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quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Fora de casa quase todo o jogo do nosso glorioso

Felizmente as ondas hertzianas trazem-me que o Benfica faz o que lhe compete, e ainda tenho o belo extra do "somos loucos da cabeça" :)

(Mais alguém esta a ouvir na Antena 1?? Quem é o Gaipan???)

domingo, 22 de abril de 2012

Adeptos do Porto no sector dos No Name

Os benfiquistas que preferiram ir à Luz, em detrimento de ficar no sofá a assistir ao clássico espanhol, puderam testemunhar mais uma demonstração de desagrado por parte dos adeptos benfiquistas (ou vão continuar a tentar fazer dos outros parvos e dizer que eram adeptos do Porto disfarçados?), que entoaram cânticos de ordem contra Luís Filipe Vieira. Para além de ser mandado para a verga, o senhor presidente ainda teve de ouvir que o Benfica não era dele. Esperem. Eu disse "teve de ouvir"? Não teve, simplesmente não compareceu ao jogo. Nem ele nem as tarjas que proibiu de entrar na Luz. Será que as claques, outrora tão bem vistas e tão apoiadas por alguns bloggers, passarão a receber um tratamento (in)diferente? Aguardo para ler opiniões, isto, claro, se tiverem a decência de aparecer e dizerem o que pensam, porque se não quiserem, podem simplesmente faezr como o senhor presidente.

domingo, 15 de maio de 2011

No Name insultam Vieira

Já aqui disse, por mais de uma vez, que não sou a favor das claques no desporto, algo que não se relaciona com as do Sport Lisboa e Benfica, mas sim devido aos fenómenos que todos conhecemos desde a década de 80. No entanto, sei reconhecer o brilhante apoio que os No Name têm dado aos jogadores dentro de campo e sobretudo elogio o facto de se terem contido após as provocações de que fomos alvo quando jogámos no Porto e arredores.

Os mesmos que, em tempos idos, tinham um pano gigante com a cara do nosso presidente no topo sul, insultaram-no durante o Benfica x Leiria da última jornada do campeonato. O desespero e a descrença em quem comanda o Benfica, que aprendeu tudo a afundar um clube em negociatas, que negociou com o Porto, clube do qual foi sócio durante anos e anos, é compreensível. Da mesma forma que não insulto os jogadores do Benfica no estádio, também não insulto o presidente na nossa casa. Contudo, não posso deixar de concordar, nem irei muito menos condenar a atitude dos No Name, que gastam tempo, dinheiro e paciência com o Sport Lisboa e Benfica. É bom ver que, finalmente, demonstram estar descontentes com o rumo do Benfica, mesmo que para isso tenha de se morder a mão quem, penso eu, os chegou a "alimentar". É a prova de benfiquismo que era necessária. E seria bom que alguns vieiristas percebessem que antes do seu amado presidente está o próprio Sport Lisboa e Benfica.

P.S. Coentrão e Nuno Gomes foram poupados. Não surpreende. Desta vez souberam escolher, apesar de estar a doer a muito boa gente.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Um precedente grave. Ou não?

Na véspera da recepção à Naval, um grupo de adeptos benfiquistas, presumivelmente afecto aos No Name Boys, deslocou-se ao Caixa Futebol Campus para falar com Jorge Jesus sobre o que se estava e está a passar no clube, nomeadamente no que aos resultados e atitudes do treinador diz respeito. Compreendo o ponto de vista dos adeptos, querem sempre mais e melhor para o clube e acham que o rumo que estamos a tomar não é o correcto, daí a tentativa de dialogar com o treinador. Jesus acedeu e abriu as portas do CFC. Esteve bem o treinador? É uma faca de dois (le)gumes: por um lado quis deixar a imagem de que não é um déspota num pedestal e que aceita e compreende as críticas, aqui tiro o chapéu a Jesus; por outro lado abriu um precedente que pode ser grave se os adeptos não se voltarem a comportar da forma ordeira e correcta como fizeram desta vez.

Acho que os adeptos estiveram bem. Acho que Jesus fez bem. E acho que, em caso de os resultados voltarem a ser negativos, dificilmente ambas as partes poderão estar em bom plano.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Culpado é culpado, o resto é conversa

Sejam eles quem forem, de claques ou a exercerem cargos desportivos, os culpados são culpados e o lugar deles é atrás das grades a ver o sol aos quadradinhos. E antes que me esqueça, a justiça deve ser igual para todos, ou seja, se as escutas serviram para provar que alguns dos elementos dos No Name eram culpados, então também devem servir para prender certos e determinados "agentes desportivos". Sim, porque não é por serem benfiquistas que a justiça está acima deles, uma vez que se queremos ter autoridade para falar nessa matéria (e felizmente te-mo-la), "crimes de associação criminosa, tráfico de droga, posse de armas brancas e de guerra e outros ilícitos" devem ser penalizados com medidas céleres e óbvias. O resto é conversa.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Adeptos e adeptos, uma história diferente

Há dois anos, no Verão, fiz uma viagem ao centro da Europa para visitar cidades, regiões e países aos quais nunca tinha ido, Praga, Áustria e Baviera. A viagem é fantástica, aconselho a faze-la, vêem-se paisagens lindíssimas, respira-se uma cultura diferente e conhecem-se pessoas que têm autênticas histórias de vida.

Conheci nessa viagem o Sr. Folgosa, casado, com dois filhos, é um benfiquista fervoroso. Respira futebol, vive o seu clube, tem lugar cativo no Estádio da Luz há já muitos anos, sabe de cor os lances, as jogadas, descreve-as na perfeição. Fala à Benfica, vive à Benfica. É um super-adepto. Passados quase dois anos e milhares de quilómetros depois, voltei a encontra-lo nas sempre complicadas entradas do lado do Colombo do nosso Estádio, na zona antes de passar os primeiros stewards. Dois ou três dedos de conversa e lá foi cada um para sua bancada.

Durante o jogo passou-se aquilo que nós sabemos. Numa claque organizada, que são, mesmo que o desmintam eles mesmos ou na TV, um grupo de elementos, um bando de arruaceiros, vadios, conspurcadores do nome "Benfica", resolveu voltar a manchar o nome do clube. Não que todas as pessoas pertencentes à claque se identifiquem com aquele comportamento, mas não é nenhum grupo de anjinhos que ali está. Depois da pouca vergonha que foi, ainda tiveram a lata de cantar "Todos querem saber quem nós somos", mostrando-se uns valentões, quais criancinhas. "Há pessoas que se dedicam à claque e gastam muitas horas, para aparecer meia dúzia de otários de vez em quando a estragar tudo", já dizia o mítico líder do grupo. Pelos vistos, os otários dos petardos, do tráfico de armas e do tráfico de droga pululam na claque. Tenho muitas dúvidas que gostem mais do clube que da própria claque.

E não me venham dizer sem as claques estaríamos na "ópera" tal seria o silêncio. Viram o que aconteceu em Inglaterra? A partir do dia em que acabaram com as claques, as famílias passaram a poder ir ao futebol descansadas, o espectáculo é garantido e o ambiente é sem dúvida o melhor do mundo. É a festa do futebol em estado puro. Sem claques.

O Benfica, clube ecléctico e presente em todas as áreas e estratos sociais, tem um grupo de adeptos tudo menos homogéneo. Queremos adeptos como os No Name, ou queremos adeptos como o senhor Folgosa, que tem cativo, que ouve o público, sente o ambiente, fala à Benfica, vive à Benfica, mas não pode ver o Benfica porque é cego? Afinal de contas, de que tipo de adeptos precisamos?

sábado, 19 de setembro de 2009

Claques

Não simpatizo com as claques. Já o tinha dito, ou, pelo menos, dado a entender aqui no blog por mais que uma vez. No entanto, não quero com isto dizer que não reconheço o seu papel no apoio às equipas, nomeadamente no futebol. E quando se fala em futebol, diz-se, claro, Benfica. É precisamente sobre as claques do Benfica que versa este post.


Nascidos em 1982, fruto da união de um grupo de adeptos do 2º anel do velhinho Estádio da Luz, os Diabos Vermelhos foram a 1ª claque organizada do Sport Lisboa e Benfica, a segunda a nível nacional (a Juve Leo é a mais antiga). Os seus membros eram, maioritariamente, jovens, sendo o factor "novidade" fundamental para a formação e crescimento do grupo organizado. Localizados na parte norte do antigo Estádio, os Diabos foram, durante 10 anos, e a par do terceiro anel, a grande força de apoio dos jogadores do Benfica. Contudo, e numa altura em que a claque gozava de privilégios hoje não vistos, deu-se uma cisão no grupo que motivou a formação de uma nova claque, no topo sul do Estádio. Este novo grupo quis adoptar o nome da claque original, mas, estando este uma vez registado, ficaram "sem nome", daí a origem do epíteto No Name Boys. Com a ascensão deste novo grupo, deu-se o princípio da queda dos Diabos, que em determinada altura chegaram a ter menos de 100 sócios. No entanto, com o passar dos anos e entrada no novo século, deu-se um maior equilíbrio entre as claques, pese embora o maior apoio, ainda hoje, dos No Name. Ainda neste último jogo do Benfica, ao olhar para a esquerda vi centenas de adeptos com bandeiras à Benfica (finalmente!) e faixas de apoio com o lema do falecido Gullit, "Sempre Presentes"; ao olhar para a direita, mão vejo senão menos que 30 adeptos, esforçados, mas sem a força de outros tempos. No Estádio da Luz, os Diabos Vermelhos de hoje são uma amostra daquilo que foram. "Poucos, mas bons?" Sim, são bons, mas em número não chegam.

No entanto, para além dos tifos (coreografias), cânticos e faixas, as claques são conhecidas pelo lado da selvajaria. É frequente ouvirmos falar de confrontos planeados, tráfico de droga e armas, assaltos a gasolineiras e ligações à extrema-direita, entre tantos outros problemas. No Benfica, as claques não são excepção. O caso da morte de Rui Mendes, na final da Taça de Portugal de 1996 é um exemplo disso mesmo. Selvajaria. Não quero com isto dizer que todos os membros da claque são uns "animais", mas basta haver 10 que o sejam para haver 100 que os sigam. É assim mesmo. Há tempos, em Espanha, um jornalista com o pseudónimo de Antonio Salas infiltrou-se na claque do Real Madrid, Ultras Sur, onde permaneceu praticamente um ano, tendo saído desta assim que pôde. Após a saída, escreveu o livro Diario de un Skin, onde fala do tráfico de droga, dos combates planeados e ainda das ligações neonazis com as claques Brigadas Blanquiazules e Irriducibili, do Espanyol de Barcelona e SS Lazio, respectivamente.

Claro que os Diabos Vermelhos e os No Name Boys não são tão radicais como estas claques de Real, Espanyol e Lazio. Na Luz ou fora dela, no estádio ou nos pavilhões, as nossas claques desempenham o seu papel de apoio ao clube e aos jogadores, cantando, gritando, empurrando o Benfica à vitória. Nos últimos 5 anos, são menos graves e menos frequentes os acidentes com as nossas claques. Assim de repente, lembro-me de poucos episódios tristes: quando adeptos dos No Name tentaram subir do piso 0 ao piso 1 para agredir um adepto que lhes tinha puxado uma bandeira, isto após alguém da claque ter passado uns bons 20 minutos a exibir a bandeira, tapando a vista ao adepto; o caso das pedras na Academia de Alcochete, apesar de a culpa não ser exclusivamente da nossa claque; e ainda a história de um autocarro ardido, apesar de não se saber quem o fez, as suspeitas recaíram, claro, nos membros das claques. Ganham a fama...

Posto isto, o que fazer? Acabar com as claques? Há uns tempos, aqui no blog, um dos nossos habituais leitores, não me lembro se o Velho Estilo, o Do Sul, ou o Tiago No Name, disse quem sem eles, o Estádio da Luz parecia uma missa. Em parte, é bem verdade. Eu, por exemplo, não compreendo como é que muitos sócios não se levantam para cantar o hino do clube, argumentando que "o hino é para ser ouvido, não para ser cantado". Outra coisa que não entendo bem é a história da legalização das claques. E não entendo pelo seguinte: os dirigentes sabem quem lá vai, uma vez que as entradas são feitas com o cartão de sócio (e parto do princípio que os membros das claques são sócios); os adeptos, se não têm nada a temer, também não deveriam ter problemas em registarem-se. É normal que não queiram sentir-se controlados. Menos normal é querem ser ilegais à força, exibindo um pano com a inscrição "Sou ilegal e isso me envaidece". Ambas as partes hão-de ter as suas razões, mas já agora, gostaria de saber quais são.

Mas como dizia no parágrafo anterior, os jogos sem as claques seriam bem diferentes. Para melhor ou para pior, fica ao critério de cada um. Há quem diga que estaríamos na "missa", opinião de que partilho, mas se formos a olhar para o exemplo inglês, as coisas mudam de figura. Desde a extinção das claques inglesas que o futebol britânico passou a ser bem melhor. Mais que um jogo, é um espectáculo. Ouvir sócios ou simples adeptos gritarem "Glory, Glory Man United", ou entoarem o "You'll never walk alone", esteja o Liverpool a ganhar ou a perder, é simplesmente fantástico. Em Inglaterra, mesmo sem claques, penso que é unânime entre nós, benfiquistas, que estão lá os melhores adeptos do Mundo, que fazem da Premier League a melhor liga europeia. É uma questão de mentalidades: em Portugal, apoia-se a equipa quando ganha, mas sempre baixinho; em Inglaterra, canta-se e apoia-se do início ao fim, independentemente do resultado exibido no marcador. Estádios vazios por cá, estádios cheios por lá. É essa a diferença.

Acho difícil que tal cenário se verifique no Benfica, e por extensão em Portugal, mas seria certamente muito bonito. Para além da falta de qualidade do nosso campeonato, há o preço exorbitante dos bilhetes. Algum dia o Estádio Municipal de Leiria, com lugar para 30.000 espectadores ficará lotado num escaldante U. Leiria x Naval, com bilhetes com um preço médio de 15 euros? Nunca, meus caros, nunca. Mas já houve melhores tempos, mesmo por cá. Hoje em dia, em jogos para o campeonato, o Estádio da Luz enche por duas ocasiões: recepção a Sporting e FC Porto. Fora estes, as boas assistências verificam-se, geralmente, com o Vitória SC e com o Boavista, não esquecendo a primeira e última jornadas. Fora isso, raramente são atingidas marcas acima dos 40.000 lugares ocupados. Noutros tempos, como dizia, o Estádio enchia, ou andava perto disso, em quase todos os jogos. A força, sim, aquela responsável pelos "15 minutos à Benfica", não vinha das claques, que não existiam, mas sim do mítico 3º anel, pulmão do Benfica dos anos 50, 60, 70 e 80. Por apenas uma vez, na nova Luz, vi esse mesmo espírito, num infernal Benfica x Manchester United de finais de 2005, com golos de Geovanni e Beto. Nem com Porto, Sporting, Barcelona, Liverpool, Inter ou outros grandes clubes que defrontámos em jogos oficiais, se verificou tamanho Inferno, como foi esse jogo de Dezembro de 2005. Dantes, era regra, hoje, é excepção.


Por mim, o futebol não teria claques. Mas para isso acontecer, era preciso que, dentro do Estádio, todos os adeptos cantassem e apoiassem os seus clubes como as claques, ou os adeptos ingleses, fazem. O grande problema das claques é extra-futebol. Fora dos estádios.

Já agora, e aproveitando o facto de ter leitores dos Diabos e dos No Name, deixo-vos as seguintes questões, à espera de resposta. Por que é que os Diabos continuam tão afastados do Estádio da Luz? Por que é que os No Name mudaram radicalmente as bandeiras, para apenas bandeiras com símbolos do Benfica?

Por fim, uma sugestão para as nossas claques: parecendo que não, são muitos os Diabos e os No Name de norte a sul do país. Por isso, que tal um pouco mais de organização para marcarem presença com maior frequência nos pavilhões onde as modalidades do Benfica jogam, nomeadamente o pavilhão da Luz. Não foi a primeira nem será a última vez que vi jogos no nosso pavilhão onde não estava presente ninguém de uma claque. Como disse, anteriormente, não sou a favor das claques, mas este sentimento de que sem elas, o futebol não era a mesma coisa é ambíguo, sei disso bem. É estranho, mas é assim.

P.S. O que é feito de uma claque de apoio ao nosso Hóquei em Patins que surgiu há dois anos ou no ano passado (já não me lembro bem)? Já acabou?