para fazer esquecer opções como Manu ou Paulo Jorge? De quem é Derlei? Do Dínamo de Moscovo. De quem são os outros dois? Do Benfica. Quem é jovem e tem vontade de vencer no nosso Clube? Quem precisa de apoio e encorajamento? Quem tem sido sucessivamente marginalizado, posto de parte do 11? Enfim...

E depois há a velha questão “Mantorras”. Eu não quero argumentar contra as limitações físicas do jogador, nunca o fiz aqui, apenas disse, e repeti há não muito tempo, que o Mantorras é um opção válida e importante – é um jogador desequilibrador, que tem o talento de lançar o caos nas defesas adversárias sobretudo quando estas jogam recuadas. Ora se eu, que não sou especialista nenhum, consigo ver isto, o que falta ao nosso Engenheiro para também o perceber? Mantorras pode ser muito mais do que uma solução de recurso. Aliás, o último treinador que o percebeu foi campeão no Benfica.

Francamente já nem estou com paciência para abordar a titularidade à prova de bala dos nossos laterais (o Miguelito não existe?) nem a utilização tardia do excelente David Luiz, com o consequente desgaste da nossa defesa titular nos jogos da Taça e outros.

Digo que fazia falta quem 1) percebesse que os campeonatos só se ganham com uma utilização inteligente do plantel ao longo de uma época, e até de um próprio jogo. 2) o dissesse ao nosso treinador.

Saudações Gloriosas

quinta-feira, 29 de março de 2007

...jogada de Simão, assistência de Nuno Gomes...

... e golo de Tiago.




Tinha mesmo de sublinhar. Perdoam-me o Benfiquismo?

quarta-feira, 21 de março de 2007

Uma lança na... Roménia

Ave Benfiquistas!

Como sempre defendi uma maior atenção por parte do nosso Glorioso a outros "futebóis", nomeadamente ao futebol de Leste, não posso deixar de me congratular com a confirmação de um protocolo entre o Benfica e o CFR Cluj da Roménia.

O que espero deste acordo é, não apenas a troca de conhecimentos que anuncia o site oficial, mas também a entrada do Benfica num "mercado" comunitário à vez promissor e não completamente saturado.



A propósito, convido-vos a visitar o belo site do Cluj



http://www.cfr-ecomax.ro/



Saudações Gloriosas!

sexta-feira, 9 de março de 2007

No ano passado, por esta altura...

tinhamos exactamente a mesma distância para a merda que temos agora.

4 pontos à Jornada 20.

Depois foi o descalabro, com exibições displicentes de algumas "vacas sagradas" e uma incapacidade de Koeman, um estreante no futebol luso, em levar a bom porto os jogos com os pequenos.

Este ano, a equipa, agora orientada pelo veterano Santos, demonstra um futebol de qualidade indiscutivelmente superior - superior inclusive ao de Trap campeão.

Mas permanece o cepticismo, legítimo, e alguma insatisfação. A equipa - o 11 - joga bem.

Será suficiente?

quinta-feira, 8 de março de 2007

Não foi por falta de aviso

Fernando Santos tem optado por apostar num leque reduzido de jogadores em detrimento de uma utilização mais equitativa do plantel.

Enquanto alguns folgavam, houve quem avisasse:

1) titularidades de 'chofre'
2) desgaste do 11 habitual

são o (péssimo) reverso da medalha. Neste jogo com o PSG assistimos já a estes dois factores em marcha. Por um lado a titularidade de chofre de um jovem talentoso, mas que não pode ser culpado, nem pelo azar (escusável) do Luisão, nem pela falta de timing de quem o deixou até aqui no banco.

Por outro o desgaste mais que compreensível de alguns titulares, sobretudo o Léo. No meio de tantas lesões, temos tido bastante sorte com os dois laterais titulares. É esperar (rezar?) para que a sorte continue.

Creio que ainda vamos a tempo de sanar a situação, mas para isso Fernando Santos terá de repensar seriamente a sua política de gestão do plantel. É que para o fim da época, Sr. Engenheiro, ainda faltam uns mesitos... convém não esquecer.

Saudações Gloriosas

sábado, 24 de fevereiro de 2007

Pensar a Taça UEFA

Salve Benfiquistas!

O Benfica derrotou os cães vermelhos, está nos oitavos de final, e já todos pensamos na conquista da "Taça dos pobres" da Europa.

O facto é que este ano temos bons motivos para sonhar com tal feito. Há uma equipa de talent0 com rodagem europeia ao mais alto nível, há um treinador que (com todos os seus defeitos) conseguiu despertar a dinâmica ofensiva da mesma e...

há também, e convém não menosprezar estes factores, 1) uma leva bastante fraca de equipas italianas (obrigado Calciocaos) que entretanto já caiu, 2) um próximo adversário ainda a despertar do pesadelo que foi a primeira metade da época, e 3) um Werder Bremen, que todos apontavam como o "papão" deste ano, a mostrar alguns sinais de fadiga.

A prudência (e o Sevilha, e os outros) aconselha-nos, contudo, a não vender a pele do urso antes de o ter caçado.

Saudações Gloriosas

sábado, 6 de janeiro de 2007

Sport Lisboa e Benfica - Oliveira do Bairro (4ª eliminatória da Taça de Portugal) - Avaliações individuais

Quim - 'Tarde tranquila' é um cliché que se aplica bem à sua actuação. Um remate cruzado na primeira parte (desviado por Ricardo Rocha) e um cruzamento ao segundo poste (fora) na segunda chegaram para assustar, mas não para dar uso às luvas.

Leo - Não teve muito trabalho a defender. Na segunda parte esteve mais presente no ataque, sendo as suas subidas bem compensadas por Manu (sobretudo no último quarto de hora).

Nélson - Foi um jogo a meio gás do jovem talento, apesar de ter tido algum trabalho na primeira meia hora, fruto da insistência do Oliveira do Bairro nos passes rasgados para o seu flanco. Depois, aproveitou para fazer um dos seus centros mortais e oferecer de bandeja o segundo golo a Nuno Gomes. Na segunda parte, apoiou correctamente o ataque, mas sem grandes investidas.

Ricardo Rocha e Anderson - Os centrais estiveram ambos seguros. Anderson mostrou frieza com a bola nos pés e Ricardo Rocha, cheio de confiança, foi insuperável nas 'alturas'... chegando até a aventurar-se pelo flanco esquerdo nos últimos minutos.

Petit e Katsouranis - Petit teve um regresso discreto mas correcto ao meio-campo do Benfica. Katsouranis voltou a mostrar o seu oportunismo na área e marcou um golo. Tiveram ambos alguma dificuldade em construir jogo pelo meio, fruto do 'Autocarro' que a equipa de Oliveira do Bairro decidia, volta e meia, instalar à frente da sua área.

Simão - O pequeno génio jogou a meio-gás, mas ainda pôde fazer um boa assistência para Nuno Gomes. Bem substituido por Manu.

Karagounis - Bem se esforçou, mas acabou por ter a exibição menos conseguida da equipa. O seu dribble excepcional não conseguiu fazer mossa na linha defensiva dos visitantes.

Nuno Gomes - Nuno Golos voltou a dar mostras de uma classe e nobreza de espírito que são raras no futebol de hoje em dia. Já depois de ter resolvido o jogo na primeira parte com dois golos 'fáceis', o Nuno entrou na segunda parte a falhar outros tantos golos, um num encosto a um centro rasteiro da esquerda, o outro num remate 'à vontade' em cima da linha da área. Houve assobios por parte de muitos benfiquistas campeões olímpicos do assobio; mas também houve palmas, dos que reconhecem o seu valor inegável. Ao minuto 54, cruzamento da esquerda para a área e o amarantino, completamente solto, revela-se,uma vez mais: em vez de tentar o cabeceamento e o hat-trick fácil para calar o assobio, assiste primorosamente de cabeça o seu colega mexicano para o 4º da tarde, e o golo mais bonito do jogo, sem contestação. Obrigado disse Kikin, por mais uma assistência de cabeça (depois do jogo com os belenenses). Obrigado, dizemos nós. Man of the Match.

Kikin Fonseca - Kikin teve uma primeira parte trabalhadora, mas nem sempre conseguida. Foi na segunda parte que deu mostras da sua qualidade finalizadora. Primeiro, marcando o golo mais bonito da partida, solto frente ao guarda-redes do Oliveira de Bairro, e depois, iludindo o fora-de-jogo, ao despachar para as malhas e à entrada da área um bola traiçoeira que a defesa adversária não soube limpar. Kikin cresce de forma.

Rui Costa - o Maestro voltou aos relvados, substituindo Katsouranis para a segunda parte. A sua exibição oscilou entre a classe pura, tanto no dribble como na visão de jogo, e alguma insegurança natural para quem volta de uma lesão. Assim que entrou, o Maestro começou de imediato a distribuir jogo pelos 'instrumentos', sobretudo Nuno Gomes (depois Mantorras), Kikin e Manu. Infelizmente, não saiu dos seus pés nenhuma jogada decisiva.

Manu - Entrou para o lugar de Simão, jogando sobre a ala esquerda. De notar a sua capacidade de, através da garra e velocidade tão próprias dele, criar grande perigo junto à linha. Combinou sobretudo com Mantorras e Rui Costa, mas não teve a felicidade de estar numa jogada de golo, apesar de dois centros muito perigosos.

Mantorras - Mantorras teve vinte minutos positivos a 'vagabundear' pelo ataque. Foi combinar com Nélson à direita, tentou furar pelo meio, sem sucesso, ensaiou um bom remate à entrada da área que lhe saiu por cima da barra - mas esteve sobretudo bem nas suas combinações com Manu e dribble pela esquerda.

Reportagem Oficial Eterno Benfica

segunda-feira, 25 de dezembro de 2006

Em defesa do 'Man'


Aqui vai uma entrada polémica, malta:

Eu ACREDITO no Mantorras.


Esse mesmo, o que veio do Alverca a sonhar alto com o A.C.Milan, o do cachecol do Sproten, o da inteligência luminosa que o leva a tentar falsificar o passaporte, o que tem sido encostado ao banco por todos os treinadores que passaram pela Luz e inclusive pelo próprio selecionador nacional, e que parece continuar no Benfica apenas por uma teima do seu presidente, MAS...

também o Mantorras que ano após ano continua a marcar golos decisivos com o pouco tempo que tem em campo, o Mantorras que nos ofereceu o 31º campeonato com as suas assistências e golos em 2005, o Mantorras da boa prestação na Suiça e contra o Bordéus na pré-época, o Mantorras que lança a confusão na defesa adversária, como este ano no Dragay, o Mantorras que traz alegria às bancadas.

O homem coxeia - e depois? O Garrincha, o 'Anjo de Pernas Tortas' , com uma perna 6 centímetros maior que a outra, é considerado por muitos no Brasil como o melhor depois de Pelé. Já vi muitos jogadores de pernas iguais a 'mancarem' mais com o jersey do Benfica do que o Mantorras.

Chegam com o rótulo de grandes promessas e a titularidade garantida, depois não coxeiam... mas também não fazem a diferença, e vão-se sem história e sem deixar saudades.

E quem fica? Fica o 'torras de Angola, claro. E ainda bem que assim é.

(um obrigado ao blog A Xafarica pela foto.)

segunda-feira, 4 de dezembro de 2006

Ser benfiquista hoje...

...é pertencer a um clube que acorda lenta mas seguramente de um estranho torpor. O tempo de puxar dos galões das taças e finais vencidas e perdidas já lá vai. Hoje em dia, cada benfiquista sabe que é preciso lutar, no dia-a-dia, pela afirmação e vitória do Nosso coletivo.

Cada um de nós, enquanto cidadão, sócio do Benfica, votante, consumidor, membro da tão falada ‘sociedade civil’, agente económico ou até mesmo cibernauta sabe que o que faz (ou deixa por fazer) define o lugar e o sucesso do Benfica.

Os inimigos do Benfica (que muitos negam existir) também o sabem, e por isso trabalham sem pejo para nos desbaratar, para nos desmoralizar, para nos diminuir e enfraquecer.

Não podemos deixar que isto aconteça. Por cada um de nós? Não! ‘Nós’ estamos bem. Ou ‘cá vamos andando’ neste país, neste mundo e seus enganos. Por nós, não. Mas pelo clube que amamos.

Lembrem-se disto: em cada compra, em cada decisão, em cada palavra escrita ou dita, pode e deve existir uma centelha Gloriosa.

Saudações Benfiquistas