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terça-feira, 11 de setembro de 2012

Soluções para o meio-campo

Axel Witsel já foi e é tempo de encontrar soluções dentro do próprio Benfica. O mercado está fechado até Janeiro e só podemos contar com os jogadores que temos actualmente. Mas não me peçam para embarcar no velho cliché de "só faz falta quem cá está". Uma frase feita que pouco ou nada diz, na realidade. Quando o Benfica precisar de equilibrar o jogo, de ter bola, de ocupar bem o espaço defensivamente, ainda nos vamos lembrar da falta de Witsel fazia. E quem diz Witsel diz Javi.

Dentro dos quadros do Benfica, os únicos jogadores que, além de Matic, me parecem ter condições para assumir as vagas deixadas em aberto pelo espanhol e pelo belga são, respectivamente, Airton e Amorim. Ainda que salvaguardadas as devidas diferenças de qualidade existentes entre os dois que saíram e os dois que estão fora, Airton e Amorim seriam, caso estivessem no plantel do Benfica, os dois titulares do meio-campo. Mas não estão. O primeiro porque, supostamente, fazia parte do gangue do chopinho, grupo formado por alguns brasileiros do Benfica (Airton, Sidnei, Menezes, Weldon e Kardec) que gostavam da bebida, e o segundo porque perdeu a paciência com Jorge Jesus, um estado que quase todos os benfiquistas já alcançaram também.

Por isso, e olhando para o plantel principal (e para o "B"), quem pode assumir a titularidade? Matic é um jogador de características completamente diferentes das de Javi e Witsel, mas que pode e deve ser titular. Tem presença física e um toque de bola bem interessante, ficando a perder do ponto de vista táctico quando comparado com os dois que saíram. Ofensivamente, a entrada de Matic para o onze não deverá constituir um problema para Jorge Jesus, mas já no aspecto defensivo, temo que não se possa dizer o mesmo, até porque o sérvio não é nem nunca foi médio defensivo. Quem não tem cão caça com gato, assim será. Para fazer companhia a Matic, que soluções pode Jesus encontrar na equipa principal? A meu ver, há dois, apenas dois. Carlos Martins, por um lado, pode dar algumas soluções interessantes ao meio-campo do ponto de vista ofensivo, como a meia-distância. Enzo Pérez, por outro, pode desempenhar um lugar que não lhe será assim tão estranho visto ter actuado numa posição semelhante nos Estudiantes. Mas nenhum dos dois confere a segurança e a qualidade de Witsel.

E na equipa B? Jesus referiu André Gomes como uma solução possível para o lugar mais recuado do meio-campo, o que me leva a crer que o treinador do Benfica ainda não assistiu a um único encontro dos B's. Miguel Rosa, para a posição de Witsel, apesar de também pisar terrenos mais avançados, e Leandro Pimenta, para o lugar de Javi, jogador acostumado a um futebol muito diferente do do espanhol mas ainda assim capaz de se tornar num jogador referência na Luz, são as duas melhores soluções que encontro na equipa treinada por Norton de Matos.

Há soluções para render Witsel? Sim, há. Mas nenhuma tem a qualidade do belga, nem sequer lhe chegam aos calcanhares. Até Janeiro será com isto com que o Benfica vai ter de viver dia-a-dia. Com a reabertura do mercado, parece óbvio que se torna prioritário contratar um médio centro de qualidade indiscutível. Mas também já era óbvio que o Benfica precisava de um lateral esquerdo no verão. Como se vê, no nosso clube, o óbvio é um lugar estranho.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

Hora H

Numa altura em que as alternativas para Javi e Witsel não inspiravam grande confiança, eis que os próprios abandonam o clube. Façam um exercício simples: Indaguem sobre as razões para as alternativas aos dois ex-jogadores não receberem grande crédito pela maior parte dos adeptos e próprios responsáveis técnicos. Serão os jogadores que não têm qualidade? Ou será o modelo quase suicida de Jorge Jesus que não potencia da melhor maneira todos os jogadores que possam substituir Javi e Witsel por não terem características semelhantes? Matic muito dificilmente poderá oferecer as mesmas coisas que Javi. São jogadores diferentes. Javi tem um raio de ação superior ao do sérvio, mas isso só é problema num modelo de jogo como o que o Benfica apresenta. O sérvio pode não tomar as melhores decisões a nível posicional, quando a equipa não se encontra com a bola, mas é preciso ver que o modelo de jogo do Benfica oferece inúmeras situações de igualdade/superioridade numérica ao adversário, sobre o meio campo. Com o número de jogadores que o Benfica coloca à frente da linha da bola, é quase impossível não permitir que isso aconteça. A culpa não é de Javi, não é de Matic, nem de outro jogador qualquer que apareça a jogar na mesma posição. É de Jesus. Cabe ao próprio perceber isso e alterar o modelo de jogo para que o Benfica deixe de ser apanhado tantas vezes em situações delicadas. Alguém já tentou trocar Mateus, Candeias, Rondón, por Iniesta, Xavi e Messi e imaginar o resultado? Bem, é melhor não o fazer.

Dentro do clube, existem boas soluções para substituir os jogadores que saíram. A curto prazo, muito dificilmente oferecerão o rendimento individual que os dois ex-jogadores asseguravam (principalmente Witsel), mas talvez seja esta a hora de alguns jogadores mostrarem que podem ser opções num clube como o Benfica. Em relação a Jav, Matic, como já foi referido no primeiro parágrafo deste post, tem qualidade para ganhar o lugar no 11 benfiquista. O sérvio é bom tecnicamente, tem uma boa passada, oferece um leque interessante de argumentos a nível ofensivo (passe vertical à cabeça), mas ainda não toma as melhores decisões a nível posicional. Por vezes, cai no engodo da bola e sai da sua posição para o corredor lateral, acabando por desequilibrar (ainda mais) o corredor central. Existe, também, na equipa B, um jogador com características muito interessantes. Tem sido um caso de má gestão e má formação (mais um ) no Benfica. Fala-se de Cafu, melhor marcador da equipa de juniores do Benfica, na época de 2011/2012. Sim, o leitor leu bem, melhor marcador da antiga equipa de juniores. A explicação para isto é simples: Ao Benfica faltava um jogador para a frente do ataque, dado que as opções para ocuparem a posição tinham pouca qualidade, e Cafú, devido à sua capacidade física, diferenciava-se dos outros e oferecia golos, coisas que nos escalões de formação, infelizmente, ainda conta muito. Cafú, no entanto, é muito mais que um calmeirão qualquer com uma estatura elevada. Cafú é inteligente, ocupa muito bem o espaço, é bom tecnicamente, tem um raio de acção elevado, e tem o bónus de ser forte fisicamente, que lhe oferece um argumento com algum peso nos duelos individuais. Pelas características que detém, é o jogador mais parecido com Javi que o Benfica tem ligado aos quadros. No que diz respeito ao lugar que Witsel ocupava... Bem, o caso também é complexo.  Quer dizer, é simples, mas para Jorge Jesus parece ser complexo. Miguel Rosa. Miguel Rosa é um jogador muito completo. É rápido, vertical, inteligente, boa capacidade técnica, relativamente imprevisível, reage muito bem à perda de bola... É, provavelmente, o jogador mais talhado para ocupar a posição de Witsel, por ser um jogador equilibrado. Com os sucessivos empréstimos a clubes do segundo escalão, Miguel Rosa desenvolveu em si alguma ânsia excessiva em chegar à frente no terreno, que me parece perfeitamente corrigível se for introduzido num contexto diferente. As coisas podiam ser feitas de forma diferente, no entanto, e juntar o útil ao agradável. Miguel Rosa e Aimar, com um terceiro elemento no meio campo, provavelmente Matic. Aimar não é um jogador acabado. Não é um jogador para jogar 30' num jogo. Aimar é o melhor jogador em Portugal. Aimar é genial. Mas é mais um jogador que não beneficia do modo como o Benfica joga. Aimar é um jogador forte em organização defensiva. Sabe os espaços que deve ocupar, interpreta perfeitamente o jogo, mas é impossível pedir a um jogador como Aimar para, em transição defensiva, conseguir recuperar e ficar de frente para o jogo. E, com isto, perde-se um meio campo mais equilibrado e, consequentemente, a impossibilidade de ver o Benfica com um controlo maior sobre o jogo.

Resumindo, tudo está dependente da alteração da forma de Jesus interpretar o jogo. A alteração do modelo de jogo oferecia um leque inimaginável de soluções para o colectivo. Desde a possibilidade de integrar alguns jogadores com qualidade, oferecendo-lhes um contexto mais apropriado à sua entrada na equipa e às suas características à garantia de um controlo maior sobre o jogo, que não acontece por desequilíbrio notório no meio campo. Infelizmente, tudo isto não passa de um cenário pouco provável.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Acabou antes de começar

Não tenho palavras. Não há muito mais a dizer. Resta olhar para a delapidação patrimonial que está a ser feita e bater palminhas à gestão do Sport Lisboa e Benfica. O rei vai nu e o miúdo que aponta para a nudez do monarca, em vez de provocar a galhofa dos populares, leva uma chapada dos mesmos. E apesar de só ter 4 anos, o miúdo é acusado de ser um mau benfiquista. Atirem-no para a fogueira dos judeus.

O Benfica deu mais uma valente machadada nas suas aspirações em relação ao título. À venda de Javi juntou-se a venda de Witsel, perdendo o Benfica desta forma os dois jogadores que eu sempre considerei os mais importantes no plantel. Na antevisão da temporada, disse que um meio-campo defensivo com Javi Garcia, Axel Witsel e Nemanja Matic era insuficiente, faltava um jogador. Esse atleta em falta seria, naturalmente, Rúben Amorim. Airton seria outra opção. Nenhum deles retornou e mais ninguém foi contratado. O Benfica iniciava a época com os mesmos jogadores com que tinha terminado a anterior. Três atletas, duas posições. Javi foi vendido bem abaixo da cláusula na sexta-feira passada, Witsel seguiu-lhe as pisadas, pela cláusula, esta segunda. Em dois dias úteis, o Artur Jorge da Reboleira e o Vale e Azevedo das Furnas destruíram um bom plantel. "O que poderiam ter feito, pobrezinhos, são uns mártires, o Javi foi vendido no último dia e o Witsel pela cláusula, o que poderiam ter feito?" - perguntarão os mais desatentos. Simples. Não vender jogadores abaixo do valor da cláusula e precaver, acautelar as possíveis saídas pela cláusula contratando um jogador capaz de os substituir (algo que até poderia e deveria ter sido feito, havia espaço no plantel para mais um). Não se fez uma coisa nem outra. A gestão desportiva neste clube não é má nem péssima, é simplesmente inexistente. Se o Benfica foi obrigado a vender foi porque está financeiramente na lama. E se está financeiramente na lama é porque as pessoas que o dirigem o arrastaram para lá. Má gestão desportiva, má gestão financeira, poucos títulos, muitas dívidas. Há 10 anos que esta corja anda por lá e por lá vai continuar até quiser.

Depois ainda escrevem a pedir para que não fale mal de Vieira. Como - pergunto - como querem que não o faça quando este indivíduo está a minar o clube e a matar-nos aos bocadinhos? É hora de acordar. É hora de agir. É hora de os benfiquistas abrirem os olhos para o que se passa no clube. Há demasiada gente que gosta efectivamente do Benfica e que continua calada, impávida e serena a observar este triste espectáculo. Os actuais dirigentes do Benfica transformaram um clube de futebol numa máquina empresarial. Não é isto que eu quero para o Benfica. Não quero um Benfica perdedor, fraco e endividado. Está na altura de grandes benfiquistas se chegarem à frente. Saiam do conforto. Vão à luta. Hoje, mais que nunca, há milhares, milhões de benfiquistas furiosos com a gestão encarnada. Vejam nos blogs, nos fóruns, nos sites, nas redes sociais, a opinião popular está lá. No estádio ouvem-se cânticos de descontentamento. As paredes em volta da Luz gritam a sua revolta. Está na hora de mudar. É preciso aparecer gente credível e capaz que se candidate contra os actuais ditadores do Benfica. E é fundamental que muitos dos benfiquistas com influência na sociedade e que têm voz activa nos assuntos do clube, seja nos programas de televisão seja na internet, deixem de fingir que está tudo bem, ponham o dedo na ferida e tenham a coragem que vos tem faltado nos últimos anos. Façam-no pelo Benfica. Estou farto disto, estamos fartos disto. Já chega.

sábado, 1 de setembro de 2012

Te amo, te amo, Benfica!*

Eu também te amo, Benfica, mas tu não queres nada de mim. Nem de mim nem dos outros sócios. Esqueceste o teu passado, andas alheado do presente e não sabes o que queres para o futuro. Cuspiste nas pessoas que te ergueram, desprezaste quem te deu valor e hoje levantas-te sobre os ombros de gente de índole e carácter duvidoso. Amo-te Benfica. Pena que não gostes tanto de ti como eu gosto.

A saída de Javi Garcia foi apenas mais um triste episódio que só prova a "incompetência" de quem dirige o Benfica. Se o Benfica estava obrigado a vender devido à falta de liquidez, por que motivo esperou pelo dia 31 de Agosto para o fazer, a preço de saldo, inviabilizando a contratação de um substituto? Ainda por cima, ao preço a que foi vendido, questiono-me porque é que o Benfica não vendeu jogadores excedentários como Gaitán e todos os outros que se encontram a treinar à parte ou emprestados por "n" clubes sem possibilidade de retorno à Luz, perfazendo assim os ditos 20 milhões de euros? E porque motivo se contratou um extremo que não faz parte das contas de Jesus, engrossando a larguíssima lista de jogadores para essa posição? Ou um avançado em final de contrato por 4,5 milhões de euros, cláusula de rescisão do mesmo, mais a cedência a título de empréstimo de um jogador que custou 1 milhão há uns meses, quando se tinha uma jovem promessa portuguesa que foi emprestada para a Coruña? Só nestes disparates, o Benfica estoirou, sem necessidade, 14,5 milhões de euros. Com mais 5,5 milhões que poderiam ter sido feitos com os encalhados Júlio César, Sidnei, Shaffer ou Urreta, não haveria necessidade de vender Javi. B-A = BA.

Como se vê, a saída de Javi não era uma necessidade imperial. Havia outras formas de resolver o problema. Gestores sérios e competentes não teriam de "cobrar" esta dívida ao Benfica, pelo menos desta forma. Dirigentes competentes não aceitariam que as coisas se resolvessem deste modo. Mas a propósito não sei de quê, continua a existir uma crença cega nas pessoas que, em dez anos, quadruplicaram o passivo de Vale e Azevedo. A essas pessoas só desejo que confiem as suas poupanças a Domingos Soares de Oliveira, Luís Filipe Vieira e demais incompetentes. Pode ser que, acabando na penúria, se apercebam do que está a acontecer no Benfica. Ou nem isso, que eu vi aquelas carpideiras na televisão norte-coreana a chorar a morte do Querido Líder. Ou sei que no funeral de Salazar houve milhares de pessoas nas ruas a acompanhar o percurso da viatura que levava o corpo do ditador. Somos assim. Às vezes, mesmo na miséria física, financeira e intelectual, continuamos a apoiar que nos tornou fracos, pobres e burros, em nome de uma ridícula e absurda estabilidade medíocre, por aconchego, por conforto, por falta de vontade em mudar, por inépcia.

Como se não bastasse a saída de um dos pilares do onze titular, a meu ver, a par de Witsel, o jogador mais importante e cuja a venda constituiria o maior rombo nas aspirações do Benfica para 2012/2013, o nosso clube não antecipou o futuro e, apanhado com as calças na mão, não contratou nenhum jogador para substituir o ex-camisola 6. A isto chama-se "planeamento zero". Se o Benfica já sabia que teria de vender alguém até 31 de Agosto, por que motivo não acautelou a possível/provável saída de Javi (ou Witsel) tendo na manga um nome para substituir o espanhol? Costuma-se dizer que quem não tem cão, caça com gato. O problema é que para a posição de trinco, não há cão nem gato. Matic não tem as mesmas características de Javi, estando a anos-luz de assegurar a mesma qualidade defensiva do murciano. Witsel não é trinco puro. Amorim, que poderia ser a solução para este problema, está a reforçar um rival ao título por incompatibilidades com Jesus. Se no ano passado retiraram o tapete a Jesus em Janeiro, com a sua patética conivência, desta vez nem esperaram por Setembro. Obrigado a todos.

Assim vai o Benfica. Inicia a época sem defesa esquerdo, com uma adaptação em curso e um jogador que não conta para Jesus, sem substituto no plantel principal para Maxi, e sem trinco. Isto é mais que meio caminho andado para oferecer o tricampeonato ao Porto, que manteve Moutinho e Hulk, fazendo de Vítor Pereira bicampeão. Só em Portugal. Meus caros, isto não é incompetência. Resta saber se é negligência ou temos gente mal intencionada a decidir, autênticos Porcos de Tróia a dirigir o clube.

Os sócios já não são sócios. São meros clientes. Disse-o há uns dias e confirmou-se. Na semana passada recebi o telefonema de uma simpática jovem que trabalha para o clube a tentar vender-me pedras da calçada, vulgo Praça dos Heróis (outra aberração que será falada brevemente). Um Benfica voltado para os sócios dar-lhes-ia campeonatos. Um Benfica voltado para os clientes tenta vender-lhes os calhaus à volta do Estádio ao preço de 62,90€ o mais barato.

O que interessa às pessoas que dirigem o Benfica é que os sócios, perdão, clientes, estejam interessados em questões secundárias como comprar pedras, jogar futvólei na Praça Centenarium, ir a sessões de autógrafos nos Restauradores, marcar restaurantes pelo site oficial, etc. Questões fulcrais como a conquista de campeonatos são vistas como fait-divers. Porque se os sócios vissem o que está prestes a acontecer em termos de contabilidade de títulos nacionais, talvez se apercebessem de que o Benfica está a um passo de deixar de ser, mesmos em termos históricos, o maior clube de Portugal.

*Frase de Javi Garcia na comemoração do título de campeão nacional 2009/2010.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Bravo bravíssimo


Sport Lisboa e Benfica SAD

COMUNICADO

A Sport Lisboa e Benfica – Futebol, SAD, em cumprimento do disposto no artigo 248º do Código dos Valores Mobiliários, informa que chegou a acordo com o Manchester City Football Club, da Premier League, para a alienação a título definitivo dos direitos económicos e desportivos do atleta Francisco Javier Garcia Fernandez (Javi Garcia), pelo montante de € 20.000.000,00 (vinte milhões de euros) mais umas cláusulas obscuras que nunca chegarão ao conhecimento dos sócios ou que nunca se concretizarão por serem irreais e impossíveis.

Informa ainda a Sport Lisboa e Benfica – Futebol, SAD que chegou a acordo com o Atlético de Madrid para a cedência do atleta Manuel Agudo Duran (Nolito) a título de empréstimo, não recebendo em troca o atleta Sílvio Manuel de Azevedo ferreira Sá Pereira (Sílvio) nos mesmos termos, o que constitui mais uma enrabadela histórica dos colchoneros ao nosso clube. Só custa à primeira, esta já foi a quarta.

O Conselho de Administração informa também, que pretende que os sócios e adeptos do Sport Lisboa e Benfica vão para a real puta que os pariu, que nós pomos e dispomos como bem entendemos dos activos do clube. Títulos? Achamos que a média de um campeonato a cada cinco anos é uma média aceitável. Afinal, haverão sempre uns quantos otários a baterem palminhas à nossa seguríssima gestão financeira e patrimonial.

O Conselho de Administração
31 de Agosto de 2012

BECAUSE FUCK YOU, THAT'S WHY!

Desde o Verão de 2011 sem lateral esquerdo. Maxi nunca teve um suplente. Javi idem. Alternativa a Aimar, nem vê-la.

O que faz o Benfica durante mais um defeso? Concentra esforços para contratar extremos e avançados, posições onde já existiam soluções bastante válidas.

O Benfica vê sair, no último dia de mercado, Javi García. Um dos jogadores mais influentes do plantel sai por um valor próximo da cláusula de rescisão (ou mesmo pelo valor da cláusula).

Qual a prioridade da direcção do Benfica? Contratar mais um avançado. E por mais de quatro milhões, depois de ter despachado uma mão cheia deles e de perder o único trinco do plantel.

LOGIC? FUCK LOGIC!

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Entrentanto, parece que o FC Porto manteve Hulk e Moutinho nas suas fileiras. Mais um título entregue de bandeja aos corruptos. Incrível.

domingo, 27 de maio de 2012

Preparar 2012/2013 - Médios defensivos

Começámos com quatro, acabámos com três. O Benfica perdeu pelo caminho Rúben Amorim para o Braga, numa das decisões mais polémicas do mercado de Janeiro dos últimos anos. No centro do terreno, em termos de tarefas mais defensivas, não nos podemos queixar da falta de qualidade dos jogadores, mas a ausência de profundidade pode ter comprometido algumas conquistas. Analisemos então quem terminou a época connosco.

Javi Garcia - o médio espanhol parece ter lugar cativo e percebe-se porquê. Fisicamente possante, é o patrão do meio-campo encarnado, um jogador com mística à Benfica. No entanto, esta não foi uma época fácil para o internacional espanhol. Em alguns jogos sentiu dificuldades em segurar as investidas dos adversários, mas mais por culpa da ausência de apoio dos colegas, fruto do esquema desproporcionalmente ofensivo de Jesus, do que por má forma física, deficiente interpretação das jogadas ou incapacidade técnico-táctica. Merecia melhor sorte e melhor treinador para poder mostrar toda a sua valia.

Nemanja Matic - O médio que não é carne nem é peixe. Matic é um falso 6, um falso 8 e um falso 10. O que é Matic? Ninguém sabe ao certo. Tem o físico e a força de um trinco puro clássico, mas os seus pés são muito mais semelhantes aos de um 8. Não é particularmente rápido, não é especialmente inteligente e abusa do físico em termos defensivos, provocando inúmeras faltas desnecessárias. Não gosto de Matic. Acho que seria irresponsável confiar-lhe a titularidade e esperar resultados positivos. Poderá estar preparado para assumir a titularidade do Benfica num futuro próximo? Talvez. Mas para isso precisa de rodar. A meu ver, não tem lugar no plantel até porque temos um jogador melhor que Matic a cumprir empréstimo.

Axel Witsel - O craque. A par de Aimar, é o melhor jogador do plantel. É a prova de que no futebol moderno, a velocidade está muito longe de ser tudo. Sabe defender, sabe posicionar-se, sabe ter a bola no pé, é bom no jogo aéreo, joga e faz jogar. Não há muito a dizer sobre Witsel. Seria uma enorme perda caso fosse vendido. Vamos esperar que tal não aconteça.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Javi Garcia é para ficar por muito tempo

Nem começou bem esta temporada, Javi Garcia. As suas exibições até ao momento, não atingiram o patamar de qualidade que estamos já habituados, mas estamos a falar de um jogador que é uma peça nuclear no sistema montado por Jorge Jesus. Javi é um trinco, que se revela principalmente pela sua estampa física e pela muita boa capacidade em preencher os espaços nos momentos em que a equipa não possui a posse de bola, estando assim dessa forma, quase sempre, um passo à frente dos adversários. Com bola é um jogador competente, embora por vezes a bola queime nos seus pés quando é pressionado, mas não é de todo um tosco a nível técnico. Quando penso em Javi, vejo nele um jogador com um perfil para poder ser num futuro próximo, capitão do Sport Lisboa e Benfica, assim fique no clube o tempo necessário para tal - dentro de campo Javi é um líder por excelência e fora dele um modelo de profissionalismo. 

A entrar para a terceira época, Javi conquistou o seu espaço pelo seu trabalho e é difícil imaginar o Benfica sem ele, embora obviamente ninguém seja insubstituível. Para além das suas habituais competências defensivas, é um jogador que por vezes marca golos importantes, lembro-me que em Portugal já marcou a Porto e Sporting, mas não só. É certo que quando chegou do Real Madrid existiam algumas dúvidas sobre o seu valor, mas três anos volvidos, é reconhecido ao espanhol competência para a função que ocupa em campo. Precisa e falando do actual momento, subir de forma, mas sabemos o que ele pode oferecer à equipa. Pessoalmente acho-o o melhor trinco do campeonato e um jogador certamente apetecível para outros mercados, mas espero que ele possa continuar no Benfica, onde é valorizado, onde lhe é oferecido competição ao mais alto nível, mas sabemos como estas coisas são muito voláteis.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

A importância de Javi Garcia

 

Javi chegou rotulado como mais uma contratação dispendiosa e arriscada, alguém que ainda não se tinha imposto totalmente no futebol profissional e pairavam muitas sombras sobre a sua real qualidade, pese embora estivesse longe de ser um jogador desconhecido e sem cartel no seu país de origem, pois foi sempre internacional pelas camadas jovens de Espanha, e tinha boa reputação entre a La Liga. Tinha estado inserido num meio galáctico, num clube que priveligia as estrelas de outros clubes, e não tanto às suas, um clube que não valoriza a sua formação e que olha com desconfiança para os bons valores que saiem da sua cantera (deja vu), e dessa forma as chances para poder mostrar o seu valor em San Martín foram escassas e quando ainda assim aconteceram foi em algumas ocasiões deslocado para uma posição mais recuada no terreno, jogando a defesa central. Tornava-se assim difícl comprovar o seu potencial e saltava à vista que teria que rumar a outras paragens para poder crescer e evoluír - mostrar o seu valor.

Em boa hora Jesus viu nele a solução ideal para médio defensivo, e em boa hora Javi aceitou o convite do Benfica para tornar-se no novo camisola 6, sendo sucessor de dorsal de um seu compatriotra de nome Reyes. O terceiro anel ansiava por ver o reforço vindo do Real Madrid para poder avaliar afinal de contas de que material era feito este espanhol. Pois bem desde o primeiro jogo viu-se que ali estava um jogador diferente, um jogador que aliava a sua imponência física com uma inteligência na ocupação de espaços seja quando a equipa atacava, seja quando a equipa defendia. Como se isso não fosse suficiente os benfiquistas rapidamente começaram a aperceber-se também da raça que este jogador colocava em cada lance, da forma como incentivava os colegas, vibrava com os golos, sentia as derrotas. Um verdadeiro lider dentro de campo. Um exemplo.

Instantaniamente a nação Gloriosa deixou-se conquistar por um jovem que personificava o Benfica dos anos 60: atitude, raça, vontade, determinação tudo sinónimos, mas tudo entrelaçado com uma mente que sabe o que fazer a uma bola, e que possui atributos técnicos muitas vezes subestimados pelos habituais comentadores desportivos. É um jogador que em muitas ocasiões funciona como terceiro central fruto do seu excelente jogo de cabeça e capacidade de desarme, mas também é muito perigoso quando vai à grande área adversária e costuma não raras vezes fazer estragos e marcar golos.

No entanto a época passada não foi fácil para Javi Garcia, teve que carregar às costas com o meio campo do Benfica, no que toca às compensações defensivas. Não existia à frente dele um Ramires que lhe desse apoio, ou um Amorim, teve que ser ele a chamar a si quase toda a responsabilidade nos momentos em que era preciso equilibrar a equipa. E sofreu muito com isso, foi demasiado exposto, mas nunca virou cara à luta, nunca deixou de tentar na medida do possível fazer o seu trabalho. É um médio defensivo como poucos, quase perfeito para o habitual sistema de jogo do Benfica, mas não é nenhum super homem, ok Jesus? Ele não consegue apagar todos os fogos.

Quando vejo o nosso «paquetón» em campo, sei que ali está uma parede que raramente se deixa claudicar, sei que naquela zona normalmente acabam os ataques dos adversários e começam os contra-ataques do Benfica e sinto um orgulho imenso por alguém transpirar em campo aquela camisola como eu se estivesse no lugar dele o faria, e dou-me conta da preciosidade de jogador que ele é. A forma como protege os colegas em campo, o seu espírito combativo e aguerrido, mostram que é um líder nato e que um dia podia ser muito bem um digno capitão do Sport Lisboa e Benfica, como foi Mario Coluna. Um dos jogadores fundamentais na estrutura do Benfica.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

O jogo mais importante é sempre o próximo

Esta é das frases mais utilizadas no futebol português, é um autêntico chavão, mas no caso da actualidade do Benfica aplica-se mais e melhor do que nunca. A uma semana do clássico no Dragão, onde se prevê um ambiente durinho, daqueles que o nosso Jorge Jesus bem gosta, o Benfica recebe o Paços de Ferreira com quatro jogadores à bica, todos eles sabendo que em caso de verem um cartão amarelo não defrontam o Porto no sábado seguinte. Luisão, Maxi Pereira, Javi Garcia e Carlos Martins sabem que, para defrontarem o Porto, precisam de ficar com a folha disciplinar limpa neste jogo.

Face a esta evidente preocupação, que deve Jorge Jesus fazer? Salvaguardar os jogadores de verem o dito cartão e não coloca-los em jogo ou arriscar tudo e apostar em todos eles? Para mim nem é uma questão que se ponha. A sete pontos do Porto, o Benfica sabe que não pode ceder mais terreno para os azuis-e-brancos e por isso deverá apostar, sem medo, no melhor onze para esta noite frente ao Paços. Nem os jogadores em questão se devem, em momento algum, encolher perante a possibilidade de verem um cartão por meterem o pé ao lance. Há outras alternativas para o jogo de dia 6 e não podemos nem devemos subestimar os restantes jogadores do plantel, por isso, sem medo, há que apostar no melhor onze para logo à noite para não perder mais pontos para o Porto e, se possível, conquistar alguns. O jogo mais importante é, obviamente, o próximo.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

O elogio natural às bolas paradas

Ofensivas, pois claro. Em plano oposto aos lances defensivos, na frente estamos... muito à frente. A movimentação que dá o golo de Javi Garcia, à semelhança da que deu o golo de Luisão frente ao Arouca, revela muito trabalho de casa bem feito e bem estudado. Foi perfeito. Há ali jogadores que nem sequer estão para jogar a bola, simplesmente abrem espaços e impedem que os adversários acompanhem o homem-alvo. Ora vejam:

Ja viu o lance? Veja outra vez, porque é lindo. Carlos Martins prepara-se para cobrar um livre para a área, onde estão Kardec, Saviola, Javi Garcia, David Luiz e Luisão. Cada um deles está a ser marcado, individualmente, por um jogador do Portimonense, sobrando ainda outros dois livres. Repare que ali, Kardec, David Luiz e Luisão não estão a jogar o lance directamente. Apenas Javi Garcia vai para o local onde Carlos Martins vai por a bola. Porquê? Porque Javi sabe que Martins vai po-la ali e Martins sabe que Javi vai aparecer ali, muito provavelmente sozinho. Agora veja Saviola: o argentino, muito rato, esconde-se atrás do defesa e avança rapidamente vindo de trás para estar pronto para uma eventual recarga ou desvio decisivos. É uma pena estar em fora-de-jogo, mas é de uma inteligência magistral. E agora, a cereja no topo do bolo, o entendimento Javi/David Luiz: o espanhol foge do seu marcador que, quando decide persegui-lo, é bloqueado por David Luiz, pois o "23" já sabia onde tinha de estar para proteger Javi. Fixe-se apenas na movimentação de David Luiz. Perfeito.

Se acha que é obra do acaso, veja o golo de Luisão ao Arouca. Intérpretes diferentes, jogada similar com os mesmos objectivos e com o mesmo resultado: golo.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Jorge Jesus e a Táctica

Jorge Jesus é conhecido como "O Mestre da Táctica". Porquê? Não sei. Sinceramente parece-me completamente descabida esta afirmação por vários motivos, alguns dos quais já abordados aqui no blog, como a defesa profunda à zona em livres a mais de 30 metros da baliza que são um autêntico convite a uma bola tensa para intervenção difícil do guarda-redes e que já nos custaram para cima de dez golos, a ridícula transição ataque-defesa que me faz pensar "ena tantos!" quando há contra-ataques dos nossos adversários e agora mais uma: esquema táctico, ou como lhe quiserem chamar.

Jogar na Champions não é o mesmo que jogar no campeonato, óbvio, todos sabemos isso. Todos? Então por que raio é que Javi Garcia anda sozinho pelo nosso meio-campo defensivo a tapar buracos aqui e ali sem ajuda de ninguém? Não será possível colocar Airton ao lado de Javi Garcia para o meio-campo ganhar estabilidade e músculo? Ou o Mestre da Táctica tem inflexibilidade táctica?! Já tinha colocado estas questões anteriormente, o Benfica da Champions não pode ser o Benfica do campeonato, tem de ter mais presença física na acção defensiva e não pode estar sistematicamente com o chamado "bloco alto" pois estas equipas da Liga dos Campeões, imaginem, sabem atacar. E isso paga-se.

Mourinho joga com Khedira e Xabi Alonso, Ancelotti com Obi Mikel e Essien, Allegri com Pirlo e Gattuso, Wenger com Denilson e Song, Guardiola com Mascherano e Busquets, Benítez com Stankovic e Cambiasso, Ferguson com Carrick e Anderson. Jesus joga com Javi Garcia apenas. Se calhar esta é uma parte do problema. Não quero parecer aquele maluquinho que discutia com o Trapattoni durante os jogos, mas isto parece-me demasiado evidente.

domingo, 18 de julho de 2010

Apontamentos de Guimarães

O Torneio Cidade de Guimarães trouxe boas e más notícias. Eis os "apontamentos" que foi possível tirar, mentalmente:

Os melhores:

Alan Kardec - Simplesmente fabuloso. Nunca pensei que pudesse evoluir tanto em tão pouco tempo. O remate está muito apurado, as movimentações também e os apoios ofensivos melhoraram extraordinariamente, oferecendo soluções de jogo que Cardozo, por exemplo, não tem. Na hora de rematar, fa-lo letalmente. Boa surpresa!

Carlos Martins - Muito rápido a jogar, algo que nem é sua característica. Os golos também ajudam e se há alguém que deverá gostar desta bola é Martins. Podemos assistir a muitos golos dele este ano com este balão, se conseguir que não suba demasiado.

Airton - Bicho. Enche o meio-campo por completo, está numa forma invejável, mas também há quantidade de anos que joga na Europa e com a idade que tem. Não? 20 anos? Eu só me pergunto: onde é que este talento em bruto vai parar? Craque, não engana.

Gaitán - Outro que não engana. Não é Di Maria, é um jogador totalmente diferente, trás outras soluções de jogo. Não me parece que vá fazer tantas correrias e tantas fintas quanto Angelito, mas as combinações com os outros argentinos deixarão água na boca.

Incógnitas:

Jara - No primeiro jogo não deslumbrou, longe disso. Hoje esteve muitíssimo melhor. Mostrou alguns tiques de Bergessio, pareceu-me muito esforçado, mas tal como Bergessio não parecia ser nem rápido, nem bom a desmarcar-se ou a rematar. Hoje contrariou tudo isso. Tenho de ver mais para ter opinião formada sobre ele.

Javi Garcia - Não é propriamente uma incógnita pois todos sabemos quanto realmente vale. Mas este início de época está a ser difícil para ele. Felzimente Airton tem dado conta do recado, mas quero ver o melhor Javi, o Javi da época passada quanto antes, até porque dia 7 é já a doer. Volta rápido.

Os piores:

Balboa: Não sabe receber uma bola, não sabe passar uma, que "mono" fomos contratar ainda por cima ao preço que foi. Temos de nos livrar dele rapidamente, ainda por cima o salário que aufere mensalmente é astronómico.

Luís Filipe: É, ao que dizem, excelente pessoa e um grande benfiquista, mas isso não é critério para estar habilitado para vestir, dentro de campo, o manto sagrado. Com muita pena minha, mas não serve.

Roberto: Só quem não tiver o mínimo de exigência é que pode achar que o que se tem passado é bom. Não é. Tem sido medíocre, muito mau mesmo. Ser Benfica é apoiar, mas sem perder o espírito crítico. Roberto está numa situação limite a meu ver. Ou mostra no próximo jogo que merece a titularidade, ou então há que mudar, sem medos, reconhecer o erro e mudar, porque em primeiro lugar não está um jogador ou o dinheiro que se gastou nele, está o Benfica. E não nos podemos arriscar a perder um título por causa disto.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Valdomiro, o pobre inocente

Valdomiro molhou a sopa durante 45 minutos: logo no início do jogo, nos sucessivos livres laterais que o Benfica teve, agarrou, ou melhor, abraçou por completo Luisão. Em seguida, quando Javi Garcia tentava colocar-se entre os dois jogadores para evitar as infracções de Valdomiro, libertando assim Luisão para cabecear, o central brasileiro do Vitória empurrou no peito o espanhol do Benfica, que acabou por cair sobre o capitão encarnado. Depois, em mais uma prova de parcialidade da Sporttv com a velha história da [má] selecção de imagens, Valdomiro dá uma cabeçada na região tóraco-lombar do trinco do Benfica. Claro que o canal de Joaquim Oliveira não achou relevante o que se passou instantes antes da patada de Javi Garcia, censurável, é certo, mas não deixa de ser interessante tal situação.



Onde quero chegar com tudo isto? Bom, é verdade que o acto de Javi Garcia é grave e deve ser castigado por isso, assim como Valdomiro merece castigo. E quem diz Valdomiro diz Bruno Alves. E para o capitão portista não era nem um, nem dois, nem três sumaríssimos: as agressões a Anselmo, João Moutinho, Nuno Gomes, Jorge Gonçalves (bisou, neste), Reguila, Sougou, Tomás Costa, David Suazo, William, Fredy, não deram em nada. E as imagens dos túneis? Não servem para castigar? Vê-se claramente as agressões de Rodríguez, Fucile, Hélton, Sapunaru e Hulk, mas não é legal, não se pode castigar. Talvez se os intervenientes equipassem de vermelho, agora aqueles não... 'tá quieto! E ainda há isto:



Assim vai o futebol português.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

7 Milhões?!

Vamos por partes:

1 - Esta direcção, nomeadamente Luís Filipe Vieira, tem vindo a tentar credibilizar a estrutura financeira do clube. Merecem por isso o meu aplauso.

2 - Os jogadores contratados por maiores verbas nos últimos anos foram Cardozo (11,65 M), Simão Sabrosa (10 M), Di Maria (8 M), Ramires (7,5 M) e Sidnei (7 M). Todos eles têm um valor inquestionável. Logo, será de acreditar que Javi Garcia também será bom.

3 - No entanto, e ainda por cima em tempo de crise, o Benfica continua a gastar demais. Só esta época, para além de Ramires, Patric, Shaffer, Saviola, ainda se fala de mais um avançado (o Weldon até parece barato) e ainda num guarda-redes (não percebo a insistência em contratar um reforço para esta posição). E um bom guarda-redes, custa muito dinheiro.

4 - Quem tem dinheiro, pode gastá-lo. Quem não tem, não deve entrar em loucuras. Se se tem, se se pode gastar e se os '"totós" ficam com inveja, melhor ainda.

5 - Acrescenta o facto de o Benfica continuar a dar valentes chumbadas nos pés. Balboa custou 4 M, com Roger gastámos 7,5 M, Zoro aufere um salário milionário, Makukula não foi propriamente barato, Edcarlos custou-nos os olhos da cara comparando o binómio qualidade/preço.

6 - Javi Garcia é, por isso, uma opção de risco. Atendendo aos números do campeonato espanhol das duas últimas épocas, Javi Garcia fez, em 2007/2008, ao serviço do Osasuna, clube que não desceu nessa época por um ponto apenas, 25 jogos, dos quais 19 completos. Marcou 2 golos viu 5 amarelos e 1 cartão vermelho. Desses 25 jogos, contam-se 9 vitórias, 6 empates e 10 derrotas.
No Real Madrid, no ano passado (2008/2009), fez 15 jogos, dos quais apenas 1 completo. Não marcou nenhum golo, viu os mesmos 5 amarelos e nem um vermelho. Desses 15 jogos que fez com o Real, o registo vitórias/derrotas é, no mínimo, aterrador: 9v-6d.

7 - Dar 7 milhões por um "paquete" (como dizem os espanhóis no jornal A Marca) destes, parece um grande e grave erro. Digam-me lá, se por bem menos destes mesmos 7 milhões não contratávamos Paulo Assunção, Tiago (?), Alou Diarra, Gokhan Inler e muitos mais?

sábado, 18 de julho de 2009