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sábado, 4 de maio de 2013

Um Benfica à Benfica!


Já escrevi, apaguei e reescrevi este princípio de texto umas 100 vezes e continuo sem saber por onde começar. Nasci pouco tempo antes da última final europeia do nosso clube. Em Maio de 1990, nem as rezas de Eusébio sob o jazigo de Béla Guttmann surtiram efeito, e o Milan derrotou o Benfica por 1-0 em Viena. De lá para cá, as prestações europeias do Benfica em nada se ajustaram à categoria e à História do clube. Eliminados pelo Bastia. Os famosos 7 de Vigo. Levar 3 do Anderlecht. Perder na Luz com o Metalist. E até mesmo dois anos consecutivos sem conseguir o apuramento para as provas europeias. Desde que me lembro, vi o Porto, por mais de uma vez, o Sporting e até o Braga (às nossas custas) chegarem a uma final europeia. Até o Boavista esteve a dez míseros minutos de conseguir uma final europeia.

Mas ontem, na Luz, vi mais Benfica naqueles jogadores e naqueles adeptos que nos últimos 5, 10, 15 anos. Ontem, na Luz, houve Benfica, fez-se Benfica e o Benfica realizou-se. Os jogadores foram Benfica, os adeptos também. Em muitos anos da "nova" Luz, nunca tinha visto e vivido um ambiente como o desta 5ª feira. O Benfica x Manchester United de 2005/2006 era, para mim, o auge em termos de apoio fervoroso que já tinha presenciado. Caro leitor, se ontem não foi ao Estádio da Luz, não sabe o que perdeu. Perdeu a aparição daquele Benfica, em jogadores e adeptos, que os mais novos só vêem através das gravações em VHS ou que só ouvem pelos relatos dos mais velhos.

A apenas três semanas do fim da temporada, estamos paradoxalmente tão perto e tão longe de conseguir aquilo que queremos, que parece ainda irreal o que o Benfica já alcançou, sem ganhar nada, esta época. Estar com uma boa vantagem no campeonato, ter um adversário acessível na final da Taça e regressar a uma final europeia 23 anos depois é todo um corolário de condições que julgava serem absolutamente inatingíveis em Setembro último. Mais que ganhar um campeonato pela primeira vez em três anos, mais que arrecadar uma dobradinha pela primeira vez desde 1986, o Benfica pode fazer o que jamais foi feito no nosso clube: Campeonato + Taça + Prova Europeia. Mérito de quem? Deixo isso para outro post, onde Jesus, obviamente, mais até do que em 2010, tem o papel principal.

Mas ainda não ganhámos nada. E é isso que importa recordar no meio de toda esta euforia que leva gente ao Marquês de Pombal para festejar título nenhum. Em primeiro lugar, é preciso ganhar. O Benfica não pode dar abébias no campeonato e na Taça, e tem de fazer o melhor que sabe numa final europeia mesmo partindo na condição de não-favorito. É preciso ganhar. O "quase" não basta. O "quase" não serve. O "quase" não é um título. E não basta ganhar uma vez para se iniciar um novo ciclo. É preciso ganhar muitas vezes. É preciso iniciar o hábito de ganhar consecutivamente. E é isso que acho que esta temporada, em especial com a presença na final europeia, nos pode dar: uma viragem completa na mentalidade de jogadores, equipa técnica, corpo directivo e, também, pasmem-se, adeptos. Uma final europeia é especial para todos. Engrandece o clube aos olhos da Europa mas também o torna maior aos olhos de todos aqueles que o amam... e que o odeiam. Cabe agora a quem de direito saber capitalizar essa grandeza e esse crescimento que uma época repleta de títulos pode e deve dar. É aqui que entra Vieira. Cumprir o "1" do seu "3-1-50" prometido aquando das eleições (três campeonatos nacionais, uma final europeia e cinquenta títulos nas modalidades) à primeira tentativa é obra. O "3" vai igualmente bem encaminhado. E cumprindo aquilo que prometeu, Vieira terá, finalmente, um mandato à Benfica, continuando a ser, ou deixando de ser, o presidente que devolveu ao Benfica o hábito de ganhar muito e consecutivamente. E esse seria um feito digno de o colocar numa galeria onde figuram apenas os mais importantes presidentes da História do nosso Benfica.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Sport Lisboa e Benfica!

Estou a jorrar benfiquismo por todos os poros. Não caibo em mim de felicidade. Estou nas nuvens. Estou extasiado. Estou bêbedo  É uma sensação única que nunca tive oportunidade de presenciar. Agora já sei o que é estar numa final europeia.

Quanto ao jogo, fomos arrebatadores. Desde o terceiro anel até ao relvado. Foi um Benfica à Benfica. Um Benfica dono do seu inferno. Um Benfica a diabolizar e a vergar um adversário de forma tão esclarecedora que só mesmo uma arbitragem nojenta impediu um resultado ainda mais claro.

Vamos a Amesterdão e vamos ganhar. Vamos voltar a vencer na Europa. E seremos os únicos vencedores justos.

Não há palavras para tamanha euforia. Ser campeão faz-me sentir em overdose de benfiquismo. Mas esta sensação também é indescritível.

Agradeço do fundo do coração a todos os que tornaram isto possível, desde o presidente, passando pelo Jorge e restante equipa técnica, até aos jogadores, em particular àqueles que, sendo segundas e terceiras escolhas, sempre foram pedras basilares no fantástico ambiente de equipa e família que se vive no nosso clube. Sou tão crítico do JJ, mas tão crítico, que não consigo deixar de o venerar. Obrigado por uma época que tem tudo para ser ainda mais fabulosa, mister.

No fim do jogo, no café já mandaram a boca: “Parabéns ao Benfica pela primeira final europeia a cores”. Não me fiquei e respondi: ”Olha oh palhaço, queres um facto? Desde que a TV é a cores, o Benfica tem tantas finais europeias como a tua agremiação. Facto. E é um facto sem fruta e sem o caralho que a foda!”

Não me vou alongar mais. Isto é fantástico. A época está a ser fantástica e este grupo merece ganhar tudo o que está em jogo neste mês de Maio. E se a justiça divina não dormir, então estaremos perante a terceira melhor época da centenária história do Benfica.

Amo este clube acima de qualquer outra coisa e em meu nome pessoal, só tenho a estar eternamente grato por esta alegria, sabendo que noites tão ou mais gloriosas estarão por vir.

A todos vós, companheiros, brindo esta tacinha.

VIVA O BENFICA!

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Motivação

Primeiro é Raul Meireles, sedento por mais um jogo contra o clube que odeia, mandar larachas para a imprensa.

Depois é o treinador dos turcos dizer que o ponto fraco do Benfica são os centrais (sim, esses mesmos, Luisão e Garay).

Por fim é esta capa de um jornal turco, hoje, dia 25 de Abril.

Alguém está a pedir para levar umas quantas, não está?

terça-feira, 9 de abril de 2013

Os ingleses, os ingleses...

Chegaram triunfantes, de cabeça erguida, confiantes de que a vitória não lhes escaparia. De Portugal, dos portugueses e do campeonato nacional, pouco ou nada sabem. Aliás, nem precisam. As suas equipas são incomensuravelmente superiores a qualquer equipa deste cantinho à beira-mar plantado. Importante é que há cerveja, muita e bem fresquinha, a 1 euro. Porque, feitas as coisas, os ingleses ganham sempre. Excepto daquela vez em que o Braga eliminou o Liverpool. E da outra em que o Sporting arrumou com o City. E quando o Benfica despachou o United também. E quando a selecção portuguesa se diverte às custas da inglesa. Mas tirando todos esses episódios, os portugueses são uns coitadinhos nas mãos dos poderosos bretões.

Jesus reagiu muito bem à ignorância de Alan Pardew. Aquilo não se tratava de jogo psicológico, de provocação ao adversário. É apenas e só ignorância. E o tratamento a dar a ignorantes petulantes é precisamente este. Na Luz, tive pena que o Benfica tivesse entrado com alguns jogadores da chamada "segunda linha", até porque o que o Newcastle merecia levar com a cavalaria pesada desde início. Merecia o tratamento que o Everton teve aqui há 3 ou 4 anos. Ainda assim, com rapazitos que ainda no ano passado estavam nos juniores ou na segunda divisão, o Benfica chegou para os valentões. Com a entrada dos craques Enzo e Lima, foi a tareia que já se esperava.

Esta 5ª feira, em condições normais, o Benfica ganha com facilidade no norte de Inglaterra. Deixemo-nos de tretas: somos melhores, perdão, muito melhores que estes gajos. E havendo profissionalismo, esta eliminatória ficará encerrada em três tempos. As meias-finais da Liga Europa estão aí ao virar da esquina. E tendo em conta que é bastante provável que a competição se resuma a Chelsea, Basel e Fenerbahçe, seria uma estupidez colossal deixar escapar a oportunidade claríssima de ganhar uma prova europeia.

sábado, 16 de março de 2013

Quem é o adversário do Benfica?

O sorteio ditou que fosse o Newcastle o próximo adversário do Benfica na próxima jornada da Liga Europa, facto que me agradou para dizer a verdade, uma vez que são um clube com prestigio e jogam o futebol tipicamente britânico, aquele que Jesus consegue anular.

Quem é o Newcastle FC, adversário do Benfica, então?


O Newcastle é um clube do norte de Inglaterra e teve formação no ano de 1882. O clube deve-se à formação do Newcastle West e do Newcastle East. Dois forças rivais que acabaram por se juntar em 1892 devido aos problemas financeiros da West End e da hegemonia da perto dos East Enders. Com esta união o clube deixou de usar listas brancas e vermelhas e passou a usar as famosas pretas e brancas, que iriam dar tanto que falar. Em 1893 foram feitos vários jogos para ver quem poderia aceder à primeira divisão, e o Newcastle United conseguiu-o.

Entretanto, em 1992 Kevin Keegan voltou ao clube após anos penosos. Fez algumas contratações chave e pôs a equipa a praticar um futebol atacante muito agradável.  No Verão seguinte foram buscar um miúdo de nome Andy Cole por cerca de 2 Milhões de Libras. Este rapidamente tornou-se ídolo e o clube finalmente subiu de divisão. Começou aqui o período de grande futebol, sucesso e vitórias em St. James Park. Após a venda de Andy Cole para o gigante Manchester United, Kevin Keegan foi buscar jogadores como Les Ferdinand, David Ginola ou Tino Asprilla  formando uma super equipa que chegou a ganhar 5-0 ao United e rivalizando com este pelo título no auge dos anos 90.
Nos anos recentes, o Newcastle teve algumas dificuldades e voltou à 1º divisão recentemente.


Quem é o seu treinador? 

Alan Pardew, inglês, 51 anos. Para mim, não corresponde ao típico treinador inglês que vemos na Premier League, sendo que também não é totalmente o contrário daquilo que idealizamos como treinador British. É para mim o melhor treinador da sua geração naquele país. Ainda assim tem pontos fracos que penso podermos aproveitar. É um treinador que tem dificuldade em mexer positivamente na equipa e demora muito tempo a ler o jogo. Como o próprio já referiu, ficou satisfeito por jogar com o Benfica, o que mostra que não tem seguido a equipa de Jorge Jesus esta temporada. O acaba por ser um ponto em comum com a maioria das equipas inglesas, diga-se, o facto de ignorarem o planeamento do jogo. Mas isso joga a nosso factor e cabe ao Benfica aproveitar isso.

Gosta de jogar em 4-4-2 clássico mas após a saída de Demba Ba a equipa passou a jogar num 4-5-1. O ADN da equipa é bastante simples, posse de bola não exageradamente grande e bolas longas. Não vemos  o Newcastle com problemas de lançar bolas aéreas para as alas ou para a sua referência de ataque. É uma equipa ainda à procura de se encontrar esta época, pois teve de alterar o seu esquema táctica após a saída de Demba Ba para o Chelsea e porque tem tido inúmeras lesões. É uma equipa cujos defesas são algo lentos e têm dificuldade contra jogadores muito dinâmicos e velozes.


As "estrelas" da equipa:
-Cabaye. Médio, e com a ausência de Coloccini, novo capitão de equipa, pelo qual passa todo o jogo ofensivo da equipa. É o típico médio de trabalho com muita capacidade física e técnica. Exímio no passe longo e a procurar espaços para fazer o passe. Excelente critério em posse e marcação de bolas paradas. O craque desta equipa. É falado com relativa frequência para reforçar o débil meio-campo do United ou para substituir Lampard no Chelsea.

-Ben Arfa. Médio-ala ou extremo que tem tido algumas dificuldades em impor-se totalmente em Inglaterra, não por falta de mérito, meramente por azar, uma vez que tem sido fustigado com lesões desde que chegou. Mas quando está apto e em forma, mostrou ser um desequilibrador nato. Capaz de receber em espaços curtos e partir rapidamente para cima do defesa. Tanto procura o corredor central como tenta ganhar em profundidade a linha de fundo. Joga bem com os dois pés mas o seu esquerdo é o que faz mais estragos. Cuidado com os seus remates de longe. Felizmente não deverá ser opção.

-Cissé. Ponta-de-Lança tipicamente africano que se dá bem na Europa. Alto, possante, fortíssimo no jogo aéreo e com grande capacidade de finalização. Não pressiona nem é propriamente o jogador mais inteligente à face da terra a procurar espaços para se desmarcar, mas apenas precisa de um metro na área para finalizar uma jogada(normalmente um cruzamento), o que faz dele um ponta de lança letal.

Em relação à situação do clube esta época: Nas últimas semanas têm conseguido sair da segunda metade da tabela, pelo que agora se encontram em oitavo lugar no campeonato. É uma das equipas mais faltosas do campeonato, onde já acumula 54 cartões amarelos e 2 vermelhos. Último ciclo no campeonato regista vitória, derrota, vitória, derrota e vitória. Ainda não conseguiram fazer mais do que 2 jogos seguidos a vencer. Marcam com mais frequência entre os 31 e os 61 minutos de jogo. Tendo em conta o dinheiro investido pelo presidente no clube, com aquisições como Anita, Gouffran ou Debuchy é normal o clube aspirar a boas classificações mas tradicionalmente, para os adeptos, o que é realmente valorizado é o campeonato, pelo que a Liga Europa não passa de um bonus, digamos assim.

Dito isto, penso que estão reunidas todas as condições para passarmos a eliminatória, não sendo esta fácil, sobretudo o jogo fora, onde teremos de lidar com um ambiente bastante desagradável para os visitantes e com a tentativa dos Magpies de imprimirem um ritmo rápido para nos surpreenderem. Cautela, humildade e dedicação. Se mostrarmos estas 3 características penso que acabamos por ir às Meias-Finais.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Grandes

O 4-4 foi muito bonito. Houve drama, houve festa, houve duas reviravoltas em meia hora e o coroar de uma equipa fabulosa que nesse mesmo ano nos daria ainda muitas mais alegrias. Mas 0-1 é bem melhor. Com algum sofrimento, é certo, mas com bastante classe e uma maturidade assinalável.

Jesus rodou a equipa e saiu-se bem. Arriscou, é certo, mas os jogadores responderam de forma muito positiva. Matic, Enzo e Almeida, tirando um ou outro lance, fizeram jogos fabulosos. Melgarejo, Garay e novamente Artur também estiveram muito bem. Gaitán, a espaços, e Cardozo, cirúrgico como sempre, também não desapontaram. E mesmo André Gomes, que teve uma exibição infeliz, confirmou a ideia que tinha dele: temos ali jogador. Sim. Um miúdo de 19 anos que joga no meio dos grandes sem medo, sem se encolher e sem fugir às responsabilidades só pode dar jogador.

É uma grande vitória, a segunda do Benfica na Alemanha (ambas na Era Jesus), e que nos coloca com um pé nos oitavos-de-final, onde defrontaremos um adversário mais acessível que este Bayer. Para a semana temos de resolver este duelo com os alemães.

P.S. Uma palavra para os 5 mil adeptos que se deslocaram à Alemanha: fenomenais. À Benfica!

E sem Proenças, a música também é outra.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Leverkusen: mais difícil do que parece

Kirsten, Schuster, Paulo Sérgio, Worns e Thom já não fazem parte do plantel do Leverkusen. Kiessling, Shurrle, Rolfes, Reinartz e Leno são as novas estrelas de um plantel equilibrado, de uma das mais fortes equipas da Liga Alemã, que tem assistido a um acréscimo considerável de qualidade nos últimos anos. Meus amigos, o Bayer Leverkusen, este Bayer Leverkusen, não é da mesma casta que o Hertha ou o Stuttgart, que defrontámos em anos anteriores. Nem se encontra no mesmo patamar de Spartak ou Celtic. Estamos a falar de um adversário que tinha qualidade para estar nos oitavos-de-final da Champions.

O Benfica não parte como favorito para este embate. Esta é daquelas eliminatórias de 50/50. Saiba Jesus artilhar a equipa da matreirice e da frieza necessárias para vencer os alemães e poderemos pensar em voos mais altos na Liga Europa.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Actualidade do futebol

Olhanense 1-2 SLBenfica

Uma exibição pouco convincente dos habituais suplentes/reservas.

As grandes modificações no seu funcionamento e formato do meio-campo de certo não ajudaram.
Apenas com a entrada de 3 habituais titulares houve capacidade para virar o jogo, algo que diz muito sobre o trio que acompanhou Rodrigo no ataque.
Bruno César, Gaitán e Nolito precisam de ganhar ritmo e confiança, e nada mais que isso, porque a qualidade está lá.
Mas a entrar de início com outros 9 jogadores de campo que venham jogando com confiança.

Assustou-me muito o descontrolo emocional demonstrado após a desvantagem

Paulo Lopes um punhado de boas intervenções, pouco podia fazer no golo
André Almeida foi pena não ter jogado a trinco
Jardel concentrado, mas afectado pela atitude do parceiro
Sidnei kilos a mais no rabo (já incompreensíveis), sem cérebro para compensar
Luisinho cumpriu, como tem cumprido sempre. Não é jogador para levar a equipa às costas, mas não deixa ficar mal.
André Gomes e Enzo Pérez exibições de grande sacrifício num meio-campo desiquilibrado pela ausência de Matic ou de alguém no seu lugar
Bruno César se jogar nalguma ala é na esquerda... faltou-lhe apoio no ataque a dar profundidade
Gaitán tinha a oportunidade de jogar naquela que pode vir a ser a sua melhor posição, e não cumpriu
Nolito infelizmente inconsequente
Rodrigo fez a omolete que pode com os ovos que lhe deram até entrarem os 3 titulares.

Sálvio, Lima e Ola John obrigado.

Leverkussen vs SLBenfica

Um clube que nos traz boas memórias (das mais antigas que tenho do nosso glorioso!).
Um adversário à altura do Benfica e um bom desafio às nossa hostes.
Espero que a comunicação do Benfica saiba usar-se da História para nos dar a vantagem que a mesma nos dá!

Espero que quando chegar o jogo, os suplentes já tragam mais algum ritmo para haver uma efectiva rotação do plantel também neste jogo para não sacrificar o campeonato

terça-feira, 3 de maio de 2011

Como jogarias na segunda mão da Liga Europa?

Depois de mais uma jornada deprimente, num campeonato já há muito decidido e onde as forças estão concentradas na Liga Europa, decidi não só armar-me em treinador de bancada, como convidar alguns amigos a fazer o mesmo. A finalidade é ganhar mais motivação e ter diversas opiniões e diferentes perspectivas. Por isso, quantas mais lermos, melhor.

Começando por mim, se fosse eu a preparar a equipa para o Braga, o esquema táctico seria o seguinte:

A minha preferência pelo 4-2-3-1 tem uma razão de ser. O Benfica tem apresentado algumas lacunas na 4ta fase do seu jogo, ou seja, nas transições ataque defesa, após a perca da bola. Isto porque a equipa, na construção do seu jogo, não está a ter um crescimento sustentado e, quando tem perdido a bola, os jogadores mais perto da mesma não pressionam o adversário, permitindo que este inicie o contra ataque, normalmente através de um passe longo. O Javi, talvez por falta de apoio, tem encostado numa defesa mais recuada no terreno do que é costume, e tem havido um fosso de 30 metros, algo verdadeiramente inacreditável.

Outra situação são as bolas paradas, quer defensivas, quer ofensivas. É que, e debruçando-me nas bolas paradas defensivas, mais do que falar no Roberto, tenho que me relembrar que o Júlio César, o Luisão, o Airton, o Jardel, o Sidnei, enfim, que todos têm falhado. Ora quando o problema é geral, talvez signifique que o trabalho específico nestas situações, não está a ser o melhor.

E, principalmente por estas razões, acredito que a melhor solução, a curto prazo, passe por colocar uma unidade que nos resolva estes problemas rapidamente. Em cima do jogo, não existe tempo para trabalhar estas situações e a escolha recaí no Airton, precisamente pelas bolas paradas, por dar mais força ao meio campo, pelo facto de estarmos em vantagem na eliminatória, por vandinho não jogar e o meio campo deles ficar um pouco mais ofensivo e ganhar um especialista nas bolas paradas (hugo viana) e por causa do Saviola andar num mau momento de forma, podendo ser útil a sua entrada na partida.

Aqui ficam então outras opiniões:

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Phant (Chama Gloriosa)

Sistema de jogo: 4-2-3-1;

Equipa: Roberto; Maxi, Luisão, Jardel, Fábio; Javi, César; Gaitán, Martins, Saviola; Cardozo;

Texto opcional: "Eu mantinha a estratégia que o Benfica tem tido nos jogos fora na Europa, bloco médio com atitude bastante pressionante em 2ªfase. Jogava com o César ao lado do Javi, Martins na direita e Nico na esquerda, Saviola e Cardozo na frente, com o argentino a poder baixar de vez em quando fazendo uma espécie de 4x2x3x1. Bloco compacto, arriscar pouco em posse e aproveitar os ataques rápidos. Não precisamos de ir lá jogar à maluca, vamos esperar pela iniciativa do Braga. Não lhes ceder a posse, procurar antes racionalizar a recuperação a partir da 2ª fase e dependendo da situação também na 1ª condicionar sempre muito a posse do Braga."

Redeagle 7

Sistema de jogo: 4-4-2 losango;

Equipa: Júlio César; Maxi, Luisão, Jardel, Fábio; Javi, Peixoto, Martins, Nico; Jara, Cardozo;

Texto opcional: "Acho que temos que ter à frente do Javi dois jogadores que saibam ter a posse de bola. Martins e César penso que são ideais. Não os queria em linha com o Javi mas sim mesmo à sua frente. Outro motivo é porque são dois jogadores aguerridos, cada um à sua maneira, temos que fechar bem o meio campo e tentar anular o viana que faz boas aberturas nas costas dos defesas. Nico atrás dos dois avançados com o Jara muitas vezes a recuar para o lado do Nico e os dois poderem aparecer nas costas do Cardozo."

Saviolafication

Sistema de jogo: 4-4-2 clássico;

Equipa: Roberto; Maxi, Luisão, Jardel, Coentrão; Javi, Peixoto, Jara, Gaitán; Saviola, Cardozo;

Texto opcional: "Javi e Peixoto juntos no meio campo, Gaitan e Jara bem abertos nas alas, talvez jogasse com eles trocados para as diagonais. A alternativa era por o Martins em vez do Peixoto, passávamos a jogar com um 10 mas acho muito ofensivo só ficar o Javi a segurar o meio campo."

Becken

Sistema de jogo: 4-2-1-3;

Equipa: Júlio César; Maxi, Luisão, Jardel, Fábio; Javi, Airton, Martins; Gaitán, Jara, Cardozo;

Texto opcional: "Reforçar o meio campo com o Airton para dar corpo à equipa. É uma presença importante nas bolas paradas, é certeiro no passe e pode fechar bem o meio campo com o Javi. Importante nem que seja para compensar subidas dos laterais."

Sculpture

Sistema de jogo: 4-4-2 diamante;

Equipa: Moreira; Maxi, Luisão, Jardel, Coentrão; Gaitán, Javi, Martins, Peixoto; Jara, Cardozo;

Texto opcional: (Descobri que perguntar coisas ao Sculpture à 00.30 não é algo sensato xD).

Sammer

Sistema de jogo: 4-4-2 diamante;

Equipa: Roberto; Maxi, Luisão, Jardel, Fábio; Javi, César, Martins, Nico; Saviola; Cardozo;

Texto opcional: "Quarteto defensivo habitual. Poderia haver uma troca de Jardel por Sidnei, mas Jardel tem estado bem. No meio campo, Javi Garcia com o apoio de César Peixoto. Peixoto terá um papel importante, pois ajudará Javi a fechar espaços centrais e ajudará Fábio nas tarefas defensivas, permitindo uma compensação das subidas de Fábio. Depois, o lado direito e o nº10. Não tenho dúvidas que serão aqueles dois nomes, e que até poderiam trocar de posição, por Martins jogar melhor ao meio. Apenas coloquei o Carlos na direita porque defende mais que Gaitan, ajudará melhor o Maxi Pereira e é melhor recuperador que Gaitán. Poderá perder-se alguma profundidade, mas ganhar-se-à capacidade de recuperação. Quanto ao Gaitan, teria a tarefa de servir tanto Saviola como Cardozo, fazendo o papel de 10. Poderá também ir aparecendo na esquerda, fazendo, a espaços, Saviola o papel de 10. Seria algo que ia mudando com o decorrer do jogo. Cardozo, será importantíssimo na estrutura de ambas as equipas. Porque estica a equipa do Benfica e não permite subir as linhas defensivas do Braga."

Trainmaniac (Chama Gloriosa)

Sistema de jogo: 4-2-3-1;

Equipa: Júlio César; Maxi, Luisão, Jardel, Fábio; Airton, César; Martins, Nico; Saviola; Jara;

Texto opcional: "Nos pressupostos em que baseio o meu plano de jogo, consta a suspensão de Aimar para o jogo de Braga, e ainda a iminência de Javi Garcia, Maxi Pereira e Carlos Martins falharem a possível final caso vejam amarelo neste jogo. Acho que esta meia-final tem de ser jogada a pensar já na final em todos os aspectos, e portanto o risco dos dois jogos deve ser repartido entre o jogo das meias-finais e o jogo da final. Considero que não faz muito sentido ir jogar uma final com demasiados elementos indisponíveis, pelo que há que fazer o máximo, dentro dos limites da razoabilidade, para que isso não aconteça."

Joase

Sistema de jogo: 4-4-2 diamante;

Equipa: Roberto; Maxi, Luisão; Jardel, Fábio; Javi; Martins, Peixoto, Nico; Saviola, Cardozo;

Texto opcional: "Tenho pena de não ter Aimar senão jogava com Aimar no lugar de Gaitan. Numa meia-final, na minha opinião, jogava com quem tem mais experiência. Faz muita falta neste tipo de jogos. A táctica é a nossa forma de jogar. É impossível ser de outra forma."

Sirgor

Sistema de jogo: 4-4-2 diamante;

Equipa: Júlio César; Maxi, Luisão, Jardel, Coentrão; Javi, Gaitán, Peixoto, Martins; Saviola, Cardozo;

Texto opcional: "Trocava o GR, já que Roberto pode não ter a estabilidade psicológica para enfrentar um ambiente onde falhou da última vez. Júlio César parece-me ter uma mente mais forte, não tem o mesmo potencial, mas num ambiente complicado, apostava na sua estabilidade emocional. A táctica não mudava, não é que não ache que o Benfica ficaria melhor servido de outra forma, acho é que é muito arriscado mudar tudo num jogo tão importante. Acho mais prudente e seguro mantermo-nos fiel à nossa forma de jogar habitual.

Hesitei entre colocar Airton ao lado de Javi, e tirar Martins, jogando Gaitán a "10", mas achei que isso poderia ser dizer ao Braga "temos medo de vocês"."

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Como pudemos verificar, a verdade é que não podemos ter todos a mesma opinião. Ainda gostaria de ler mais perspectivas, por isso convido o leitor e restantes colegas do nosso blog, a deixarem também a sua, sendo que aquilo que realmente importa é que o Jesus acerte com a táctica. Ele lá saberá melhor que todos nós.

Rumo a Dublin, Benfica!

domingo, 1 de maio de 2011

Vídeo do Mês - Maio 2011



Rumo a Dublin. Eu acardito.

sábado, 30 de abril de 2011

Isto é um sinal! ISTO É UM SINAL!

No dia 28 de Janeiro de 2006, um Benfica claramente superior e com seis pontos de vantagem sobre o Sporting recebia os leões na Luz. Derrota surpreendente por 1-3. No dia seguinte nevou em Lisboa pela primeira vez em 52 anos, sinal de que algo surpreendente estaria para acontecer. E aconteceu. Um Benfica com muito mais recursos acabou por sucumbir na tabela classificativa e deixou-se ultrapassar pelo Sporting, tendo acabado o campeonato a lutar com o Braga pelo terceiro lugar.

No dia 28 de Abril de 2011, o Benfica derrotou o Braga na primeira mão das meias-finais da Liga Europa. No dia seguinte caiu granizo em Lisboa. Meus amigos, isto é um sinal de que algo surpreendente está para acontecer. E atendendo a quem vai estar na final, eu digo que dia 18 de Maio, vamos fazer História. Isto é um sinal.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Dos fracos não reza a história

É verdade que o porto está num bom momento de forma, como nós estivemos em Janeiro e em Fevereiro, numa altura que, curiosamente, eles não jogavam um crl e até foram empurrados com muitas arbitragens.

Agora, campeões e ainda por cima vencendo o Maior na taça, é claro que estão de peito feito e com a moral em alta. Por isso, não me espanta que estejam num bom momento, enquanto nós nos arrastamos no campo. Não somos só nós, adeptos, que estamos doridos. Muitos dos nossos Guerreiros também estão. Quer se queira, quer não, os índices de motivação são muito importantes e decisivos no desporto.

Só conheço uma forma de se mudar isto. É acreditar e unirmos a massa adepta. Acreditar nos nossos incondicionalmente para que realmente sintam mais confiança e mais vontade em vencer. Após o fantástico jogo na Luz, frente ao psv, Fábio Coentrão, quando confrontado com a pergunta relativamente à força e à velocidade que emprega durante os 90 minutos de todas as partidas que joga, disse: "Metade desta força devo-a aos adeptos do Benfica e agradeço-lhes por todo o apoio."

E união para que, neste momento difícil que estamos a passar devido às marcas deixadas pelos jogos frente ao porto, tenhamos também nós forças, para nos unirmos, tenhamos fé, para não abandonarmos o barco. Tal e qual como deveria ser no casamento, ou seja, nos bons e nos maus momentos, na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, até que a morte nos separe. Até porque isso de sofrer por antecipação não me cabe na cabeça.

Vamos ter pensamento positivo, vamos eliminar o braga e não temer o porto. E, numa final, tudo pode acontecer. Em muitas finais que já assisti, nem sempre as equipas em melhor momento venceram. Certamente que todos se recordam de finais onde apostaram na equipa que perdeu. Uma final é uma final e, se lá chegarmos como acredito que chegaremos, temos que a vencer. Está tão perto, falta tão pouco, só mais um esforço.

Sem medos, temos que ser nós adeptos os primeiros a mudar a atitude de receio frente ao porto. Como o ano passado disse um amigo meu, temos que "reagir como os grandes, e não chorar como os pequenos".

Em pequeno celebrei um compromisso com o Benfica. Eu não o abandono por nada. Demasiado fiel para deixar de acarditar, rumo a Dublin, ninguém nos irá parar e o último a rir é aquele que se ri melhor!

Ps. Aconselho a lerem este belo texto que me deixou de lágrimas nos olhos: http://veultras.blogspot.com/2011/04/carta.html

Mais perto de Dublin

Tão perto e ainda tão longe, o Benfica está a um pequeno grande passo de marcar presença na final de dia 18 de Maio em Dublin. A vitória frente ao Braga abre boas perspectivas, mas analisando a campanha que os bracarenses têm feito, nada pode ser dado como garantido. A apenas 90 minutos do sonho, o Benfica terá de saber ser inteligente e matreiro para segurar a vantagem de 2-1 obtida em casa, à semelhança do que aconteceu com o PSG e com o Stuttgart. Se é verdade que, como diz Jesus, que é difícil, quase impossível, impedir que o Benfica marque golos, não é menos verdade que é fácil marcar golos ao Benfica. Este foi o décimo quinto jogo consecutivo em que o Benfica sofreu golos. Por toda esta bipolaridade estamos tão perto e tão longe, simultaneamente.

Não era um Benfica x Braga qualquer, não era apenas "mais um jogo" normal para o campeonato ou para a Taça de Portugal. Numa prova europeia, com o percurso de ambas as equipas, com a polémica que se instalou nos jogos nacionais entre ambos os clubes, este jogo era mais que um jogo: para o Benfica era a confirmação de que, com árbitros estrangeiros, a história seria diferente; para o Braga seria o confirmar de que é definitivamente capaz de bater qualquer equipa portuguesa em qualquer palco, tentando contrariar a tese benfiquista.

Poderia estar aqui a tecer loas à exibição do Benfica, ao facto de o Braga se ter aproximado da baliza de Roberto por raras vezes, mas o que vimos na Luz, é importante não esquecer, foi apenas a primeira parte. Ainda faltam noventa minutos para alcançar a tão desejada final. E se o resultado é o mesmo que nos abriu as portas dos oitavos e quartos-de-final, é ao mesmo tempo o mesmo que nos fechou a porta da final de 94.

Nas duas últimas deslocações a Braga foi o que se viu. Dois roubos de igreja, o primeiro da autoria de Jorge Sousa, com um golo mal anulado a Luisão, o segundo com Carlos Xistra, a expulsar Javi Garcia. A única certeza que tenho é a de que temos de preparar este jogo como se de um encontro para o campeonato se tratasse, pois na UEFA os "acidentes" e os azares também acontecem. Basta ver que há um clube que é sistematicamente beneficiado nos seus jogos. Basta ver que as equipas francesas, com a marca Platini, têm sido escandalosamente ajudadas. Não dêem nada por garantido, preparem este jogo com a maior das exigências e o máximo profissionalismo.

Estamos indubitavelmente mais perto de Dublin do que há 90 minutos. E sabemos que temos de fazer mais do que fizemos nas duas últimas deslocações ao terreno do rival. Custa acreditar, mas precisamos de fazer o mesmo que Quique, com Moreira e Urreta em grande plano, fizeram a Jesus. Faltam noventa minutos. Precisamos de ser Benfica.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Desde o Rio de Janeiro

Um grito muito forte até ao Estádio da Luz:


BENFICA

BENFICA

BENFICA

Mister, eu dou a táctica

O Benfica defronta hoje o Sporting de Braga na primeira mão das meias-finais da Liga Europa, sendo a primeira presença do maior clube português numa fase tão avançada de uma prova europeia desde 1994. Face a todas as ausências com as quais o Benfica se bate, nomeadamente Salvio e Amorim, há ainda três jogadores cuja utilização permanece uma incógnita: Gaitán, Carlos Martins e César Peixoto. São, por isso, vários os cenários que se podem colocar quanto ao onze escolhido por Jesus. Atendendo a que este é um jogo europeu onde o Benfica tem de saber gerir muito bem a posse de bola a meio-campo, algo que não tem sabido fazer durante a época, eis os "onzes" que eu proponho para cada situação específica:

Com Nico Gaitán, Carlos Martins e César Peixoto disponíveis ou sem Carlos Martins:

Com todos os disponíveis, excepção feita a Salvio e Amorim, claro, a minha opção seria entrar em campo com o onze base da época mas com Peixoto no lugar de Salvio, com o português a deslocar-se para o lado esquerdo do meio-campo, que até é a sua posição natural. Gaitán jogaria pela direita, corredor que não lhe é estranho uma vez que jogara aí várias vezes no Boca Juniors, sendo que também neste ano já passou por ali, nomeadamente no jogo em casa com o Stuttgart. Este seria o onze mais equilibrado que permitiria manter a toada ofensiva, preservar posse de bola a meio-campo com Aimar e Peixoto, e ainda ter um apoio a Coentrão (o próprio Peixoto) na marcação a Alan, jogador mais perigoso do Braga.

Com Nico Gaitán e Carlos Martins, mas sem César Peixoto:

A ideia acaba por ser a mesma do onze acima, mas com Gaitán de volta ao corredor esquerdo e com Martins pela direita, mas sempre com a função de cair para a zona central. Não permitiria a mesma capacidade de segurar o jogo mas o Benfica, apesar de perder algo em termos defensivos, ganharia poder de fogo de meia distância.

Com Carlos Martins e César Peixoto, mas sem Nico Gaitán:

Sem Gaitán, a juntar à ausência de Salvio, um Benfica com Martins e Peixoto sobre as alas perderia muita profundidade ofensiva. Não teríamos capacidade para chegar à linha de fundo. E sendo o nosso melhor defesa esquerdo simultaneamente o nosso melhor médio esquerdo, arriscaria colocar Fábio Coentrão no meio-campo recuando Peixoto para defesa. Não perderíamos muito em termos defensivos porque com as rotinas que Coentrão ganhou, saberia ajudar Peixoto na difícil tarefa de marcar Alan.

Com César Peixoto, mas sem Nico Gaitán e Carlos Martins:

Na ausência de Gaitán e Martins, o Benfica perderia aqueles que têm sido, habitualmente, o médio esquerdo e o médio direito (quando Salvio não está presente). Estes dois rombos nas "asas" do Benfia deveriam, a meu ver, pela falta de soluções de qualidade no banco, fazer com que o Benfica adoptasse um sistema mais próximo do 4x2x3x1, onde Jara na ala esquerda pudesse atacar com mais liberdade sendo que Peixoto dobraria Coentrão sempre que necessário e Saviola mais descaído para a direita tivesse o apoio de Pablo Aimar. Defensivamente não perderíamos muito uma vez que o meio-campo estaria reforçado com mais um elemento.

Com Carlos Martins, mas sem Nico Gaitán e César Peixoto:

Mantendo um jogador que pode dar suporte defensivo ao meio-campo (Carlos Martins), as preocupações do Benfica em termos de constituição da equipa viram-se para o lado esquerdo. Com Coentrão mas sem médio esquerdo, a dúvida passaria por colocar Carole na defesa e subir Fábio ou manter o português na defesa e avançar com Jara. Optaria pela segunda hipótese uma vez que Jara rende mais pela esquerda que pela direita, apesar de não ser um jogador muito útil no meio-campo, e porque Carole poderia tremer numa estreia europeia, logo numa meia-final e precisamente com o melhor jogador do adversário pela frente.

Com Nico Gaitán mas sem Carlos Martins e César Peixoto:

Aqui o problema é precisamente o oposto. À esquerda tudo bem, mas à direita as coisas complicam-se. Colocar Jara seria uma irresponsabilidade, uma vez que um meio-campo com Aimar, Jara e Gaitán não tem capacidade defensiva, sendo que o camisola "11" esteve manifestamente mal nos dois jogos que fez pela direita (Beira-Mar e Porto). Menezes não tem qualidade para jogar no Benfica, por isso seria Airton o escolhido, ele que daria muita força e muito músculo ao meio-campo. Com isto, para ajudar o lado direito do meio-campo a construir jogo, Saviola seria deslocado mais para trás, contando com a ajudar de Pablo Aimar.

Sem Nico Gaitán, Carlos Martins e César Peixoto:

Cenário que tem tanto de improvável como de grave. Sem os três centrocampistas, o Benfica vê-se obrigado a recorrer a Airton e Jara, o primeiro para segurar o meio-campo com Javi e o segundo para "fazer de Gaitán" pela esquerda do meio-campo. Saviola recuaria para ajudar na construção de jogo à direita. Outra hipótese seria atrasar Airton para defesa direito e fazer subir Maxi para o meio-campo, voltando ao 4x4x2 losango.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

28 de Abril de 2011

Por Mim - Fanático
Por Ti - Benfica
Por Ele - Cosme Damião
Por Nós - Todos os Benfiquistas
Por Vós - Jogadores
Por Eles - Todos os que ajudaram a escrever a nossa história a letras de ouro

Façam com que o dia 28 de Abril de 2011 fique marcado como mais uma etapa rumo à glória europeia, a glória que tanto procuramos, a glória que eu vi fugir, enquanto miúdo, em Maio de 1988 e 1990 e muitas lágrimas me fez derramar.

Façam com que as humilhações sofridas esta época sejam, não esquecidas, mas atenuadas, nem que para isso se recordem que até o Clube do Povo da Holanda (clube do povo, tal como nós) lavou a sua honra diante do PSV bem recentemente.

Façam com que toda uma enorme família volte a sorrir e a encarar o dia a dia de cabeça erguida..

Eu vou fazer tudo por isso. Espero que vocês o façam no campo, e sobretudo que os adeptos o façam ao comparecer ao jogo. Espero que às 20h05 de amanhã, o Benfiquismo já esteja a ganhar: isso depende dos adeptos - basta ir ao jogo para apoiar. O resto, o resto deixo nos pés, e na cabeça de quem nos fez campeões e a sonhar alto...

Façam-nos sonhar outra vez.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Pede-se Luz cheia

As derrotas, os assobios, as humilhações, as exibições menos conseguidas e sobretudo o preço dos bilhetes podem (estão, na realidade) a afastar os adeptos do jogo contra o Braga. Um jogo que é mais que um jogo. É uma batalha frente aos "aprendizes" que tudo farão para derrotar o Benfica, que entrarão em campo com uma atitude de guerrilha, quais cães sedentos de sangue. Lembram-se do Alan, do Vandinho e do sarnento Mossoró? Eles estão de volta.

A Luz a meio-gás que se viu contra o Porto, por duas vezes, ou contra o Schalke não pode de forma alguma voltar a repetir-se. E ao que sei a venda de bilhetes está a ser tão fraca que, e podendo enganar-me, quarta-feira de manhã lá estarei para levantar uns bilhetes grátis. Uma Luz vazia é meio caminho andado para a derrota. O que pensarão os nossos jogadores quando virem um estádio tristonho?

Pede-se Luz cheia. Peço eu, os dirigentes lá saberão por que raio foram colocados aqueles preços. Já vimos por mais de uma vez que com 60 mil somos muito mais fortes. Pelo Benfica, vamos a eles.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Somos dirigidos por um bando de chulos

Somos dirigidos por um bando de chulos. Gente que após derrotas com o Porto na Luz que lhes dá o campeonato consegue ir para o camarote comer croquetes e rissóis, beber champagne, contar umas piadas e dormir uma bela noite de sono. Tudo isto enquanto o sócio que paga as quotas todos os meses, que gasta dinheiro nos bilhetes, gasolina para fazer dezenas ou centenas de quilómetros para ver o "maior de Portugal", que perde tempo, paciência e muito, muito dinheiro, fica lixado com "f" bem grande, sem conseguir pregar olho durante a noite.

Vimos a pouca vergonha que foram os preços para o jogo contra o PSV. Nem se conseguiram vender 43 mil bilhetes, tiveram de dar mais de 20.000. Como se esta vergonha de dar bilhetes "à Braga" não nos bastasse, eis que os nossos queridos dirigentes chulos resolvem colocar bilhetes à venda para sócios normais como eu que têm lugar no terceiro anel, a um simpático preço de 25 euros. Muito obrigado. Agora vou ficar à espera da véspera para saber se compro ou se vou para a fila usufruir das borlas que dão a indivíduos que nunca vão aos jogos. Ah, e para não-sócios, o preço pode chegar aos 100 euros. Fabuloso. Gente sem noção do país em que vive. Uma meia-final de uma prova europeia não justifica estes preços num país à beira da ajuda externa. À beira não, ela já chegou. Ridículo. Haja fartura.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Fez-se História 17 anos depois

Quase duas décadas depois, o Benfica volta a marcar presença numa meia-final europeia. Foi tempo demais, foram demasiadas amarguras, foi um clube à beira da falência, foram épocas sem pisar solo europeu, foram os sete de Vigo. Foi. Passado. Hoje estamos de volta ao lugar de onde nunca deveríamos ter saído. Mas a história poderia ter sido bem diferente. Enquanto toda a gente festeja a passagem às meias-finais (e ainda bem que o fazem), eu continuo preocupado com a falta de maturidade europeia. A primeira meia hora é o espelho da minha preocupação. Erros, erros e mais erros na abordagem ao jogo permitiram que o PSV se adiantasse no jogo e recuperasse a ilusão de poder passar. Inacreditável. E o problema é que esta situação, nos jogos fora, não é excepção mas sim regra. Felizmente o desfecho acabou por ser positivo para as nossas cores, com Luisão em destaque graças a mais um golo decisivo (já perdi a conta aos golos importantes do zagueirão) e com um grande jogo de um Ramires chamado... Peixoto.

Por muito que se queira elogiar Jesus, e temos muito por onde elogiar, há pechas graves no nosso treinador e que dificilmente as corrigirá, fruto da sua mentalidade. O que é bom em termos nacionais acaba por nos ser fatal em termos internacionais: a pressão alta, as linhas avançadas, tudo isso é óptimo para jogar em Portugal contra adversários lentos, previsíveis e que não conseguem trocar a bola entre si durante quinze segundos. Na Europa, face a equipas táctica e tecnicamente muito evoluídas, é impossível manter este ritmo de jogo avassalador que não deixa os adversários respirar e que os mantém lá atrás fechadinhos. Há que saber gerir os vários momentos de jogo. É preciso entender quando é preciso carregar, quando devemos segurar jogo no meio-campo adversário e quando se deve defender em bloco e partir para o contra-ataque. O nosso Benfica não sabe jogar assim.

São factos. E a forma suicida como o Benfica entrou em campo é o melhor exemplo do que digo. Bloco alto, ataque constante e em dois contra-ataques dois golos. No primeiro, Lens corre 40 metros sem nenhum adversário pela frente, mostrando que a defesa subida, na Europa, sobretudo com centrais lentos e sem compensação quando um lateral falha, não resulta. No segundo, após uma perda de bola a meio-campo, mais um golo sofrido, provando que o Benfica não consegue segurar a bola sem ser quando ataca à maluca. Meia hora que, fruto de uma abordagem patética de Jorge Jesus, poderia ter colocado o Benfica atrás do PSV na eliminatória. Felizmente há Luisão, o homem dos golos decisivos, que uma vez mais deu um balão de oxigénio ao Benfica, que acabou por marcar um golo merecido mas caído do céu aos trambolhões quando já passavam 3 minutos sobre a hora.

Na segunda parte apareceu o Benfica adulto. O Benfica mais cauteloso, mais calculista, mais pragmático, mais italiano. Saber gerir e controlar o jogo foram as chaves do sucesso. E muito do sucesso do Benfica passou por conseguir gerir a posse de bola quando estava no ataque, graças ao patinho feio, ao mal amado da equipa, César Peixoto, que desafiou todas as leis da física e ganhou em força e em velocidade à defensiva holandesa, sendo atropelado e ganhando um penalty decisivo que sentenciou a eliminatória. Da marca dos 11 metros, Cardozo não perdoou. Até final foi apenas necessário fazer aquilo que não soubemos fazer (e que precisávamos) desde início: controlar sem perder noção do espaço na defesa. Tão simples e tão difícil.

Pena o infortúnio que foi a lesão de Salvio, que muito provavelmente o afastará dos relvados até meados de Maio. Dificilmente poderá voltar a jogar de águia ao peito, a não ser que haja uma recuperação milagrosa. Veremos...

Agora segue-se Braga, o Braga dos cânticos insultuosos, das bolas de golfe, das agressões, das simulações, dos choradinhos, etc. Com árbitros estrangeiros, outro galo cantará. Espero sinceramente que aquela gente asquerosa seja esmagada pelo Benfica. Primeiro os leitoezinhos, depois... os porcalhões.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Ainda não estamos nas meias da Liga Europa

Hapoel Tel-aviv 3-0 Benfica (2010/2011)
Liverpool 4-1 Benfica (2009/2010)
Olympiakos 5-1 Benfica (2008/2009)
Celtic 3-0 Benfica (2006/2007)
Stuttgart 3-0 Benfica (2004/2005)
Anderlecht 3-0 Benfica (2004/2005)

Estes são os resultados conseguidos pelo Benfica desde o regresso às provas europeias e que nos impossibilitam a passagem às meias-finais da Liga Europa. Numa prova europeia, num dia mau, é isto que pode acontecer. Estamos com pé e meio nas meias-finais da Liga Europa, mas ainda não estamos verdadeiramente lá. Face ao que já vi, perder por 3-0 em Eindhoven pode ser uma realidade.

Por isso, os jogadores "não podem contar com o ovo no cú da galinha". Há que entrar em campo com seriedade e atitude vencedora, mas com as devidas cautelas de quem não precisa de correr atrás de um resultado fabuloso. Calculismo e pragmatismo acima de tudo. Como em Alvalade, em Stuttgart e no Dragão. Assim será mais fácil.