quinta-feira, 17 de setembro de 2009

BATE Borisov

Nos últimos dias tenho lido e pesquisado algumas informações sobre os bielorrussos do BATE Borisov. Será, certamente, a equipa que a maior parte de nós, adeptos, menos conhece. Por isso, partilho convosco algumas das informações que recolhi sobre estes desconhecidos de leste.

Fundado em 1973, o BATE sempre foi um clube modesto. No entanto, com o final do século XX e entrada no século XXI, estes bielorrussos tornaram-se, indiscutivelmente, uma das maiores, senão a maior potência futebolística deste país. Subiram à Primeira Liga Bielorrussa em 1997, tendo no final da época seguinte acabado num honroso segundo lugar. Um projecto bem estruturado num país onde o futebol não é minimamente desenvolvido dá nisto: campeões na época seguinte. Com o início do novo século, desde 2001, o BATE averbou um quarto lugar (2005), um terceiro (2001), dois segundos (2003, 2004,) e quatro primeiros postos (2002, 2006, 2007 e 2008), estando bem embalado para o tetracampeonato, liderando por 10 pontos e com um jogo em atraso, ao cabo de 18 jornadas.

O seu plantel é constituído, segundo o Zero Zero, por 28 jogadores, apesar do site do clube apresentar apenas 21 nomes. Na sua grande maioria são bielorrussos (24), tendo dois russos, um eslovaco e um arménio. Ao nível de idades, altura e peso médio do plantel, Benfica e BATE são muito semelhantes: o plantel do Benfica é cerca de ano e meio mais velho que o plantel bielorrusso, apresentando aproximadamente a mesma altura e peso. Por isso, aquela ideia de que "eles são muito altos porque são de leste" não é bem assim, pelo menos contra este adversário. Conta como estrelas da companhia os médios Krivets, número 10 (na imagem), e Pavlov, camisola 17.

Nas provas europeias, o BATE tem dado que falar nas últimas épocas. Com os sucessos obtidos no campeonato, tem conseguido alguns resultados surpreendentes também na Europa: em 2007/2008, nas duas primeiras rondas de qualificação para a Champions League, bateu o APOEL (actual adversário do FC Porto na fase de grupos da UCL) e ainda uma formação islandesa de nome impronunciável (Hafnarfjördur), perdendo apenas para o Steaua de Bucareste na 3ª ronda de qualificação, após uma eliminatória difícil para os romenos (4-2 no total). Caiu por isso para a Taça UEFA, onde foi eliminado sem apelo nem agravo pelo Villareal (6-1). E eis que chega o ano da verdadeira afirmação europeia do Borisov: 2008/2009 fica marcado pela queda dos favoritos Anderlecht e Levski Sofia nas pré-eliminatórias da Liga dos Campeões, permitindo ao conjunto bielorrusso enfrentar na fase de grupos o Real Madrid, com o qual perdeu por duas vezes (0-1 e 0-2), a Juventus, que, surpreendentemente, não passou no exame (2-2 e 0-0) e o Zenit, vencedor da Taça UEFA da época transacta (derrota por 0-2 e empate fora com 1-1).

Sem dúvida resultados muito positivos para uma equipa que agora começa a dar os primeiros passos sérios nas provas europeias. Já este ano foi eliminado pelo Ventspils (adversário do Sporting) na ronda que antecede os playoff da Champions.

Por isto tudo que acabei de mencionar, é preciso ter respeito por estes ilustres desconhecidos. A equipa tem de encarar este jogo como um dos mais importantes do grupo, porque para além de ser o primeiro e de ser em casa, é aquele em que é proibido perder pontos. Preocupam-me as ausências de Quim e Aimar, mas confio perfeitamente no trabalho de pesquisa que Miguel Quaresma, adjunto de Jesus, fez nas últimas semanas. Eu, como treinador (que não sou), não arriscaria na titularidade de Júlio César, ou Peixoto a 10 numa altura destas, mas Jesus tem a minha e vossa confiança. Se correr mal, aí é que vai ser pior.

3 comentários:

Bruno Venâncio disse...

Boa análise do BATE. Quanto à equipa, eu poria: Júlio César, Maxi, Luisão, David Luiz, Shaffer, Javi, Amorim, Di Maria, Felipe Menezes, Saviola e Cardozo. Com um banco com Moreira, Sidnei, Peixoto, Keirrison, Ramires, Nuno Gomes e Coentrão, nada podemos recear.

JNF disse...

Não concordo com o onze que apresentas, penso que é demasiado arriscado iniciar um jogo destes com Júlio César e Menezes. Os meus titulares seriam estes:

Moreira; Amorim, Luisão, David Luiz e Shaffer; Javi Garcia, Amorim, Coentrão e Di Maria (a 10); Nuno Gomes e Cardozo.

Este jogo é ideal para Nuno Gomes poder ser titular, sendo também extremamente importante rever Moreira, dar a titularidade na esquerda a Coentrão e testar Di Maria a 10.

Bruno Venâncio disse...

Lá acertei nesses 2 lol! O Júlio César esteve bem e o Felipe Menezes mostrou que é bom de bola mas lento. Tem de se adaptar melhor ao futebol europeu.