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sexta-feira, 20 de julho de 2012

Liga vs. Federação, round 4

A Liga decidiu, a Federação revogou. Esta disputa entre os dois organismos que gerem o futebol nacional ameaça tornar-se um clássico. Uma luta de egos que tem por objectivo demonstrar a superioridade de um órgão em relação a outro. Mário Figueiredo vs. Fernando Gomes.

À parte desta guerrilha de idiotas, o "marcha-atrás" na decisão de proibir os empréstimos entre clubes da mesma Liga tem consequências graves no planeamento da época de todas as equipas. O timing da decisão é, portanto, uma aberração. No que ao nosso clube diz respeito, o que vai acontecer a alguns jogadores da equipa B que não estariam à espera de fazer parte desse grupo, casos de David Simão, Miguel Rosa ou Djaniny?

Ainda assim, e apesar de toda a polémica, devo dizer que não sou totalmente contra os empréstimos entre clubes da mesma Liga. Sim, é verdade que desvirtua a competição na medida em que uma equipa costuma monopolizar as outras com vários jogadores que depois se lesionam misteriosamente, mas (e nestas situações há sempre um mas...) por outro lado, um empréstimo pode ser uma boa forma de um jogador evoluir e de ajudar a equipa (casos recentes de Coentrão, Adrien, etc).

Como resolver este "problema"? A meu ver, e com a introdução das equipas B, passa por limitar o número de empréstimos que cada clube pode efectuar e de que pode usufruir. Por exemplo, três. Cada clube poderia emprestar 3 jogadores e receber 3. Assim evitar-se-ia que os principais clubes conseguissem criar equipas satélites na primeira divisão como ocorreu num passado recente com o Vitória de Setúbal ou o Olhanense. Permitiria ainda aos jogadores um melhor desenvolvimento futebolístico, o que acarreta benefícios para o clube que empresta, e uma maior qualidade para o clube que recebe esses jogadores. Todos sairiam a ganhar, sem haver falsificação da verdade desportiva.

sábado, 23 de janeiro de 2010

Nélson Oliveira, ponta-de-lança puro

Se há alguma posição em que, ao longo dos anos, tem sido extremamente difícil encontrar jogadores portugueses de qualidade nas formações mais jovens, essa é a de ponta-de-lança. Mesmo até para defesa-esquerdo surgem sempre algumas esperanças que depois se perdem rapidamente, como Paulo Torres, Kenedy, ou mais recentemente, quem sabe, Antunes. Sol de pouca dura, é certo, mas para ponta-de-lança, nem um para amostra. Portugal foi campeão mundial sub-20 em 1991 e o ponta-de-lança titular era Toni, que acabou por [não] fazer carreira no Porto, Braga, Salgueiros, Marítimo, sendo o suplente natural Gil, que também não teve sucesso no Benfica, Ovarense, Braga e Estrela.

No entanto acredito que num futuro mais ou menos próximo possamos assistir a um inverter de situação, muito devido a um rapaz disciplinado e empenhado de seu nome Nélson Oliveira, um ponta-de-lança puro, de remate fácil, forte e colocado, sem medo do um-para-um, com faro de golo. O Benfica resolveu empresta-lo ao Rio Ave, numa altura em que parece algo esquisita, a meio da época.

Por um lado, a liga de juniores é demasiado pequena para um jogador como Nélson Oliveira, e este empréstimo, especialmente nesta altura, e se for bem sucedido, como desejo, deverá ser a lança de rampamento para o plantel principal encarnado já em 2010/2011. Seria a altura ideal para incorporar um júnior numa equipa que desejamos que envergue aí as quinas e que seja possível fazer uma transição de gerações entre Nuno Gomes, símbolo do ataque benfiquista por mais de 10 anos, e Nélson Oliveira, aquele que se quer como ponta-de-lança de futuro.

Estranho também é o facto de haver uma equipa portuguesa interessada num jogador tão jovem, português, e sem experiência no futebol sénior. Quantos minutos poderá jogar pelos vila-condenses? Boa pergunta. Com o experiente João Tomás no ataque, eu diria que 100 minutos já seriam razoáveis. Por outro lado, foi o Rio Ave que pediu o jogador por empréstimo, o que de si nota de imediato um interesse pelo jogador, o que parece ser um aspecto favorável à sua evolução. Só o tempo dirá o que vai acontecer neste fim de época a Nélson.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

O outro plantel - Os Emprestados (V)

São, pelas minhas contas, 32 os jogadores que o Benfica tem a rodar em clubes portugueses ou estrangeiros, de primeira ou segunda divisão. Destes 32 - praticamente um plantel - a idade e qualidade variam muito. Possivelmente, poucos serão os que ainda possam vir a dar um contributo importante para o nosso clube. É a pensar neste outro plantel que escrevo hoje o quinto e último de uma série de cinco posts sobre "Os Emprestados".

Fellipe Bastos Chegou muito jovem ao Benfica, numa altura em que nem podia jogar, devido à idade ou ao prazo de inscrições, não me lembro bem, mas acho que era a segunda. De qualquer das maneiras as notícias eram animadoras, visto parecer que o Benfica havia feito uma óptima contratação. Ainda hoje não sei se é bem assim. Se, pelo que vi, parece ter potencial, as sucessivas ausências nas convocatórias também podem ser indicadoras do contrário. Não é muito rápido, mas para médio de características defensivas trata muito bem a bola (é brasileiro), dribla e remata forte. Fisicamente, apesar de não ser muito alto, tem cabedal. Este empréstimo ao Belenenses pode ser muito positivo, mas tem de jogar. Tem mesmo de jogar. Acredito que vai integrar, mais cedo ou mais tarde, os quadros principais do Benfica.

Patric Chegou e saiu num ápice. Um dos reforços mais rápidos do Benfica. Foi rápido, sim, mas também teve as suas oportunidades, e, do que mostrou, deixou muito a desejar. Sempre muito nervoso (o que também é desculpável para um jovem de 20 anos. Mas não se pode permitir que um jogador, nomeadamente um defesa, fique no nosso plantel se não souber defender! E Patric meteu água demasiadas vezes. Contra o Milan tivemos o exemplo mais flagrante do que falo. Pato fez o que quis dele. Claro que não é por este lance que não está cá na Luz, mas, em parte, explica o que se passou na pré-época. Pode evoluir? Pode. E vai, com certeza. Não me convenceu, mas...

André Soares Não conheço muito deste jogador. Sei que é avançado e que se encontra ao serviço do Carregado, não tendo ainda sido escolha do seu treinador para jogar, nesta época. Foi um dos jogadores que o Benfica foi buscar, ainda muito jovem, ao Sporting de Braga, a par de Romeu Ribeiro, que ingressou no Benfica no mesmo ano e Nélson Oliveira, que chegou dois anos mais tarde. Não tenho grandes perspectivas para este jogador, até porque, ao que sei, até na equipa de juniores teve dificuldades em impor-se.

João Pereira Era o capitão dos juniores na época passada, fazendo dupla com Roderick Miranda. Pareceu-me mais limitado em termos técnicos que o seu colega de sector, mas pelo físico e, diga-se, pelas qualidades defensivas, agradou, até porque era júnior. Apesar de quase ninguém ter percebido, foi um dos escolhidos de Jorge Jesus para participar no estágio na Suíça, onde acabou por não jogar, sendo preterido, pois havia Roderick e Miguel Vítor. Não tem jogado pelo Fátima, ao que sei, nem sequer tem sido escolha para o banco de suplentes da equipa de Rui Vitória, mas recentemente, para a Taça de Portugal, frente ao Ribeira Brava, somou 90 minutos. Não o conheço suficientemente bem para falar do seu valor futuro, mas acho difícil que dê jogador, pelo menos para o Benfica.

Romeu Ribeiro
Foi pela mão de Camacho, logo na segunda jornada daquela época de má memória, que o médio vindo da nossa formação, após passagem por Braga, se estreou num jogo com o Vitória de Guimarães. Mostrou algumas boas indicações para um jovem da sua idade. Depois disso, esteve emprestado durante dois anos ao Desportivo das Aves, tal como Rúben Lima, tendo efectuado bastantes jogos nessa temporada e meia que passou no norte, muitos deles até como titular, até. Nesta época, com mais futebol nos pés, Romeu Ribeiro encontra-se emprestado a uma equipa com mais ambições, o Trofense, que tentará certamente o regresso ao escalão principal do futebol português. Romeu tem sido pouco utilizado, averbando apenas 1 jogo no campeonato e outro na Carlsberg Cup, num total de 63 minutos. Pouco para quem precisa de afirmar-se para jogar regularmente no Benfica, a médio prazo. Mas há tempo, a época é longa e este jogador terá certamente as suas oportunidades. Mantenham-no debaixo de olho, pode haver muito talento a ser explorado.

Marc Zoro O que dizer deste jogador? Muita gente acha-o mais que capaz para pertencer ao plantel principal do SLB. Eu, pessoalmente, acho-o uma debulhadora: varre e parte tudo o que vê à frente. Não percebe quase nada do jogo, especialmente em termos de agressividade. Do que vi, fiquei extremamente decepcionado. Mas com o salário principesco que aufere, para onde sair? Para o Setúbal onde ninguém recebe? Nem ele quer, seguramente. Encontra-se emprestado ao clube que já referi, sendo que, em princípio será titular indiscutível, não por mérito próprio, mas por demérito dos colegas, que certamente teriam dificuldades em encontrar clube na Liga Vitalis. Enfim, um cepo que consome dinheiro, é o que Zoro é, mas a culpa não é só dele, é de quem o trouxe.

Freddy Adu Deixei o melhor (será?) para o fim. Freddy chegou muito novo ao Benfica, tendo estado sob uma pressão tremenda para obter resultados. Aquele papel ridículo trazido por um miúdo benfiquista que não faz ideia do que é o futebol, explica bem a situação do jovem norte-americano. O que dizia o papel? "Não precisamos do Simão, temos o Freddy Adu!" R-I-D-Í-C-U-L-O. Cada um que tire as suas conclusões. Mas voltando ao Freddy, como se já não bastasse a pressão de adeptos, jornalistas e outros, Fernando Santos, treinador na altura, resolve coloca-lo a jogar no primeiro jogo da época, frente ao Copenhaga, numa pré-eliminatória da Liga dos Campeões, para substituir o lesionado Luisão, numa altura em que o Benfica empatava em casa frente a esse clube dinamarquês, ainda na primeira parte. Adu entrou e jogou como jogam todos os miúdos nas escolinhas: sozinho. "Leva a bola 'pra casa!", ouvia-se. Com razão. Foi deprimente o espectáculo de Adu. Como se isto não bastasse, o próprio jogador continua a revelar, ainda hoje, uma grande imaturidade. Tem dificuldades em impor-se mesmo em equipas mais pequenas. No Belém pouco tem jogado, apesar de ter chegado mais tarde. Vamos ver, mas desconfio que este foi mais um produto de imprensa, como tantos outros.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

O outro plantel - Os Emprestados (IV)

São, pelas minhas contas, 32 [não, já encontrei mais 2] os jogadores que o Benfica tem a rodar em clubes portugueses ou estrangeiros, de primeira ou segunda divisão. Destes 33 - praticamente um plantel - a idade e qualidade variam muito. Possivelmente, poucos serão os que ainda possam vir a dar um contributo importante para o nosso clube. É a pensar neste outro plantel que escrevo hoje o quarto de uma série de cinco posts sobre "Os Emprestados".

Hassan Yebda São muitos e muitos os defeitos e as qualidades deste jogador. Como defeitos temos o facto de não saber quando desfazer-se da bola, mantendo-a em posse demasiado tempo, ou ainda o posicionamento, quase sempre adiantado. Como qualidades temos o excelente jogo de cabeça e ainda a capacidade técnica invulgar para um médio-defensivo. Yebda esteve apenas um ano no Benfica, onde oscilou entre o muito bom e o mau. Um ano, repito. Não dá para avaliar um jogador, especialmente quando há mudanças estruturais na equipa. Penso que o seu empréstimo ao Portsmouth foi um erro: primeiro porque Javi Garcia dificilmente irá aguentar uma época que se espera muito longa; depois, porque ainda só jogou 20 minutos, salvo erro, e está num clube em dificuldades (6 derrotas em outros tanto jogos), podendo desvalorizar-se o activo. Para mim, Yebda tem qualidade e potencial mais que suficientes para ficar neste ou em próximos plantéis do Benfica.

Yshmael Yartei Se tiver efectivamente a idade que dizem ter, é um prodígio. Gosto bastante do Giggs do Gana. É claro que é praticamente impossível atingir o nível do verdadeiro Ryan Giggs, mas do que tenho visto e lido sobre o ganês só tenho de ficar contente. É rápido, toma decisões correctas durante a maior parte do jogo, joga e faz jogar. Está emprestado ao Beira-Mar, onde tem tido poucas oportunidades, tal como Leandro Pimenta, mas deverá conseguir afirmar-se em Aveiro. É claro que nem um terço dos jogadores da formação chegam a ingressar no plantel principal, mas, a médio prazo, este poderá ser uma excepção à regra.

Pedro Eugénio
Este jovem defesa-direito é mais um exemplo daquilo que a formação começa a dar. Emprestado ao Mafra, da 2ª Divisão, ingressou no Benfica para jogar nos sub-17, proveniente do Farense, depois de uma passagem pelo Sporting. Julgo que vi-o jogar na época passada naquele amigável com o Boavista, no Bessa, mas não me impressionou. Só tem 19 anos, há que dar tempo.

Abel Pereira
Colega de Pedro Eugénio desde os sub-17, também é defesa-direito e encontra-se emprestado ao Mafra. Curioso o facto de o Benfica colocar dois jogadores da mesma posição a rodar no mesmo clube. Assim sendo, em princípio, apenas um pode jogar, o que será pouco benéfico para o desenvolvido de um deles. Vi-o jogar apenas com o FC Porto no ano passado na Luz, no penúltimo jogo do campeonato nacional de juniores. É alto para um defesa-lateral direito português, tendo jogado sem complicar, mas também sem impressionar muito. Tal como Pedro Eugénio, há que dar tempo.

Marcel O que dizer de Marcel? Parece-me queimado no Benfica, apesar de nunca se saber o que esperar deste jogador. Foi contratado à Académica de Coimbra por mais de 3 milhões de euros, um tiro no pé, sem dúvida. Fez uma época e meia de qualidade em Coimbra, o que valeu para ingressar no Benfica de Koeman. Fez poucos jogos e não me lembro de o ver marcar golos na Liga. Foi emprestado nestes últimos anos a Sporting de Braga, São Paulo, Grêmio, Cruzeiro e Vissel Kobe, do Japão, mas também com pouco sucesso. Não me parece que volte ao Benfica.

Coelho José Manuel Barbosa Alves, mais conhecido por Coelho, alcunha herdada de um tio seu que foi, em tempos, jogador do Paços de Ferreira, tem um passado recheado de sucessos e experiências no futebol jovem. Começou no Paços, passando 5 anos no FCP, onde foi capitão. Ingressou no futebol italiano, no Inter de Milão, onde, segundo o próprio, pretendia melhorar aspectos tácticos e físicos, mas a experiência acabou por ser uma desilusão. Jogou pouco. Voltou a Portugal para o Benfica, sub-19, estando hoje emprestado ao Paços. Fez dois jogos para a Liga, ambos como suplente utilizado.

Elkesson Parece que o Benfica tem uma co-propriedade com o Vitória Bahia sobre este jogador. Não o conhecia, nem fazia a mínima ideia de que existia.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

O outro plantel - Os Emprestados (III)

Deixando (ou tentando, pelo menos) deixar de parte os assuntos das grande penalidades assinaladas a favor do grande e do enorme de Lisboa, vamos ver mais seis jogadores que o Benfica tem emprestados a outras equipas. São eles:

Binya Começamos com um "prato forte", muito forte mesmo, demasiado forte se calhar. Esse é um dos problemas de Binya: não saber controlar a força e o ímpeto que tem. É um jogador maldoso que não conhece o seu futebol e as suas limitações. Não concordo quando se diz que podia ser um jogador útil. No passado, cheguei a defender tal tese, hoje, abomino-a. Binya não é, nem pode ser jogador de futebol para o Benfica. Para uma equipa que lute pela manutenção, aí sim, sabe destruir, destruir e destruir. Fora disso, é nulo.

Andrés Diaz Seis milhões de euros por Di Maria, no início, não foi mau negócio. Veio com um brinde atrás, este Andrés Diaz, que se encontra emprestado ao Banfield da Argentina. O único senão do negócio de Di Maria foi, precisamente, Andrés Diaz: ficámos com um pendura por resolver. Acho que até o seu contrato terminar, vamos ter de empresta-lo sistematicamente todos os anos. Não posso dizer se é bom ou mau, até porque nunca o vi verdadeiramente jogar, mas já perdeu o seu espaço na Luz.

Adriano Silva
Fisicamente é muito parecido com Urreta: médio-avançado baixinho, cabelo encaracolado, rápido, corre todo o tempo que for preciso. Parece, pelos poucos jogos que vi e pelo que me contam, muito esforçado, apesar de não ter um potencial por aí além. Pode ser que com muita sorte e muito trabalho consiga ficar numa equipa qualquer da primeira Liga enquanto profissional (actualmente é mais um jogador que se encontra emprestado ao Carregado). Acho difícil que se consiga afirmar no Benfica.

Rúben Lima
Defesa esquerdo internacional sub-21 português (apesar de ainda ter 19 anos), este jovem encontra-se emprestado ao Vitória de Setúbal. É relativamente bem conhecido pelos adeptos benfiquistas, sendo que fez a sua formação no clube. Sempre ouvi falar bastante bem deste jogador, que até tem sido aposta no Sado, sendo titular tanto com Azenha, como com Quim. Já nas duas épocas anteriores, emprestado ao Aves, foi também aposta clara, tendo jogado a maior parte dos jogos. Por mim, já teria integrado o plantel principal já este ano, mas tal não foi possível. Vamos ver se é para o ano, porque qualidade, há!

Hélio Vaz
Contratado aos juniores do Montijo para ingressar nos juniores do Benfica, este jovem avançado encontra-se emprestado ao Mafra, clube pelo qual ainda não jogou ainda, nesta época. Desconheço por completo este jogador, pelo que não poderei opinar sobre o seu futuro.

André Carvalhas Prometeu tanto, mas tanto, enquanto júnior mas tarda muito, demasiado, em afirmar-se. Não digo que não tenha valor, mas ainda não o demonstrou. Para mim, parece ser uma daquelas esperanças que não passa, precisamente, de uma esperança. Outro como Pepa, Eduardo Simões ou João Coimbra. É uma pena se tal se vier a confirmar. Aos 20 anos, conta com passagens por Rio Ave e Olhanense, ambas na época passada, realizando um total de 10 jogos, todos incompletos. Este ano, o baixinho médio ofensivo recomeça do zero, no GD Fátima, em conjunto com David Simão. Até ao momento, e após debelada uma lesão na coxa, tem sido titular, jogando sempre que disponível, sendo quase imprescindível ao treinador Rui Vitória. No entanto, questiono a mentalidade deste jogador, que aponta como uma das razões para a escolha do Fátima o facto de o clube "ficar perto de casa".

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

O outro plantel - Os Emprestados (II)

São, pelas minhas contas, 30 os jogadores que o Benfica tem a rodar em clubes portugueses ou estrangeiros, de primeira ou segunda divisão. Destes 30 - praticamente um plantel - a idade e qualidade variam muito. Possivelmente, poucos serão os que ainda possam vir a dar um contributo importante para o nosso clube. É a pensar neste outro plantel que escrevo hoje o segundo de uma série de cinco posts sobre "Os Emprestados".

Halliche Possivelmente não haveria um dia melhor para falar de Halliche que o dia de hoje. Ainda ontem, no embate europeu que pôs frente-a-frente Werder Bremen e Nacional da Madeira, o jovem argelino contratado em Janeiro de 2008 ao Hussein Day, marcou o golo do empate madeirense. Emprestado ao Nacional pela terceira época consecutiva, Halliche tarda em afirmar-se como pedra base do onze de Manuel Machado. É certo que tem feito alguns jogos a titular pelos madeirenses, mas precisa de ser titularíssimo para chegar ao Benfica e jogar. Sem duvidar das suas qualidades, acho difícil que tenha ou possa vir a ter lugar neste ou em próximos plantéis, dada a qualidade de Luisão, David Luiz, Sidnei, Miguel Vítor e, esperamos todos, Roderick.

Yu Dabao "O grande tesouro", alcunha deste chinês, deslumbrou nos juniores do Benfica. marcando bastantes golos, que rapidamente o colocaram nos jornais. Mediaticamente, poderia ser um bom negócio, mas a transição de júnior para sénior é sempre muito difícil. Que o diga Dabao. Emprestado primeiro ao Desportivo das Aves, depois ao Olivais e Moscavide e este ano no Mafra, o jovem chinês tarda em afirmar-se. Nesta idade é importante jogar e marcar, especialmente quando se é ponta-de-lança. Não sei, neste momento, quanto vale ou poderá valer num futuro próximo Yu Dabao. Fica a incógnita quanto a este avançado.

Ivan Santos Desde muito cedo ligado ao Boavista, Ivan Santos é, dos conhecidos "Jovens Emprestados", dos mais velhos, tendo nascido em 1988. Esteve emprestado ao Boavista na temporada passada, onde até jogou bastante, efectuando 24 partidas para o campeonato, apesar de em 17 desses jogos ter sido suplente utilizado. Este ano, e de modo a manter-se na Liga Vitalis, foi emprestado ao Carregado, onde em quatro jogos (três para o campeonato e um para a Carlsberg Cup), foi apenas utilizado num, 15 minutinhos contra o Trofense. Outro cujo talento tarda em aparecer (ou então não existe).

Miguel Rosa Este médio centro formado nas escolas do Benfica promete. Digo isto com base nos seus desempenhos ao serviço do Estoril, 4º classificado na época passada, onde, com 19 anos, fez 21 jogos, sendo que 13 como titular. Já este ano, emprestado ao Carregado, também tem dado nas vistas, sendo titular em todos os jogos, desde o Campeonato passando pelas Taças da Liga e de Portugal, onde até marcou dois golos. A crítica considera-o jogador chave nesta equipa. É um miúdo que deve ser observado com bastante atenção, pois parece ter futuro.

Ivanir Rodrgiues Comprado ao Real Sport Clube, ingressou nos juniores do Benfica, tendo ficado tapado por Mário Rui, defesa que representa as selecções mais jovens. Efectuou 11 jogos, sendo que foi titular por apenas 4 vezes. Tenho alguma dificuldade em colocar este jogador como esperança para o futuro. Talvez a sua afirmação no Mafra, onde se encontra emprestado, sirva para poder entrar no plantel principal, mas, tal como disse, acho muito improvável que tal aconteça.

Edcarlos Contratado ao São Paulo, onde era suplente de Alex Silva, irmão de Luisão, Edcarlos chegou ao Benfica na conturbada época de 2007/2008, a do 4º lugar. Não começou mal, mas cedo se percebeu que não tinha qualidade para o nosso clube. Penso que a maior parte dos benfiquistas que segue diariamente o que se passa no futebol jamais esquecerá o famoso lance nos Barreiros onde seguiu com os olhinhos o avançado Ytalo, por uns bons 60 metros, deixando-o marcar. Inconcebível. Hoje, emprestado ao Fluminense, continua a fazer estragos na própria defesa, sendo acusado pela torcida tricolor de ser um dos responsáveis pelos desaires da equipa. Vendam-no enquanto podem, srs. dirigentes.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

O outro plantel - Os Emprestados (I)

São, pelas minhas contas, 28 os jogadores que o Benfica tem a rodar em clubes portugueses ou estrangeiros, de primeira ou segunda divisão. Destes 28 - praticamente um plantel - a idade e qualidade variam muito. Possivelmente, poucos serão os que ainda possam vir a dar um contributo importante para o nosso clube. É a pensar neste outro plantel que inicio uma série de cinco posts sobre "Os Emprestados".

Sepsi Contratado como promessa para a lateral esquerda da defesa, Sepsi chegou ao Benfica na janela de transferências de 2008, com José Antonio Camacho. Tapado por Léo, não conseguiu convencer na sua primeira passagem na Luz, sendo emprestado ao Racing Santander, em Espanha. Neste [curto] regresso de pré-época, não convenceu Jesus. Na minha opinião, Sepsi nunca será um grande jogador. Mediano, como há tantos por aí. Não vale a pena manter o romeno, nem para suplente, porque para isso há muito bom jogador português, até para defesa-esquerdo, que pode fazer esse lugar.

Leandro Um jogador que desconheço perfeitamente. Contratado ao Coritiba este Verão, foi imediatamente emprestado ao Vitória Sport Clube, onde ainda não se conseguiu impor (e para ser sincero, penso que não vai conseguir, dada a qualidade do plantel vimarenense). Participou no campeonato Sudamericano sub-20, mas nem sei se foi titular. A não ser que tenha um desenvolvimento semelhante ao de David Luiz, penso que terá dificuldade em ficar na Luz.

Leandro Pimenta Tenho grandes esperanças relativamente a este jogador. No campo, apresenta uma maturidade táctica (até pareço o Freitas Lobo...) fora do normal para um júnior. Não é propriamente rápido, mas a sua visão de jogo, o passe, a colocação, são de um profissional. Vai longe se jogar com alguma regularidade no Beira-Mar, clube que o tem por empréstimo.

Makukula Não tão mau como a maior parte dos benfiquista o julga, nem tão bom como o próprio pensa que é (dizem que se acha o maior). Pessoalmente, não acredito que tenha qualidade para ser titular, como é obvio, mas não escondo que acho-o um suplente muito razoável. Tem força, bom jogo aéreo, mais técnica e velocidade que, por exemplo Cardozo, mas teve o azar de chegar ao Benfica numa fase conturbada do clube. Deveria ter uma segunda oportunidade, que Jesus não deu. Penso que poderia ser muito útil ao clube.

Walter Moraes Quem? Pois, também não faço ideia quem seja. Lembro-me da sua contratação, mas nunca chegou a calçar as luvas, e penso que, já com 22 anos, se ainda não deu minimamente nas vistas, também não será agora que o conseguirá fazer. Claro que um guarda-redes pode evoluir até mais tarde que um jogador de campo, mas na Olhanense foi sempre 3ª opção e, actualmente no 12 Octubre, do Paraguai, não é titular. Deve ter sido contratado com base nos seus 2,03 metros de altura.

David Simão O seu talento é inegável. Muito bem constituído fisicamente para um jogador da sua posição (médio-ofensivo, 1,83 metros, 80 kilos), David Simão deu sempre nas vistas enquanto jogava nas camadas jovens do Benfica. Foi titular em grande parte da época 2008/2009, ano do título de juniores, mas acabou por sair do onze na fase final por opção técnica de João Alves. No entanto, como sabemos, muitas vezes o talento anda a par da preguiça, ou de alguma falta de empenho ou profissionalismo. David foi alvo dessas críticas. Se são ou não verdadeiras... não sei. Dos 6 jogos do Fátima, participou nos 3 da Liga, no da Taça, onde até marcou, e não foi opção para a Taça da Liga. Estes dados evidenciam a importância do jovem na equipa.