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sexta-feira, 29 de março de 2013

Pergunto-vos eu, que sou um gajo ingénuo

Por que motivo é que o presidente do Olhanense, devendo vários meses de salários aos seus jogadores, não quis disputar o encontro com o Benfica no Estádio do Algarve, que tem uma capacidade quatro vezes superior ao José Arcanjo, e que portanto permitiria fazer uma receita quatro vezes maior? Haverá alguma promessa de pagamento aos jogadores, sabendo-se lá de onde vem o dinheiro? Será isto tudo uma enorme coincidência, tal como a nomeação de um portista doente para arbitrar o Benfica x Rio Ave?

sábado, 13 de outubro de 2012

Está na hora, Rui!

"A curva do gráfico que resume a minha admiração por ti, Rui, está a pique em direcção ao abismo. Se te mantiveres conivente com os que desgovernam o Benfica e o querem desgovernar por mais 4 anos, Rui, terás o mesmo lugar no meu coração que tem o teu amigo Paulo Sousa. Não se pode amar quem é cúmplice da nossa morte."

Mais uma notável introspecção ao mundo benfiquista, pelo suspeito do costume, aqui.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

E tu, Rui?

Estavas sentado no camarote, depois de o jogo terminar, depois de todos terem saído para comer croquetes. Estavas pensativo e aparentemente desiludido, desesperado.

E tu, Rui? Sentes-te útil no Benfica? A fazer o quê, concretamente? De escudo pessoal do presidente? De fantoche nas mãos de Vieira? Encostado a um canto e despojado de poder?

É isto que queres ser, Rui? Apenas uma figura passiva no SL Benfica? Porque não sair da sombra, sair do conforto e fazeres-te à vida, tomares conta do Benfica e transformares o clube naquilo que tu e nós, sócios, gostaríamos que fosse?

Mais cedo ou mais tarde, o dia em que te tornarás presidente chegará. Menos ou mais competente, no teu benfiquismo e na tua vontade de tornares o Benfica num clube maior e melhor, eu acredito, ao contrário do que sucede com o actual presidente. Rui, espero que esse dia chegue mais cedo que mais tarde. Pode ser que seja já daqui a 4 anos.

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Eliseu

A poucos dias do final do período de transferências, o Benfica lembrou-se de que faltava um defesa esquerdo no plantel. O diagnóstico estava feito por milhões de benfiquistas desde Julho de 2011, mas só agora é que a direcção se (re)lembrou da principal pecha do plantel. Após um verão repleto de tentativas falhadas em contratar defesas esquerdos, surge novamente a necessidade, agora com carácter de urgência, de contratar alguém. Depois de dois pontos perdidos em casa no arranque do campeonato, sina velha que teima em persistir, importa recordar que, entre outras coisas, "o mercado corre a nosso favor" e "no Benfica trabalha-se com calma". Sim, isto mesmo foi dito pelo "campeão da boa disposição".

A responsabilidade de tal desígnio caiu sobre os ombros de Rui Costa, o rei das causas perdidas, o homem que só costuma ser lançado às feras do mercado para trazer jogadores em cima da hora. Não sei se olhe para este intento vieiresco como uma forma de mostrar ao eleitorado (sim, até Outubro não há "adeptos" nem "sócios" para ninguém, apenas "eleitorado") que Rui Costa está vivo e ao lado do actual presidente ou se de uma tentativa desesperada em efectuar uma contratação já de si falhada desde a nascença, com o ónus da culpa a recair sobre o ex-camisola 10 (ver o servicinho que o jornal de Vieira fez quando ocorreu o caso Hleb).

Enquanto se investem largos milhões em Ola John e Salvio, o Benfica não quis investir nada num defesa esquerdo. E é este preciso ponto que me faz confusão. Durante o verão, o Benfica identificou a lacuna no plantel. Surgiram vários nomes na imprensa, muitos deles verdadeiros, como Rojo ou Siqueira e outros cuja veracidade desconheço, caso de Ansaldi. Houve reuniões com empresários, discussão de verbas com as equipas detentoras dos passes dos atletas, mas o Benfica acabou por não contratar nenhum jogador. Então, se identificam uma lacuna no plantel, por que raio é que não contrataram ninguém? Desorientação total. Como se não bastasse, durante várias semanas, parece que o Benfica pura e simplesmente desistiu de negociar qualquer jogador para esta posição, tendo o interesse ressurgido após o enterranço bíblico do jovem paraguaio contra o Braga. O Benfica quis, não conseguiu e por isso desistiu. Parece que quem manda no clube acreditou (e isto sim é grave) que não era preciso contratar mais ninguém para a posição.

Quanto ao Eliseu, mesmo não sendo um defesa esquerdo de raiz, é uma opção que me agrada. Foi adaptado com sucesso há já alguns anos, pelo que a posição não lhe é de todo estranha, sendo que consegue dar à equipa a profundidade ofensiva que Jesus exige e uma qualidade defensiva que mais ninguém no plantel pode dar daquele lado. Ficaríamos a ganhar com a vinda de Eliseu? Sem dúvida. É um jogador barato e que vai colmatar a grande lacuna deste plantel.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Vídeo do Mês - Junho 2011

Para aqueles que gostam do nosso Maestro, aqui fica um vídeo que relembra alguns dos melhores momentos da sua magnífica carreira. Vídeo da autoria do takeshislb. Muito obrigado, Rui.


sexta-feira, 20 de maio de 2011

Tempo de reflexão: Do presidente aos adeptos - Parte II

Tal como prometido na minha última publicação e após termos apurado o trabalho do senhor presidente Luís Filipe Vieira, avancemos então para uma reflexão sobre o Director Desportivo, que é só o meu grande ídolo de infância e de provavelmente mais de 60% dos leitores da minha geração.

Logo, confesso que tenho muitas dificuldades na escolha das palavras para avaliar o desempenho do Rui Costa. Mas apesar de gostar muito dele uma coisa eu tenho a certeza. Gosto mais do Benfica. E por um bem maior, é necessário que todas as responsabilidades sejam apuradas. Dito isto, pergunto: Que faz Rui Costa no Benfica? Protege o técnico e os jogadores? Blinda o balneário para o exterior? Controla os nossos jovens emprestados? Porque é que ouvimos o Rodrigo e o Yebda a se queixarem que não são acompanhados? Contrata jogadores? Bem, na sua primeira época de director teve influência directa no Aimar, no Reyes, Amorim e no Suazo, pelo menos. E na segunda também alguma terá tido no Saviola e no Javi Garcia, pelo menos.

Independentemente de alguns não terem demonstrado todo o seu valor como desejaríamos, eram todos bons e reputados jogadores. Mas já se percebeu que tem rédea curta no Benfica e já vem do ano passado. Que se passou para que o Rui Costa tenha sido colocado à parte para andar o presidente a tratar da pasta de futebol e respectivas contratações? Porque é que os nossos jogadores entram a perder no dragão enquanto o adversário na Luz entra como se estivesse a ganhar? Porque razão estas diferenças abismais de mentalidade, quando nós somos o Sport Lisboa e Benfica? Porque é que a estrutura não incute disciplina, uma cultura vencedora e ambiciosa?

Mas pior do que isto tudo, como é que admite que o presidente em várias entrevistas o menospreze dando a entender que este não manda nada, como é que aceita ser afastado desta forma mas por ali continua? Pouco mais tenho a reflectir sobre o Rui Costa, sendo que se apodera de mim uma grande frustração por estes comportamentos.

E com isto, passamos para o técnico principal. É conhecida a minha tendenciosidade para com Jorge Jesus. É um técnico que trouxe ideias e métodos novos, que trouxe mais ambição e um estilo bem mais atacante e que me conquistou logo de inicio. Futebol de ataque, bonito e com grandes exibições. Um ano de sonho, seguido de um ano frustrante e de pura desilusão.

Já muito escrevi sobre o Jesus (recordo aqui) mas pouco ou nada apurei as suas responsabilidades. E também as tem.

Comecemos pela táctica. Praticamente todos os treinadores têm uma táctica preferida. Mas a táctica do Jesus já provou ser bem sucedida o ano passado. O problema foi termos perdido jogadores muito importantes e não termos contratado aqueles que este pediu para substituir possíveis saídas de titulares, preferindo-se antes uma aposta em jovens para que o técnico os lapidasse, para crescerem. Mas quantas vezes o Jesus referiu em entrevistas que não achava ser uma boa ideia esta situação, que mais parecia que queriam que ele treinasse uma equipa de juniores? Um médio de equilíbrios no meio campo e um desequilibrador eram posições chave no seu sistema!

Só que, se o Jesus pegou em diamantes brutos como o Gaitán e o Salvio, e os conseguiu lapidar a médio prazo mas com prejuízos na tabela classificativa, já após as lesões de Amorim e até do Sálvio, não poderíamos querer que este pegasse em carvão e transforme em ouro. Existem muitos jogadores da nossa segunda linha que não estão ao nível do Benfica.

Mas mesmo assim, tivemos uma fase em que obtivemos 19 vitórias consecutivas!

Para mim, a principal responsabilidade é claramente directiva. Bastava que a estrutura fosse séria, contratasse bem e soubesse incutir nos jogadores outra responsabilidade e cultura. Como acontece lá para cima, onde o Fernando Santos foi penta campeão e o Jesualdo tricampeão. Cá ganharam zero. Só estes dois conseguiram oito títulos e nós temos um presidente com quase dez anos de Benfica e que conquistou apenas dois campeonatos. Meus amigos, já existem jovens que já viram o porto ganharem mais títulos internacionais que o Benfica o campeonato nacional.

Voltando ao Jesus, se por um lado, temos uma boa filosofia de jogo, ofensiva, ao contrário de muitos treinadores que tivemos e que jogavam na retranca, por outro lado, este tem que gerir melhor os jogos, saber gerir melhor os nossos jogadores, para não os arrebentar desnecessariamente. Gerir a vertente física é importante principalmente porque hoje em dia todos os clubes trabalham no máximo.

Também tem que melhorar a rotatividade da equipa. Todos os grandes clubes sabem gerir esta situação e não é passar do 8 para o 80 ou vice-versa. É errado quando se diz que os grandes clubes não rodam, pois, pelo que vejo, rodam, mas com qualidade e sem excessos. E para além dos índices físicos, também ele tem alguma culpa no aspecto mental dos jogadores.

Outra situação que me causa uma tremenda confusão são as nossas bolas paradas, quer as defensivas quer as ofensivas. A meu ver, o ano passado éramos fortes nas bolas paradas ofensivas mas este ano ficámos aquém das expectativas. Muitos cantos são mal cobrados e até vejo benjamins ou infantis do Benfica a cobrarem melhor. Não faz sentido jogadores profissionais do Benfica não conseguirem colocar a bola com mais força e na zona alvo.

Depois temos as bolas paradas defensivas. Bem, custa ver o número de golos que sofremos. A marcação à zona completamente arcaica, os defesas nem saltam, existem erros por todo o lado. Formam uma espécie de um “L”, vê-se que é estudado e trabalhado mas não funciona. É então mal estudado, é mal trabalhado, é preciso encontrar outra solução pois são visíveis as falhas.

De seguida temos a aposta no Roberto. Para muitos este foi o grande responsável pelo fracasso do Benfica mas eu acho isso um tanto abusivo e exagerado. É verdade que teve uma grande influência, isso é indesmentível. Mas até o Roberto estabilizou significativamente após o penalty frente ao Setúbal. Também ele teve grandes exibições na Liga Europa e contribuiu positivamente para a série de 19 vitórias consecutivas. Mas também é verdade que depois foi abaixo novamente, quando já parecia ter superado a sua fase negra.

Jesus terá tido alguma culpa por ter sido teimoso? Por não ter apostado no Júlio César ou no Moreira, dando alguma justiça e a possibilidade aos outros de lutarem pela titularidade, ao mesmo tempo que poupava e protegia o aspecto mental do Roberto? Talvez, compreendo esta perspectiva. Mas também não é menos verdade se disser que os outros dois guarda-redes não só apresentam os mesmos defeitos que o Roberto, como também são piores que este. E o Roberto parecia ter margem para evoluir e aprender, desde que melhorasse alguns aspectos menos bons no seu jogo. Mas isso assim não aconteceu. Daí que me leva a questionar o trabalho desenvolvido ao longo do ano do treinador de guarda-redes, pois tanto o Júlio César como o Roberto mantêm as mesmas lacunas de sempre nas saídas aos cruzamentos. E as bolas paradas defensivas, claro, ajudam à festa.

E, por ultimo, em termos tácticos. As nossas transições ofensivas não são más mas também não são tão sustentáveis como gostaríamos de ver. Principalmente a ganhar, o conjunto tem que saber controlar o jogo com bola, o Benfica tem que saber jogar de outra forma e aqui a teimosia do Jesus em dizer que só sabe jogar “prá frente”, chateia. Se não sabem, pois aprendam, mas é determinante e vital que hoje em dia se saiba gerir o resultado, o ritmo do jogo e a intensidade do mesmo. E depois, o problema fulcral, a falta de um médio de equilíbrios. Jesus bem inventou um César Peixoto mas este não foi solução. Mudando-se ou não a táctica, precisamos de um box-to-box, um médio interior ou um médio defensivo que saiba sair a jogar. Alguém que seja um auxiliar de Javi Garcia.

E esta situação foi bem visível nas nossas transições ataque-defesa, após a perca da bola. É ridículo não ver os elementos mais próximos a fecharem o espaço, a permitirem linhas de passe, mas ainda é mais ridículo ver uma defesa que antes, com o David jogava uns metros mais subida no terreno, em bloco alto, e hoje joga uns bons metros mais recuada e que depois o Javi, ao não ter alguém que o equilibre, acabe por se colar à defesa, abrindo um fosso aproximadamente de 30 metros no nosso meio campo. Esta situação só se tornou mesmo um problema com as lesões do Salvio e do Gaitán, pelo que penso que Jesus não permitirá que para o ano suceda novamente.

Apesar destes erros, mantenho a minha confiança no Jorge Jesus. Sei que também existe muita coisa boa para se falar e sei que realmente percebe de futebol como poucos. O Benfica tem uma forma de jogar boa, e que poderia ser facilmente melhorada, pois o mais difícil está feito.

Como disse em cima, se Jesus tiver diamantes, ele lapida. Não consegue é transformar carvão em ouro, como penso que o senhor presidente gostava de ver, ou seja, ir buscar jogadores em evolução e que dão comissão, para o Jesus ainda os vender melhor no futuro.

O Benfica neste momento parece uma espécie de clube criador de jogadores para revenda.

Citando um caro amigo, “o técnico tem que tentar engordar os pintos, para chegarem rapidamente a franguitos e serem despachados. Este está farto de dizer que foi uma das coisas que lhe pediram.”

E esta situação explica que se insista com o Kardec e outros, em detrimento de jogadores que, obviamente dariam muito mais rendimento, como o Nuno Gomes.

Na minha próxima publicação apurarei as responsabilidades dos nossos jogadores, através de uma análise individual.

domingo, 26 de dezembro de 2010

Uma década de... grandes golos

Termina daqui a uns dias mais uma década. Como não há post em que não haja confusão já estou preparado para argumentar sobre a data do fim desta década, se foi a 31 de Dezembro de 2009 ou se será a 31 de Dezembro de 2010. Venham de lá essas teorias.

Mas este será o primeiro de um conjunto de posts que aqui aparecerão até ao dia 31 de Dezembro sobre o resumo de mais uma década de Benfica. Em forma de top-10, o post de hoje é sobre os 10 melhores golos desta década. E eles são...

10 - A força da técnica e a técnica da força, por Karadas - 24 de Outubro de 2004. O recém chegado Azar Karadas era ainda uma incógnita para muitos benfiquistas. A linha que separava o tosco do génio ainda não estava bem traçada, mas este golo deixou os mais cépticos rendidos ao norueguês. Mal saberíamos nós que afinal o nórdico era um semi-barrete.



9 - Apontar, disparar, fogo, de Mantorras - Na viragem da década anterior, o Benfica tinha contratado uma pérola angolana ao Alverca de seu nome Pedro Mantorras. Num jogo em casa frente ao Vitória de Setúbal, Mantorras apontou os três golos da suada vitória encarnada por 3-2 frente aos sadinos, mas um deles permaneceu na memória. O terceiro golo é num livre frontal a cerca de 30 metros da baliza. Mantorras frente à barreira e Marco Tábuas e... pum, um disparo gigantesco com a bola (ainda daquelas pesadas, pré-Fevernova) a sair disparada a uma velocidade estonteante. A bola entra entre a barra e a mão do guarda-redes, um golo memorável.

8 - Nem dez, vinte ou trinta, foram os quarenta metros de Laurent Robert - "Robert baaaaaaaaaaaaaate, gooooooooloooooooo!" Parece que ainda estou a ouvir o relato da Antena1 desse jogo. Livre frontal a mais de 40 metros da baliza de Vítor Baía. Robert enche-se de fé e remata a bola a uma velocidade incrível, com Baía a ficar mal na fotografia apesar dos desvios que esta sofreu no seu trajecto. Era a primeira vitória do Benfica sobre o Porto na Luz em jogos para o campeonato em alguns anos.



7 - O belissimo cappello de Miccoli - Num jogo como tantos outros, num estádio semi-vazio como tantos outros, há sempre um jogador que valia o preço que se paga por um bilhete. E Miccoli era esse jogador, proporcionava momentos de génio. Como este belíssimo chapéu em Leiria. Perfeito, sem espinhas.



6 - Di Letra de Di Maria - Três épocas de Luz, mas só numa delas conseguiu provar toda a sua categoria. Já o disse noutras ocasiões, Di Maria foi o jogador mais importante no 32º campeonato encarnado. Era o abre latas quando as coisas não sucediam como queríamos. E este foi mais um jogo em que exemplificou isso mesmo de que falo. Foi também na Liga Europa que Di Maria brilhou alto ao marcar este golaço. Classe, muita classe que hoje passeia por Madrid.



5 - Simplesmente Rui Costa - Rui Costa é sinónimo de arte. Foi provavelmente o último grande artista da velha guarda, um número dez com características únicas. O seu jogo era classe pura. E este golo é um excelente exemplo dos vários momentos de magia que nos deu ao longo de muitos anos de bom futebol. O golo do jogador que não sabia jogar mal.



4 - Pontapé de moinho rumo aos quartos, por Miccoli - A vitória e a passagem aos quartos estavam garantidos, mas Miccoli, com a classe que o caracterizava, decidiu abrilhantar as coisas ainda um pouco mais. Após passe (que até era um remate) de Beto, o italiano recebe a bola no ar e dispara um pontapé de moínho sem hipóteses de defesa para Reina. Caía o campeão europeu, levantava-se o campeão nacional.



3 - Corre corre, Saviola - Já vi muitos jogadores correrem desalmadamente para no final da jogada... falharem. Mas não daquela vez em que Saviola pegou na bola ainda antes do meio campo e fez aquilo que todos recordamos. Um golo que nem se faz na PlayStation. Que golo!



2 - Para inglês ver... e rever e rever, por Simão - O Liverpool teve oportunidade de contratar Simão Sabrosa no final da época de 2005. Não o fez. Felizmente para nós, diria eu. E infelizmente para os reds da cidade dos Beatles. O destino quis que o Benfica e o campeão europeu se encontrassem nos oitavos-de-final da Liga dos Campeões. Depois da vitória por 1-0 na primeira mão, o Benfica deslocou-se a Anfield e escreveu uma página de História que tem tanto de belo como de inacreditável. Derrotou o Liverpool por 0-2, com um golão de Simão Sabrosa. Era o destino.



1 - Grande Petit - Quando em frente à baliza de Landreau, Petit recebeu a bola, todos pensámos para nós mesmos: "chuta Petit, chuta com força!". Era o seu hábito. De frente para a baliza e com algum espaço, Petit disparava em força e para golo. Mas não desta vez. Petit fez um golo do tamanho do estádio e o chapéu ao guarda-redes do PSG foi o golo mais mágico da década.



P.S. O meu agradecimento especial ao Shoky, que ajudou a elaborar este post.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Com a faca e o queijo na mão

Rui Costa é um ídolo para a grande maioria dos benfiquistas. Foi, enquanto jogador, um profissional exemplar e prejudicou a sua própria carreira pessoal em benefício do clube. Enquanto dirigente demonstrou habilidade em alguns negócios como as vindas de Aimar, Reyes ou Suazo, mas foi rapidamente encostado por Vieira, essa máquina de propaganda que gosta dos holofotes sobre si mesmo. Secundarizado e humilhado por mais que uma vez, primeiro numa entrevista onde o presidente o colocou quase de fora do quadro de honra do título nacional e depois ao entregar-lhe um presente envenenado, via jornal A Bola, chamado Hleb. Como sairá Vieira do poder? Pelo próprio pé? Nunca. Muito dificilmente. Ainda por cima agora com o aumento para 50 votos dos sócios mais velhos, esses "gloriosos" que elegeram o Vale e Azevedo mas que, ao que parece, se esqueceram que o fizeram e, pior que isso, mentem descaradamente (eu nunca conheci ninguém que votasse nele, ninguém o admite e pavoneiam-se com um "eu combati o Vale").

Rui, tens a faca e o queijo na mão. Junta-te a alguém sério e competente, não a esses Brunos Carvalhos, Veigas, etc. A tua demissão retira toda a credibilidade a Vieira e o apoio que muita gente lhe dá. Demite-te. Fá-lo cair.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Rescaldo do Mercado de Transferências

Não me lembro de haver mercado de transferências tão movimentado com tantos nomes a serem postos dentro e fora do Benfica pela comunicação social. Se as pseudo-entradas (em algumas das quais houve interesse efectivo) foram 114, as pseudo-saídas também não ficaram atrás. Que me recorde, a continuidade de Moreira, Quim, Maxi, Luís Filipe, Luisão, David Luiz, Miguel Vítor, Sidnei, Peixoto, Coentrão, Javi Garcia, Amorim, Ramires, Menezes, Di Maria, Aimar, Éder Luiz, Cardozo, Nuno Gomes, Weldon e Saviola foi posta em causa. Resumindo, do plantel que terminou a temporada passada, só Júlio César, Carlos Martins, Airton e Alan Kardec não viram os seus nomes associados a transferências. Há coisas fantásticas.

Ainda antes da belíssima vitória no campeonato nacional, para a qual trabalharam, em conjunto e com todo o mérito, Luís Filipe Vieira, Rui Costa e Jorge Jesus, já o trio estava virado para preparar a época seguinte e dar forma ao Benfica 2010/2011. Começou-se a preparação da nova época de forma sólida e na perspectiva de futuro próximo, com o mercado de Janeiro a possibilitar a inclusão de três jogadores no plantel, dois dos quais vingaram, e ainda contratou-se, neste período ou pouco tempo depois, Gaitán, Jara e Fábio Faria. Tudo isto foi feito ainda antes de o Benfica se sagrar campeão. Diria que, até Maio, a preparação da nova época estava muito adiantada e feita de forma coerente, sólida e profissional.

Com o final do campeonato, sucederam-se os normais festejos que a época convidava, e assim foi: na Luz, no Marquês, foram horas e dias inesquecíveis, Lisboa vivia um ambiente de felicidade, havia caras bem dispostas nas ruas. Do trio de obreiros do título supracitados, foi Jorge Jesus aquele que, por via da sua posição no clube, se desdobrou em mais entrevistas. E foi aqui que a situação começou a ganhar contornos que não me agradaram. Primeiro uma entrevista normalíssima à SIC, onde mostrou como era trabalhar no Benfica, depois o desastre na RTP N, onde a dupla portista Hugo Gilberto/Rui Moreira fez gato-sapato de Jesus e este foi anjinho na entrevista, despedindo Quim em directo (não acredito que o guarda-redes titular tenha sabido da notícia naquele momento, mas de qualquer das maneiras não se faz aquilo) e admitindo o interesse em Klaas Jan Huntelaar, do AC Milan. Ora, sabendo que Jesus não é burro nenhum, não encontro nenhuma outra razão para ter feito aquilo que não a vaidade, foi um autêntico "eu sei, eu quero, eu posso". Não gostei, não caiu bem e, como vemos hoje, Huntelaar não está cá e há quem suspire por Quim. Não esquecer que o segredo é a alma do negócio.

Benfica campeão nacional significa sempre uma coisa: cobiça por parte de grandes equipas europeias nos nossos jogadores. Assim aconteceu em 2005, assim aconteceria em 2010. No entanto, ao contrário do que se poderia pensar, o facto de ser campeão não tem trazido, pelo menos num passado recente, craques ou nomes sonantes até à Luz. Nos últimos anos tivemos Suazo, Reyes, Aimar, Saviola depois de campanhas muito fracas (quarto e terceiro lugar), o que até vem demonstrar que tem sido mais o oposto a acontecer. Mas também como as camisolas não ganham jogos...

Falando das saídas, já todos esperávamos o que acabou por suceder: Di Maria, com a vontade e ambição normais num jovem de grande talento, quis sair, e o Benfica, na minha opinião, fez muito bem em vende-lo, afinal de contas, de que serviria um jogador contrariado por ter lhe terem sido cortadas as asas que o levariam ao Real Madrid? A venda foi efectuada, mas eis o primeiro sinal de menor sucesso negocial: dos tão falados 40 milhões de euros, valor da cláusula de rescisão que seria cumprido (LFV dixit), Di Maria saiu por uns "modestos" (antes que entrem todos com gritos de histeria, reparem que "modestos" está entre aspas) 25 milhões, com um par de cláusulas referentes ao desempenho pessoal e colectivo que são, no mínimo, uma incógnita e uma grande dúvida. "Se" e "quando" receberemos o valor das ditas, não sei. Ramires também saiu, num negócio em que todos-sabemos-mas-na-verdade-ninguém-sabe-bem-ao-certo-o-que-aconteceu. É de facto estranho (para não dizer ridículo) que a opinião pública sobre este caso seja uma e os comunicados digam exactamente o oposto. Já foi dito tudo e mais alguma coisa sobre este negócio, não vale a pena acender novamente o barril de pólvora.

Outros jogadores de menor importância na conquista do título também saíram: Miguel Vítor, por razões desconhecidas (não percebo como consideram Fábio Faria superior ao jogador formado na Luz), apesar de ser público e notório que Jesus não vai à bola com o central, foi emprestado ao Leicester City onde é treinado por Paulo Sousa; Urreta, emprestado ao Peñarol no final da época passada, voltou a receber guia de marcha, desta vez rumo a Espanha, ele que se estreou a titular e logo como melhor em campo no Deportivo da Coruña, num empréstimo ainda hoje mal compreendido pela maioria dos adeptos da Luz; Éder Luiz, jogador que apareceu ocasionalmente na temporada passada, apesar de ter sido contratado no mercado de Janeiro, também recebeu guia de marcha, pois não convenceu Jesus (nem os adeptos), sendo difícil augurar bom futuro a este jogador com a camisola da águia, visto ter mostrado muito pouco para a idade que tem.

No entanto, felizmente, a base da equipa campeã não foi destruída. Como não o foi em 2005, ao contrário do que muita gente diz por aí (foi sim em 2007, com a saída de 6 jogadores do núcleo duro: Simão, Miccoli, Manuel Fernandes, Karagounis, Ricardo Rocha e Anderson). Jogadores como Luisão, David Luiz, Fábio Coentrão e Cardozo, sobretudo estes quatro, resistiram, tanto eles como a direcção, às investidas de alguns tubarões europeus como Manchester City, Barcelona, Shakhtar ou Real Madrid. Apesar de uns terem sido menos cuidadosos com as palavras e inclusivamente terem dito que queriam sair, casos de Luisão, já os outros três mantiveram-se no Benfica não por sacrifício pessoal mas por amarem o clube pelo qual jogam, inclusivamente Cardozo, que anda sempre com aquela cara de frete, mas que é um profissional exemplar (e que tem um empresário asqueroso).

Tratados os melhores jogadores e os outros de segunda linha nesta luta pelo título, também foi com agrado que registei a saída de alguns pernas-de-pau por bom dinheiro, casos de Edcarlos, Binya, Sepsi ou Halliche. E foi ainda positiva a colocação de alguns jogadores, como Jorge Ribeiro, Adu, Fellipe Bastos, Shaffer, mas também a dos jovens David Simão e Nélson Oliveira, bem como aquilo que se pode chamar de "contingente Fátima".

Chegados a este ponto do texto, altura para uma avaliação intercalar: o Benfica soube mover-se no mercado em relação a vendas e contratações antecipadas, nomeadamente as de antes de Maio. Até aqui, tudo bem, a gestão feita por Vieira, Rui Costa e Jesus tem nota positiva.

Os problemas começam depois: entre Maio e Agosto não foi contratado nenhum reforço no verdadeiro sentido da palavra, com a agravante de se ter gasto rios de dinheiro que, imaginem, fizeram com que o Benfica, neste defeso, tivesse gasto mais do que aquilo que recebeu.

Primeiro, havia que resolver a questão do guarda-redes. Com a saída de Quim, a vaga ficava em aberto para o tal guarda-redes que "desse pontos". Akinfeev esteve perto em Janeiro (o tal mês), Eduardo não foi opção para o presidente e De Gea não era negociável aos olhos do Atlético de Madrid. Veio Roberto. Em tempo útil, e face ao que sabia, disse aqui que o jogador não valia aquilo que pagámos nem era o que precisávamos. Vieram as virgens ofendidas e foi a histeria que se viu. Hoje, todos temos uma opinião sobre o valor deste guarda-redes e não é tão boa quanto a inicial. O que mais me impressiona neste negócio não é o erro em contratar o guarda-redes, porque os erros, até mesmo os óbvios, acontecem e são desculpáveis. O que me "choca" é o preço pago por ele quando o Atlético cederia por bem menos. Porquê? Eu não sei. Mas que houve incompetência, houve, é um facto.

E depois de Roberto, quem vem? O Benfica vai ao mercado determinado em contratar um defesa-esquerdo e "uma espécie de Ramires", que segundo Vieira chegaria em dois dias. Não veio, nem um nem outro, e é aqui que eu coloco nova questão: se o Benfica tinha mesmo intenção em contratar jogadores para as referidas posições, por que razão desistiu tão facilmente? Os alvos estavam identificados (Traoré, Drenthe, Hleb, Wesley, Elias, Maylson) e, como se vê, havia um plano A, um plano B, um plano C. Todos falharam, uns por ambição desmesurada dos atletas, outros por preço elevado dos mesmos, outros por incapacidade negocial do Benfica. Agora, se estávamos tão necessitados de jogadores, por que é que avançámos tão tarde e por que é que não foram contratados? E se não precisávamos assim tanto, por que raio era para virem?

Mas Roberto não veio sozinho. Depois de Maio, outro jovens jogadores vieram, e não acredito que nenhum deles fosse perspectiva de ingressar directamente no plantel encarnado. Gastaram-se vários milhões de euros em Rodrigo e Alípio, mais dois canteranos do Real Madrid, e ainda quase dois milhões em Oblak. No total, quase dez milhões de euros, pelo menos a avaliar no que vem escrito nos comunicados e na imprensa. Porquê e para quê, não sei. Se estes três jovens não são apostas para o presente e o actual plantel está necessitado de jogadores para o presente, para que vieram? Não havia dez milhões para Wesley, mas para estes três já havia? Não percebo, e gostaria que estas questões fossem esclarecidas pela Direcção não em praça pública mas sim nos sítios onde devem ser feitas, as AG's. Já agora, quem percebeu o que se passou, chegue-se à frente.

Vieram os primeiros jogos oficiais e as primeiras derrotas, logo três de seguida. Primeiro com o Porto, na Supertaça, o Benfica é derrotado de forma clara e justa por 2-0, num jogo em que tinha obrigação de vencer, perdendo assim uma soberana hipótese de abater psicologicamente o seu adversário, que com um treinador demasiado jovem poderia começar a ter alguns problemas especialmente devido aos elementos mais antigos do balneário azul-e-branco. Infelizmente, não aconteceu. Depois, na estreia para o campeonato, derrota surpreendente com a Académica na Luz, a terceira em quatro épocas, em que ficou bem patente aquilo que alguns benfiquistas vinham dizendo: bolas paradas mal defendidas, guarda-redes de qualidade duvidosa, ausência de profundidade nos flancos, quebra nas transições. Essencialmente estes quatro problemas. Como seria de esperar, os yes man fizeram-se ouvir bem expressivamente e cheguei a ouvir alarvidades daquelas bocas que se situam perto do coração, tais como "perdemos por causa dos adeptos benfiquistas que nos criticam". Idiotas. Só um idiota não compreende que, quando se critica construtivamente, o objectivo é ajudar o clube, sendo depois normal ouvir o chorrilho de disparates e insultos que pessoas menos esclarecidas vêm gritar, acusando uns de serem mais benfiquistas que outros. Adiante...

Apoiou-se Fernando Gomes, defendeu-se Queiroz, perdeu-se tempo em fait-divers que pouco ou nada trouxeram. O Benfica perdeu jogos porque não foi competente e porque houve mãozinha (mãozona!) da arbitragem, que habilidosamente impediu a vitória na Luz frente aos estudantes, por exemplo. No entanto não se pode, nem se deve, fazer capas de jornal onde se diga que ficaram cinco penalties por assinalar, vamos ser sérios e não cair no ridículo, porque dessa forma ninguém nos leva a sério. Já se percebeu que não é através da imprensa própria do clube que o Benfica consegue exercer pressão sobre quem manda. E porque todos nós sabemos que "quem pode, manda, obedece quem tem juízo", é importante não sermos comidos nestas situações. Vistas estas situações e os jogos de Sporting e Porto frente a Naval (ambos) e Rio Ave (dragões), há que saber reagir. Não se trata de "pegar nas armas", como um pobre coitado disse, há que reagir apropriadamente. Para isso servem os chorões dos directores de comunicação, que goste-se ou não deles, cumprem um trabalho importantíssimo.

O Benfica viu-se afectado pelos maus resultados e correu apressadamente para o mercado. Sacou Salvio ao Atlético de Madrid por empréstimo, mais um jovem de qualidade mas que, face às vicissitudes do momento, poderá ter dificuldades em impor-se além de não se enquadrar no tipo de jogadores que Jesus pediu. Tentou ainda algumas situações de última hora, mas não conseguiu. Findo o mercado, acabou por não contratar um substituto natural de Ramires, jogador que assegurava que as transições se fizessem sem ser de forma quebrada (um dos quatro problemas acima mencionados), tendo ainda emprestado Yebda, jogador que, apesar das devidas diferenças para Ramires, era o que, trabalhado por Jorge Jesus, se poderia mais assemelhar ao queniano.

Por fim, no último dia de mercado de transferências, onde já não esperava nenhum reforço, fiquei apreensivo ao ver que não conseguimos colocar alguns dos monos do plantel, casos de Balboa e Zoro, e ainda muito surpreendido ao ver que o melhor marcador da Liga Turca, que não é assim tão inferior à nossa, também não arranjou clube para jogar. Como é possível que ninguém queira Makukula, e como é que não se conseguiu coloca-lo? [Enquanto escrevia este post, Makukula foi vendido a título definitivo para o Manisaspor, não se sabendo os valores da transferência. Era um jogador que eu apreciava mas que não tinha espaço no plantel. Face à boa época que fez, até pode ter sido vendido por bons valores, mas o seu salário era demasiado alto].

Se em termos de vendas a avaliação que eu faço do trio Vieira-Rui-Jesus é positiva, em termos de contratações já não posso dizer o mesmo, infelizmente. Gaitán e Jara são reforços no verdadeiro sentido da palavra, mas, nomeadamente no caso do primeiro, as soluções de jogo que oferecem, não são nada de novo. São bons, foram boas compras, mas não acredito que Gaitán consiga ser o "abre-latas" que Di Maria era. Sobre Roberto não me vou voltar a repetir, já disse tudo o que tinha a dizer, inclusive que custou mais que o Alasca custou aos Estados Unidos (isso é que era, até tínhamos petróleo). Oblak, e os canteranos são um caso que deve ser esclarecido. No total, estamos objectivamente mais fracos e perdemos dinheiro nesta janela de transferências. Pode isto ser considerado bom? Não, não pode.

sábado, 7 de agosto de 2010

Uma banhada de humildade

De férias, e com pouco tempo para a escrita, fica para a história mais uma Supertaça a fugir do Benfica, que desde que a competição foi criada venceu apenas quatro. O Porto venceu porque foi mais competente, e esteve muito melhor, apenas isto e sem desculpas com o árbitro, relva ou bola. Num jogo onde faltou velocidade, passe e entrosamento entre algumas peças (quase todas, para ser mais preciso), ficaram mais uma vez à vista algumas das fragilidades do actual Benfica. Mas também digo o seguinte: antes perder agora que perder no domingo frente à Académica, onde o Benfica não se pode dar ao luxo de se atrasar para os rivais. Por isso, mãos à obra que ainda há muito trabalho a fazer, não só para Rui Costa e Luís Filipe Vieira, que têm de se apressar a contratar os jogadores que faltam, para não andarmos à espera dos últimos dias de Agosto já com o campeonato em andamento e com alguns pontos de atraso como acontecia há umas épocas, mas também para Jorge Jesus, que tem de decidir com quem conta e com quem não conta e para que lugares. E por fim, o que menos gostei: a falta de humildade evidenciada por alguns jogadores em campo. Não vale a pena dizer aqui quem foram, ficou à vista no campo. Hoje, não dignificaram o Benfica. Amanhã será um novo dia, e domingo próximo rectificarão dando mostras da nossa força.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Sondagens #26 e #27

Não goleia, mas a vitória é clara e inequívoca. A equipa técnica liderada por Jorge Jesus é, para a maioria dos benfiquistas que votaram nesta sondagem (54%), a grande responsável pela boa época que a nossa equipa atravessa, superando os jogadores (23%), os adeptos (16%) e a própria direcção (5%). Concordo com a vitória da equipa técnica, aliás, foi aí mesmo que votei, e também concordo com o segundo lugar dos jogadores, alguns de qualidade realmente superior ao que tivemos nas últimas épocas. Quanto aos adeptos e direcção, acho que o mérito acaba por ser mais ou menos equivalente, o de uns porque apoiam sempre a equipa seja na Luz seja fora, o de outros por terem a coragem e a inteligência de apostarem em quem deviam.

Antes de mais, nota para o seguinte: 628 votantes, o que constitui um novo record! Obrigado! Não necessariamente por esta ordem, mas concordo com a inclusão de David Luiz e Luisão numa equipa ideal da década. O camisola "4" foi simplesmente um líder e apareceu sempre em momentos importantes, sendo que até considero poucos os votos que acabou por ter (78%). David Luiz (87%) merece a distinção, mas não está, no meu entender, ainda no nível do colega de sector, comete ainda demasiados erros defensivos, nomeadamente de posicionamento. Num outro patamar, com muitos menos votos, ficaram Carlos Marchena e Ricardo Rocha (6% para ambos), um que sem grande qualidade compensava sempre com a garra "à Benfica" e outro que passou por uma época negra na história do clube e que não lhe permitiu demonstrar toda a classe e qualidade que realmente tem. O capitão Hélder recolheu 3% dos votos enquanto Anderson ficou-se por 1%. Os outros 2% seriam para... uma incógnita. Zoro? Paulo Madeira? Edcarlos? Ou estou a esquecer-me de algum central realmente bom?

As próximas duas sondagens são sobre as presenças no Estádio da Luz esta época e sobre os dois melhores médios centro da década, onde podem escolher apenas dois e os que quiserem de acordo com o critério que bem entenderem. Se acham que os dois melhores foram dois médios-defensivos ou dois médios-ofensivos, a escolha é vossa.

Adenda: A votação de melhores médios-centro foi anulada e já foi novamente iniciada porque faltavam dois jogadores importantes. Podem voltar a votar.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

O senhor lá atrás...

Com onze jogadores em campo e quem é que festeja os golos com mais intensidade? O senhor lá atrás, de preto, naquele banquinho atrás da baliza, aquilo sim é sentir o Benfica. Primeiro ansioso, depois aflito, por fim eufórico, como qualquer um de nós. Vejam o lance mas fixem-se apenas nele. Por alguma razão é o meu ídolo.

sábado, 21 de novembro de 2009

Que futuro queres?

Há uns dias li no Geração Benfica um post que me fez lembrar um que estive para escrever há uns tempos precisamente sobre Di Maria.

Di Maria está num momento de forma soberbo. Como se isso não bastasse, a juntar ao seu já vasto currículo internacional, onde se encontram uma vitória num mundial sub-19 com golos e jogos magníficos e uns Jogos Olímpicos onde fez o golo decisivo na final, Di Maria tem de decidir o que fazer à sua carreira. Independentemente dos 30, 35 ou eventualmente 40 milhões pelos quais venha a ser vendido, o jovem argentino deve saber para onde quer ir. Porque entre ficar no Benfica esperando outra oportunidade, sair para o Manchester City ou para o Real, Barça, Juventus, Inter ou outro grande de um campeonato competitivo a diferença é muita. Tomemos como exemplo o meu ídolo, Rui Costa.

O melhor número 10 da história do futebol português saiu do Benfica em 1994 para um clube modesto do meio da tabela do melhor campeonato do Mundo, quando poderia ter ido para o super-Braça de Cruyff. Fê-lo sabendo que iria ganhar menos dinheiro e menos títulos, mas que o seu clube do coração ficaria com mais dinheiro do que aquele que os catalães ofereciam. Por isso, Rui Costa nunca fez a carreira que eu e muitos de nós gostaríamos que ele fizesse. Foi um homem com coluna vertebral a carreira toda, tendo ajudado inclusivamente a falida Fiorentina ao sair para o AC Milan por 40 milhões de euros. Passou, pelas minhas contas, 7 anos em Florença, tendo ganho muito pouco, obtendo menor reconhecimento que aquilo que a sua qualidade futebolística merecia. Não obstante, foi eleito melhor estrangeiro a actuar na Serie A, quando tinha como rivais Zinedine Zidane ou Gabriel Batistuta. Acabou por abdicar de 90% do seu salário "só" para voltar a jogar pelo clube do coração, sendo acusado de estar velho, tendo feito a última época da sua carreira a um nível excepcional, uma das melhores que efectuou, certamente.

A situação de Di Maria não é, de perto nem de longe a mesma. Não é português e por isso não é "benfiquista desde pequenino". Nem o Benfica está assim tão desesperado por dinheiro como estava em '94. Por isso, o jogador do Benfica não tem de se precipitar na sua escolha. Dizem que o Manchester City tem-no na agenda. Mas quererá, Di Maria, o Manchester City? Acredito que sim, mas não devia. Um jogador com a sua capacidade, com o seu potencial e com a ambição que lhe reconheço, deve dar efectivamente o salto, mas não para um clube de 2ª linha europeia. O passo a ser dado deve ser em direcção a um dos grandes/enormes espanhol, inglês ou italiano, nunca um Manchester City, por mais libras que sejam acenadas. Porque a decisão pode ser irreversível, como aconteceu com Rui Costa. Ficou 7 anos em Florença, tempo de mais para um jogador que poderia ter dado muito mais nas vistas em Barcelona, Madrid, Manchester, Londres, Milão (por mais anos) ou Turim.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Lapidar #14

Estive nove meses, mas a primeira reunião dos capitães - eu, Couto, Figo e Rui Costa - foi suficiente para o entender. Chamou-nos à parte e disse-nos que estava ali para treinar a selecção e dar o salto para um grande europeu. Mas estamos a brincar ou quê? Mas que é isto? Um homem na selecção, que deve ser um privilégio, o maior privilégio, e ele só pensava em sair para um grande da Europa. Mas brincamos ou quê? Falava em seriedade e disciplina. Aliás, afastou carismáticos, como Baía e João Pinto, com base na disciplina. Isso é tudo muito bonito, mas ele não aplicava a regra. Nos almoços da selecção, a mesa dos jogadores é sempre maior que a dos treinadores, porque há mais jogadores que treinadores. Com o Scolari, não! A nossa tinha 18/20 pessoas. A dele era maior. Mas estamos a brincar? Mas estamos onde? Ele levava os amigos brasileiros, os amiguinhos da Nike. Sim, porque ele é patrocinado pela Nike e entre um jogador da Nike e um da Adidas, escolhia sempre o da Nike. Mas depois, lá vinha com a lengalenga da disciplina. Então mas eu, que nasci em Coimbra, em Portugal, deixo-me ficar? Numa situação destas, deixo de agir? Mas estamos onde, pá? Que é isto? Ele ganhou o quê? Foi a uma final em casa e perdeu-a [Euro-04]. Mas há mais. O Dr. Merdaíl. Disse Merdaíl? Enganei-me. É Madaíl, Madaíl. Depois do fiasco do Mundial-02 [Portugal eliminado na fase de grupos por EUA e Coreia do Sul], escondeu-se atrás de uma carcaça, atrás de um campeão do mundo [o Brasil venceu esse Mundial-02, com Scolari a seleccionador]. Isso é atirar areia para os olhos dos outros. Desculpe lá, mas apetece-me partir a loiça toda. Nasci aí, em Portugal, e não aceito que arruínem o nosso futebol.

Sérgio Conceição

Ora bem: é uma entrevista que cheira a frustração autêntica, mas acho que o Sérgio não deixa de ter razão em relação a muita coisa que diz. O triângulo de quatro lados (apeteceu-me fazer de Gabriel Alves) Scolari-Brasil-Nike-Jorge Mendes foi bastante notório ao longo da estadia de Felipão. Exemplo? Rui Costa era português, patrocinado pela Adidas e o seu empresário era, salvo erro, um italiano. Deco era brasileiro, patrocinado pela Nike e o seu empresário era Jorge Mendes.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Djalma no FC Porto

Mais um.

Das duas uma: ou os actuais dirigentes do Benfica (nomeadamente Rui Costa) aprendem a fazer uma negociação sem dar barraca, uma vez que este ano já foi Álvaro Pereira e agora é Djalma, já referenciado aqui no blog por duas vezes como jogador para o Benfica, ou então os meus votos vão parar à primeira candidatura em que actuais dirigentes não apareçam. Pensem nisso, porque como eu, há muitos outros benfiquistas fartos desta situação.

quinta-feira, 28 de maio de 2009

Sem título, porque nem o merece

Há quem jure a pés juntos que Vieira humilhou Rui Costa ao repreende-lo por causa das declarações de apoio dos jogadores do Benfica para com o técnico Quique Flores.

Há quem jure
a pés juntos que é tudo mentira.

Eu não sei. Só me entristece que num clube com vários milhões de adeptos não apareça um que consiga pegar no clube e leva-lo ao lugar que é seu por direito próprio, o primeiro. E também me entristece que, sabendo que Vieira já cometeu tantos erros, a única maneira de o tentarem tirar do lugar é publicar histórias duvidosas, em que se relata uma suposta degradação da relação entre Rui Costa e o presidente. Porque ideias, ainda não vi nenhuma. Projecto ainda não vi nenhum. Rostos de mudança, ainda não vi nenhum. Debate sério na blogosfera, ainda não vi nada. Eu, continuo à espera. Porque antes de dizer "voto em Vieira" ou "voto em Bruno Carvalho" ou "voto em Veiga" ou voto em quem seja, quero ver IDEIAS, quero ver PROJECTOS. E infelizmente, pela sua não existência, julgo que para os próximos três anos não há projecto para o Benfica. Estou farto.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Lapidar nº12


"Também quero ser ouvido na questão do treinador"


Bruno Carvalho

Olha, meu amigo, também eu. E também os restantes 6 milhões de benfiquistas, seguramente. Mas esta coisa do "também quero ser ouvido na questão do treinador" ou do "LFV, por favor, não se candidate" é típico de quem quer um tacho, mas sabe que não o vai conseguir. Se queres tomar decisões sobre o SL Benfica, então chega primeiro a presidente.

Melhor ainda: dentro de dias, também vamos fazer uma sondagem sobre quem deve ser o treinador do Benfica para a próxima época. Se ultrapassarmos os 500 votos, faço chegar os resultados ao Rui Costa para ele nos ouvir (calma, não estou a falar a sério!). Afinal "também queremos ser ouvidos na questão do treinador", não é?

terça-feira, 12 de maio de 2009

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Palhaçada

Rui Costa (dirigente do Benfica), foi castigado por um mês por "lesão da honra e da reputação" do árbitro do encontro entre Benfica e Marítimo, de seu nome também Rui Costa. "Lesão da honra e da reputação", sim, exactamente, leram bem. Todos sabemos que este árbitro tem uma filha da reputação a manter, é irmão de outro génio do apito, o Paulo Costa, que irá terminar a carreira em breve devido à idade (graças a Deus!), deixando as insígnias de internacional ao seu irmão (Deus nos livre!). Sim, o que conseguiu meter os dois golos do Marítimo.

Paulo Bento, esse, chama "nojento", "maricas de m*rda" e outras coisas que podem ler aqui ao árbitro Bruno Paixão. É expulso, mas depois não é castigado. Pedro Silva dirige-se a Lucílio Baptista à peitada e o que acontece? Nada?

Quo vadis, futebol português...