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terça-feira, 8 de março de 2011

Liverpool 2000/2001

Há clubes com os quais nos identificamos. Eu sou Benfica e apenas Benfica, não sou nerazzurri, madridista, mancuniano, o que for. Apenas e só Benfica. Mas há clubes estrangeiros com os quais nos identificamos por uma razão ou por outra. Em Inglaterra, há um em particular que atravessou (e atravessa) uma crise semelhante à que o Benfica atravessou no final da década de 90 e início do novo século, o Liverpool. Campeões ingleses pela última vez em 1989/1990, acompanharam o jejum do Benfica que se iniciou em 1994 durante os onze anos que nos lembramos. Nós ganhámos o campeonato, eles não. Apesar de tudo, a grandeza de ambos os clubes nunca esteve em causa no período negro, e muito se deveu aos excelentes adeptos de ambas as equipas.

Em 2000/2001, o Liverpool, como vinha sendo hábito, foi rapidamente afastado da corrida pelo título. A inconstância da equipa não permitia lutar pelo lugar cimeiro em Inglaterra. No entanto, com um bom conjunto de jogadores e com um técnico competente e experiente, era possível almejar algo mais. E assim foi. Focando as atenções nas provas em que tinham reais possibilidades, a equipa da cidade dos Beatles levou de vencida a Taça da Liga, a Taça de Inglaterra e a Taça UEFA, tendo batido nesta última prova a Roma, o Porto, o Barcelona e o Alavés.

É isto que o Benfica tem de fazer, imitar o Liverpool de 2000/2001. Difícil, mas não impossível. Concentrando as atenções na Liga Europa e não negligenciando as duas taças internas, é possível alcançar este feito. Implica jogar com habituais suplentes no campeonato? Que se faça isso, já está perdido (desde Agosto).

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Liga Europa

Ao que parece, apenas uma catástrofe poderá afastar o Benfica da fase de grupos da Liga Europa. Este ano, a nova Taça UEFA, além de oferecer melhores prémios monetários aos participantes, também conta com fortes equipas em prova. Há que acrescentar que, além das fortes equipas que já jogaram nestes playoff, outras juntar-se-ão na fase de grupos, casos de Anderlecht, Panathinaikos, Celtic, e, possivelmente, Sporting. Sendo assim, será interessante verificar as diferenças entre a velhinha Taça UEFA e a nova Liga Europa.

Ao contrário do ano passado, em que as 40 equipas se distribuíam por 8 grupos de 5 equipas cada, este ano haverá 48 equipas, distribuídas por 12 grupos (4 equipas por grupo), sendo que jogarão todas umas contra as outras tanto em casa como fora (6 jogos portanto), entre Setembro e Dezembro de 2009, a semelhança do que se faz na UEFA Champions League.

O Benfica será, seguramente, 1º cabeça-de-série num desses grupos, evitando para já Werder Bremen, Villareal, Roma, PSV, Shaktar, Zenit, Hamburgo, Valência, e, possivelmente, Sporting, Panathinaikos e Ajax.

Depois dessa fase de grupos (tipo Liga dos Campeões), os dois primeiros classificados e ainda os terceiros classificados da fase de grupos da Champions League disputam a ronda dos 16-avos de final, num total de 32 equipas (12*2+8). Nesta fase, os primeiros classificados dos grupos da Liga Europa e os 4 melhores terceiros classificados da Champions jogam contra uma equipa que tenha sido segunda na fase de grupos da Liga Europa ou tenha sido uma das 4 piores terceiras da Champions, sendo que equipas que se defrontaram na fase de grupos da Liga Europa não podem voltar a encontrar-se já nesta fase.

A partir daqui, as fases seguintes serão disputadas sem quaisquer restrições ao nível de adversários (equipas do mesmo país podem jogar entre si), sendo que a prova termina no dia 12 de Maio na AOL Arena em Hamburgo. Vão reservando bilhetes, que estaremos lá. Vemo-nos em Hamburgo.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Competições Europeias, dois meses depois

Dois meses depois de o Benfica ter sido eliminado das provas europeias é importante analisar o estado dos nossos adversários. Fazemos este exercício em vésperas de uma jornada europeia e comparamos também os casos de Sporting, FC Porto e Sp. Braga. Nesta análise veremos os adversários das equipas portuguesas, a sua classificação nos respectivos campeonatos bem como a percentagem de pontos ganhos nessa prova. Este estudo abrange os adversários que as equipas portuguesas encontraram nas fases de grupos das competições em que participavam.

SL Benfica

Olympiakos (1º classificado na Grécia) 86,4%
Metalist Kharkiv (2º classificado na Ucrânia) 72,5%
Herta Berlin (1º classificado na Alemanha) 66,7%
Galatasaray (4º classificado na Turquia) 61,7%
Média de classificação: 2º lugar
Total: 71,8%

Sporting CP

FC Barcelona (1º classificado em Espanha) 87%
Basel (2º classificado na Suíça) 65%
Shaktar Doneskt (4º classificado na Ucrânia) 60,8%
Média de classificação: 2,33º lugar
Total: 70,9%

FC Porto

Arsenal (5º classificado em Inglaterra) 58,7%
Dymano Kyiv (1º classificado na Ucrânia) 84,3%
Fenerbahçe (4º classificado na Turquia) 61,7%
Média de classificação: 3,33º lugar
Total: 68,2%

SC Braga

Portsmouth (15º classificado em Inglaterra) 36%
Heerenveen (5º classificado na Holanda) 60,9%
AC Milan (3º classificado em Itália) 62,5%
Wolfsburg (6º classificado na Alemanha) 55%
Média de classificação: 7,25º lugar
Total: 53,6%

Concluindo:

Os adversários do Benfica eram os mais fortes. Entre eles encontravam-se o actual líder do campeonato alemão e o líder destacadíssimo do campeonato grego. Dos adversários turcos de Benfica e Porto, o grau de dificuldade era aproximadamente o mesmo, uma vez que no campeonato têm o mesmo número de pontos. Dos adversários ucranianos de Benfica, Sporting e Porto, o dos dragões era o mais difícil, seguindo-se o do Benfica, pois terminou em segundo enquanto que o do Sporting em quinto apenas. Dos adversários alemães de Benfica, Sporting e Braga, o do Benfica está em primeiro, o do Sporting em quarto e do Braga em sexto.

Os adversários do Benfica têm uma maior percentagem de pontos ganhos nos seus campeonatos que os de Sporting, Porto e Braga.

Dos adversários do Sporting, apenas o Barcelona não estava ao alcance dos leões. De resto, Basileia e Shaktar eram equipas mais fáceis que qualquer uma do grupo do Benfica.

Dos adversários do FC Porto, o Fenerbahçe equivale-se ao Galatasaray assim como o Dynamo para o Metalist. O Arsenal é o mais fraco dos últimos dez anos, não tendo nenhuma grande referência futebolística no seu plantel. Tiveram Tony Adams, Sol Campbell, Ashley Cole, Patrick Vieira, Robert Pires, Dennis Bergkamp, Thierry Henry, mas hoje já nenhum deles está presente. Rosicky e Adebayor são os melhores, mais ainda assim não são referências para o grande Arsebnal. Muito fraco este Arsenal, que, ainda assim, deu água pela barba aos dragões.

O grupo do Braga, que até parecia bem difícil acabou por revelar-se muito frágil: o AC Milan está a desiludir, tendo feito uma fraca prestação tanto na UEFA como em Itália; o Portsmouth está a fazer um mau campeonato em Inglaterra apesar da boa equipa que parece ter; o Wolfsburg é bem mais fraco que o Herta; e por fim o Heerenveen, equipa com muita rodagem na Taça UEFA mas que ainda assim pertence ao fraco campeonato holandês, onde os golos surgem em catadupa não por culpa dos atacantes mas devido às fracas defesas desse campeonato. Não será por acaso que o Setúbal conseguiu marcar por duas vezes na Holanda, pois não?

Concluindo, por vezes a Taça UEFA pode ser uma competição bem mais difícil que a Liga dos Campeões numa fase inicial, sobretudo quando na UEFA se apanham Olympiakos em Atenas ou assim. Quando surgiu o sorteio, disse que preferia o grupo do Sporting ou do Porto e com razão.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Fui à cozinha...

...cortar os pulsos. Volto dentro de momentos (entenda-se "amanhã").

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Banho turco?

O Benfica perdeu em casa com o Galatasaray há menos de uma hora. Neste momento, já há por aí cerca de uma dezena de blogues de outras cores a esfregar as mãos de contentes, fazendo posts com o título de "Banho Turco", só para tentar abafar a crise que assola as suas equipas. Meus amigos, perder em casa com a melhor equipa da Turquia (bem melhor que o Fenerbahçe) e que tem no seu plantel Morgan de Sanctis, Sabri Sarioglu, Fernando Meira, Arda Turan, Lincoln, Milan Baros, enfim tudo jogadores que deverão estar a ganhar para cima de 100.000 € mensais não é escandaloso. Não é humilhante. Não é vergonhoso. Quantos destes jogadores seriam titulares nos nossos rivais? Acho que todos.

Agora, dizer "Banho Turco"? Enfim, coitadinhos. Banho Turco era sim perder em casa por 0-3 com o Gençlerbirligi.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

1 pontinho...

E já vamos com sorte! Depois do que vi hoje, fico mesmo muito apreensivo. Não são só as infantilidades de Di Maria, que apesar de ser um jogador com uma técnica magnífica e de ter um valor potencial assombroso, continua a fazer jogadas desnecessárias, revelando um egoísmo que não se enquadra em nenhuma equipa de futebol na Europa. Aquelas macacadas que ele faz são boas na Argentina, até no Brasil, mas não na Europa. O Bynia continua a cometer faltas desnecessárias. É certo que está muito melhor no capítulo da agressividade, mas comparando-o com o Yebda, é claramente um jogador a menos, tanto ofensivamente como defensivamente.

Mas enfim, um ponto é sempre um ponto, ainda por cima conseguido na Alemanha, fora de portas, portanto, numa competição que apesar de não ser a Champions não lhe fica nada atrás, tal a qualidade das equipas presentes na edição deste ano. Como já disse num post anterior, a Taça UEFA é uma competição com equipas muito bem organizadas e geralmente muito fortes fisicamente, por isso, um ponto em Berlim é, na minha opinião, muito bom. Creio que 5 pontos deve dar para passar neste grupo. Raras vezes equipas que fazem 5 pontos não passam à fase seguinte. Assim sendo, penso que em Berlim, cumprimos a nossa missão.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

A Taça UEFA

O Benfica qualificou-se, muito merecidamente, para a fase de grupos da Taça UEFA. Não vi o jogo de Nápoles, mas desta feita pude estar presente no verdadeiro Inferno da Luz para apoiar o Benfica. Foi a vitória da inteligência e coragem sobre a cacetada. E estou muito contente com a moldura humana presente na Luz. Está mais que visto que os sócios e adeptos conseguem empurrar a equipa para exibições desconcertantes, para resultados magníficos, para as velhas noites de glória europeia. Ontem, assistimos a isso mesmo. Diria mesmo que foi o melhor jogo que vi o Benfica fazer na Luz. Estamos de parabéns, mas...

Mas a Taça UEFA, "competição de perdedores" como afirmou Franz Beckenbauer, presidente do Bayern Munique, quando soube que a equipa bávara teria de disputar esta prova, está cheia de grandes equipas. É verdade. Dizem os especialistas que esta pode ser a melhor Taça UEFA de sempre. Estão lá equipas como Benfica, AC Milan, Valência, Ajax, Sevilla, Tottenham, entre tantas outras. Qualquer destas equipas é melhor que um Anorthosis, BATE Borisov, Aalborg, Cluj, ou até mesmo FC Porto. Por isso, é melhor ter em conta que o sorteio será difícil e a competição será igualmente renhida, pois as equipas da Taça UEFA, geralmente, pautam-se por um grande rigor, sem quase todas muito fortes fisicamente. Deixo-vos aqui as equipas por cada Pote, sendo que o Benfica, cabeça-de-série, não jogará na fase de grupos com nenhuma equipa do seu pote e jogará com uma equipa de cada um dos outros. Ei-los:

Pote 1: AC Milan, Sevilha, Valência, Benfica, Schalke 04, CSKA Moscovo, Tottenham e Hamburgo

Pote 2: Estugarda, Ajax, Olympiacos, Deportivo Corunha, Club Brugges, Spartak Moscovo, Paris-Saint-Germain e Heerenveen

Pote 3: Rosenborg, Udinese, Feyenoord, Sporting Braga, Slavia Praga, Manchester City, Galatasaray e Sampdoria

Pote 4: Herta Berlim, Partizan Belgrado, Nancy, Portsmouth, Aston Villa, Racing Santander, FC Copenhaga e Dínamo Zagreb

Pote 5: Saint-Etiènne, Wolfsburgo, Standard Liège, Twente, NEC, Metalist Kharkiv, Lech Poznan e MSK Zilina


Bom Sorteio: Benfica, Club Brugges, Rosenborg, Dínamo Zagreb e Metalist Kharkiv

Mau Sorteio: Benfica, Estugarda, Manchester City, Racing Santander e Saint-Etiènne

SL Benfica 2- Nápoles 0

Não foi o ambiente que se viveu no estádio.

Não foi o golo do Reyes.

Não foi o golo do Nuno Gomes.

Não foi a leitura táctica do Quique.

Não foi a Águia Vitória (porque não vi... cheguei atrasado...).

Não foi a companhia de um amigo meu, na bancada e a sofrer, desde há muitos anos.

Não foi a exibição do Sidnei (O Sidnei é o maior! Maior que o Poborsky, maior que o Luisão, que o Katsouranis, que o Coluna, que o Germano, que o Humberto, que o Mozer, que o Ricardo Gomes, que o Ricardo Rocha, que o Valdo, que o Vata e até que o Isaias!!!)

Não foi o Almirante Katsouranis e o seu "aide-de-camps" Yebda.

Não foi (reforço) o ambiente de alegria que se viveu no estádio.

Não foi a preparação fisica da equipa (Gracias Pako!).

Não foi termos aviado o 2º classificado da Série A (o que, pela lógica, e já que os virámos, faria com que nós comandássemos a Serie A) que ainda (sublinho o "ainda"), não tinha perdido.


O que mais gostei foi ter recebido, no fim do jogo, um sms do Homem da Luz a dizer:

"Vamos á 3ª parte?"

...e lá fomos, de coração feliz e a transbordar de alegria para as roullotes onde aviámos mais quatro (4) cervejas. Só porque o 4rsenal têm um estádio igual ao Santuário da Luz... Só mesmo por isso. Mesmo.

Adenda:

7, a acção por ti protagonizada, foi nobre. Aliás, eu acho que és benfiquista e (ainda) não sabes...

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Power Rangers


Desta vez foi o Ranger azul

P.S. Para aqueles que vierem com o discurso do patriotismo, aconselho-vos a lerem isto primeiro. Partilho exactamente a mesma opinião do JAS, da Ilíada Benfiquista.

P.S. 2: O Getafe era fraquinho?

sexta-feira, 7 de março de 2008

Meio-Mantorras quase bastava

A paragem cerebral da qual Cardozo foi vítima ontem, aos 9 minutos, condicionou o jogo, possivelmente a eliminatória e ainda para mais a época. Já devia estar mais do que avisado que na Europa, tal como na América do Sul, quando um jogador adversário leva uma cotovelada (Belenguer) ou mesmo que não levando (Tonel) cai e faz fita. Não é desculpável assim de um dia para o outro a atitude de Óscar Cardozo.

Quanto ao jogo jogado, corroboro aquilo que o Galaad já disse: pareceu-me que fomos tão bons ou melhores com 10 do que eles com 11. Ainda por cima é muito difícil jogar sem nenhum avançado centro, ainda para mais quando os nossos três médios de ataque preferem todos a ala esquerda, o que, necessariamente, faz com que o jogo passe apenas por aquele lado. Depois da expulsão, Camacho tomou a atitude certa: não mexer na equipa, jogando com Di Maria e Rodríguez mas libertos no ataque. Ao contrário do que grande parte da imprensa diz, concordo com a opção táctica do nosso treinador, pois este esquema permitia um Benfica mais dinâmico, com maior capacidade de trocar a bola, jogando um pouco à semelhança do esquema imposto por Arsène Wenger no início desta época do Arsenal (4x4x2 com van Persie e Hleb).
Mas em superioridade numérica, tudo se tornou mais fácil para os espanhóis, chegando à vantagem num golo de sorte, pois a bola foi desviada por Edcarlos, traindo Quim. Após esse momento, o Getafe preferiu apenas trocar a bola, chegando por apenas mais uma ou duas vezes com perigo à baliza de Quim.

Na segunda parte, e já depois de sermos obrigados a fazer uma substituição devido à lesão de Luisão (saiu para dar entrada a Zoro), o Getafe chegou ao 0-2 através de um remate relativamente fraco de Pablo Hernandez após bola perdida de Mantorras (entrara para o lugar de Di Maria). A partir daí, o Benfica sentiu que já não tinha nada a perder e aventurou-se mais pelo ataque, até que aos 76 minutos, aquele avançado que fomos buscar ao Alverca (ou então apenas metade desse mesmo jogador) fez o que o Benfica não faz com Cardozo, Makukula nem Nuno Gomes: rematar quando tem oportunidade, mesmo que seja de longe. Resultado? Frango de Ustari e eliminatória parcialmente ao alcance. Até final nota para a enorme quebra física de alguns jogadores do Benfica, tais como Léo, Rui Costa e Rodríguez, que correram o dobro do que costumam fazer.

A eliminatória não está perdida. Nos últimos anos já ganhámos fora por 0-2 a Liverpool, Shaktar e Dínamo de Bucareste. E lá, em Madrid, teremos Petit, Nuno Gomes, Nuno Assis, e, quiçá, Makukula. Eu acredito!

Ficha de jogo

Taça UEFA oitavos-de-final
Estádio da Luz, Lisboa
Assistência: Cerca de 26 000 espectadores
Árbitro:Grzegorz Gilewski

SL Benfica

Quim; Nélson, Luisão (cap.) (Zoro, 29 min), Edcarlos e Léo; Katsouranis, Rui Costa, Sepsi, Di Maria (Mantorras, 61 min) e Rodríguez; Cardozo
Suplentes não utilizados: Butt, André Carvalhas, David Simão, Luís Filipe e Nuno Assis
Treinador: José Antonio Camacho

Getafe CF

Ustari; Contra, Belenguer (cap.), Cata Diaz e Licht; Casquero, Pablo Hernadez, De la Red (Celestini, 72 min) e Granero (Mario Cotelo, ao int.); Albin e Braulio (Manu, 60 min)
Suplentes não utilizados: Abbondanzieri, Cortés, Tena e Gavilán
Treinador: Michael Laudrup

Disciplina: Cartão amarelo a Braulio (21 min), Granero (34 min), Licht (81 min), Casquero (84 min) e Pablo Hernandez (90 min); cartão vermelho a Cardozo (9 min)

Marcador: 0-1 por De la Red (25 min), 0-2 por Pablo Hernandez (67 min) e 1-2 por Mantorras (76 min)

Melhor em campo: De la Red (Getafe)

quinta-feira, 6 de março de 2008

Benfica vs Getafe

...ou o triunfo do azar.

Inenarrável o que se passou hoje. Surreal.

Hoje, senti-me orgulhoso. Nada a apontar á equipa em termos de raça, querer e atitude. Só peço o que vi hoje. Com estes principios, teremos certamente muito mais alegrias que desilusões.

Sobre o jogo, 11 contra 11 (com Cardozo), tenho a certeza que eles saiam daqui com um saco de bolas no bucho.

A eliminatoria está no intervalo. Lá serão 11 contra 11 e dois titulares deles não jogam.

A eliminatória está no intervalo. Eu acredito. E vocês?

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Venha o Getafe!

O que se passou hoje, em Nuremberga, foi triste e indigno para o glorioso clube e grandiosa instituição que é o Benfica. O que ninguém esperava - e perdoem-me o recurso ao jargão - é que tanto cagaço acabasse num tremendo mijo.

José Antonio Camacho (ou pelo menos o seu sósia que assumiu os comandos da equipa de futebol do Benfica) entrou em campo para defender o resultado com uma equipa da tonalidade das suas camisolas: muito, muito fraquinha. Pouco me interessa se o Nuremberga está em 16º ou se joga mau futebol. Se hoje me senti envergonhado, não foi por culpa dos alemães, mas sim por culpa da mentalidade que o espanhol incutiu na equipa.

O Benfica entrou em campo com uma espécie de 4x5x1 inexplicável para defrontar um Nuremberga auspicioso e corajoso, com dois pontas-de-lança no ataque. O murciano pode não ser o principal responsável por muita coisa, mas hoje teve grandes culpas no cartório. Imagino como seria crucificado se o Benfica não desse a volta, por intermédio de dois jogadores que ele, inexplicavelmente, deixou no banco.

Luís Filipe provou mais uma vez ser um dos piores badamecos que alguma vez envergou o manto sagrado, ao ser o melhor jogador do Nuremberga e o principal responsável pelo golo mais escandaloso que vi o Benfica sofrer em 18 anos de vida. Sepsi entrou muito bem. Gostei, mas continuo sem perceber porque é que o treinador do Benfica não colocou primeiro o argentino Di Maria no seu lugar. É incompreensível. Makukula esteve bem, amiúde, e muito mal, frequentemente. Léo provou a incompetência de quem não lhe renova ao contrato! Maxi mostrou que só a defesa direito é que se safa melhor que o Luis Filop. Luisão e Rui Costa acabaram por se assumir como os patrões de uma equipa apática e descoordenada.

Estas foram algumas das nuances de um jogo incaracterístico que não tenho capacidade para analisar mais a fundo. Pelo menos não me apetece mais ouvir falar dele nos próximos tempos.

Não temo o Getafe. Uma equipa de subúrbio, apesar do bom treinador e uma excelente mentalidade, não chega para que eu não considere o Benfica favorito. A atitude é que terá que ser diferente desta, que quase fez com que preferisse ter Fernando Santos de volta ao comando da equipa. A eliminatória é uma excelente oportunidade para os jogadores se redimirem, apesar de achar que, como sempre, mais cedo ou mais tarde, seremos eliminados ingloriamente.

Luis Flop


Ponto prévio: esta "coisa" nem merece ter uma fotografia com o Manto Sagrado vestido. Indiscritivel a quantidade de disparates que consegue fazer por jogo...
Depois, com o que estamos a pagar a este imbecil, não daria para ajudar á renovação do Leo?
Já tinha avisado e volto a dizer: o Makukula é outro Marcel (se não for ainda pior...).
Maxi Pereira deve ter no contrato que tem de ser sempre titular-mas para quê?,não se sabe posicionar, fazer um passe, dominar uma bola, etc etc...
Quando é que o Camacho se vai mentalizar que, a jogar com um ponta de lança, este terá sempre de ser o Cardozo??


Caros amigos: obviamente que estou contente por termos passado á fase seguinte e até acho que poderemos eliminar o Getafe, mas temo que, lá mais para a frente virá outro Celta de Vigo.
Ai vem, vem..,.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Mau Demais

Luis Filipe...Para mim, no top3 dos piores da centenária história do Sport Lisboa e Benfica!
Uma nódoa autêntica...


PS: Nem comento a vergonhosa exibição da equipa hoje, ou a patética actuação de José António Camacho. Ainda me dói a cabeça!

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Big Mak... de frango!


Vencemos e não sofremos golos. Os dois requisitos pedidos por Camacho aos jogadores foram cumpridos, apesar da forma sofrível como conseguímos arrancar este resultado. O que conta é o resultado no marcador, e com 1-0, os alemães terão a vida muito complicada na eliminatória. Se sofrerem um golo, terão de marcar três, algo que na Bundesliga conseguiram apenas uma vez (5-1, na vitória ao Frankfurt).

Bem podemos agradecer a vitória. Não sei se merecíamos este resultado. Estatisticamente fomos bastante inferiores: 7 remates contra 13 dos alemães, sendo que apenas 2 (!) foram à baliza, enquanto eles atiraram ao alvo por 4 vezes. Fizemos mais faltas (se bem que a actuação do árbitro fosse ao nível dos que cá temos...) mas tivemos mais posse de bola, o que nos permitiu construir jogadas mais consistentes e elaboradas do que o futebol de "chutão" praticado pelo Nurnberg.

O remate certeiro foi após uma excelente iniciativa individual de Rui Costa, que arrastou consigo cinco defensores alemães e deixou Makukula liberto, com espaço para disparar à baliza, fazendo assim o primeiro golo com o manto sagrado. Estava quebrado o nulo. Obrigado pela colaboração, Blazek.


Na segunda parte, o Benfica dominou os germâncios, que só impuseram o seu "futebol" após os 75 minutos por nítida quebra física do trio do meio-campo: Rui Costa, Nuno Assis e Petit. Mas globalmente, durante toda a segunda parte, o Benfica foi senhor do jogo, mostrando uma atitude madura, de uma equipa experiente: Quim, tem uma defesa que vale o bilhete, os defesas não deram espaços ao gigante Koller, bem anulado por um jogão do grande zagueiro, Luisão; o meio-campo foi dinamizador de jogo (graças a Rui Costa e C. Rodriguez) e o ataque soube jogar ao estilo do Nurnberg: com força, apostando no choque, desgastando assim a defesa.

Fiquei contente com o jogo. Apesar de muita gente achar que deveríamos ter feito mais, é importante lembrar que o Nurnberg tem mais valor do que o que as pessoas pensam, por isso a vitória por 1-0 até foi boa. Para a semana é repetir a dose, que Portugal bem precisa de pontos para o ranking e porque nós queremos sonhar alto na UEFA. Bem alto.

Ficha de jogo

Taça UEFA - 16 avos-de-final
Estádio da Luz, Lisboa
Assistência: Cerca de 29 000 espectadores
Árbitro: Alexandru Dan Tudor (Roménia)

SL Benfica

Quim; Nélson, Luisão, Katsouranis e Léo; Petit (cap.), Rui Costa, Nuno Assis (David Luiz, 85 min) e C. Rodriguez (Freddy Adu, 85 min); Cardozo (Di Maria, 59 min) e Makukula
Suplentes não utilizados: Butt, Luís Filipe, Edcarlos e Mantorras
Treinador: José Antonio Camacho

FC Nurnberg

Blazek; Reinhardt, Glauber, Wolf e Pinola; Galasek (cap.), Kluge e Engelhardt; Adler (Kristiansen ao int.), Koller e Saenko
Suplentes não utilizados: Klewer, Charisteas, Schmidt, Spiranovic, Abardonado e Mnari
Treinador: Thomas von Heesen

Disciplina: Cartão amarelo a Nélson (22 min), Wolf (65 min), Petit (87 min) e Pinola (87 min)

Marcador: 1-0 por Makukula (43 min)

Melhor em campo: Luisão (SL Benfica)

sábado, 22 de dezembro de 2007

Mudam-se os tempos...

O Nuremberga está ligado de forma marcante a uma das melhores memórias do Benfica europeu: a 22 de Fevereiro de 1962, na Luz, os encarnados embalaram para a conquista da sua segunda Taça dos Campeões Europeus com uma goleada por 6-0 sobre o então campeão da Alemanha. O resultado, para a segunda mão dos quartos-de-final, dava a volta à derrota por 3-1 sofrida três semanas antes e confirmava o poder de fogo do ataque encarnado. Na noite mágica da Luz, o Benfica já vencia por 2-0 aos 4 minutos, graças a José Águas e Eusébio. Aos 20 minutos, Coluna colocava o Benfica em vantagem na eliminatória, e o festival prosseguiu na segunda parte, com mais um golo de Eusébio e um bis de José Augusto. Seguiram-se Tottenham, nas meias-finais e o Real Madrid, batido em Amesterdão, por 5-3, na noite em que Eusébio se afirmava como rei da Europa. Outros tempos..

[in Maisfutebol]

Agora tudo é diferente. O Benfica defronta um Nuremberga distante dos seus tempos áureos nos dezasseis avos-de-final da Uefa. Nos oitavos, AEK ou Getafe. O sorteio foi bom e mau. Bom, porque o mais provável é que façamos, pelo menos, mais seis jogos na competição. E o Binya ainda vai voltar. Mau, porque com esta carga de jogos, e apesar de o Nacional ter relançado o campeonato, ontem à noite, nunca mais lá chegaremos. Para além de que esta luta em duas frentes (mais a Taça) prejudicará igualmente a nossa prestação europeia. Ou seja, mais um ano de mãos a abanar.

quinta-feira, 12 de abril de 2007

Crise apática

Quando há cerca de meio ano atrás escrevi este post, nunca esperei que pudéssemos chegar a este ponto.

Perder a oportunidade de, frente a uma equipa do mais acessível que alguma vez poderíamos encontrar nesta fase, atingir uma meia-final europeia, por culpa própria, não tem perdão. A atitude da equipa foi lamentável, a "perder", durante 65 minutos de jogo.

Neste momento, a equipa está quebrada. Todos os sectores têm problemas e há jogadores nucleares fora de forma. O nosso treinador não entende minimamente o que é gerir e motivar um plantel. As soluções são tão simples que até um leigo com bom-senso tomaria melhores opções.

Isto foi muito bem frisado pelo Marquês no seu último post.

Não sei se a atitude apática que os jogadores têm é induzida pelo treinador, mas não posso deduzir outra coisa. O 'cara de constrangido' põe sempre os mesmos a jogar e depois queixa-se de que não tem banco. Ele não sabe é gerir os jogadores de forma a eles estarem todos bem psíquica e fisicamente ao longo de toda a época. As oportunidades que dá, são escassas, mal equacionadas ou em desespero, dando assim continuidade à tradição do Benfica de ser um cemitério de jogadores.

Os dirigentes também têm culpas no cartório. A troco de uns milhares, cederam jogadores de top como Ricardo Rocha e Kikín para contratar o desconhecido - que se revelou muito bom! - David Luiz e o arruaceiro do Derlei.

Em suma: os jogadores estão cansados; estão constantemente a ser colocados fora das suas posições de origem, onde rendem verdadeiramente; o treinador não dá uso às soluções que tem no plantel, que nos poderiam ser muito úteis; os jogadores não estão motivados, nunca, só correm atrás do prejuízo.

Os jornais noticiam e opinam. A opinião pública deixa-se levar. A massa adepta vai apoiando, mas não é estúpida. Há uma grande pressão sobre os jogadores, os resultados não surgem mesmo quando estão ao nosso alcance. Está tudo em cima do Benfica.

Penso que é a primeira vez ao longo de toda a minha vida que digo ou concordo com esta frase: o futebol do Benfica está em crise.

Que os jogadores tenham o brio, a raça e o apoio para esmagar o Braga na próxima segunda-feira. Haja ambição de ganhar algo, que são apenas 3 pontos para recuperar. Desistir de acreditar? Nunca. Preferia usar camisas do Sérgio Conceição.

sexta-feira, 6 de abril de 2007

Na Luz, quero ver garra!

Cheirou a Vigo ontem, e fez lembrar a pré-época. Primeira parte miserável, à imagem da de Domingo, na Luz. Pensei que já tínhamos passado a fase em que precisamos de estar a perder para jogar futebol. Pelos vistos, não.

Anderson não é jogador para o Benfica. Não o desejava, sequer, a um Sporting ou um
Boavista. Ontem, no 1º e, principalmente, no 3º golo, ficou provada a sua gritante falta de qualidade. Eu, pelo menos, gritei bastante ao ver aquele imbecil impávido perante a velocidade dos culés. Volta depressa, Luisão.

Quando a equipa mais precisou, foi quem mais sente o clube que a carregou às costas. Os portugueses Rui Costa, Simão e Petit, revolucionados pela vivacidade de Miccoli, salvaram a época. Destaque ainda para a fantástica primeira parte de Léo.

Ainda estou sem perceber como é que alguém, no armamento de uma equipa, prefere a agressividade de um Derlei à fantasia e talento de um Miccoli. O ninja das caldas mal conseguía dominar a bola. Com o italiano em campo, a história foi outra. Só faltou mesmo o gol.

Simão fez 30 minutos de grande qualidade, a começar a partir do momento em que foi jogar para a sua posição de raiz em vez de andar perdido a deambular pelo campo.

Enfim, um retrato fustigado de uma equipa cansada, única e exclusivamente por culpa do seu treinador. Ai, a falta que o Katsouranis fez.

Na Luz, quero ver garra.

PS1: Quando é que a Uefa define uma bola oficial para se jogarem os jogos da Taça Uefa, como acontece na LC? É ridículo que os jogadores tenham que se adaptar a novas aerodinâmicas cada vez que jogam fora.

PS2: Amanha fazemos anos. Aliás, ano. Passem por cá! Boa Páscoa.

sexta-feira, 16 de março de 2007

E a sorte ditou...






Vs.



RUMO A GLASGOW, BENFICA!

sexta-feira, 9 de março de 2007

Assim será

Para a semana, à mesma hora.