Todos os árbitros têm um clube, o seu clube, aquele pelo qual torceram e torcem desde pequenos. Desenganem-se os que pensam que os árbitros de futebol são pessoas isentas ao ponto de não simpatizarem com um clube. Aliás, nem é preciso não simpatizar. Dos homens que conhecem e que não simpatizam com nenhuma equipa em particular, quantos é que gostam de futebol? E quantos é que gostam de futebol ao ponto de se tornarem árbitros?
Parece-me óbvio que não é obrigatório dizerem quem apoiam, importa sim serem imparciais. Não me interessa se o árbitro X é do Benfica e Y é do Porto ou Z do Sporting, importo-me se são ou não isentos no exercício daquela actividade. Se conseguem? Isso já é outra história.
O problema, reforço, não está no clube que apoiam, está sim no que recebem por fora e nos que se vendem a troco de frutinha, café ou finais de grandes provas internacionais. No caso do benfiquista Duarte Gomes, não tenho a mais pequena dúvida do que se trata: incompetência. Já o tinha dito há uns anos, para mim, Duarte Gomes é puramente incompetente. A provar isso há erros crassos contra e favor do seu clube, o Benfica. Casos como o que se passou na Amadora em 2007, quando assinalou um penalty por cabeça na bola a favor do Benfica, ou como o penalty fantasma sobre Jardel na Luz, em prejuízo do Benfica, são ilustrativos do que falo. Duarte Gomes é, por isso, apenas e só um mau árbitro, não um corrupto. Nem sequer é mal intencionado, é simplesmente fraquinho, o que para o panorama do futebol português até é um elogio. Vendo autênticos prostitutos como Proença, que se vende para arbitrar grandes finais, ou Benquerença, que contam as más línguas europeias que... (vão pesquisar no Google, não posso ser eu a dizer tudo, não é?), Duarte Gomes é um santo. E tenta prejudicar todos por igual, algo que não se pode dizer de Xistra, por exemplo, um lagarto doente, ou Proença, que sofre de um síndrome descrito em Portugal e que se caracteriza por prejudicar quem gostamos para dar a ideia de que somos imparciais [a troco de sabe-se lá o quê].
O que me faz confusão, no meio disto tudo, e assumindo que Duarte Gomes é idoneamente limpo, é a forma como defende os colegas. Por que motivo? Sejamos sinceros connosco mesmos: todos sabemos que no meio daquela gente há uma percentagem considerável que se vende por dinheiro, mulheres ou currículo. Como consegue Duarte Gomes, no cargo que ocupa ou que ocupou como espécie de representante dos árbitros, defender todos os colegas? E por que motivo só pede desculpa pelos erros cometidos contra o Porto? E como aceita levar peitadas em série de jogadores do Porto sem os expulsar? É isto que não percebo.