O Benfica venceu a máfia e o sistema montado no Hóquei em Patins, que é como quem diz, derrotou o FC Porto na Supertaça de Portugal, conquistando a 6ª para o seu palmarés. Os encarnados golearam por 8-4 com tentos de Ricardo Pereira, Luís Viana, Diogo Rafael, Estebán Abalos e João Rodrigues (4), num jogo em que estiveram sempre na frente do marcador. Face ao que está montado nesta modalidade, esta vitória é importantíssima, e apesar de o Porto ter uma excelente equipa, este ano o Benfica é efectivamente mais forte. A ver vamos como vai correr, neste momento a equipa parece lançada. Parabéns e boa sorte!
O Benfica revalidou o título de campeão nacional de iniciados ao vencer o Porto por expressivos 4-0 no Olival, centro de treinos dos dragões, à semelhança do que aconteceu no ano passado. Fica assim bem evidente a superioridade encarnada na fase final da competição, tendo vencido todos os jogos efectuados até à data, marcando 14 golos e não sofrendo um sequer. Parabéns aos jovens campeões!
Até parece fácil. Quando se junta um conjunto de talentosos jogadores comandados por um experiente e competentíssimo treinador, ele mesmo um símbolo da modalidade e do Benfica, tendo um pavilhão inteiro completamente eufórico a empurrar a equipa rumo à vitória, o resultado só podia ser este: Benfica novamente campeão em basquetebol. A vitória por 4-1 na final frente ao Porto traduz bem a qualidade da nossa equipa que não se ressentiu com a perda de um elemento importante e lesões de outros. É assim que se constroem os campeões. Por isso, os meus parabéns a toda a secção de basquetebol do Sport Lisboa e Benfica.
Os campeões:
4 António Tavares Base 20Jogos 106Pontos 5 Miguel Barroca Base 15Jogos 60Pontos 8 Diogo Carreira Base 23Jogos 177Pontos 10 Miguel Minhava Base 23Jogos 125Pontos 11 Ben Reed Base/Extremo 26Jogos 235Pontos 6 Sérgio Ramos Extremo 20Jogos 366Pontos 9 Cristovão Cordeiro Extremo 13Jogos 23Pontos 14 Heshimu Evans Extremo 15Jogos 219Pontos 25 João Santos Extremo 21Jogos 258Pontos 15 Eky Viana Extremo/Poste 22Jogos 37Pontos 12 Elvis Évora Poste 25Jogos 201Pontos 13 Will Frisby Poste 25Jogos 335Pontos
Um autêntico mar vermelho banhou a cidade de Lisboa. Lisboa e um pouco por todo o país, por todo o mundo até, pois como Vieira disse e bem, este título não é apenas da capital do país, mas de toda a nação, de todos os benfiquistas. E é isso que faz a diferença do Benfica para os restantes.
Vi imagens de todo o mundo: de Paris, da Suíça com aquele fogo de artifício, de Cabo Verde, Angola, Newark, imagens de felicidade vestida de vermelho e branco. O Benfica venceu, as pessoas saíram à rua. Ninguém se lembra da vinda do Papa ou do aumento dos impostos. O Benfica é o maior anestésico para a nossa sociedade, é dos poucos motivos de alegria que este povo macambúzio tem.
Alegria para uns, fúria, raiva e destruição para outros. Em Braga e no Porto, os animais saíram à rua para tentar estragar a festa do Benfica. Não conseguiram. Podem vandalizar o que quiserem, a nossa alegria não tem limites neste momento. A vossa animalidade só demonstra quão superiores somos. Viram os jogadores na Câmara Municipal de Lisboa? Viram os festejos deles lá em cima, gritando pelo Benfica, puxando pelo Benfica? No fundo é o que vocês fazem sempre, não é? SLB, SLB, SLB, SLB, SLB, para aqui, SLB, SLB, SLB para ali, vocês são isso mesmo. São mais animais que os cães e, pasmem-se, patos, que eu vi no Marquês de cachecol.
A festa começou ainda na Luz, com a chamada de todos os jogadores, um a um, para um palco onde foram medalhados. Todos sem excepção foram chamados, todos foram aplaudidos, uns mais, outros menos, como é natural. Disse que todos foram chamados, mas houve um que faltou: Pedro Mantorras. Porquê? Não sei. Mas tenho a minha ideia. Deve ter feito birra por não ter sido convocado por Jesus. Ficou, muito provavelmente, triste por ver todos os colegas chamados e ele ter ficado de fora. Mas isso será tema para um post mais para diante, onde abordarei toda a situação de Mantorras, incluíndo o seu futuro. Como dizia, todos foram chamados, mesmo os três jogadores que não fizeram qualquer minuto na Liga (Moreira, Júlio César e Roderick), e até estavam muito contentes, muito bem dispostos, com especial destaque para Moreira, contentíssimo, ele que vive e respira o nosso Benfica. Gostaria muito que ficasse, mas já percebemos todos para onde vai. Luisão, Cardozo, Di Maria, Nuno Gomes e David Luiz foram os mais aplaudidos, ninguém consegue ter maior popularidade que estes jogadores. Ninguém? Não, afinal dois homens conseguem: Jorge Jesus e Rui Costa. Simplesmente impressionante a ovação a ambos. E também a Luís Filipe Vieira, que conseguiu arrancar aplausos mesmo aos sectores com quem tem mantido alguns diferendos.
A minha festa foi simples. Combinei com uns amigos encontrar-me no Marquês, mas, eis que quando lá chego, não há rede no telemóvel para ninguém. Mais facilmente encontrava uma agulha num palheiro. De volta às Picoas, mas nem aí consigo telefonar, devido ao fluxo de gente e chamadas naquela zona. Foi preciso sair muita gente para conseguir encontrar finalmente os grandes benfiquistas que lá estavam. Seguimos o autocarro Avenida abaixo, e o que se viu foi alegria e êxtase total.
Na frente, Jorge Jesus completamente eufórico, gritando, cantando, levando com ele o escudo de campeão que estava no topo sul. Com ele seguiam os seus adjuntos. E vi todos os jogadores, claro está, com Moreira, Quim, Luisão e os brasileiros mais novos mais recatados, mas com grande destaque para Nuno Gomes (com aquele cachecol), Carlos Martins, Maxi Pereira (com a bandeira Maximus), Ramires (belos óculos), Coentrão (de chapéu), Javi Garcia e Di Maria (ambos com as bandeiras dos seus países), Rúben Amorim e claro, o rei da festa, completamente noutro nível, o super-bem-disposto David Luiz, cantando, pulando, enfim, noutro nível de alegria.
Segui até ao início da entrada no Rossio, depois voltei para casa e ainda vi muito rapidamente o que se escreveu em alguns blogs das nossas cores. A festa e a alegria seguirão durante dias, bem como a certeza de que, se esta estrutura se mantiver, poderemos chegar bem longe, tão longe quanto já nos prometeram, tão longe quanto já fomos.
Sim, talvez, mas serão poucas coisas. Mais que um país, um credo, uma religião, Benfica é uma forma de estar na vida. Pode parecer frase-feita, até é, mas não deixa de ser verdade. Ser Benfiquista é meter milhões de pessoas nas ruas a festejar o título. É sair de casa e ir à Luz ou ficar em frente à TV, roer as unhas, praguejar, sofrer e festejar, gritar "Golo!", cantar o hino "Ser Benfiquista" e sair às ruas, nos Restauradores, no Marquês, na Boavista, em Coimbra, Braga, Faro, mas também nas antigas colónias, Paris, Suíça, Bruxelas, Newark, por todo o mundo. E isto é o que me chama mais à atenção: tanta gente que sofreu nos seus países com a guerra e mesmo assim mantêm um elo de ligação fortíssimo a um clube do país com o qual estiveram em guerra. Nem os milhares de quilómetros e os anos de residência fora de Portugal levam ao esmorecer do amor pelo Sport Lisboa e Benfica. Por isso, a pergunta impõe-se: haverá algo mais bonito que o Benfica campeão?
Talvez haja. Benfica bi-campeão, Benfica campeão europeu, etc. No que ao jogo diz respeito, os adeptos criaram um ambiente fabuloso e nem o falhanço da águia Vitória serviu para desmoralizar quem se encontrava no Estádio da Luz. É engraçado como os benfiquistas vivem o clube: eu estava em pulgas para o jogo com o Porto, estava aceleradíssimo, depois do encontro na Invicta tive uma semana difícil de dúvidas em relação ao que poderíamos encontrar na Luz, mas em todo o fim-de-semana fui "assaltado" por uma tranquilidade surpreendente, como se a vitória estivesse assegurada. Curioso, não é? De qualquer das formas o ambiente foi simplesmente à campeão, fumo, barulho, e aquilo que eu tanto queria ver: 65 mil cachecóis ao alto no hino Ser Benfiquista. Foi sem dúvida um dos momentos mais bonitos que vi no novo estádio.
O Benfica entrou em jogo com a corda toda, muito por culpa de César Peixoto, que regressou numa forma invejável para quem esteve tanto tempo afastado por lesão. Os ataques sucediam-se, a equipa parecia extremamente confiante (apesar do que Luisão e Jesus disseram no pós-jogo) e o golo apareceu com naturalidade pelo homem-golo Óscar "Tacuara" Cardozo, após insistência de Saviola, um dos jogadores mais perspicazes do campeonato. Com o primeiro golo e com um público vibrante, os jogadores do Rio Ave passaram um mau bocado, tendo o descontrolo emocional apoderado-se de Wires, que agrediu propositadamente e com maldade Ramires, acabando por lesiona-lo, sendo que foi expulso. E aqui não interessa se jogámos um terço da época contra dez, pois se um jogador agride, deve ser, obviamente, expulso. E quando esta crítica é feita por um indivíduo cuja equipa jogou maioritariamente com 14, aí saímos do campo da crítica ridícula e entramos no campo da palhaçada. Quem sabe se ele não tivesse "baixado as calças" quando foi ao Dragão, até poderia ter ganho isto.
No entanto, o resto da primeira parte foi tudo menos tranquilo. Apesar de o Rio Ave não ter criado uma ocasião digna de golo, o Benfica demonstrou grande nervosismo no último terço do relvado, falhando sempre o último passe, fruto da velocidade excessiva de jogo e da alguma impaciência. Por isso, o intervalo chegou com 1-0 no marcador, resultado merecido mas que deixava os benfiquistas ainda intranquilos.
O segundo tempo começou com excelentes notícias vindas da Madeira. Nesse momento estava precisamente a ouvir o relato na Renascença e eis que surge o tão esperado "Goooooooolo Nacionaaaaaal!". O estádio salta e festeja, a vitória no campeonato estava praticamente garantida. Os jogadores aperceberam-se naturalmente do sucedido, mas não diminuíram o ritmo do jogo, que já de si era fraco, diga-se. Mesmo assim deu tempo para Airton mostrar-se, ele que fez um jogo muito bom, mais um, enviando uma bola à barra da baliza de Carlos, sendo que na recarga Saviola acabou por introduzir a bola na baliza vila-condense, mas estava fora-de-jogo.
"Nós só queremos o Benfica campeão", "Ninguém pára o Benfica", "Campeões, campeões, nós somos campeões", cantava-se de tudo no estádio, e eis que num livre aparentemente inofensivo à entrada do meio-campo encarnado, a nossa equipa, já em festa, ficou a dormir na marcação do lance. Resultado? Mais um golo sofrido num lance de bola parada, mostrando que a marcação à zona é tudo menos eficaz, aliás, revelou-se um autêntico desastre ao longo da época. O Braga já tinha empatado e renascia a esperança na Madeira, enquanto que na Luz crescia a incerteza.
O Benfica reagiu a medo, como seria de esperar. Afinal de contas, para todos os efeitos, o resultado em Lisboa era favorável aos nossos interesses. O Benfica trocou a bola na zona mais recuada no terreno, e face à ausência de pressão dos vila-condenses, o tempo foi passando com o resultado que nos favorecia. Cardozo, esse, via Falcao ficar-lhe com a bola de prata. E eis que num pontapé de canto, após cabeceamento de Airton, a bola sobra para Cardozo que, ironia das ironias, marca de pé direito, o seu pé cego, valendo-lhe o título de melhor marcador e ao Benfica o título de campeão nacional de futebol.
Não havia dúvidas, o Benfica ia mesmo sagrar-se campeão. Cinco anos depois, o título estava por um fio. Quando Jorge Sousa apitou para o final do encontro, Rúben Amorim caiu de joelhos sobre o chão, festejando. Era eu que estava ali. Eram todos os outros que sentem o Benfica a 100%. Ele era o espelho fiel de um adepto. Por fim acabou, o Sport Lisboa e Benfica é campeão nacional de futebol.
Épico, brilhante, sublime. É um feito que tem tanto de inacreditável como de histórico e merecido. Estou sem palavras para descrever aquilo que vi hoje no Pavilhão Atlântico. Eu estive lá, orgulho-me disso. Guardo esta vitória na memória, guardo recordações deste jogo para toda a minha vida. Hoje, o Benfica escreveu a mais bela página da história do futsal português. O Sport Lisboa e Benfica venceu a UEFA Futsal Cup, sagrando-se assim na melhor equipa europeia.
No início desta partida perguntaram-me que percentagem de hipóteses tinha o Benfica de ganhar esta final. 20%, disse. Não era pessimismo nem tão pouco falta de conhecimento do valor da nossa equipa. Penso que quem sabe o real valor dos comandados de Jesus Candelas daria estas mesmas probabilidades. O Benfica não era, de perto nem de longe, o favorito. Afinal de contas, do outro lado, estava a melhor equipa europeia, com jogadores titulares nas selecções brasileira e espanhola, frente a um grupo de jogadores que nem formam uma equipa porque o treinador é fraquíssimo e incapaz, certo?
André Lima tem ouvido e suportado estoicamente todo o tipo de provocações e comentários menos próprios de todo o universo do futsal, mesmo vindos do Benfica. Estou farto de ouvir gente dizer que André Lima é fraco, que não tem pulso, que é mais jogador que treinador, que não tem conhecimentos, que não faz daquele grupo de jogadores uma equipa, enfim, todo um conjunto de barbaridades ditas por benfiquistas. No final do jogo, assim que o apito suou, o meu olhar foi directamente para André Lima e ver a sua reacção. Chorou, naturalmente, chorou pelo título que lhe escapou em 2004 na final frente ao Boomerang Interviu, chorou pelas críticas, chorou pelos golos que apontou, pelos que falhou, pelas finais ganhas enquanto jogador, chorou por ter sido o melhor e mais importante jogador da História do Futsal Português, chorou, num turbilhão de emoções, pela vitória na maior prova de clubes a nível europeu. Para quem não sabe, esta prova não é o equivalente à Liga Europa mais sim à Champions League no futebol. O jovem André Lima, jogador, treinador e pessoa exemplar, homem que deu mais que qualquer outro ao futsal benfiquista e português, consegue assim conquistar todos os troféus nacionais e ainda o mais importante troféu a nível europeu em apenas dois anos. Poderia ser melhor? O meu grande, grande obrigado a ti, André Lima. Os campeões são assim mesmo, "reagem como grandes e não choram como pequenos". Parabéns, mais que qualquer outro, este título é em primeiro lugar teu!
O ambiente no Pavilhão Atlântico foi simplesmente explosivo: mais de 9 400 adeptos, praticamente quatro vezes mais que a lotação do maior pavilhão encarnado, empurraram o Benfica para uma vitória histórica. O jogo começou com um Benfica desinibido e descomplexado, com trocas de bola seguras não só no nosso meio-campo mas também no dos espanhóis. No entanto, o Interviu acabou por marcar primeiro numa jogada em que se ficou a reclamar, com razão, falta. Marquinho dava vantagem a "Castela". A reacção encarnada não se fez esperar e, num livre estudado, Joel Queirós, a passe do mágico Ricardinho, fuzilou Luis Amado, considerado por todos como o melhor guarda-redes do mundo. Com a igualdade reestabelecida, o Benfica ganhou um claro ascendente sobre o seu adversário durante os cinco minutos seguintes mas não conseguiu materializar em golos tal supremacia, acabando o primeiro tempo encostado às cordas pelos espanhóis. O intervalo chegava com mais Benfica em termos de jogo jogado, mas com o empate a persistir no marcador.
O segundo tempo iniciou-se, praticamente, com o golo encarnado, fruto de um canto estudado (algo em que criticam tantas vezes esta equipa): Ricardinho marca o lance, César Paulo dá de calcanhar para Arnaldo que aparece e remata (com aqueles All-Stars cor-de-rosa) ao canto superior esquerdo da baliza do Interviu, sem hipóteses para o guarda-redes. Finalmente na liderança do jogo. Mas por pouco tempo. Numa jogada onde a defesa estava claramente descompensada, Bebé teve de sair da baliza para vir cobrir um avançado e Betão, o possante pivot da formação de Madrid, ficou com a baliza aberta para finalizar de calcanhar.
Face a este resultado, surpreendentemente, o Interviu não tomou as lides do jogo e acabou por ser mesmo o Benfica a faze-lo. No espaço de cinco minutos, Joel Queirós cria e inventa cerca de quatro oportunidades para facturar, mas não consegue. Arnaldo também tentou bisar, mas não deu. Só dava Benfica! Onde estava o Interviu todo-poderoso que tanto falaram? Jesus Candelas é assim tão bom? Por que é que foi necessário recorrer a tanto jogo directo para o pivot Betão para criar perigo quando têm super-estrelas como Schumacher, Borja, Marquinho, Gabriel, Daniel, Ortiz e Jordi Torras? E André Lima é assim tão mau? Davi é tão fraco quanto dizem, ele que secou Betão? Arnaldo está acabado? Joel é fraco? Ricardinho não tem a cabeça no Benfica? Pedro Costa está velho? Só deu Benfica, Benfica e mais Benfica.
Empate a dois golos no final dos 40 minutos regulamentares, seguiram-se o prolongamento, em duas partes de cinco minutos cada para decidir o vencedor. Nos primeiros cinco minutos o Benfica teve mais bola mas as melhores oportunidades foram mesmo as do Interviu, que pareceu fisicamente mais forte. No entanto, após excelente intercepção de Davi, este segue para a baliza espanhola e de pé esquerdo, o seu pior pé, remata forte e rasteiro junto ao poste, marcando o golo decisivo. 3-2, Benfica na frente, com o Pavilhão Atlântico ao rubro. Conseguiria o Benfica aguentar a pressão?
O público galvanizou-se e daí para a frente, mesmo não tendo bola praticamente durante a segunda parte, e apoiou a equipa de forma impecável. Cada corte era celebrado, cada boa acção defensiva era festejada. O Interviu apostou no 5x4 que André Lima tanto odeia e o Benfica teve de defender desta forma durante cinco minutos, cinco penosos minutos. No entanto, fe-lo com grande êxito: Pedro Costa, como elemento mais recuado do losango que defendeu o 5x4, teve papel preponderante e absolutamente fundamental, com três ou quatro cortes absolutamente fulcrais. Gonçalo também fez essa posição com bastante sucesso e impediu um passe para golo quase certo. Ricardinho mais sobre a esquerda e Arnaldo mais à direita foram de uma exactidão defensiva 100% eficaz, e claro, Joel, fantástico a saber aguardar e fechar os espaços. A vitória chegaria pouco depois com o apito final mesmo em cima de uma ocasião soberana de golo para o Interviu. Vitória incontestável do Benfica que faz história na modalidade. Quem percebe um pouco disto tem noção do incrível feito alcançado pelos nossos jogadores. A eles, ao corpo técnico e a quem chefia as modalidades e a quem as apoia, nelas acredita e as financia, o meu/nosso grande obrigado.
Parabéns aos campeões: Bebé, Zé Carlos, Carlos Paulo, Rúben Simões, Davi, Pedro Costa, Gonçalo Alves, Zé Maria, Pedrinho, Arnaldo, Ricardinho, Marinho, Anilton, César Paulo e Joel Queirós, sem esquecer a maravilhosa equipa técnica liderada por André Lima que conta com a preciosa ajuda de Nelito, Sónia Teixeira e Nélson Coelho. Viva o Benfica!
Adenda: Aqui fica o resumo do jogo e as declarações pós-encontro dos jogadores e equipa técnica do Benfica. Vejam e ouçam, porque há muito a reter nas palavras deles.
Completámos agora um ano de vídeos publicados com regularidade. Passado esse período de tempo, eis que o Benfica se encontra à beira de ser campeão, sim, campeão nacional. Por isso deixo-vos um fantástico vídeo do CsSLB5, também conhecido por coyote5 no fórum Ser Benfiquista. É impossível esquecer estas imagens do campeonato 2004/2005.
O nome do adversário nem merece sujar o título. Nem o título nem a crónica, daí que não será utilizado. O Benfica deslocou-se ao Algarve para defrontar um suposto rival 72 horas após um embate dificílimo quer em termos físicos quer no plano psicológico, na cidade de Marselha. Viagem de avião pelo meio, chegada ao Algarve, descomprimir, treinar, analisar o adversário, jogar e ganhar, com goleada e nota artística. Uma tareia monumental. Um banho de bola! Qual foi a melhor ocasião de golo para o... (pensavam que ia utilizar o nome da associação?!) CRAC? Um atraso do Fábio Coentrão? Não me façam rir. Fomos dominadores, escostamo-los às cordas, foi uma tourada. 3-0. Quanto? Eu repito: 3-0. Não perceberam? 3-0.
Tarde de festa? Não. Com claques como as do Porto é impossível haver festa do futebol. Saquearam, roubaram, vandalizaram muito do que lhes apareceu à frente. Nem foi preciso haver adeptos do Benfica para incendiar os ânimos, eles sozinhos conseguem armar confusão. Enquanto aquela corja não estiver atrás das grades, não haverá paz no futebol.
Não há paz mas à Benfica. Depois de uma eliminatória desgastante a nível físico e mental frente ao poderoso Marselha, o Benfica teve tarefa bem mais fácil no Algarve. E muito se deveu à forma dos três médios habitualmente suplentes no nosso clube: Airton, Amorim e Martins. Que jogo! O Porto foi também, diga-se, presa fácil. Não fosse esta Liga tabelada por baixo e o Porto nem estaria em 3º lugar. Mas relativamente à partida há que salientar o profissionalismo do onze titular do Benfica, que realizou uma exibição de encher o olho. 3 golos marcados ao rival do norte, algo que não acontecia desde uma tarde solarenga de Abril ou Maio de 1998, onde Greame Souness desafiou os jogadores da agremiação.
O Benfica actuou com um onze completamente diferente daquele que vinha sendo opção em qualquer competição: Aimar foi o segundo ponta-de-lança, auxiliando Kardec; Martins fez o lugar habitual do argentino, Airton rendeu Javi Garcia e Amorim, que há já um par de jogos anda a evidenciar uma qualidade no processo ofensivo que não lhe reconhecia, tomou o lugar de Ramires. Na defesa tudo normal, com Quim na baliza. O jogo começou em toada normal para uma final entre dois rivais, mas foi Rúben Amorim, com a preciosa ajuda de Nuno, que começou a pintar a festa da taça em tons de vermelho. Com um remate relativamente fraco até para o espaço que tinha, a meio da baliza, rasteiro, que 99% dos guarda-redes da Liga defenderiam, Amorim e o Benfica tiveram a sorte de do outro lado se encontrar o guarda-redes que não faz parte desses 99%: Nuno Espírito Santo (Ámen!). Soltou a franga, logo aos 10 minutos. Eu, que já fui muitas vezes ao Algarve, nunca assisti a um frango ser servido em 10 minutos.
O jogo seguiu o seu ritmo normal, sendo que "normal" para este Benfica é dominar. E assim aconteceu. O Benfica foi dominador (mas não esmagador), até porque o "esmagamento" coube por inteiro a Bruno Alves, um indivíduo sem qualquer preparação psicológica para jogar à bola, nem nas equipas de domingo de manhã. É aquilo que na gíria se chama de "animal". Não é possível impedirem-no de jogar à bola? Não há sumaríssimo? Por causa dos Brunos Alves desta vida perderam-se jogadores brilhantes como Mantorras, entre outros.
E assim foi, o Benfica construía jogo e o Porto destruía como sabia e como o árbitro deixava. Bruno Alves agride, mas quem leva os cartões são jogadores como o Maxi, que fez... o que fez ele? Ninguém sabe. Foi ridículo. Mais engraçado foi o lance que dá origem ao segundo golo do SLB: Meireles comete falta feia sobre Martins e ainda o pisa, no chão. Jorge Sousa, claro, não viu. O resto sabemos nós: Martins pega na bola e lá vai uma bomba bem colocada mas que não deixa o GR isento de culpas. O Benfica chegava ao intervalo com um confortável 2-0, que lhe assentava com perfeita justiça.
Na segunda parte, e apesar da vitória estar bem próxima, tive de baixar o som da televisão. Não suportei alguns comentários ridículos como "olés desnecessários" (pudera, os olés são para s jogadores do Porto, não para os do Benfica...), ou "Aimar é o jogador que mais corre no Benfica por causa do excelente trabalho de Fernando" (todos sabemos que quando há mérito de um jogador do Benfica em algo, isso se deve aos jogadores do Porto...), enfim. Sem grandes oportunidades para um lado e outro, o jogo foi ficando morto e o golpe de misericórdia chegou mesmo em excelente altura, o minuto 90. É assim que gosto de ganhar os jogos: com um golo no último minuto, mesmo que a vitória já esteja próxima. Deu para festejar o golo de outra maneira, como se tratasse ali do apito final.
Vitória justa e merecida de um Benfica que, mesmo jogando na quinta, se mostrou fisicamente muitíssimo mais forte que o rival. E claro, nestes jogos que o Porto perde, deu para ouvir o discurso da "treta" de Jesualdo e sus muchachos. "Um jogo equilibrado", "o Benfica só teve duas oportunidades de golo", "os golos surgiram no início e fim das partes" (esta é a minha favorita, parece que marcar aos 44 ou aos 90 já não vale). Esquecem-se eles de que as suas duas melhores ocasiões que tiveram foram protagonizadas por Coentrão e Kardec. Até tiveram piada, coitaditos...
E assim já vou deixar de ouvir a frase "este ano ainda não ganharam nada". Um já está, faltam dois. E no próximo sábado poderemos dar um passo de gigante em relação a um deles. Concentração, querer e profissionalismo podem decidir a época ainda este mês de Março, sim, esse temível mês com um ciclo de jogos infernal que neste momento contabiliza 3 vitórias em 4 jogos, sendo que o empate não teve consequências absolutamente nenhumas. Siga o bom futebol do SLB, isto dá prazer de ver. É a melhor equipa dos últimos 20 anos.
É nossa! Que jogo! 3-0 naqueles tristes... uma arbitragem que teve qualquer coisa de extraordinário, mas aquela preparação em Marselha serviu e muito. E pensar que jogámos na quinta-feira enquanto que os outros tiveram uma semana para preparar este jogo. Foi bonito ver a nossa equipa dar um banho de bola ao rival e conseguir apresentar-se fisicamente a anos-luz do adversário.
P.S. "Informação: o comboio com destino ao Porto parte dentro de momentos na linha... 3."
Uma vergonha. Uma vergonha! É inadmissível! O mínimo que o Benfica deveria fazer era impugnar e imobilizar os sucessivos campeonatos de futebol, ou pelo menos apresentar um relvado impraticável para o jogo da Selecção Nacional frente à Bósnia. Se a decisão não for rectificada, algo tem de ser feito. Somos a ponta (de vergonha) da Europa. E duvido que isto a que se chama Portugal seja menos corrupto que muito país africano.
Terminando esta espécie de périplo pelas modalidades, hoje falo daquela que mais alegrias deu aos benfiquistas: o futsal. Há três anos a esta parte tem sido assim: títulos, títulos e mais títulos. E mais uma vez não foi nada fácil.
Beto Aranha, treinador de créditos firmados na modalidade e que tinha substituído Adil Amarante a meio da época transacta, acabou por sair fruto de divergências com os jogadores. Diz-se que um grupo de elementos entre os quais se incluiam Arnaldo, Zé Maria, Pedro Costa e André Lima, discordando veementemente das escolhas do treinador, acabou por montar a equipa para o jogo decisivo da final. Verdade ou boato, acho difícil que se saiba...
Na nova época o clube reforçou-se com um ex-jogador, Pedrinho, regressado de Espanha, David, Anilton e, penso que também podemos considerar o regresso após prolongada lesão, de Rogério Vilela, como um reofrço, apesar de apresentar uma qualidade bem inferior à que o tornou famoso.
No entanto, e apesar de apresentar um fortíssimo plantel, o Benfica começou por perder a Supertaça para o eterno rival Sporting. Aliás, o início de campanha de André Lima como novo treinador foi marcado por alguma polémica, sendo que muita gente não acreditava nas capacidades do melhor jogador de sempre de futsal em Portugal, após uma sucessão de empates e derrotas que colocaram o Benfica num impensável 4º lugar. Mas como vem sendo apanágio das últimas épocas, o Benfica fez um final de campeonato brilhante, de trás para a frente, em que conseguiu 6 vitórias consecutivas, alcançando o primeiro lugar, tão importante para a decisão dos playoff.
Mas antes de irmos aos playoff, há que falar das outras duas competições em que o nosso clube esteve envolvido. Na Taça de Portugal, após eliminar o Sporting na 2ª eliminatória, o Benfica ficou com caminho livre para a final. Eliminou sucessivamente Fundão, Fundação, Mogadouro e Académica. Na final, frente ao Beleneneses, o Benfica venceu e convenceu, com um jogão de Zé Carlos, por 4-1.
Na UEFA Futsal Cup, disputada no Pavilhão da Luz, o Benfica encontrou fortes rivais, mas apenas um esteve à nossa altura, ou melhor, foram ligeiramente superiores até: o Interviú de Espanha, que acabou por nos eliminar na fase de grupos, numa competiçãpo onde brilhou o nosso Ricardinho.
Voltando, agora sim, aos playoff, o Benfica derrotou com relativa facilidade o Instituto nos quartos-de-final, para defrontar numas escaldantes meias-finais o rival Freixieiro, de Cardinal, o super-dragão, e companhia. Vitória muito suada em Matosinhos após grandes penalidades onde Zé Carlos voltou a brilhar e depois vitória pela margem mínima na Luz, onde os nossos jogadores tiveram de aliar a sua qualidade individual e colectiva a uma força mental enorme para suportar o anti-jogo do Freixo. A final estava garantida.
E eu estive lá! Primeiro jogo (à melhor de cinco) logo a seguir ao Benfica x FC Porto em juniores, e vitória por 6-2, numa exibição de gala dos nossos jogadores. Tudo bem encaminhado. Mas do primeiro para o segundo jogo tudo mudou. O Belenenses foi superior (apesar de ter tido ajuda da arbutragem) e venceu na Luz por 2-3, obrigando assim o Benfica a ganhar no infernal Acácio Rosa. Não foi à primeira (nova derrota por 3-2), foi à segunda num jogo de nervos, épico, histórico, um match point salvo com uma classe, categoria, inspiração e transmiparação: após estar a perder por 3-0 aos 6 minutos, André Lima pediu um desconto de tempo, reuniu as tropas, e, no resto do primeiro tempo, o Benfica voltou com uma atitude incrível, que permitiu empatar o jogo a 3. No segundo tempo, Ricardinho, senhor futsal, fez um goooooolão de livre que incendiou o Acácio Rosa e catapultou o Benfica para uma das maiores reviravoltas de sempe do Futsal Português. 3-6, resultado que parece ser feito para o Benfica, marcou essa tarde de futsal.
A final das finais: o bi-campeão Benfica defrontava o astuto e frio Belenenses do grande Alípio Matos, que não pôde contar com Jardel nem com Caio Japa em alguns jogos. Na Luz, o 5º e decisivo jogo foi de nervos. O Benfica terminou a primeira parte em vantagem por 2-0 mas cedeu 2 golos na segunda, acabando a final empatada, à semelhança do que sucedera no ano passado. Prolongamento. Aí, o Benfica, à semelhança do ano transacto, voltou a ser mais forte. Ricardinho, sempre ele, mas também Pedro Costa, foram fundamentais para esta vitória.
Tri-campeão. Nós só queremos o Benfica tri-campeão.
P.S. O prazo para inscrição na Liga Eterno Benfica (carregar no link) foi adiado em uma semana, expirando agora às 00:00 do dia 8 de Setembro. Quem já se inscreveu pode fazer alterações. Quem não se inscreveu, que se vá inscrever. Não custa nada.
Parabénsao Dream-Team do futsalportuguês. Estes jogadoresfizeramHistóriaaoconquistarem o primeirotri-campeonato do futsal "moderno" em Portugal. Comandospeloexperiente (oujulgamquechegou à modalidadeontem?!) André Lima, que, comoassumiu, estáainda em aprendizagemenquantotreinador, sãojustososvencedores. Primeirolugarnafase regular e primeirolugartambémnafase final. Maisquemerecido. O jogo 4 destes playoff ficará para semprenamemóriadaquelesjogadores. Exemplodegarra, querer e ambição, à Benfica. Elessão o Benfica.
Parabéns aos novos Campeões Nacionais de Iniciados em Futebol, os atletas do Sport Lisboa e Benfica. Vinte anos sem ganhar este título na formação é muito tempo e espelha bem a travessia no deserto que foi este período. Esperemos que daqui para a frente as coisas sejam diferentes.
Contra a História, contra o passado e contra o Soderling. Memorável vitória de Roger Federer no pó de tijolo de Roland Garros, o único torneio do Grand Slam que lhe faltava, igualando Rod Laver e Andre Agassi no GS de Carreira e alcançando Pete Sampras nos tão almejados 14 títulos do Grand Slam. História, meus amigos, fez-se História.
E que bom que era que o Benfica olhasse para este exemplo, Roger Federer. Depois das lágrimas da Austrália há 5 meses, volta hoje ao topo do Mundo.
E com chave de ouro. O Benfica tornou-se no novo campeão nacional de Basquetebol, ao vencer o quarto jogo da final, frente à Ovarense, por 63-71, no Dolce Vita Arena. Foi limpinho. Quatro jogos, quatro vitórias sobre os ex-tri-campeões nacionais. Depois de uma fase regular em que a equipa só conheceu o sabor da vitória, os comandados de Henrique Vieira (ex-jogador e veículo de mística da modalidade) asseguraram o campeonato após bater, nos quartos de final, o FC Porto por 3-1, nas meias finais, a Académica de Coimbra por 3-2 e agora na final a Ovarense por 4-0.
Parabéns ao nosso dream-team do basquete. Sem dúvida a melhor equipa desde os gloriosos tempos de Carlos Lisboa. Honra aos vencedores:
Fomos melhores. Fomos mais fortes. Fomos mais equipa. Fomos mais corajosos. Fomos Benfica. Somos campeões.
Os parabéns a todos os jogadores, equipa técnica e adeptos que se deslocaram religiosamente ao Pavilhão para ver tamanha vitória de uma grande equipa. Pela primeira vez em mais de dez anos, há um bi-campeão de futsal. Somos nós.
Depois de Nélson Évora, foi a vez de mais um atleta do Benfica se sagrar campeão do Mundo na sua especialidade. Vanessa Fernandes, insuperável, sagrou-se campeã do Mundo de Triatlo, na Alemanha, um grande prenúncio para os Jogos Olímpicos de Pequim, onde planeia conquistar o único título que, aos 21 anos, ainda não consta do seu palmarés.