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quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Sou só eu a achar isto muito estranho?

- O Lyon, a precisar de golear o Dinamo Zagreb, consegue virar o 1-1 ao intervalo para 1-7 na segunda parte.

- A defesa do Zagreb estava dominada por uma estranha (inexplicável) apatia.

- O Ajax foi escandalosamente roubado contra o Real Madrid, tendo dois golos mal anulados.

- Platini é francês. O Lyon é um clube francês.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Não querem ou não podem?

Não querem. Nem podem. Época terrivelmente mal planeada como foi dito aqui neste blog por diferentes pessoas durante todo o Verão. Erros crassos que só quem tem palas nos olhos é que pode negar. Incompetência a gerir, a ordenar e a executar. Quando olho para a equipa do Benfica não consigo apontar especificamente para um jogador e dizer que ele está efectivamente a "fazer a cama ao treinador". Mas olhando para a equipa como um todo, parece-me amorfa, sem vontade nem capacidade para mais. Vejo diferentes situações no plantel: Luisão é o líder dentro de campo, faz o que melhor sabe e pode, dá tudo e é provavelmente o melhor jogador actualmente; David Luiz é um bom rapaz, é profissional e tem aguentado estoicamente as parvoíces que têm sido escritas sobre ele. Não duvido nem por um minuto do seu empenho. Dá tudo em campo, mas está com a infelicidade de lhe sair quase tudo mal; Coentrão está visivelmente estoirado depois de um ano de 2010 com, até ao momento, 50 jogos oficiais sem pausa para férias; Saviola regressou àquilo que foi nos últimos anos, um jogador acomodado; Cardozo é Cardozo, capaz de um golo e de 85 minutos de ocaso, mas que marca, marca!

Os "objectivos mais altos de sempre", citados em Agosto último pelo nosso presidente, revelaram-se uma patetice épica. Estivemos a dois míseros minutos de ser eliminados não só da Champions League como também da Liga Europa, ou seja, chegaríamos a Janeiro sem a frente europeia por disputar, algo que, desde 2003, se verificou apenas por uma ocasião, quando treinados por Quique Sanchéz Flores. Logo aqui se vê quão miserável está a ser esta época.

Jesus tinha afirmado antes do jogo que as suas previsões estavam correctas: quem perdesse pontos com o Hapoel seria eliminado da fase seguinte da grande prova de clubes. Não esperava ele, certamente, que ao minuto 88 a frase mais correcta seria "quem perdesse mais pontos com o Benfica ficaria de fora". Triste mas verdade.

Perdemos e eis que chega o "escudo humano" do presidente, o senhor Rui Costa, posto na prateleira no momento das vitórias, chamado de urgência nas derrotas, com a vida pessoal vergonhosamente exposta nos jornais e revistas do país. Não sei como te prestas a este serviço, caro Rui. De dia para dia consigo admirar mais as suas capacidades e a sua coragem em detrimento da fuga constante de outros nos momentos difíceis. Se houve alguém que passou naquilo a que chamei de teste de carácter foi o nosso Director Desportivo, porque presidente, treinador, jogadores e adeptos reprovaram. Uns escondem-se nos momentos difíceis, outros aparecem. É esta a diferença entre os Homens e os ratos.

Será Jesus parte do problema? Manuel José, Paulo Autuori, Graeme Souness, Jupp Heynckes, José Mourinho, Toni, Jesualdo Ferreira, José Antonio Camacho, Giovanni Trapattoni, Ronald Koeman, Fernando Santos, Fernando Chalana e Quique Flores também foram. Por isso é que foram corridos a pontapé ou tentaram correr com eles. O problema é a falta de mentalidade. Com esta mentalidade perdedora, nem com Guardiola de manhã e Ferguson à tarde o Benfica ganhava.

Nem chegámos ao final do ano de 2010 e o Benfica já conta com nove derrotas, mais uma que em toda a temporada de Quique e menos uma que em toda a temporada de Santos/Camacho/Chalana. Mais grave que isto é haver benfiquistas a colocarem paninhos quentes e a dizer que "foi só mais uma derrota", "melhores dias virão", "é só uma má fase". O Benfica está nesta situação miserável crónica há já dezasseis anos. São dezasseis anos de derrotas, vexames e humilhações, são dezasseis anos de Benfiquinha, com a complacência de muitos de vós, adeptos.

Os adeptos ficaram contentes, ou pelo menos mais aliviados, com a passagem à Liga Europa. "Do mal o menos", dizem alguns. Percebo perfeitamente, é esse o me sentimento em termos práticos. Mas eis que olho para a lista de possíveis opositores vindos do Pote 1 (porque nem cabeças-de-série vamos ser neste sorteio) e vejo Manchester City, Liverpool, Bayer Leverkusen e PSV Eindhoven. Quatro potenciais Celtas de Vigo. Podem pensar que é a Liga Europa, que em jogos a duas mãos até nos podemos safar, mas a realidade nua e crua é esta: nem com Lyon, nem com Schalke nem mesmo com o Hapoel o Benfica venceu no confronto directo. Mau demais para ser verdade.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Goleada pela margem mínima

Sentimentos distintos aqueles que se viveram na Luz, esta noite. Se por um lado a vitória é sempre uma vitória, e bem precisávamos desta, ficou a sensação de que o Benfica poderia ter partido para um resultado histórico mas acabou o jogo com as calças nas mãos. Mérito do Lyon, também, demérito do Benfica em boa parte, e erros inacreditáveis de uma arbitragem muito francesa, a relembrar a de Damir Skomina no ano passado em Marselha. Um jogo que ficou marcado por mais dois golos sofridos em lances de bola parada e mais um frango com molho à espanhola. E aqueles que pensam que estou a rir por ter razão, desenganem-se, pois como já alertei esta situação não tem graça nenhuma.

Quando o Benfica jogou em Lyon disse que a nossa equipa não tinha estofo europeu. Mantenho-o. O estofo europeu ganha-se com continuidade de resultados e exibições consistentes. Mas como referi, nem foi uma questão de ter perdido contra o Lyon, equipa respeitável e superior ao Benfica, que me fez afirmar tal frase polémica: foi a atitude. É preciso ter uma atitude diferente. É preciso ter a atitude evidenciada nos primeiros 75 minutos de jogo.

O Lyon, nesta década que agora termina, viveu o melhor período da sua história, conquistou sete campeonatos consecutivos e mantém-se sempre no top-3 de um campeonato estranhíssimo como o francês. São regulares e a tal continuidade de vitórias permitiu-lhe ganhar esse estatuto de "clube de Champions", é hoje um clube com estofo. O que começou com Coupet, Carrière e Sonny Anderson teve continuidade com Abidal, Essien, Juninho, Malouda e Élber e apresenta agora Lloris, Bastos, Gourcuff e Lisandro. Provavelmente não serão tão fortes quanto o Lyon de há cinco anos, mas têm ainda uma fortíssima presença europeia alcançado no ano passado o seu melhor registo de sempre, as meias-finais. E por isto, vencer o Lyon em casa, qualquer que fosse o resultado, era muitíssimo bom. E é por isto que a vitória alcançada me deixa extremamente feliz e contente com o desempenho da equipa, tivesse sido a vitória por 1-0, 4-0 ou 4-3. Estamos a falar do mesmo grupo de jogadores que no ano passado foi ganhar ao dream-team do Santiago Bernabéu.

Não tendo o Benfica feito uma exibição completamente fabulosa, o resultado surgiu naturalmente como consequência de méritos nossos, como as bolas paradas ofensivas e os contra-ataques letais, e deméritos do adversário, nomeadamente o facto de dois pontapés de canto deles terem terminado em golo do Benfica. Foram setenta e cinco minutos à Benfica: foi um Fábio Coentrão mágico, actualmente um dos melhores defesas-esquerdos e médios-esquerdos do mundo simultaneamente, pois durante os jogos ele é tudo isso e muito mais; foi um Carlos Martins a fazer quatro, sim, quatro assistências, algo só conseguido na Liga dos Campeões por um outro senhor jogador do futebol mundial chamado Rui Costa; foi um Luisão patrão, chefe, director e presidente, tudo isso, imperial uma vez mais; foi um Kardec (nome muito pouco apreciado em França) matreiro e certeiro. Até o Peixoto, com todas as suas limitações, mas também com a sua classe, fez um jogo positivo apesar daquele pontapé na atmosfera. Foi um dia sim do Benfica.

E o que se passou nos últimos 15 minutos? Comecei por me lembrar do Angola-Mali: um, dois, três... uf, acabou. Não me chocava nem transtornava que o Benfica sofresse um ou mais golos até final da partida. Não seria surpreendente, é o Lyon. Surpreendente foi ter marcado quatro! Quantas vezes é que os franceses sofreram tantos golos como ontem na Luz? Não me lembro. E por que razão sofremos estes três golos? A primeira ideia que nos vem à cabeça parece lógica: as substituições. Foi visível que a cabeça de Jesus estava já no Dragão (como já estava no fim do jogo com o Paços) e o nosso treinador apostou em Weldon, Jara e Menezes. Todos eles entraram de forma negativa no jogo, uns piores que outros. E a culpa foi deles. Foi? Em quê? Não vi, não sei. Que influência tiveram eles? Que erros comprometedores cometeram? Não vi nada disso nem penso que a culpa se encontre por aí. Podem dizer que metendo Nuno Gomes e Airton em campo as coisas seriam diferentes. Concordo, acho mesmo que seriam, não acredito que sofrêssemos três golos. São jogadores mais tarimbados, mais tranquilos e mais inteligentes, no fundo, melhores. Mas não foram os seus colegas que comprometeram. Quem falhou então?

O Lyon chega ao primeiro golo com mérito, há uma boa jogada do lado direito e após o cruzamento Gourcuff remata sem hipóteses para Roberto. Coentrão não conseguiu o corte naquela que foi a sua primeira e única falha no jogo todo. Culpa dele? Não, claro que não, há mérito da equipa francesa. No segundo golo o canto é muito bem marcado e apesar de termos sofrido não significa que tenha sido por culpa da forma de defender. No entanto sofremos mesmo. De quem é a culpa? A bola passa por uma série de jogadores e Peixoto é o último a ficar mal na fotografia. Culpa dele? Não acho, vejam outra vez o lance e, a meu ver, é muito mais o mérito dos franceses que demérito nosso. E no terceiro lance? Há efectivamente uma falha de Roberto, facto. Aqui o demérito é nosso. Mérito na forma como o Lyon chega ao resultado final também tem o árbitro e o fiscal-de-linha com um punhado de decisões, nos minutos finais, que fizeram corar de vergonha Olegário Benquerença. Seria de esperar outra coisa quando o actual presidente da UEFA, por sinal francês, absolveu o clube corrupto cá do burgo e fez a sua carreira no meio de vilões da "vecchia signora"?

O que mais me chateia é o facto de o Benfica ter sofrido, até ao momento, 3 golos que não deveria, sob circunstância alguma, ter sofrido. E espero estar enganado, mas estes golos ainda podem vir a fazer uma diferença fundamental até ao fim desta fase de qualificação para os oitavos. Vamos ver. O que sei é que estou muito contente com a vitória. Em tempos de austeridade (a todos os níveis), os objectivos têm de ser cumpridos mesmo que sejam difíceis. o primeiro era vencer o Lyon. Feito. O próximo passa por não perder no Dragão. Vamos a eles.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Este Benfica não tem estofo europeu


Se é muito sensível não leia este post. Se ainda acha que o Benfica perdeu por azar ou porque Gaitán foi expulso, esqueça, o melhor é parar por aqui pois vamo-nos zangar. Da próxima vez, caro adepto, quando cair, não o faça com o traseiro, pois até domingo vai ser difícil conseguir sentar-se com as dores que vai ter. É que esta bipolaridade de "vamos ganhar ao Lyon, não é nada de extraordinário, quem acha o contrário é um borrado", etc, irrita-me de tão idiota que é. Agora, duas notas muito importantes:

Aos jogadores, técnicos e dirigentes: era óbvio que isto iria ocorrer, estava escrito com letras maiúsculas nas vossas testas. Mas em vez de olharem uns para os outros, não, preferiram olhar para o céu e andaram (ainda andam?) com a cabeça nas nuvens, carregados de ilusões. Saiu quem equilibrava (Ramires) e quem desequilibrava (Di Maria) e, pior que não virem reforços no verdadeiro sentido da palavra, nem sequer vieram alternativas a curto-prazo. Há ali matéria prima que pode e deve ser trabalhada, mas o futebol do Benfica não pode ser pensado apenas a longo-prazo senão arriscamo-nos a que ganhemos apenas um campeonato a cada cinco anos. Um exemplo é a formação de Di Maria: uma primeira época medonha, uma segunda medíocre e uma terceira fenomenal. O que acontece? Sai logo no final da terceira, é impossível mante-lo depois disso pois há equipas na Europa com argumentos financeiros muito mais fortes que os nossos. Mas isso será conversa para outro post. Jesus demonstrou muito de bom nestes 16 meses de Benfica, mas também conseguiu demonstrar uma arrogância/bazófia que roçam a insensatez. Um líder deve ser um exemplo para os seus jogadores e as palavras proferidas antes dos encontros contra o Schalke e agora contra o Lyon são o exemplo daquilo que não se deve fazer. Nunca vi Mourinho fazer isto, por exemplo, ele que é considerado controverso, não falta ao respeito para com os adversários no pré-jogo. Por fim, os jogadores, muitos deles sem estofo europeu. Quem? Prefiro dizer aqueles que têm, a meu ver, esse estofo: Luisão, Fábio Coentrão e Aimar. Ponto final. A lista é curtinha e é uma pena não haver mais. Uns por estarem constantemente fora de forma, caso de Saviola, outros por ainda cometerem erros primários de julgamento, falo de David Luiz, e outros por não terem estaleca para isto, como Maxi ou Martins. É "muita futabole", como diria Jesus. E é mesmo, para eles é. Servem para as competições internas? Claro que sim, mas a nossa Liga é um caso completamente à parte, se queremos ganhar na Liga estes jogadores chegam, se queremos ir longe na Europa precisamos de outras armas. E penso que ninguém espera que sejam os reforços sul-americanos que ainda não têm um ano de futebol europeu a resolver estes jogos.

Aos adeptos. A fase maníaca da bipolaridade evidenciada na caixa de comentários do post abaixo é um bom exemplo daquilo que eu vou falar. Não sei se é estupidez ou simplesmente desconhecimento total do futebol europeu afirmar que o Benfica tem de ganhar ao Lyon. Não sei mesmo. Ganhar ao Lyon não seria nem fácil nem normal, muito pelo contrário, seria algo de totalmente inesperado. Mesmo para o Benfica da época passada, seria uma autêntica surpresa. Eu lembro-me bem de Jesus ter dito na SIC, dias depois de nos termos sagrado campeões, que ficou surpreendido com a vitória no Velódrome. Claro que ficou, também eu fiquei. Uma equipa tacticamente muito evoluída e com um conjunto de jogadores que juntam força e técnica em todos os sectores não é fácil de bater em ocasião nenhuma. E olhando para o onze de hoje do Olympique Lyonnais, comparando um a um os jogadores com os do Benfica, as conclusões a que chego são as que já tinha apresentado ontem: são melhores, bem melhores. Só não o são nos centrais e no defesa esquerdo, de resto todos os outros são melhores. No entanto, por uma razão inexplicável, houve um conjunto de cabeças pensantes que achou que o Benfica ia ganhar e que mostrar satisfação com o empate seria sinal de fraqueza. Fraqueza? Não, era pragmatismo vs. estupidez.

No entanto, se me perguntassem à partida, ainda em Setembro, quantos pontos teria o Benfica ao final da terceira jornada, a resposta seria três, no máximo quatro. Não mais que isso. Estes resultados foram normais para o que já esperava. E muito provavelmente também se verificaria esta tendência (VDD) com a mesma equipa do ano passado. Então por que razão estou tão chateado com o que se está a passar? Atitude. É esta a palavra chave e que não está a ser seguida. Tem sido falta de atitude aliada a muita bazófia e erros primários que levaram a este estado. Com muita pena minha, esta é a verdade sobre o actual Benfica. Temos um Benfica que chega e sobra para o nível interno e que ganhará este domingo em Portimão, mas um Benfica insuficiente para a piscina dos grandes da Europa do futebol. E eu que até costumo lembrar-me do que me prometem, olho para 2012 e não vejo o Benfica dominador em Portugal e no estrangeiro que me prometeram.

P.S. Antes de escreverem o que quer que seja na caixa de comentários, pensem bem se o vosso comentário verá a luz do dia.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Em busca dos 10 pontos

Teoricamente ate se pode passar com 4 e nao se conseguir o apuramento com 12, mas penso que, face a este grupo, 10 pontos serao garantia de passagem a fase seguinte da Liga dos Campeoes. Tres vitorias, todas na Luz ou duas em casa e talvez uma em Telaviv, terreno dificil, e um empate fora ou em casa bastarao para o Benfica passar. Visto assim ate parece facil, mas nao e tao simples quanto parece.
Lyon: Nao e o mesmo Lyon de ha uns anos a esta parte. O treinador mudou, muitos dos jogadores que iniciaram a carreira europeia ja sairam, so se mantem o presidente Aulas. Em Franca, nao e o mesmo Lyon hepta-campeao, pois ja nao vence a Liga ha dois anos, mas de todos os clubes franceses e aquele com maior traquejo europeu. A comprovar isso mesmo estao as meias-finais alcancadas no ano passado apos terem eliminado o Real Madrid de Kaka, Raul e Casillas. Se no ano passado o Benfica bateu-se de igual para igual e passou inclusivamente o Marselha, que se sagraria campeao frances, este ano tambem pode aspirar a fazer o mesmo com o Lyon, mesmo sabendo que os franceses sao capazes de criar muitos mais problemas de jogo ao Benfica que qualquer equipa inglesa, por exemplo. Sera complicado, tanto na Luz como no Gerland, estaremos perante um jogo de tripla.
Schalke 04: Para quem nao sabe, eis uma curiosidade historica: um dos maiores fans deste clube chamava-se... Adolf Hitler. Nem mais, esse mesmo. Os liderados por Felix Magath, um dos jogadores e treinadores mais respeitados e importantes a nivel do futebol alemao, nao pertencendo a nenhum dos dois primeiros potes, sao, no entanto, uma equipa a ter em conta, pois estao recheados de grandes talentos, casos de Raul, Neuer, Rakitic, Jones, Metzelder... e ainda se fala num provavel ingresso de Rafael van der Vaart. A historia do Benfica em solo germanico e triste e facil de descrever: empates, derrotas e muitas eliminatorias perdidas. Ao contrario do que tradicionalmente se passa com os franceses, nao nos damos bem com alemaes. E nao acredito que seja na Veltins Arena que o Benfica se estreie a vencer, apesar de ter um grande desejo que isso aconteca, mais que nao seja para apagar uma das finais mais ridiculas que esta prova teve, e que sera recordada "n" vezes quando o Benfica for la jogar. O Schalke era, a meu ver, a par do Tottenham, a equipa a evitar do pote 3.
Hapoel Tel aviv: Mais uma equipa que queria evitar e que nos surge pelo caminho. Evitar porque? Varias razoes: deslocacao muito longa a Israel, adeptos completamente fanaticos e que criam um ambiente absolutamente infernal no estadio e ainda o surpreendente bom registo destes israelitas nos ultimos tempos nas provas europeias. Nao sao, pelo menos para mim, uns ilustres desconhecidos. Nos ultimos anos conseguiram vencer Celtic, Hamburgo, Red Bull Salzburgo, sendo que uma outra geracao de jogadores conseguiu vencer Chelsea e Parma, mas isso ja foi ha uns anos. Hoje, no seu plantel, o avancado Ben Sahar e o guarda-redes Enyeama (guarda-redes africano que sofre de todas as qualidades e todos os defeitos dos outros guarda-redes africanos), sao as grandes estrelas da equipa.
Penso que e o grupo mais homogeneo da actual edicao da Liga dos Campeoes. Nao digo que o Benfica esteja obrigado a passar, pois cada jogo sera, na pratica, um jogo de tripla, de tao equilibrado que o grupo e. No entanto estou confiante na passagem, apesar de, reflectindo seria e conscientemente, saber que o terceiro lugar nao e mau face ao que se pode vir a passar. No entanto, Jesus tem o Benfica onde ele tanto queria, na Liga dos Campeoes, prova que e para chegar o mais longe possivel. E nos sabemos do que este Jesus e capaz quando mete uma coisa na cabeca.