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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Venha o Getafe!

O que se passou hoje, em Nuremberga, foi triste e indigno para o glorioso clube e grandiosa instituição que é o Benfica. O que ninguém esperava - e perdoem-me o recurso ao jargão - é que tanto cagaço acabasse num tremendo mijo.

José Antonio Camacho (ou pelo menos o seu sósia que assumiu os comandos da equipa de futebol do Benfica) entrou em campo para defender o resultado com uma equipa da tonalidade das suas camisolas: muito, muito fraquinha. Pouco me interessa se o Nuremberga está em 16º ou se joga mau futebol. Se hoje me senti envergonhado, não foi por culpa dos alemães, mas sim por culpa da mentalidade que o espanhol incutiu na equipa.

O Benfica entrou em campo com uma espécie de 4x5x1 inexplicável para defrontar um Nuremberga auspicioso e corajoso, com dois pontas-de-lança no ataque. O murciano pode não ser o principal responsável por muita coisa, mas hoje teve grandes culpas no cartório. Imagino como seria crucificado se o Benfica não desse a volta, por intermédio de dois jogadores que ele, inexplicavelmente, deixou no banco.

Luís Filipe provou mais uma vez ser um dos piores badamecos que alguma vez envergou o manto sagrado, ao ser o melhor jogador do Nuremberga e o principal responsável pelo golo mais escandaloso que vi o Benfica sofrer em 18 anos de vida. Sepsi entrou muito bem. Gostei, mas continuo sem perceber porque é que o treinador do Benfica não colocou primeiro o argentino Di Maria no seu lugar. É incompreensível. Makukula esteve bem, amiúde, e muito mal, frequentemente. Léo provou a incompetência de quem não lhe renova ao contrato! Maxi mostrou que só a defesa direito é que se safa melhor que o Luis Filop. Luisão e Rui Costa acabaram por se assumir como os patrões de uma equipa apática e descoordenada.

Estas foram algumas das nuances de um jogo incaracterístico que não tenho capacidade para analisar mais a fundo. Pelo menos não me apetece mais ouvir falar dele nos próximos tempos.

Não temo o Getafe. Uma equipa de subúrbio, apesar do bom treinador e uma excelente mentalidade, não chega para que eu não considere o Benfica favorito. A atitude é que terá que ser diferente desta, que quase fez com que preferisse ter Fernando Santos de volta ao comando da equipa. A eliminatória é uma excelente oportunidade para os jogadores se redimirem, apesar de achar que, como sempre, mais cedo ou mais tarde, seremos eliminados ingloriamente.

Luis Flop


Ponto prévio: esta "coisa" nem merece ter uma fotografia com o Manto Sagrado vestido. Indiscritivel a quantidade de disparates que consegue fazer por jogo...
Depois, com o que estamos a pagar a este imbecil, não daria para ajudar á renovação do Leo?
Já tinha avisado e volto a dizer: o Makukula é outro Marcel (se não for ainda pior...).
Maxi Pereira deve ter no contrato que tem de ser sempre titular-mas para quê?,não se sabe posicionar, fazer um passe, dominar uma bola, etc etc...
Quando é que o Camacho se vai mentalizar que, a jogar com um ponta de lança, este terá sempre de ser o Cardozo??


Caros amigos: obviamente que estou contente por termos passado á fase seguinte e até acho que poderemos eliminar o Getafe, mas temo que, lá mais para a frente virá outro Celta de Vigo.
Ai vem, vem..,.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Mau Demais

Luis Filipe...Para mim, no top3 dos piores da centenária história do Sport Lisboa e Benfica!
Uma nódoa autêntica...


PS: Nem comento a vergonhosa exibição da equipa hoje, ou a patética actuação de José António Camacho. Ainda me dói a cabeça!

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Big Mak... de frango!


Vencemos e não sofremos golos. Os dois requisitos pedidos por Camacho aos jogadores foram cumpridos, apesar da forma sofrível como conseguímos arrancar este resultado. O que conta é o resultado no marcador, e com 1-0, os alemães terão a vida muito complicada na eliminatória. Se sofrerem um golo, terão de marcar três, algo que na Bundesliga conseguiram apenas uma vez (5-1, na vitória ao Frankfurt).

Bem podemos agradecer a vitória. Não sei se merecíamos este resultado. Estatisticamente fomos bastante inferiores: 7 remates contra 13 dos alemães, sendo que apenas 2 (!) foram à baliza, enquanto eles atiraram ao alvo por 4 vezes. Fizemos mais faltas (se bem que a actuação do árbitro fosse ao nível dos que cá temos...) mas tivemos mais posse de bola, o que nos permitiu construir jogadas mais consistentes e elaboradas do que o futebol de "chutão" praticado pelo Nurnberg.

O remate certeiro foi após uma excelente iniciativa individual de Rui Costa, que arrastou consigo cinco defensores alemães e deixou Makukula liberto, com espaço para disparar à baliza, fazendo assim o primeiro golo com o manto sagrado. Estava quebrado o nulo. Obrigado pela colaboração, Blazek.


Na segunda parte, o Benfica dominou os germâncios, que só impuseram o seu "futebol" após os 75 minutos por nítida quebra física do trio do meio-campo: Rui Costa, Nuno Assis e Petit. Mas globalmente, durante toda a segunda parte, o Benfica foi senhor do jogo, mostrando uma atitude madura, de uma equipa experiente: Quim, tem uma defesa que vale o bilhete, os defesas não deram espaços ao gigante Koller, bem anulado por um jogão do grande zagueiro, Luisão; o meio-campo foi dinamizador de jogo (graças a Rui Costa e C. Rodriguez) e o ataque soube jogar ao estilo do Nurnberg: com força, apostando no choque, desgastando assim a defesa.

Fiquei contente com o jogo. Apesar de muita gente achar que deveríamos ter feito mais, é importante lembrar que o Nurnberg tem mais valor do que o que as pessoas pensam, por isso a vitória por 1-0 até foi boa. Para a semana é repetir a dose, que Portugal bem precisa de pontos para o ranking e porque nós queremos sonhar alto na UEFA. Bem alto.

Ficha de jogo

Taça UEFA - 16 avos-de-final
Estádio da Luz, Lisboa
Assistência: Cerca de 29 000 espectadores
Árbitro: Alexandru Dan Tudor (Roménia)

SL Benfica

Quim; Nélson, Luisão, Katsouranis e Léo; Petit (cap.), Rui Costa, Nuno Assis (David Luiz, 85 min) e C. Rodriguez (Freddy Adu, 85 min); Cardozo (Di Maria, 59 min) e Makukula
Suplentes não utilizados: Butt, Luís Filipe, Edcarlos e Mantorras
Treinador: José Antonio Camacho

FC Nurnberg

Blazek; Reinhardt, Glauber, Wolf e Pinola; Galasek (cap.), Kluge e Engelhardt; Adler (Kristiansen ao int.), Koller e Saenko
Suplentes não utilizados: Klewer, Charisteas, Schmidt, Spiranovic, Abardonado e Mnari
Treinador: Thomas von Heesen

Disciplina: Cartão amarelo a Nélson (22 min), Wolf (65 min), Petit (87 min) e Pinola (87 min)

Marcador: 1-0 por Makukula (43 min)

Melhor em campo: Luisão (SL Benfica)

sábado, 22 de dezembro de 2007

Mudam-se os tempos...

O Nuremberga está ligado de forma marcante a uma das melhores memórias do Benfica europeu: a 22 de Fevereiro de 1962, na Luz, os encarnados embalaram para a conquista da sua segunda Taça dos Campeões Europeus com uma goleada por 6-0 sobre o então campeão da Alemanha. O resultado, para a segunda mão dos quartos-de-final, dava a volta à derrota por 3-1 sofrida três semanas antes e confirmava o poder de fogo do ataque encarnado. Na noite mágica da Luz, o Benfica já vencia por 2-0 aos 4 minutos, graças a José Águas e Eusébio. Aos 20 minutos, Coluna colocava o Benfica em vantagem na eliminatória, e o festival prosseguiu na segunda parte, com mais um golo de Eusébio e um bis de José Augusto. Seguiram-se Tottenham, nas meias-finais e o Real Madrid, batido em Amesterdão, por 5-3, na noite em que Eusébio se afirmava como rei da Europa. Outros tempos..

[in Maisfutebol]

Agora tudo é diferente. O Benfica defronta um Nuremberga distante dos seus tempos áureos nos dezasseis avos-de-final da Uefa. Nos oitavos, AEK ou Getafe. O sorteio foi bom e mau. Bom, porque o mais provável é que façamos, pelo menos, mais seis jogos na competição. E o Binya ainda vai voltar. Mau, porque com esta carga de jogos, e apesar de o Nacional ter relançado o campeonato, ontem à noite, nunca mais lá chegaremos. Para além de que esta luta em duas frentes (mais a Taça) prejudicará igualmente a nossa prestação europeia. Ou seja, mais um ano de mãos a abanar.