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terça-feira, 13 de maio de 2008

"Por muitos mais que a vistam, esta será sempre a tua"

À semelhança do ano passado, o Benfica resolvia o campeonato na Luz. Apesar das condições serem diferentes, pois o Benfica 2006/2007 lutava pelo primeiro lugar e o Benfica 2007/2008 lutava pelo segundo, os motivos de interesse não eram menores, até porque havia a despedida daquele que foi um dos três grandes símbolos dos últimos 10 anos do clube.

Talvez por isso, o Benfica tenha entrado mais forte, pressionando desde cedo um Vitória de Setúbal que já não tinha objectivos para lutar, visto a presença na Taça UEFA a da próxima época estar garantida. O Vitória que se apresentou na Luz foi "tenrinho" para as garras da águia, jogando apenas em contra-ataques quase inofensivos.



Com oportunidades de Edcarlos e Léo, o Benfica acabou mesmo por chegar ao golo, através de um cruzamento do maestro com um excelente cabeceamento de Katsouranis. Aí, o Setúbal esboçou uma leve reacção, mas perante uma defesa bem organizada, com Edcarlos e Luisão no comando (ambos estão a subir de forma) foi impossível bater Quim. Mesmo ao cair do pano, no final da primeira parte, e depois de mais uma assistência do #10, Cardozo, com um potente e colocado remate faz o 2-0 da tranquilidade.



Na segunda parte, o Benfica, por acção de Rui Costa (pois claro!), tentou chegar ao golo, sendo que o maestro teve duas boas ocasiões para o fazer. O jogo entrou então numa toada mais pausada até ao momento alto da noite. A saída e consequente fim de carreira do melhor jogador que vi jogar com o manto sagrado. Lágrimas dos adeptos e um sorriso que deixava transparecer a mágoa e tristeza de um grande jogador. Adeus, Rui Costa.

Houve ainda tempo de mais golo do Benfica, marcado pelo ponta-de-lança Nuno Gomes, que foi mais uma vez enxovalhado sem qualquer razão pela "claque" do Benfica. Se era para isso, mais valia terem ficado em casa. Muito sinceramente estou farto daquela "gente". Se querem apoiar o Benfica e fazer uma crítica construtiva, venham. Se for para aquilo, não são bem-vindos.



Ficha de jogo

Bwin Liga - 30ª jornada
Esádio da Luz, Lisboa
Árbitro: Jorge Sousa (AF Porto)
Assistência: 54 222 espectadores

SL Benfica

Quim; Nélson (Maxi Pereira, ao int.), Edcarlos, Luisão e Léo; Katsouranis, Nuno Assis (Di Maria, 65 min, Cristian Rodriguez e Rui Costa (cap.) (Bynia , 86 min); Nuno Gomes e Cardozo
Suplentes não utilizados: Butt, Sepsi, Mantorras e Makukula
Treinador: Fernando Chalana

Vitória FC

Eduardo; Janício, Hugo, Robson e Léo Bonfim; Elias, Sandro (cap.) e Ricardo Chaves (Bruno Severino, 84 min); Filipe Gonçalves (Bruno Ribeiro, ao int.), Bruno Gama (Paulo Roberto, 75 min) e Cláudio Pitbull
Suplentes não utilizados: Marco Tábuas, Adalto, Leandro e Kim
Treinador: Carlos Carvalhal

Disciplina: cartão amarelo a Cláudio Pitbull (29 min) e Sandro (66 min)

Marcadores: 1-0 por Katsouranis (25 min), 2-0 por Cardozo (39 min) e 3-0 por Nuno Gomes (88 min)

Melhor em campo: Rui Costa (SL Benfica)

sábado, 26 de abril de 2008

Olha, ganhámos!

O Benfica entrava em campo com os olhos postos nos lugares que dão acesso à UEFA Champions League. Uma vitória bastaria para pôr os encarnados a um ponto do segundo (Vitória SC) e com dois pontos de vantagem sobre os de Alvalade, se bem que agora tenha mais um jogo. O Belenenses, ainda sem saber o que vai acontecer devido ao uso irregular de Meyong, tentava tirar o quarto posto ao Benfica, relegando-nos para um vergonhoso quinto lugar. Felizmente, hoje fomos mais fortes.

O Benfica entrou no jogo a jogar muito sobre o meio-campo, mas o Belenenses, defendendo de forma compacta impediu que os nossos jogadores chegassem com perigo à baliza de Júlio César. No aspecto ofensivo, Nélson, jogador que tem vindo a subir de forma nos últimos jogos, era quem mais se destacava, criando vários lances interessantes com Nuno Assis. Porém, o Belenenses foi equilibrando o jogo, chegando a sufocar o Benfica a meio do primeiro tempo, conseguindo trocar bem a bola no último terço benfiquista devido à presença de um único jogador com características defensivas no meio-campo encarnado, Katsouranis.
Após esse "sufoco", o Benfica reagiu, fazendo precisamente o mesmo que o Belenenses, empurrando-os para a sua área nos últimos quinze minutos da primeira parte: primeiro foi Cardozo, que cara a cara com o guarda-redes não conseguiu colocar a bola em jeito; depois, à segunda, foi Luisão, que na sequência de um canto de Rui Costa chutou a bola bem alta e com força, fazendo o primeiro golo na Luz. Festejos efusivos do zagueiro encarnado, ele que tem sido tão criticado ultimamente.



Na segunda metade o Benfica continuou com o pé no acelerador até conseguir o golo da tranquilidade, resultante de um livre superiormente marcado por Óscar Cardozo, na sequência de uma falta sobre Di Maria, que acabara de entrar para o lugar do apagado Nuno Gomes. Antes disso, passou por momentos de algum aperto devido aos contra-ataques dos azuis, destacando-se a jogada em que Rafael Bastos atira a bola por duas vezes ao poste. Mas, como disse, a partir do golo de Cardozo foi só gerir o jogo, sendo que tudo ficou mais facilitado quando Hugo Alcântara deu uma chapada a Katsouranis e foi expulso. Com a superioridade numérica e com a vantagem de 2-0, o Benfica ainda chegou com perigo à baliza adversária em três ocasiões, todas elas de contra-ataque (uma de Rui Costa, outra de Cardozo e ainda uma de Di Maria).



Os melhores em campo foram, surpreendentemente, Luisão (que teve uma atitude exemplar aquando da substituição de Nuno Assis), Edcarlos e Nélson (será que a história do tal "polícia" que ele tem à porta de casa é verdade?). Não gostei muito do jogo do Léo nem do Nuno Gomes, que, apesar de esforçado, tem de pensar seriamente em consultar um psicólogo, pois o problema não é futebolístico, mas sim uma tremenda falta de confiança. Também fiquei desiludido com a prestação de... Rúben Amorim.



Com esta vitória, o Benfica coloca pressão no Guimarães e no Sporting, que estão obrigados a ganhar para manterem o Benfica a alguma distância. Esperam-se, portanto dois jogos muito importantes para amanhã, sendo que acredito que manteremos o lugar conquistado hoje, pois o Sporting vai sucumbir à pressão, espero.



Ficha de jogo

Bwin Liga - 28ª jornada
Estádio da Luz, Lisboa
Árbitro: Artur Soares Dias (AF Porto)
Assistência: 33 047 espectadores

SL Benfica

Quim; Nélson, Edcarlos, Luisão e Léo; Katsouranis, Nuno Assis (Luís Filipe, 75 min), Rui Costa e Rodríguez (Sepsi, 88 min); Nuno Gomes (cap.) (Di Maria, 63 min) e Cardozo
Suplentes não utilizados: Moreira, Mantorras, Zoro e Makukula
Treinador: Fernando Chalana

CF Os Belenenses

Júlio César; Amaral, Rolando, Hugo Alcântara e Rodrigo Alvim; Rúbe Amorim, Gavilán (João Paulo Oliveira, 59 min), Rafael Bastos (Roncatto, 75 min), Zé Pedro e Silas (cap.) (Cândido Costa, 75 min); Wéldon
Suplentes não utilizados: Marco Gonçalves, Devic, Edson e Fernando
Treinador: Jorge Jesus

Disciplina: Cartão amarelo a Rúben Amorim (75 min) e Wéldon (89 min); Katsouranis (81 min) e Nélson (90+4 min); cartão vermelho a Hugo Alcântara (76 min)

Marcador: 1-0 por Luisão (41 min) e 2-0 por Cardozo (64 min)

Melhor em campo: Nélson (SL Benfica)

segunda-feira, 31 de março de 2008

Música, Maestro!

Este Benfica é Rui Costa. Também há o Léo, o Rodríguez, o Luisão e mais uns quantos, mas, maioritariamente, este Benfica é Rui Costa. E se alguém tinha dúvidas disso, ontem dissipou-as.

O Benfica entrava em campo com o único objectivo de vencer para segurar o segundo lugar perdido para o Vitória, na sexta-feira passada. Já o Paços de Ferreira também precisava desesperadamente de pontos para se manter na principal liga de futebol (ou, por outras palavras, para que o Benfica lhes pague dois meses de ordenados com a deslocação anual à capital do móvel).



Assim sendo, para assegurar que conseguia o seu objectivo, Chalana voltou a 4x4x2 depois do 4x2x3x1 utilizado na Madeira: Cardozo e Nuno Gomes jogaram ambos fixos no eixo de ataque e Rodríguez e Maxi Pereira foram trocando constantemente de posições, aparecendo ora à esquerda, ora à direita. O Paços, por seu lado, estranhamente não ofereceu grande resistência (o Elmano, tal como eu havia alertado aqui neste blog num post anterior, é mais perigoso) nomeadamente nas faixas laterais, onde Léo e Nélson subiram quase sempre muito bem, apesar do luso-cabo-verdiano ter começado algo inconstante e provocador para os adeptos. Como o ritmo de jogo impoto pelo Benfica foi elevado, não foi de todo surpreendente o golo (e que golo!) de Cristian Rodríguez, à passagem dos 25 minutos. A partir daí, o Benfica continuou a pressionar, asfixiando os homens do norte. O resultado parecia caminhar para a goleada, não fosse o protagonista da noite, Elmano Santos, aparecer. Um penalty perfeitamente inexistente que fez com que os pacenses voltassem a restabelecer a igualdade no marcador, com toda a injustiça.





Na segunda parte, o Benfica continuou a carregar, sempre com Rui Cota muito activo, tendo feito uma exibição praticamente perfeita. Na necessidade de buscar o golo, Chalana colocou (e bem), Di Maria no jogo para o lugar do sempre apagado Maxi. O golo acabou por chegar num lance de felicidade, em que Cardozo acaba por ver o seu remate desviado por um defesa pacense. Estava feito o 2-1. A partir daí, o Paços teve de reagir e abrir mais espaços na sua defesa, propiciando mais ocasiões de golo aos encarnados, ocasiões essas que foram bem aproveitadas por Rui Costa aos 75 e depois aos 85 minutos. Resultado final de 4-1, mais do que merecido para um Paços medroso e defensivo e para um Benfica corajoso e valente.





P.S. Pena a hora do jogo a um domingo e também a fraca adesão às bancadas do estádio. Uma assistência muito fraquinha mesmo, quase à la Sporting. Fomos poucos, mas fomos muito bons.

Ficha de jogo

Bwin Liga - 24ª jornada
Estádio da Luz, Lisboa
Assistência: 23 722 espectadores
Árbitro: Elmano Santos (AF Madeira)

SL Benfica

Quim; Nélson, Katsouranis, Edcarlos e Léo; Petit, Rui Costa, Maxi Pereira (Di Maria, 59min) e Rodríguez; Nuno Gomes (cap.) (Mantorras, 79 min) e Cardozo (Bynia, 86 min)
Suplentes não utilizados: Butt, Luis Filipe, Sepsi e Makukula
Treinador: Fernando Chalana

FC Paços de Ferreira

Peçanha; Mangualde, Rovérsio, Kiko e Chico Silva; Filipe Anunciação, Paulo Sousa, Pedrinha (cap.) e Wesley (Ricardinho, 71 min); Cristiano (Edson, 62 min) e William (Renato Queiroz, 82 min)
Suplentes não utilizados: Pedro, Tiago Valente, Luiz Carlos e Ferreira
Treinador: José Mota

Disciplina: cartão amarelo a Edcarlos (15 min), Rui Costa (41 min), Nuno Gomes (42 min); William (29 min), Wesley (33 min), Filipe Anunciação (54 min) e Mangualde (63 min)

Marcador: 1-0 por Rodríguez (24 min), 1-1 por Wesley (g.p.) (43 min), 2-1 por Cardozo (69 min), 3-1 por Rui Costa (74 min), 4-1 por Rui Costa (85 min)

Melhor em campo: Rui Costa (SL Benfica)

segunda-feira, 17 de março de 2008

Não está assim tão mau que não possa piorar...

O Benfica apresentava-se na Madeira ainda desfalcado (mas não tanto como o Marítimo) com o objectivo de recuperar o segundo posto da tabela, perdido na sexta-feira para o Vitória SC. Chalana surpreendeu tudo e todos com um onze, no mínimo, sui generis: deixou Rui Costa no banco, possivelmente por falta de condição física devido ao confronto com o Getafe, utilizou apenas um ponta-de-lança (Óscar Cardozo) e colocou nas faixas quatro jogadores de características defensivas, Léo e Nélson como laterais, Sepsi e Luís Filipe como extremos. Perante o resultado podemos dizer que o mister não acertou na aposta.

O Benfica voltou a mostrar as suas duas versões: na primeira parte, a de Mr. Jekyll, conseguindo trocar a bola a toda a largura do campo, tendo o jogo aparentemente dominado. Assim sendo, e apesar das diversas oportunidades do Marítimo, não foi de estranhar que após um bom cruzamento de Sepsi, Cardozo tenha inaugurado, de cabeça, o marcador, fazendo o seu 19º golo este ano, ficando a apenas um dos que prometera aquando da sua aquisição. Até final da primeira parte, a toada manteve-se e o Benfica chegou aos balneários como justo vencedor.



Na segunda parte, eis Mr.Hyde, a face negra deste Benfica. Uma equip com medo de jogar à bola, tentando manter a magra vantagem de apenas um golo e confiar na sorte de não sofrer, algo que é difícil quando se tem Edcarlos a central. A passividade e monotonia deste jogo só foi quebrada com a entrada de Rui Costa que permitiu uma maior movimentação e liberdade para os dois sul-americanos mais avançados, Rodríguez e Cardozo. Porém esse ânimo e essa tentativa de chegar ao segundo golo esbarraram no contra-ataque maritimista, que produziu um rápido lance na esquerda por Ytalo, jovem da equipa B, que fez gato-sapato de Edcarlos, o pior central dos últimos 10 anos. O empate era perfeitamente justo tal a monotonia do Benfica no segundo tempo.



Até final destaque ainda para as entradas de Maxi Pereira e de Nuno Gomes que renderam os desgastados Sepsi e Petit respectivamente, mas tais substituições não tiveram quaisquer efeitos no jogo. Nota ainda para um livre perigoso de Tacuara que embateu nas malhas laterais da baliza de Marcos e para a braçadeira de capitão do Benfica que acabou no braço de Léo, sinal de confiança e, quem sabe, um pouco de "graxa" para ver se a renovação se dá.

Ficha de jogo

Bwin Liga - 23ª jornada
Estádio dos Barreiros, Funchal
Assistência: Cerca de 10 000 espectadores
Árbitro: Bruno Paixão (AF Setúbal)

CS Marítimo

Marcos; Ricardo Esteves (Briguel, 50 min), Gregory, van der Linden e Evaldo; Bruno (cap.), Olberdam, Marcinho, Mossoró e Fábio Felício (Djalma, 62 min); Baba (Ytalo, 73 min)
Suplentes não utilizados: Grassi, Anderson, João Luiz e João Guilherme
Treinador: Sebastião Lazaroni

SL Benfica

Quim; Nélson, Katsouranis, Edcarlos e Léo; Petit (cap.) (Nuno Gomes, 80 min), Binya, Luís Filipe (Rui Costa, 60 min), Cristian Rodriguez e Sepsi (Maxi Pereira, 72 min); Cardozo
Suplentes não utilizados: Butt, Wagner, André Carvalhas e Makukula
Treinador: Fernando Chalana

Discplina: cartão amarelo a Bruno (82 min); Binya (70 min), Katsouranis (72 min) e Maxi Pereira (86 min)

Marcador: 0-1 por Cardozo (26 min); 1-1 por Ytalo (75 min)

Melhor em campo: Léo (SL Benfica)

domingo, 9 de março de 2008

Salir... a la calle

Mais um jogo na Luz, mais um empate. O quarto consecutivo do Benfica no seu estádio para o campeonato. Mais que a pobre exibição e o péssimo resultado frente à já condenada U. Leiria, foi tudo uma vergonha. Tudo. Desde o empenho ridículo de grande parte dos jogadores, à arbitragem, ao timing das substituições. Tudo. Tudo.

Não se admite que a jogar com dois pontas-de-lança e três médios ofensivos contra o último classificado só se consiga um remate digno desse nome já depois da primeira metade da primeira parte. Não se admite. Não se admite ter um central brasileiro que é "comido" por duas vezes da mesma maneira. Não se admite. Não se admite ter um jovem prodígio argentino que só pensa nele e não consegue jogar em equipa. Não se admite!

A União de Leiria mostrou o porquê de estar no último lugar do campeonato. São um grupo de rapazinhos bem intencionados mas que não passam disso. O problema é que do outro lado estava um grupo de rapazinhos mimados, bem acomodados com os mais de 20 000 euros que recebem no final do mês. Isso também eu queria!

Não foi portanto de estranhar que os leirienses chegassem ao golo. Após uma excelente demonstração de toda a incompetência que caracteriza aquele palhaço que custou 1,8 milhões de euros. Mas que justo e merecido, por tudo o que os homens do Lis fizeram durante 45 minutos.

Na segunda parte o Benfica entrou com um carácter ligeiramente diferente, mas também teve muita felicidade na maneira como chegou aos golos: o primeiro resulta de uma falha de marcação na área da UD Leiria, e o segundo resulta de uma falta estúpida do defensor. Parvoíces à parte, o mais difícil estava feito.
Mas como esta equipa gosta de complicar, eis que o mesmo moço dos 1,8 M € volta a entrar em acção, com a preciosa colaboração de Quim. Mais um momento de humor no estádio. 2-2. Realmente este Benfica faz-me rir, pena é que não me dê alegrias.

Quanto à arbitragem, lá se conseguiu nomear mais um árbitro da AF Porto (o 4º consecutivo) que branqueou uma agressão a Cardozo nos minutos inicias, que permitiu anti-jogo e que conseguiu assim irritar uma equipa e uns adeptos já de si impacientes (entre os quais eu me incluo). Enfim, triste sina a nossa.

Basta pum, basta!

Ficha de jogo

Bwin Liga - 22ª jornada
Estádio da Luz, Lisboa
Assistência: 29 469 espectadores
Árbitro: Vasco Matos (AF Porto)

SL Benfica

Quim; Luís Filipe, Zoro (Sepsi, 73 min), Edcarlos e Léo; Binya, Rui Costa, Di Maria (Nuno Assis, 79 min) e Cristian Rodriguez; Nuno Gomes (cap.) (Mantorras, 79 min) e Cardozo
Suplentes não utilizados: Butt, André Carvalhas, David Simão e Abdoulaye
Treinador: José Antonio Camacho (this space can be yours)

UD Leiria

Fernando; Éder Gaúcho, Bruno Miguel, Hugo Costa e Patrick; Tiago (Lucasiewicz, 82 min), Harison, Arvid e N'Gal; Sougou (Toñito, 83 min) e Paulo César (Faria, 90 min)
Suplentes não utilizados: Rafael, Cadu, Dani e Nélson
Treinador: Vítor Oliveira

Disciplina: Cartão amarelo a Éder Gaúcho (9 min), Sougou (82 min); Quim (62 min), Luís Filipe (67 min) e Nuno Assis (83 min)

Marcador: 0-1 por Paulo César (42 min), 1-1 por Zoro (52 min), 2-1 por Cardozo (55 min) e 2-2 por N'Gal (70 min)

Melhor em campo: Cristian Rodriguez (SL Benfica)

sexta-feira, 7 de março de 2008

Meio-Mantorras quase bastava

A paragem cerebral da qual Cardozo foi vítima ontem, aos 9 minutos, condicionou o jogo, possivelmente a eliminatória e ainda para mais a época. Já devia estar mais do que avisado que na Europa, tal como na América do Sul, quando um jogador adversário leva uma cotovelada (Belenguer) ou mesmo que não levando (Tonel) cai e faz fita. Não é desculpável assim de um dia para o outro a atitude de Óscar Cardozo.

Quanto ao jogo jogado, corroboro aquilo que o Galaad já disse: pareceu-me que fomos tão bons ou melhores com 10 do que eles com 11. Ainda por cima é muito difícil jogar sem nenhum avançado centro, ainda para mais quando os nossos três médios de ataque preferem todos a ala esquerda, o que, necessariamente, faz com que o jogo passe apenas por aquele lado. Depois da expulsão, Camacho tomou a atitude certa: não mexer na equipa, jogando com Di Maria e Rodríguez mas libertos no ataque. Ao contrário do que grande parte da imprensa diz, concordo com a opção táctica do nosso treinador, pois este esquema permitia um Benfica mais dinâmico, com maior capacidade de trocar a bola, jogando um pouco à semelhança do esquema imposto por Arsène Wenger no início desta época do Arsenal (4x4x2 com van Persie e Hleb).
Mas em superioridade numérica, tudo se tornou mais fácil para os espanhóis, chegando à vantagem num golo de sorte, pois a bola foi desviada por Edcarlos, traindo Quim. Após esse momento, o Getafe preferiu apenas trocar a bola, chegando por apenas mais uma ou duas vezes com perigo à baliza de Quim.

Na segunda parte, e já depois de sermos obrigados a fazer uma substituição devido à lesão de Luisão (saiu para dar entrada a Zoro), o Getafe chegou ao 0-2 através de um remate relativamente fraco de Pablo Hernandez após bola perdida de Mantorras (entrara para o lugar de Di Maria). A partir daí, o Benfica sentiu que já não tinha nada a perder e aventurou-se mais pelo ataque, até que aos 76 minutos, aquele avançado que fomos buscar ao Alverca (ou então apenas metade desse mesmo jogador) fez o que o Benfica não faz com Cardozo, Makukula nem Nuno Gomes: rematar quando tem oportunidade, mesmo que seja de longe. Resultado? Frango de Ustari e eliminatória parcialmente ao alcance. Até final nota para a enorme quebra física de alguns jogadores do Benfica, tais como Léo, Rui Costa e Rodríguez, que correram o dobro do que costumam fazer.

A eliminatória não está perdida. Nos últimos anos já ganhámos fora por 0-2 a Liverpool, Shaktar e Dínamo de Bucareste. E lá, em Madrid, teremos Petit, Nuno Gomes, Nuno Assis, e, quiçá, Makukula. Eu acredito!

Ficha de jogo

Taça UEFA oitavos-de-final
Estádio da Luz, Lisboa
Assistência: Cerca de 26 000 espectadores
Árbitro:Grzegorz Gilewski

SL Benfica

Quim; Nélson, Luisão (cap.) (Zoro, 29 min), Edcarlos e Léo; Katsouranis, Rui Costa, Sepsi, Di Maria (Mantorras, 61 min) e Rodríguez; Cardozo
Suplentes não utilizados: Butt, André Carvalhas, David Simão, Luís Filipe e Nuno Assis
Treinador: José Antonio Camacho

Getafe CF

Ustari; Contra, Belenguer (cap.), Cata Diaz e Licht; Casquero, Pablo Hernadez, De la Red (Celestini, 72 min) e Granero (Mario Cotelo, ao int.); Albin e Braulio (Manu, 60 min)
Suplentes não utilizados: Abbondanzieri, Cortés, Tena e Gavilán
Treinador: Michael Laudrup

Disciplina: Cartão amarelo a Braulio (21 min), Granero (34 min), Licht (81 min), Casquero (84 min) e Pablo Hernandez (90 min); cartão vermelho a Cardozo (9 min)

Marcador: 0-1 por De la Red (25 min), 0-2 por Pablo Hernandez (67 min) e 1-2 por Mantorras (76 min)

Melhor em campo: De la Red (Getafe)

segunda-feira, 3 de março de 2008

Acção-Reacção

Gostei.

Posso dizer que gostei do jogo de ontem. Apesar do Benfica se apresentar desfalcado, posso dizer que quase todos os nossos jogadores estiveram bem acima do que eu esperava. Sem quatro elementos importantes que jogam pelo centro do terreno, o Benfica conseguiu mostrar ao Sporting o porquê de estar em 2º. Foi merecido.

Apesar de ter gostado, não significa que o jogo tenha sido espectacular. Em muitos momentos, parecia um derby do campeonato escocês, assim um Celtic-Rangers. Digo que gostei pois sempre que o Sporting atacava ou tinha um ascendente no jogo, o Benfica sabia e conseguia reagir, anulando essa vantagem leonina, demonstrando garra, atitude e por vezes bom futebol. O querer e a vontade que os jogadores mostraram ontem foi muito importante. Agora imaginem esta equipa quando estiver na máxima força.

O Sporting entrou melhor, mais forte, com várias jogadas de perigo, a maioria do lado esquerdo, obrigando Quim a boas intervenções no início. O que me continua pasmar é a falta de ineficácia daquele central que temos, o Edcarlos. Quando a bola está perto dele é o pânico, o caos. Afinal ele é mesmo mau com os pés. Após o golo assistimos a um claro domínio do Benfica, encostando o Sporting na sua área. Pela primeira vez em algumas semanas, consegui ver o meu clube a trocar a bola pelo chão, fazendo mais de cinco passes seguidos. Não foi portanto de estranhar o empate conseguido por Cardozo após centro de Rui Costa (que grande jogo fizeram estes dois). Não segunda parte o jogo apresentou-se mais equilibrado, sendo que os últimos minutos foram de aperto, em particular pela expulsão de Nélson. Mas conseguimos defender bem o resultado até final.

Concluindo, ficamos com cinco pontos de vantagem sobre o Sporting que na prática são seis, pois em caso de empate pontual no final da época, temos a vantagem de termos empatado fora com golos (0-0, na Luz). Por isso, o resultado foi muito bom.

Mas um dos motivos que me leva a escrever este post é a já habitual vitimização dos sportinguistas. Vamos aos lances:

1º Na Luz, na primeira volta, fizeram escandaleira por causa do pretenso penalty do Katsouranis por uma possível mão na bola, quando o grego tinha o braço completamente encostado ao corpo. Ontem, o Veloso tinha o braço afastado do corpo quando joga a bola com a mão. Penalty? Claro que não!

2º O magnífico lance de Cardozo e António Leonel. Na Luz, na era Trapattoni, João Pereira fez fita naquele célebre lance com Hugo Viana. Ontem em Alvalade, Tonel foi "barbaramente agredido". Tudo bem. Desde de que digam que Tonel entra de forma violenta no início da jogada...

3º O penalty sobre o Vukcevic. Ninguém se lembra de dizer que o Léo sofre falta do início da jogada, mas isso não lhes convém.

4º Mais um penalty, possivelmente o 952º que não foi assinalado esta época a favor do Sporting. Desta vez foi Katsouranis a puxar o Purovic (gostava só de saber como é que o grego o puxa quando tem os braços ao longo do corpo, mas pronto)...

5º A expulsão do Nélson. Foi mais um momento de inspiração de Celsinho. Uma espécie de Andrés Diaz do Sporting.

Depois de tanta palhaçada, fiquem com a ficha de jogo.

Ficha de jogo

Bwin Liga - 21ª jornada
Estádio José de Alvalade, Lisboa
Assistência: 40 659 espectadores
Árbitro: Paulo Paraty (AF Porto)

Sporting CP

Rui Patrício; Abel (Purovic, 76 min), Tonel, Polga e Grimi; Miguel Veloso, Pereirinha, Izmailov (Celsinho, 70 min) e João Moutinho (cap.); Vukcevic e Tiuí
Suplentes não utilizados: Stojkovic, Pedro Silva, Adrien Silva, Farnerud e Gladstone
Treinador: Paulo Bento

SL Benfica

Quim; Nélson, Katsouranis, Edcarlos e Léo; Binya, Maxi Pereira, Di Maria (Sepsi, 74 min), Rui Costa (cap.) (Luís Filipe, 90 + 6) e Cristian Rodriguez (Zoro, 87 min); Cardozo
Suplentes não utilizados: Butt, Mantorras, Adu e Makukula
Treinador: José Antonio Camacho

Disciplina: Cartão amarelo a Abel (60 min), Gladstone (61 min), Grimi (62 min) e Purovic (89 min); Katsouranis (54 min) e Binya (67 min). Cartão vermelho a Nélson (76 min)

Marcador: 1-0 por Vukcevic (10 min); 1-1 por Cardozo (38 min)

Melhor em campo: Binya (SL Benfica)

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Venha o Getafe!

O que se passou hoje, em Nuremberga, foi triste e indigno para o glorioso clube e grandiosa instituição que é o Benfica. O que ninguém esperava - e perdoem-me o recurso ao jargão - é que tanto cagaço acabasse num tremendo mijo.

José Antonio Camacho (ou pelo menos o seu sósia que assumiu os comandos da equipa de futebol do Benfica) entrou em campo para defender o resultado com uma equipa da tonalidade das suas camisolas: muito, muito fraquinha. Pouco me interessa se o Nuremberga está em 16º ou se joga mau futebol. Se hoje me senti envergonhado, não foi por culpa dos alemães, mas sim por culpa da mentalidade que o espanhol incutiu na equipa.

O Benfica entrou em campo com uma espécie de 4x5x1 inexplicável para defrontar um Nuremberga auspicioso e corajoso, com dois pontas-de-lança no ataque. O murciano pode não ser o principal responsável por muita coisa, mas hoje teve grandes culpas no cartório. Imagino como seria crucificado se o Benfica não desse a volta, por intermédio de dois jogadores que ele, inexplicavelmente, deixou no banco.

Luís Filipe provou mais uma vez ser um dos piores badamecos que alguma vez envergou o manto sagrado, ao ser o melhor jogador do Nuremberga e o principal responsável pelo golo mais escandaloso que vi o Benfica sofrer em 18 anos de vida. Sepsi entrou muito bem. Gostei, mas continuo sem perceber porque é que o treinador do Benfica não colocou primeiro o argentino Di Maria no seu lugar. É incompreensível. Makukula esteve bem, amiúde, e muito mal, frequentemente. Léo provou a incompetência de quem não lhe renova ao contrato! Maxi mostrou que só a defesa direito é que se safa melhor que o Luis Filop. Luisão e Rui Costa acabaram por se assumir como os patrões de uma equipa apática e descoordenada.

Estas foram algumas das nuances de um jogo incaracterístico que não tenho capacidade para analisar mais a fundo. Pelo menos não me apetece mais ouvir falar dele nos próximos tempos.

Não temo o Getafe. Uma equipa de subúrbio, apesar do bom treinador e uma excelente mentalidade, não chega para que eu não considere o Benfica favorito. A atitude é que terá que ser diferente desta, que quase fez com que preferisse ter Fernando Santos de volta ao comando da equipa. A eliminatória é uma excelente oportunidade para os jogadores se redimirem, apesar de achar que, como sempre, mais cedo ou mais tarde, seremos eliminados ingloriamente.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Naval 0 vs 2 Benfica

Quis o destino que o jogo que marcaria o meu regresso às crónicas, após prolongada ausência, fosse uma exibição deplorável de futebol, ou da sua inexistência. O jogo foi tão mau que nem sequer se proporcionou qualquer trocadilho para engalanar o título deste texto.

Camacho havia dito, na conferência de imprensa que antecedeu o jogo, que o mais importante era o resultado e não a exibição. De facto, já nem o mais crente dos benfiquistas se dá ao luxo de esperar outra coisa deste Benfica desmistificado e petrificado no tempo. Depois de um jogo sofrível, na quinta-feira, e tendo em conta o elevado leque de ausências, a vitória por dois golos acaba por ser suficiente para apaziguar a desilusão que a pobreza da exibição deixou.

O treinador espanhol reservou uma surpresa para o dia de hoje: Rui Costa começou o jogo no banco, em contenção de forças para a deslocação a Nuremberga da próxima quinta-feira. Para fazer face às muitas ausências, Camacho apresentou uma meio campo de trabalho, constituído por Binya e Maxi - os dois tractores da equipa. Nas alas, Nuno Assis e Rodríguez faziam as despesas de levar o jogo até Cardozo e Makukula, o World Trade Center do nosso ataque.

O jogo começou atribulado, com Luís Filipe a tirar da cartola alguns truques a que já nos habituou: perdas de bola, passes falhados, falhas de marcação, foram os mais pedidos desta semana. O lateral direito do Benfica não só não apoiava o ataque, como também se portava mal no sector defensivo. Do outro lado, também Léo esteve apagado nas suas iniciativas ofensivas. O jogo do Benfica foi paulatinamente afunilando-se pelas alas. Sem um transportador de raíz, eram Nuno Assis e Rodríguez quem transportava a bola para o ataque, caindo invariavelmente na tentação de enveredar pela jogada individual.

Todavia, foi de um destes lances que surgiu o lançamento que originou o primeiro golo do Benfica. Mais uma vez o camaronês Binya provou ser útil, utilizando uma arma única no nosso campeonato. Cardozo apareceu ao primeiro poste, assistindo, na cara do guarda-redes da Naval, o uruguaio Rodríguez, que já em queda cabeceou para dentro da baliza. 1-0, aos 19 minutos de jogo.

O futebol do Benfica nunca experimentou muita fluidez. Mais não se pode pedir a um plantel que apenas tem um número 10, que por acaso já conta com 36 anos. Será que isto também é culpa de Camacho? Os dois pontas-de-lança continuavam sem receber bolas em condições, e o jogo arrastou-se, disputado, mas mal, até ao intervalo.

Na segunda parte não houve alterações. O Benfica voltou a entrar mal, e o árbitro ia contribuindo para a pobreza do jogo, assinalando toda e qualquer falta. Sem emotividade, nem lances de grande perigo, Camacho decidiu fazer entrar Adu e, um pouco mais tarde, o maestro Rui Costa. Adu mostrou, mais uma vez, aos seus defensores, de que não transcende nem é a solução para o mau futebol praticado pelo Benfica. Rui Costa, por seu turno, em apenas 10 minutos ainda criou lances de grande perigo.

A 5 minutos do fim, Rui Costa lança Assis com um passe genial, o número 25 cruza bem, mas Makukula chega atrasado. Já durante a compensação, fruto da insistência do maestro, Sepsi, acabado de entrar para o lugar do infortunado Adu, que se lesionou, investiu pela esquerda, área a dentro, fintando dois jogadores e assistindo Nuno Assis para o segundo golo. Foi um prémio justo para o médio do Benfica que, a meu ver, foi o melhor em campo. Dentro da mediocridade da exibição, Assis acabou por ser o que mais se destacou pela garra e perseverança que empregou tanto a atacar como a defender. Parece estar a entrar em forma.

Prémio também para Ulisses Morais, cujas dimensões cranianas foram aumentando consideravelmente durante o jogo, o que se reflectiu, como é habitual, nas infundadas queixas que apresentou no flash-interview. Nota para a paupérrima arbitragem de Rui Costa, assinalando dezenas de faltas injustificadas, ao mínimo toque. A vitória acaba por ser justa. Siga a dança que melhores dias virão. Afinal, a coisa só pode melhorar.

domingo, 20 de janeiro de 2008

As camisolas não ganham jogos!

Foi este pensamento que me acompanhou desde que entrei no estádio até quando saí. Está mais que provado. O passado recente dos três grandes na Taça é demonstrativo disso mesmo: Torreense, Gondomar, Atlético, Gil Vicente, Varzim, Naval foram alguns dos surpreendentes carrascos de Benfica, Sporting e FC Porto ao longo destes últimos anos. Por que é que ontem não poderia ter sido o Feirense?

Apesar da vitória, não estou contente com o medíocre futebol praticado pelo Benfica. Não chega passar a bola ao Rui Costa e esperar que ele resolva os problemas sozinho, até porque não voltaremos a jogar, pelo menos esta época, com uma equipa tão fraca como o Feirense.

O Benfica regressou ao seu sistema táctico mais utilizados nos últimos anos. Depois de um empate com o Leixões, Camacho achou que para jogar com uma equipa ainda mais fraca deveria retirar mais um ponta-de-lança. Sinceramente, esta coisa de jogar com apenas um ponta-de-lança com equipas muito mais fracas é coisa que nunca irei perceber. Mas falando menos de táctica e mais de futebol jogado, o Benfica entrou melhor, como era sua obrigação. Durante a primeira parte, Rui Costa foi o único dinamizador de jogo da equipa, que tinha também alguns jogadores esforçados (Nuno Assis, Nuno Gomes e Di Maria), mas que se revelaram inconsequentes. Uma ala esquerda habitualmente não-titular, pelo menos naquelas posições com Nélson e Di Maria, teve poucas iniciativas de ataque. À direita, Luís Filipe e Maxi Pereira, ambos com exibições desastrosas, foram incapazes de chegar à linha e cruzar uma única vez com perigo. Foi preciso o velho mostrar àqueles dois como se fazia. Mesmo assim, não aprenderam. Depois de enviada uma bola à trave e de três remates perigosos, o intervalo chegou em boa hora para o Benfica, visto que as alterações eram mesmo necessárias.

E assim foi: saíram o Maxi e Di Maria para as entradas de Freddy Adu e Cardozo. O paraguaio voltou a mostrar de que massa é feito, marcando o único golo da equipa, após jogada algo confusa na área. A partir daí foi o descalabro em termos exibicionais e tácticos. Por pouco que não aconteceu uma hecatombe: num lance aparentemente fácil, a defesa do Benfica decide não recuperar, deixando dois homens da Feira para apenas um central, o Edcarlos. Minutos mais tarde, é o camisola 3 que resolve falhar um corte básico deixando o avançado na cara de Butt. E por fim Luís Filipe (já faltava, não é?) que resolve oferecer a bola a um adversário deixando-o isolar-se. Sorte a nossa que esse mesmo avançado e outros dois companheiros não tiveram arte nem engenho para bater Butt, que lhes "ofereceu" o golo.

A missão está cumprida, mas a exibição deixou muito a desejar. Apenas Rui Costa mostrou ser digno de usar aquela camisola. Foi o único que não teve falhas. De resto, só quem esteve na Luz é que se apercebeu de como é o ambiente: o dos adeptos, nas bancadas, e o da equipa, no campo. Em ambos, há falta de alegria e motivação. A única alegria foi ver o regresso de Moreira, nem que seja ao banco. O rapaz merece melhor sorte.

Ficha de jogo

Taça de Portugal - 5ª eliminatória
Estádio da Luz, Lisboa
Assistência: Cerca de 15 000 espectadores
Árbitro: Bruno paixão (AF Setúbal)

SL Benfica

Butt; Luís Filipe, Luisão, Edcarlos e Nélson; Katsouranis, Rui Costa, Maxi Pereira (Freddy Adu ,ao int.), Nuno Assis e Di Maria (Cardozo, ao int.); Nuno Gomes (cap.)
Suplentes não utilizados: Moreira, David Simão, David Luiz, Ruben Lima e Mantorras
Treinador: José Antonio Camacho

CD Feirense

Hélder Godinho; Márcio (Denílson, 83 min), Luciano, Hernani e Barge (André Soares, 65 min); Hélder, Teles, Jorge Silva (cap.) e Serginho; Jorge Leitão e Gabi
Suplentes não utilizados: William, Galanho, Bruno Sousa, Tiago, Mamadi
Treinador: Luís Miguel

Disciplina: Cartão amarelo a Barge (39 min) e Nélson (75 min)

Marcador: 1-0 por Cardozo (52 min)

Melhor em campo: Rui Costa

domingo, 4 de novembro de 2007

Estrelinha de Campeão!

Mata Real...
Sábado, 3 de Novembro - Jogo muito complicado em perspectiva, com um Benfica motivado pela perda de pontos do focúlporto no dia anterior, e um Paços de Ferreira de José Mota, desejoso de comer a relva contra o Maior!

Camacho, depois da eliminação da Taça da Liga, pode-se dizer que voltou a inventar, colocando Luis Filipe em campo (como é possivel este rapaz ser titular numa equipa do Glorioso?), Maxi Pereira a extremo direito e Nuno Assis a fazer de 2ºPonta-de-Lança. Destaque-se ainda o regresso de Quim à baliza. O resultado de tudo isto foi um futebol atabalhoado, onde vontade não faltou, mas a falta de inspiração na maioria dos casos e a falta de talento noutros impediu assistirmos a um jogo melhorzinho!

Apesar de tudo, o Benfica entrou bem melhor, chegando justamente ao golo aos 21 minutos na sequência dum livre lateral, num caeceamento de belissimo recorte técnico de Crístian Rodriguez (Sr. Le Guen, não nos quer arranjar um destes para a direita, já agora?) a dizer sim a uma bola milimétrica de Rui Costa. 1-0 para o Benfica e vamos lá tratar de sofrer um golo à amadores...Bola na direita, Assis defende com os olhos, cruzamento rasteiro e atrasado, Luis Filipe defende com os olhos, remate fraco ao meio da baliza e golo...Um daqueles golos à Playstation. Inadmissivel.
Um igual ao intervalo, resultado justo pelo que as duas equipas tinham feito.

No segundo tempo, manteve-se a toada, apesar da notória vontade dos encarnados se chegarem à frente, as pernas não queriam correr, e a cabeça voava para Glasgow; do lado dos pacenses do Zé do Boné, a Champions deles era mesmo contra o SLB.
Pouca história, muitas faltinhas de Bruno Paixão...Muita lenha de Binya...Muita palermice e facciosismo da dupla de paineleiros que comentaram o jogo...E eis que chegamos ao minuto 86:
Talismã Adu já em campo, Di Maria e Nuno Gomes também, Benfica no tudo por tudo, e Léo claramente a sofrer obstrução no lado direito da defesa do Paços...O Amigo do Valdemar a adivinhar o pior (para si) berra "Não, não, não!", "Léo cava a falta"..."Blá Blá Whiskas Saquetas" e olha Golo de Katsouranis depois de defesa incompleta de Peçanha.

Estava feito o 2-1. O Senhor Valdemar espuma-se todo e fala de erros de arbitragem nesta semana (o mesmo do "Olho de Lince de Paixão", aquando de mergulho perfeito de avançado pacense à entrada da área que resultou em livre perigosissimo para a baliza de Quim), o seu colega de posto toma um Renniezito e mantém-se em silêncio...O Paços dispara à barra "Ai que Azar" e pronto!

Sem jogar bem.
Sem deslumbrar.
Vencemos. Com estrelinha de campeão...E sem golos 2 metros fora de jogo!
Para alegria de muitos e azia de alguns.

Saudações Encarnadas

domingo, 21 de outubro de 2007

Ritmo de embalar

A Luz, despida de público, recebeu esta noite Benfica e Vitória de Setúbal para um jogo morno, sonolento e extremamente faltoso. O mais rigoroso exemplo do que a Taça da Liga representa para os portugueses. O Benfica apresentou um onze retalhado, a pensar no jogo de quarta-feira frente ao Celtic, que é imperial vencer. Os eleitos foram: Quim; Luis Filipe, Luisão, Zoro e Miguelito; Binya, Katsouranis e Di María; Coentrão, Bergessio e Nuno Assis. Um 4x2x3x1 assumido, com Di María na posição de organizador de jogo.

O Setúbal marcou cedo, num lance duvidoso, mas desde logo era perceptível que o Benfica dominava o jogo. E assim foi durante toda a sua duração. Apesar da escassez de lances de perigo e da ineficácia, e tendo em conta o onze sem rotina, de segundo plano, que apresentámos, acho que realizámos uma exibição razoável. Destaco a exibição do Nuno Assis, que assinou uma prestação a um nível que já não apresentava desde a sua suspensão lhe interrompeu a boa forma. Katsouranis também esteve bem e Adu entrou, de rompante, para, ao cair do pano, fazer o golo do empate. Outros, como o trapalhão Coentrão e o perdulário Bergessio, exibiram-se de forma deplorável.

Camacho esteve bem na gestão da equipa e a sua aparente serenidade no decorrer do jogo demonstrou que ele estava ciente de que o Benfica, mais cedo ou mais tarde, iria empatar. A arbitragem do arguido Sousa - aka: a 'avestruz' - não foi muito complicada. Espera-se que no dia de Halloween, data da segunda mão, o resultado seja melhor e que o Benfica siga em frente nesta competição.

Destaque ainda para o Fátima, que, de milagre em milagre, desta feita acabou por por fim à beatificação do Paulo Bento. Amén.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Pontapé na bruxa

Foi sem rodeios nem enlevos que o Benfica bateu, hoje, a União de Leiria, por duas bolas a um. O golo madrugador dos leirienses foi o tónico que os encarnados precisavam para começarem a praticar um futebol mais fluido e ofensivo, criando, ao contrário do que havia sido a tendência nos últimos encontros, bastantes ocasiões de finalização. E foi com o Leiria encostado ao seu reduto que, numa dessas oportunidades, Nuno Gomes cabeceou, a passe de Rodríguez, para o primeiro dos dois que facturou. Dia feliz para ele, que já não bisava há dois anos.

Camacho esteve muito bem, quer a nível táctico, quer nas substituições e na gestão do jogo. Deixou, inteligentemente, Di María no banco. Desde Copenhaga que o argentino abraçou a titularidade, e esta subiu-lhe à cabeça. Tem bons pés, mas falta-lhe objectividade. Um autêntico crowd-pleaser, mas isso são outras conversas. Apostou, e muito bem, em jogar de novo com dois pontas-de-lanças, opção que, obviamente, deu frutos (mas não café com leite). E foi com Maxi a lateral-direito e Binya, a trinco, a fazer um fabuloso jogo, que Camacho escalonou o onze que dominou o jogo. O espanhol também não desapontou nas substituições, ao tirar o paupérrimo Léo para fazer entrar o Luís Filipe, e ao trocar Rui Costa por Di María, mantendo os dois avançados a pressionar até final.

A arbitragem foi deplorável. Penalties por assinalar, 3 ou 4 foras-de-jogo mal assinaldos ao ataque do Benfica, faltas por assinalar sobre Cardozo à entrada da área, dualidade de critérios na amostragem de cartões, e o senhor do apito ainda conseguiu inventar umas faltas perigosas para o Leiria, mesmo ao cair do pano. Enfim, um fartote de incompetência.

De realçar, de novo, a exibição de Binya - a fazer lembrar Petit -, um todo-o-terreno sempre prestável, forte fisicamente, que se destacou dos demais pela sua disponibilidade para pressionar durante todo o jogo, pela eficácia com que desempenhou as transacções e pela qualidade de passe que apresentou. E ainda traz o brinde dos lançamentos-canto, uma inovação que me agrada de sobremaneira. Nuno Gomes esteve, igualmente, a muito bom nível, enquanto Cristian Rodríguez assinou mais uma exibição de encher o olho. Deslumbrante, o uruguaio passeia classe e habilidade pela faixa esquerda do relvado, relembrando-nos, constantemente, de como urge que o Benfica adquira o seu passe em definitivo.

Segue-se uma entediante pausa para compromissos nációnais, sendo o próximo encontro já no dia 20, frente ao Setúbal, na primeira mão dos quartos-de-final da Taça da Liga.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Crónica de uma época estragada

Foram fogo de vista os vislumbres de um Benfica revitalizado, aquando da chegada de Camacho. Esvaiu-se a faísca inicial e as principais fraquezas do Benfica vieram ao de cima nos últimos jogos. O espanhol, que não é propriamente o génio táctico, não tem culpa nenhuma. Numa época em que o Benfica perde três jogadores fulcrais - Karagounis, Miccoli e Simão -, contrata cerca de 20 novos elementos para o plantel, o que dificulta de sobremaneira a construção de uma verdadeira equipa. E, convenhamos, a troca de treinador à segunda jornada, apesar de ser o mal menor, também não contribuiu em nada para a constituição de uma equipa com cabeça, tronco e membros.

Mas a culpa não morre solteira. Há um senhor de bigode que ostenta uma grande quota parte da responsabilidade por este fracasso. Primeiro, por não ter despedido Fernando Santos a tempo e horas, o que evitaria que Camacho herdasse uma época que não planeou! Depois, por ter assumido o cargo de director desportivo, sem ter habilitações para tal. Os resultados estão à vista. Ainda o plantel está em plena pré-época, e já estamos a correr atrás do prejuízo. Ainda bem que, segundo o senhor demagogo, este é o melhor plantel da última década.

O jogo de hoje mostrou esse Benfica. Um Benfica torpe, desligado, que assinou uma exibição deplorável. E o problema não é falta de vontade nem talento, se bem que estes podiam estar a um nível superior. Existe uma lancinante falta de entrosamento aliada a uma tremenda falta de experiência. Há muitos jogadores a jogar para a fotografia e não para o resultado. Fintam, fintam, fintam...e rematar? No meu entender, Camacho fez bem em fazer sair Di María. O argentino tem que aprender a jogar para a equipa, mas dá a impressão que apenas se está a exibir para os gigantes europeus.

Falta, por isso, muita objectividade nesta equipa. Se o carregador de piano Petit está lesionado, hoje o Maestro também meteu baixa, o que se reflecte logo na orquestra encarnada. Cardozo, desinspirado, não é merecia os apupos dos adeptos que, se nestes momentos não apoiam, deveriam ter optado por ficar em casa a mandriar. Valeu Quim, mais uma vez a mostrar que está em excelente forma, capaz de tirar ao labrecas a titularidade na Selecção.

Muito mais haveria para dizer, mas a moral para o fazer não é muito grande. Há muito trabalho para fazer. Acreditem ou não, por favor não deixem de apoiar. É a nossa sina.

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

A sorte procura-se!

O Presidente Luís Filipe Vieira deu hoje o exemplo do empate do Chelsea frente ao Rosenborg para justificar a derrota do Benfica, ontem, em San Siro. O problema: comparou-nos ao clube londrino e não ao Rosenborg. Os nórdicos bateram-se condignamente, não se acomodaram perante o adversário e surpreenderam, arrancando o empate. Vieira esqueceu-se de referir que essa não foi a atitude do Benfica. Os encarnados foram a Milão prestar vassalagem à equipa da casa, defender e jogar para perder por poucos, e com esta mentalidade continua a ser demagogia falar-se em ganhar um título europeu que não o Troféu do Guadiana.

O primeiro culpado desta falta de atitude foi José António Camacho, que provavelmente se esqueceu do seu lema - hay que salir a ganar! - em casa. Mudou o esquema táctico para um mais defensivo e, previsivelmente, deu-se mal com isso. Respeitar o adversário deve ser sempre uma conduta a seguir. Temê-lo, receando o choque, quase pedindo desculpa a cada roubo de bola, não fossem os irascíveis milaneses fustigar-nos com uma goleada. Depois, as camisolas. Não me incomoda o facto de serem cor-de-rosa, mas sim a falta de energia que as suas cores transmitem. Já com a camisola beige acontecia o mesmo, e ontem os italianos pareciam ocupar o triplo do espaço no relvado. Parece estranho mas a verdade é que, com aqueles equipamentos, a vitória é uma raridade - no caso da camisola rosa, é mesmo uma nulidade.

A inexperiência europeia da maioria dos jogadores e as muitas ausências poderão ter tido uma grande influência nesta quebra de confiança anormal numa equipa que vem em crescendo de forma. Uma defesa com Luís Filipe, Edcarlos, Miguel Víctor e um Léo desinspirado é presa fácil para o fabuloso plantel do Milan. O Benfica apresentou-se com estreantes nas competições europeias (a saber: Luís Filipe, M. Vítor, Edcarlos, Maxi Pereira, Di Magia, Rodríguez e Cardozo), o que é uma migalha quando comparado com a experiência de jogo em conjunto dos italianos.

Petit também fez muita falta, não há ninguém como ele naquele meio-campo. Luisão, Zoro e David Luiz fazem parecer impossível tanto azar. O resultado acabou por ser escasso para o Milan, que criou muitas oportunidades, tendo valido Quim, o mvp da partida, apesar de não estar ilibado de culpas no golo de Pirlo. Nota também para Nuno Gomes, que voltou a facturar, depois de já o ter feito na recepção à Naval. Segue-se um importante jogo contra o Braga, em que vencer é obrigatório para manter os níveis morais. Eu tenho uma grande fé nesta equipa, e no treinador, mas domingo jogamos de cor-de-rosa outra vez...

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Sob a batuta do Maestro!

O Benfica está cada vez melhor!
E os benfiquistas sentem-no.... A cada passe, a cada corte, a cada intercepção.
Está cada vez mais afinado, mecanizado, trabalha com alma e alegria, e os golos vêm atrás, trazendo as saborosas vitórias consigo.

Perante 35 mil pessoas, o Benfica não entrou bem, e deu mesmo um quarto de hora de avanço aos figuirenses, mas o forte pontapé do reforço Cristian "Cebola" Rodriguez, pôs a chorar a Naval, e colocou o SLB na rota da vitória, que seria conseguida de forma clara e segura, tendo pelo meio momentos de empolgamento e classe, com "Mono" Pereira, qual formiguinha trabalhadora, sempre em prol da equipa, Di María a fazer de cigarra nesta fábula, a cantar para a plateia com aquele pé esquerdo que faz magia, "Cebola", possante e raçudo, e com uma técnica e remate apurados, todos afinados sob a batuta do Maestro, o Senhor Rui Costa, o Senhor Benfica!

Ganharam ânimo os comandados de Camacho com o belo golo do ex-PSG, e chegaram ao 2º, através duma jogada fabulosa colectiva dos encarnados, que culminou num golão do camisa 10, depois dum excelente passe de Luis Filipe...
Até ao intervalo, não tiramos o pé do acelarador, e o resultado só não se avolumou por acaso.
Para a segunda parte entrada de leão, muito pressionante a todo o terreno e sufocando os comandados de Chaló, tendo chegado 3-0 final, por Nuno Gomes (já é Bestial outra vez?), depois de um passe fantástico de Rui Costa a desmarcar Rodriguez pela esquerda, que cruzou atrasado pelo ar para a cabeça do 21, que finalizou com classe!

Tudo corria bem, até ao minuto 75, quando o azar bateu à nossa porta...O incansável Petit, o nosso Pitbull lesionou-se, e já se sabe que ele não é de manhas. Já se adivinhava, paragem para 2 meses, 3 dias antes de San Siro!
Porca miséria! Só mesmo uma lesão podia estragar a noite...A noite de Rodriguez, de Di Maria, mas fundamentalmente do nosso Maestro, o Divino Rui...O Rui que personifica o Benfica em si...
Lindo, aquele momento de sintonia e empatia com o povo encarnado que cantava "E salta Rui, e salta Rui", e ele saltou mesmo...À Benfiquista :)

De realçar ainda a estreia do brasileiro Edcarlos, sem podermos tirar grandes conclusões, pois para a defesa a noite foi tranquila, até porque se alguém falhar está lá o Super-Quim! A rever...

Agora, é sentir o regresso da Champions, e logo com um histórico Milan - Benfica!
Eu cá estou confiante, mesmo sem David Luiz, Zoro, Petit e o Xerifão.

Vamos lá Benfica...Hay que Salir a Ganar!

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Às costas de um "Ángel"!

Na Choupana, Benfica ofensivo, Benfica com garra e ambição, Benfica com classe, Benfica irreverente, Benfica ganhador! Um Benfica...à Camacho.
Não conheço um benfiquista que não tivesse saudades de ver o Glorioso jogar desta forma, à campeão, e por isso hoje foi uma ressaca feliz.
Temos treinador. Temos equipa. Temos campeões!

Mas vamos ao que interessa, o jogo de ontem. Primeira parte, aos repolões, apagada do SLB, com o Nacional a dar luta a meio-campo.
Os comandados de JAC, entraram em campo com um reforço, Maxi Pereira, e este no primeiro tempo esteve como a equipa, algo apático. Ainda assim, deu para ver um Cardozo, a falhar um golo certo! Ui! "É um bluff este gajo", já imaginava eu nos comentários de café, entre os velhos do Restelo. Pois bem, segunda chance, e toma lá 1 batatinha! Obrigado Diego, para que lado queres, 2 toques na bola, e 1-0!
Deu ainda para ver aquele que será, seguramente o nosso "Ángel da Guarda", Di María, ou Di Magia, como preferirem, é um senhor jogador, apesar dos seus 19 anos. Drible curto e fácil, velocidade impressionante e uma técnica e pé esquerdo fora do comum. Fez estragos, e vai ser, em minha opinião a revelação deste campeonato.
De resto, primeira parte medíocre...E com Santos, seria certamente o esperar de um sofrimento terrivel no segundo período...

Mas o que se viu, não foi sofrimento, foi classe, foi uma demonstração de força de um grupo ferido no orgulho, de um plantel segundo os mais diversos paineleiros fraco! Pois bem, fracos é que eles não são, e a segunda parte foi para esfregar na face de cineastas, camelos, lobos e outros que tal!

Que orgulho Benfica, a forma como dançaste o tango ao ritmo do Ángelito.
Benfica mandão, com Maxi em grande estilo a mostrar que é mesmo reforço (a fazer lembrar o Soneca nas diagonais), Rui Costa a fazer um golo...um golo...enfim, um golo do outro mundo, Quim muito seguro, os centrais, sob a batuta de Kat a varrerem tudo, Petit, qual Gattuso a segurar as pontas, Cristian a mostrar bons pormenores, e Tacuara a fuzilar Benaglio de penalty sacado por Maxi, para fazer o 2ºgolo no Campeonato em 3 jogos! Contem com ele para a bota de ouro...
E às costas de Ángel Di Maria, um festival só visto!
Quem não viu, não sabe o que perdeu, quem viu, sabe que temos tudo para este ano fazer a festa no final...

Saudações Gloriosas!

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Aguenta, coração!

Reggaezinho a bombar no Media Player, sinal de felicidade, de satisfação. Escrevo-vos muito contente. Esta crónica tem selo de Camacho. A vitória e a qualificação também. Se na primeira mão recebemos um Copenhaga pateticamente inofensivo, hoje foi perceptível, em diversos espaços, a real qualidade dos dinamarqueses. A equipa, contudo, esteve insuperável. Não foi uma exibição fantástica, é certo, mas foi um jogo em que os jogadores demonstraram uma atitude estóica, superando-se a si próprios e à sorte que hoje também nos bafejou.

Estou contente porque vejo margem de progressão. Vejo melhorias, vejo uma atitude completamente diferente da era Santos. Os jogadores - salvo raras excepções - estão muito mais raçudos e a sua devoção ao jogo mudou da noite para o dia. Se hoje sofremos, foi porque não é fácil jogar em Copenhaga sem a habitual dupla de centrais, num jogo pródigo em lances aéreos, onde Luisão e David Luiz fizeram muita falta. Contudo, na segunda parte, a equipa fez valer a sua maior experiência europeia e dominou os nórdicos com grande sobriedade.

O 4x4x2 parece ser a predilecção de Camacho. Apesar de, em determinadas alturas do jogo, se notar alguma falta de acutilância num meio campo composto por apenas duas unidades - e hoje Petit esteve inexcedível! -, a aposta nas alas soa-me muito bem. Apesar da irreverente juventude de todos os extremos da equipa. Há ainda muito para mudar, mas auguro uma época extremamente positiva. O livre que hoje deu o golo é um exemplo crasso de que se trabalha muito bem no Benfica, mesmo com treinos à porta aberta. Camacho faz o trabalho de casa. Camacho é um moralizador, para ele, em todos os jogos, hay que salir a ganar!

Apreciação individual aos jogadores, um a um:

Quim - clean sheet, sempre tranquilo e atento quando chamado a intervir. Nota 8.

Nélson - estava a ser um dos melhores até se lesionar e sair, ao intervalo. Camacho está a recuperar o Netcha que deslumbrou a Europa com Koeman. Nota 7.

Miguel Vítor - acusou algum nervosismo, mas esteve razoavelmente bem. Tendo em conta a sua altura, superou muito bem o desafio de defrontar uma equipa nórdica na sua estreia europeia. É para ficar no plantel sénior. Nota 7.

Katsouranis - não só mostrou o já habitual sentido de oportunidade ao facturar um bonito golo, como esteve muito bem a comandar a defesa, cortando muitos lances de perigo. Nota 8.

Léo - defensivamente não teve grandes problemas, pois era pelo lado direito que os nórdicos atacavam com maior frequência. Fez boas investidas no ataque, apesar da falta de entrosamento com Di María. Nota 7.

Petit - incansável, inexcedível, inultrapassável. Armando Teixeira fez um dos melhores jogos de sempre ao serviço do Benfica, liderando a equipa rumo a uma vitória que se construiu lá atrás. Esteve insuperável defensivamente e muito bem no início das transições para o ataque. Foi o melhor em campo. Nota 10.

Rui Costa - está a fazer uma época fabulosa e, hoje, voltou a não defraudar as expectativas. Nota 9.

Di María - mostrou dotes, mas faltou-lhe objectividade. Esteve muito bem nos processos de contra-ataque, apesar dos índices físicos estarem em baixo. Nota 7.

Luís Filipe - primeira parte desastrosa, como extremo; segunda parte de qualidade, como defesa. Não é difícil perceber, Camacho. Nota 6.

Nuno Gomes - fez uma excelente exibição, adornada pela fantástica assistência para o golo do grego. Continuo a depositar muitas esperanças na sua dupla com Cardozo. Nota 8.

Cardozo - outro dos que ficam na retina. Bateu-se muito bem com os possantes defesas dinamarqueses, deslumbrou com o seu pé esquerdo e mostrou que tem tudo para se tornar num avançado de vulto na Europa. Eu acredito. Nota 9.

Nuno Assis - é um dos que parece não ser fã de Camacho. Está sem ritmo, mais gordo, e atitude continua igual desde a entrada do espanhol. É pena. Nota 5.

Romeu Ribeiro - mais um miúdo em que o espanhol não tem problemas em apostar. Veio reforçar o meio-campo num altura de grande aperto, na segunda parte, e saiu-se bem. Nota 7.

Bergessio - jogou muito pouco, infelizmente.

domingo, 26 de agosto de 2007

Roma e Pavia não se fizeram num dia!

2ªJornada - 2ªEmpate!
E no entanto, ao contrário do sucedido no jogo do Bessa, há razão para ter esperança. O Benfica tem mais alma, mais garra e vontade de vencer. Tem o factor Camacho, ao contrário do Leixões que teve a seu favor o factor Nandinho!

Óbvio que todos esperavam uma vitória a abrir este novo ciclo, mas sejamos sinceros, o cenário deixado a JAC por Vieira e Fernando Santos é uma desgraça. Um plantel estropiado, uma equipa sem rotinas, sem modelo de jogo, com pouco mais que nada! Portanto parafraseando Trapattoni, e enquanto a máquina não rola em condições "Quando não podes ganhar, não deves perder."

O Benfica apresentou-se com a novidade Miguel Vitor a titular, ao lado de Katsouranis no centro da defesa, e diga-se que o miudo esteve muito bem. (É preciso dar-se uma chance para o jovem aparecer, ouviu senhor Fernando Santos?) A defesa esteve sempre segura, inclusivé Nélson, que parece ganhar nova vida, o problema foi a nivel ofensivo, onde apesar de melhorias claras, tudo acabou por se complicar.
Com Petit e Rui Costa no miolo mais recuado, e Nuno Gomes no apoio a Cardozo, Assis e Coentrão ocuparam-se das faixas, e o Benfica acabou por estar já um pouco melhor que no Bessa, na semana passada, e teve mesmo a melhor oportunidade na primeira parte, incrivelmente desperdiçada por Nuno Gomes aos 17 minutos!
Chegou-se ao intervalo com a ideia dum SLB nervoso mas esforçado, à imagem de Fábio Coentrão, que tem de ganhar coragem para atacar o adversário, porque a técnica está lá!

No segundo tempo, o nivel de futebol aumentou, Rui Costa disparou por cima, e "Tacuara" Cardozo, por pouco, não marcou numa bomba de livre ainda longe da baliza de Nilson. Destaque-se ainda o falhanço escandaloso de Luis Filipe de baliza aberta, ele que teima em dar-me razão - não é jogador para o Benfica.
Tentou-se mas não se conseguiu. Ainda não temos capacidade para atacar o jogo, olhar o adversário nos olhos e vencê-lo, isso só com o tempo. E por isso Camacho optou por segurar o meio-campo. Tirou um desinspirado Nuno Gomes e lançou mais um jovem, Romeu Ribeiro, que parecia jogar por cá faz uns tempos e trocou Cardozo por um fresco Bergessio.
Segurou-se um ponto.

Não é o ideal, mas é o possivel, com 3 dias dum novo treinador que pegou não numa equipa, mas numa manta de retalhos, e já podemos tirar alguns pontos positivos em relação à era FS:

--> 2 miudos novos, que entram como se nada fosse!E com muito talento ambos!
--> Mais atitude, garra e vontade de vencer.
--> Mais jogo ofensivo, criando oportunidades claras de golo.

Agora resta ao Glorioso ir a Copenhaga e carimbar o passaporte para a Champions, recuperar os lesionados, garantir os reforços pretendidos por JAC, e ir progressivamente aumentando o nivel do seu futebol, e os indices de confiança, para se poder afirmar como real candidato ao titulo.

Uma coisa vos garanto, estou muito mais confiante que à 1 semana atrás.


Saudações Benfiquistas!

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Fuck Him

Pessoalmente, não estou com grande vontade para escrever crónicas enquanto o Benfica realizar prestações deste calibre. Ou seja, até Fernando Santos abdicar do cargo de treinador do Benfica. Ontem estive na Luz. Fiz 600 kms para ver uma exibição triste, taciturna, miserável. Tal como o seu treinador, a equipa metia dó. Os jogadores, salvo algumas - poucas - excepções, demonstraram falta de querer, de garra e de ambição.

Apesar de tudo, o Benfica dominou um ainda mais frágil Copenhaga, durante todo o jogo. O golo acabou por surgir na primeira parte, fruto de um grande pontapé do Maestro, vindo do nada. Ainda antes do intervalo, depois de muita atrapalhação, os dinamarqueses chegaram ao empate. Luisão lesionou-se, entrou Adu, a equipa continuava apática. Estava tudo a correr bem.

Fernando Santos conseguiu, no mesmo jogo, utilizar três esquemas tácticos diferentes. Começou com o tradicional losango, durante os primeiros 45 minutos, alterou para um 4x3x3 com Coentrão e Adu no apoio a Cardozo e, por último, com a entrada de Nuno Gomes, conseguiu por o Benfica a jogar numa espécie de 4x2x3x1, com o Nuno Gomes e o Cardozo em cunha. Fabuloso registo. Os jogadores aplaudem. Podem não perceber nada da táctica, mas sabem os salmos todos de cor. E isso é de louvar.

Quando tudo parecia indicar que o resultado final seria o empate, Rui Costa sacou mais um grande disparo da cartola, aliviando a pressão sobre Fernando Santos, que até ali jazia no banco de suplentes. Sacana do Maestro! Fernando Santos não só não merecia a sorte que teve, como um empate não seria comprometedor de todo, quando comparado com a possibilidade de este ser demitido pelo Presidente. E o Rui Costa estragou isso tudo. Os adeptos aplaudiram a equipa de pé, ovacionaram os jogadores, mas não esqueço a assobiadela monumental aquando do anúncio do nome do treinador do Benfica.

A segunda mão realiza-se na quarta-feira, 29 de Agosto, na Dinamarca.