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sábado, 28 de julho de 2012

Um castigo absurdo

O castigo imposto a Luís Filipe Vieira na sequência das declarações efectuadas em Novembro último aquando do derby entre Benfica e Sporting, que terminou com vitória dos encarnados por 1-0, é uma autêntica aberração. A fazer fé na notícia do jornal Record, não se compreende qual o motivo pelo qual o presidente do Benfica foi alvo desta sanção. Vieira, segundo o diário desportivo, utilizou frases como “Devias ter vergonha”, “Era para isto que vocês queriam controlar tudo”, “Era para isto que queriam que a gente controlasse a arbitragem”, “Foste tu que me disseste que tínhamos que controlar tudo” e “Não me faças falar, não me obrigues a pôr a boca no trombone” em diálogo aceso com Luís Duque, administrador da SAD do Sporting. Alguém consegue compreender o motivo do castigo? E por onde anda a famosa cassette que o Sporting ameaçou que tinha e que, afinal de contas, está perdida? Esta forma de acusação, sem prova, não merece também sanção por parte dos membros do Conselho Disciplinar da Liga?

Esta é só mais uma decisão do CD da Liga contra o Benfica. Nos últimos derbies contra o Sporting assistiram-se a cenas bem mais lamentáveis, como a carga sobre a polícia efectuada por membros de uma claque leonina ou o incêndio ateado nas bancadas da Luz seguido de agressão aos bombeiros que o tentaram apagar. Situações essas que passaram praticamente ao lado para Conselho de Disciplina, que multou o Sporting em quantias absurdas como 1500 ou 2000 euros, o mesmo montante com que costuma multar o Benfica em TODOS os jogos, em casa e fora, por "comportamento incorrecto dos seus adeptos", essa expressão tão vaga e que nada especifica.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Liga vs. Federação, round 4

A Liga decidiu, a Federação revogou. Esta disputa entre os dois organismos que gerem o futebol nacional ameaça tornar-se um clássico. Uma luta de egos que tem por objectivo demonstrar a superioridade de um órgão em relação a outro. Mário Figueiredo vs. Fernando Gomes.

À parte desta guerrilha de idiotas, o "marcha-atrás" na decisão de proibir os empréstimos entre clubes da mesma Liga tem consequências graves no planeamento da época de todas as equipas. O timing da decisão é, portanto, uma aberração. No que ao nosso clube diz respeito, o que vai acontecer a alguns jogadores da equipa B que não estariam à espera de fazer parte desse grupo, casos de David Simão, Miguel Rosa ou Djaniny?

Ainda assim, e apesar de toda a polémica, devo dizer que não sou totalmente contra os empréstimos entre clubes da mesma Liga. Sim, é verdade que desvirtua a competição na medida em que uma equipa costuma monopolizar as outras com vários jogadores que depois se lesionam misteriosamente, mas (e nestas situações há sempre um mas...) por outro lado, um empréstimo pode ser uma boa forma de um jogador evoluir e de ajudar a equipa (casos recentes de Coentrão, Adrien, etc).

Como resolver este "problema"? A meu ver, e com a introdução das equipas B, passa por limitar o número de empréstimos que cada clube pode efectuar e de que pode usufruir. Por exemplo, três. Cada clube poderia emprestar 3 jogadores e receber 3. Assim evitar-se-ia que os principais clubes conseguissem criar equipas satélites na primeira divisão como ocorreu num passado recente com o Vitória de Setúbal ou o Olhanense. Permitiria ainda aos jogadores um melhor desenvolvimento futebolístico, o que acarreta benefícios para o clube que empresta, e uma maior qualidade para o clube que recebe esses jogadores. Todos sairiam a ganhar, sem haver falsificação da verdade desportiva.

segunda-feira, 12 de março de 2012

Assim não!

Manifestei-me favorável ao alargamento da Liga para 18 clubes. As razões, bem como a minha proposta relativa ao modo de alargamento, estão neste post. A confirmar-se a notícia de que o alargamento vai para a frente sem que nenhuma equipa desça de divisão, a verdade desportiva está irremidiavelmente manchada e a credibilidade do campeonato ferida de morte. É inconcebível que se mudem as regras a meio do jogo. Pior que mudá-las a meio é mudá-las a menos de um terço do fim. Espero que esta brincadeira, que é o que isto é, não vá para a frente. Vão voar malas de dinheiro para comprar vitórias e para vender caras algumas derrotas. Fico igualmente à espera de ouvir a tomada de posição do Benfica em relação a este tema, que incompreensivelmente ainda não foi dada ao conhecimento público. Não. Assim não!

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

A Reforma do Futebol Nacional

Num post publicado há dias, sobre a eleição de Mário Figueiredo para presidente da Liga de Clubes, manifestei-me favorável à ideia de voltar a ter um campeonato com 18 clubes. Partindo deste ponto, apresento aquela que seria a minha ideia para a reforma dos dois campeonatos profissionais do futebol português.

Em primeiro lugar, os motivos: o campeonato com 16 equipas não oferece jogos suficientes a um adepto de futebol. É insuficiente. Treinamos mal e jogamos pouco em Portugal. Há duas formas de oferecer mais jogos: ou reduzimos o número de equipas para 12 fazendo um campeonato a três voltas ou aumentamos o número de participantes para 18. O incoveniente da primeira solução é que, a meu ver, mataria definitivamente o futebol português uma vez que se criaria uma super-elite ainda mais diferenciada que a que existe actualmente, ou seja, Benfica, Sporting, Porto e Braga passariam a pôr e dispôr ainda mais do dinheiro, dos negócios e do poder no futebol português sobre as outras equipas. Porquê? Porque com 12 clubes, descendo dois, haveria uma grande rotação de equipas da primeira para a segunda. Por outras palavras, Guimarães, Académica, Marítimo, Nacional e outras equipas que se têm estabelecido na primeira divisão passariam a fazer parte da segunda liga mais frequentemente, perdendo naturalmente poder de compra. Isto interessa a quem? Provavelmente apenas aos 3 grandes, que teriam, ao invés do que seria de esperar, adversários mais fracos. Possivelmente mais homogéneos, mas ainda mais nivelados por baixo. Por isso, a solução que me parece ser a menos má é mesmo alargar o campeonato para 18 equipas. Neste modelo competitivo, com três equipas a descerem, há muito mais luta na metade inferior da tablela, o que evitaria algumas "borlas" que se vêem por aí. Que me recorde, a luta para não descer mantinha-se não raras vezes até à 34ª jornada com mais de duas equipas envolvidas.

Apresentada a ideia, e sabendo da intenção de introduzir as equipas B de Benfica, Sporting, Porto, Marítimo, Braga e Guimarães na Liga Orangina ou na segunda B, eis o modo de implementação da mesma, dividido pelas épocas 2011/2012, 2012/2013 e 2013/2014.

2011/2012: a época que está actualmente em curso não deve sofrer quaisquer alterações sob pena de se tornar numa enorme farsa. Não se alteram as regras a meio do jogo. Já ouvi falar numa possível situação que não me agrada e que passaria por não descer ninguém à Orangina esta época. Que sentido faz isso? Seria falsear o sentido da prova. Este ano, como dizem as regras, devem subir duas equipas e descer outras duas.

2012/2013: seria a primeira fase de mudança. Nesta temporada, 16 equipas participariam na Primeira Liga e 20 participariam na Segunda Liga. Estas 20 seriam as 16 esperadas mais Benfica B, Sporting B, Porto B e Marítimo B. Os três primeiros por terem maior história e responsabilidades no futebol português e, no caso dos insulares, por terem um projecto de há muitos anos e bem sustentado que levou a que jogadores como Sami, Djalma ou Danny passasem da equipa B ao plantel principal. Da Primeira Liga para a Segunda desceriam à mesma duas equipas e quatro clubes fariam o sentido inverso, da Segunda para a Primeira. Contas feitas, no final de 2012/2013, a Primeira Liga teria 18 clubes e a Segunda Liga também.

2013/2014: nesta época, Sp. Braga B e Vitória de Guimarães B entrariam directamente para a Orangina, figurando esta divisão com 20 equipas. A Primeira continuaria com 18 clubes. Algum problema? A meu ver, não. Em Inglaterra, por exemplo, a Premier League tem 20 equipas e a First Division tem 24. Em Espanha ocorre uma situação semelhante, com 20 e 22 equipas na Primeira e Segunda divisões, respectivamente. A partir daqui, três equipas desceriam e outras três subiriam.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Mário Figueiredo, presidente da Liga

Mário Figueiredo venceu António Laranjo na corrida à presidência da Liga de Clubes. Apoiado pela maioria dos clubes ditos mais pequenos, conseguiu vencer o candidato que reunia o apoio dos três grandes. Quem é Mário Figueiredo? De onde vem? Que projectos traz para a Liga de Clubes? O que defende?

Numa Liga cada vez menos autónoma e cada vez mais dependente da Federação, Mário Figueiredo, advogado de profissão, faz parte de um escritório (GMSSC) constituído por Gil Moreira dos Santos, advogado de Pinto da Costa no processo Apito Dourado, e Adelino Caldeira, administrador da SAD do FC Porto. Mário Figueiredo é ainda genro do presidente do Marítimo, Carlos Pereira, sendo advogado dos insulares. Parece portanto estranho verificar que não reúne o apoio dos portistas. Estranho? Talvez não. Tendo em conta que o FC Porto não apoiou Fernando Gomes para a presidência da Federação, encontramos aqui um padrão. Os interesses aparecem mascarados, há que ter atenção a estas situações.

Qunato a projectos, Figueiredo apresenta como bandeira o alargamento da Liga para 18 clubes, a renegociação e redistribuição do dinheiro dos direitos televisivos, publicidade e apostas online e a introdução de mecanismos de solidariedade aos clubes com menores capacidades financeiras. A primeira medida agrada-me e explicarei porquê noutro post, as outras duas parecem-me prejudiciais aos grandes mas mais ao Benfica que aos outros uma vez que, goste-se ou não, somos o clube que mais dinheiro consegue fazer mover.

terça-feira, 1 de abril de 2008

(In)Justiça

Campeonatos viciados...
Taças viciadas...

45 titulos falseados em mais de 2 décadas de futebol nacional...

Que nojo meus amigos..Que nojo!
Isto é a ponta do iceberg...Os Pentas, as Uefas, Ligas dos Campeões, foram ganhos com algum mérito, digam-me lá? Tem algum mérito um "clube", cujas bases são mafiosas e corruptas?


E agora, fala-se em tirar...6 pontos? Num campeonato já decidido?
Estão a gozar com os Portugueses ou quê?
Isto só lá vai com medidas radicais!