
Nesta paragem para os jogos de apuramento para o Mundial-2010, o Benfica continua a trabalhar, mas, para surpresa de muitos, entre os quais eu mesmo, com dois renegados agora reintegrados: Javier Balboa e Jorge Ribeiro.
Contratados na época passada, os dois jogadores tiveram percursos diferentes ao longo da época. Jorge Ribeiro foi utilizado intermitentemente. Começou como suplente de Léo, mas rapidamente, à 3ª jornada, ganhou o posto, perdendo-o depois no início do novo ano para David Luiz. O seu rendimento oscilou entre o bom e o muito mau, sendo a falta de velocidade apontada como o principal problema. Já Balboa, contratado por 4 milhões de euros a pedido de Quique Flores, foi mas regular, mas sempre na mediocridade total. Nunca se afirmou. Nos poucos jogos que fez, entrou sempre perto do fim ou, quando jogava a titular, até era substituído na primeira parte devido ao fraco rendimento.

Na minha opinião, Jorge Ribeiro não é inferior a César Peixoto, nem mesmo a Shaffer. Bem trabalhado por Jorge Jesus, poderá vir a ser mesmo uma surpresa. No entanto, o seu passado mais que conhecido e nunca esquecido pelos benfiquistas constituiu o seu principal
handicap. Já o disse anteriormente: não aceito que um ex-jogador, ainda por cima benfiquista desde pequenino, insulte os adeptos e, por conseguinte, o clube, daquela forma. Não esqueço, mas quase perdoo. É no "calor do jogo", ainda por cima foi mal-tratado pelo clube. Se voltar a jogar não o assobiarei. Pelo contrário. Jogador que entra em campo com a camisola do Benfica envergada, tem de ser aplaudido, a menos que algo de extremamente grave se tenha passado (como aconteceu há uns anos no hóquei, com o Paulo Alves). Já o valor de Javier Balboa é mais difícil de descodificar. Não é tão mau quanto mostrou no ano passado, mas quem põe as mãos no fogo por ele? Ninguém, certamente. Contudo, "queimado" não por culpa dos adeptos mas por culpa de si mesmo, Balboa não deverá conseguir demonstrar o que vale. Acredito que sabe bem mais que o que já demonstrou, mas não creio que o evidencie na Luz.
Resta agora perceber qual o papel que Jorge Jesus tem reservado para estes jogadores. Podem ser peças influentes, meras opções de recurso, ou simplesmente para fazerem número, para treinarem e nada mais. Quanto a mim, já no próximo sábado, quando jogarmos com o Monsanto, poderemos ter, quem sabe, a resposta.