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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Avaliação do plantel após fecho do mercado de inverno

Com o fecho do mercado de inverno deixo a minha avaliação ao plantel:


Guarda-redes

O Artur foi uma das melhores contratações até ao momento, já deu provas e já conquistou a confiança dos adeptos, colegas e técnicos. Eduardo serve perfeitamente como suplente e ainda é um luxo ter o Mika como terceira alternativa.

Defesa

Se Garay veio fazer companhia a Luisão e a Maxi Pereira em termos de qualidade, Emerson tem ficado aquém das expectativas. Rúben Amorim saiu e era não só melhor alternativa a lateral direito que o André Almeida mas também a melhor alternativa ao Witsel, na minha opinião. É verdade que não andava a cumprir e também é verdade que estava com um problema interno. Mas o Maxi já há algum tempo que precisa de um lateral para lhe fazer concorrência. A competitividade é importante e não perniciosa.

Voltando ao outro lado, Capdevila foi a contratação falhada. Esperava que nesta abertura de mercado corrigíssemos esse erro. Atribuo mais culpas ao jogador porque sempre me pareceu em má condição física, sem ambição e sem vontade em provar que o técnico estaria enganado.

Mas se tinha interessados, como se falou no corunha e no espanhol, penso que talvez pudéssemos ter tentado ou a aquisição de um lateral (se possível que jogasse nas duas laterais) ou o regresso do Carole, caso não houvesse dinheiro para mais.

No centro da defesa continuo a considerar que os nossos quatro jogadores chegam perfeitamente, mais não seja para as competições internas.

Meio campo

Javi Garcia dispensa apresentações. Matic, na minha opinião até tem jogado melhor do que aquilo que esperava. No entanto, continuo a achá-lo limitado mas é certo que faz mais posições, como a de box-to-box e assim garante mais soluções ao plantel. É alternativa ao Javi ou ao Witsel, caso precisemos de reforçar o meio campo e tem sido útil nessas funções quando estamos em vantagem e procuramos segurar o resultado. Ainda assim, continuo a considerar que o Airton e o Nuno Coelho são melhores na posição de trinco.

Na direita, à partida o titular é o Nico Gaitán mas o Enzo (e tentando esquecer o triste episódio que ocorreu até porque ficou no plantel e quem está lá dentro lá saberá) pode ser um dos reforços para esta segunda volta. É o tal elemento que se esperava que fosse titular, antes da lesão e que garantisse profundidade ofensiva e equilíbrio a defender. Confesso que não o conheço e ainda vi pouco para falar mas foi com esta ideia que fiquei dele e que me foi passada por pessoal em que realmente confio.

Na esquerda, Nolito e Bruno César, sendo que eu tenho gostado mais de ver o Bruno na direita. Nolito tem estado muito bem e tem passado exactamente pelas etapas que esperava dele. Já o Bruno é um bom reforço, tem sido influente e útil mas tem sido menos regular do que aquilo que eu esperava. A verdade é que também tem jogado mais nas alas e não no meio. Talvez Carlos Martins fizesse então falta para alternar com o Aimar visto que, afinal de contas, o Bruno veio para ala.

Que Aimar está em grande não é novidade mas o facto de ter alinhado muitas vezes a segundo avançado, sim. Pessoalmente gosto de vê-lo mais recuado, ajudando no meio campo e organizando atrás. No entanto, penso que jogará mais vezes no seu habitat natural nesta segunda parte da temporada.

O Witsel tem sido o médio de equilíbrios da equipa, o apoio quer de Javi nas tarefas defensivas quer de Aimar nas tarefas de organização e gestão ofensiva. Penso que pode melhorar a soltar a bola mas não tenho dúvidas que foi um excelente reforço do Benfica. Acredito que alternará mais vezes com o Aimar de agora para frente ou que jogue pela direita, a interior direito. A excepção será sempre nos jogos de maior dificuldade em que provavelmente jogaremos no 4-4-1-1 ou, se preferir, no 4-2-3-1, formação táctica já várias vezes utilizada esta época.

Ataque

O sector que mais me entusiasma. Rodrigo tem sido a surpresa. Já tinha boas expectativas no inicio mas superou-as com distinção. É um diamante, um futuro craque. A sua velocidade, os seus dribles e o seu instinto já conquistaram a massa associativa. Cardozo o homem golo do costume, Saviola embora melhor que o ano passado e já tendo sido influente esta temporada, ainda está longe do que nos habituou e Nelson Oliveira teve poucas oportunidades para demonstrar o seu valor.

Junta-se agora Djaló, veremos se para avançado se para extremo. Fiquei contente quando este disse que fazia diariamente 10km de corrida na praia e que tinha procurado manter a forma. Mas está há algum tempo sem competir, prejudicial em alta competição e é um jogador que precisa de algum trabalho táctico e técnico. Pode vir a ser útil até porque tem uma velocidade muito apreciável, principalmente com bola. Pode garantir soluções diferentes, verticalidade e será útil até em estratégias viradas para o contra-ataque ou para matar o jogo, apanhando os adversários desprevenidos.

Resumidamente, estou muito contente com a baliza e com o ataque, satisfeito com o meio campo mas insatisfeito e preocupado com a defesa, devido às laterais. Também o Matic não me dá total tranquilidade como alternativa ao Javi. Espero que sejam a surpresa desta segunda volta, caso precisemos, até porque André Almeida, Luís Martis e Matic são todos novos e estão em evolução.

Penso que o "esqueleto táctico" passa a ser este, após as saídas, entradas e regresso do Enzo:


GR: Artur, Eduardo, Mika

DD: Maxi, André Almeida

DC: Luisão, Garay, Jardel, Miguel Vitor

DE: Emerson, Capdevila, Luís Martins

MDC: Javi, Matic

MD: Nico Gaitán, Enzo

ME: Nolito, Bruno César

MO: Aimar, Witsel, Rúben Pinto

AV: Rodrigo, Saviola, Yannick

PL: Cardozo, Nelson Oliveira


A expectativa é a mesma de sempre: Ser campeão. Força Benfica!

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Why always you... Cardozo


É dos jogadores mais decisivos no Benfica mas também dos mais criticados pela massa associativa, principalmente quando as coisas não estão a correr bem ao Glorioso. Confesso que compreendo quem não aprecia o estilo e que se prefira um avançado mais móvel e com faro para o golo. Mas tenho dificuldades em perceber as críticas excessivas ao número 7 ou que não se lhe reconheça qualidade e competência.

Na minha perspectiva, Óscar Cardozo falha muito porque aparece muitas vezes no sítio certo, ao contrário de outros avançados que poucas oportunidades têm ou criam. Pegando noutro jogador ofensivo mas de características e funções diferentes como exemplo, o saudoso Isaías rematava "ene" de vezes à baliza. Porém, o mérito dele não constava no facto de chutar vinte vezes por jogo, passe o exagero, mas sim na facilidade e capacidade que tinha para conseguir arranjar espaço, fugir às marcações, driblar de maneira a conseguir tantas vezes surgir na zona de remate.

Depois, nos tais vinte remates, marcava um ou dois golos. Claro está que os outros dezoito iam ao lado, ao poste, para o terceiro anel. Não se pode querer eficácia a 100% porque ela simplesmente não existe no futebol. Basta vermos outros grandes jogos de qualquer liga para percebermos que também os melhores falham muitos golos, escandalosos ou não. O primeiro parâmetro de avaliação, quanto a mim, passa por ter alguém que saiba criar muitas oportunidades, que consiga aparecer no espaço e no sítio certo tantas vezes quantas faz o nosso paraguaio. Depois, os melhores do mundo, são aqueles que têm melhor aproveitamento nessas oportunidades que criam ou conquistam. Muito provavelmente, se o rendimento dele fosse ainda maior, já não era nosso jogador, sendo que calculo que não tenha sido fácil ao Benfica segurá-lo nestes anos todos que leva de águia ao peito.

Mas, mesmo assim, 114 golos é um registo muito bom. É um facto e penso ser unânime para todos que é uma excelente marca. Existe quem ainda tenha melhor, mas não serão muitos nem fáceis de encontrar. Haverá altura de Nelson Oliveira ou Rodrigo ganharem o seu espaço. Mas enquanto estiverem em processo de aprendizagem, é preciso reconhecer-se que tirar o lugar ao nosso matador não é uma tarefa fácil. Caso estes jovens lhe ganhem o lugar será por mérito deles, pela sua qualidade e pelo potencial que poderão vir a atingir.

O Cardozo é um bom avançado porque, mesmo limitado como se diz, mesmo não utilizando o pé direito com a frequência que muitos lhe parecem exigir, esquecendo porém que existem excelentes avançados que não usam o pé menos forte com regularidade, mesmo com um mau jogo de cabeça que se diz que ele tem, mesmo sem a velocidade e aceleração que se diz que devia de ter, consegue sempre arranjar oportunidades para tentar facturar. Mesmo que falhe um, dois ou três golos que muito boa gente considere como oportunidades claras de golo, o certo é que a probabilidade se levantarem no estádio, no sofá ou da cadeira para festejarem um golo seu, é elevada. De resto, não considero o jogo de cabeça do Cardozo mau, pelo contrário e quanto à velocidade dele, existem muitos que correm bastante mas que raramente estão no sítio certo.

E, principalmente para quem levou anos e anos sem ter um ponta de lança que conseguisse criar oportunidades de golo, faz-me confusão que não se valorize mais o nosso número 7. Fica o consolo que a partir do momento que pendure as chuteiras, será recordado com saudade. Aposto. Até lá, conto desfrutar muito mais vezes com os seus golos.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Sistema Táctico

Ontem o Benfica venceu o toulouse com um golo obtido pelo defesa central Jardel, já com o aproximar do final do jogo. O próximo confronto já é a contar e será muito importante, não só por questões financeiras, mas também para uma entrada com o pé direito e de maneira a se trabalhar com mais tranquilidade e confiança.

Hoje gostaria de abordar um tema que tem vindo a ser discutido com alguma regularidade entre os adeptos: O sistema táctico. Se até aqui concordei com a continuação do nosso sistema táctico, começo a mudar um pouco essa forma de pensar. Não o faço pelo facto da formação táctica do momento ser o 4-3-3, após o sucesso do actual treinador do chelsea ou do barcelona. Mas sim pelas características dos nossos jogadores.

Antes de mais, as formações tácticas são importantes desde que se saiba colocar os jogadores certos nas zonas onde estes mais gostam de aparecer, ou seja, nos sítios onde estes conseguem fazer sobressair os seus pontos fortes, procurando esconder os aspectos menos conseguidos do seu jogo. É uma forma de organização importante para que o conjunto funcione o melhor possível, de maneira a que sobressaia o trabalho de equipa e a filosofia de jogo do treinador. Não considero que deva ser menosprezada a sua importância.

Eu pensava que o Jorge Jesus este ano tinha pedido jogadores precisamente para o seu sistema táctico funcionar. Mas a verdade é que Witsel é um médio de equilíbrios que gosta de jogar no centro e, na formação táctica actual, para este jogar, Aimar tem sido o sacrificado. Ora, prescindir de um destes jogadores é, quanto a mim, um crime. Outro exemplo é o Nolito que é mais um avançado esquerdo que propriamente um médio. Não digo que não faz a posição ou que não venha a cumprir bem o lugar de médio esquerdo, até pela sua qualidade. Tem provado que pode. Mas penso que teria ainda melhor rendimento a avançado esquerdo, de maneira a que pudesse fazer mais vezes as diagonais que tanto gosta.

No entanto, se o Jesus não alterar a formação táctica, também não será por aqui que ficarei preocupado. Não concordarei mas não é o mais importante de tudo. Ou seja, é importante, pois é a estratégia utilizada com o intuito de vencer o jogo. Mas mais determinante que a mesma, é a filosofia de jogo do técnico. A base de tudo é a filosofia, o como jogar, a concepção de jogo do treinador. Essencial é então que os jogadores saibam exactamente o que têm que fazer, tendo em conta os cinco momentos de jogo, o estilo de passe, de pressão, de marcação, entre outros, isto é, os "ingredientes para se fazer um determinado prato".

A formação táctica ou as estratégias são então a "receita". Estas podem ser mudadas, ora consoante o adversário ora de acordo com lesões ou outras situações em que o treinador assim entenda melhor. Já a filosofia ou modelo de jogo, deve ser sempre a mesma desde o primeiro dia da pré-época até ao último jogo do campeonato, de forma que se criem processos, sistematização e rotinas nos jogadores.

O certo é que as soluções do meio campo para a frente são várias e de qualidade, pelo que este ano o técnico não terá a desculpa de não ter um bom banco ou material para trabalhar. Apesar de tudo, penso que o Benfica irá manter o 4-4-2 destas últimas épocas mas que em jogos mais complicados e fora, irá optar pelo 4-2-3-1, abdicando do avançado móvel e auxiliando o Javi com outro médio. Matic ou Witsel serão os prováveis eleitos. Cá estaremos para ver, torcendo para que seja o melhor para o clube.

Uma palavra para o Capdevila, que assinou e foi oficialmente apresentado hoje. É uma excelente contratação. Que tenha sucesso pois o sucesso dele será o nosso.

Ps. O texto foi ligeiramente alterado pois alguns conceitos estavam errados. Agradeço o reparo do meu amigo João.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Apresentação aos sócios e adeptos

Muito provavelmente o Benfica hoje na sua apresentação aos sócios e adeptos, passará a contar com quatro caras novas. Depois de danilo felizmente ter ficado pelo caminho num negócio que seria ruinoso, uma vez que por muito bom que possa vir a ser ainda não vale certamente 13M e ainda terá que provar na Europa o seu valor, ao que tudo indica passaremos a contar com Garay, Capdevila, Emerson e Eduardo.

Se Garay e Capdevila dispensam apresentações, pois são jogadores internacionais e bem reputados e se também já conhecemos o valor do guarda-redes da Selecção Nacional, já no que diz respeito ao lateral esquerdo proveniente do lille é, pelo menos para mim, um profundo desconhecido.

E por isso mesmo, e como quem diz a verdade não merece castigo, confesso que não me sinto em condições de avaliar o jogador. Certamente que estudaremos o Emerson e publicaremos no futuro o "Olho na águia", como já é tradição. Mas até lá e para que vos possamos acrescentar alguma informação sobre este novo reforço, deixo aqui a opinião de dois blogues que têm a nossa confiança, o de um amigo que publica no epluribusunum1904 e um video com texto publicado no chama gloriosa também referente ao jogador.

Resta-me desejar um bom início ao nosso Maravilhoso Clube, com muitas vitórias e troféus à semelhança do seu Glorioso passado. Estou desejoso para que chegue a hora para voltar ao meu lugar.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Análise ao Torneio do Guadiana

Antes de mais, pedimos desculpas pelo atraso na publicação.

Como sabemos, o Benfica conquistou no domingo e pela quinta vez, o torneio do Guadiana, após um empate a duas bolas diante do anderlecht. Os golos foram obtidos por Saviola, eleito o melhor jogador e melhor marcador do torneio e por Urreta. Aproveitemos então a oportunidade para analisar a equipa.

Sector defensivo:

Começando pelo Artur e se existiam dúvidas sobre a continuação das suas prestações no braga, este começa, aos poucos, a dissipá-las. Seguro entre os postes e confiante, tem sido um elemento em destaque quer pelas defesas quer pela confiança que transmite aos seus companheiros. Já o guardião não pode dizer o mesmo destes.

O quarteto defensivo tem deixado muito a desejar nestes jogos. Entende-se que o Javi Garcia não tenha a mesma capacidade posicional, no centro da defesa, que demonstra ter na posição de trinco, onde realmente se sente confortável. Com rotina até poderia vir a ter mas, para já, tem dado algum espaço que tem sido aproveitado pelos adversários. Também contribui para isso o facto de o Matic ser uma adaptação e estar a sentir iguais dificuldades no posicionamento e na leitura de jogo. Até tem deixado boas indicações e demonstra ser um jogador que sabe sair com a bola e com bom passe curto (se pressionado já demonstra mais dificuldades). Mas naquilo que diz respeito aos processos defensivos, existe um caminho a percorrer em termos de aprendizagem para as funções de trinco.

Miguel Vítor, depois de um jogo menos positivo frente ao servette, voltou a demonstrar segurança e condições para ficar no plantel. Também o Fábio Faria, no meu entender, parece estar muito determinado em provar que pode igualmente permanecer. Não acredito que fique na posição onde se tem destacado mas só Jorge Jesus o saberá dizer. No lado oposto, nem Wass nem André Almeida parecem ter convencido o técnico do Glorioso. Aquele que mais jogou foi, indiscutivelmente, o português. No entanto, é sobre ele que se especula há algum tempo que já tenha acordo com o leiria, por empréstimo. Pergunto se o Wass não deveria ter contabilizado então mais alguns minutos a fim de se perceber melhor se tinha ou não condições para ser alternativa ao Maxi Pereira. Na minha leiga opinião de treinador de bancada, até me pareceu ter algum valor. Rápido, sabe subir com a bola e participar nas manobras ofensivas da equipa. Muita coisa teria que ser trabalhada no seu jogo, principalmente em termos defensivos mas isso também terá que suceder com o Matic, por exemplo. Não percebo então o porquê de não ter a mesmas oportunidades mas também quem os treina e com eles convive, certamente saberá melhor.

Sector Ofensivo:

Penso que por aqui a maioria dos adeptos ficaram mais descansados. Sim, a equipa ainda apresenta alguns erros provenientes do ano passado. Mas, como é lógico, se as primeiras semanas foram de carga elevada e de triagem do plantel e com muitos jogadores, é, na minha opinião, descabido falar-se em alguns pontos tácticos com jogadores que chegaram ao clube há dias. Certamente que a filosofia de jogo do treinador não se passa em tão pouco tempo e, sobretudo, numa altura onde a prioridade é recuperar a forma dos jogadores e acelerar a adaptação dos mesmos ao clube.

O que me parece importante de destacar é que temos jogadores para todas as posições, duas ou mais de qualidade por cada posição. Não me parece que o Bruno César seja médio esquerdo, Nico Gaitán e Jara este ano sim, já adaptados e prontos a “explodir” serão grandes reforços. Destaco também o facto de o Aimar estar em forma e Saviola a deixar um pouco do perfume de há dois anos, sendo que ainda é prematuro dizer que o “El Conejo” voltou. Que Witsel e Enzo são reforços no verdadeiro sentido da palavra e que Cardozo continua a fazer a sua função, ou seja, a marcar golos.

Uma palavra para o jovem Urreta que vai dando dores de cabeça ao técnico do Benfica. Se é verdade que a concorrência é forte, não é menos verdade que o Urreta já era nosso antes de esses virem. Não é menos verdade que já deveria inclusivamente e, no meu entender, ter evoluído significativamente, sendo já um jogador mais importante para a equipa. Não o é, mas o certo é que demonstra que quer ficar. É verdade que não tem feito exibições fantásticas, mas tem marcado e deixado pormenores dignos de registo.

E depois o Mora, jogador que parece ter um grande talento mas que tem sido posto de parte. Se Jesus quer seis avançados, se Kardec já foi emprestado, ora não percebo o porquê de não ter mais minutos. É certo que é difícil de dar minutos a todos, é verdade que é preciso dar mais minutos a uns que outros para que os “titulares” estejamos prontos na altura certa mas... Para que fazem então contratações em tão grande quantidade? Não valeria a pena alguma contenção para depois conseguirmos manter os nossos melhores jogadores em vez de termos que ouvir o discurso de sempre que somos obrigados a vender? É que “a brincar a brincar” lá ficamos nós com uns 60 jogadores vinculados ao clube, sabendo nós que as nossas finanças bem como o orçamento para contratações também são atacadas pelo orçamento salarial.

E o Benfica, uma vez mais, contratou jogadores para os experimentar cá. E não me parece que isso faça sentido nos dias de hoje. Temos observadores e um departamento de prospecção para nos ajudar. Se aceitamos essa ajuda, que é delegada pelos responsáveis e se o Mora, ao que parece, foi uma aposta da prospecção, deveríamos então confiar nos mesmos. Penso que o Rodrigo Mora é, de facto, um belo jogador. E vai-me custar se for mais um caso em que vai sendo emprestado até ao final do contrato. Leo Kanu, por exemplo, já me parece certo nesse lote mas oxalá esteja enganado.

No geral, penso que podemos estar satisfeitos mas sem grandes motivos para euforias, enquanto aguardamos impacientemente pelos regressos dos internacionais e pela chegada do reforço para a lateral esquerda. O sector defensivo tem sido uma verdadeira dor de cabeça mas estou confiante que este sector melhorará significativamente com a chegada dos três internacionais. Três ou quatro: Capdevilla terá a última palavra neste sentido.

sábado, 16 de julho de 2011

Capdevila, Emerson e Eduardo a caminho?

Segundo o jornal A Bola, Capdevila, Emerson e Eduardo estão a caminho do Benfica. Capdevila dispensa apresentações e nem os seus 33 anos abalam a confiança nas suas capacidades. Seria um reforço experiente e com capacidade para, a curto prazo, render Coentrão.

Quanto ao jogador do Lille, desde já não o conheço, por isso seria injusto aprofundar uma opinião sobre o jogador. No entanto, tenho duvidas que o Benfica possa querer dois laterais esquerdos. Ou um ou o outro. Custa-me acreditar que pensem em emprestar o Carole, para ficar com outro estrangeiro, inclusivamente por causa das inscrições na UEFA.

Já o Eduardo, que dizer. Roberto tem, na minha perspectiva, potencial para vir a ser muito melhor guarda-redes que o Eduardo. Percebo perfeitamente as dúvidas e insatisfação que provocou no último ano e que o mais importante num guarda-redes é a sua regularidade. Nisto falhou e daí se compreenda a contratação do Artur. No entanto, o jogador teve um custo de 8,5M. A menos que exista uma boa proposta por este, não me parece que faça sentido esta noticia.

Torneio Guadiana: Benfica vs Paris SG

O Benfica não só venceu o Paris SG, por 3-1, como ainda deixou boas indicações, quer individuais quer ao nível de colectivo. Aimar, Gaitán, Cardozo, Nolito e Jara foram os jogadores mais em destaque do Benfica, no meu parecer. Os golos foram marcados por Cardozo (11m), Jara (64m) e Saviola (89m). O brasileiro Nené marcou, aos 15m, o golo do Paris SG.

Na primeira parte, Aimar e Gaitán confirmaram o excelente momento de forma que atravessam. O entendimento e os desequilíbrios provocados por ambos, permitiram levar o Benfica ao primeiro golo, concluído por Óscar Cardozo, que soube estar no sítio certo para empurrar a bola para o fundo das redes. Bruno César na esquerda parece-me um pouco fora do seu “habitat natural”. Pode ser por não estar fisicamente nas melhores condições, o que nesta fase é compreensível, mas tenho dificuldades em o imaginar a ir à linha para cruzar ou a promover desequilíbrios pela ala. Parece-me que este lugar será disputado por Gaitán e Nolito.

Do outro lado, Enzo também em fase de adaptação, prefere resguardar-se e jogar pelo seguro. Matic, embora demonstre que precisa ainda de melhorar significativamente nas tarefas defensivas, principalmente em alguns aspectos tácticos como no posicionamento e na leitura de jogo, vai ainda assim demonstrando que afinal pode vir a ser um bom reforço. Numa altura em que se pretenda equilibrar o meio campo, nos jogos fora e mais complicados, este pode ser um auxílio ao Javi Garcia, num 4-2-3-1. Embora tenha atributos fisicamente semelhantes ao Javi, é um médio que faz das lacunas do espanhol as suas forças e vice-versa, pois sabe sair a jogar e demonstra ter qualidade no passe. Falta então verificar como será a sua evolução em termos defensivos.

Na segunda parte, Witsel fez a sua estreia no lugar de Aimar. Com apenas alguns dias de águia ao peito, não se poderia ter pedido melhor. Jogou curto e pelo seguro e ainda esteve ligado ao segundo golo do Benfica, servindo Nolito que, por sua vez, colocou a bola no Jara, que nos proporcionou um belo golo de chapéu. Jara e Nolito tiveram em destaque pela raça como disputaram cada lance e empurraram o Benfica para a frente. O espanhol voltou a estar em destaque no terceiro golo, deixando alguns adversários para trás. Só não foi ele a finalizar a jogada porque Saviola se antecipou. Mas certamente que teremos mais oportunidades para ver as tais diagonais “à Simão” que o Nolito tanto gosta de fazer.

Falta falar no aspecto menos conseguido, o sector defensivo. É verdade que provavelmente nenhum destes quatro defesas será titular deste ano. Também é verdade que estiveram melhores que no último jogo. Mas ainda assim custa ver que, na primeira verdadeira oportunidade que o Paris SG dispõe, a zona central da defesa concede um buraco enorme e todas as facilidades para que o Nené marcasse. Venham os internacionais o quanto antes, sendo que o defesa esquerdo já cá deveria estar há algum tempo. Não sei a opinião do caro leitor mas eu que no inicio temi pela contratação do Artur, a verdade é que me tem dado segurança e parece-me que terá todas as condições para segurar o lugar.

Até aqui os jogadores levaram com a tradicional tareia física, sempre com bola, o que é importante. Tinham vários treinos e jogos em poucos dias e sempre com cargas elevadas. Claro que acusaram o esforço nos primeiros jogos, mas não me pareceu motivo para preocupação visto que aquilo que realmente interessa é que a equipa esteja pronta no jogo da pré-eliminatória da Liga dos Campeões.

Existem equipas que preferem adversários acessíveis, em pior forma física e que lhes permitam as tradicionais “cabazadas” da pré-época. Parece-me muito mais produtivo que se trabalhe com a carga elevada, com vários treinos com bola, com jogos frente a equipas a um nível físico ligeiramente superior ao que temos na altura e que se vá reduzindo a carga com o aproximar do jogo que realmente importa vencer.

Venha então o Anderlecht.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Atitudes e comportamentos

Ontem, após ter sido aprovado o orçamento e o plano de investimento para a nova época, assistimos a alguma contestação na Assembleia Geral. O caro Far já se referiu à mesma, mas também não tenho intenções de me debruçar minuciosamente no que foi dito, pois entendo que essa conversa não deve sair cá para fora. Ainda assim, gostava de comentar por alto a dita, por entender ser importante referenciar alguns pontos.

Gostei que tivessem abordado os comportamentos da polícia, gostei de quando se falou que o "milagre financeiro" já tinha ocorrido há cinco anos atrás e que este seria o mandato das conquistas desportivas, gostei de muitos se mostrarem inconformados com o actual rumo do Clube. A estes o meu muito obrigado pois fizeram mais que eu, foram capazes de ir lá à frente, falar.

No entanto, a falha que identifico é a mesma de sempre. O pessoal, no geral, não sabe respeitar opiniões contrárias. Penso que seis ou sete pessoas foram falar e eram contra o Vieira. Mas bastou uma delas ser a favor e já não souberam ouvir e nem respeitar uma opinião diferente. Por muitos disparares que o senhor estivesse a dizer, era a opinião dele.

Se o Benfica é de todos, temos que saber ouvir, isto se queremos ser ouvidos. E depois, tem que se saber respeitar os outros, desde o humilde sócio ao... Presidente. Meus amigos, existem "ene" de maneiras de se poder dizer uma determinada coisa. Não é pelo caminho das ofensas e dos insultos baratos que se ganha credibilidade. E é assim que se divide os Benfiquistas. É assim que olham para nós como um bando de miúdos/desordeiros/geração rasca e que as pessoas depois nos retiram crédito.

O Benfica sempre foi discutido pelo povo. Eu tenho a opinião que muitos jovens, por estarem carregados de informação e por serem bem formados, também têm igualmente a "mania" que a razão está sempre do seu lado e dificilmente aceitam criticas ou opiniões contrárias. É o "eu é que sei, os outros são demasiado burros para perceberem". Desculpem dizer isto mas é a verdade e está tão, mas tão errado.

É que os mais velhos têm algo que nós não temos. Têm anos, muitos anos de Benfica, têm muita participação na vida activa do Benfica (eles estão lá sempre!), têm a experiência de vida que nós, mais novos, erradamente muitas vezes menosprezamos.

Nós todos juntos somos a força pois é o complemento perfeito. A união é tão importante e o caminho não tem sido esse.

Chamar de c**** ao presidente é desrespeitar a autoridade máxima do Benfica. É por aqui que temos que começar a mudar, amigos. É saber dizer as coisas mas com respeito, para não perdemos nem a credibilidade nem a razão. Se tal não acontecer, quem perde é o Benfica.

Estou satisfeito por ter visto exigência e atitude, sócios inconformados e que querem um Benfica ganhador. Que querem participar activamente na vida do Clube. Mas fico preocupado caso os nossos comportamentos não mudem, pois ninguém é o dono da razão e se o Benfica é nosso, é meu, é de todos os que estão a ler, é do presidente, é de todos os sócios… É preciso então mais respeito e união.

Doa a quem doer, com ou sem razão, é preciso saber-se respeitar os outros.

Viva o Benfica.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Olho na Águia: Nolito

Manuel Agudo Durán ou simplesmente Nolito, como é conhecido no mundo do futebol, nasceu a 15 de Novembro de 1986, tem 1,72 metros de altura e é extremo. Embora seja dextro, gosta de actuar pela esquerda.

Estava no Barcelona B desde Julho de 2008, apesar de já ter sido chamado para jogar pela equipa principal do clube catalão e de até ter marcado, como aconteceu frente ao AD Ceuta, num jogo a contar para a “Copa del Rey”, a 10 de Novembro (ver aqui) e foi contratado a custo zero. Diz-se que será apresentado este domingo.

Estive esta semana a tentar conhecer este nosso novo jogador e tenho que confessar que não estou tão entusiasmado como pensava que iria estar. Talvez as expectativas que tinha criado também fossem demasiado elevadas, até pelas referências que me fizeram.

É um bom jogador mas é diferente daquilo que esperava encontrar. Para melhor me exprimir, começo por falar no conjunto orientado por Luís Enrique. Tal como a equipa irmã, praticam os mesmos princípios de jogo e com o mesmo sistema, dando preferência a uma construção de jogo paciente, num estilo de passe curto. Gostam de jogar em posse, procurando trocar a bola através do sector defensivo e do meio campo. O jogador que mais sobe pelo lado esquerdo e que transporta a bola pelo flanco é o Abraham, que percorre todo o corredor, enquanto o Nolito procura-se movimentar nas costas dos defesas e próximo da grande área. Tem um bom instinto para o golo e gosta de realizar diagonais para conseguir o remate.

Ora, onde eu quero chegar é que, se a nossa táctica fosse semelhante à do porto, eu estaria mais descansado, pois o futebol do Nolito estava trabalhado para tal. Este parece-me ser mais um avançado móvel, do que um extremo que gosta de transportar a bola pelo corredor, de tabelar e chegar à linha para cruzar. Além disso, apesar de parecer ser um jogador agressivo e que pensa primeiro na equipa, não faz da aceleração a sua principal arma. Tal como o Gaitán, é um jogador que embalado provoca desequilíbrios ofensivos mas que não está habituado a estes terrenos.

Se me perguntarem se o considero um bom jogador, digo que sim, é. Mas eu gosto que se coloque os jogadores nas posições certas e não de os adaptar à táctica. Tal como o Nico e o Salvio, penso que o Nolito poderá precisar de algum tempo para assimilar nossos processos, para incutir novos princípios tácticos, no seu jogo. Princípios esses diferentes daquilo que ele tem trabalhado até hoje. Eu acredito que dará num bom médio esquerdo (ou direito) até porque gosto da forma como parte para cima dos defesas, naquele jeito meio desengonçado, mas também acho que precisa de algum tempo e de treino. Ou seja, na minha perspectiva, não era este o perfil do jogador a procurar. E é esta política de contratações descabida que tanto critico. O Benfica precisava de um médio esquerdo ao estilo do Guardado (o Corunha até desceu de divisão), precisava de jogadores já ambientados a processos semelhantes.

Existem carradas de bons jogadores, mas temos que saber comprar aqueles que vêm ajudar a equipa a ser ainda melhor, ou seja, aqueles que, através das suas características conseguem criar mais condições para que apareçam outros jogadores e para que o conjunto – parte mais importante do futebol – assim funcione como tal. É que, com o Nolito e Gaitán nas alas, depois não se venha dizer que o Cardozo não marca golos, ora.

Estilos diferentes, Nolito já para titular só faz sentido, caso estejamos a pensar alterar o sistema táctico para uma espécie de 4-3-3 ou 4-2-1-3, com extremos trocados e que façam diagonais para procurar o golo. Desta forma, já entenderia a saída do Cardozo, pois precisávamos de um avançado mais móvel, até porque os cruzamentos não iriam ocorrer com tanta frequência. Será esse o caso? Até agora, não me parece.

E não esquecer que precisamos da equipa a funcionar o quanto antes, que vamos perder alguns jogadores por causa da Copa América e que disputamos o acesso à Champions League.

Mas, uma vez mais, o Jesus precisará de tempo para colocar a máquina a trabalhar. Vamos esperar que depois não seja demasiado tarde, tal como aconteceu este ano, quando 19 vitórias consecutivas não foram suficientes para abanar um porto já campeão desde Setembro.

No entanto, quando estiver adaptado, pelo seu estilo e pelo seu instinto para o golo, também tenho a convicção que será menino para nos levantar muitas vezes do sofá/bancada/cadeira, para gritarmos golo, relembrando um pouco as fantásticas diagonais do Simão Sabrosa. Saudades.

Veredicto: Apesar de tudo e pela qualidade do jogador, aprovado.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Tempo de reflexão: Do presidente aos adeptos - Parte II

Tal como prometido na minha última publicação e após termos apurado o trabalho do senhor presidente Luís Filipe Vieira, avancemos então para uma reflexão sobre o Director Desportivo, que é só o meu grande ídolo de infância e de provavelmente mais de 60% dos leitores da minha geração.

Logo, confesso que tenho muitas dificuldades na escolha das palavras para avaliar o desempenho do Rui Costa. Mas apesar de gostar muito dele uma coisa eu tenho a certeza. Gosto mais do Benfica. E por um bem maior, é necessário que todas as responsabilidades sejam apuradas. Dito isto, pergunto: Que faz Rui Costa no Benfica? Protege o técnico e os jogadores? Blinda o balneário para o exterior? Controla os nossos jovens emprestados? Porque é que ouvimos o Rodrigo e o Yebda a se queixarem que não são acompanhados? Contrata jogadores? Bem, na sua primeira época de director teve influência directa no Aimar, no Reyes, Amorim e no Suazo, pelo menos. E na segunda também alguma terá tido no Saviola e no Javi Garcia, pelo menos.

Independentemente de alguns não terem demonstrado todo o seu valor como desejaríamos, eram todos bons e reputados jogadores. Mas já se percebeu que tem rédea curta no Benfica e já vem do ano passado. Que se passou para que o Rui Costa tenha sido colocado à parte para andar o presidente a tratar da pasta de futebol e respectivas contratações? Porque é que os nossos jogadores entram a perder no dragão enquanto o adversário na Luz entra como se estivesse a ganhar? Porque razão estas diferenças abismais de mentalidade, quando nós somos o Sport Lisboa e Benfica? Porque é que a estrutura não incute disciplina, uma cultura vencedora e ambiciosa?

Mas pior do que isto tudo, como é que admite que o presidente em várias entrevistas o menospreze dando a entender que este não manda nada, como é que aceita ser afastado desta forma mas por ali continua? Pouco mais tenho a reflectir sobre o Rui Costa, sendo que se apodera de mim uma grande frustração por estes comportamentos.

E com isto, passamos para o técnico principal. É conhecida a minha tendenciosidade para com Jorge Jesus. É um técnico que trouxe ideias e métodos novos, que trouxe mais ambição e um estilo bem mais atacante e que me conquistou logo de inicio. Futebol de ataque, bonito e com grandes exibições. Um ano de sonho, seguido de um ano frustrante e de pura desilusão.

Já muito escrevi sobre o Jesus (recordo aqui) mas pouco ou nada apurei as suas responsabilidades. E também as tem.

Comecemos pela táctica. Praticamente todos os treinadores têm uma táctica preferida. Mas a táctica do Jesus já provou ser bem sucedida o ano passado. O problema foi termos perdido jogadores muito importantes e não termos contratado aqueles que este pediu para substituir possíveis saídas de titulares, preferindo-se antes uma aposta em jovens para que o técnico os lapidasse, para crescerem. Mas quantas vezes o Jesus referiu em entrevistas que não achava ser uma boa ideia esta situação, que mais parecia que queriam que ele treinasse uma equipa de juniores? Um médio de equilíbrios no meio campo e um desequilibrador eram posições chave no seu sistema!

Só que, se o Jesus pegou em diamantes brutos como o Gaitán e o Salvio, e os conseguiu lapidar a médio prazo mas com prejuízos na tabela classificativa, já após as lesões de Amorim e até do Sálvio, não poderíamos querer que este pegasse em carvão e transforme em ouro. Existem muitos jogadores da nossa segunda linha que não estão ao nível do Benfica.

Mas mesmo assim, tivemos uma fase em que obtivemos 19 vitórias consecutivas!

Para mim, a principal responsabilidade é claramente directiva. Bastava que a estrutura fosse séria, contratasse bem e soubesse incutir nos jogadores outra responsabilidade e cultura. Como acontece lá para cima, onde o Fernando Santos foi penta campeão e o Jesualdo tricampeão. Cá ganharam zero. Só estes dois conseguiram oito títulos e nós temos um presidente com quase dez anos de Benfica e que conquistou apenas dois campeonatos. Meus amigos, já existem jovens que já viram o porto ganharem mais títulos internacionais que o Benfica o campeonato nacional.

Voltando ao Jesus, se por um lado, temos uma boa filosofia de jogo, ofensiva, ao contrário de muitos treinadores que tivemos e que jogavam na retranca, por outro lado, este tem que gerir melhor os jogos, saber gerir melhor os nossos jogadores, para não os arrebentar desnecessariamente. Gerir a vertente física é importante principalmente porque hoje em dia todos os clubes trabalham no máximo.

Também tem que melhorar a rotatividade da equipa. Todos os grandes clubes sabem gerir esta situação e não é passar do 8 para o 80 ou vice-versa. É errado quando se diz que os grandes clubes não rodam, pois, pelo que vejo, rodam, mas com qualidade e sem excessos. E para além dos índices físicos, também ele tem alguma culpa no aspecto mental dos jogadores.

Outra situação que me causa uma tremenda confusão são as nossas bolas paradas, quer as defensivas quer as ofensivas. A meu ver, o ano passado éramos fortes nas bolas paradas ofensivas mas este ano ficámos aquém das expectativas. Muitos cantos são mal cobrados e até vejo benjamins ou infantis do Benfica a cobrarem melhor. Não faz sentido jogadores profissionais do Benfica não conseguirem colocar a bola com mais força e na zona alvo.

Depois temos as bolas paradas defensivas. Bem, custa ver o número de golos que sofremos. A marcação à zona completamente arcaica, os defesas nem saltam, existem erros por todo o lado. Formam uma espécie de um “L”, vê-se que é estudado e trabalhado mas não funciona. É então mal estudado, é mal trabalhado, é preciso encontrar outra solução pois são visíveis as falhas.

De seguida temos a aposta no Roberto. Para muitos este foi o grande responsável pelo fracasso do Benfica mas eu acho isso um tanto abusivo e exagerado. É verdade que teve uma grande influência, isso é indesmentível. Mas até o Roberto estabilizou significativamente após o penalty frente ao Setúbal. Também ele teve grandes exibições na Liga Europa e contribuiu positivamente para a série de 19 vitórias consecutivas. Mas também é verdade que depois foi abaixo novamente, quando já parecia ter superado a sua fase negra.

Jesus terá tido alguma culpa por ter sido teimoso? Por não ter apostado no Júlio César ou no Moreira, dando alguma justiça e a possibilidade aos outros de lutarem pela titularidade, ao mesmo tempo que poupava e protegia o aspecto mental do Roberto? Talvez, compreendo esta perspectiva. Mas também não é menos verdade se disser que os outros dois guarda-redes não só apresentam os mesmos defeitos que o Roberto, como também são piores que este. E o Roberto parecia ter margem para evoluir e aprender, desde que melhorasse alguns aspectos menos bons no seu jogo. Mas isso assim não aconteceu. Daí que me leva a questionar o trabalho desenvolvido ao longo do ano do treinador de guarda-redes, pois tanto o Júlio César como o Roberto mantêm as mesmas lacunas de sempre nas saídas aos cruzamentos. E as bolas paradas defensivas, claro, ajudam à festa.

E, por ultimo, em termos tácticos. As nossas transições ofensivas não são más mas também não são tão sustentáveis como gostaríamos de ver. Principalmente a ganhar, o conjunto tem que saber controlar o jogo com bola, o Benfica tem que saber jogar de outra forma e aqui a teimosia do Jesus em dizer que só sabe jogar “prá frente”, chateia. Se não sabem, pois aprendam, mas é determinante e vital que hoje em dia se saiba gerir o resultado, o ritmo do jogo e a intensidade do mesmo. E depois, o problema fulcral, a falta de um médio de equilíbrios. Jesus bem inventou um César Peixoto mas este não foi solução. Mudando-se ou não a táctica, precisamos de um box-to-box, um médio interior ou um médio defensivo que saiba sair a jogar. Alguém que seja um auxiliar de Javi Garcia.

E esta situação foi bem visível nas nossas transições ataque-defesa, após a perca da bola. É ridículo não ver os elementos mais próximos a fecharem o espaço, a permitirem linhas de passe, mas ainda é mais ridículo ver uma defesa que antes, com o David jogava uns metros mais subida no terreno, em bloco alto, e hoje joga uns bons metros mais recuada e que depois o Javi, ao não ter alguém que o equilibre, acabe por se colar à defesa, abrindo um fosso aproximadamente de 30 metros no nosso meio campo. Esta situação só se tornou mesmo um problema com as lesões do Salvio e do Gaitán, pelo que penso que Jesus não permitirá que para o ano suceda novamente.

Apesar destes erros, mantenho a minha confiança no Jorge Jesus. Sei que também existe muita coisa boa para se falar e sei que realmente percebe de futebol como poucos. O Benfica tem uma forma de jogar boa, e que poderia ser facilmente melhorada, pois o mais difícil está feito.

Como disse em cima, se Jesus tiver diamantes, ele lapida. Não consegue é transformar carvão em ouro, como penso que o senhor presidente gostava de ver, ou seja, ir buscar jogadores em evolução e que dão comissão, para o Jesus ainda os vender melhor no futuro.

O Benfica neste momento parece uma espécie de clube criador de jogadores para revenda.

Citando um caro amigo, “o técnico tem que tentar engordar os pintos, para chegarem rapidamente a franguitos e serem despachados. Este está farto de dizer que foi uma das coisas que lhe pediram.”

E esta situação explica que se insista com o Kardec e outros, em detrimento de jogadores que, obviamente dariam muito mais rendimento, como o Nuno Gomes.

Na minha próxima publicação apurarei as responsabilidades dos nossos jogadores, através de uma análise individual.

domingo, 15 de maio de 2011

Tempo de reflexão: Do presidente aos adeptos - Parte I

Enfim, acabou. Após um 2009/10 fantástico, entrámos na temporada 2010/11 com as expectativas em alta. Se o primeiro ano com o Jesus ao leme tinha sido assim, como seria então o próximo? Ainda para mais, falava-se em grandes jogadores, em se recuperar a hegemonia do futebol português, seria certamente um ano arrasador. Mas não foi.

Não posso considerar esta a pior época de sempre quando já tivemos anos em que se chegava ao Natal a se pensar na temporada seguinte. Agora, derivado às expectativas que se foi alimentando ao longo da mesma e aos desastres ocorridos frente ao porto, então nesse caso, podemos apelidar esta época como uma das maiores desilusões de sempre.

Como disse Bagão Félix, é tempo de reflexão e de união. Por muita vontade que tenhamos em esquecer esta época, é preciso que a mesma sirva de exemplo. É preciso então uma reflexão aprofundada sobre todos os responsáveis: Presidente, Director Desportivo, Treinador, Jogadores e Adeptos.

Só depois é que nos podemos concentrar na próxima época. No entanto, para falar do Presidente Luís Filipe Vieira e até para ser mais justo, preciso de me basear em todos os seus mandatos. Poupem-me, por favor, as conversas de vieirista ou anti-vieirista. Eu simplesmente sou Benfiquista e, tal como todos os Benfiquistas, independentemente das opiniões que tenhamos, apenas quero o melhor para o nosso Clube. E como assim é, consigo ver aspectos conseguidos e não conseguidos.

Dito isto, o que me assusta na gestão do Luís Filipe Vieira:

- O número excessivo de jogadores vinculados ao Benfica. Assim de cabeça, são mais de 60 jogadores;

- Um, dois, três milhões, quando não são mais, gastos em jogadores que poderiam ser substituídos por jogadores formados no Benfica e que estão emprestados.

Não era passar do 8 para o 80. O ideal, na minha perspectiva, seria vinte e dois jogadores que garantissem qualidade e competitividade - dois por cada posição - sendo que três a quatro jogadores seriam preenchidos pelos tais jogadores formados no Benfica. Por exemplo, um por cada sector ou especificamente, um GR, um defesa, um médio e um avançado;

- O facto de, pela segunda vez, ter destruído e vendido um plantel com tudo para recuperar a hegemonia do futebol português;

E não só o fez por valores que considerei baixos (os adeptos do chelsea também concordam, pois dizem que os valores dados pelo fernando torres, deveriam ter sido arremetidos no David Luiz), como investiu montantes como nunca se fez, embora aqui sejam discutíveis os pontos de vista. Respeito e percebo diferentes perspectivas. Mas um clube que quer vencer títulos não pode vender o David Luiz a meio da época, não pode vender titulares e não ir buscar jogadores feitos, muitos deles prometidos ao treinador. Promessas, essas, que não foram cumpridas;

- O facto de não reduzir drasticamente o número de "reforços" em quantidade, para tentar comprar qualidade.

Se não forem grandes apostas, mais vale se apostar nos nossos (e não me refiro exclusivamente aos ex-jogadores das camadas jovens) pois para um Airton ser uma jovem promessa (e eu gosto muito do Airton), foi necessário existir um clube que primeiro tenha apostado nele. Eu não acredito que não exista um jogador da nossa formação ou emprestado que não tenha potencial para dar num jogador regular. Já nem falo num bom jogador;

- O facto de, aparentemente, ser o Vieira a tratar dos negócios. É praticamente unânime entre todos que este não percebe de futebol. E se assim é, porque razão é ele que faz os negócios, vai ao Brasil, a Londres, a Madrid... Ainda por cima, penso que o Rui Costa não o costuma acompanhar. Ora, como é possível agora ainda vir dizer que vai delegar menos, como se a culpa tivesse sido mais dos outros do que sua, como se este percebesse de futebol? Tem é que largar a pasta do futebol a quem de direito, a quem perceba;

- O facto de o passivo ter aumentado para mais de 400M, de este estar a caminho de ser o Presidente com mais anos ao serviço do Benfica e só termos conquistado uma taça de portugal, três taças da liga e dois campeonatos...Em quase nove anos! Sabem quantos troféus o porto conquistou nestes últimos dez anos? Se não tem existido êxito desportivo nem financeiro, como poderíamos estar satisfeitos? Quando o porto nos ultrapassar? Falta pouco;

- O facto de ter assumido erros em Dezembro mas em Janeiro voltar a fazer os mesmos erros, como não ir buscar um substituto para o Amorim (que era a alternativa ao Maxi e ao Salvio!), o facto de ir buscar jogadores de qualidade discutível e de se suspeitar que vieram por causa de favores/comissões (Fernandez);

Depois de tantos treinadores demitidos, de tantos jogadores que têm entrado e saído, dirigentes e alterações noutros cargos, apenas o Luís Filipe Vieira se mantém e não é responsabilizado ou julgado, acabando por apenas se focar as culpas nos jogadores e treinadores.


Pontos positivos na gestão do Presidente Luís Filipe Vieira:

- A aposta que existiu nas modalidades desportivas, contribuindo para a recuperação de muitas delas. Também tem o mérito de ter delegado estas responsabilidades a quem percebe. Só tenho pena que não o faça no futebol também. Mas assim sendo, não o posso culpar ou julgar pelos recentes insucessos. Nem faz sentido isso;

- O marketing, apesar de tudo, tem vindo a evoluir;

- O aumento do número de sócios e de cativos;

- A fundação Benfica;

- O CFC;

- A contratação do Jorge Jesus;

- O aval a alguns jogadores que são um orgulho em os ter no Benfica e que nunca me tinha passado pela cabeça, tais como Saviola, Aimar, Reyes e Miccoli. Mesmo o Karagounis me parecia na altura complicado de trazer e o Benfica conseguiu-o. Embora uma grande fatia do sucesso em alguns destes jogadores esteja no Rui Costa e no Veiga, a verdade é que o presidente era o Vieira, por isso também merece algum mérito, obviamente.


Na minha próxima publicação apurarei as responsabilidades dos outros intervenientes. Por um Benfica mais exigente.

terça-feira, 3 de maio de 2011

Como jogarias na segunda mão da Liga Europa?

Depois de mais uma jornada deprimente, num campeonato já há muito decidido e onde as forças estão concentradas na Liga Europa, decidi não só armar-me em treinador de bancada, como convidar alguns amigos a fazer o mesmo. A finalidade é ganhar mais motivação e ter diversas opiniões e diferentes perspectivas. Por isso, quantas mais lermos, melhor.

Começando por mim, se fosse eu a preparar a equipa para o Braga, o esquema táctico seria o seguinte:

A minha preferência pelo 4-2-3-1 tem uma razão de ser. O Benfica tem apresentado algumas lacunas na 4ta fase do seu jogo, ou seja, nas transições ataque defesa, após a perca da bola. Isto porque a equipa, na construção do seu jogo, não está a ter um crescimento sustentado e, quando tem perdido a bola, os jogadores mais perto da mesma não pressionam o adversário, permitindo que este inicie o contra ataque, normalmente através de um passe longo. O Javi, talvez por falta de apoio, tem encostado numa defesa mais recuada no terreno do que é costume, e tem havido um fosso de 30 metros, algo verdadeiramente inacreditável.

Outra situação são as bolas paradas, quer defensivas, quer ofensivas. É que, e debruçando-me nas bolas paradas defensivas, mais do que falar no Roberto, tenho que me relembrar que o Júlio César, o Luisão, o Airton, o Jardel, o Sidnei, enfim, que todos têm falhado. Ora quando o problema é geral, talvez signifique que o trabalho específico nestas situações, não está a ser o melhor.

E, principalmente por estas razões, acredito que a melhor solução, a curto prazo, passe por colocar uma unidade que nos resolva estes problemas rapidamente. Em cima do jogo, não existe tempo para trabalhar estas situações e a escolha recaí no Airton, precisamente pelas bolas paradas, por dar mais força ao meio campo, pelo facto de estarmos em vantagem na eliminatória, por vandinho não jogar e o meio campo deles ficar um pouco mais ofensivo e ganhar um especialista nas bolas paradas (hugo viana) e por causa do Saviola andar num mau momento de forma, podendo ser útil a sua entrada na partida.

Aqui ficam então outras opiniões:

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Phant (Chama Gloriosa)

Sistema de jogo: 4-2-3-1;

Equipa: Roberto; Maxi, Luisão, Jardel, Fábio; Javi, César; Gaitán, Martins, Saviola; Cardozo;

Texto opcional: "Eu mantinha a estratégia que o Benfica tem tido nos jogos fora na Europa, bloco médio com atitude bastante pressionante em 2ªfase. Jogava com o César ao lado do Javi, Martins na direita e Nico na esquerda, Saviola e Cardozo na frente, com o argentino a poder baixar de vez em quando fazendo uma espécie de 4x2x3x1. Bloco compacto, arriscar pouco em posse e aproveitar os ataques rápidos. Não precisamos de ir lá jogar à maluca, vamos esperar pela iniciativa do Braga. Não lhes ceder a posse, procurar antes racionalizar a recuperação a partir da 2ª fase e dependendo da situação também na 1ª condicionar sempre muito a posse do Braga."

Redeagle 7

Sistema de jogo: 4-4-2 losango;

Equipa: Júlio César; Maxi, Luisão, Jardel, Fábio; Javi, Peixoto, Martins, Nico; Jara, Cardozo;

Texto opcional: "Acho que temos que ter à frente do Javi dois jogadores que saibam ter a posse de bola. Martins e César penso que são ideais. Não os queria em linha com o Javi mas sim mesmo à sua frente. Outro motivo é porque são dois jogadores aguerridos, cada um à sua maneira, temos que fechar bem o meio campo e tentar anular o viana que faz boas aberturas nas costas dos defesas. Nico atrás dos dois avançados com o Jara muitas vezes a recuar para o lado do Nico e os dois poderem aparecer nas costas do Cardozo."

Saviolafication

Sistema de jogo: 4-4-2 clássico;

Equipa: Roberto; Maxi, Luisão, Jardel, Coentrão; Javi, Peixoto, Jara, Gaitán; Saviola, Cardozo;

Texto opcional: "Javi e Peixoto juntos no meio campo, Gaitan e Jara bem abertos nas alas, talvez jogasse com eles trocados para as diagonais. A alternativa era por o Martins em vez do Peixoto, passávamos a jogar com um 10 mas acho muito ofensivo só ficar o Javi a segurar o meio campo."

Becken

Sistema de jogo: 4-2-1-3;

Equipa: Júlio César; Maxi, Luisão, Jardel, Fábio; Javi, Airton, Martins; Gaitán, Jara, Cardozo;

Texto opcional: "Reforçar o meio campo com o Airton para dar corpo à equipa. É uma presença importante nas bolas paradas, é certeiro no passe e pode fechar bem o meio campo com o Javi. Importante nem que seja para compensar subidas dos laterais."

Sculpture

Sistema de jogo: 4-4-2 diamante;

Equipa: Moreira; Maxi, Luisão, Jardel, Coentrão; Gaitán, Javi, Martins, Peixoto; Jara, Cardozo;

Texto opcional: (Descobri que perguntar coisas ao Sculpture à 00.30 não é algo sensato xD).

Sammer

Sistema de jogo: 4-4-2 diamante;

Equipa: Roberto; Maxi, Luisão, Jardel, Fábio; Javi, César, Martins, Nico; Saviola; Cardozo;

Texto opcional: "Quarteto defensivo habitual. Poderia haver uma troca de Jardel por Sidnei, mas Jardel tem estado bem. No meio campo, Javi Garcia com o apoio de César Peixoto. Peixoto terá um papel importante, pois ajudará Javi a fechar espaços centrais e ajudará Fábio nas tarefas defensivas, permitindo uma compensação das subidas de Fábio. Depois, o lado direito e o nº10. Não tenho dúvidas que serão aqueles dois nomes, e que até poderiam trocar de posição, por Martins jogar melhor ao meio. Apenas coloquei o Carlos na direita porque defende mais que Gaitan, ajudará melhor o Maxi Pereira e é melhor recuperador que Gaitán. Poderá perder-se alguma profundidade, mas ganhar-se-à capacidade de recuperação. Quanto ao Gaitan, teria a tarefa de servir tanto Saviola como Cardozo, fazendo o papel de 10. Poderá também ir aparecendo na esquerda, fazendo, a espaços, Saviola o papel de 10. Seria algo que ia mudando com o decorrer do jogo. Cardozo, será importantíssimo na estrutura de ambas as equipas. Porque estica a equipa do Benfica e não permite subir as linhas defensivas do Braga."

Trainmaniac (Chama Gloriosa)

Sistema de jogo: 4-2-3-1;

Equipa: Júlio César; Maxi, Luisão, Jardel, Fábio; Airton, César; Martins, Nico; Saviola; Jara;

Texto opcional: "Nos pressupostos em que baseio o meu plano de jogo, consta a suspensão de Aimar para o jogo de Braga, e ainda a iminência de Javi Garcia, Maxi Pereira e Carlos Martins falharem a possível final caso vejam amarelo neste jogo. Acho que esta meia-final tem de ser jogada a pensar já na final em todos os aspectos, e portanto o risco dos dois jogos deve ser repartido entre o jogo das meias-finais e o jogo da final. Considero que não faz muito sentido ir jogar uma final com demasiados elementos indisponíveis, pelo que há que fazer o máximo, dentro dos limites da razoabilidade, para que isso não aconteça."

Joase

Sistema de jogo: 4-4-2 diamante;

Equipa: Roberto; Maxi, Luisão; Jardel, Fábio; Javi; Martins, Peixoto, Nico; Saviola, Cardozo;

Texto opcional: "Tenho pena de não ter Aimar senão jogava com Aimar no lugar de Gaitan. Numa meia-final, na minha opinião, jogava com quem tem mais experiência. Faz muita falta neste tipo de jogos. A táctica é a nossa forma de jogar. É impossível ser de outra forma."

Sirgor

Sistema de jogo: 4-4-2 diamante;

Equipa: Júlio César; Maxi, Luisão, Jardel, Coentrão; Javi, Gaitán, Peixoto, Martins; Saviola, Cardozo;

Texto opcional: "Trocava o GR, já que Roberto pode não ter a estabilidade psicológica para enfrentar um ambiente onde falhou da última vez. Júlio César parece-me ter uma mente mais forte, não tem o mesmo potencial, mas num ambiente complicado, apostava na sua estabilidade emocional. A táctica não mudava, não é que não ache que o Benfica ficaria melhor servido de outra forma, acho é que é muito arriscado mudar tudo num jogo tão importante. Acho mais prudente e seguro mantermo-nos fiel à nossa forma de jogar habitual.

Hesitei entre colocar Airton ao lado de Javi, e tirar Martins, jogando Gaitán a "10", mas achei que isso poderia ser dizer ao Braga "temos medo de vocês"."

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Como pudemos verificar, a verdade é que não podemos ter todos a mesma opinião. Ainda gostaria de ler mais perspectivas, por isso convido o leitor e restantes colegas do nosso blog, a deixarem também a sua, sendo que aquilo que realmente importa é que o Jesus acerte com a táctica. Ele lá saberá melhor que todos nós.

Rumo a Dublin, Benfica!

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Dos fracos não reza a história

É verdade que o porto está num bom momento de forma, como nós estivemos em Janeiro e em Fevereiro, numa altura que, curiosamente, eles não jogavam um crl e até foram empurrados com muitas arbitragens.

Agora, campeões e ainda por cima vencendo o Maior na taça, é claro que estão de peito feito e com a moral em alta. Por isso, não me espanta que estejam num bom momento, enquanto nós nos arrastamos no campo. Não somos só nós, adeptos, que estamos doridos. Muitos dos nossos Guerreiros também estão. Quer se queira, quer não, os índices de motivação são muito importantes e decisivos no desporto.

Só conheço uma forma de se mudar isto. É acreditar e unirmos a massa adepta. Acreditar nos nossos incondicionalmente para que realmente sintam mais confiança e mais vontade em vencer. Após o fantástico jogo na Luz, frente ao psv, Fábio Coentrão, quando confrontado com a pergunta relativamente à força e à velocidade que emprega durante os 90 minutos de todas as partidas que joga, disse: "Metade desta força devo-a aos adeptos do Benfica e agradeço-lhes por todo o apoio."

E união para que, neste momento difícil que estamos a passar devido às marcas deixadas pelos jogos frente ao porto, tenhamos também nós forças, para nos unirmos, tenhamos fé, para não abandonarmos o barco. Tal e qual como deveria ser no casamento, ou seja, nos bons e nos maus momentos, na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, até que a morte nos separe. Até porque isso de sofrer por antecipação não me cabe na cabeça.

Vamos ter pensamento positivo, vamos eliminar o braga e não temer o porto. E, numa final, tudo pode acontecer. Em muitas finais que já assisti, nem sempre as equipas em melhor momento venceram. Certamente que todos se recordam de finais onde apostaram na equipa que perdeu. Uma final é uma final e, se lá chegarmos como acredito que chegaremos, temos que a vencer. Está tão perto, falta tão pouco, só mais um esforço.

Sem medos, temos que ser nós adeptos os primeiros a mudar a atitude de receio frente ao porto. Como o ano passado disse um amigo meu, temos que "reagir como os grandes, e não chorar como os pequenos".

Em pequeno celebrei um compromisso com o Benfica. Eu não o abandono por nada. Demasiado fiel para deixar de acarditar, rumo a Dublin, ninguém nos irá parar e o último a rir é aquele que se ri melhor!

Ps. Aconselho a lerem este belo texto que me deixou de lágrimas nos olhos: http://veultras.blogspot.com/2011/04/carta.html

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Eu continuo a acarditar em Jesus!

Antes de mais, é importante para mim referir que aquilo que me move é o amor ao Benfica e não defender x ou y. Jesus, Vieira, Aimar, para mim, o que os distingue são as suas acções, os seus comportamentos e o que fazem em prol do Benfica. Critico ou elogio consoante a avaliação que faço do trabalho por eles realizado e não por casmurrices ou embirrações pessoais.

Posto isto, tenho lido, quer na blogosfera quer em fóruns do nosso Benfica, alguma descrença no Jesus. Já sabemos que, no futebol, rapidamente se passa de bestial a besta e vice-versa. Não é nada de novo, mas, mesmo assim, choca-me algumas insinuações que circulam, sobre o nosso técnico. Não escondo a ninguém que as derrotas com o porto me irão ficar marcadas para sempre e nem uma possível vitória na Liga Europa poderia servir para compensar tal dor, por muita felicidade que esta me possa, eventualmente, proporcionar. Mas também recordo que muitos diziam, antes da chegada de Jesus, que os problemas do Benfica eram estruturais e que nem o Mourinho nos salvava com esta direcção. No seu primeiro ano, Jesus colocou o Benfica a jogar como até então apenas tinha sonhado e, mesmo assim, o Benfica só conseguiu a conquista do campeonato, na última jornada, com uma temporada marcada de casos.

Já sabemos o que a casa gasta, já sabemos como os dirigentes do porto fazem as coisas funcionar, já sabemos que os nossos também compactuam com os valentins loureiros e os fernandos gomes desta vida e, assim sendo, consentem e contribuem para tais situações. Por isso, apenas me vou focar no trabalho do Jesus e em eliminar alguns mitos que se foram criando sobre o nosso treinador e que me parecem ser tremendamente injustos. Faço-o na pior altura, na pior fase de Jesus, de águia ao peito mas com a convicção que, a partir de agora, depois da tempestade, venha a bonança.

Mito 1 – Jesus joga sempre com o mesmo sistema táctico e não estuda os adversários.

Desde já, considero que se mistura estratégias, filosofias de jogo e sistemas tácticos, tudo no mesmo saco, o que me parece ser errado. Métodos ou filosofias de jogo, “o como jogar” na perspectiva de cada treinador é algo que deve ser definido no princípio e não deve ser alterado. E falo no tipo de pressão que se deve exercer, no tipo de passe, de marcação, enfim, as funções individuais que cada jogador deve ter bem incutidas, de acordo com as ideias do treinador e as próprias características dos mesmos. Bem diferente disto, são os sistemas tácticos e que podem ser alterados. No caso do Benfica, o sistema táctico base é o 4-1-3-2. Existem treinadores que optam por ter dois ou mais sistemas, isto é, o plano “B”. Já o nosso mister opta por mudar o sistema durante o próprio jogo, consoante o adversário, de acordo com a estratégia estudada e encontrada para se tentar explorar os pontos fracos dos opositores. Por exemplo, no inicio da temporada, o Benfica jogava, em vários momentos, num 4-4-1-1, sendo que o Saviola descaía para uma das alas (preferencialmente a esquerda) para tentar promover os desequilíbrios que os extremos não conseguiam dar, pois ainda estavam atrasados nas suas adaptações ao clube. Já vi o Benfica em 4-3-1-2, adiantando Aimar e tirando-lhe as tarefas de organizar o jogo, enquanto Gaitán e Salvio fechavam mais o meio campo. E já jogámos, várias vezes, em 4-2-3-1, com Airton/Peixoto/Martins ou mesmo o Aimar ao lado do Javi. Também já jogámos em 4-4-2 clássico, como aconteceu frente ao Lyon, em casa.

Quanto ao estudar os adversários e para quem leu o estudo que realizei ao psv, só pode mesmo se rir com tais afirmações. É, portanto falso, a meu ver, dizer-se que o Benfica de Jesus joga sempre com o mesmo sistema táctico ou que não estuda os adversários.

Mito 2 – O Jesus teve o plantel que quis e contratações.

Lembro-me bem de tentarem fazer passar esta ideia, quando a época começou logo a correr mal. Mas, azar do caraças, ainda me lembro melhor, até pelas expectativas que criei, das declarações e entrevistas dadas pelo Jorge Jesus. Quem se conseguir recordar da sua participação no Trio de Ataque, das entrevistas dadas aos jornais desportivos ou mesmo da entrevista do Presidente Luís Filipe Vieira à Benfica TV, prometendo um substituto para o Ramires em dois dias, facilmente descobre que é mentira que Jesus tenha tido o plantel que quis. Aqui fica um auxiliar de memória.:

23 de Maio 2010: "...Desde que cheguei ao Benfica todas as contratações que temos feito é aposta em jovens, miúdos entre os 20/22 anos… Mas já disse ao presidente que temos de ter atenção: Parece que estamos a contratar uma equipa de juniores. É um risco, apostar em jogadores que ainda não se afirmaram, que têm valor, mas que só os mais atrevidos é que os ao buscar, porque há sempre a dúvida sobre se depois rendem ou não. Mas o Benfica tem de começar a contratar jogadores como fez na época passada com o Saviola e o Javi García..."

http://benfica73.blogs.sapo.pt/68570.html

Foram prometidos jogadores feitos para se substituírem titulares que pudessem vir a sair por propostas irrecusáveis. Jogadores já com provas dadas na Europa mas que eventualmente estivessem a passar por uma má fase, o que facilitaria a aquisição dos mesmos, como os exemplos de Reyes, Suazo, Miccoli, Aimar, Saviola. Por isso Jesus deixou sair Yebda, Urreta pois, provavelmente, contaria com as promessas do nosso presidente, ficando à espera do substituto do Ramires e do Di Maria... que não apareceram.

O ano passado o Benfica tinha Ramires e Rúben Amorim para o flanco direito, jogadores que equilibravam a equipa e ficou esta época toda só com Salvio, sendo que, em Janeiro e após nova lesão do Amorim, tivemos oportunidade de rectificar e fomos buscar um "extremo" esquerdo, chamado Fernández.

Mito 3 – Jorge Jesus inventa muito.

Todos os treinadores inventam, percebam isso, por favor. Inventar faz parte desta profissão. Mas o que considero ser mais engraçado, é pedir-se para o Jesus não inventar e depois falar-se em Coentrão a defesa esquerdo, Amorim na direita, Aimar ou Peixoto ao lado do Javi. Ora, isso são tudo invenções do Jesus, mas como o pessoal gostou, já as considera normais. Inventar, principalmente quando não temos Amorim e Salvio, quando temos tido tantas lesões, é comum e legítimo. Foi perfeitamente compreensível colocar-se o Jara na ala, porque nenhum outro conseguiria dar a mesma profundidade e velocidade, à excepção de Coentrão.

É, então, importante que se compreenda que um treinador é obrigado a inventar sempre que não dispõe de alternativas válidas.

Mito 4 – Forma física dos jogadores.

Se existe coisa que me parece ser controlada no Benfica, é a forma física dos jogadores. Porquê? Porque o Benfica dispõe do LORD, que nos garante dados precisos e preciosos. Aceito e concordo com as críticas da rotatividade, pois também a mim me parecem um tanto exageradas e de 8 ou 80, mas a verdade é que quando os índices de motivação se encontram elevados, os jogadores superam as dores, pois sabem que falta pouco para se triunfar. Mas ao contrário, é o psicológico a dar cabo dos índices físicos. Já o disse várias vezes e cada vez mais penso assim. Em alguns casos é preferível um jogador menos dotado tecnicamente mas que seja inabalável em termos de confiança, do que muitos dos jogadores talentosos, mas que depois são muito instáveis em termos psicológicos. A equipa não está de rastos fisicamente mas sim mentalmente.

Mito 5 – Jesus a fazer panelinha para ir para o porto.

Não o vou comentar. Simplesmente porque tenho vergonha na cara e não sou ingrato. Jesus teve oportunidades para ir lá parar. Não foi, independentemente de a história não ser um conto de fadas, está cá e nem me passa pela cabeça acreditar em tais cenários ridículos. Jesus pode não ser do Benfica mas adora vencer e é um excelente profissional. Isso basta-me.

Enfim, já vai longo o texto, havia mais a dizer mas resumo a isto. Demorámos 20 anos para acertar em dois treinadores: Trapattoni e Jorge Jesus. Correr com este, como fizemos com o Trapattoni, para se ir buscar um Koeman, Quique Flores ou alguém semelhante, não me parece ser o caminho certo. Principalmente porque o principal problema é não termos uma estrutura forte, principalmente quando o grande culpado delega as culpas nos outros e tapa o sol com a peneira aos sócios, com novos ciclos, novas promessas, novos jogadores, treinadores. Quando esse é o culpado pelos erros cometidos e por não ter delegado a pasta do futebol a quem de direito. Eu não tenho palas nos olhos, gosto de argumentar e nunca tive problemas em dar a mão à palmatória. Já inúmeras vezes o fiz, dentro e fora deste mundo virtual, já assumi erros, relembrei erros por mim ditos ou cometidos, sem que me tenha caído alguma coisa.

Nunca fui o senhor da razão e, se defendo o Jesus com unhas e dentes, é por acreditar que este é o melhor para o Benfica. Já o fiz no passado com o Vieira, por exemplo e souberam-me provar e explicar o porquê de estar errado. Sou uma pessoa fácil de relacionar e de conversar, por várias razões: Não acredito em verdades absolutas, gosto de ouvir, gosto de argumentar e desenvolver os temas, procurando ter informação e conhecimentos para me basear nas minhas convicções e não só porque sim. Gosto muito de pensar pela minha própria cabeça e não sou facilmente influenciável. E, de inicio, gosto de tratar todos por igual.

Isto tudo para pedir ao caro leitor que faça o seu julgamento à vontade, mas que não crie juízos de valor sobre a minha pessoa. Se quero o sucesso de Jesus, é por acreditar que, com ele, o Benfica também terá o sucesso que merece. E pode começar com a conquista de um título europeu. Mas, para isso, é preciso vencer já amanhã. Não existe outro caminho e dos fracos não reza a história.

Vamos Benfica, eu Acardito!

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Procura-se:

Gestor conceituado para exercer funções de Presidente no Sport Lisboa e Benfica.


Descrição do perfil:

  • Transformar os objectivos em resultados;
  • Ter conhecimento do negócio uma vez que é vital para o desempenho de qualquer actividade de gestão;
  • Ter perfeita consciência do seu papel dentro da organização, e quais as actividades que lhe estão adstritas;
  • Deve exercer um poder dentro da organização, de modo a impulsionar todo o sistema na direcção e com um sentido definido para concretização da missão e dos objectivos;
  • Deve desempenhar dentro da organização actividades como organizar, direccionar, comunicar, controlar, liderar e prever, ou até operacionalizar.
Requisitos:

  • Experiência no cargo (preferencialmente);
  • Conhecimentos avançados do funcionamento do “sistema” em portugal;
  • Benfiquista;
  • Corajoso;
  • Capacidade de iniciativa e autonomia;
  • Ambicioso;
  • Homem de valores, sincero e determinado.

Vencimento:

  • NÃO REMUNERADO. (entenda-se: sem comissões).

Local:

  • Av. General Norton De Matos 1500, Lisboa.

Entrada:

  • Imediata.

Envie a sua candidatura para vieira@obenficaprecisamosdeoutro.com.