Continuando na senda dos números das camisolas, e após o fascículo número 1 há umas semanas atrás, eis-nos chegados à camisola nº2.
Um número que tem sido estupidamente agredido na sua história desde a segunda metade da década de 90 com jogadores como Paulo Pereira, Amoreirinha, Airton entre outros, e que nas épocas mais recentes tem estado mais livre do que ocupado. Para ser mal ocupado também se prefere assim.
O atleta que acabo por associar a este número ainda envergou uma série de números diferentes mas foi com esta camisola que acabou por actuar mais vezes... Só podia ser um dos últimos capitães: António Veloso
15 épocas ao serviço do clube (chegou no ano em que nasci...), 7 campeonatos, 6 Taças de Portugal, 3 Supertaças, 538 jogos sendo Capitão em 322 deles...
Veloso era o protótipo de jogador à Benfica (vendo por alto, um Maxi Pereira do passado, mas com Bigode claro...). Jogava numa série de posições, fazia o que lhe mandavam, sempre com uma regularidade tremenda e uma consistência de fazer inveja. Sacrificava-se em prol do colectivo, como fez em 1990 ao não hesitar em levar um amarelo diante do Olympique Marseille que o afastou da final de Viena. Também nunca teve problemas em chegar-se à frente quando outros não o faziam, como líder que era. Foi o que sucedeu no malogrado final de tarde em Estugarda. Veloso chegou-se à frente, e permitiu a defesa do guardião holandês. Para quem viveu essa tarde-noite, nunca esquecerá, mas o Veloso certamente também não. Mas não devemos esquecer o que já foi referido: chegou-se à frente, assumiu o que outros não fizeram, arriscou e infelizmente falhou.
Fez-nos chorar ? Fez. Mas deu-nos mais alegrias do que tristezas, mesmo que a espectacularidade do futebol dos colegas ofuscasse a capacidade de trabalho do capitão. Era assim o Veloso, trabalhar para os outros brilharem. Liderou as tropas rumo ao título na sua penúltima época ao serviço do clube, e na última partida em que envergou a nossa camisola, na Luz diante do Braga, percebeu que os Benfiquistas lhe perdoaram o azar daquela tarde alemã. Houve uma grande penalidade a favor do nosso clube, e o estádio gritou: "VE-LO-SO! VE-LO-SO! VE-LO-SO!". No entanto o Capitão não assumiu a marcação. O colectivo estava acima da redenção pessoal, e por isso foi Edilson quem foi bater.
António Veloso - Um número 2 à Benfica!
Curtas Sport Lisboa e Benfica
Há 1 dia
















