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quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Entrevista de Rui Rangel à RTP

José Rodrigues dos Santos é um bom jornalista e um excelente pivô televisivo. Mas só quando quer. Ontem despiu uma vez mais o fato de bom jornalista (como costuma fazer nas notícias relacionadas com a GFK) e adoptou a posição de apoiante de Luís Filipe Vieira atacando a torto e a direito, sem qualquer motivo para tal, Rui Rangel.

Do ambiente de quase subserviência com tratamento por "tu" e dos sorrisinhos para com Moniz, José Rodrigues dos Santos passou ao ataque ao candidato que promete devolver o Benfica aos benfiquistas. Mal Rangel começou a falar em "títulos", Rodrigues dos Santos cortou a conversa e adoptou o discurso de Vieira relativamente a Vale e Azevedo, presidente que deixou de o ser já vai para 12 anos, tendo referido uns "8 em Vigo" que não sei ainda hoje do que se trata, uns quartos-de-final da Champions, um feito tão inalcançável que se calhar nem Damásio com Artur Jorge ao leme conseguiu (ou espera, se calhar conseguiu) e ainda lançou a parvoíce de argumento de que Rangel tem na lista pessoas que pertenceram à direcção de Vale e Azevedo, como se isso fosse um atestado de incompetência ou falta de benfiquismo (situação curiosa até porque Vieira teve na sua lista membros da antiga direcção de Vale, como João Braz Frade, por exemplo).

Do ponto de vista das respostas dadas, destaca-se a postura, a tranquilidade e a honestidade evidenciadas apesar dos sucessivos ataques, de conteúdo e sobretudo de estilo, de que foi alvo. Quando questionado sobre as mudanças, Rangel não embarcou num discurso oco e populista, tão habitual noutros candidatos, e afirmou que é preciso estudar os dossiers que não são do seu conhecimento por não serem públicos. Assumiu a necessidade evidente de "emagrecer o plantel", referindo um excesso brutal de jogadores com vínculo ao Benfica, necessidade igualmente avançada meses antes pelo actual presidente mas que, como se sabe, não foi posta em prática de forma alguma. Elogiou ainda algum trabalho bem feito pela actual direcção, evitando entrar pelo caminho da crítica fácil e destrutiva e contornou muito bem o ataque do jornalista recordando que a primeira figura e o primeiro responsável pela recuperação do Benfica foi Manuel Vilarinho, chamando a atenção para o facto de ter na sua lista pessoas que estiveram presentes nos órgãos sociais da lista que venceu as eleições de 2000. O único ponto onde esteve menos bem foi no tema "Ribeiro e Castro", onde foi apanhado de surpresa pelas declarações do seu mandatário algumas semanas antes. Ainda assim, com a classe e tranquilidade que o caracterizam, Rui Rangel soube dar a volta ao texto. E, digo eu, oxalá haja mais "Ribeiros e Castros": gente que há semanas pensava em votar Vieira e que vote agora em Rangel.

Gostei do que vi, tanto na forma como pelo conteúdo. Rangel parece estar minimamente bem preparado, tem uma equipa de qualidade à sua volta, tem um projecto e representa, para mim, os ideais do Benfica. É um senhor, um gentleman, um presidente à Benfica e que o Benfica merece. Jorge de Brito, o último presidente à Benfica, estaria contente por ver alguém como Rangel ir à luta.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

O Soldadinho de Chumbo

José Eduardo Moniz, o novo soldadinho de chumbo do Sport Lisboa e Benfica, apresentou-se ao serviço, revelando-se na disposição de ajudar o General Vieira na tarefa de levar o Benfica ao lugar que merece. Apreciei a total coincidência que foi o facto de Moniz ter aparecido na televisão pública a falar sobre o Benfica e gostei igualmente de perceber que se há candidatura que está a ser preparada em cima do joelho é a de Vieira: então não é que Moniz, segundo palavras do próprio, só hoje é que confirmou ao presidente que se "apresentava na praça enquanto soldado benfiquista"? E com que bases é que o senhor Moniz tomou esta decisão? Decidiu avançar face ao "escândalo" que ocorreu na última Assembleia Geral do clube. Já agora, senhor Moniz, gostaria que me respondesse à seguinte questão: onde estava o senhor a 27 de Setembro de 2012? É que na Assembleia Geral que criticou na entrevista à RTP não estava de certeza! Não foi, não esteve, não votou, não apareceu. Quer explicar-se aos benfiquistas, ou acha que já atingiu um tal nível de vieirismo que faz com que não tenha de se explicar a ninguém?

Será que Moniz se esqueceu da forma como Vieira o enxovalhou há três anos, acusando-o de ser um mau benfiquista, de estar com quotas em atraso, de ser um mau exemplo e de ser uma porta de entrada para os espanhóis conquistarem o Benfica? Como é que uma pessoa se presta a isto? E quais os interesses de Moniz no meio disto tudo? Apenas e só ajudar o Benfica, como diz, ou ter um papel importante a nível pessoal na decisão sobre os direitos televisivos? Ou mais que isso? Recuperar o dinheiro que a Ongoing investiu no Benfica Stars Fund? Gostaria de saber. Claro que Moniz não responderá a estas questões directamente, mas as suas acções o dirão.

Quanto ao conteúdo da entrevista dada à RTP, Moniz de 2012 choca frontalmente com Moniz de 2009. Vieira passou de incapaz e de mau presidente a alguém que até tem feito um bom trabalho face às limitações actuais. Surgem críticas a quem se coloca na "confortável posição" de criticar e de se colocar contra, numa possível alusão ao José Eduardo de há uns anos. Aparece a velha cantiga da importância do unanimismo, sugerindo que quem não está a favor encontra-se apenas em busca de promoção pessoal. Parece que alguém não se andou a baldar aos ensaios.

Para mim, a situação é clara: tenho a opinião de que José Eduardo Moniz é uma pessoa inteligente com capacidade para liderar o Benfica, um dia, quando se rodear de gente capaz e competente. Acho que ainda hoje não gosta de Vieira, mas descobriu que o melhor, ou pelo menos o mais rápido dos caminhos para chegar à tão ambicionada presidência é aliar-se a quem tem o poder. Se não os podes vencer, junta-te a eles. Parece que foi isto que Moniz escolheu.

P.S. Notável a forma como Moniz assimilou o discurso de Vieira e do vieirismo. O sacrifício pessoal, o unanimismo, enfim, está tudo lá. Mas o toque de classe e inteligência que lhe dá é cunho pessoal.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Júlio Machado Vaz sai do Trio d'Ataque

Nunca dei muita importância a este tipo de programas onde três adeptos dos três principais clubes portugueses se juntam à mesa com copinhos da cor do clube do coração para discutirem se os penalties de Benfica, Sporting e Porto foram bem ou mal assinalados no domingo anterior. No entanto, a saída de Júlio Machado Vaz do Trio d'Ataque merece um comentário.

Machado Vaz era das poucas pessoas que conseguia estar num programa destes de forma serena, ponderada e analisar os casos e as questões de modo objectivo e honesto. Admiro o carácter e a personalidade do psiquiatra portuense. Infelizmente, a RTP achou que seria melhor dispensar gente de carácter para contratar alguém (quem não sei) que fizesse as mesmas figuras que os tristes da concorrência, o Gomes da Silva e o Seara, duas personagens absolutamente execráveis e com objectivos e propósitos pouco claros. Hoje em dia, a televisão é um local onde o bom senso não tem lugar, preferindo-se o sangue e a gritaria em vez da opinião bem fundamentada. Assim, a RTP decidiu mandar embora um dos poucos comentadores que tinha opinião livre e independente, de adepto, um de nós. Saliente-se ainda a forma airosa como a estação pública chutou o psiquiatra para canto, informando-o do "despedimento" em cima da hora do último programa e tentando-lhe cortar tempo e espaço na hora da despedida. Se isto é serviço público, prefiro que privatizem.


domingo, 8 de abril de 2012

"Opinião livre e independente"

Era com este chavão que Hugo Gilberto fechava todas as emissões de Zona Mista. Pois parece que, afinal de contas, a opinião de João Gobern não era assim tão livre e tão independente. Estava condicionada pelo facto de ser benfiquista. Não compreendo o escândalo de que se criou à volta desta situação. João Gobern é benfiquista, como todos, na RTP e fora dela, sabiam e festejar um golo do seu clube quando o colega de estúdio está a falar e quando as câmaras deveriam estar a focar Bruno Prata não tem qualquer problema. João Gobern estava em "off" e não deveria ser castigado por isto.

Mas mais grave que isto, a RTP esquece-se que tinha João Gobern no programa como comentador e não como jornalista ou moderador. Supondo que a razão para o despedimento de Gobern seja a parcialidade que demonstrou e a afinidade que o liga a um clube, neste caso o Benfica, pergunto-me se a RTP Informação não quererá despedir todos os outros comentadores, de futebol e sobretudo política, que fazem comentários no seu canal. Mas mais importante que isso, se calhar a RTP deveria estar mais atenta ao que os jornalistas ditos "imparciais" dizem durante as transmissões de jogos e nos programas de debate. Exemplos? Tantos... a parcialidade de Pedro Martins nos Sporting x Benfica em futsal, a azia de Tadeia sempre que joga o Benfica ou o péssimo profissionalismo de Hugo Gilberto que modera em tons de azul o Trio d'Ataque.

P.S. Não se pense que digo isto por simpatizar com Gobern ou por o comentador ser benfiquista. Podem perceber melhor a minha opinião aqui.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Uma entrevista de nada, sobre nada

Benfica na liderança, Vieira na cadeira da Grande Entrevista da RTP. Há aqui uma relação causa-efeito. Temos assistido a isto quase todos os anos. Sempre que o Benfica se encontra na mó de cima, Vieira desloca-se à televisão para falar aos súbditos. Já estamos habituados. Só espero que, como vinha sendo hábito, a seguir ao presidente botar faladura não venha uma derrota.

Quanto à entrevista há dois pontos gerais a destacar. O primeiro passa pela preparação do presidente, simplesmente impecável. Nota-se que alguém anda a fazer o trabalho de casa na Luz. Vieira e Jesus não parecem sofrer, de momento, da incontinência verbal que os caracteriza. Há alguém que ensina o presidente e o treinador a olhar para o sítio certo, a responder com a entoação correcta, a gerir os silêncios, a fugir às perguntas incomodativas e a dar respostas mais ponderadas. Disto gostei muito. Do que já não gostei tanto foi do segundo ponto, a entrevistadora. Não que não seja agradável à vista, mas a senhora simplesmente não serve para aquele tipo de programa. Uma jornalista que se contenta com um "não comento" várias vezes sem ripostar ou insistir na mesma questão não é uma boa jornalista. Vieira, bem, evadiu-se de algumas questões e nem foi forçado a responder.

Quanto aos principais temas abordados na entrevista:

Recandidatura: evasivo. Mas todos sabemos as suas intenções. Disse que ainda tem muito trabalho a fazer no Benfica mas não assumiu que se candidatava. Quem tiver dois dedos de testa sabe o que vai acontecer.

Aimar: evasivo. Disse que queria mas que não podia entrar em loucuras. Deixou a porta entreaberta mas não a escancarou. Acho que todos sabemos o que Vieira e Aimar querem (eu pelo menos sei e a questão não está nos valores do contrato mas sim na duração do mesmo). É uma estupidez este dossier não estar encerrado.

Rodrigo: para ficar, para renovar. Excelente.

Enzo Perez: de volta à Argentina para ver a mãe que se encontra numa situação delicada, segundo o camisola 35. Espero que não esteja tão mal quanto o filho do Anderson.

Arbitragem: no minuto a seguir a ter dito que o futebol era composto por gente séria, Vieira deu a entender que os árbitros não eram sérios. Remeteu-se ao silêncio porque estamos na liderança. Acho que aqui foi demasiado defensivo, devia ter deixado a ideia que está atento ao que se passa e ao que se vai passar.

Papel de Rui Costa: evasivo. Mas parece que o Rui é um cão de loiça na estrutura do Benfica. Vieira diz, Vieira decide, Vieira manda. Para quem tinha dito que ia passar a delegar ainda menos, está a cumprir.

Jesus: está apaixonado pelo Benfica e vai continuar de águia ao peito. Só na cabeça de um doido (ou de uma entrevistador mal preparada) é que Jesus seria, neste momento, despedido ou posto a andar. Aliás, nem me parece que, face às ambições de JJ, que ele queria sair para um clube que não lute pela Liga dos Campeões. E desses clubes, nenhum me parece minimamente interessado no concurso do técnico português.

Liga a 18: manifestou-se contra porque iria acabar com a Taça da Liga (até porque em Inglaterra... ah, não, esqueçam) e porque os melhores resultados das equipas portuguesas na Europa se devem à redução da Liga para 16 clubes (nota: Boavista semi-finalista da Taça UEFA em 2003, Porto vencedor da Taça UEFA em 2003, Porto vencedor da Liga dos Campeões em 2004, Sporting finalista vencido da Taça UEFA em 2005 e melhor prestação do Benfica na Europa nos últimos 20 anos em 2006 tudo com 18 clubes).

Vendas: temos de vender para continuar a ter uma gestão sustentável. Aceitam-se apostas: Gaitám, Cardozo, Javi ou Rodrigo?

Olivedesportos: Evasivo. Disse que tinha um valor em mente abaixo do qual não aceitava assinar contrato. Quanto é? Não sabemos. Mas está mais que visto que a ligação é para continuar, como os meios de propaganda de Vieira já fizeram questão de demonstrar.

Época 2012: nada está ganho e podemos ter um percalço a qualquer instante. Muito bem neste ponto.

Mea culpa: pediu desculpa e assumiu os erros cometidos em 2011/2012, dando o mérito do título ao Porto. Muito bem, um líder tem de saber assumir os erros. Mas assumi-los 9 meses depois e quando se vai na liderança é demasiado fácil.

Apaziguador: manteve a compostura quando se falou em Golfinho Lopes e do outro. Um líder deve ser assim mesmo.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Lutemos então!

O repto foi lançado pelo Pedro F. Ferreira na Tertúlia Benfiquista. Enquanto benfiquistas com acesso aos mais privilegiados meios de comunicação, onde a Internet, acreditem ou não, desempenha um papel de fundamental importância, temos o direito mas também o dever de tentar defender o nosso clube. Eis uma oportunidade de ouro para o fazer.

Como viram ou puderam ler, a RTP tentou silenciar António-Pedro Vasconcelos no programa semanal Trio d'Ataque perante a insistência do cineasta encarnado em divulgar as escutas. Como sabem, até motivou que Fui Moreira, perdão, Rui Moreira, se retirasse do estúdio, qual virgem ofendida.

A posição de tentativa de silenciamento a A-PV e às escutas, noutra extensão, poderá e deverá ser feita pela RTP. É nossa missão, é nosso dever, mais do que enviar e-mails de apoio a A-PV, fazer sentir o nosso descontentamento com a conduta da RTP em silenciar uma voz que luta pela justiça, pois todos sabemos que a presença do cineasta é incómoda aos olhos de certas figuras deste país.

Para isso, benfiquistas, escrevam e-mails a protestar com a conduta do canal em questão e manifestem o vosso apoio a António-Pedro Vasconcelos. Façam-no agora, já! Não deixem que a inércia se apodere de vós. O próprio cineasta disse-mo a mim e a vários benfiquistas com quem falou que o mais importante é manifestarmo-nos à RTP. É a maior e mais importante prova de benfiquismo que nós, blogs, fóruns e sites de apoio podemos dar. Pela Democracia e pelo Sport Lisboa e Benfica.

RTP - Mensagens
http://ww1.rtp.pt/wportal/grupo/feedback.php

RTP - Provedor
http://ww1.rtp.pt/wportal/grupo/provedor_tv/enviarmensagem.php

RTP - Trio d'Ataque
triodeataque@rtp.pt



Eu já fiz a minha parte. E tu?

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Adeus, triste, até depois



Foi no dia 5 de Outubro de 2010, precisamente 100 anos depois de se ter implantado a República em Portugal, um regime que pressupõe a liberdade de expressão, que a RTP N, pelo seu jornalista Hugo Gilberto, resolveu ignorar a palavra "democracia" e atropelou todas as regras, incluindo a do bom-senso, ao tentar impedir António-Pedro Vasconcelos de exercer o uso da palavra para denunciar as escutas do processo Apito Dourado. Inadmissível num canal que se diz de serviço público, esta tentativa de, pior que branquear a verdade, tentar esconde-la a todo o custo. Gostaria de saber o que a Entidade Reguladora para a Comunicação Social tem a dizer sobre o assunto.

No entanto o cineasta não se calou e fazendo-se valer dos seus direitos continuou a falar do assunto. Quem não gostou muito foi Rui Moreira que, como podem ou puderam ver no vídeo, abandonou o programa em directo. Deve ser difícil tentar parecer um indivíduo sério e recto e depois defender com garras e dentes que as escutas são vergonhosas e que o conteúdo das mesmas não deveria ser julgado. Mas não basta parecer-se sério, é preciso se-lo. E Rui Moreira não o é. Por isso, incapaz de ouvir verdades, foi forçado a abandonar o programa.

Mas não acaba por aqui. O que vocês viram no vídeo foi apenas uma parte. Aqueles que, como eu, viram o programa em directo, puderam aperceber-se que, na segunda parte, já depois de Rui Moreira ter saído, foi mantida uma conversa na "regie" que acidentalmente ou não, fruto da insatisfação de algum funcionário da RTP N, acabou por ir para o ar enquanto A-PV falava. E o que foi perceptível dessa conversa? Qualquer coisa como "fique mais um bocadinho que o sr. Presidente quer". Hmmm... Rui Moreira... sr. Presidente... regie...

Nota final para Rui Oliveira e Costa que no final do programa se saiu com um "gosto muito de ser moderado por ti" para Hugo Gilberto. Eu diria mesmo mais: pois gostas, e à bruta.

Muitos parabéns a António Pedro Vasconcelos pela coragem e benfiquismo hoje demonstrados. Não é fácil nem será fácil, até pode ter sido o seu último programa, mas mais vale cair de pé que andar uma vida inteira de joelhos... ou de roupão.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Desbocado

Jorge Jesus parece ser aquele típico amigo muito competente mas ao qual não se pode confiar um segredo pois é um autêntico desbocado. O que o nosso treinador fez ontem na RTP N foi pura e simplesmente pavonear-se, esquecendo a dimensão do clube que treina e dos jogadores com que lida, ao estilo de Ronald Koeman.

Jesus foi um anjinho neste programa. Tudo o que o jornalista Hugo Gilberto ou o comentador Rui Moreira quisessem saber, ele dizia sem problemas. Não se arruma um guarda-redes titular em 30 jogos para o campeonato num programa destes em directo, ainda por cima da maneira que o fez. É de um amadorismo e falta de consideração pelo atleta, foi enxovalhamento público. Nem se confirma o interesse num ponta-de-lança difícil de contratar, cobiçado por meia Europa, de classe Mundial, sabendo que o departamento de prospecção do Porto apenas manda contratar jogadores que o Benfica quer. E o que é que ele quis dizer com aquilo da ida do Falcao para o Porto? "Não foi por acaso que o Falcao foi para o Porto"? O que é que isto quer dizer?

Alguém do Benfica tem de comprar um pacote de férias ao mister e dar-lhe duas semaninhas de descanso, que estas entrevistas têm sido um autêntico fiasco.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Força Sven-Goran Eriksson, estou contigo!

Começou bem. Bastaram 30 segundos para que Agostinho Oliveira, seleccionador adjunto, "soltasse a franga", talvez o efeito de um scotch com Madaíl antes da palhaçada multimédia grande demonstração de saloíce modernidade na Covilhã, Portugal.

Manuel Fernandes Silva - Vamos estar agora à conversa com Agostinho Oliveira, treinador adjunto da selecção portuguesa de futebol. [Dirigindo-se a Agostinho Oliveira] Não lhe vou pedir, naturalmente, para revelar quem são os convocados...
Agostinho Oliveira - [Pelos do peito à mostra, fio dourado, e óculos escuros nele pendurados (ah labrego!)] Não, claro que não lhe vou dizer, deixo essa honra para o professor Carlos Queiroz.
MFS - Mas não deverá haver grandes surpresas...
AO - Não, temos um grupo restrito que temos observado regularmente e será desse grupo que sairão os 23 convocados.
MFS - Sim, mas desse...
AO - [interrompendo o jornalista] 23 não, 24.
MFS - 24?
AO - [visivelmente embaraçado] (...) Sim, hmmm... 24, é uma novidade que se saberá daqui a uns minutos.

Ups... estavas em directo!


Mas as gaffes não se ficaram por aqui. Toda a lista que Queiroz apresentou é uma enorme gaffe. A saber, os 24 convocados são:

Guarda-redes: Eduardo, Beto e Daniel Fernandes
Defesas: Ricardo Carvalho, Bruno Alves, Zé Castro, Ricardo Costa, Rolando, Pepe, Paulo Ferreira, Miguel e Duda
Médios: Pedro Mendes, Miguel Veloso, Raúl Meireles, Tiago e Deco
Avançados: Simão Sabrosa, Fábio Coentrão, Danny, Nani, Cristiano Ronaldo, Hugo Almeida e Liedson

Como só podem ser seleccionados 23 para representar Portugal a equipa de Quernozes, um deste lote terá de sair. Gostaria que saísse o nosso Fábio, ou até o Simãozinho, para eu não ter problemas em apoiar a Costa do Marfim do "nosso" Sven-Goran Eriksson. Agora a sério, isto é uma palhaçada total, isto é brincar com os portugueses. Desejo uma queda de cabeça à nossa selecção. E que Queiroz parta os cornos seja despedido na hora.

P.S. Um especial e sincero abraço ao Quim, César Peixoto, Rúben Amorim, Carlos Martins e Nuno Gomes, todos eles mereciam lá estar, sem qualquer margem para dúvida.

quarta-feira, 31 de março de 2010

"Já não nos víamos há alguns anos"

Foi assim que Judite de Sousa começou. Cordial e amigavelmente, ao contrário daquilo que vem sendo hábito nos últimos dois anos, onde se tem demonstrado mais agressiva. Em vez de entrevistar ou perguntar e encostar o entrevistado à parede, Judite de Sousa conseguiu durante boa parte do programa complementar o raciocínio débil de Pinto da Costa. É o que acontece quando alguém não sabe separar devidamente as águas, separar o trabalho do clubismo.

O diálogo (chamar àquilo "entrevista" é um bocadinho forçado) foi perto do esperado pela maioria das pessoas. A palavra "Benfica" foi a mais mencionada durante os 45 minutos que durou o programa. Mas à parte do que o senil disse, e o que disse não interessa, sempre me ensinaram que ouvir maluquinhos não é boa ideia, olhando para Pinto da Costa vê-se todo um destroço humano à beira do colapso. Velho, frágil, parece um daqueles idosos que de bengala se aguenta, mas se vier um bocadinho de vento abana e cai redondo no chão.

Só consegui ver 15 minutos daquilo, mas o discurso de Pinto da Costa mantém-se igual desde o início. Inclusive a maneira como se referiu a LFV, dizendo que não se lembra de o ter convidado ou de ter estado em casa dele (isto faz-me lembrar qualquer coisa). Ou a maneira patética como argumentou sobre a qualidade do plantel do FCP, demonstrando que havia jogadores nas selecções (A. Pereira no Uruguai, Varela em Portugal, "Falcao no Paraguai"), esquecendo-se que há quem meta dois na do Brasil e Argentina, etc.

Basicamente foi a prova cabal de que há quem não esteja em condições para o cargo. A senilidade apoderou-se do homem. Voltou o discurso do ódio a Lisboa e ao presidente da câmara do Porto. Sinais da crise.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Mentindo com quantos dentes tem na boca

Esta reportagem do jornalista da SIC, Nuno Pereira roça o nojento. Já nem falo de mau profissionalismo, isso é um hábito, infelizmente, mas o que aquela peça tenta transmitir aos telespectadores é falso. Falso! Mentiu conscientemente. É perfeitamente visível que são os adeptos do Sporting quem começa a apedrejar o autocarro espanhol, onde seguiam os adeptos do Atlético, sem qualquer tipo de armas como se pode ver nas imagens. "Defender a casinha", diz Nuno Pereira... enfim, ridículo.

Foi uma pena a SIC não ter captado (ou se calhar captou, mas não quis transmitir) as imagens que a RTP possui: na peça do jornalista Pedro Martins, é referido e mostrado que são os adeptos do Atlético as vítimas da fúria leonina, não só das claques mas também de adeptos supostamente normais. Vê-se a carrinha de reportagem da RTP ser atingida por tochas lançadas pelos sportinguistas, vê-se o jornalista da RTP ser apedrejado, vêem-se adeptos do Atlético, mesmo em dificuldades, serem agredidos.

E ainda há tempo para dois momentinhos deprimentes: um, protagonizado pelo jovem Rúben, membro da Juve Leo, que se queixou, num discurso atabalhoado que não consegui distinguir se era de bêbedo, drogado ou de mero idiota, de que a polícia portuguesa "não poderia ter balas de borracha porque poderia acertar em alguém e aleijar uma pessoa" (por mim, a Polícia portuguesa devia era ter a mesma liberdade da americana, mas isso é outra história); o outro tesourinho deprimente foi o discurso de Fernando Mendes, líder da Sénior, perdão, Juve Léo, dizendo que aquilo parecia a batalha de Aljubarrota, e ainda se vangloriou de ter agredido uns quantos espanhóis, independentes das claques, à saída do metro. Ainda teve tempo para dizer que os espanhóis eram nojentos e que ele tinha filhos de 2 e 7 anos (por que é que os filhos foram ali chamados? Não faço ideia). Fez-me lembrar um outro discurso sobre Espanha...

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

APV em grande forma


Assim sim, aquilo é defender o Benfica. Já agora, cumprimentem os meninos da foto acima.

domingo, 20 de setembro de 2009

Lapidar nº15

"Não me parece [penalty] também, de facto."
Pedro Martins

Cada comentário proveniente deste imbecil deveria ser motivo para escrevermos para o provedor (mas bolas, também ele é do Sporting!). Aposto que Mammadou Tall, o ceifa-aimares, vai ser o jogador mais indisciplinado desta Liga. Como é possível alguém dizer que aquilo não é grande penalidade? Cegueira, estupidez ou má fé? Devíamos era escrever ao provedor sobre a falta de imparcialidade dos jornalistas da RTP.