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terça-feira, 31 de julho de 2012

Nélson Oliveira cedido ao Deportivo

Surpreendentemente, num negócio-relâmpago, o Benfica emprestou Nélson Oliveira (e Roderick) ao Deportivo, engrossando assim a lista de jogadores provenientes do campeonato português a actuar no recém-promovido Depor.

A notícia apanhou-me completamente de surpresa. Depois da época que fez ao serviço do Benfica, depois do destaque que conseguiu no mundial sub-20, depois da chamada ao Euro-2012 no qual foi, claramente, o 12º jogador da equipa de Paulo Bento, Nélson Oliveira parece dar um passo atrás na sua carreira. Às vezes é mesmo assim, é preciso dar um passo atrás para se dar dois em frente. Mas até para se dar um passo atrás tem de se olhar na direcção em que se caminha e, por isso mesmo, acho que este empréstimo não foi o mais feliz, por vários motivos:
  1. A Liga Espanhola é a melhor Liga do mundo. Não me parece que seja, no entanto, a que tem o futebol mais adequado para a explosão de talento de Nélson Oliveira. O jovem avançado gosta de partir da faixa para o centro, com alguma liberdade, e em força, mais ao estilo do que acontece no campeonato inglês, assemelhando-se no estilo de jogo (com as devidas diferenças, sobretudo de qualidade) a Thierry Henry.
  2. A pressão mediática em Espanha é muito maior para os jogadores do que sucede em Inglaterra. Na pátria do futebol, os jovens podem errar sem o peso de uma crítica excessiva, injusta, tendo possibilidade de voltar ao onze brevemente para mostrar que evoluíram.
  3. Não acredito que Nélson Oliveira tenha sido um pedido expresso do treinador do Coruña, mas antes uma colocação cirúrgica de Jorge Mendes, como foram outras realizadas neste mesmo clube. Assim sendo, será que Nélson Oliveira parte como primeira escolha do seu treinador? Ou será um daqueles jogadores eternamente proscritos por não ter sido pedido?
Nélson seria sempre a terceira escolha de Jesus para um onze onde cabem, no máximo, dois jogadores (e onde, acredito, actuará apenas um por diversas vezes). Não teria os mesmos minutos na Luz que terá, quase certamente, na Galiza. A sua colocação acaba por ser um mal menor, visto que vai poder ter mais tempo de jogo. Resta saber se evoluirá no sentido pretendido.

quinta-feira, 8 de março de 2012

É tudo, meu!


Mais uma vez, Jorge Mendes prepara-se para encher os bolsos, graças a um clube português. Desta vez será Nelson Oliveira a ser transferido pelo melhor empresário do Mundo que já o anda a oferecer pela Europa fora.
Pode nem acabar transferido no final desta época, mas da próxima não passa. Desfrutem de cada jogo do rapaz porque irá ser grande no Mundo do Futebol.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Segundas linhas

O jogo com o Santa Clara permitiu aos adeptos verem alguns dos jogadores que constituem a chamada "segunda linha" do Sport Lisboa e Benfica. E se houve alguns que surpreenderam pela positiva, ou melhor, não desiludiram, outros houve que demonstraram que nem hoje nem a 30 de Fevereiro estarão prontos para jogar pelo nosso clube. Nest post, analiso alguns jogadores que se destacaram pela positiva e pela negativa nesse encontro:

Eduardo - um bom guarda-redes não precisa de fazer muitas defesas aparatosas. Basta-lhe defender quando é chamado a intervir. É coisa de guarda-redes de clube grande e Eduardo tem isso. Ainda bem. Contra o Santa Clara salvou o Benfica por duas vezes, uma delas simplesmente incrível. Excelente sentido de posição. É claramente o melhor guarda-redes português no Benfica desde Bento.

Jardel/Miguel Vítor - não desiludiram o que é importante. São dois atletas que têm jogado pouco e que se estrearam como dupla pela primeira vez no jogo contra os açoreanos. Não deslumbraram e tiveram allgumas falhas pontuais, mas nada de grave. São dois jogadores importantes para o plantel uma vez que não criam mau ambiente e que correspondem às expectativas quando chamados (Jardel, este ano, esteve bem quando fez dupla com Garay e Miguel Vítor, em anos anteriores, demonstrou o mesmo por várias vezes).

André Almeida - é o lateral da moda de Jesus e é um defesa in: incapaz, incompetente, invulgarmente mau. Não há aqui patinhos feios, o gajo é mau e ponto final, ou precisamos de lhe dar as oprotunidades que o Escalona e o Rojas tiveram para demonstrar a sua valia? André Almeida nunca na vida conseguirá atingir o potencial de Emerson (que como sabem, não é um jogador do meu agrado). Não consegue receber uma bola em condições, não tem pezinhos para defesa e nem consegue fazer um passe de jeito. Por favor não brinquem com o Sport Lisboa e Benfica, reeintegrem o Amorim urgentemente e despachem este "jogador" para Leiria outra vez.

Saviola - A cada jogo que passa fico mais desesperado. O que é isto? 65 minutos em campo e uma jogada digna desse nome. Dá dó ver um jogador da sua qualidade degradar-se desta forma. Nem tem força nas canetas para se manter em pé e fazer um passe com bola corrida. Neste momento deveria ser o terceiro avançado do plantel e duvido que para o ano consiga manter esse estatuto face à previsível explosão de Nélson Oliveira.

Nélson Oliveira - jogo interessante do internacional sub-21 português. Nem sempre muito feliz, fruto da boa organização defensiva dos insulares e do pouco entrosamento dos jogadores encarnados, procurou sempre levar a bola e a equipa para a frente. Não apareceu tão encostado às faixas como Jesus, Ilídio Vale e os treinadores da formação lhe exigiam, jogando mais pelo centro, mas com a mesma capacidade de transportar jogo. O golo acabou por lhe sorrir, justamente, recompensando a boa exibição. Que seja o primeiro de muitos.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Should I stay or should I go?

Já vamos a meio de Janeiro e o mercado está muito parado para os lados da Luz. Ainda bem, digo eu. Se há coisa a que o mercado de Janeiro nos tem habituado é ver péssimos negócios, entre contratações fúteis e vendas disparatadas, por parte do Benfica. No entanto sabemos que, muito provavelmente, vai haver mexidas. Dos jogadores que poderão sair, eis a minha opinião sobre cada um deles e sobre devem ou não sair.

Eduardo: o namoro de Jesus por Eduardo já é antigo. Ainda antes de Roberto chegar ao Benfica, já Jesus queria o guardião do Braga, à altura, no Benfica. Chegou à Luz para representar o seu clube do coração mas na baliza já morava Artur, que tinha impressionado tudo e todos com exibições seguras e de grande qualidade. É actualmente o guarda-redes da Taça da Liga e já expressou o seu desejo em sair para jogar regularmente. Deve o Benfica satisfazer o seu desejo? Não. É um bom guarda-redes e é importante não esquecer que se Artur vir um amarelo na Champions, fica de fora do jogo seguinte. Mais vale prevenir até porque será difícil remediar.
Veredicto: Ficar.

Miguel Vítor: tem jogado menos do que aquilo que se esperava. Actualmente é, aos olhos de Jesus, o quarto central do plantel, mas a primeira hipótese para substituir Maxi quando o uruguaio não pode jogar (visto que Amorim, para já, não conta). Mesmo sabendo do interesse de alguns clubes, uma equipa deve ter sempre quatro centrais com qualidade para substituir um habitual titular com um nível minimamente aceitável. Não podemos abdicar de Miguel Vítor.
Veredicto: Ficar.

Capdevila: O seu valor intrínseco é inquestionável, pelo menos para quem o viu jogar e sabe o que vale. Quem o conhece sabe do seu valor, quem não conhece é melhor não tecer muitos comentários pois arrisca-se a fazer figura de urso ao dizer que é pior que Emerson uma vez que o treinador é que sabe, argumento que legitima todas as decisões de todos os treinadores (incluíndo colocar Beto a titular quando havia Karagounis, lembram-se?). É incomparavelmente melhor que Emerson, devia ser titular de imediato.
Veredicto: Ficar.

Luís Martins: é, no entender de Jesus, o segundo lateral esquerdo do plantel. Está longe de ser melhor que os outros dois colegas de posição e a sua escolha para figurar no banco de suplentes é, a meu ver, uma forma clara de Jesus explicar a Capdevila que "não te posso vêr à frente nem pintado e por isso até convoco este miúdo". Não tem qualidade para ser titular nem suplente neste momento.
Veredicto: Emprestar.

André Almeida: não lhe vejo grande futuro, sinceramente. Do que tinha visto dele ainda no Belenenses e na pré-época no Benfica, parece-me curto tanto a jogar sobre o meio-campo como na lateral direita. Mal estará o Benfica se tiver de recorrer a André Almeida. Actualmente não tem qualidade para estar no plantel e acredito que dificilmente algum dia terá.
Veredicto: Emprestar.

Rúben Amorim: já dei a minha opinião sobre este caso. Amorim tem qualidade mais que suficiente para ser mais utilizado. Não pode, no entanto, ter a atitude que teve mesmo tendo razão (que a tem). Assim não pode ser. Deve ser multado e reintegrado rapidamente. A época ainda vai a meio e vamos seguramente precisar dele. E provavelmente, ele precisa mais de nós do que pensa.
Veredicto: Ficar.

Enzo Pérez: o mesmo se aplica a Enzo Pérez, com a diferença que a atitude do argentino é ainda mais incompreensível. Do Benfica não tem nenhuma razão de queixa, a sua atitude foi lamentável. Deve levar uma multa exemplar, pedir desculpas ao grupo e ser reintegrado o mais depressa possível. Tem qualidade a rodos, é um desperdício não a aproveitarmos.
Veredicto: Ficar.

David Simão: tem muita qualidade e não tem oportunidades. Mesmo sabendo da qualidade das opções de Jesus, David Simão merecia muitos mais minutos que aqueles que tem. Não o digo por ser da formação nem por ser português, mas por ser objectivamente bom. Tem de sair para rodar e voltar ainda melhor.
Veredicto: Emprestar.

Rúben Pinto: Não me lembro de o ver no banco de suplentes uma vez que fosse sequer. No entanto, do que me recordo nas camadas jovens, é um jogador muito interessante e que apresentava um futebol evoluído para a sua idade. Por mim, emprestava-se a uma equipa da Orangina.
Veredicto: Emprestar.

Nélson Oliveira: Nélson já começa a ser uma opção no banco de suplentes e tem entrado pontualmente em campo. Mesmo sem ter muitos minutos na Liga, vai demonstrando o seu valor sempre que chamado. Se por um lado o seu empréstimo seria benéfico para o crescimento do atleta, o Benfica não pode abdicar deste avançado sob pena de ficar sem muitas opções para a frente de ataque. É a chamada faca de dois gumes.
Veredicto: Ficar.

Rodrigo Mora: Pouco ou nada mostrou até aqui. Conheço pouco de Mora e o que mostrou até aqui não me entusiasmou. A verdade é que, olhando a longo prazo, não vejo hipótese nenhuma de vir a ser importante no Benfica. Cardozo está cá e está para durar, felizmente. Rodrigo e Nélson idem, espero. Não terá muitas oportunidades.
Veredicto: Vender.

Javier Saviola: O Saviola de 2010 já não volta, desenganem-se. Perdeu explosão, perdeu velocidade, perdeu força. Mantém o faro de golo e um grande conhecimento do jogo, mas é-lhe cada vez mais difícil executar tecnicamente bem os lances. Tenho alguma dificuldade em compreender o motivo que levou a que se renovasse contrato, a não ser que seja um aliciante para Aimar ficar. No final da época logo se vê o que se faz a este jogador. Por agora...
Veredicto: Ficar.

sábado, 7 de janeiro de 2012

Contratações de verão

Seis meses de trabalho, cinco de competição são tempo mais que suficiente para fazer uma avaliação sobre os jogadores que foram contratados ou passaram a integrar o plantel do Benfica pela primeira vez nas suas carreiras. A avaliação é feita tendo em conta o tempo de jogo que têm, as expectativas criadas, as perspectivas de futuro, a importância para a equipa e, sobretudo, a qualidade de jogo. Do pior para o melhor, eis a minha opinião:

Rúben Pinto, Mika, David Simão, Luís Martins, Mora, Enzo Pérez e Capdevila - Sem tempo nem espaço para afirmação. Os poucos minutos que jogaram não permitem uma avaliação quanto à utilidade e qualidade destes "reforços". No caso dos 5 primeiros ainda se percebe que, pela sua juventude ou pela qualidade das outras opções ao serviço de Jesus, tenham poucas oportunidades para mostrar o seu valor. Pérez, lesionado, também não teve chances. O caso de Capdevila parece ser incompreensível e a desculpa de que Emerson é melhor que ele é simplesmente idiota. Se é assim, também posso dizer que acho o Walter melhor que o Benzema.

Matic - Não é bom nem mau, antes pelo contrário. Tem mais técnica que aquilo que eu esperava, mas não é assim tão assertivo do ponto de vista defensivo, deixando muito a desejar quando joga sozinho à frente da defesa. Seria de esperar que com a sua altura e com a sua capacidade física conseguisse ganhar mais lances e impedir a progressão dos adversários, mas não tem acontecido. A meu ver, há outros médios que mereciam mais minutos. Matic tem jogado demais. Não justifica.

Nélson Oliveira - Pouco tempo também mas já começou a mostrar as suas qualidades. Rápido, com algum poder de desmarcação, apresenta remate fácil e uma grande mobilidade na frente de ataque que lhe permite jogar em cunha entre os centrais ou a vir da faixa (esquerda ou direita) para o centro. Tem um futuro muito promissor.

Eduardo - Só não joga mais porque tem um colega de posição de qualidade igualmente elevada. Eduardo é, provavelmente, o melhor guarda-redes que temos desde o tempo de Michael Preud'homme. Tem um pequeno azar chamado Artur. E acredito que, se tivesse chegado ao mesmo tempo que o brasileiro, seria hoje o titular fruto das suas qualidades, claro, mas também de uma possível preferência de Jesus. Sempre que foi chamado, esteve bem.

Rodrigo - Talvez a maior surpresa deste início de época. A sua contratação foi muito criticada no ano passado e com alguma razão: a prioridade era um médio centro/defensivo (que nunca chegou a vir, com as consequências que se conhecem) e o valor pago foi excessivo face ao que o jogador demonstrara em Madrid e face àquilo que seria expectável. De qualquer das formas, Rodrigo começa a justificar a escolha do departamento de futebol do Benfica para integrar o plantel. Rápido, com bom controlo de bola, tem faro pelo golo e já deixou a sua marca em alguns jogos importantes esta época. Pode chegar muito longe.

Bruno César - O senhor "ponte aérea" chegou ao Benfica com grandes ilusões e foi aquecer o banco. Não contente com a situação, trabalhou afincadamente e sempre que entrava em campo justificava as qualidades que se conheciam do Brasil. No entanto, com o passar das semanas, tem-se apagado progressivamente. Qual é o verdadeiro Bruno César? Quanto a mim está próximo do de Setembro. É um jogador muito interessante na minha opinião e que dá soluções de jogo que o Benfica não tinha o ano passado.

Nolito - Um jogador diferente de tudo aquilo que vemos actualmente. Com a bola colada ao pé, Nolito cria o pânico nas defesas adversárias. Flecte muito bem da esquerda para o centro e tem um remate colocado, à semelhança do que acontecia com Simão. Não é tão tecnicista, não é tão líder de equipa como o ex-camisola 20 mas tem uma enorme utilidade. Precisa de aprender a largar a bola mais cedo e de refilar menos com os árbitros. É garantia de golos.

Artur - Tecnicamente não é o melhor guarda-redes do mundo, longe disso. Mas transmite uma segurança e serenidade que impressionam. Artur é tranquilo entre os postes, agarra a bola na maioria das vezes, sai-se muito rapidamente aos pés dos adversários e não precisa de a socar quando lhe vem pelo ar, agarrando-a. Não dá nas vistas, mas quando é preciso fazer uma defesa de elevado grau de dificuldade também está lá (Elias que o diga, ainda hoje tem pesadelos).

Witsel - É difícil explicar como e porque motivo adoro este jogador. Witsel é um dos meus favoritos. É a prova de que a velocidade não é o mais importante no chamado "futebol moderno". O belga sabe ter a bola, controlar os ritmos do jogo e compreender quando se deve desmarcar, passar ou rematar. Do ponto de vista defensivo é a antítese de Ramires: muito mais de ocupar espaços do que de recuperar bolas. Era o jogador que precisávamos para ter alcançado a final da Liga Europa no ano passado. Um verdadeiro craque.

Garay - Não é preciso ser exibicionista para se ser um bom central. Garay é do mais discreto possível e surpreende pela sua serenidade, posicionamento e entendimento do jogo. O eixo formado por Artur, Luisão e por si é seguro muito graças às qualidades do argentino, que complementa o colega da selecção brasileira. Além disso, sabe sair a jogar e começa a mostrar alguma actividade nos lances de bola parada, tanto a responder a cruzamentos como a batê-los.

P.S. De Emerson não podemos falar, é assunto tabu. Parece que há muita gente sensível a esta questão. É fazer como os pinguins do Madagáscar: "just smile and wave boys, smile and wave".

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Talento para potenciar

E se num futuro próximo, a dupla titular do Benfica fosse Rodrigo e Nélson Oliveira? Será isso possível, num clube que por norma tem dificuldade em apostar não tanto em jovens estrangeiros, mas em jovens portugueses? Olhando aos dois jogadores, fica a clara ideia de que podem se complementar, olhando ao seu talento e potencial, fica a ideia de que têm qualidade para vingar no Benfica, assim o clube e Jesus em particular acredite neles. Rodrigo, aqui no Eterno, já defendi, que pode muito bem ser a alternativa que falta a Cardozo, embora seja obviamente um jogador com características distintas deste. Nélson Oliveira é um avançado moderno, capaz de ser sozinho a referência do ataque, como aconteceu no mundial de sub-20, ou de jogar com mais alguém do seu lado. Tem a palavra Jorge Jesus.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Nélson Oliveira e Rodrigo

O mundial de sub-20 na Colômbia está a decorrer e dois jogadores do Benfica, ambos avançados estão a destacar-se com boas exibições e golos. Um é português e das escolas de formação do Benfica, outro é espanhol com ascendência brasileira e vem da cantera merengue. Que futuro é reservado para estes dois talentos dentro do plantel do Benfica? Parece-me importante não desperdiçar o talento destes jogadores, aliás o único crime quando um jovem jogador tem potencial, é não apostar na sua qualidade, muitas vezes em detrimento de outros com qualidade dúbia. Mas terão eles espaço no actual Benfica? Ficará um (Rodrigo) e será emprestado outro (Nélson Oliveira)? Se olharmos às opções para a frente de ataque, verificamos que a concorrência é muita e que por exemplo Rodrigo Mora, recém chegado, não tem tido muitas oportunidades para demonstrar o seu valor, pelo que o Benfica terá que pensar muito bem o que irá fazer com estes dois avançados, sob vista de não travar o seu desenvolvimento enquanto futebolistas de alto nível.

Olhando ao novo sistema que Jesus aparentemente quer implementar em determinadas ocasiões, tanto Nélson Oliveira, como Rodrigo, pelas suas características, parecem encaixar bem. São ambos avançados móveis, de boa qualidade técnica e sempre com a baliza nos olhos, sendo que no caso do espanhol, pode ser também utilizado descaído sob uma faixa, embora pense que isso não beneficia o seu futebol. A propósito disso, tenho lido em alguma blogosfera benfiquista que Cardozo, neste novo sistema será um peixe fora de água, o que tenho que dizer que não concordo, pelo contrário. Tanto fio de jogo, com jogadores rápidos atrás de si, com dois extremos embora de pé trocados, com constantes movimentações entre eles e Witsel e Aimar, faz com que um homem de área como o paraguaio possa ser muito útil, como que concluindo tudo o que anteriormente foi construído. Não penso ser incompatível Cardozo nesse modelo de jogo e sei que ao escrever isto vou deixar muita gente com os olhos arregalados. Voltando ao tema do post, pessoalmente acho que há espaço para estas duas jovens promessas no Benfica 2011/2012, mas se ficarem, não pode existir receio por parte de Jesus em apostar neles quando necessário, ou então mais vale ambos rodarem, ganhando minutos de competição, que nesta fase das suas carreiras é fundamental. Há boa matéria prima para Jesus potenciar.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Só não vê quem não quer

Quatro anos depois de o Caixa Futebol Campus ter sido inaugurado, o Benfica tarda em colocar na equipa principal jovens talentos portugueses. A passagem esporádica de Miguel Vítor, único jogador oriundo da formação nos últimos 4 anos com mais de dez jogos oficiais pela equipa principal, é motivo de preocupação e não de rejubilo. Jovens de valia, como o próprio Sílvio, que se encontra agora em Braga, foram dispensados. Antes disso, não conseguimos manter João Pereira nem Manuel Fernandes. E agora com o CFC, iremos deixar escapar este caso de sucesso nítido?

Um ponta-de-lança português de qualidade é algo extremamente raro no futebol nacional. Prefere investir-se em brasileiros e argentinos de qualidade duvidosa. O Benfica tem em mãos aquele que será o melhor ponta-de-lança da nova década. O que vai fazer com ele?

sábado, 23 de janeiro de 2010

Nélson Oliveira, ponta-de-lança puro

Se há alguma posição em que, ao longo dos anos, tem sido extremamente difícil encontrar jogadores portugueses de qualidade nas formações mais jovens, essa é a de ponta-de-lança. Mesmo até para defesa-esquerdo surgem sempre algumas esperanças que depois se perdem rapidamente, como Paulo Torres, Kenedy, ou mais recentemente, quem sabe, Antunes. Sol de pouca dura, é certo, mas para ponta-de-lança, nem um para amostra. Portugal foi campeão mundial sub-20 em 1991 e o ponta-de-lança titular era Toni, que acabou por [não] fazer carreira no Porto, Braga, Salgueiros, Marítimo, sendo o suplente natural Gil, que também não teve sucesso no Benfica, Ovarense, Braga e Estrela.

No entanto acredito que num futuro mais ou menos próximo possamos assistir a um inverter de situação, muito devido a um rapaz disciplinado e empenhado de seu nome Nélson Oliveira, um ponta-de-lança puro, de remate fácil, forte e colocado, sem medo do um-para-um, com faro de golo. O Benfica resolveu empresta-lo ao Rio Ave, numa altura em que parece algo esquisita, a meio da época.

Por um lado, a liga de juniores é demasiado pequena para um jogador como Nélson Oliveira, e este empréstimo, especialmente nesta altura, e se for bem sucedido, como desejo, deverá ser a lança de rampamento para o plantel principal encarnado já em 2010/2011. Seria a altura ideal para incorporar um júnior numa equipa que desejamos que envergue aí as quinas e que seja possível fazer uma transição de gerações entre Nuno Gomes, símbolo do ataque benfiquista por mais de 10 anos, e Nélson Oliveira, aquele que se quer como ponta-de-lança de futuro.

Estranho também é o facto de haver uma equipa portuguesa interessada num jogador tão jovem, português, e sem experiência no futebol sénior. Quantos minutos poderá jogar pelos vila-condenses? Boa pergunta. Com o experiente João Tomás no ataque, eu diria que 100 minutos já seriam razoáveis. Por outro lado, foi o Rio Ave que pediu o jogador por empréstimo, o que de si nota de imediato um interesse pelo jogador, o que parece ser um aspecto favorável à sua evolução. Só o tempo dirá o que vai acontecer neste fim de época a Nélson.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Sondagem #19

Um golo pode mudar muita coisa. Até ao final da segunda semana desta sondagem, Wéldon liderava a contagem de votos com uns 10% de avanço sobre o segundo classificado, Nuno Gomes. Curioso como um ponta-de-lança com mais de 150 golos pelo Benfica precise de um especial, marcado à Olhanense aos 92 minutos de jogo, para passar para a frente desta sondagem. Mas assim foi: a partir da terceira semana, o 21 passou para a frente da sondagem, terminando com 27% dos votos, à frente de Weldon, com 25%. Um fenómeno também conhecido dos benfiquistas chama-se... Mantorras. E é mesmo um fenómeno: conseguiu ainda assim reunir 19% das preferências, sendo que andou a maior parte do tempo abaixo dos 10%. Foi uma recta final à... Mantorras. Já Makukula não conseguiu obter mais que 13%, mesmo com a excelente temporada que está a fazer no Kayserispor da Turquia. Com 7% ficou Nélson Oliveira, jovem ponta-de-lança português das camadas jovens do Benfica, superando Keirrison, que a esta hora estará, provavelmente em Saragoça. Em último lugar Marcel, com apenas 1%.

Já estão disponíveis duas novas sondagens até final do mês: uma sobre o possível reforço do plantel, e a outra será o princípio de um conjunto de sondagens sobre o 11 ideal do Benfica da década, que só ficará completa no final de Dezembro de 2010, quando a década acabar (acho eu!).