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domingo, 2 de setembro de 2012

Da Rússia, com mentiras

A Bíblia está cheia de mentiras. A Bíblia do Desporto, como ela se intitula, também. Ainda há uns dias disse que esse jornal estava não ao serviço do desporto mas sim ao serviço de um conjunto de pessoas. Sabendo da necessidade do Benfica em vender um activo de grande valor, foram preparando os adeptos para a provável saída de Witsel. Erraram no alvo, Javi foi o jogador que saiu para garantir o encaixe financeiro. A notícia que surge hoje, sobre uma pseudo-proposta dos russos do Anzhi, é apenas mais uma mentira dos trapaceiros da Travessa da Queimada. Não esperavam no entanto que a mentira chegasse tão depressa à Rússia, mas chegou. O Anzhi desmentiu no seu site a genial, hercúlea e inolvidável façanha de Vieira (pelo menos foi assim que A Bola noticiou, reparem, não foi o Benfica que rejeitou, foi o querido líder). Dos teclados d' A Bola só saem mentiras. Parabéns a quem compra 48 folhas de papel higiénico por 80 cêntimos.

P.S. Sporting recebeu e rejeitou uma proposta do CSKA por Van Wolfswinkel no valor de 20 milhões de euros. Alguém acredita nisto? Alguém acredita que se possa dar 20 milhões pelo goleador de penalties e o Sporting, dos 3 grandes o clube com as contas mais frágeis e debilitadas, vivendo com a corda na garganta, consiga rejeitá-los? Brincadeirinha d'A Bola.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Começou a campanha


A Travessa da Queimada já se prepara para o arraial. Jesus não sobreviveu à Páscoa e Delgado entretém-se a salvar a pele do amigo, queimando mais um treinador do Benfica. Depois das várias capas em que apelava ao despedimento de Quique Flores, eis a hora de Jesus. Uma coisa é ser-se um blogger, opinador de café. Outra é ser jornalista de um diário desportivo. Deve haver umas linhas no código deontológico dos jornalistas sobre a imparcialidade, não? Será que José Manuel Delgado conhece? Seria bom que lhe apresentassem, pois além de estar a desempenhar um papel deplorável enquanto profissional, este Zé Manel escolhe o caminho errado para o clube. Não quero com isto dizer que sou a favor da continuidade de Jesus, não sou. Apenas acho que cada macaco deve estar no seu galho. E Delgado é daqueles macacos que, se o galho se partisse, não sentiria a mais pequena falta.

domingo, 8 de abril de 2012

"Opinião livre e independente"

Era com este chavão que Hugo Gilberto fechava todas as emissões de Zona Mista. Pois parece que, afinal de contas, a opinião de João Gobern não era assim tão livre e tão independente. Estava condicionada pelo facto de ser benfiquista. Não compreendo o escândalo de que se criou à volta desta situação. João Gobern é benfiquista, como todos, na RTP e fora dela, sabiam e festejar um golo do seu clube quando o colega de estúdio está a falar e quando as câmaras deveriam estar a focar Bruno Prata não tem qualquer problema. João Gobern estava em "off" e não deveria ser castigado por isto.

Mas mais grave que isto, a RTP esquece-se que tinha João Gobern no programa como comentador e não como jornalista ou moderador. Supondo que a razão para o despedimento de Gobern seja a parcialidade que demonstrou e a afinidade que o liga a um clube, neste caso o Benfica, pergunto-me se a RTP Informação não quererá despedir todos os outros comentadores, de futebol e sobretudo política, que fazem comentários no seu canal. Mas mais importante que isso, se calhar a RTP deveria estar mais atenta ao que os jornalistas ditos "imparciais" dizem durante as transmissões de jogos e nos programas de debate. Exemplos? Tantos... a parcialidade de Pedro Martins nos Sporting x Benfica em futsal, a azia de Tadeia sempre que joga o Benfica ou o péssimo profissionalismo de Hugo Gilberto que modera em tons de azul o Trio d'Ataque.

P.S. Não se pense que digo isto por simpatizar com Gobern ou por o comentador ser benfiquista. Podem perceber melhor a minha opinião aqui.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

E uma acção judicial contra o jornal Record?

Primeiro a insistência em Santiago Garcia mesmo depois do desmentido. Depois Couceiro, a agressão a Aimar e agora Octávio Machado. O jornal Record tem passado das marcas. Sistematicamente. É assistir a mentiras atrás de mentiras todos os dias. E o Benfica assiste impávido e sereno a esta situação. Não percebo como pode haver alguém que consegue comprar aquele pedaço de trampa jornalística, onde se mente descaradamente e, pior, deliberadamente ao estilo de uma qualquer revista do jet-set português. Não será possível que o Benfica apresente uma queixa à ERC ou que parta com uma acção judicial contra o pasquim em si ou contra alguns jornalistas em particular?

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Aimar agredido

O Record publica, a namorada de Salvio confirma e A Bola desmente. O Benfica cala e Aimar não fala porque não tem autorização. Eu só gostava de saber a verdade. Quem, porquê, a mando de quem e com que intenção. Se foi mentira, é igualmente grave. E gostava de ouvir o desmentido ou a confirmação da história no site do Sport Lisboa e Benfica, apesar de raramente acreditar nos comunicados do clube. Parecendo que não, faziam um bom serviço se, por uma vez na vida, viessem a público esclarecer a situação de um jogador, em vez de defenderem prontamente o presidente como fazem.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Notícias encomendadas

Não é surpresa para ninguém ver uma certa imprensa escrever determinadas notícias para agradar a um dirigente em particular. Há que demonstrar apreço pelos croquetes servidos nas Galas do Benfica. José Manuel Delgado e Vítor Serpa, os dois principais membros da pandilha d' A Bola, já tinham presenteado os benfiquistas com uma capa vergonhosa de intoxicação da opinião pública após a derrota por 5-0 no Dragão, onde as culpas eram atribuídas única e exclusivamente a Jesus. Hoje, as duas canetas de aluguer de Luís Filipe Vieira voltaram a escrever atribuindo culpas a tudo e todos, nomeadamente a Jesus, mas deixando de fora Vieira. Coincidência, não é? Reparem nestas pérolas:

«A verdade é que o próprio Jorge Jesus, homem que vive o futebol vinte e quatro horas por dia, terá equacionado o que verdadeiramente teria provocado esta súbita e dramática alteração no comportamento global da equipa. Ninguém sabe se chegou a conclusões concretas, mas aqueles que lhe estão mais próximos certamente que o ouviram falar dos erros de um começo de época desastroso, para o qual nem Jesus, afinal, estava preparado para enfrentar.»

Jesus é culpado. Ok, até é verdade. Agora, avaliando o modo como é dada a notícia, parece que estamos na presença de jornalistas da revista Maria. Reparem que primeiro "ninguém sabe se chegou a conclusões concretas", mas depois há a suposição de que "aqueles que lhe estão mais próximos certamente que o ouviram falar dos erros". Então? Sabem ou não sabem? E quem são esses amigos próximos de Jesus? São os do "diz que disse"? Dos que se inventam quando não há verdades? Cândido de Oliveira e Ribeiro dos Reis estão às voltas no caixão a esta hora.

«Não se pode dizer, portanto, que o Benfica tivesse podido contar com o apoio dos adeptos, nesta época de má memória para o clube da águia. A equipa sentiu-se muitas vezes sozinha numa luta cruel pela reconquista do capital de confiança (...).»

Chega agora o potpourri da estupidez. Hum... deixa cá ver. Então a equipa sentiu-se sozinha? É que eu lembro-me de um idiota pedir um boicote aos jogos fora. Eh pá, se calhar... E ainda me lembro de eu ter dito aqui, e mostrado por A + B, que atendendo aos números normais de espectadores nos estádios dos adversários e no nosso, o efeito do boicote estava a sentir-se na Luz! Perdemos, naquele curto espaço de tempo, 90 mil adeptos na Luz, tendo assistências inferiores a 30 mil adeptos contra o Olhanense e o Schalke. Fantástico.

Sobre o presidente, nem uma palavra. Se isto não são notícias encomendadas por Vieira, então não sei o que possam ser.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Di Maria

É com grande satisfação que vejo a notícia que diz que o Benfica recebeu recentemente mais uma avultada quantia de dinheiro relativa à transferência de Di Maria.

O problema é saber se a mesma é verdadeira ou não. Leiam a notícia. Que provas é que dá? Ninguém teve acesso às cláusulas, o comunicado à CMVM não é preciso e exacto no que às condições de vencimento das cláusulas diz respeito, além de que a própria notícia tem erros relativos aos golos de Di Maria e aos valores que o Benfica recebeu, que ainda não são, seguramente, de 33 milhões, dado que o passe não pertencia na totalidade ao Benfica.

Gostava muito que esta notícia fosse verdade, no entanto tenho fortes motivos para desconfiar da mesma.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Parece que vamos fechar portas

Cardozo, David Luiz, Nuno Gomes, Kardec, Coentrão, Aimar, pois é, parece que o Benfica vai vender esta gente toda e fechar portas já em Janeiro porque não vai sobrar ninguém. E é assim que os jornais querem credibilidade. Enquanto se divertem a falar de Funes Mori e até... David Beckham, também vão dizendo outras alarvidades. Depois querem credibilidade e que compremos o que eles vendem. Patetas.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Abriu a época da caça a Jesus

O jornal A Bola tem patrocinado, nos últimos dias, uma campanha a todos os níveis abjecta contra o treinador do Benfica, Jorge Jesus. Em quatro dias, três capas com as parangongas bem claras: na 5ª "Jesus com Natal em risco", sábado com "Scolari [em fundo... vermelho] sonha voltar" e hoje, domingo, com "Finalmente Jesus assume responsabilidades". Já não bastava a dupla maravilha Serpa e Delgado ter conseguido censurar um dos melhores cronistas do jornal em detrimento de um plagiador e de um cobardolas como agora cria capas e notícias com o objectivo de desestabilizar e despedir um treinador. Vergonhoso. Não sei como ainda há benfiquistas que comprem aquilo. É das maiores vergonhas do jornalismo em Portugal. Aquilo que deveria ter enormes responsabilidades, a maior das quais para com a verdade, é um jornal e como os jornais deveria ser um espaço de notícias, de factos. Hoje é, apenas e só, as notícias que aqueles jornalistas querem, aquilo que inventam, por ser aquilo que querem ou que lhes convém.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Expliquem-me lá isto:

1 - É unânime, entre uma grande maioria de benfiquistas, nomeadamente os que apoiam incondicionalmente Vieira, que Jesus é o principal culpado e que deve ser despedido a curto trecho.

2 - É igualmente consensual entre esse grupo de benfiquistas, que estamos a fazer um bom campeonato, afinal de contas "só temos menos 3 pontos que na época passada por esta altura". E se não fossem as arbitragens estaríamos à frente do FC Porto.

3 - A Liga dos Campeões, segundo eles, correu mal, mas era esperado pois os adversários eram "muito fortes". Caímos para a Liga Europa, o que acaba por ser "natural".

Então se o campeonato está a ser "bom" e a Champions foi o "esperado", por que raio querem despedir Jesus?

P.S. Ainda hoje, no jornal A Bola, vem um artigo assinado pelo maior vieirista da nossa praça a defender o que acontece se Jesus se mantiver no Benfica, indicando ao nosso "querido líder" o que deve fazer: despedir Jesus. A intenção da capa de hoje, "Jesus com Natal em risco", é bem clara, e não é preciso ser muito esperto para adivinhar quem a fez.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Triste fim do jornal A Bola

Quando era pequeno não havia sábado em que não acordasse às sete da manhã. Os desenhos animados começavam bem cedo e ainda estavam os meus pais a dormir já a televisão estava ligada com o "pequenito" a ver o que a RTP tinha. O meu pai ia às compras de manhã antes do pequeno-almoço e quando ouvia o elevador a regressar os desenhos animados já não interessavam para nada: vinha aí o jornal A Bola. Ainda em pijama, pegava no jornal e como era demasiado grande para as minhas mãozinhas de seis anos, altura em que comecei a ler o diário desportivo, deitava-me no chão da cozinha a lê-lo.

Hoje já não faço isso. Nem me deito não chão da cozinha nem voltarei a comprar o dito jornal. Hoje foi a última vez, se calhar até o guardarei, quem sabe. O silenciamento do qual foi alvo Zé Diogo Quintela na sua crónica é algo de tão abjecto e tão anti-democrático que não cabe na cabeça de ninguém (a não ser na de Vítor Serpa, mas esse muito espaço por preencher na cabeça e pouco no abdómen). O jornal que eu tinha como referência preferiu tomar parte pelo lado de um indivíduo abjecto. Não que o facto de os portistas defenderem o Porto seja abjecto, não é, é óbvio que os seus adeptos vão continuar a defender todas aquelas trafulhices, não esperem o contrário, o que me choca é que o jornal que eu tinha como referência de jornalismo preferiu escolher a má-educação (chamou "rafeiros" a RAP e ZDQ), a deturpação de factos e o conflito moral (escutas do Apito Dourado e outras) à crítica sagaz e ao humor fino e inteligente. E fê-lo da pior das maneiras, censurando o texto de um dos artistas.

É uma vergonha que o jornal A Bola tenha tomado esta decisão e concordo e apoio os dois humoristas. São opções que se tomam. Eu já tomei a minha. Nunca mais receberão os meus 80 cêntimos até que o sr. Serpa saia. Nem os meus nem os de milhares de benfiquistas.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

114 nomes depois...

1 - Ronaldinho
2 - Victor
3 - Nenê
4 - Quaresma
5 - Gaitan - CONFIRMADO
6 - Dentinho
7 - Eduardo
8 - Diego Buonanotte
9 - Rosales
10 - Romero
11 - Anderson Lessa
12 - Bernardo
13 - Marcos
14 - Wendel
15 - Tiago
16 - Sivok
17 - Diego Cavalieri
18 - Monzón
19 - Marco Amelia
20 - De Gea
21 - Job
22 - Anderson
23 - Tiago Targino
24 - Doni
25 - Zezinho
26 - Giovani dos Santos
27 - Drenthe
28 - Garay
29 - Van der Vaart
30 - Huntelaar
31 - Simão
32 - Codina
33 - Adan
34 - Giovanni Moreno
35 - Diego
36 - Akinfeev
37 - Leto
38 - Jan Oblak - CONFIRMADO
39 - Marcos Alonso
40 - Diego Tardelli
41 - Roberto Jimenez - CONFIRMADO
42 - Rodrigo - CONFIRMADO
43 - Geromel
44 - Karvonen
45 - José Callejón
46 - Mc Gregor
47 - Alípio - CONFIRMADO
48 - Sebastian Blanco
49 - James Rrodriguez
50 - Pablo Sarabia
51 - Adriano
52 - Sosa
53 - Muriqui
54 - Jô
55 - Durval
56 - Mano
57 - Diego Ângelo
58 - Bordachov
59 - Elton
60 - Jermaine Beckford
61 - Desmarets
62 - Jara - CONFIRMADO
63 - Tinga (Ponta Preta)
64 - Jean-Armel Kana-Biyik
65 - Dino Drpic
66 - Adilson
67 - Diego Estrada
68 - Nikica Jelavic
69 - Belhadj
70 - Dario Conca
71 - Ochoa
72 - Mamadou Diarra
73 - Ádám Szalai
74 - Amauri
75 - Felipe Melo
76 - Mohamed Sissoko
77 - Raul Fernández
78 - Obraniak
79 - Michalis Sifakis
80 - Carrizo
81 - Andrés Guardado
82 - Fábio Faria - CONFIRMADO
83 - Gastón Ramírez
84 - Hugo Almeida
85 - Pedro
86 - Riera
87 - Adrián Colunga
88 - Damien Plessis
89 - Tiene Siaka
90 - Ben Arfa
91 - Elias
92 - Wesley
93 - Daniel Pacheco
94 - Hernanes
95 - Robinho
96 - Maylson
97 - Fernandinho
98 - Diogo
99 - Izmailov
100 - Sebastián Coates
101 - Salvio - CONFIRMADO
102 - Carlinhos Paraíba
103 - Armand traoré
104 - Willians
105 - Nilson
106 - Bracalli
107 - Dida
108 - Stojkovic
109 - Hleb
110 - Kingson
111 - Hildebrand
112 - Rensing
113 - Dudek
114 - Yannick Djaló

Isto é de loucos, absolutamente impressionante. 114 nomes, quantos deles completamente inventados a despropósito?! Assim não admira que quando o Benfica jogue contra alguém não haja uma única equipa sem um elemento sobre o qual eu não diga "Olha, este já foi falado para o Benfica.".

domingo, 29 de agosto de 2010

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Comentários em off



Todos são livres de os fazerem. Quem achar que jogadores, treinadores, árbitros ou comentadores não têm uma equipa e não torcem fervorosamente por ela, desengane-se. E assim como acredito que em casa de Manuel Cajuda se fazem piadas sobre Sporting e Porto, ou em casa de Carvalhal se fazem graçolas com Benfica e Sporting e na de Manuel Fernandes se passa o mesmo com Benfica e Porto, é normal que os comentadores da Sporttv tenham feito aquelas observações. Têm os seus clubes e, naquele momento, estavam numa conversa de amigos a meio de um jogo, mas não deviam estar no "ar". Para mim, depois de ver o vídeo, mantenho a minha opinião sobre a Sporttv (canal que não assino): são anti-Benfica e demonstram-no nos comentários em off. Qual é o mal de fazerem aqueles comentários? Para mim é igual ao litro. Não me afecta minimamente.

O problema é que os comentários se reflectem quando têm o microfone ligado. Quantas vezes é que, vocês que têm Sporttv em casa, não notaram que há sempre um maior contentamento quando há golo do Porto do que quando o golo pertence ao Benfica? É nítido, notório, óbvio. E as opiniões, muitas vezes depreciativas (tantas vezes que necessitam de um abanãozinho do presidente do SLB), é que chegam aos telespectadores e são essas que têm impacto. Para mim, o que pensam e dizem do Benfica vale tanto quanto o que eu penso dos clubes deles.

Quero com isto dizer que, para mim, estes comentários em off são um acidente, como se viu, mas não vamos matar os homens por terem feito e dito aquilo. Nós fazemos o mesmo com os clubes deles. A diferença? Sim, trabalham na televisão e têm responsabilidades acrescidas, claro, mas naquele momento a emissão não deveria estar a passar. Quanto muito, se a Sporttv os castigasse, fosse por serem incompetentes ao ponto de não saberem desligar os microfones. E um pedido de desculpas vindo da Sporttv também era bem-vindo. Mas reforço, não acho esta situação muito grave, os alvos do Benfica têm de ser outros. Grave é, por exemplo, o que se diz durante os jogos, com os microfones em "on". Aí é à descarada e sem vergonha, num exercício de parcialidade que os benfiquistas que pagam esse serviço não merecem. Mas incrivelmente continuam a pagar.

Solução para este problema? Seis letrinhas: Veetle. (quem quiser pode comprar um daqueles cabos de compatibilidade entre computador e televisão que fica com a imagem na TV sem grande perda de qualidade).

terça-feira, 1 de junho de 2010

Baixo nível (e um pouco de ignorância)

Nem sei bem o que escrever, mas ao ver esta capa, o que pensar sobre a inteligência dos jornalistas do Ricord? Alguém acredita que foi por um golo específico que se decide se um homem fica ou sai? O que é isto?

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Quando escrever num jornal é permitido a todos

Não vi o jogo nem qualquer resumo dos principais incidentes do Benfica x Panathinaikos de ontem, mas o que se passou não foi certamente aquilo que o jornalistas (ou taberneiro?) Filipe Pedras noticiou na capa do jornal como "No Canadá a brincar aos túneis". Não sei se esse jornalista leu por uma única vez que fosse, o código deontológico da sua profissão, mas pelo menos a palavra "moral" não parece constar no seu dicionário, sendo que parece esquecer-se que até tem colegas de trabalho envolvidos nas escutas do processo Apito Dourado, escutas essas que não abonam em nada a favor desse jornal. Talvez seja gente como este Filipe Pedras a que alguns jornalistas d' O Jogo se referem como o "lixo" do seu próprio jornal.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Força Sven-Goran Eriksson, estou contigo!

Começou bem. Bastaram 30 segundos para que Agostinho Oliveira, seleccionador adjunto, "soltasse a franga", talvez o efeito de um scotch com Madaíl antes da palhaçada multimédia grande demonstração de saloíce modernidade na Covilhã, Portugal.

Manuel Fernandes Silva - Vamos estar agora à conversa com Agostinho Oliveira, treinador adjunto da selecção portuguesa de futebol. [Dirigindo-se a Agostinho Oliveira] Não lhe vou pedir, naturalmente, para revelar quem são os convocados...
Agostinho Oliveira - [Pelos do peito à mostra, fio dourado, e óculos escuros nele pendurados (ah labrego!)] Não, claro que não lhe vou dizer, deixo essa honra para o professor Carlos Queiroz.
MFS - Mas não deverá haver grandes surpresas...
AO - Não, temos um grupo restrito que temos observado regularmente e será desse grupo que sairão os 23 convocados.
MFS - Sim, mas desse...
AO - [interrompendo o jornalista] 23 não, 24.
MFS - 24?
AO - [visivelmente embaraçado] (...) Sim, hmmm... 24, é uma novidade que se saberá daqui a uns minutos.

Ups... estavas em directo!


Mas as gaffes não se ficaram por aqui. Toda a lista que Queiroz apresentou é uma enorme gaffe. A saber, os 24 convocados são:

Guarda-redes: Eduardo, Beto e Daniel Fernandes
Defesas: Ricardo Carvalho, Bruno Alves, Zé Castro, Ricardo Costa, Rolando, Pepe, Paulo Ferreira, Miguel e Duda
Médios: Pedro Mendes, Miguel Veloso, Raúl Meireles, Tiago e Deco
Avançados: Simão Sabrosa, Fábio Coentrão, Danny, Nani, Cristiano Ronaldo, Hugo Almeida e Liedson

Como só podem ser seleccionados 23 para representar Portugal a equipa de Quernozes, um deste lote terá de sair. Gostaria que saísse o nosso Fábio, ou até o Simãozinho, para eu não ter problemas em apoiar a Costa do Marfim do "nosso" Sven-Goran Eriksson. Agora a sério, isto é uma palhaçada total, isto é brincar com os portugueses. Desejo uma queda de cabeça à nossa selecção. E que Queiroz parta os cornos seja despedido na hora.

P.S. Um especial e sincero abraço ao Quim, César Peixoto, Rúben Amorim, Carlos Martins e Nuno Gomes, todos eles mereciam lá estar, sem qualquer margem para dúvida.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Mentindo com quantos dentes tem na boca

Esta reportagem do jornalista da SIC, Nuno Pereira roça o nojento. Já nem falo de mau profissionalismo, isso é um hábito, infelizmente, mas o que aquela peça tenta transmitir aos telespectadores é falso. Falso! Mentiu conscientemente. É perfeitamente visível que são os adeptos do Sporting quem começa a apedrejar o autocarro espanhol, onde seguiam os adeptos do Atlético, sem qualquer tipo de armas como se pode ver nas imagens. "Defender a casinha", diz Nuno Pereira... enfim, ridículo.

Foi uma pena a SIC não ter captado (ou se calhar captou, mas não quis transmitir) as imagens que a RTP possui: na peça do jornalista Pedro Martins, é referido e mostrado que são os adeptos do Atlético as vítimas da fúria leonina, não só das claques mas também de adeptos supostamente normais. Vê-se a carrinha de reportagem da RTP ser atingida por tochas lançadas pelos sportinguistas, vê-se o jornalista da RTP ser apedrejado, vêem-se adeptos do Atlético, mesmo em dificuldades, serem agredidos.

E ainda há tempo para dois momentinhos deprimentes: um, protagonizado pelo jovem Rúben, membro da Juve Leo, que se queixou, num discurso atabalhoado que não consegui distinguir se era de bêbedo, drogado ou de mero idiota, de que a polícia portuguesa "não poderia ter balas de borracha porque poderia acertar em alguém e aleijar uma pessoa" (por mim, a Polícia portuguesa devia era ter a mesma liberdade da americana, mas isso é outra história); o outro tesourinho deprimente foi o discurso de Fernando Mendes, líder da Sénior, perdão, Juve Léo, dizendo que aquilo parecia a batalha de Aljubarrota, e ainda se vangloriou de ter agredido uns quantos espanhóis, independentes das claques, à saída do metro. Ainda teve tempo para dizer que os espanhóis eram nojentos e que ele tinha filhos de 2 e 7 anos (por que é que os filhos foram ali chamados? Não faço ideia). Fez-me lembrar um outro discurso sobre Espanha...

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

O perigo da intoxicação da comunicação social

Os jornalistas adoram dizer que são independentes. É um dos chavões que por aí se ouvem, dizem a toda a hora que o seu trabalho é rigoroso, sério e, mais uma vez, independente. Não digo que não haja jornalistas que fazem o seu trabalho com brio e profissionalismo, há, até conheço alguns, mas ainda agora com toda a polémica extra-futebol que anda aí dá para provar que a verdade não é aquela que nos querem contar. O Sol quando nasce, por vezes, não é para todos. Dou-vos um exemplo muito concreto: conheço um jornalista, que nem é adepto do Benfica e que me contou que não pode escrever toda a verdade que sabe e conhece porque as notícias não agradariam ao seu patrão.

E no futebol isto torna-se cada vez mais flagrante. Todos os comentadores pró-Porto já se aperceberam de qual é o mais forte candidato ao título: veste e vermelho e não tem mangas brancas. Daí a táctica ser simples, aterrorizados pelo medo de o seu clube não ser campeão, falam de "andor", de que o campeonato está manchado, recorrem a lances falaciosos e mentirosos sem esquecer casos que se passaram há 50 anos e que são magnificamente deturpados. A palavra "escutas" não consta do dicionário dessa gente.

Daí ser simples: desde blogues a jornais, as opiniões dos assumidamente anti-benfiquistas e dos outros, ainda piores, que se fazem passar por neutros mas cujo sentimento é clara e objectivamente contra o nosso clube (de mk a Coroado) são de uma suposta imparcialidade virgem que não passa de facciosismo e azia em estado puro. E parecendo que não, estas opiniões intoxicam quem as lê. Por isso cuidado.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Sobre os 3 grandes

Muito se fala sobre o Benfica nos três grandes diários desportivos nacionais. A Bola, Record e O Jogo são três jornais bem distintos, com linhas editoriais bem marcadas e definidas, mas será que sabemos realmente como são os jornais? Sim, porque quando criticamos jornal A, B ou C, sabemos do que falamos? Compramos esses jornais?

Há uns tempos, numa caixa de comentários de um post do Eterno Benfica, o nosso leitor Bruno Venâncio alertou-nos para o facto de o jornal O Jogo não ser aquilo que eu próprio e vários outros leitores pensávamos ser. Com base neste comentário, tenho comprado, nas últimas semanas, os vários jornais desportivos alternadamente: umas vezes Record, outras O Jogo e noutras ainda A Bola. Comparando-os, tenho de dizer o seguinte:

A Bola: Foi o jornal que sempre compraram em minha casa, além do Expresso, para ler, regra geral apenas aos fins-de-semana, desde pequenino. Era, e ainda é, o meu jornal favorito, dos 3 grandes. É claramente um jornal virado para o Benfica, a linha editorial é encarnada, as crónicas não são totalmente isentas e isso faz com que eu goste tanto deste jornal, apesar de admitir que não é de "bom jornalismo e profissionalismo" algumas opiniões supostamente isentas que já li. Em termos de qualidade de escrita, para mim, é de longe melhor que qualquer um dos outros. Tem jornalistas cujos textos são de óptima qualidade como José Manuel Delgado, dono de um grande poder de isenção (hehehe...), Fernando Guerra, João Bonzinho, entre outros. Gosto também de colunistas como Leonor Pinhão, Fernando Seara, mas também leio os textos de MST, Rui Moreira e Eduardo Barroso, apesar não gostar dos clubes que defendem. Em termos de cor e organização também acho que é o melhor dos 3 grandes: A Bola ao Centro é sempre agradável de ler, conhecendo outras histórias muito interessantes e a forma como se dispõem as várias secções é lógica, com sentido e abrangente, lendo-se notícias de futebol internacional e muitas outras modalidades. Funcionalmente, o site deste jornal tem evoluído muito bem nos últimos meses/anos tendo inclusivé apanhado, em termos de qualidade, o do Record. Apesar de começar a tornar-se ligeiramente sensacionalista, especialmente nas capas, continua a ser o meu jornal favorito.

Record: Abomino-o. Às vezes, quando não há A Bola, chego a compra-lo mas quase sempre contra a minha vontade. O tipo de letra é mau, a história/estória do acordo ortográfico irrita-me, não posso ver escrito "ação" ou "fatos". Odeio o facto de se virem gabar em primeira página de que acertaram em determinada contratação de um jogador quando os outros diários diziam o contrário, numa atitude de criança ridícula. Pelos vistos, nem benfiquistas, sportinguistas ou portistas gostam, mas que aquilo vende, vende efectivamente. Está cada vez mais sensacionalista, além de ser frequente, demasiado frequente, encontrar gralhas nas suas páginas. As fotografias estão a anos-luz das d' A Bola e d' O Jogo. Como pontos positivos temos João Gobern e, antigamente, Rui Cartaxna. Acho inconcebível um jornal incluir um tal de Eugénio Queiroz a escrever artigos que supostamente não são de opinião pessoal. O site era, até há bem pouco tempo, o melhor de todos, apesar de ter sido suplantado pelo d' ABola.

O Jogo: Os preconceitos para com este jornal eram, da minha parte, mais que muitos. A última vez que o tinha comprado foi na véspera do Portugal - Grécia de abertura do Euro-2004, por isso estão a ver aos anos que eu não comprava esse jornal. A ideia generalizada é a de que é um diário pró-Porto, algo que, pelo menos na edição de Lisboa, não é verdade. A Norte sabemos como as coisas funcionam, mas aqui no Sul não é bem assim. É óbvio que o dono do jornal é quem nós sabemos, que quem comenta as arbitragens é o idiota do Coroado, mas a minha opinião sobre O Jogo era bem pior do que aquela com que fiquei agora, especialmente pela qualidade dos artigos: são bons, bem redigidos, tendo fotografias com qualidade. Continuo a achar o jornal muito sombrio e as poucas cores que tem, são muito monótonas. O site continua pré-histórico. O problema são mesmo as edições no norte do país, onde podemos ver exemplos como o de acima.