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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

A Era Paulo Bento

Queiroz saiu da selecção com dois anos de atraso, melhor dizendo, nunca devia ter vindo. Devia saber ou ter percebido que ele mesmo fazia parte do tão famoso grupo de "porcaria que tinha de ser varrida", juntamente com Madaíl, Amândio e outros. Espero que, ainda por cima com o anúncio da não-recandidatura de Gilberto Madaíl, seja o início de uma nova página no futuro da selecção, aos poucos os dinossauros começam a sair de cena.

Paulo Bento foi o escolhido. Apesar de não ser a minha primeira opção, enquadra-se perfeitamente no perfil de seleccionador que eu desejava: um português ambicioso, com qualidade demonstrada, e disciplinador. Manuel José e Manuel Cajuda seriam, na minha opinião, as duas primeiras escolhas, mas um por falta de mediatismo e outro por não agradar a um certo dirigente deste país não poderiam ser escolhidos.

Paulo Bento é um treinador competente, o que de si já destoa do seu antecessor. Durante as quatro épocas que esteve em Alvalade, conseguiu, com plantéis manifestamente inferiores aos dos rivais, ficar sempre em segundo, arrebatando ainda duas Taças de Portugal, duas Supertaças e marcando presença em duas finais da Taça da Liga. Com ele, os jogadores sabem que não podem pisar o risco (ao meio) sob pena de serem excluídos da selecção, tal como aconteceu no Sporting com Carlos Martins, Stoijkovic entre outros. E nem mesmo as prima-donas escapam à mão pesada de Bento, que não olha a nomes na escolha da equipa, elegendo quem quer quando quer, prova disso foi o afastamento de jogadores importantes como Beto, Sá Pinto, Miguel Veloso, Vukcevic ou mesmo Liedson, este último inclusivamente afastado de uma convocatória para um Porto x Sporting.

Sempre falou em demasia das arbitragens, tendo ou não razão, sempre teatralizou muito e utilizou aquilo que os sportinguistas tão bem sabem fazer: vitimizarem-se. Não é bonito, mas é eficaz, já dizia uma célebre personagem que "quem não chora não mama". Sempre que o Sporting se sentia mais aflito, lá vinha choradeira e as coisas compunham-se, era de uma eficácia brutal. Não quero com isto, no entanto, tirar o mérito a Paulo Bento, mas ele sabe bem que enquanto seleccionador não pode nem terá seguramente este tipo de comportamento, até porque é impossível fazer chegar a sua voz a Platini ou quem quer que seja.

Quando perde dá a cara, assume a derrota, é "pai e mãe" das suas equipas e sempre assumiu um papel de defesa daquilo que pensa ser o interesse e o bem do grupo de trabalho mesmo quando os dirigentes do seu antigo clube se refugiavam. Se havia tiros, era Paulo Bento quem dava o peito às balas, esteve quatro anos no Sporting, quatro anos de puro desgaste e assim que percebeu que não havia mais nada a fazer teve a coragem e a sensatez que nunca vi em Madaíl, Amândio, Horta, Laurentino e Queiroz. Saiu.

Por tudo isto penso que Paulo Bento será capaz de conseguir dar disciplina ao grupo, escolher quem melhor serve os interesses da selecção e conquistar vitórias importantes. Conseguirá o apuramento para o Europeu 2012? Isso é outra história, já tem o caminho todo minado e um conjunto de maus resultados em carteira. É esperar para ver.

P.S. Já agora, aqui ficam os 23 jogadores que espero serem convocados, aqueles que acho que melhor servem os interesses nacionais, independentemente de estarem lesionados ou não. Estes são os melhores: Eduardo, Quim, Rui Patrício, Bosingwa, João Pereira, Bruno Alves, Pepe, Ricardo Carvalho, Nunes, Fábio Coentrão, Miguel Veloso, Rúben Amorim, Pedro Mendes, João Moutinho, Carlos Martins, Tiago, Manuel Fernandes, Varela, Nani, Cristiano Ronaldo, Ricardo Quaresma, Hugo Almeida e Makukula

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Era culpa do Quim, não era?

Enquanto não perceberem que o problema não é do tratador de relva, do árbitro, do clima, da pressão da bola, muito menos do guarda-redes, aquela "selecção" não irá a lado nenhum. Se calhar já era altura daqueles quatro idiotas, Gilberto Madaíl, Amândio Carvalho, Carlos Queiroz e Laurentino Dias se porem a andar. Para vocês os quatro, eis a minha mensagem:



Adeusinho, acabou. Vão pela sombra.

sábado, 4 de setembro de 2010

Nojentos



Soube hoje pelo jornal Record que a Federação Portuguesa de Futebol não se fez representar no funeral do senhor José Torres. Não sendo uma surpresa total, não deixa de ser chocante. Esqueceram-se, provavelmente, que a antiga glória do Benfica foi internacional português tendo marcado presença e golos não só no Mundial 66, mas também em muitos outros jogos pela selecção de todos nós (mas não minha sff). Mais, foi ainda seleccionador nacional. Tristeza por viver num país onde já nem os mortos conseguem reconhecimento. Quando Madaíl ou Amândio morrerem, irei aos respectivos funerais. E levarei um piaçaba para ajuda-los a ir para baixo.

O clube adiado do outro lado da segunda circular também não merece respeito porque nem ao respeito se dá. Na final da Supertaça de Futsal, que decorre no exacto momento em que escrevo, os adeptos do Sporting vaiaram e entoaram cânticos insultuosos contra o Benfica no minuto de silêncio em memória de José Torres. Espero, sinceramente, que o Benfica tome medidas sérias, exigindo-se, no mínimo, um pedido de desculpas formal por parte do clube de Alvalade, ou até mesmo a hipótese de não enviar bilhetes para o derby da 5ª jornada.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

sábado, 28 de agosto de 2010

Simão é que não é parvo

Simão Sabrosa anunciou a sua renúncia à selecção nacional de futebol, esse faroeste futebolístico comandado por um trio de patetas, o bêbedo Madaíl, o incompetente Queiroz e o homem que juntamente com Vasco da Gama descobriu a Índia, Amândio Carvalho, ele que está na federação há largas dezenas de anos, resistiu a todos os escândalos vergonhosos desde os anos 80 e que, para quem não sabe, foi o principal apoiante da vinda de Queiroz, de quem agora se quer desfazer da maneira que todos sabemos. Patético.

Onde se enquadra Simão neste circo de vaidades, incompetentes e jogadores não portugueses a representar a selecção de quase todos nós e mais uns quantos? Em lado nenhum. Enquadrava-se bem era no lado esquerdo do meio-campo do Benfica, mas isso é outra conversa. Por isso, fez muito bem em sair, emitindo um comunicado que, no entanto, não deixa de ser caricato mas bem demonstrativo do péssimo ambiente que se deve viver na selecção. Alegou o ex-capitão encarnado que sai da selecção por "motivos de ordem pessoal", que é como quem diz, "Ronaldo, Queiroz e restantes patetas". Esteve bem. E o lambe-botismo de todos os que queriam ve-lo pelas costas é delicioso. Ai Portugal, Portugal...

terça-feira, 6 de julho de 2010

Queiroz, a Selecção e o Futuro

Este é longo, desculpem lá.

Cumpriu-se o esperado, sendo ou não o desejado, era o que se previa: Portugal foi eliminado nos oitavos-de-final do Mundial pela fúria espanhola. À partida para a África do Sul, o esperado era ficar atrás do Brasil na fase de grupos e cruzar com a Espanha nos oitavos, derivado de nuestros hermanos ficarem em primeiro no seu acessível grupo. E foi exactamente isto que se passou. Com toda a naturalidade, Portugal foi eliminado por uma equipa superior em todos os aspectos.

Posto isto, o que fazer com Queiroz? Bom, a parte mais interessante seria, para começar, saber o que passou na cabeça de Madaíl para assinar um contrato não de dois mas de quatro anos com o professor. Provavelmente passou etanol em doses industriais, mas isso é o habitual. Mas visto que o treinador tem ainda mais dois anos de contrato e recebe bem mais que o seu antecessor, despedi-lo custaria muito dinheiro, demasiado dinheiro. Por isso terá de se manter na estrutura federativa, por muito que nos custe. E até concordo. Mas não como treinador.

O mais interessante é que Queiroz, aos meus olhos e aos de boa parte dos espectadores, não sai deste semi-desastre como maior culpado. Aliás, eu diria mesmo que a sorte do seleccionador foi ter tido um grupo difícil e um cruzamento nos oitavos ainda pior, pois caso contrário, Portugal seria muito provavelmente eliminado por uma equipa mais fraca (Paraguai, Uruguai, Japão, Eslováquia) e aí Queiroz não sobreviveria.

No entanto não se pense que estou aqui a defender Queiroz, pelo contrário. Na verdade, Queiroz é em boa parte responsável pelas atitudes miseráveis e canalhas dos seus atletas, nomeadamente Ronaldo, Deco e provavelmente Nani. Eu diria mesmo que "o Carlos" é o único homem que consegue passar os sete pecados mortais a dez. No seu caso, foram os seguintes (do geral para o particular):

1 - Naturalizações: muitos portugueses sentem-se identificados com a selecção porque (imaginem...) é composta apenas por jogadores portugueses. Surpresa, não é? O infeliz processo iniciado por Scolari foi amplificado por Queiroz quando naturalizou Liedson e tentou numa viagem a Manchester naturalizar os irmãos gémeos Rafael e Fábio, ambos atletas do United. E ainda se falou no guarda-redes Bruno, o tal que supostamente assassinou a namorada e que já esteve, segundo os jornais, na mira do Benfica. Podem dizer: "Ah, mas Scolari também naturalizou, aliás, foi ele que começou". É certo, têm toda a razão, mas Queiroz é português, Scolari é brasileiro, e "o Carlos" é considerado o "pai" da Geração de Ouro do futebol nacional, é quem lançou essas bases. Ora, se o homem que gera talentos está mais interessado em naturalizar estrangeiros, o que pensarão os jovens atletas nacionais?

2 - Descontrolo Emocional: insultou e ameaçou o jornalista do MaisFutebol, Luís Sobral (ok, mas bater nesse senhor também me apetece, sinceramente), e envolveu-se numa cena de pancadaria com o jornalista e comentador desportivo Jorge Baptista no aeroporto. Queiroz tem revelado uma incapacidade gritante de lidar com a crítica, algo que é surpreendente para um homem tão viajado, tão experiente e que já esteve em locais com uma imprensa muitíssimo mais agressiva, como a inglesa ou espanhola. Não pode ser.

3 - Convocatórias: polémicas desde o primeiro dia. Agradar é todos é difícil, mesmo impossível, mas Queiroz conseguiu desagradar a quase todos em todas as alturas. Convocou Beto quando passou a suplente de Hélton depois de, quando representava muito bem o Leixões, ter sido ostracizado; escolheu Daniel Fernandes, Rolando e Ricardo Costa para irem ao Mundial, jogadores sem qualidade absolutamente nenhuma nem para o actual Sporting; ainda conseguiu convocar craques como Eliseu, Orlando Sá, Edinho entre tantos outros. E agora até me lembrei da não-convocação/afinal parece que há convocação de Manuel Fernandes.

4 - Falta de Liderança no Banco: Querioz não é respeitado essencialmente porque não se dá ao respeito. Não vemos um líder, algo que considero muito importante numa selecção. As equipas nacionais, mais que táctica, apelam à inspiração e ao querer, daí exigir-se um líder natural no banco.

5 - Falta de Liderança em Campo: Habituámo-nos a ver Fernando Couto e depois Luís Figo como capitães de equipa, verdadeiros líderes dentro de campo. E havia ainda um conjunto de jogadores consagrados e respeitados como Baía, Rui Costa, Nuno Gomes, Jorge Andrade, ou mesmo Pauleta. Hoje, retirando Ricardo Carvalho, não vejo ninguém com perfil para liderar a selecção. Por ventura nem o próprio Ricardo Carvalho terá esse perfil, pois o seu low-profile não parece conseguir lidar com todos os egos que estão naquele grupo. Muito sinceramente, eu nem sou grande admirador de alguns dos jogadores supracitados, mas devo reconhecer que dentro do campo eram respeitados pelos colegas e temidos pelos adversários. Hoje não há nada disso, e em boa parte porque Queiroz resolveu afastar um líder de balneário, respeitado pelos colegas da selecção. Quem é? Está por demais evidente.

6 - Indisciplina: Como se o que mencionei no ponto anterior não bastasse, Queiroz nomeou como capitão o rei da indisciplina. Não duvido que Ronaldo seja um miúdo sonhador que gosta de ganhar e tem esse como o maior objectivo, mas se ainda não adquiriu maturidade intelectual aos 24 anos, também não a adquirirá mais tarde. O descontrolo emocional que evidencia dentro do campo, a vida boémia e de luxo, ostentação e despudor intelectual que evidencia fora dele não são compatíveis com o cargo de capitão de uma nação. Pelo menos de uma nação decente. E ainda gostava de me explicassem por que é que o treinador é "mister" para uns e "Carlos" para outros. E a juntar ao caso de Ronaldo há o de Deco, jogador toda a vida pouco mais que mediano e que foi alvo de um empolamento brutal por parte da imprensa, que teve declarações nojentas para com o país que representa, país esse que teve a infelicidade de o acolher e que ouviu da sua boca palavras que evidenciam um "'tou-me cagando" à Vilarinho para com a pátria da qual agora é cidadão. E ainda há Nani, cujo caso é... um caso. Um tabu. Alguma coisa se passou, o quê... não sabemos. Mas nas entrelinhas percebe-se que a clavícula deve estar a 100%, como sempre esteve.

7 - Mudança de Estilo: Sempre me ensinaram para me manter fiel aos meus princípios. A Queiroz não, pelos vistos. A sua atitude mudou radicalmente ao longos destes dois anos, com aquela cena final tão mal ensaiada e tão artificial de, qual estrela de cinema, qual boxeur profissional rasca, de atirar o blazer ao chão como forma de expressão da sua raiva contra uma decisão do árbitro. Ah mauzão!

8 - Bodes Expiatórios: Encontrou-os, ou melhor, criou-os. Escolheu um culpado em particular depois daquela memorável derrota com o Brasil: nada mais nada menos que Quim, o guarda-redes. Normal, vindo de quem vem, incapaz de admitir os erros, arranja-se sempre uma desculpa. E as últimas declarações sobre a grande falta que Varela e Micael fizeram na África do Sul são, no mínimo, ridículas.

9 - Substituições: Esta é uma desculpa para os mais nostálgicos. Quem não se lembra da mítica troca de Paulo Torres por Pacheco que valeu um título ao Benfica, com 3 golos na segunda parte todos com preciosa ajuda de Vítor Paneira que fez o que quis daquele deserto corredor esquerdo defensivo leonino (sendo que num dos lances há uma fífia monumental de Paulo Sousa, ah, o doce sabor da vingança!)? É a vida. E no Porugal x Espanha, Queiroz voltou a demonstrar todo o seu know how ao retirar Hugo Almeida, que por sinal estava a ser dos melhores portugueses em campo, para colocar Danny e libertar a defesa espanhola para que pudesse e conseguisse jogar à vontade, não tendo o homem que mais dores de cabeça estava a dar a Puyol e Pique. Depois do golo, eis que arrisca tudo ao retirar Pepe e Simão para colocar Pedro Mendes e Liedson. Uau! Que coragem, que garra, que vontade de vencer!

10 - Incompetência: Tanto para escrever neste ponto...

Posto isto, que selecção para o futuro, com quem contar? Parece-me óbvio que "a porcaria tem de ser varrida da federação", a começar por um tal de Madaíl. A presunção, a incompetência, falando mal e porcamente "a mama" e "o tacho" que tem na FPF têm de acabar. Queiroz foi mais que desrespeitado pelos jogadores e nem uma palavra se ouviu da boca do presidente, absolutamente zero. Carlos Queiroz... tem um ordenado principesco mas não é no banco que deve ficar. Nem como presidente o concebo, especialmente por defender abertamente a naturalização. A ficar deveria ser num cargo qualquer como coordenador do futebol jovem, ou algo parecido. Continuar como treinador seria arriscar uma "Domenechização" da selecção nacional, arriscar um neo-Saltillo em 2012, se lá chegarmos.

No futuro, um seleccionador novo, português obviamente. Quem? Com Manuel José e Humberto Coelho ostracizados, com Paulo Bento num período fetal enquanto treinador e sem idade suficiente para lidar com estas vedetas todas, com Fernando Santos pela Grécia, com Jesus no Benfica, só vejo um nome: Manuel Cajuda. Português, experiente, com provas dadas a nível interno sobretudo o trabalho realizado em ambos os "grandes do Minho", seria o grande desafio da sua carreira. Mais que um teórico, é um treinador de campo, como recentemente fez questão de referir, motivador, com capacidade para levar esta selecção a voos mais altos. Pelo menos mais altos que os de Queiroz. E além do treinador, é preciso criar uma identidade na selecção, dar-lhe uma cara nova. Essencialmente, dar-lhe uma liderança. E a braçadeira passará naturalmente pelo braço de jogadores como Ricardo Carvalho, Simão ou Eduardo. Não gostam? Aguentem. Não querem? Porta da rua é serventia da casa. Quem está mal deve sair, sem olhar a nomes, e às vezes as surpresas acontecem: o Brasil foi campeão em 2002 sem Romário, a Grécia venceu em 2004 com o criativo Tsartas e meio-gás, a Itália ganhou depois da saída de Maldini e mesmo com a ausência de Vieri, a Espanha venceu sem Raúl e a Alemanha ganhará (?!) em 2010 sem Ballack. A vida é assim.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Sinceramente: apoias Portugal no Mundial?

Eu não. Liminarmente não. Não é, nem pouco mais ou menos a minha selecção, não tem os valores que defendo. E para mim, sem valores com os quais me identifique, não apoio, tão simples quanto isto. Um seleccionador que diz "Acho que o Eriksson já comprou comprimidos para a dor de cabeça..." ou que pede os seus convocados para honrarem a camisola "pelos que ficam de fora" só pode estar a gozar com quem realmente trabalhou e merecia chegar à África do Sul. É uma autêntica palhaçada. Quem é o Daniel Fernandes? Alguma vez é melhor que o Quim? E o Duda? Quantos minutos jogou Paulo Ferreira, além de estar terrivelmente mal sempre que joga? Ricardo Costa? Não brinquem comigo? Zé Castro? Oh meu Deus! Danny? Depois de dez meses lesionado? Rolando? A sério, por que não foi o Jorge Mendes a anunciar a convocatória?

Quanto aos resultados daquela espécie de passatempo, são eles os seguintes (assumindo que um dos dispensdos será Zé Castro ou Ricardo Costa):

23 jogadores - José Mourinho - Nenhum concorrente
22 jogadores - Jorge Jesus - Nenhum concorrente
21 jogadores - Manuel José - sloml, Ponta Esquecida, O GLORIOSO, Éter, Varela
20 jogadores - Fernando Santos - L, JNF, djeiti, Vitor Fernando, RSA, Luis Rosario, NSC, Bruno
19 jogadores - Manuel Machado - LP, Sempre SLB, Tasmaniapt, eusábio, lavrador, Anónimo, troza, andremt, outro Anónimo,
18 jogadores - Carlos Brito - Tomás A.S., CAP CRÉUS
17 jogadores - Carlos Carvalhal
16 jogadores - Ulisses Morais - Jorge
15 jogadores - Zé Mota
14 jogadores ou menos - Luís Campos

Os parabéns a todos os que participaram, em especial aos vencedores: sloml, Ponta Esquecida, O GLORIOSO, Éter e Varela. Como viram, Queirós ou Queiroz, deu-lhes luta, ao convocar Daniel Fernandes e ao deixar de fora João Moutinho.

Os meus 23 convocados para a selecção de Portugal, onde só entram, obviamente, portugueses, seriam:

Guarda-redes: Quim, Eduardo e Rui Patrício
Defesas-direitos: Miguel e João Pereira
Defesas-esquerdos: César Peixoto e Fábio Coentrão
Defesas-centrais: Ricardo Carvalho, Fernando Meira, Bruno Alves e Nunes
Médios-defensivos: Miguel Veloso, Pedro Mendes e Rúben Amorim
Médios-ofensivos: Carlos Martins, João Moutinho e Tiago
Extremos-direitos: Cristiano Ronaldo
Extremos-esquerdos: Simão Sabrosa e Nani
Avançados: Nuno Gomes, Hugo Almeida e Makukula

Portanto, eu e o tio Carlos concordamos em 12 jogadores apenas, ou seja, metade. Bem, há tanta coisa para dizer que nem sei por onde começar. O melhor é mesmo ficar por aqui, antes que insulte toda a estrutura da FPF. Grandes palhaços, não há vergonha, nem o Oliveirinha era tão vendido como este prostituto intelectual de seu nome Queiroz. Olha, já foi.

Força Sven-Goran Eriksson, estou contigo!

Começou bem. Bastaram 30 segundos para que Agostinho Oliveira, seleccionador adjunto, "soltasse a franga", talvez o efeito de um scotch com Madaíl antes da palhaçada multimédia grande demonstração de saloíce modernidade na Covilhã, Portugal.

Manuel Fernandes Silva - Vamos estar agora à conversa com Agostinho Oliveira, treinador adjunto da selecção portuguesa de futebol. [Dirigindo-se a Agostinho Oliveira] Não lhe vou pedir, naturalmente, para revelar quem são os convocados...
Agostinho Oliveira - [Pelos do peito à mostra, fio dourado, e óculos escuros nele pendurados (ah labrego!)] Não, claro que não lhe vou dizer, deixo essa honra para o professor Carlos Queiroz.
MFS - Mas não deverá haver grandes surpresas...
AO - Não, temos um grupo restrito que temos observado regularmente e será desse grupo que sairão os 23 convocados.
MFS - Sim, mas desse...
AO - [interrompendo o jornalista] 23 não, 24.
MFS - 24?
AO - [visivelmente embaraçado] (...) Sim, hmmm... 24, é uma novidade que se saberá daqui a uns minutos.

Ups... estavas em directo!


Mas as gaffes não se ficaram por aqui. Toda a lista que Queiroz apresentou é uma enorme gaffe. A saber, os 24 convocados são:

Guarda-redes: Eduardo, Beto e Daniel Fernandes
Defesas: Ricardo Carvalho, Bruno Alves, Zé Castro, Ricardo Costa, Rolando, Pepe, Paulo Ferreira, Miguel e Duda
Médios: Pedro Mendes, Miguel Veloso, Raúl Meireles, Tiago e Deco
Avançados: Simão Sabrosa, Fábio Coentrão, Danny, Nani, Cristiano Ronaldo, Hugo Almeida e Liedson

Como só podem ser seleccionados 23 para representar Portugal a equipa de Quernozes, um deste lote terá de sair. Gostaria que saísse o nosso Fábio, ou até o Simãozinho, para eu não ter problemas em apoiar a Costa do Marfim do "nosso" Sven-Goran Eriksson. Agora a sério, isto é uma palhaçada total, isto é brincar com os portugueses. Desejo uma queda de cabeça à nossa selecção. E que Queiroz parta os cornos seja despedido na hora.

P.S. Um especial e sincero abraço ao Quim, César Peixoto, Rúben Amorim, Carlos Martins e Nuno Gomes, todos eles mereciam lá estar, sem qualquer margem para dúvida.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Apanhámo-lo

O caminho foi longo e tortuoso mas o objectivo foi alcançado: Portugal está no Mundial 2010 na África do Sul. Após um ano e dois meses de exibições desoladoras e resultados muito aquém dos esperados, Portugal conseguiu aquilo a que se tinha proposto. Os empates em casa com a Albânia (contra 10!) e com a Suécia, a derrota caseira frente à Dinamarca e a vitória magra e sofrível em Tirana com um golo aos 92 minutos foram insuficientes para satisfazer os portugueses (quase todos, o Rui Santos está deliciado). Uma naturalização à pressa de um jogador com mais de 30 anos, um seleccionador medíocre com convocatórias a roçar o inacreditável (Duda, Orlando Sá, Rolando, Daniel Fernandes, Eliseu, Gonçalo Brandão, tudo isto no período de um ano) e uma conotação a um clube nacional nunca antes vista, nem com António Oliveira. Uma afronta.

Queixavam-se de Scolari, mas o facto é que Queiroz ganha mais 33% que o brasileiro. Também não sou fã do campeão do Mundo, não só em termos disciplinares mas também de escolhas, mas o actual seleccionador... bate tudo e todos. No início, quando veio, disse de imediato que era contra e seria mau. Nunca pensei que fosse tão mau, mas foi.

Estamos no Mundial, mas não se iludam com as declarações de que "somos favoritos", "somos candidatos" e os "adversários têm medo de jogar contra nós". É mentira. Nos 11 titulares de hoje, apenas Bruno Alves, Ricardo Carvalho e Pepe estão em forma e a jogar a um nível aceitável. Os outros estão em claro sub-rendimento. Assim é impossível aspirar a qualquer coisa. O que devíamos realmente aspirar é a "porcaria que está na Federação". De Madaíl a Queiroz, passando por Amândio Carvalho, Oceano e outros "afilhados".

sábado, 7 de novembro de 2009

Lapidar nº16

Queiroz queria jogar playoff do Mundial no Dragão.Treinador nacional ficou bastante desagradado com a opção de Gilberto Madaíl, que preferiu disputar o jogo decisivo de apuramento para o Mundial 2010 no Estádio da Luz.

in DN

Tal como vos tinha avisado há uns tempos, havia um certo bando de aves raras que queriam que o jogo se disputasse noutro estádio deste país. Não sei se por conveniência papal ou outra coisa qualquer. O que é certo é que esta situação provocou uma grande dose de azia num treinador deste país. É bom que assim seja. A história da selecção é paralela à história do Estádio da Luz. Foi lá que os grandes feitos foram atingidos. Não se esqueçam disso.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Luz, o Grande Palco

Como devem estar lembrados, há uns dias, escrevi que caso a selecção se apurasse para os playoff, o estádio escolhido poderia, provavelmente, ser o Dragão. Disse-o devido às excelentes relações que o professor Carlos Queiroz e Federação têm com o clube azul-e-branco. É sabido: o Rolando pode enterrar até ao pescoço que não deixa de ser seleccionado; o Beto enquanto jogava e defendia bem no Leixões não era convocado, agora que foi para o fóculporto e não joga, já faz parte das escolhas. É assim mesmo, indesmentível.

Se a escolha recaísse sobre o Dragão, não seria, desta vez, devido a um almoço bem regado na FPF. A escolha era previsível. Mas felizmente não foi assim. Madaíl deve ter sido aconselhado a ponderar (viram a azia nas suas declarações sobre a escolha da Luz?!), e por isso escolheu o maior estádio, da maior cidade, do maior clube deste país. Como diz o Correio da Manhã, "a escolha da Luz desagradou profundamente a Pinto da Costa, presidente do FC Porto, que tudo fez para que o escolhido fosse o Estádio do Dragão." Pois é, meus amigos, temos pena. Como diria Maradona... vocês sabem.

sábado, 5 de setembro de 2009

Já todos vimos este filme [melhor assim]

A imagem é do Sigmund, do Blog Fórum Benfica

Selecção mais ou menos Nacional

Há uns meses a esta parte escrevi que me deixaria de preocupar com a selecção. É verdade. O número de posts com o tema "Portugal" reduziu-se ao mínimo possível, nada mais que o indispensável e essencial. Porém, hoje, há uma clara necessidade de voltar a escrever sobre este tema.

A propósito de várias razões: primeiro, as naturalizações. Sou completamente a favor que um cidadão estrangeiro se naturalize português, pelo menos para usufruir dos mesmos direitos que os outros. No entanto, o que é que leva os jogadores brasileiros a pedirem a nacionalidade portuguesa? Não é o amor ao país, não é o sentido de exercer o seu direito cívico votando nas eleições, não, não é nada disso. Um jogador de futebol pede a nacionalidade com o simples interesse de jogar pela selecção, o que eu considero altamente incorrecto. Fui contra as naturalizações de Deco, Pepe e agora Liedson. São vergonhosas, descaracterizam o futebol internacional ao nível de selecções e não contribuem para o desenvolvimento das camadas jovens em termos internacionais (o que é duplamente escandaloso visto o actual seleccionador português se chamar Carlos Queiroz, e ter um passado de respeito nas camadas jovens). Diferentes são, por exemplo, os casos de Eusébio, Coluna, Bosingwa, Nélson, Nani, Obikwelu, Nélson Évora, entre outros.
O segundo motivo que me leva a escrever sobre a selecção é que hoje é o dia do tudo ou nada: Portugal só se vai apurar para o Mundial se ganhar a partida de hoje na Dinamarca. E mesmo que a ganhe, tenho boas razões para acreditar que não vamos à África do Sul. É preciso ganhar, e, se possível, golear, dada a nossa situação na tabela classificativa, em igualdade pontual com a Suécia. Se Portugal perder hoje (ou até mesmo se empatar), poderá ser o fim da Era Queiroz.

Não é meu desejo que isto aconteça. Quero a vitória. Mas as convocatórias ridículas e sem critério com Edinho, Brandão, Eliseu, Orlando Sá, Beto, Rui Patrício e agora, até mesmo Nuno Gomes, jogador que segundo Queiroz não servia, mas que agora é chamado com a missão de, mais uma vez, salvar a selecção, vão continuar a aparecer. Isto só lá vai de uma de duas formas: ou Queiroz ganha os 4 jogos do que resta da qualificação, vai ao Mundial e limpa aquilo (ou seja 1:1000000) ou então nem sequer vai ao Mundial, despede-se, leva o Madaíl com ele e chamam o Sr. Humberto Coelho para a FPF. Agrada-me mais a situação utópica, mas como sabemos, neste momento, nem 20% de hipóteses temos de chegar ao Mundial. Venha Humberta Coelho.

Já agora, face aos convocados, o meu onze seria o seguinte: Eduardo; Bosingwa, Ricardo Carvalho, Pepe, Duda; Maniche, Tiago, Ronaldo, Simão; Nuno Gomes e Liedson

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Lapidar #14

Estive nove meses, mas a primeira reunião dos capitães - eu, Couto, Figo e Rui Costa - foi suficiente para o entender. Chamou-nos à parte e disse-nos que estava ali para treinar a selecção e dar o salto para um grande europeu. Mas estamos a brincar ou quê? Mas que é isto? Um homem na selecção, que deve ser um privilégio, o maior privilégio, e ele só pensava em sair para um grande da Europa. Mas brincamos ou quê? Falava em seriedade e disciplina. Aliás, afastou carismáticos, como Baía e João Pinto, com base na disciplina. Isso é tudo muito bonito, mas ele não aplicava a regra. Nos almoços da selecção, a mesa dos jogadores é sempre maior que a dos treinadores, porque há mais jogadores que treinadores. Com o Scolari, não! A nossa tinha 18/20 pessoas. A dele era maior. Mas estamos a brincar? Mas estamos onde? Ele levava os amigos brasileiros, os amiguinhos da Nike. Sim, porque ele é patrocinado pela Nike e entre um jogador da Nike e um da Adidas, escolhia sempre o da Nike. Mas depois, lá vinha com a lengalenga da disciplina. Então mas eu, que nasci em Coimbra, em Portugal, deixo-me ficar? Numa situação destas, deixo de agir? Mas estamos onde, pá? Que é isto? Ele ganhou o quê? Foi a uma final em casa e perdeu-a [Euro-04]. Mas há mais. O Dr. Merdaíl. Disse Merdaíl? Enganei-me. É Madaíl, Madaíl. Depois do fiasco do Mundial-02 [Portugal eliminado na fase de grupos por EUA e Coreia do Sul], escondeu-se atrás de uma carcaça, atrás de um campeão do mundo [o Brasil venceu esse Mundial-02, com Scolari a seleccionador]. Isso é atirar areia para os olhos dos outros. Desculpe lá, mas apetece-me partir a loiça toda. Nasci aí, em Portugal, e não aceito que arruínem o nosso futebol.

Sérgio Conceição

Ora bem: é uma entrevista que cheira a frustração autêntica, mas acho que o Sérgio não deixa de ter razão em relação a muita coisa que diz. O triângulo de quatro lados (apeteceu-me fazer de Gabriel Alves) Scolari-Brasil-Nike-Jorge Mendes foi bastante notório ao longo da estadia de Felipão. Exemplo? Rui Costa era português, patrocinado pela Adidas e o seu empresário era, salvo erro, um italiano. Deco era brasileiro, patrocinado pela Nike e o seu empresário era Jorge Mendes.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Metáfora do pão na selecção

Como diz o povo, "em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão." Pegando no pão, começo aqui uma espécie de metáfora que pode ser aplicada à selecção portuguesa.

Apesar de Portugal ter enormes valores individuais, tais como Ronaldo, Deco, Nani, Bosingwa, entre outros, não se pode fazer o "pão" sem a "farinha", ou seja, não se pode ter uma equipa repleta de grandes individualidades sem que haja jogadores de grupo que não pensem apenas na auto-promoção enquanto representam um país, que muitas vezes não é o seu. Entendo por "farinha" jogadores como Nuno Gomes, Simão Sabrosa, Ruben Amorim, João Moutinho, João Pereira e até o pobre coxo do Paulo Ferreira.

O problema não passa apenas pela falta de ingredientes. Passa também pelo "padeiro". O nosso padeiro Queiroz, além de ter pouca habilidade no manejo do pão, não sabe sequer escolher os "ingredientes".

Portanto, se juntarmos um padeiro incompetente, com falta de ingredientes e excesso de outros, é óbvio que o produto não vai ser o desejado. Mesmo que a "Panificadora Madaíl" queira, não é possível. Então que deve ser feito?

Podemos ir buscar ingredientes de qualidade ao estrangeiro: Liedson, Rafael, Fábio, Paulo Assunção, ou então podemos despedir o padeiro e contratar outro. Há ainda a hipótese de este padeiro escolher outro tipo de ingredientes nacionais, mas já se viu que não está para aí virado.

Eu apresento a solução: fecha-se a Panificadora Madaíl, limpa-se [definitivamente] a porcaria da Panificadora e abrimos novamente portas depois de a ASAE ter inspeccionado tudo. Que tal?

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Será que Madaíl não tem vergonha?

Depois de um casamento muito feliz perante tudo e todos durante mais de cinco anos, eis que Gilberto Madaíl, ainda e sempre presidente da FPF (será que nunca mais larga o "tacho"?), dá uma entrevista no Porto Canal, essa estação insuspeita dirigida por um "benfiquista" insuspeito, onde arrasa Luiz Felipe Scolari. Entre muitos temas, Madaíl aborda o facto de Scolari convocar jogadores que não jogam regularmente nos seus clubes (algo inédito nas selecções dos vários países) bem como o facto de Vítor Baía não ter estado presente no Euro-2004. E é precisamente neste ponto, que quase me consigo esquecer da vergonhosa arbitragem de ontem, perante este cancro do futebol chamado Madaíl.

“Não sei por que Baía nunca foi convocado. Scolari não me disse. Ele dizia-me que eram critérios dele. Por isso, não podia fazer nada. Tive muita pena que Baía não tivesse sido chamado ao Euro’ 2004, porque tinha sido o melhor guarda-redes e porque o estimo."

Gilberto Madaíl, presidente da FPF

Não está aqui em causa a minha preferência por Scolari, que acho que enquanto seleccionador fez do melhor e do pior por um país, nem por Vítor Baía, um guarda-redes que considero ter atingido um grande patamar no futebol Mundial, mas que não foi certamente nenhum predestinado nem sequer um daqueles guarda-redes que todos recordarão.

Todos sabemos, ou pelo menos deveríamos saber que após a eliminação de Portugal no Mundial do Oriente, o presidente da FPF decidiu rasgar o contrato com o seu seleccionador, António Oliveira. O Oliveirinha, obviamente, não se deixou ficar e pediu, e muito bem, uma indemnização à Federação. Quem é que foi um dos defensores do seleccionador? Está fácil de ver, não está?

Por isso mesmo acho repugnantes a falta de coragem, frontalidade e rectidão de Madaíl. Atacar Scolari neste momento, demonstra uma enorme falta de carácter, ainda por cima sobre um assunto que não era da competência do brasileiro. E tal como dizia António Oliveira sobre o Gilberto, "ele não sabe o que diz a partir de certas horas".