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sexta-feira, 20 de julho de 2012

Liga vs. Federação, round 4

A Liga decidiu, a Federação revogou. Esta disputa entre os dois organismos que gerem o futebol nacional ameaça tornar-se um clássico. Uma luta de egos que tem por objectivo demonstrar a superioridade de um órgão em relação a outro. Mário Figueiredo vs. Fernando Gomes.

À parte desta guerrilha de idiotas, o "marcha-atrás" na decisão de proibir os empréstimos entre clubes da mesma Liga tem consequências graves no planeamento da época de todas as equipas. O timing da decisão é, portanto, uma aberração. No que ao nosso clube diz respeito, o que vai acontecer a alguns jogadores da equipa B que não estariam à espera de fazer parte desse grupo, casos de David Simão, Miguel Rosa ou Djaniny?

Ainda assim, e apesar de toda a polémica, devo dizer que não sou totalmente contra os empréstimos entre clubes da mesma Liga. Sim, é verdade que desvirtua a competição na medida em que uma equipa costuma monopolizar as outras com vários jogadores que depois se lesionam misteriosamente, mas (e nestas situações há sempre um mas...) por outro lado, um empréstimo pode ser uma boa forma de um jogador evoluir e de ajudar a equipa (casos recentes de Coentrão, Adrien, etc).

Como resolver este "problema"? A meu ver, e com a introdução das equipas B, passa por limitar o número de empréstimos que cada clube pode efectuar e de que pode usufruir. Por exemplo, três. Cada clube poderia emprestar 3 jogadores e receber 3. Assim evitar-se-ia que os principais clubes conseguissem criar equipas satélites na primeira divisão como ocorreu num passado recente com o Vitória de Setúbal ou o Olhanense. Permitiria ainda aos jogadores um melhor desenvolvimento futebolístico, o que acarreta benefícios para o clube que empresta, e uma maior qualidade para o clube que recebe esses jogadores. Todos sairiam a ganhar, sem haver falsificação da verdade desportiva.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Mário Figueiredo, presidente da Liga

Mário Figueiredo venceu António Laranjo na corrida à presidência da Liga de Clubes. Apoiado pela maioria dos clubes ditos mais pequenos, conseguiu vencer o candidato que reunia o apoio dos três grandes. Quem é Mário Figueiredo? De onde vem? Que projectos traz para a Liga de Clubes? O que defende?

Numa Liga cada vez menos autónoma e cada vez mais dependente da Federação, Mário Figueiredo, advogado de profissão, faz parte de um escritório (GMSSC) constituído por Gil Moreira dos Santos, advogado de Pinto da Costa no processo Apito Dourado, e Adelino Caldeira, administrador da SAD do FC Porto. Mário Figueiredo é ainda genro do presidente do Marítimo, Carlos Pereira, sendo advogado dos insulares. Parece portanto estranho verificar que não reúne o apoio dos portistas. Estranho? Talvez não. Tendo em conta que o FC Porto não apoiou Fernando Gomes para a presidência da Federação, encontramos aqui um padrão. Os interesses aparecem mascarados, há que ter atenção a estas situações.

Qunato a projectos, Figueiredo apresenta como bandeira o alargamento da Liga para 18 clubes, a renegociação e redistribuição do dinheiro dos direitos televisivos, publicidade e apostas online e a introdução de mecanismos de solidariedade aos clubes com menores capacidades financeiras. A primeira medida agrada-me e explicarei porquê noutro post, as outras duas parecem-me prejudiciais aos grandes mas mais ao Benfica que aos outros uma vez que, goste-se ou não, somos o clube que mais dinheiro consegue fazer mover.