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terça-feira, 1 de maio de 2012

Ele mal consegue ter sinapses

Manuel Sérgio. O filósofo do desporto. Licenciado em Filosofia, professor da Faculdade de Motricidade Humana, autor da tese "Para uma Epistemologia da Motricidade Humana", inspiração para José Mourinho e Jorge Jesus enquanto estratega. 79 anos. Trabalha no Benfica, mas mal consegue ter sinapses. Não consegue subir escadas sozinho. E agora é um aldrabãozeco que coloca o nome do nosso clube em xeque.

Pois bem, Manuel Sérgio, contratado especificamente esta época para ser o Coordenador do Gabinete de Inteligência Desportiva, uma espécie de trela para Jorge Jesus, um homem para domar o animal, colocou as patas na poça e o Benfica na lama. Numa entrevista dada ao site desportivo ZeroZero, Manuel Sérgio insinua que Jorge Jesus já deverá ter um acordo com outro clube, possivelmente o Porto, planeado há já algum tempo. Pois bem, o Benfica seguramente que confrontou o senil com a situação e o nosso clube desmentiu através do seu site oficial. Infelizmente, este pateta, a que o Benfica se disponibilizou para servir de lar, mentiu. E agora somos confrontados com isto. O Benfica, entretanto, retirou o comunicado do site. Que conclusões a retirar? Que ilações se tiram deste caso? Para mim é simples: xauzinho. Rua com esta gente com um ego gigante e uma boca maior que a da Moura Guedes. Ponham-se a andar, envergonham o Sport Lisboa e Benfica.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Tem a palavra quem quiser defender o Benfica

O jogo de ontem não ficou marcado por lances polémicos. Os fait-divers que Moutinho, Pereira ou Jorge Nuno Pinto da Costa (este último, segundo a nossa comunicação social, tem de ser escrito e dito desta forma, vá-se lá saber porquê) estão a criar são isso mesmo, fait-divers, assuntos levianos levantados por gente que não merece tempo de antena.

Mas por terem o tempo de antena que não merecem, esta bicharada contamina a opinião pública. Dizer que há falta de Luisão no golo de Nolito é absurdo. Não menos patético é dizer que Hulk estava em jogo num dos últimos lances da partida. É por isso imperativo que alguém do Benfica (o presidente, o responsável pela comunicação, etc) se apresse a comparecer junto destes mesmos meios informativos e que clarifique os verdadeiros objectivos daquela gente: colocar mais pressão sobre os árbitros para que estes prejudiquem o Benfica e beneficiem o Porto. Continuamos muito anjinhos nestas situações: quando perdemos, às vezes, nem dizemos nada; quando ganhamos, é certo que vamos ficar calados. Já dizia Jaime Pacheco: "quem não chora, não mama". Sejam espertos.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Notícias encomendadas

Não é surpresa para ninguém ver uma certa imprensa escrever determinadas notícias para agradar a um dirigente em particular. Há que demonstrar apreço pelos croquetes servidos nas Galas do Benfica. José Manuel Delgado e Vítor Serpa, os dois principais membros da pandilha d' A Bola, já tinham presenteado os benfiquistas com uma capa vergonhosa de intoxicação da opinião pública após a derrota por 5-0 no Dragão, onde as culpas eram atribuídas única e exclusivamente a Jesus. Hoje, as duas canetas de aluguer de Luís Filipe Vieira voltaram a escrever atribuindo culpas a tudo e todos, nomeadamente a Jesus, mas deixando de fora Vieira. Coincidência, não é? Reparem nestas pérolas:

«A verdade é que o próprio Jorge Jesus, homem que vive o futebol vinte e quatro horas por dia, terá equacionado o que verdadeiramente teria provocado esta súbita e dramática alteração no comportamento global da equipa. Ninguém sabe se chegou a conclusões concretas, mas aqueles que lhe estão mais próximos certamente que o ouviram falar dos erros de um começo de época desastroso, para o qual nem Jesus, afinal, estava preparado para enfrentar.»

Jesus é culpado. Ok, até é verdade. Agora, avaliando o modo como é dada a notícia, parece que estamos na presença de jornalistas da revista Maria. Reparem que primeiro "ninguém sabe se chegou a conclusões concretas", mas depois há a suposição de que "aqueles que lhe estão mais próximos certamente que o ouviram falar dos erros". Então? Sabem ou não sabem? E quem são esses amigos próximos de Jesus? São os do "diz que disse"? Dos que se inventam quando não há verdades? Cândido de Oliveira e Ribeiro dos Reis estão às voltas no caixão a esta hora.

«Não se pode dizer, portanto, que o Benfica tivesse podido contar com o apoio dos adeptos, nesta época de má memória para o clube da águia. A equipa sentiu-se muitas vezes sozinha numa luta cruel pela reconquista do capital de confiança (...).»

Chega agora o potpourri da estupidez. Hum... deixa cá ver. Então a equipa sentiu-se sozinha? É que eu lembro-me de um idiota pedir um boicote aos jogos fora. Eh pá, se calhar... E ainda me lembro de eu ter dito aqui, e mostrado por A + B, que atendendo aos números normais de espectadores nos estádios dos adversários e no nosso, o efeito do boicote estava a sentir-se na Luz! Perdemos, naquele curto espaço de tempo, 90 mil adeptos na Luz, tendo assistências inferiores a 30 mil adeptos contra o Olhanense e o Schalke. Fantástico.

Sobre o presidente, nem uma palavra. Se isto não são notícias encomendadas por Vieira, então não sei o que possam ser.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

114 nomes depois...

1 - Ronaldinho
2 - Victor
3 - Nenê
4 - Quaresma
5 - Gaitan - CONFIRMADO
6 - Dentinho
7 - Eduardo
8 - Diego Buonanotte
9 - Rosales
10 - Romero
11 - Anderson Lessa
12 - Bernardo
13 - Marcos
14 - Wendel
15 - Tiago
16 - Sivok
17 - Diego Cavalieri
18 - Monzón
19 - Marco Amelia
20 - De Gea
21 - Job
22 - Anderson
23 - Tiago Targino
24 - Doni
25 - Zezinho
26 - Giovani dos Santos
27 - Drenthe
28 - Garay
29 - Van der Vaart
30 - Huntelaar
31 - Simão
32 - Codina
33 - Adan
34 - Giovanni Moreno
35 - Diego
36 - Akinfeev
37 - Leto
38 - Jan Oblak - CONFIRMADO
39 - Marcos Alonso
40 - Diego Tardelli
41 - Roberto Jimenez - CONFIRMADO
42 - Rodrigo - CONFIRMADO
43 - Geromel
44 - Karvonen
45 - José Callejón
46 - Mc Gregor
47 - Alípio - CONFIRMADO
48 - Sebastian Blanco
49 - James Rrodriguez
50 - Pablo Sarabia
51 - Adriano
52 - Sosa
53 - Muriqui
54 - Jô
55 - Durval
56 - Mano
57 - Diego Ângelo
58 - Bordachov
59 - Elton
60 - Jermaine Beckford
61 - Desmarets
62 - Jara - CONFIRMADO
63 - Tinga (Ponta Preta)
64 - Jean-Armel Kana-Biyik
65 - Dino Drpic
66 - Adilson
67 - Diego Estrada
68 - Nikica Jelavic
69 - Belhadj
70 - Dario Conca
71 - Ochoa
72 - Mamadou Diarra
73 - Ádám Szalai
74 - Amauri
75 - Felipe Melo
76 - Mohamed Sissoko
77 - Raul Fernández
78 - Obraniak
79 - Michalis Sifakis
80 - Carrizo
81 - Andrés Guardado
82 - Fábio Faria - CONFIRMADO
83 - Gastón Ramírez
84 - Hugo Almeida
85 - Pedro
86 - Riera
87 - Adrián Colunga
88 - Damien Plessis
89 - Tiene Siaka
90 - Ben Arfa
91 - Elias
92 - Wesley
93 - Daniel Pacheco
94 - Hernanes
95 - Robinho
96 - Maylson
97 - Fernandinho
98 - Diogo
99 - Izmailov
100 - Sebastián Coates
101 - Salvio - CONFIRMADO
102 - Carlinhos Paraíba
103 - Armand traoré
104 - Willians
105 - Nilson
106 - Bracalli
107 - Dida
108 - Stojkovic
109 - Hleb
110 - Kingson
111 - Hildebrand
112 - Rensing
113 - Dudek
114 - Yannick Djaló

Isto é de loucos, absolutamente impressionante. 114 nomes, quantos deles completamente inventados a despropósito?! Assim não admira que quando o Benfica jogue contra alguém não haja uma única equipa sem um elemento sobre o qual eu não diga "Olha, este já foi falado para o Benfica.".

sábado, 16 de janeiro de 2010

Sobre os 3 grandes

Muito se fala sobre o Benfica nos três grandes diários desportivos nacionais. A Bola, Record e O Jogo são três jornais bem distintos, com linhas editoriais bem marcadas e definidas, mas será que sabemos realmente como são os jornais? Sim, porque quando criticamos jornal A, B ou C, sabemos do que falamos? Compramos esses jornais?

Há uns tempos, numa caixa de comentários de um post do Eterno Benfica, o nosso leitor Bruno Venâncio alertou-nos para o facto de o jornal O Jogo não ser aquilo que eu próprio e vários outros leitores pensávamos ser. Com base neste comentário, tenho comprado, nas últimas semanas, os vários jornais desportivos alternadamente: umas vezes Record, outras O Jogo e noutras ainda A Bola. Comparando-os, tenho de dizer o seguinte:

A Bola: Foi o jornal que sempre compraram em minha casa, além do Expresso, para ler, regra geral apenas aos fins-de-semana, desde pequenino. Era, e ainda é, o meu jornal favorito, dos 3 grandes. É claramente um jornal virado para o Benfica, a linha editorial é encarnada, as crónicas não são totalmente isentas e isso faz com que eu goste tanto deste jornal, apesar de admitir que não é de "bom jornalismo e profissionalismo" algumas opiniões supostamente isentas que já li. Em termos de qualidade de escrita, para mim, é de longe melhor que qualquer um dos outros. Tem jornalistas cujos textos são de óptima qualidade como José Manuel Delgado, dono de um grande poder de isenção (hehehe...), Fernando Guerra, João Bonzinho, entre outros. Gosto também de colunistas como Leonor Pinhão, Fernando Seara, mas também leio os textos de MST, Rui Moreira e Eduardo Barroso, apesar não gostar dos clubes que defendem. Em termos de cor e organização também acho que é o melhor dos 3 grandes: A Bola ao Centro é sempre agradável de ler, conhecendo outras histórias muito interessantes e a forma como se dispõem as várias secções é lógica, com sentido e abrangente, lendo-se notícias de futebol internacional e muitas outras modalidades. Funcionalmente, o site deste jornal tem evoluído muito bem nos últimos meses/anos tendo inclusivé apanhado, em termos de qualidade, o do Record. Apesar de começar a tornar-se ligeiramente sensacionalista, especialmente nas capas, continua a ser o meu jornal favorito.

Record: Abomino-o. Às vezes, quando não há A Bola, chego a compra-lo mas quase sempre contra a minha vontade. O tipo de letra é mau, a história/estória do acordo ortográfico irrita-me, não posso ver escrito "ação" ou "fatos". Odeio o facto de se virem gabar em primeira página de que acertaram em determinada contratação de um jogador quando os outros diários diziam o contrário, numa atitude de criança ridícula. Pelos vistos, nem benfiquistas, sportinguistas ou portistas gostam, mas que aquilo vende, vende efectivamente. Está cada vez mais sensacionalista, além de ser frequente, demasiado frequente, encontrar gralhas nas suas páginas. As fotografias estão a anos-luz das d' A Bola e d' O Jogo. Como pontos positivos temos João Gobern e, antigamente, Rui Cartaxna. Acho inconcebível um jornal incluir um tal de Eugénio Queiroz a escrever artigos que supostamente não são de opinião pessoal. O site era, até há bem pouco tempo, o melhor de todos, apesar de ter sido suplantado pelo d' ABola.

O Jogo: Os preconceitos para com este jornal eram, da minha parte, mais que muitos. A última vez que o tinha comprado foi na véspera do Portugal - Grécia de abertura do Euro-2004, por isso estão a ver aos anos que eu não comprava esse jornal. A ideia generalizada é a de que é um diário pró-Porto, algo que, pelo menos na edição de Lisboa, não é verdade. A Norte sabemos como as coisas funcionam, mas aqui no Sul não é bem assim. É óbvio que o dono do jornal é quem nós sabemos, que quem comenta as arbitragens é o idiota do Coroado, mas a minha opinião sobre O Jogo era bem pior do que aquela com que fiquei agora, especialmente pela qualidade dos artigos: são bons, bem redigidos, tendo fotografias com qualidade. Continuo a achar o jornal muito sombrio e as poucas cores que tem, são muito monótonas. O site continua pré-histórico. O problema são mesmo as edições no norte do país, onde podemos ver exemplos como o de acima.

domingo, 16 de novembro de 2008

Marasmo?


Marasmo? Não foi contra o Estrela da Amadora? Já não podemos ganhar descansados?

P.S. É bem verdade que a equipa fez pouco, "trabalhou pouco" como diz o Paulo Bento. Mas quando nos apanhamos a quatro pontos de uns e a cinco pontos de outros, é melhor começar a desestabilizar...

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Pratos limpos

Como é sabido, o período de férias dimunui a capacidade cognitiva de muita gente. Mas também é verdade que já estamos em Setembro.
O derby que opôs o Benfica a Jorge de Sousa (ou terá sido Benfica vs fóculporto?) terminou faz hoje cinco dias e há ainda muita polémica instalada, na minha opinião, não só pelo discurso atabalhoado produzido pela SAD azul e branca sempre que se encontra em apuros, mas também pela ausência de uma comunicação social imparcial e esclarecedora.

Basicamente, o que a imprensa contou foi o seguinte: no final do jogo, Rui Costa e LFV dirigiram-se à cabine da equipa de arbitragem e foram pedir desculpas pela agressão do diabo de Gaia. O acto [a agressão] é entendido como coacção, sendo que o Benfica arriscaria a descida de divisão. O Benfica, pela voz do director de comunicação (finalmente existe um!), pede desculpa pelo acto de Vieira, dizendo que não era intenção do presidente quebrar o castigo imposto pela Liga (que já agora, o castigo resulta de uma série de verdades ditas pelo presidente acerca de um tal de Lucílio). O Porto pressiona para que Benfica e LFV sejam castigados.

A pergunta impõe-se: Agredir o fiscal-de-linha é coacção? SIM, pelos regulamentos é!
O Benfica deve descer de divisão por isso mesmo? NÃO, OBVIAMENTE QUE NÃO!

Depois das famosas "peitadas", que podem ver no Youtube, e das conversas de preparação dos jogos feitas em casa do Papa, esta da "coacção" é para meninos. Ainda para mais feita por aquele indivíduo, que possivelmente deveria estar internado numa clínica.

A autoridade moral do presidente do Porto é no mínimo questionável. Depois de fazer o que fez, deveria remeter-se ao silêncio. Como já li aqui, "O Benfica fala com o árbitro depois do jogo... o Porto fala antes (e em casa do presidente...)".

Quem é que acredita na nossa imprensa credível?

sábado, 24 de maio de 2008

Ao lado


Foi ao lado. Precisaram de 22 nomes para acertarem no novo treinador do Benfica. Desde a saída de Camacho até hoje, muito se disse, muito se especulou, e só acertaram praticamente em dois nomes: primeiro Eriksson, com o qual houve efectivamente contactos, e agora Quique Flores, o novo treinador do Benfica, ao qual teremos de dar todo o nosso apoio, tal como o Galaad escreveu no post abaixo. Fiquem com a lista dos ex-futuros-treinadores do SLB que a imprensa noticiou:

Carlos Queiróz
Carlos Bianchi
José Peseiro
Alberto Malesani
Jorge Jesus
Fatih Terim
José Mourinho
Humberto Coelho
Carlos Carvalhal
Luís Felipe Scolari
Alberto Zaccheroni
Didier Deschamps
Manuel Cajuda
Sven-Goran Eriksson
Roberto Donadoni
Marcello Lippi
Gordon Strachan
Avram Grant
Michael Laudrup
Quique Flores
Zico
Delio Rossi

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Um jornalista (a) sério

Quem não conhece Pedro Pinto?

Começou a apresentar programas para jovens no Canal 2, tornou-se no único pivô português da CNN Internacional, com a qual ainda colabora, teve passagem (breve..) pela Sport TV do Oliveirinha, e, mais recentemente, foi escolhido pela UEFA para apresentar o sorteio dos Grupos para esta temporada da Liga dos Campeões. E fê-lo com classe, pois é um tipo com classe.

Mas não se fica por aqui. Pedro Pinto é benfiquista e assume-o sem complexos, num país (ou será fora dele, em Londres?) onde a mediocridade se tinge em tons regionalóides de azul ou pindéricos de verde.



Vou aqui reproduzir excertos da “conversa” que Pedro Pinto teve no chat da uefa.com, e que podem consultar em inglês e na íntegra nesta página. (Vergonhosamente, a pt.uefa.com ignorou a entrevista, decidindo não a partilhar com a comunidade lusófona internacional. Dor de cotovelo ou alergia ao vermelho?)

...

Utilizador: Olá, Pedro. O que é que se passa hoje em dia com as equipas portuguesas? Parece que não há dinheiro, o que não acontece com outros grandes clubes.

Pedro Pinto: Tanto quanto sei, o problema deriva de os montantes conseguidos com a venda de direitos televisivos em Portugal não terem nada a ver com os que são praticados em países europeus de maior dimensão. [É impressão minha, ou há aqui uma indirecta ao Oliveirinha?]

[...]

Utilizador: Olá, Pedro. Se hoje em dia fosses futebolista, em que equipa gostavas de jogar e porquê? Obrigado!

Pedro Pinto: Gostava de jogar no Chelsea. Seria excelente ser treinado pelo José Mourinho e descobrir o segredo dele para manter sempre toda a gente motivada e de olhos postos num objectivo comum. Mas como sou do Benfica desde pequeno, também gostava muito de vestir a camisola do clube.

Utilizador: Qual foi o melhor jogo a que alguma vez assistiu?

Pedro Pinto: O melhor jogo entre clubes que me recordo de ter assistido foi a vitória do Benfica sobre o Marselha nas semi-finais da Taça UEFA em 1982. Eu era um puto e nunca mais me esquecerei do Estádio da Luz naquele dia.

...

E para terminar este post, deixo as seguintes questões: porque é que um tipo com o talento e a projecção do Pedro Pinto vive à margem dos media desportivos portugueses? Porque é que não possui um programa de análise, e víboras como o Rui Santos ou o David Borges têm direito a poluir as nossas emissões de televisão e rádio? Será que é preciso ser-se anti-benfiquista (ou benfiquista “sado-maso”) para se conquistar um lugar ao sol?

Reflictam...

Saudações Gloriosas

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Simplesmente genial..

.. a crónica da Leonor Pinhão esta semana, n'abola!

De um romancista inglês, que gosto muito, guardei sempre esta frase por a saber verdadeira: «Em todas as infâncias, há sempre um momento em que uma porta se abre e deixa entrar o futuro.»

Pelos meus dez anos, estando a lanchar com a minha avó e uma tia na varanda do snack-bar da Praia Grande, sobranceira à piscina de água salgada, veio o empregado de bandeja, e com maus modos, dispor sobre a mesa o serviço de chá, as torradas aparadas e o mais que fora encomendado, com a graciosidade de quem atira tijolos ao chão.

A louça ao bater no tampo metálico da mesa fez um barulho grosseiro e a força dos múltiplos impactos salpicou de chá a família. Como se não bastasse, meia torrada saltou do prato e ficou de esguelha, em posição inconveniente.

Cumprido o serviço, o homem da bandeja foi-se embora, muito direito, levando consigo a notinha providenciada pela minha avó que ainda lhe disse: «Pode ficar com o troco.»

– Que sujeito mais boçal… – comentou a minha tia.

– Coitado… – respondeu a minha avó.

– E ainda lhe deu gorjeta quando o que lhe devia ter dado era uma descompostura! — insistiu a minha tia, abespinhada com o comportamento do criado.

Ao que a minha avó, justificando-se, respondeu:

– Era só o que faltava! Não passo cartão a labregos.

– Há excepções — contrapôs a minha tia.

– Não há, não.

Eu vi e ouvi tudo, sem perceber, é certo, o alcance filosófico do diálogo que, mesmo assim, muito me impressionou pela novidade das expressões cujo sentido desconhecia. À noite, perguntei ao meu pai o que era um «labrego» e o que significava «não passar cartão a labregos».

Com as suas explicações, fiquei esclarecida. Mais do que esclarecida, convencida. Foi este o momento da minha infância em que o futuro me entrou pela porta.

Por vezes, no entanto, permito-me duvidar. Do ponto de vista dos labregos, o não lhes passar cartão, não poderá ser entendido como o usufruto de um poder intimidatório, exercido impunemente sobre pessoas de bem, na certeza fácil de que não terão resposta?

Não deveria a minha avó ter posto no lugar aquele criado com a bandeja, protagonista de um serviço lamentável, em vez de se dar ares de abstracção e limitar-se a ignorá-lo em nome de princípios romanescos tão deslocados da vida real?

Eu compreendo-a. Passar cartão a um labrego é reconhecer-lhe a existência. O erro é julgarmos que isso de algum modo os afecta. Porque, na verdade, um labrego não tem vergonha nenhuma.

Não se pode viver com medo de ouvir o nosso nome pronunciado em público por estranhos. Ou viver temendo que o nosso nome venha a ser pronunciado em público por estranhos. Interiorizado esse pudor de classe, mais não faremos do que ceder objectivamente à intimidação que o marcar da distância nos obriga.

António Tavares Teles é o autor de uma rubrica no jornal O Jogo, denominada O Pato. Depois de ter ameaçado com um «prepare-se» um jornalista íntegro e, por isso mesmo, mais do que preparado, veio no último sábado, afirmar que possui «cópia, é claro» da factura n.º 2.1.54219 da Agência Abreu, passada a 18 de Março de 1988, ao SL Benfica, referente a «oito viagens ao Luxemburgo e Bruxelas» de oito jornalistas, no valor nominal de 87.300 escudos.

Espectacular, pá!

A mesma factura já fora agitada aos quatro ventos quando a SIC, há mais de dez anos, revelou o episódio das viagens de árbitros para destinos exóticos a custas de um clube de futebol, tendo motivado um comunicado esclarecedor do Sindicato dos Jornalistas que, pelos vistos, desta vez anda a dormir. A mesma factura voltou a ser agitada pelo presidente do FC Porto, no mês passado, quando depois de três acusações por parte do Ministério Público sentiu vontade de pronunciar o meu nome, embora eu não seja do Ministério Público.

Bem pode, António Tavares Teles, também ele, emoldurar a factura e bem podemos nós, os oito jornalistas, regozijarmo-nos pelo facto de os melhores «serviços de informação do país» não terem nas nossas «fichas» nada, rigorosamente nada, que nos possam comprometer, envergonhar ou provar como criadagem ao serviço de quem quer que seja.

Em Outubro de 2003, no decorrer de um Boavista-FC Porto, Deco perdeu a cabeça e atirou com uma bota ao árbitro Paulo Paraty. Foi expulso e castigado com 3 jogos de suspensão. As pressões exercidas para aligeirar a punição do jogador constam de uma certidão do Ministério Público, no âmbito do processo Apito Dourado. As escutas referentes a este episódio foram publicadas no Correio da Manhã, a 16 de Abril. E, em resumo, é disto que se trata:

O presidente do FC Porto e o presidente da Liga de Clubes conversam ao telefone sobre a melhor maneira de despenalizar Deco. Valentim Loureiro diz a Pinto da Costa: «Mas, ó Jorge, você veja aí com os seus serviços como as coisas poderiam conduzir-se para minorar os efeitos.» E «Jorge» responde-lhe que os seus «serviços» já estão «a estudar» o assunto. Eis o estudo: o presidente dos árbitros garante ao presidente do FC Porto que o árbitro Paulo Paraty «não vai utilizar a palavra agressão» no relatório do jogo e o presidente do FC Porto convence Deco a não comentar a notícia que vai sair no dia seguinte no Pato dando conta de que o jogador se recusa a jogar pela Selecção Nacional no Europeu. Assim:

– Amanhã vai sair aquela coisa no Pato.

– Hum – responde Deco.

– É uma coisa do género «pode estourar uma bomba… ofendido com o que foi dito e o castigo»…

– Hum — volta a responder Deco.

– … e tal… pode estourar uma bomba que é possível que Deco, desgostoso com a perseguição que lhe está a ser feita, se calhar vai pedir dispensa de jogar na Selecção, ou coisa assim, estás a perceber?

– Hum, hum — é a resposta de Deco (e só por estes quatro «hums» merece uma salva de palmas).

– Que é como forma de pressão para…

– Hum, hum – mais dois «hums» de Deco, provando como é esperto dentro e fora das quatro linhas.

– Portanto, se amanhã alguém te telefonar a perguntar se isso é verdade tu dizes: «Sobre isso não falo nem uma palavra»…

A transcrição das escutas reporta-se, depois, ao dia seguinte. O presidente do FC Porto ouve Antero Henriques deleitar-se com a notícia do Pato, que já grasnara de véspera:

– Esta do Pato, do Deco, vou-lhe dizer uma coisa, pá, eu sabia que o presidente era um génio, mas esta, f…-se!

– Como é que vem? – pergunta o presidente.

– Um espectáculo, pá.

– Como é que está?

– Acho que é uma chantagem fantástica! – acha Antero Henriques.

Eu acho que é mais «um espectáculo, pá» do que «uma chantagem fantástica». E de genial, «hum», só o descaramento.

Outro «espectáculo, pá» é a notinha que o mesmo Tavares Teles escreveu no último domingo, no Diário de Notícias sobre o livro de Carolina Salgado. Passo a transcrever: «Mãozinha de quem? De Leonor Pinhão, como insinua Fernanda Freitas? Quem sabe? Autora moral já se sabia que de algum modo Leonor Pinhão era. Mas material também? Vamos ver o julgamento.»

Vamos lá, então, ao julgamento:

Ao longo de cinquenta anos a minha vida no crime resume-se a uma multa por excesso de velocidade.

Nunca fui autora moral, nem material, nem cúmplice, nem pau-mandado de «chantagens fantásticas».

Tenho, do meu lado, «moral» e «material» que o provam com ampla e eficaz suficiência.

E espero que a minha avó me desculpe ter aberto esta excepção.

Que grande mulher!

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Os 7 Horrores de Portugal

O jornal O Público lançou - a par de As 7 Maravilhas de Portugal - uma iniciativa que visa premiar os 7 maiores horrores do nosso país. O Sporting está nomeado, mas não convém confundir os 7 maiores horrores com os mais horrorosos 7. É isso mesmo, não é o Sá Pinto que está nomeado. É sim, a explendorosa, gigantesca e grandiosa latrina de Alvalade - XIXI.

Coros protestantes vão sendo emanados lá para os lados da mega retrete. Queixam-se, alarvamente, que o lote deveria ser alargado para 8 monstruosidades, para que o horroroso 8 fosse também ele incluído na votação. Refiro-me, como não podia deixar de ser, ao Pedro Barbosa. Contudo, a organização já afirmou que incluir um concorrente com um penteado daqueles seria, no mínimo, desprestigiante para os restantes 58 candidatos.

O Eterno Benfica lança o apelo. Ajudem o Sporting a conquistar este alto galardão, porque esta época, nem no Torneio do Guadiana se safam!

Votem aqui.