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sexta-feira, 21 de setembro de 2012

"Detractores"

É um termo bonito para denominar os adeptos do Benfica que não ficaram contentes com a gestão desportiva no final do mercado de verão. Para quem escreve no jornal oficial do clube, quem critica a gestão desportiva feita dizendo que não há alternativa para as posições de Javi e Witsel é um "detractor". Assim, simples, na primeira página do jornal, após um empate frente à equipa mais fraca do grupo, resultado que deixa em êxtase e euforia quem escreve no jornal do clube. É a esta gente que estamos entregues. Gente cuja principal (única?) função é defender Luís Filipe Vieira e a sua estratégia (ou falta dela) em vez de se preocupar com o que os devia apoquentar: o Benfica. Assim vai o nosso clube, contratando gente que apelida os sócios de abutres e que insinua que é desejo de muitos adeptos que as derrotas aconteçam (sim, essa acusação simplesmente idiota vem bem evidente nas páginas do jornal que sai hoje). Não é isto nem esta gente que quero no e para o Benfica.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Começou a campanha


A Travessa da Queimada já se prepara para o arraial. Jesus não sobreviveu à Páscoa e Delgado entretém-se a salvar a pele do amigo, queimando mais um treinador do Benfica. Depois das várias capas em que apelava ao despedimento de Quique Flores, eis a hora de Jesus. Uma coisa é ser-se um blogger, opinador de café. Outra é ser jornalista de um diário desportivo. Deve haver umas linhas no código deontológico dos jornalistas sobre a imparcialidade, não? Será que José Manuel Delgado conhece? Seria bom que lhe apresentassem, pois além de estar a desempenhar um papel deplorável enquanto profissional, este Zé Manel escolhe o caminho errado para o clube. Não quero com isto dizer que sou a favor da continuidade de Jesus, não sou. Apenas acho que cada macaco deve estar no seu galho. E Delgado é daqueles macacos que, se o galho se partisse, não sentiria a mais pequena falta.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

E uma acção judicial contra o jornal Record?

Primeiro a insistência em Santiago Garcia mesmo depois do desmentido. Depois Couceiro, a agressão a Aimar e agora Octávio Machado. O jornal Record tem passado das marcas. Sistematicamente. É assistir a mentiras atrás de mentiras todos os dias. E o Benfica assiste impávido e sereno a esta situação. Não percebo como pode haver alguém que consegue comprar aquele pedaço de trampa jornalística, onde se mente descaradamente e, pior, deliberadamente ao estilo de uma qualquer revista do jet-set português. Não será possível que o Benfica apresente uma queixa à ERC ou que parta com uma acção judicial contra o pasquim em si ou contra alguns jornalistas em particular?

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Aimar agredido

O Record publica, a namorada de Salvio confirma e A Bola desmente. O Benfica cala e Aimar não fala porque não tem autorização. Eu só gostava de saber a verdade. Quem, porquê, a mando de quem e com que intenção. Se foi mentira, é igualmente grave. E gostava de ouvir o desmentido ou a confirmação da história no site do Sport Lisboa e Benfica, apesar de raramente acreditar nos comunicados do clube. Parecendo que não, faziam um bom serviço se, por uma vez na vida, viessem a público esclarecer a situação de um jogador, em vez de defenderem prontamente o presidente como fazem.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Notícias encomendadas

Não é surpresa para ninguém ver uma certa imprensa escrever determinadas notícias para agradar a um dirigente em particular. Há que demonstrar apreço pelos croquetes servidos nas Galas do Benfica. José Manuel Delgado e Vítor Serpa, os dois principais membros da pandilha d' A Bola, já tinham presenteado os benfiquistas com uma capa vergonhosa de intoxicação da opinião pública após a derrota por 5-0 no Dragão, onde as culpas eram atribuídas única e exclusivamente a Jesus. Hoje, as duas canetas de aluguer de Luís Filipe Vieira voltaram a escrever atribuindo culpas a tudo e todos, nomeadamente a Jesus, mas deixando de fora Vieira. Coincidência, não é? Reparem nestas pérolas:

«A verdade é que o próprio Jorge Jesus, homem que vive o futebol vinte e quatro horas por dia, terá equacionado o que verdadeiramente teria provocado esta súbita e dramática alteração no comportamento global da equipa. Ninguém sabe se chegou a conclusões concretas, mas aqueles que lhe estão mais próximos certamente que o ouviram falar dos erros de um começo de época desastroso, para o qual nem Jesus, afinal, estava preparado para enfrentar.»

Jesus é culpado. Ok, até é verdade. Agora, avaliando o modo como é dada a notícia, parece que estamos na presença de jornalistas da revista Maria. Reparem que primeiro "ninguém sabe se chegou a conclusões concretas", mas depois há a suposição de que "aqueles que lhe estão mais próximos certamente que o ouviram falar dos erros". Então? Sabem ou não sabem? E quem são esses amigos próximos de Jesus? São os do "diz que disse"? Dos que se inventam quando não há verdades? Cândido de Oliveira e Ribeiro dos Reis estão às voltas no caixão a esta hora.

«Não se pode dizer, portanto, que o Benfica tivesse podido contar com o apoio dos adeptos, nesta época de má memória para o clube da águia. A equipa sentiu-se muitas vezes sozinha numa luta cruel pela reconquista do capital de confiança (...).»

Chega agora o potpourri da estupidez. Hum... deixa cá ver. Então a equipa sentiu-se sozinha? É que eu lembro-me de um idiota pedir um boicote aos jogos fora. Eh pá, se calhar... E ainda me lembro de eu ter dito aqui, e mostrado por A + B, que atendendo aos números normais de espectadores nos estádios dos adversários e no nosso, o efeito do boicote estava a sentir-se na Luz! Perdemos, naquele curto espaço de tempo, 90 mil adeptos na Luz, tendo assistências inferiores a 30 mil adeptos contra o Olhanense e o Schalke. Fantástico.

Sobre o presidente, nem uma palavra. Se isto não são notícias encomendadas por Vieira, então não sei o que possam ser.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Di Maria

É com grande satisfação que vejo a notícia que diz que o Benfica recebeu recentemente mais uma avultada quantia de dinheiro relativa à transferência de Di Maria.

O problema é saber se a mesma é verdadeira ou não. Leiam a notícia. Que provas é que dá? Ninguém teve acesso às cláusulas, o comunicado à CMVM não é preciso e exacto no que às condições de vencimento das cláusulas diz respeito, além de que a própria notícia tem erros relativos aos golos de Di Maria e aos valores que o Benfica recebeu, que ainda não são, seguramente, de 33 milhões, dado que o passe não pertencia na totalidade ao Benfica.

Gostava muito que esta notícia fosse verdade, no entanto tenho fortes motivos para desconfiar da mesma.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Parece que vamos fechar portas

Cardozo, David Luiz, Nuno Gomes, Kardec, Coentrão, Aimar, pois é, parece que o Benfica vai vender esta gente toda e fechar portas já em Janeiro porque não vai sobrar ninguém. E é assim que os jornais querem credibilidade. Enquanto se divertem a falar de Funes Mori e até... David Beckham, também vão dizendo outras alarvidades. Depois querem credibilidade e que compremos o que eles vendem. Patetas.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Abriu a época da caça a Jesus

O jornal A Bola tem patrocinado, nos últimos dias, uma campanha a todos os níveis abjecta contra o treinador do Benfica, Jorge Jesus. Em quatro dias, três capas com as parangongas bem claras: na 5ª "Jesus com Natal em risco", sábado com "Scolari [em fundo... vermelho] sonha voltar" e hoje, domingo, com "Finalmente Jesus assume responsabilidades". Já não bastava a dupla maravilha Serpa e Delgado ter conseguido censurar um dos melhores cronistas do jornal em detrimento de um plagiador e de um cobardolas como agora cria capas e notícias com o objectivo de desestabilizar e despedir um treinador. Vergonhoso. Não sei como ainda há benfiquistas que comprem aquilo. É das maiores vergonhas do jornalismo em Portugal. Aquilo que deveria ter enormes responsabilidades, a maior das quais para com a verdade, é um jornal e como os jornais deveria ser um espaço de notícias, de factos. Hoje é, apenas e só, as notícias que aqueles jornalistas querem, aquilo que inventam, por ser aquilo que querem ou que lhes convém.

sábado, 20 de novembro de 2010

Abençoado desmentido

O plantel tem lacunas, qualquer pessoa minimamente entendida vê isso. Falta, acima de tudo, um jogador que possa fazer equilíbrios como Ramires fazia. Desde o início da época que temos falado disso aqui no blog e são notórias as dificuldades da equipa em conseguir defender seja em ataque continuado do adversário, seja em contra-ataques. A vir alguém teria de ser um jogador de qualidade indiscutível e que acrescentasse algo de imediato ao onze titular. Elias, por exemplo, era um jogador interessante, ele que, se bem se recordam, foi falado para reforçar o nosso plantel no mercado de verão.

No entanto o nome de Elias ainda não apareceu. Nem o de Elias nem o de um médio tipo-Ramires que eu conheça. Bruno Teles, Targino, Mori, Mora, cada dia é um nome novo. Apesar de termos um onze titular de qualidade, alguns jogadores de segunda linha não constituem alternativa. Sidnei falha constantemente, Peixoto é o patinho feio, não se sabe ao certo quem pode fazer as alas, Jara tem sido um zero autêntico, há um conjunto de incógnitas.

E eu tenho um conjunto de certezas: os nomes avançados pela imprensa ou não têm qualidade para vestirem a nossa camisola ou temos no plantel alternativas muito mais válidas. Bruno Teles? Medíocre, não é melhor que Peixoto. Frederico Fernández? Deve ser melhor que o Sidnei, deve. Nem melhor que o Miguel Vítor é. Mori? Mora? Mas não temos já uns 10 avançados entre membros do plantel e emprestados de qualidade? Mais um contentor de sul-americanos, é?

Parece-me simples, a ir ao mercado será para contratar um craque, alguém de classe, com a posição de médio direito a necessitar urgentemente de um reforço. Os nomes avançados pela imprensa são um enorme fait-divers, é para enganar tolos. Esteve bem o Benfica ao desmentir estas sucessivas notícias.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Triste fim do jornal A Bola

Quando era pequeno não havia sábado em que não acordasse às sete da manhã. Os desenhos animados começavam bem cedo e ainda estavam os meus pais a dormir já a televisão estava ligada com o "pequenito" a ver o que a RTP tinha. O meu pai ia às compras de manhã antes do pequeno-almoço e quando ouvia o elevador a regressar os desenhos animados já não interessavam para nada: vinha aí o jornal A Bola. Ainda em pijama, pegava no jornal e como era demasiado grande para as minhas mãozinhas de seis anos, altura em que comecei a ler o diário desportivo, deitava-me no chão da cozinha a lê-lo.

Hoje já não faço isso. Nem me deito não chão da cozinha nem voltarei a comprar o dito jornal. Hoje foi a última vez, se calhar até o guardarei, quem sabe. O silenciamento do qual foi alvo Zé Diogo Quintela na sua crónica é algo de tão abjecto e tão anti-democrático que não cabe na cabeça de ninguém (a não ser na de Vítor Serpa, mas esse muito espaço por preencher na cabeça e pouco no abdómen). O jornal que eu tinha como referência preferiu tomar parte pelo lado de um indivíduo abjecto. Não que o facto de os portistas defenderem o Porto seja abjecto, não é, é óbvio que os seus adeptos vão continuar a defender todas aquelas trafulhices, não esperem o contrário, o que me choca é que o jornal que eu tinha como referência de jornalismo preferiu escolher a má-educação (chamou "rafeiros" a RAP e ZDQ), a deturpação de factos e o conflito moral (escutas do Apito Dourado e outras) à crítica sagaz e ao humor fino e inteligente. E fê-lo da pior das maneiras, censurando o texto de um dos artistas.

É uma vergonha que o jornal A Bola tenha tomado esta decisão e concordo e apoio os dois humoristas. São opções que se tomam. Eu já tomei a minha. Nunca mais receberão os meus 80 cêntimos até que o sr. Serpa saia. Nem os meus nem os de milhares de benfiquistas.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

114 nomes depois...

1 - Ronaldinho
2 - Victor
3 - Nenê
4 - Quaresma
5 - Gaitan - CONFIRMADO
6 - Dentinho
7 - Eduardo
8 - Diego Buonanotte
9 - Rosales
10 - Romero
11 - Anderson Lessa
12 - Bernardo
13 - Marcos
14 - Wendel
15 - Tiago
16 - Sivok
17 - Diego Cavalieri
18 - Monzón
19 - Marco Amelia
20 - De Gea
21 - Job
22 - Anderson
23 - Tiago Targino
24 - Doni
25 - Zezinho
26 - Giovani dos Santos
27 - Drenthe
28 - Garay
29 - Van der Vaart
30 - Huntelaar
31 - Simão
32 - Codina
33 - Adan
34 - Giovanni Moreno
35 - Diego
36 - Akinfeev
37 - Leto
38 - Jan Oblak - CONFIRMADO
39 - Marcos Alonso
40 - Diego Tardelli
41 - Roberto Jimenez - CONFIRMADO
42 - Rodrigo - CONFIRMADO
43 - Geromel
44 - Karvonen
45 - José Callejón
46 - Mc Gregor
47 - Alípio - CONFIRMADO
48 - Sebastian Blanco
49 - James Rrodriguez
50 - Pablo Sarabia
51 - Adriano
52 - Sosa
53 - Muriqui
54 - Jô
55 - Durval
56 - Mano
57 - Diego Ângelo
58 - Bordachov
59 - Elton
60 - Jermaine Beckford
61 - Desmarets
62 - Jara - CONFIRMADO
63 - Tinga (Ponta Preta)
64 - Jean-Armel Kana-Biyik
65 - Dino Drpic
66 - Adilson
67 - Diego Estrada
68 - Nikica Jelavic
69 - Belhadj
70 - Dario Conca
71 - Ochoa
72 - Mamadou Diarra
73 - Ádám Szalai
74 - Amauri
75 - Felipe Melo
76 - Mohamed Sissoko
77 - Raul Fernández
78 - Obraniak
79 - Michalis Sifakis
80 - Carrizo
81 - Andrés Guardado
82 - Fábio Faria - CONFIRMADO
83 - Gastón Ramírez
84 - Hugo Almeida
85 - Pedro
86 - Riera
87 - Adrián Colunga
88 - Damien Plessis
89 - Tiene Siaka
90 - Ben Arfa
91 - Elias
92 - Wesley
93 - Daniel Pacheco
94 - Hernanes
95 - Robinho
96 - Maylson
97 - Fernandinho
98 - Diogo
99 - Izmailov
100 - Sebastián Coates
101 - Salvio - CONFIRMADO
102 - Carlinhos Paraíba
103 - Armand traoré
104 - Willians
105 - Nilson
106 - Bracalli
107 - Dida
108 - Stojkovic
109 - Hleb
110 - Kingson
111 - Hildebrand
112 - Rensing
113 - Dudek
114 - Yannick Djaló

Isto é de loucos, absolutamente impressionante. 114 nomes, quantos deles completamente inventados a despropósito?! Assim não admira que quando o Benfica jogue contra alguém não haja uma única equipa sem um elemento sobre o qual eu não diga "Olha, este já foi falado para o Benfica.".

terça-feira, 1 de junho de 2010

Baixo nível (e um pouco de ignorância)

Nem sei bem o que escrever, mas ao ver esta capa, o que pensar sobre a inteligência dos jornalistas do Ricord? Alguém acredita que foi por um golo específico que se decide se um homem fica ou sai? O que é isto?

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Quando escrever num jornal é permitido a todos

Não vi o jogo nem qualquer resumo dos principais incidentes do Benfica x Panathinaikos de ontem, mas o que se passou não foi certamente aquilo que o jornalistas (ou taberneiro?) Filipe Pedras noticiou na capa do jornal como "No Canadá a brincar aos túneis". Não sei se esse jornalista leu por uma única vez que fosse, o código deontológico da sua profissão, mas pelo menos a palavra "moral" não parece constar no seu dicionário, sendo que parece esquecer-se que até tem colegas de trabalho envolvidos nas escutas do processo Apito Dourado, escutas essas que não abonam em nada a favor desse jornal. Talvez seja gente como este Filipe Pedras a que alguns jornalistas d' O Jogo se referem como o "lixo" do seu próprio jornal.

quarta-feira, 10 de março de 2010

I... diotas

A questão não é: como é possível que um jornalista, ao descrever um violador, coloque a sua preferência futebolística? É mais: como é possível que TRÊS jornalistas, ao descreverem um violador, coloquem a sua preferência futebolística? Que há jornalistas idiotas já todos sabíamos, agora, que todos se tinham juntado na redacção de um jornal para escrever o mesmo artigo, já é novidade.

Qual é a relação entre ser benfiquista e ser violador? Alguma? Por que é que não colocaram qualquer de útil como "desconheciam-se problemas psiquiátricos"? Ou se era para ser mesmo idiota, que tal um "prefere bitoque a cozido à portuguesa". Isto de criar um jornal é muito bonito, mas quando se apercebem que as vendas não vão tão bem quanto queriam, eis que aparece o estilo Correio da Manhã/24 horas.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

O perigo da intoxicação da comunicação social

Os jornalistas adoram dizer que são independentes. É um dos chavões que por aí se ouvem, dizem a toda a hora que o seu trabalho é rigoroso, sério e, mais uma vez, independente. Não digo que não haja jornalistas que fazem o seu trabalho com brio e profissionalismo, há, até conheço alguns, mas ainda agora com toda a polémica extra-futebol que anda aí dá para provar que a verdade não é aquela que nos querem contar. O Sol quando nasce, por vezes, não é para todos. Dou-vos um exemplo muito concreto: conheço um jornalista, que nem é adepto do Benfica e que me contou que não pode escrever toda a verdade que sabe e conhece porque as notícias não agradariam ao seu patrão.

E no futebol isto torna-se cada vez mais flagrante. Todos os comentadores pró-Porto já se aperceberam de qual é o mais forte candidato ao título: veste e vermelho e não tem mangas brancas. Daí a táctica ser simples, aterrorizados pelo medo de o seu clube não ser campeão, falam de "andor", de que o campeonato está manchado, recorrem a lances falaciosos e mentirosos sem esquecer casos que se passaram há 50 anos e que são magnificamente deturpados. A palavra "escutas" não consta do dicionário dessa gente.

Daí ser simples: desde blogues a jornais, as opiniões dos assumidamente anti-benfiquistas e dos outros, ainda piores, que se fazem passar por neutros mas cujo sentimento é clara e objectivamente contra o nosso clube (de mk a Coroado) são de uma suposta imparcialidade virgem que não passa de facciosismo e azia em estado puro. E parecendo que não, estas opiniões intoxicam quem as lê. Por isso cuidado.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Corrupção sem fim

"Pagos para travar o Benfica", escreve hoje o jornal Record. Que estas situações são frequentes no futebol português já todos sabíamos, ou pelo menos desconfiávamos: as entradas mais duras costumam ser feitas a jogadores do Benfica, os guarda-redes adversários fazem os jogos das suas vidas no Estádio da Luz, e nem falo dos árbitros. Não fico assim tão chocado com a notícia porque já não me surpreende e porque sempre é menos grave pagar aos jogadores que pagar aos árbitros, no entanto reconheço que é de grave. Isto em Espanha é feito às claras, entre Barça e Real, que curiosamente perdeu dois campeonatos na década de 90 frente ao Tenerife. Curiosamente, dos três capitães do Leixões, Nuno Silva, Hugo Morais e Joel, o do meio é benfiquista ferrenho. Terá aceite ou terá sido ele a denunciar a situação? Boa pergunta.

Mas isto é apenas a ponta do icebergue. Continuem a investigar para ver quão fundo pode o futebol português ir, quanto mal se pode tentar fazer a um clube. E já há novos "recrutas" a aprender como se faz! Esqueceram-se eles que, pelo menos este ano, "Ninguém para o Benfica".

sábado, 16 de janeiro de 2010

Sobre os 3 grandes

Muito se fala sobre o Benfica nos três grandes diários desportivos nacionais. A Bola, Record e O Jogo são três jornais bem distintos, com linhas editoriais bem marcadas e definidas, mas será que sabemos realmente como são os jornais? Sim, porque quando criticamos jornal A, B ou C, sabemos do que falamos? Compramos esses jornais?

Há uns tempos, numa caixa de comentários de um post do Eterno Benfica, o nosso leitor Bruno Venâncio alertou-nos para o facto de o jornal O Jogo não ser aquilo que eu próprio e vários outros leitores pensávamos ser. Com base neste comentário, tenho comprado, nas últimas semanas, os vários jornais desportivos alternadamente: umas vezes Record, outras O Jogo e noutras ainda A Bola. Comparando-os, tenho de dizer o seguinte:

A Bola: Foi o jornal que sempre compraram em minha casa, além do Expresso, para ler, regra geral apenas aos fins-de-semana, desde pequenino. Era, e ainda é, o meu jornal favorito, dos 3 grandes. É claramente um jornal virado para o Benfica, a linha editorial é encarnada, as crónicas não são totalmente isentas e isso faz com que eu goste tanto deste jornal, apesar de admitir que não é de "bom jornalismo e profissionalismo" algumas opiniões supostamente isentas que já li. Em termos de qualidade de escrita, para mim, é de longe melhor que qualquer um dos outros. Tem jornalistas cujos textos são de óptima qualidade como José Manuel Delgado, dono de um grande poder de isenção (hehehe...), Fernando Guerra, João Bonzinho, entre outros. Gosto também de colunistas como Leonor Pinhão, Fernando Seara, mas também leio os textos de MST, Rui Moreira e Eduardo Barroso, apesar não gostar dos clubes que defendem. Em termos de cor e organização também acho que é o melhor dos 3 grandes: A Bola ao Centro é sempre agradável de ler, conhecendo outras histórias muito interessantes e a forma como se dispõem as várias secções é lógica, com sentido e abrangente, lendo-se notícias de futebol internacional e muitas outras modalidades. Funcionalmente, o site deste jornal tem evoluído muito bem nos últimos meses/anos tendo inclusivé apanhado, em termos de qualidade, o do Record. Apesar de começar a tornar-se ligeiramente sensacionalista, especialmente nas capas, continua a ser o meu jornal favorito.

Record: Abomino-o. Às vezes, quando não há A Bola, chego a compra-lo mas quase sempre contra a minha vontade. O tipo de letra é mau, a história/estória do acordo ortográfico irrita-me, não posso ver escrito "ação" ou "fatos". Odeio o facto de se virem gabar em primeira página de que acertaram em determinada contratação de um jogador quando os outros diários diziam o contrário, numa atitude de criança ridícula. Pelos vistos, nem benfiquistas, sportinguistas ou portistas gostam, mas que aquilo vende, vende efectivamente. Está cada vez mais sensacionalista, além de ser frequente, demasiado frequente, encontrar gralhas nas suas páginas. As fotografias estão a anos-luz das d' A Bola e d' O Jogo. Como pontos positivos temos João Gobern e, antigamente, Rui Cartaxna. Acho inconcebível um jornal incluir um tal de Eugénio Queiroz a escrever artigos que supostamente não são de opinião pessoal. O site era, até há bem pouco tempo, o melhor de todos, apesar de ter sido suplantado pelo d' ABola.

O Jogo: Os preconceitos para com este jornal eram, da minha parte, mais que muitos. A última vez que o tinha comprado foi na véspera do Portugal - Grécia de abertura do Euro-2004, por isso estão a ver aos anos que eu não comprava esse jornal. A ideia generalizada é a de que é um diário pró-Porto, algo que, pelo menos na edição de Lisboa, não é verdade. A Norte sabemos como as coisas funcionam, mas aqui no Sul não é bem assim. É óbvio que o dono do jornal é quem nós sabemos, que quem comenta as arbitragens é o idiota do Coroado, mas a minha opinião sobre O Jogo era bem pior do que aquela com que fiquei agora, especialmente pela qualidade dos artigos: são bons, bem redigidos, tendo fotografias com qualidade. Continuo a achar o jornal muito sombrio e as poucas cores que tem, são muito monótonas. O site continua pré-histórico. O problema são mesmo as edições no norte do país, onde podemos ver exemplos como o de acima.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Este sim, é o verdadeiro Jesus!


Na mota de um motocard da Amadora

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Lapidar #14

Estive nove meses, mas a primeira reunião dos capitães - eu, Couto, Figo e Rui Costa - foi suficiente para o entender. Chamou-nos à parte e disse-nos que estava ali para treinar a selecção e dar o salto para um grande europeu. Mas estamos a brincar ou quê? Mas que é isto? Um homem na selecção, que deve ser um privilégio, o maior privilégio, e ele só pensava em sair para um grande da Europa. Mas brincamos ou quê? Falava em seriedade e disciplina. Aliás, afastou carismáticos, como Baía e João Pinto, com base na disciplina. Isso é tudo muito bonito, mas ele não aplicava a regra. Nos almoços da selecção, a mesa dos jogadores é sempre maior que a dos treinadores, porque há mais jogadores que treinadores. Com o Scolari, não! A nossa tinha 18/20 pessoas. A dele era maior. Mas estamos a brincar? Mas estamos onde? Ele levava os amigos brasileiros, os amiguinhos da Nike. Sim, porque ele é patrocinado pela Nike e entre um jogador da Nike e um da Adidas, escolhia sempre o da Nike. Mas depois, lá vinha com a lengalenga da disciplina. Então mas eu, que nasci em Coimbra, em Portugal, deixo-me ficar? Numa situação destas, deixo de agir? Mas estamos onde, pá? Que é isto? Ele ganhou o quê? Foi a uma final em casa e perdeu-a [Euro-04]. Mas há mais. O Dr. Merdaíl. Disse Merdaíl? Enganei-me. É Madaíl, Madaíl. Depois do fiasco do Mundial-02 [Portugal eliminado na fase de grupos por EUA e Coreia do Sul], escondeu-se atrás de uma carcaça, atrás de um campeão do mundo [o Brasil venceu esse Mundial-02, com Scolari a seleccionador]. Isso é atirar areia para os olhos dos outros. Desculpe lá, mas apetece-me partir a loiça toda. Nasci aí, em Portugal, e não aceito que arruínem o nosso futebol.

Sérgio Conceição

Ora bem: é uma entrevista que cheira a frustração autêntica, mas acho que o Sérgio não deixa de ter razão em relação a muita coisa que diz. O triângulo de quatro lados (apeteceu-me fazer de Gabriel Alves) Scolari-Brasil-Nike-Jorge Mendes foi bastante notório ao longo da estadia de Felipão. Exemplo? Rui Costa era português, patrocinado pela Adidas e o seu empresário era, salvo erro, um italiano. Deco era brasileiro, patrocinado pela Nike e o seu empresário era Jorge Mendes.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Rui Cartaxana


Ainda hoje de manhã, eram 11:26, escrevi que um dos poucos jornalistas do Record com dois dedos de testa era Rui Cartaxana. Escrevi isto sem imaginar que poderia falecer hoje. Aliás, nem sequer sabia que estava doente.

Se há exemplo de jornalismo que deve ser seguido é o de Rui Cartaxana. Escrever o que se pensa, não o que é imposto por terceiros, sem medo das consequências. Li assiduamente as suas crónicas no Record Online ao longo dos últimos anos. Gostava da sua forma de escrever mas também não escondo que o que escrevia sobre o fcp era um dos motivos que me fazia ler as crónicas. Tantas vezes foi insultado nas caixas de comentários, e nem hoje, dia em que falece, os ataques deixam de surgir. Lamentável.

Que descanse em paz e que os seus desejos de justiça e transparência no futebol sejam cumpridos.