Axel Witsel já foi e é tempo de encontrar soluções dentro do próprio Benfica. O mercado está fechado até Janeiro e só podemos contar com os jogadores que temos actualmente. Mas não me peçam para embarcar no velho cliché de "só faz falta quem cá está". Uma frase feita que pouco ou nada diz, na realidade. Quando o Benfica precisar de equilibrar o jogo, de ter bola, de ocupar bem o espaço defensivamente, ainda nos vamos lembrar da falta de Witsel fazia. E quem diz Witsel diz Javi.
Dentro dos quadros do Benfica, os únicos jogadores que, além de Matic, me parecem ter condições para assumir as vagas deixadas em aberto pelo espanhol e pelo belga são, respectivamente, Airton e Amorim. Ainda que salvaguardadas as devidas diferenças de qualidade existentes entre os dois que saíram e os dois que estão fora, Airton e Amorim seriam, caso estivessem no plantel do Benfica, os dois titulares do meio-campo. Mas não estão. O primeiro porque, supostamente, fazia parte do gangue do chopinho, grupo formado por alguns brasileiros do Benfica (Airton, Sidnei, Menezes, Weldon e Kardec) que gostavam da bebida, e o segundo porque perdeu a paciência com Jorge Jesus, um estado que quase todos os benfiquistas já alcançaram também.
Por isso, e olhando para o plantel principal (e para o "B"), quem pode assumir a titularidade? Matic é um jogador de características completamente diferentes das de Javi e Witsel, mas que pode e deve ser titular. Tem presença física e um toque de bola bem interessante, ficando a perder do ponto de vista táctico quando comparado com os dois que saíram. Ofensivamente, a entrada de Matic para o onze não deverá constituir um problema para Jorge Jesus, mas já no aspecto defensivo, temo que não se possa dizer o mesmo, até porque o sérvio não é nem nunca foi médio defensivo. Quem não tem cão caça com gato, assim será. Para fazer companhia a Matic, que soluções pode Jesus encontrar na equipa principal? A meu ver, há dois, apenas dois. Carlos Martins, por um lado, pode dar algumas soluções interessantes ao meio-campo do ponto de vista ofensivo, como a meia-distância. Enzo Pérez, por outro, pode desempenhar um lugar que não lhe será assim tão estranho visto ter actuado numa posição semelhante nos Estudiantes. Mas nenhum dos dois confere a segurança e a qualidade de Witsel.
E na equipa B? Jesus referiu André Gomes como uma solução possível para o lugar mais recuado do meio-campo, o que me leva a crer que o treinador do Benfica ainda não assistiu a um único encontro dos B's. Miguel Rosa, para a posição de Witsel, apesar de também pisar terrenos mais avançados, e Leandro Pimenta, para o lugar de Javi, jogador acostumado a um futebol muito diferente do do espanhol mas ainda assim capaz de se tornar num jogador referência na Luz, são as duas melhores soluções que encontro na equipa treinada por Norton de Matos.
Há soluções para render Witsel? Sim, há. Mas nenhuma tem a qualidade do belga, nem sequer lhe chegam aos calcanhares. Até Janeiro será com isto com que o Benfica vai ter de viver dia-a-dia. Com a reabertura do mercado, parece óbvio que se torna prioritário contratar um médio centro de qualidade indiscutível. Mas também já era óbvio que o Benfica precisava de um lateral esquerdo no verão. Como se vê, no nosso clube, o óbvio é um lugar estranho.
Dentro dos quadros do Benfica, os únicos jogadores que, além de Matic, me parecem ter condições para assumir as vagas deixadas em aberto pelo espanhol e pelo belga são, respectivamente, Airton e Amorim. Ainda que salvaguardadas as devidas diferenças de qualidade existentes entre os dois que saíram e os dois que estão fora, Airton e Amorim seriam, caso estivessem no plantel do Benfica, os dois titulares do meio-campo. Mas não estão. O primeiro porque, supostamente, fazia parte do gangue do chopinho, grupo formado por alguns brasileiros do Benfica (Airton, Sidnei, Menezes, Weldon e Kardec) que gostavam da bebida, e o segundo porque perdeu a paciência com Jorge Jesus, um estado que quase todos os benfiquistas já alcançaram também.
Por isso, e olhando para o plantel principal (e para o "B"), quem pode assumir a titularidade? Matic é um jogador de características completamente diferentes das de Javi e Witsel, mas que pode e deve ser titular. Tem presença física e um toque de bola bem interessante, ficando a perder do ponto de vista táctico quando comparado com os dois que saíram. Ofensivamente, a entrada de Matic para o onze não deverá constituir um problema para Jorge Jesus, mas já no aspecto defensivo, temo que não se possa dizer o mesmo, até porque o sérvio não é nem nunca foi médio defensivo. Quem não tem cão caça com gato, assim será. Para fazer companhia a Matic, que soluções pode Jesus encontrar na equipa principal? A meu ver, há dois, apenas dois. Carlos Martins, por um lado, pode dar algumas soluções interessantes ao meio-campo do ponto de vista ofensivo, como a meia-distância. Enzo Pérez, por outro, pode desempenhar um lugar que não lhe será assim tão estranho visto ter actuado numa posição semelhante nos Estudiantes. Mas nenhum dos dois confere a segurança e a qualidade de Witsel.
E na equipa B? Jesus referiu André Gomes como uma solução possível para o lugar mais recuado do meio-campo, o que me leva a crer que o treinador do Benfica ainda não assistiu a um único encontro dos B's. Miguel Rosa, para a posição de Witsel, apesar de também pisar terrenos mais avançados, e Leandro Pimenta, para o lugar de Javi, jogador acostumado a um futebol muito diferente do do espanhol mas ainda assim capaz de se tornar num jogador referência na Luz, são as duas melhores soluções que encontro na equipa treinada por Norton de Matos.
Há soluções para render Witsel? Sim, há. Mas nenhuma tem a qualidade do belga, nem sequer lhe chegam aos calcanhares. Até Janeiro será com isto com que o Benfica vai ter de viver dia-a-dia. Com a reabertura do mercado, parece óbvio que se torna prioritário contratar um médio centro de qualidade indiscutível. Mas também já era óbvio que o Benfica precisava de um lateral esquerdo no verão. Como se vê, no nosso clube, o óbvio é um lugar estranho.







