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quinta-feira, 17 de março de 2011

Maior que Portugal

É pelos nossos adeptos que somos maiores que Portugal. Os quase 30.000 que estiveram hoje presentes no Parc des Princes, estádio do Paris Saint-Germain, demonstraram uma vez mais a nossa grandeza. Em tempo de crise há muito por onde cortar, menos no amor a um clube. E é por isso que na Luz, em Paços de Ferreira, em Braga, ou em Paris, o Benfica é maior que Portugal. Há um sentimento de amor que não consigo ver em nenhum outro clube. Somos mais que um clube. Nas palavras de Bela Guttmann, «Não há nenhum clube do Mundo que possua mística igual à do Benfica. E é este, afinal, um dos grandes segredos dos seus êxitos e da sua força. Tentarei explicar algumas das suas manifestações exteriores mais palpáveis. Veja, por exemplo, a sua massa associativa. Chove? Está frio? Faz calor? Que importa? Nem que o jogo seja no fim do Mundo, entre as neves da serra ou no meio das chamas do Inferno, por terra, por mar ou pelo ar, eles aí vão, os adeptos do Benfica, atrás da sua equipa. Grande, incomparável, extraordinária massa associativa!»

Imagino a cara de alguns jogadores quando entraram no campo parisiense e se aperceberam de que, mesmo a mais de 1000 km de Lisboa, na terra do oponente, estavam a jogar "em casa". Com quantos clubes no mundo é que esta situação acontece? Só conheço um. E partindo para o jogo com a vantagem alcançada na Luz, a tarefa seria teoricamente mais fácil.

Mas não foi. Um Benfica estranhamente desinspirado não foi capaz de travar com êxito as investidas iniciais dos franceses, que começaram o jogo a todo o gás, sem grande engenho, é verdade, mas com muita vontade, chegando à área de Roberto com relativa facilidade. Mas acabou por ser um pouco contra a corrente de jogo que, num lance com alguma felicidade à mistura, o Benfica chegou ao golo, por Nico Gaitán, que, após olhar para a área à procura de um colega, decidiu-se pelo remate e apanhou Édel em contrapé, tendo feito o golo. E depois disto, o Benfica desapareceu quase por completo, muito por culpa da falta de inspiração de Aimar e Saviola (jogo miserável deste último), e pelo cansaço de Salvio e Gaitán, mais notório no primeiro que no segundo. O PSG aproveitou e chegou ao empate num lance que fica marcado pela péssima abordagem de Sidnei (outra vez...), que ficou a olhar para o lance enquanto tudo se passava nas suas barbas.

No segundo tempo o Benfica apareceu com outra atitude e determinação em campo, criando três boas oportunidades de golo logo nos primeiros 15 minutos de jogo, desperdiçadas por Cardozo (duas) e Saviola. O Benfica crescia no jogo e o PSG já não conseguia atacar com tanto perigo, pelo que Kombouaré fez entrar duas unidades perigosas, o veterano Giuly e o ponta-de-lança Hoarau, que havia marcado o golo que eliminara o Braga de Jesus há três anos. E pouco depois o Benfica só não perdeu a vantagem que tinha na eliminatória graças a uma enorme defesa de Roberto, que encheu a baliza e impediu que Hoarau, a menos de cinco metros da linha de golo, conseguisse concretizar a ocasião. Jesus apercebeu-se que o jogo não estava para brincadeiras e resolve dar centímetros à defesa, colocando Jardel. Até final foi aguentar e sofrer bastante, com os parisienses a falharem uma nova grande ocasião ao minuto 95, quando Maurice, já isolado, escorregou na altura de rematar à baliza. Pode dizer-se que, nesse lance, a estrelinha da sorte esteve connosco.

Empate justo no jogo e eliminatória passada também com justiça. Frente a um adversário que mostrou vontade mas pouco futebol, o Benfica conseguiu cumprir os objectivos e chega aos quartos-de-final de uma prova europeia pelo segundo ano consecutivo, algo que, nos últimos anos, só aconteceu em 2006 e 2007. E este ano podemos ir mais longe. Que a sorte e o engenho nos acompanhem.

Quebrar a tradição

O Benfica parte para o jogo em Paris na máxima força uma vez que não tem nenhum jogador lesionado ou castigado. Para além disso, irão comparecer mais de 30 mil apoiantes do Glorioso, num estádio que leva aproximadamente 48 mil pessoas. Um feito que certamente enche de orgulho qualquer Benfiquista, visto não ser qualquer equipa que se pode dar ao luxo de jogar duas vezes em casa, numa eliminatória.
Apesar dos brilhantes meses de Janeiro e de Fevereiro, ultimamente o Benfica tem vindo a dar mostras de algum cansaço e também é verdade que alguns dos nossos jogadores, como o Saviola ou o Cardozo, por exemplo, não estão no seu melhor momento de forma. No entanto, o facto de se ter poupado a maioria dos titulares frente ao Portimonense, faz com que acredite que o Benfica apresente, nesta quinta-feira, bons níveis físicos e que volte o futebol espectáculo, com a pressão e as notas artísticas que tanto caracterizam a nossa equipa.
Embora considere que se trata de um jogo difícil, até por ser a contar para a Liga Europa, o PSG é um adversário que está perfeitamente ao nosso alcance. É uma equipa permeável no sector defensivo. Nos últimos cinco jogos, o conjunto orientado por Antoine Kombouaré, venceu dois, perdeu outros tantos e empatou um, tendo sofrido e marcado 5 golos, no total. Acredito que o Benfica vai apresentar o seu onze e a sua táctica habitual, sem quaisquer precauções especiais. A maior dúvida estará na utilização ou não de Pablo Aimar, sobretudo por este ter actuado de início no Domingo, enquanto os seus colegas habitualmente titulares foram poupados. Mas mesmo assim acredito que será ele o titular.
Em termos históricos, o Benfica tem contas a ajustar com os gauleses que nunca perderam, em sua casa, com equipas portuguesas. Também no Parc des Princes, os franceses possuem o feito de não perderem, em jogos internacionais, desde o dia 23 de Novembro de 2006, mais concretamente há 14 jogos.
A última vez que o Benfica se defrontou com o PSG, em Paris, fora a 08 de Março de 2007, onde perdeu por 2-1, acabando por passar a eliminatória após um triunfo, em casa, por 3-1.
Desta vez chegamos a Paris com uma vantagem de 2-1 na bagagem e, conforme sucedeu diante do Estugarda, o Benfica vem com a finalidade de quebrar a tradição e contará com o apoio da grande e fantástica massa adepta Benfiquista.

domingo, 13 de março de 2011

"O próximo jogo é o mais importante"

É verdade. E o próximo jogo é já contra o Paris Saint-Germain, quinta-feira 17 de Março de 2011. Pelo meio há um treino contra o Portimonense, cujo resultado, honestamente e em termos práticos, pouco ou nada interessa ao Benfica. O campeonato está perdido para o Porto e ganho para o Sporting, se os considerarmos como principais rivais na luta pelo segundo lugar. Por isso, há que poupar jogadores a pensar naquele que tem de ser, a partir de agora, o grande (e que grande) objectivo da época, a conquista da Liga Europa.

Jesus só tem de poupar os habituais titulares, que precisam de descanso como o Pinto da Costa precisa de um tiro nos cornos os portugueses precisam de pão para a boca. Daí, a minha aposta naquilo que deveria ser o onze, ser a seguinte:

Júlio César; Luís Filipe, Jardel, Sidnei e César Peixoto; Airton, Felipe Menezes, Fernández e Nuno Gomes; Weldon e Kardec.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Uma lição para o futuro

Todos nós sabemos que desrespeitar um adversário, é meio caminho andado para a derrota. Independentemente do valor individual de uma equipa, a prestação da mesma será mais ou menos acertada, consoante os níveis de entrega, a atitude e a raça demonstrada na disputa dos lances com o adversário. No entanto, saber isto não chega. Mais que isso, é necessário conseguir-se passar da teórica para a prática. Incutir essa mensagem nos jogadores que, por vezes, inconscientemente se esquecem e menosprezam o adversário, é uma das muitas funções de um bom treinador.

Não me interpretem mal pois não quero com isto culpabilizar o Jesus. Até porque estamos a falar de um jogo a contar para a Liga Europa, competição que passou a ser a nossa primeira prioridade. Certamente que os jogadores foram alertados que, principalmente nestes jogos, a concentração é decisiva e determinante. Ainda para mais, jogávamos em casa e convinha não sofrermos golos.

Porém, enquanto seres humanos e por mais que estes sejam constantemente avisados, este erro é cometido frequentemente pelas equipas teoricamente mais fortes. Penso que foi isto que se passou ontem, na Luz.

Poderíamos pensar que o menor rendimento apresentado pelos jogadores, sobretudo nos primeiros quarenta minutos de jogo, se deveu à fadiga acumulada que estes têm vindo a sofrer, proveniente da sequência de jogos e da pouca rotação que se tem verificado no plantel. E também é verdade que algumas unidades estiveram debilitadas fisicamente, sendo que o Gaitán e o Sálvio, acabaram inclusivamente por ser substituídos, após apresentarem dificuldades. Mas o certo é que a equipa correu e lutou muito mais na segunda parte do que o fez na primeira.

Assim, não me parece errado concluir que, quando as pernas e a cabeça começaram a falhar, valeu-nos o facto desta equipa ter uma grande alma, muita qualidade e determinação. Estes factores acabaram por compensar algum desleixo inicial e que poderia ter comprometido a eliminatória.

Este desleixo também pode ser explicado com a quebra emocional que o jogo em Braga produziu nos jogadores. Como se costuma dizer, elas não matam mas moem. A forma como escandalosamente fomos roubados e tratados, pode ter deixado algumas marcas iniciais.

O maior exemplo de hoje não só para os jogadores, mas também para os adeptos que, tal como eu, pensavam que este jogo seria ganho com alguma facilidade e sem se sofrer golos, consequência do facto do PSG ter poupado titulares a pensar no campeonato, foi o pequeno grande Maxi Pereira.

Desde cedo soube ser igual a si próprio, oferecendo muita entrega, vontade e raça e fora premiado com um golo, após uma excelente assistência do Carlos Martins. E não deixa de ser curioso o facto do autor do segundo golo do Benfica, ter sido outro jogador que normalmente também costuma deixar a pele em campo, o Jara.

Que nos sirva então de exemplo para o futuro, pois temos um sonho que queremos concretizar. E não basta sermos melhores no papel, temos que o provar sempre em campo. Espero que o Jesus poupe vários jogadores no Domingo, para que no dia 17 estes estejam fresquinhos que nem uma alface.

quinta-feira, 10 de março de 2011

E deram o berro

Meses e meses a pressionar alto, a jogar bonito, a correr que nem doidos e com pouca rotatividade do plantel, algum dia os jogadores dariam o berro. Foi hoje. Não foi aos 90 minutos, aos 80, aos 70 nem aos 45, hoje, alguns (muitos) jogadores do Benfica entraram em campo verdadeiramente cansados. Visível, notório, indesmentível. Se há uns jogos atrás víamos Gaitán fazer excelentes primeiras partes como em Alvalade ou em Stuttgart, e depois cair de rendimento na segunda, acabando fisicamente aos 70 minutos, hoje constatámos que aos 10 minutos, Gaitán já não conseguia fazer aquelas primeiras partes dos últimos tempos, nem conseguia ajudar a defender. "Estão completamente rotos", dizia um senhor uns lugares ao lado do meu. E estavam. Gaitán, Salvio e Cardozo, sobretudo estes três. A juntar aos "casos" Aimar e Martins, que têm de ser geridos com pinças, a equipa está à beira do colapso físico. Pode passar em Paris? Perfeitamente, se não jogarem pior do que hoje (e este PSG é bem fraquinho, diga-se) e desde que se poupem jogadores contra o Portimonense.

Em jogo importante a contar para a prova mais difícil e na qual o Benfica, ainda assim, alimenta legítimas esperanças de vencer, o público não compareceu como deveria para apoiar a equipa. Provavelmente nem se deslocaram à Luz 40.000 espectadores, talvez ainda combalidos do desaire em Braga. O que é certo é que nem Benfica nem adeptos se apresentaram à altura do desafio: a equipa fisicamente esteve de rastos e nervosa, nervosismo esse que transpareceu para os adeptos, impacientes e intolerantes, que assobiaram vários lances menos conseguidos. Mas não há que andar com paninhos quentes: o jogo foi mesmo mau, o Benfica esteve muito abaixo daquilo que sabe e pode dar e enfrentámos uma equipa que não é, ou pelo menos não pareceu ser, mais forte que o Vitória de Guimarães, por exemplo. E num dia normal, o PSG seria aviado com quatro golos.

Na primeira parte, a equipa (sobre)viveu sobretudo das iniciativas de Maxi Pereira e Fábio Coentrão, mas com maior ênfase para o trabalho do uruguaio. Carlos Martins também foi dos mais inconformados tentando transportar bola de trás para a frente, mas sem grande sucesso. O PSG só conseguia criar perigo quando a bola estava nos pés de Nenê, que teve a infelicidade de ser marcado por Maxi, que o anulou em quase todas as jogadas. Assim, em 45 minutos de mau futebol, não foi surpreendente ver o Benfica sofrer um golo (mais um) fruto de uma iniciativa individual de Nenê e empatar por autoria do caçador de franceses, Maxi Pereira.

No segundo tempo, o Benfica, consciente da sua superioridade em relação aos comandados de Kombouaré, partiu para cima do adversário que se revelava defensivamente permeável, sobretudo em lances de bola corrida pelo centro, algo que é raro encontrar nos dias de hoje. E assim que deu para perceber isso, foi rezar para que Jesus colocasse Aimar ao lado de Martins no meio-campo. A entrada de Jara para o lugar de Salvio, visivelmente estoirado, também ajudou a imprimir velocidade ao flanco, e fruto de boas combinações dos médios e de Saviola com Cardozo, que esteve bem no jogo de costas para a baliza (mas terrível no resto, tal como Saviola), foi possível criar alguns lances de perigo, inclusive um penalty que ficou por assinalar sobre o camisola "30" encarnado. Com o Benfica claramente por cima, o golo acabou por surgir naturalmente, como acontecera com o Stuttgart: Aimar combinou com Jara que, com tempo, soube ajeitar a bola e rematar com classe e tranquilidade para a baliza.

A vitória acaba por pecar por escassa face ao que o Benfica vale e face ao que este PSG (que poupou Giuly, Makélélé, Hoarau, entre outros) não vale. O pouquíssimo futebol dos franceses, cujas maiores ocasiões de perigo foram lances protagonizados por Sidnei, não justifica o golo que levam para Paris. Uma coisa é certa: no Parc des Princes, com muitos milhares de benfiquistas a apoiar, o Benfica tem razões para se sentir em casa e passar esta eliminatória, até porque, fazendo fé nas palavras de Carlos Martins, é mesmo muito difícil ganhar a esta equipa.

sexta-feira, 9 de março de 2007

Assim será

Para a semana, à mesma hora.

quinta-feira, 8 de março de 2007

Não foi por falta de aviso

Fernando Santos tem optado por apostar num leque reduzido de jogadores em detrimento de uma utilização mais equitativa do plantel.

Enquanto alguns folgavam, houve quem avisasse:

1) titularidades de 'chofre'
2) desgaste do 11 habitual

são o (péssimo) reverso da medalha. Neste jogo com o PSG assistimos já a estes dois factores em marcha. Por um lado a titularidade de chofre de um jovem talentoso, mas que não pode ser culpado, nem pelo azar (escusável) do Luisão, nem pela falta de timing de quem o deixou até aqui no banco.

Por outro o desgaste mais que compreensível de alguns titulares, sobretudo o Léo. No meio de tantas lesões, temos tido bastante sorte com os dois laterais titulares. É esperar (rezar?) para que a sorte continue.

Creio que ainda vamos a tempo de sanar a situação, mas para isso Fernando Santos terá de repensar seriamente a sua política de gestão do plantel. É que para o fim da época, Sr. Engenheiro, ainda faltam uns mesitos... convém não esquecer.

Saudações Gloriosas

sábado, 24 de fevereiro de 2007

Pensar a Taça UEFA

Salve Benfiquistas!

O Benfica derrotou os cães vermelhos, está nos oitavos de final, e já todos pensamos na conquista da "Taça dos pobres" da Europa.

O facto é que este ano temos bons motivos para sonhar com tal feito. Há uma equipa de talent0 com rodagem europeia ao mais alto nível, há um treinador que (com todos os seus defeitos) conseguiu despertar a dinâmica ofensiva da mesma e...

há também, e convém não menosprezar estes factores, 1) uma leva bastante fraca de equipas italianas (obrigado Calciocaos) que entretanto já caiu, 2) um próximo adversário ainda a despertar do pesadelo que foi a primeira metade da época, e 3) um Werder Bremen, que todos apontavam como o "papão" deste ano, a mostrar alguns sinais de fadiga.

A prudência (e o Sevilha, e os outros) aconselha-nos, contudo, a não vender a pele do urso antes de o ter caçado.

Saudações Gloriosas

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

Agora, o PSG

O jogo com o Dinamo já foi há dois dias. Ganhámos, etc e tal. Já várias crónicas foram escritas e, sendo assim, para lá remeto quem quiser ler. Basta ir aos links de outros blogs aqui na parte lateral da página.Uma crónica minha, não acrescentaria nada de novo.
Agora, vamos apanhar o PSG de Pauleta, Yepes, Gallardo, Cissé (Edouard), Landreau, entre outros... Apesar de as coisas não lhes estarem a correr bem no "Championat", encaro esta eliminatória com algumas reservas. Porque estão, claramente, a recuperar a olhos vistos, porque esta é uma competição que não premeia a regularidade, porque mudaram de treinador e agora são comandados por um grande senhor (Paul Le Guen) e, essencialmente, e esta parte preocupa-me muitissimo, porque noto que em alguns sectores associados ao Benfica estão a ser tomados de assalto por uma euforia desmedida de que lhes vamos ganhar "com dranquilidade...".
Pois eu também acredito que lhes vamos ganhar por todos os motivos e mais alguns: temos melhores condições psicológicas, jogamos duas vezes em casa, estamos melhor, e somos melhores. No entanto, é preciso não pensar que já ganhámos por antecipação (veja-se o Varzim). Temos é de interiorizar que temos de estar ao nosso melhor nivel e discutir cada lance como se fosse o último. Nada de euforias, nem optimismos exacerbados.
Era só isto. Bom fim de semana a todos.