Mostrar mensagens com a etiqueta Burro Queiroz. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Burro Queiroz. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Isto está a ser tão divertido...

Confesso que estas exibições medíocres da selecção comandada por um rastejante e submisso Carlos Queiroz me enchem as medidas. Os nacionalistas e patriotas que me perdoem, mas isto é muito bom. Cada um tem o que merece, cada um colhe aquilo que semeia, e Carlos Queiroz conseguiu que a eufórica Covilhã passasse a assobia-lo em treinos e jogos. Até ouvimos olés dos cabo-verdianos. Cabo-Verde, essa potência mundial localizada no 117º lugar do ranking FIFA, entre o Botswana e o Vietnam. É a loucura. Queiroz, a ti, meu caro, cito o nome do guarda-redes: Fock (you).

P.S. O ambiente que se vive na SIC Notícias deve ser bonito. Então o nível nem se fala. Ontem, Rui Santos afirmou várias vezes que "o senhor Ferreira tem Dias em que à noite é um descalabro total", hoje, Dias Ferreira ripostou afirmando que "o menino Rui é um produto de uma noite ou de um dia de completo descalabro". Lindo. É a elite.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Sinceramente: apoias Portugal no Mundial?

Eu não. Liminarmente não. Não é, nem pouco mais ou menos a minha selecção, não tem os valores que defendo. E para mim, sem valores com os quais me identifique, não apoio, tão simples quanto isto. Um seleccionador que diz "Acho que o Eriksson já comprou comprimidos para a dor de cabeça..." ou que pede os seus convocados para honrarem a camisola "pelos que ficam de fora" só pode estar a gozar com quem realmente trabalhou e merecia chegar à África do Sul. É uma autêntica palhaçada. Quem é o Daniel Fernandes? Alguma vez é melhor que o Quim? E o Duda? Quantos minutos jogou Paulo Ferreira, além de estar terrivelmente mal sempre que joga? Ricardo Costa? Não brinquem comigo? Zé Castro? Oh meu Deus! Danny? Depois de dez meses lesionado? Rolando? A sério, por que não foi o Jorge Mendes a anunciar a convocatória?

Quanto aos resultados daquela espécie de passatempo, são eles os seguintes (assumindo que um dos dispensdos será Zé Castro ou Ricardo Costa):

23 jogadores - José Mourinho - Nenhum concorrente
22 jogadores - Jorge Jesus - Nenhum concorrente
21 jogadores - Manuel José - sloml, Ponta Esquecida, O GLORIOSO, Éter, Varela
20 jogadores - Fernando Santos - L, JNF, djeiti, Vitor Fernando, RSA, Luis Rosario, NSC, Bruno
19 jogadores - Manuel Machado - LP, Sempre SLB, Tasmaniapt, eusábio, lavrador, Anónimo, troza, andremt, outro Anónimo,
18 jogadores - Carlos Brito - Tomás A.S., CAP CRÉUS
17 jogadores - Carlos Carvalhal
16 jogadores - Ulisses Morais - Jorge
15 jogadores - Zé Mota
14 jogadores ou menos - Luís Campos

Os parabéns a todos os que participaram, em especial aos vencedores: sloml, Ponta Esquecida, O GLORIOSO, Éter e Varela. Como viram, Queirós ou Queiroz, deu-lhes luta, ao convocar Daniel Fernandes e ao deixar de fora João Moutinho.

Os meus 23 convocados para a selecção de Portugal, onde só entram, obviamente, portugueses, seriam:

Guarda-redes: Quim, Eduardo e Rui Patrício
Defesas-direitos: Miguel e João Pereira
Defesas-esquerdos: César Peixoto e Fábio Coentrão
Defesas-centrais: Ricardo Carvalho, Fernando Meira, Bruno Alves e Nunes
Médios-defensivos: Miguel Veloso, Pedro Mendes e Rúben Amorim
Médios-ofensivos: Carlos Martins, João Moutinho e Tiago
Extremos-direitos: Cristiano Ronaldo
Extremos-esquerdos: Simão Sabrosa e Nani
Avançados: Nuno Gomes, Hugo Almeida e Makukula

Portanto, eu e o tio Carlos concordamos em 12 jogadores apenas, ou seja, metade. Bem, há tanta coisa para dizer que nem sei por onde começar. O melhor é mesmo ficar por aqui, antes que insulte toda a estrutura da FPF. Grandes palhaços, não há vergonha, nem o Oliveirinha era tão vendido como este prostituto intelectual de seu nome Queiroz. Olha, já foi.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Não terá sido o Júlio Isidro?

Carlos Queiroz reclama hoje os louros de ter sido ele a descobrir que Fábio Coentrão é um excelente defesa esquerdo. Precisamente hoje passam 510 anos do achamento do Brasil. Cheguei a temer que o ainda seleccionador português reclamasse ainda os louros do "achamento" das terras de Vera Cruz, mas, vá lá, conteve-se. Simplesmente quer naturalizar brasileiros à bruta e à balda: Liedson, Fábio, Rafael, Diego, Paulo Assunção. Não era ele o "pai" dos jovens jogadores portugueses?

Depois de Júlio Isidro ter lançado milhares de cantores, apresentadores, gente do mundo do espectáculo para esse mesmo mundo, eis que surge Carlos Queiroz a lançar jogadores que não são do seu clube e que nunca treinou. Fantástico. Aliás, devo fazer a devida correcção: afinal de contas, Coentrão já jogou sobre a orientação do "professor", no Portugal x Bósnia e actuou precisamente como defesa esquerdo. Hmmm? Espera? O quê? Olha, afinal parece que actuou como avançado esquerdo. Mas o tio Carlos lá sabe.

O homem que afirmou que "sem café a máquina não trabalha" descobriu que Fábio Coentrão é um excelente defesa esquerdo. Para mim não é excelente. Nem sequer defesa esquerdo! Quando o virmos jogar com o Brasil, aí quero ver, se ele for ao Mundial, é claro!

quarta-feira, 3 de março de 2010

Carlos Q.

É fingidor? É limitado? É mal intencionado? É maldoso? É burro? É incompetente? É incapaz? É grosseiro? É agressivo? É incorrecto? É inculto? É mau profissional? É preguiçoso? É arrogante? É sobranceiro? É inconveniente? É atrasado? É rancoroso? É ridículo? É parvinho? É vingativo? É abusador? É mau treinador? É mau seleccionador? É do compadrio? É pau mandado? É gozão? É provocador? É dono de um tacho? É aziado? É leviano? É incarismático? É desrespeitável? É inacreditável? É um mero adjunto? É o roupeiro? É grave? É desmotivador? É idiota? É mau? É muito mau? É péssimo? É aterrador? É Queirós? Ou é Queiroz? É ou não é? Como é?


Digam-me vocês, que eu já não sei: o que é Carlos Queiroz?!

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Apanhámo-lo

O caminho foi longo e tortuoso mas o objectivo foi alcançado: Portugal está no Mundial 2010 na África do Sul. Após um ano e dois meses de exibições desoladoras e resultados muito aquém dos esperados, Portugal conseguiu aquilo a que se tinha proposto. Os empates em casa com a Albânia (contra 10!) e com a Suécia, a derrota caseira frente à Dinamarca e a vitória magra e sofrível em Tirana com um golo aos 92 minutos foram insuficientes para satisfazer os portugueses (quase todos, o Rui Santos está deliciado). Uma naturalização à pressa de um jogador com mais de 30 anos, um seleccionador medíocre com convocatórias a roçar o inacreditável (Duda, Orlando Sá, Rolando, Daniel Fernandes, Eliseu, Gonçalo Brandão, tudo isto no período de um ano) e uma conotação a um clube nacional nunca antes vista, nem com António Oliveira. Uma afronta.

Queixavam-se de Scolari, mas o facto é que Queiroz ganha mais 33% que o brasileiro. Também não sou fã do campeão do Mundo, não só em termos disciplinares mas também de escolhas, mas o actual seleccionador... bate tudo e todos. No início, quando veio, disse de imediato que era contra e seria mau. Nunca pensei que fosse tão mau, mas foi.

Estamos no Mundial, mas não se iludam com as declarações de que "somos favoritos", "somos candidatos" e os "adversários têm medo de jogar contra nós". É mentira. Nos 11 titulares de hoje, apenas Bruno Alves, Ricardo Carvalho e Pepe estão em forma e a jogar a um nível aceitável. Os outros estão em claro sub-rendimento. Assim é impossível aspirar a qualquer coisa. O que devíamos realmente aspirar é a "porcaria que está na Federação". De Madaíl a Queiroz, passando por Amândio Carvalho, Oceano e outros "afilhados".

domingo, 15 de novembro de 2009

E dizem que não é talimã!

Ainda hoje, no jornal A Bola, um jornalista (o mesmo que disse que Portugal dobrou o Cabo das Tormentas no século IV), afirmou que o Estádio da Luz não era talismã nenhum para a Selecção. Depois do que vi fiquei com a clara ideia que "talismã" é pouco. Queiroz queria alimentar a vaca, não era? Pois hoje teve-a toda do seu lado, pois a Bósnia poderia ter saído de Lisboa com 3 golos.

Continuo sem perceber qual é o critério de Queiroz para escolher o onze: Paulo Ferreira?! Fez 120 minutos pelo Chelsea esta época, contra 830 de Miguel, pelo Valência. Duda?! Não bastam os sucessivos erros na Selecção? Meireles?! Está numa forma lastimável.

PS - Viram a cara de embaraço de Queiroz no final do jogo? Comidos pela Bósnia, enfim... 4ª feira quero ver. E arranjem um lugar no avião para a vaca. Vamos precisar dela.

domingo, 8 de novembro de 2009

Um crápula, um idiota, uma besta

É de Carlos Queiroz que falo. E da sua enésima convocatória ridícula. Desta vez volta a deixar de fora praticamente todos os jogadores portugueses da equipa que melhor futebol pratica em Portugal, o Benfica, para convocar indivíduos que estão num sub-rendimento gritante ou que não jogam absolutamente nada. Vejamos:

Guarda-redes: O Benfica tem dois dos melhores guarda-redes nacionais, que apesar de não serem uns predestinados, não certamente dois dos três ou quatro melhores em Portugal: Quim e Moreira. Queiroz já demonstrou por mais de que uma vez que não se importa de convocar jogadores que não passam de suplentes (vide o caso de Beto, curiosamente do... FC Porto, que joga no estádio que o "Prof." queria para os playoff), por isso poderia convocar Moreira. Não o fez. Poderia convocar Quim, que atravessa um bom momento de forma, mas prefere Eduardo, num momento de forma débil, Rui Patrício, em crise de confiança, bem como quase toda a sua equipa, e Hilário, suplente de Cech, no Chelsea. Muito bem, professor...

Defesas: Aqui o Benfica não tem muitos e bons jogadores portugueses. Há apenas Miguel Vítor, que pouco tem jogado e César Peixoto, titular do flanco esquerdo. Queiroz, esse génio, não convoca nenhum (!) defesa-esquerdo para este jogo importantíssimo. Tem Duda, uma nulidade, e Paulo Ferreira, que conta com uns brilhantes minutos de utilização esta época. Bravo professor...

Médio: No Benfica temos Fábio Coentrão, Carlos Martins e Rúben Amorim. O primeiro está convocado, o segundo lesionado e o terceiro, bom, o terceiro, inexplicavelmente não é opção. Nesse lugar de médio centro estão convocados Veloso, cuja qualidade e momento de forma não questiono, Moutinho, que todos os sportinguistas dizem que não está em forma para ser sequer titular neste Sporting, Tiago, que só por uma vez completou os 90 minutos nesta época, e Raúl Meireles, um afilhado de Queiroz que não tem qualidade para ser jogador de selecção e que nem sequer aguenta 90 minutos. Por que é que Amorim não está? Não sei. É do Benfica e basta. É bem Carlos...

Avançados: Nuno Gomes é um caso claro de "usa e deita fora". Queiroz viu-se aflito e teve de recorrer ao melhor avançado português desde Rui Águas. Agora que está mais à vontade não precisa do "21". Prefere Liedson (indiscutível), Hugo Almeida, que apenas recentemente voltou a jogar depois de operado a uma apendicite, num total de 45 minutos em 2 meses (!) e Edinho, que não é avançado para a selecção.


Os anticorpos que Queiroz tem para o Benfica são excessivos. Não é admissível que um seleccionador faça as suas escolhas em função do clube dos jogadores. Já se viu que quem é do Porto tem prioridade. Isto não é a selecção. É a equipa de Queiroz. Não é minha, certamente.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Era Scolari e a falsa questão da renovação

Um dos vários argumentos para o eminente falhanço queirosiano (que nunca engloba a culpa própria ou a incompetência), é a ausência de renovação feita por Luiz Felipe Scolari ao longo dos seis anos que ocupou o cargo de seleccionador nacional.

Um seleccionador não é responsável, em primeira instância, pelo sucesso ou insucesso, competência ou incompetência dos jogadores e dos treinadores das equipas nacionais e dos seus escalões de formação. Qual é o papel e a responsabilidade de Scolari, ou de qualquer seleccionador português, pelo desenvolvimento do escalão juvenil do Benfica? Aqui é difícil atribuir responsabilidades ao seleccionador, mas é isso mesmo que Queiroz tem tentado fazer transparecer. No entanto, um seleccionador tem responsabilidade mais que directa nos escalões de formação das selecções jovens, onde não se podem apontar grandes feitos a Scolari, devido à sua quase despreocupação e demissão de responsabilidade, como naquele caso em que disse "o chefe das sub-21 sou eu!", antes de um Europeu de má memória.

Por isso mesmo, para verificar que o argumento da ausência de renovação da selecção na Era Scolari é falso, faço uma lista dos jogadores introduzidos por Felipão que conseguiram ganhar um posto na equipa de todos nós, ou que não o tendo ganho, tinham condições para tal. Divido a Era Scolari (num total de 61 jogadores utilizados, creio) em 3 períodos.

Do Mundial 2002 ao Euro 2004

Após o desaire no Mundial do Oriente, a selecção nacional apresentava-se aos olhos dos adeptos como "velha e cansada". A geração que tanto prometia parecia estar a acabar sem deixar uma marca importante no futebol sénior. A equipa herdada de António Oliveira continha um lote de jogadores que não andava muito longe disto: Baía, Nélson, Ricardo, Jorge Costa, Fernando Couto, Beto, Jorge Andrade, Abel Xavier, Caneira, Rui Jorge, Frechaut, Petit, Paulo Sousa, Paulo Bento, Figo, Capucho, Rui Costa, Hugo Viana, Pedro Barbosa, Sérgio Conceição, João Pinto, Pauleta, Nuno Gomes, Sá Pinto, Simão, Quim e Secretário.

Com a chegada de Scolari, deste lote de 27 jogadores, apenas 12 aguentaram a transição do Mundial do Oriente para o Euro-2004. Nestes dois anos, e fruto das boas campanhas europeias do FC Porto e do futebol atractivo do Benfica, vários jogadores foram lançados, dando novo sangue à selecção. Entre 2002 e 2004, Scolari promoveu várias chamadas, sendo as de maior destaque Moreira, Paulo Ferreira, Miguel, Nuno Valente, Ricardo Carvalho, Costinha, Maniche, Tiago, Cristiano Ronaldo, Deco e Hélder Postiga. Onze jogadores! Em menos de dois anos! Se isto não é renovação é o quê? Ainda por cima tudo jogadores de qualidade inquestionável (tirando o Costinha, vá, que fez carreira com base numa ideia de super-jogador quando era um super-calhau).

Do Euro 2004 ao Mundial 2006

A primeira fase de renovação, de todas elas a mais difícil e arriscada, foi muito bem sucedida. Mas não bastava ficar por aqui: com um grupo novo, e preparando os novos ciclos, a selecção tinha de combinar duas vertentes: ganhar e renovar. Ambas foram muito bem conseguidas. Durante os amigáveis, fase de qualificação e Mundial de 2006, muitos jogadores de qualidade foram lançados, ou relançados, por Scolari. São casos disso Marco Caneira, Jorge Ribeiro, Ricardo Rocha, Fernando Meira, Manuel Fernandes, Hugo Viana e Hugo Almeida. Falamos de mais 7 jogadores. Deste grupo, Caneira, Meira e Hugo Viana já tinham sido convocados por outros seleccionadores, mas nunca tinham verdadeiramente jogado pela selecção, tendo feito apenas parte das convocatórias. Jorge Ribeiro e Ricardo Rocha, apesar de terem uma passagem efémera pelas quinas, não conseguiram dar continuidade às chamadas de Scolari não por falta de qualidade ou potencial, mas por terem escolhido rumos para as suas carreiras que os prejudicaram bastante (a saída do Benfica para o Tottenham no caso de defesa-central e a ida para a Rússia por parte do irmão de Maniche). Manuel Fernandes foi lançado, quem sabe, demasiado cedo, sendo demasiado jovem para se impor na equipa, apesar de eu manter a convicção de que é um jogador com um potencial e qualidade tremendas. Hugo Almeida, lançado neste tempo, não conseguiu afirmação imediata, derivado de haver outros pontas-de-lança com maior qualidade, casos de Pauleta e Nuno Gomes, mas começa agora a mostrar serviço, tendo já alinhado como titular em alguns jogos importantes, com Queiroz.

Do Mundial 2006 ao Euro 2008


Muita gente apontou este período como o mais difícil da Era Scolari. Foi-o, efectivamente. Já não havia o elã de anos anteriores. A selecção tinha perdido os verdadeiros líderes dentro de campo, Luís Figo, Rui Costa e Fernando Couto, ficando agora entregue a um conjunto de jogadores de grande qualidade como Simão, Nuno Gomes, Ronaldo, Ricardo e Ricardo Carvalho, mas sem o carisma dos anteriores. Contudo, é mais uma vez errado afirmar que neste período não houve renovação. Naquele período foram lançados Rui Patrício, Bosingwa, Pepe, Bruno Alves, Tonel, Miguel Veloso, Raul Meireles, Nani, Ricardo Quaresma, João Moutinho e Makukula. São mais 11 jogadores. Patrício, apesar de não ter jogado, ou te ter feito apenas um jogo, não sei ao certo, tem qualidade e pode muito bem vir a ser o futuro guarda-redes na baliza da selecção. Bosingwa, Pepe, Bruno Alves e Moutinho, com relativa facilidade, conquistaram o seu espaço, actuando como titulares em algumas ocasiões. Tonel e Makukula, por razões diferentes, não conseguiram impor-se: para Tonel havia demasiada competitividade no seu sector, enquanto para Makukula a perda da titularidade foi fundamental para a perda, também, do comboio dos escolhidos. Veloso e Meireles, foram conquistando o seu espaço (e ainda hoje o fazem) a pouco e pouco. Num sector onde, desde a saída de Petit, não houve ninguém a pegar de estaca, estes jogadores de Sporting e Porto, respectivamente, têm mostrado qualidade para poderem ser titulares. Por fim, Nani e Quaresma, que lançados como alternativas a Simão e Ronaldo, tiveram dificuldades em assumir-se como escolhas para o onze, devido à boa forma dos outros dois atletas, apesar de ser unânime que ambos têm qualidade.

Resumindo, nesta renovação scolariana, ao contrário do que Carlos Queiroz tenta escamotear, a selecção nacional ganhou cerca de 25 jogadores, ou seja, no período de seis anos, a selecção foi totalmente renovada por Scolari. Inegável.

Uma coisa é renovação. Outra coisa bem diferente disso é experimentar. Edinho, Brandão, Eliseu, entre outros, não são exemplos de renovação, mas sim de experiências, ainda por cima falhadas. Um seleccionador tem de saber trabalhar com o material que lhe dão, e isso não parece estar ao alcance de Queiroz. Tão grave como não conhecer as próprias limitações, é afirmar que Scolari não fez a dita renovação e propor a seguir que se naturalize todo o brasileiro que souber jogar à bola. E custa pensar que este foi o pai da formação, o pai da Geração d'Ouro.

sábado, 5 de setembro de 2009

Já todos vimos este filme [melhor assim]

A imagem é do Sigmund, do Blog Fórum Benfica

Selecção mais ou menos Nacional

Há uns meses a esta parte escrevi que me deixaria de preocupar com a selecção. É verdade. O número de posts com o tema "Portugal" reduziu-se ao mínimo possível, nada mais que o indispensável e essencial. Porém, hoje, há uma clara necessidade de voltar a escrever sobre este tema.

A propósito de várias razões: primeiro, as naturalizações. Sou completamente a favor que um cidadão estrangeiro se naturalize português, pelo menos para usufruir dos mesmos direitos que os outros. No entanto, o que é que leva os jogadores brasileiros a pedirem a nacionalidade portuguesa? Não é o amor ao país, não é o sentido de exercer o seu direito cívico votando nas eleições, não, não é nada disso. Um jogador de futebol pede a nacionalidade com o simples interesse de jogar pela selecção, o que eu considero altamente incorrecto. Fui contra as naturalizações de Deco, Pepe e agora Liedson. São vergonhosas, descaracterizam o futebol internacional ao nível de selecções e não contribuem para o desenvolvimento das camadas jovens em termos internacionais (o que é duplamente escandaloso visto o actual seleccionador português se chamar Carlos Queiroz, e ter um passado de respeito nas camadas jovens). Diferentes são, por exemplo, os casos de Eusébio, Coluna, Bosingwa, Nélson, Nani, Obikwelu, Nélson Évora, entre outros.
O segundo motivo que me leva a escrever sobre a selecção é que hoje é o dia do tudo ou nada: Portugal só se vai apurar para o Mundial se ganhar a partida de hoje na Dinamarca. E mesmo que a ganhe, tenho boas razões para acreditar que não vamos à África do Sul. É preciso ganhar, e, se possível, golear, dada a nossa situação na tabela classificativa, em igualdade pontual com a Suécia. Se Portugal perder hoje (ou até mesmo se empatar), poderá ser o fim da Era Queiroz.

Não é meu desejo que isto aconteça. Quero a vitória. Mas as convocatórias ridículas e sem critério com Edinho, Brandão, Eliseu, Orlando Sá, Beto, Rui Patrício e agora, até mesmo Nuno Gomes, jogador que segundo Queiroz não servia, mas que agora é chamado com a missão de, mais uma vez, salvar a selecção, vão continuar a aparecer. Isto só lá vai de uma de duas formas: ou Queiroz ganha os 4 jogos do que resta da qualificação, vai ao Mundial e limpa aquilo (ou seja 1:1000000) ou então nem sequer vai ao Mundial, despede-se, leva o Madaíl com ele e chamam o Sr. Humberto Coelho para a FPF. Agrada-me mais a situação utópica, mas como sabemos, neste momento, nem 20% de hipóteses temos de chegar ao Mundial. Venha Humberta Coelho.

Já agora, face aos convocados, o meu onze seria o seguinte: Eduardo; Bosingwa, Ricardo Carvalho, Pepe, Duda; Maniche, Tiago, Ronaldo, Simão; Nuno Gomes e Liedson

segunda-feira, 30 de março de 2009

Metáfora do pão na selecção

Como diz o povo, "em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão." Pegando no pão, começo aqui uma espécie de metáfora que pode ser aplicada à selecção portuguesa.

Apesar de Portugal ter enormes valores individuais, tais como Ronaldo, Deco, Nani, Bosingwa, entre outros, não se pode fazer o "pão" sem a "farinha", ou seja, não se pode ter uma equipa repleta de grandes individualidades sem que haja jogadores de grupo que não pensem apenas na auto-promoção enquanto representam um país, que muitas vezes não é o seu. Entendo por "farinha" jogadores como Nuno Gomes, Simão Sabrosa, Ruben Amorim, João Moutinho, João Pereira e até o pobre coxo do Paulo Ferreira.

O problema não passa apenas pela falta de ingredientes. Passa também pelo "padeiro". O nosso padeiro Queiroz, além de ter pouca habilidade no manejo do pão, não sabe sequer escolher os "ingredientes".

Portanto, se juntarmos um padeiro incompetente, com falta de ingredientes e excesso de outros, é óbvio que o produto não vai ser o desejado. Mesmo que a "Panificadora Madaíl" queira, não é possível. Então que deve ser feito?

Podemos ir buscar ingredientes de qualidade ao estrangeiro: Liedson, Rafael, Fábio, Paulo Assunção, ou então podemos despedir o padeiro e contratar outro. Há ainda a hipótese de este padeiro escolher outro tipo de ingredientes nacionais, mas já se viu que não está para aí virado.

Eu apresento a solução: fecha-se a Panificadora Madaíl, limpa-se [definitivamente] a porcaria da Panificadora e abrimos novamente portas depois de a ASAE ter inspeccionado tudo. Que tal?

sábado, 28 de março de 2009

"Que negra sina vermo-nos assim"



Jogámos bem, muito bem mesmo. Mas por culpa do (ir)responsável de sempre não ganhámos. E porquê? Porque não lembra o diabo tirar o Tiago quando este estava a fazer um JOGÃO; porque não entra em campo (nem na convocatória) um jogador como o Nuno Gomes, cujo estilo de jogo se adequa ao desta selecção.

Como se pode ver no vídeo, a selecção portuguesa fez o que quis dos suecos, estiveram nas nossas mãos, mas em vez de "matarmos" definitivamente o adversário, poupámo-los.

E isso significa duas coisas:

1º - O Mundial-2010 é uma miragem, pelo menos para nós. 5 jogos e apenas 6 pontos (1V 3E e 1D), num grupo extremamente fácil, o que diz bem da qualidade do seleccionador (enquanto tal e enquanto treinador) e também de alguns dos seus jogadores. A expressão de Madaíl no final do jogo diz tudo.

2º - Togo 1-0 Camarões, golo de Adebayor. E é assim que vai nascer, em breve, um blogue de apoio ao Togo. Conto contigo Galaad?


quinta-feira, 19 de março de 2009

Queiroz (sempre ele...)

Já disse tanta vez mal de Carlos Queiroz que desta vez vou tentar fazer o contrário. Vou elogiar a convocatória que ele fez.

...



...



...



...



...



...


...


...


Peço desculpa. Não consigo. Fica para outro dia.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Nostradamus Scolari

Incrível como Luiz Filipe Scolari, há praticamente um ano, já sabia quem iria assegurar a sua sucessão na Selecção Nacional. O insólito episódio ocorreu em 21 de Novembro de 2007, quando o então treinador da equipa das quinas, numa notável jogada de antecipação, teceu duras críticas a Carlos Queiroz, o homem que viria a ocupar o seu lugar após o Euro 2008. Na altura, as suas declarações foram interpretadas como uma reacção exagerada às críticas de que vinha sendo alvo após algumas exibições menos conseguidas mas, afinal, tudo não passava de uma arrepiante demonstração de poderes mediúnicos. O profeta gaúcho, como passará a partir de hoje a ser conhecido, disse então o seguinte:

"Portugal consegue a qualificação e o burro sou eu? O ruim sou eu?"

Não Scolari, o burro não és tu. O burro é mesmo este:




Burro, incompetente, arrogante e sucessivamente enrabado pelo sistema que Scolari sempre desafiou. Este indivíduo fez com que a nossa Selecção passasse pela maior humilhação dos últimos 50 anos. Este indivíduo só por milagre conseguirá apurar para o Mundial de 2010 uma das melhores selecções da Europa.

Queiroz, volta a correr para o colo do teu padrinho corrupto; pode ser que ele consiga segurar-te no lugar por mais alguns meses. Até lá, resta-me agradecer-te a não convocação de Nuno Gomes, de Carlos Martins e de Jorge Ribeiro e propôr tratamento idêntico para Quim. Afinal, humilhações destas dispensam eles bem.