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domingo, 4 de março de 2012

Os meus eleitos!

Já tinha expressado a minha opinião relativamente ao jogo de sexta e não falhei, infelizmente. Depois dos 5 pontos em dois jogos era o desfecho esperado, por muito que nos custasse.

No ano passado, já tinha a ideia que o tempo de Jesus se tinha esgotado mas os jogadores adquiridos e a manutenção da espinha dorsal dos últimos anos, fez-me acreditar que esta época poderia marcada por algum êxito. A realidade é que tivemos alguns resultados de que nos podemos orgulhar mas, falhamos no momento chave com o pior Porto dos últimos anos.

Julgo que a nova vaga de treinadores tem um maior equilíbrio na disposição das suas "peças" e um maior controlo do jogo comparativamente com Jorge Jesus. O nosso futebol, no fundo, encontra-se entre a espectacularidade e a deprimência. Fazemos jogos absolutamente magistrais e maravilhosos à vista de qualquer adepto sobretudo contra equipas mais débeis. Agora, contra os nossos adversários directos ou nos momentos chave de uma temporada, falhamos quase sempre. É a tal cultura que venha falando de "cerrar os dentes e partir para cima" que é visível na equipa do Porto, mesmo bastante abaixo do habitual.

Para a próxima época, os meus eleitos para o nosso banco são:

- Paulo Bento. Enquanto treinador do Sporting apostou na prata da casa e manteve aquele clube num patamar superior ao nosso. Quanto a mim seria importante para o Benfica, na consolidação da posição de alguns jogadores da formação no plantel principal. Entre eles, Miguel Vítor, Luís Martins, David Simão e Nélson Oliveira, sobretudo estes.
É senhor de um feitio complicado. Não tem problemas em arrumar as ovelhas negras para ganhar o grupo. Relativamente às questões tácticas, já demonstrou na selecção que tem soluções, para além do 4-4-2 losango.

- Leonardo Jardim. Já o conheço há algum tempo. Cimentou a sua posição no futebol profissional com a subida do Chaves à segunda liga. Tendo de imediato, seguido para o Beira-Mar e subido a equipa para a primeira liga. Estabilizou a equipa na primeira liga e seguiu para Braga, onde se encontra a fazer um trabalho brilhante.
É outro homem de feitio complicado. Em Aveiro, uma das primeiras medidas foi tirar a braçadeira a Fary, entregando-a a Hugo. Tendo se seguido, um discurso para o plantel de que não está no futebol para fazer amigos.
Em 4 anos, atingiu a primeira liga e o topo do futebol português. Sim, porque o Braga já é topo.
Tacticamente, gosta de apostar no 4-2-3-1 com um frente de ataque muito móvel mas essencialmente, uma defesa que aguenta a equipa durante todo o campeonato.

- Pedro Martins. Ainda uma novidade do futebol português, sabe-se que saiu da equipa B do Marítimo para o plantel principal. Levando com ele, o núcleo da equipa B.
Tem excelentes resultados na primeira liga. Ainda é um treinador muito novo, talvez não seja a melhor solução para o imediato mas deve-se encontrar na lista.
Tacticamente, também gosta do 4-2-3-1 com uma frente de ataque igualmente, muito móvel.

- Rui Vitória. No ano passado, era porventura um dos principais nomes para suceder a Jorge Jesus. Fez uma enorme temporada no Paços de Ferreira, sendo o principal responsável pelo crescimento futebolístico de David Simão, Nelson Oliveira e Pizzi.
Esta época decidiu abraçar o desafio de comandar o Vitória de Guimarães, um dos clubes mais complicados de orientar do futebol português e está a fazê-lo com sucesso. As exibições são fracas mas com aquele plantel, também não vejo forma de jogar muito melhor. Pegou na equipa na cauda da tabela e já se encontra em 6º lugar, teve muito mérito.
Igualmente, fã do 4-2-3-1. Por sua vez, já está habituado a jogar com uma grande referência no ataque, neste caso joga com Edgar no Guimarães.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

A Era Paulo Bento

Queiroz saiu da selecção com dois anos de atraso, melhor dizendo, nunca devia ter vindo. Devia saber ou ter percebido que ele mesmo fazia parte do tão famoso grupo de "porcaria que tinha de ser varrida", juntamente com Madaíl, Amândio e outros. Espero que, ainda por cima com o anúncio da não-recandidatura de Gilberto Madaíl, seja o início de uma nova página no futuro da selecção, aos poucos os dinossauros começam a sair de cena.

Paulo Bento foi o escolhido. Apesar de não ser a minha primeira opção, enquadra-se perfeitamente no perfil de seleccionador que eu desejava: um português ambicioso, com qualidade demonstrada, e disciplinador. Manuel José e Manuel Cajuda seriam, na minha opinião, as duas primeiras escolhas, mas um por falta de mediatismo e outro por não agradar a um certo dirigente deste país não poderiam ser escolhidos.

Paulo Bento é um treinador competente, o que de si já destoa do seu antecessor. Durante as quatro épocas que esteve em Alvalade, conseguiu, com plantéis manifestamente inferiores aos dos rivais, ficar sempre em segundo, arrebatando ainda duas Taças de Portugal, duas Supertaças e marcando presença em duas finais da Taça da Liga. Com ele, os jogadores sabem que não podem pisar o risco (ao meio) sob pena de serem excluídos da selecção, tal como aconteceu no Sporting com Carlos Martins, Stoijkovic entre outros. E nem mesmo as prima-donas escapam à mão pesada de Bento, que não olha a nomes na escolha da equipa, elegendo quem quer quando quer, prova disso foi o afastamento de jogadores importantes como Beto, Sá Pinto, Miguel Veloso, Vukcevic ou mesmo Liedson, este último inclusivamente afastado de uma convocatória para um Porto x Sporting.

Sempre falou em demasia das arbitragens, tendo ou não razão, sempre teatralizou muito e utilizou aquilo que os sportinguistas tão bem sabem fazer: vitimizarem-se. Não é bonito, mas é eficaz, já dizia uma célebre personagem que "quem não chora não mama". Sempre que o Sporting se sentia mais aflito, lá vinha choradeira e as coisas compunham-se, era de uma eficácia brutal. Não quero com isto, no entanto, tirar o mérito a Paulo Bento, mas ele sabe bem que enquanto seleccionador não pode nem terá seguramente este tipo de comportamento, até porque é impossível fazer chegar a sua voz a Platini ou quem quer que seja.

Quando perde dá a cara, assume a derrota, é "pai e mãe" das suas equipas e sempre assumiu um papel de defesa daquilo que pensa ser o interesse e o bem do grupo de trabalho mesmo quando os dirigentes do seu antigo clube se refugiavam. Se havia tiros, era Paulo Bento quem dava o peito às balas, esteve quatro anos no Sporting, quatro anos de puro desgaste e assim que percebeu que não havia mais nada a fazer teve a coragem e a sensatez que nunca vi em Madaíl, Amândio, Horta, Laurentino e Queiroz. Saiu.

Por tudo isto penso que Paulo Bento será capaz de conseguir dar disciplina ao grupo, escolher quem melhor serve os interesses da selecção e conquistar vitórias importantes. Conseguirá o apuramento para o Europeu 2012? Isso é outra história, já tem o caminho todo minado e um conjunto de maus resultados em carteira. É esperar para ver.

P.S. Já agora, aqui ficam os 23 jogadores que espero serem convocados, aqueles que acho que melhor servem os interesses nacionais, independentemente de estarem lesionados ou não. Estes são os melhores: Eduardo, Quim, Rui Patrício, Bosingwa, João Pereira, Bruno Alves, Pepe, Ricardo Carvalho, Nunes, Fábio Coentrão, Miguel Veloso, Rúben Amorim, Pedro Mendes, João Moutinho, Carlos Martins, Tiago, Manuel Fernandes, Varela, Nani, Cristiano Ronaldo, Ricardo Quaresma, Hugo Almeida e Makukula

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Palhaçada

Rui Costa (dirigente do Benfica), foi castigado por um mês por "lesão da honra e da reputação" do árbitro do encontro entre Benfica e Marítimo, de seu nome também Rui Costa. "Lesão da honra e da reputação", sim, exactamente, leram bem. Todos sabemos que este árbitro tem uma filha da reputação a manter, é irmão de outro génio do apito, o Paulo Costa, que irá terminar a carreira em breve devido à idade (graças a Deus!), deixando as insígnias de internacional ao seu irmão (Deus nos livre!). Sim, o que conseguiu meter os dois golos do Marítimo.

Paulo Bento, esse, chama "nojento", "maricas de m*rda" e outras coisas que podem ler aqui ao árbitro Bruno Paixão. É expulso, mas depois não é castigado. Pedro Silva dirige-se a Lucílio Baptista à peitada e o que acontece? Nada?

Quo vadis, futebol português...

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Sidnei e Paulo Bento


Entre as declarações proferidas por Sidnei, hoje, ao jornal Record e as declarações de Paulo Bento no final do Sporting - FC Porto para a Taça, vai uma grande diferença. Se num caso não fazemos ideia do que vai acontecer, no de Paulo Bento já temos algumas noções, nomeadamente a de que o treinador do Sporting não vai ter o castigo que efectivamente merecia. Ao que parece, o Conselho de Disciplina vai atribuir apenas 15 a 30 dias de castigo ao treinador leonino. Manifestamente pouco comparando com o castigo a Luís Filipe Vieira aquando das suas declarações após o final do encontro entre Boavista e Benfica da época passada. A minha dúvida é se vão castigar o Sidnei pelo que disse. Tendo em conta a tendência de sumaríssimos, castigos, e afins que se vê neste país, eu diria que o central vai mesmo ser castigado.

quarta-feira, 14 de março de 2007

Sem comentários...

Capa d´OJogo de hoje: