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sexta-feira, 15 de abril de 2011

Fez-se História 17 anos depois

Quase duas décadas depois, o Benfica volta a marcar presença numa meia-final europeia. Foi tempo demais, foram demasiadas amarguras, foi um clube à beira da falência, foram épocas sem pisar solo europeu, foram os sete de Vigo. Foi. Passado. Hoje estamos de volta ao lugar de onde nunca deveríamos ter saído. Mas a história poderia ter sido bem diferente. Enquanto toda a gente festeja a passagem às meias-finais (e ainda bem que o fazem), eu continuo preocupado com a falta de maturidade europeia. A primeira meia hora é o espelho da minha preocupação. Erros, erros e mais erros na abordagem ao jogo permitiram que o PSV se adiantasse no jogo e recuperasse a ilusão de poder passar. Inacreditável. E o problema é que esta situação, nos jogos fora, não é excepção mas sim regra. Felizmente o desfecho acabou por ser positivo para as nossas cores, com Luisão em destaque graças a mais um golo decisivo (já perdi a conta aos golos importantes do zagueirão) e com um grande jogo de um Ramires chamado... Peixoto.

Por muito que se queira elogiar Jesus, e temos muito por onde elogiar, há pechas graves no nosso treinador e que dificilmente as corrigirá, fruto da sua mentalidade. O que é bom em termos nacionais acaba por nos ser fatal em termos internacionais: a pressão alta, as linhas avançadas, tudo isso é óptimo para jogar em Portugal contra adversários lentos, previsíveis e que não conseguem trocar a bola entre si durante quinze segundos. Na Europa, face a equipas táctica e tecnicamente muito evoluídas, é impossível manter este ritmo de jogo avassalador que não deixa os adversários respirar e que os mantém lá atrás fechadinhos. Há que saber gerir os vários momentos de jogo. É preciso entender quando é preciso carregar, quando devemos segurar jogo no meio-campo adversário e quando se deve defender em bloco e partir para o contra-ataque. O nosso Benfica não sabe jogar assim.

São factos. E a forma suicida como o Benfica entrou em campo é o melhor exemplo do que digo. Bloco alto, ataque constante e em dois contra-ataques dois golos. No primeiro, Lens corre 40 metros sem nenhum adversário pela frente, mostrando que a defesa subida, na Europa, sobretudo com centrais lentos e sem compensação quando um lateral falha, não resulta. No segundo, após uma perda de bola a meio-campo, mais um golo sofrido, provando que o Benfica não consegue segurar a bola sem ser quando ataca à maluca. Meia hora que, fruto de uma abordagem patética de Jorge Jesus, poderia ter colocado o Benfica atrás do PSV na eliminatória. Felizmente há Luisão, o homem dos golos decisivos, que uma vez mais deu um balão de oxigénio ao Benfica, que acabou por marcar um golo merecido mas caído do céu aos trambolhões quando já passavam 3 minutos sobre a hora.

Na segunda parte apareceu o Benfica adulto. O Benfica mais cauteloso, mais calculista, mais pragmático, mais italiano. Saber gerir e controlar o jogo foram as chaves do sucesso. E muito do sucesso do Benfica passou por conseguir gerir a posse de bola quando estava no ataque, graças ao patinho feio, ao mal amado da equipa, César Peixoto, que desafiou todas as leis da física e ganhou em força e em velocidade à defensiva holandesa, sendo atropelado e ganhando um penalty decisivo que sentenciou a eliminatória. Da marca dos 11 metros, Cardozo não perdoou. Até final foi apenas necessário fazer aquilo que não soubemos fazer (e que precisávamos) desde início: controlar sem perder noção do espaço na defesa. Tão simples e tão difícil.

Pena o infortúnio que foi a lesão de Salvio, que muito provavelmente o afastará dos relvados até meados de Maio. Dificilmente poderá voltar a jogar de águia ao peito, a não ser que haja uma recuperação milagrosa. Veremos...

Agora segue-se Braga, o Braga dos cânticos insultuosos, das bolas de golfe, das agressões, das simulações, dos choradinhos, etc. Com árbitros estrangeiros, outro galo cantará. Espero sinceramente que aquela gente asquerosa seja esmagada pelo Benfica. Primeiro os leitoezinhos, depois... os porcalhões.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Ainda não estamos nas meias da Liga Europa

Hapoel Tel-aviv 3-0 Benfica (2010/2011)
Liverpool 4-1 Benfica (2009/2010)
Olympiakos 5-1 Benfica (2008/2009)
Celtic 3-0 Benfica (2006/2007)
Stuttgart 3-0 Benfica (2004/2005)
Anderlecht 3-0 Benfica (2004/2005)

Estes são os resultados conseguidos pelo Benfica desde o regresso às provas europeias e que nos impossibilitam a passagem às meias-finais da Liga Europa. Numa prova europeia, num dia mau, é isto que pode acontecer. Estamos com pé e meio nas meias-finais da Liga Europa, mas ainda não estamos verdadeiramente lá. Face ao que já vi, perder por 3-0 em Eindhoven pode ser uma realidade.

Por isso, os jogadores "não podem contar com o ovo no cú da galinha". Há que entrar em campo com seriedade e atitude vencedora, mas com as devidas cautelas de quem não precisa de correr atrás de um resultado fabuloso. Calculismo e pragmatismo acima de tudo. Como em Alvalade, em Stuttgart e no Dragão. Assim será mais fácil.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Tão perto

Dezassete anos depois, o Benfica está com pé e meio numas meias-finais europeias. Com todas as "peripécias" que esta época nos tem presenteado, nunca pensei que o Benfica, com todas as condicionantes, pudesse chegar tão longe na Europa. Mas estamos quase, quase lá.

Pela primeira vez na fase a eliminar, o Benfica não deu os primeiros 45 minutos de avanço na Luz como fizera contra o Stuttgart e PSG. A diferença foi notória. Apesar de bem organizado defensivamente, o PSV não conseguiu travar as investidas do Benfica, que soube esperar e gerir o jogo quando as linhas holandesas estavam mais fechadas e carregar sobre o adversário quando sentia que o PSV poderia ceder. Vitória da força, da qualidade e da inteligência.

A entrada forte em campo sugeriu que, impulsionados por 60.000 adeptos, o Benfica poderia partir para um grande jogo. Desde cedo que Saviola se mostrou com uma confiança ainda não vista esta época, que lhe permitiu arrancar a melhor exibição da temporada. O Conejo, sempre muito interventivo, atirou uma bola ao poste logo nos minutos iniciais e apareceu ora à esquerda ora à direita com muito mais velocidade que o habitual, a desbaratar a defesa holandesa. Não foi Saviola a marcar (o primeiro), mas sim o seu amigo Aimar, após jogada de entendimento entre Coentrão e Gaitán, com o camisola "10" a finalizar após falhanço de Cardozo, num remate a passar entre as pernas de dois adversários. Isto sim é o túnel da Luz. Salvio ampliou a contagem pouco antes do intervalo num golo de classe (toque de calcanhar) após mais uma investida de Fábio Coentrão. 2-0 ao intervalo era mais que justo para aquilo que o Benfica tinha feito e para o que o PSV não tinha feito.

No segundo tempo mais do mesmo, o Benfica voltou a entrar forte e cedo ampliou a vantagem em mais um lance de génio de Salvio, que rompeu a permeável defesa holandesa e bateu Isaksson sem hipótese de defesa para o sueco. Com 3-0 no marcador no início do segundo tempo, voltaram a surgir os fantasmas de Lyon. Conseguiria o Benfica manter o ritmo alto ou gerir o jogo em vez de quebrar e ceder física e mentalmente? A verdade é que não foi por quebra do Benfica mas sim por mérito do PSV, nomeadamente pelo seu médio defensivo Hutchinson, um verdadeiro poço de força e de qualidade, que começámos a sentir mais dificuldades. Primeiro foi Berg a isolar-se mas a ver Luisão tirar-lhe o pão da boca naquela que foi, provavelmente, a melhor defesa da noite, depois foi Coentrão in extremis a fazer o mesmo que o capitão de equipa e por fim foi a sorte a proteger as nossas redes num pontapé de bicicleta falhado por Lens. Com o crescimento do PSV, Jesus mexeu na equipa e tentou ganhar mais consistência no meio-campo, colocando Peixoto, e mais velocidade para poder sair no contra ataque ao colocar Jara no lugar de Gaitán. Mas os planos saíram logo furados. No mesmo minuto, Fred Rutten colocou em campo o jogador que, um minuto depois, devolveria o PSV ao jogo e à eliminatória, em mais um lance em que Roberto é mal batido. Os assobios voltaram, a intranquilidade regressou. Felizmente, para terminar o jogo na perfeição, já com Felipe Menezes em campo, Maxi Pereira (que jogo!) fez mais um pico de velocidade, aos 94 minutos, e serviu Saviola que fez a rotação e marcou um golo merecidíssimo. 4-1, excelente resultado, estamos com pé e meio nas meias.

Há toda uma geração de jovens benfiquistas que está a viver, pela primeira vez, este momento de uma meia-final europeia, que apesar de ainda não ser uma realidade, dificilmente escapará. Numa altura de domínio interno quase total do FC Porto, que se estende desde meados dos anos 90 até hoje, e depois de esses mesmos jovens terem assistido às vitórias do Porto na UEFA e na Champions, à final perdida pelo Sporting em Alvalade e até mesmo à chega do Boavista às meias de uma UEFA, chega agora a vez de o Benfica lá. Sinto que se está a fazer história. E sinto que poderemos fazer parte dessa mesma história. Com o nosso nome gravado a letras de ouro.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Esgotados

Fui um dos muitos benfiquistas que se dirigiram às bilheteiras do Estádio da Luz, agora localizadas na Megastore, para tentar adquirir mais uns bilhetes para dar a amigos para que pudessem ir à Luz apoiar o Benfica neste momento que tem tanto de importante como de difícil. Cheguei às 13h40, mais coisa menos coisa, com a fila a atingir o início da rampa das "antigas" bilheteiras, e perto das 14h00 chega a informação de que já não havia bilhetes. Nem um para amostra.

Isto leva-me a pensar no seguinte: há uma grande fome de bola e uma grande paixão e benfiquismo entre nós, mas nem toda a gente pode (neste momento a palavra "pode" é adequada) comprar os bilhetes. E se formos a ver, os preços para este jogo estavam muito longe de serem acessíveis. Penso que é importante rever esta situação. Com a actual situação económica, colocar bilhetes para não-sócios ao preço a que estes estavam, é um abuso para a grande maioria dos portugueses, nomeadamente aqueles que vão para o estádio apoiar o Benfica em vez de comer croquetes. Por outro lado, toda esta histeria a que assisti parece-me, no mínimo, excessiva. Com tanta vontade de ir à Luz, não era mesmo possível comprar o bilhetinho? Sinceramente, não acredito que toda a gente que ali estava estivesse assim tão desesperada ao ponto de querer ir ao jogo e não poder mesmo comprar o bilhete.

A direcção e o departamento de marketing tomaram uma decisão arriscada. Obviamente que todos queremos ver o estádio cheio e isso é o mais importante, sendo que eu acredito que, com maior apoio na Luz, as nossas possibilidades em singrar nesta prova aumentam exponencialmente. Por outro lado, a posição de desagrado do sócio que paga as quotas, que compra o Red Pass e que dá 20€ para ir ao jogo com os holandeses tem de ser compreendida uma vez que alguns não-sócios que só se interessam pelo Benfica uma vez por ano (geralmente quando ganhamos) acabam por ir ver uns quartos-de-final de uma prova europeia à borla. E a candonga andará aí em força, à semelhança do que aconteceu no ano passado com o Liverpool, quando os bilhetes eram de acompanhante e não de sócio. Por isso, em vez dos esperados 65 mil bilhetes, não acredito que tenhamos mais de 57 mil adeptos na Luz. Além disso, não foram 10, 100 ou 1000 bilhetes disponibilizados. É melhor nem dizer quantos foram senão ainda vos dá um ataquezinho desse lado do computador.

P.S. Tanto se tem criticado o Braga pelas "borlas" que dá aos seus adeptos e agora isto...

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Estudo e Análise ao adversário PSV Eindhoven

Organização Ofensiva:

Equipa organizada em 4x2x3x1. Esquema consistente e com bons resultados no capitulo da finalização. Motivação abalada após terem perdido o primeiro lugar na penúltima jornada do campeonato, na derrota com o Twente. Equipa com alguma vocação ofensiva, gosta de ter a bola e pressiona o adversário quando não a tem em seu poder. A construção de jogo é normalmente lenta, mecânica e organizada, sobressaindo o passe curto. O jogador alvo é o médio ofensivo esquerdo, Dzsudzsák, sendo este o grande impulsionador do jogo do PSV Eindhoven.

A construção de jogo curto tem o 1º passe para os centrais. Marcelo é mais vulnerável sob pressão que o Bouma, isto porque tenta o passe longo e com pouco sucesso. A construção de jogo por parte de Bouma é uma ameaça, seja através do passe curto, seja através do longo. As segundas bolas são muito agressivas com o Engelaar e Hutchinson a reagirem rapidamente e a organizarem o jogo.

Da 2ª para a 3ª fase, há um padrão na construção do jogo. Normalmente optam pelo passe curto e pelo jogo directo. Os centrais gostam de circular a bola com o lateral mais perto ou, preferencialmente, com os médios centro. Os laterais são competentes no plano defensivo e um bom auxílio nos movimentos atacantes. Se o espaço for apertado, os defesas vão circulando a bola em busca de uma oportunidade, sendo que a finalidade é procurar espaços nas alas (principalmente na esquerda). É importante retirar profundidade ao Bouma.

Apesar da natureza do sistema de jogo, os médios centro procuram, por vezes, penetrações laterais a fim de se abrirem espaços ou para se efectuarem algumas triangulações. Engelaar é excelente nisso. Hutchinson é o elemento mais defensivo do meio campo e tem uma boa leitura do jogo.

Toivonen, apesar de tentar o último passe várias vezes, não é um organizador de jogo. É antes um segundo avançado, forte e que procura o remate sempre que tem oportunidade.

Dzsudzsák é o principal desequilibrador da equipa, muito forte no um para um, principalmente quando embalado. É o elemento mais rematador, embora também seja muito activo a assistir os colegas. É imprevisível, tanto pode ir à linha como procurar por diagonais. Do outro lado, o Lens, faz da velocidade a sua principal arma. No entanto, normalmente provoca menos desequilíbrios e joga mais em esforço que o Dzsudzsák.

Berg tem bons índices de velocidade e agressividade. Porém, não é um homem golo, dos que aparece sempre no sítio certo. É mais um avançado esforçado e que procura por espaços. Não faz do jogo de cabeça uma arma a ter em atenção. Sempre que surge uma oportunidade, remata à baliza.

Transição Ofensiva:

Mudança de atitude rápida e agressiva. As movimentações de Dzsudzsák são um perigo constante e está sempre a ser seguido pelos colegas de equipa. Embora premeiem uma construção de jogo lenta e segura, se lhes for dado espaço para tal, também o fazem realizando transições directas e rápidas como aconteceu no golo frente ao Rangers e que lhes deu a vitória (Pieters- Dzsudzsák- Lens).

Boa dinâmica colectiva. Avançam com segurança e sempre com apoios. Particularmente o central que vem detrás, que sobe para colocar a bola nos espaços (Engelaar dobra o Bouma várias vezes). São organizados mas falta imprevisibilidade e criatividade (a excepção é Dzsudzsák).

Na defesa, cometem erros e podem acusar a pressão desde que esta seja bem realizada.

Transições do Guarda-Redes. Passe longo imediato para as alas ou costas. Passe curto para os centrais ou alas. Passe longo não é uma ameaça directa.

Organização Defensiva:

Equipa organizada como um bloco alto. No entanto e apesar de alguma vocação ofensiva, não é fácil apanhá-los em desvantagem numérica uma vez que, quando perdem a bola, os elementos centrais do meio campo estão regularmente bem posicionados e fazem as devidas compensações. A equipa mistura agressividade com passividade, dependendo do opositor. Por vezes dão a iniciativa de jogo e, quando têm o mesmo controlado, mudam de atitude, acabando por exercer pressão apenas a meio campo e não a campo inteiro.

Marcelo é o central mais posicional enquanto Bouma joga na antecipação. A equipa condecora a marcação à zona, embora também façam marcações homem a homem. As bolas aéreas são praticamente sempre ganhas por Engelaar. Defesa consistente.

Será importante que a nossa equipa pressione bem o Engelaar e o Bouma, jogue com os sectores próximos a fim de ganhar as segundas bolas. A construção de jogo longo não é um recurso a se ter em conta. Devemos antes usar o drible, a imprevisibilidade e a explosão nas mudanças de direcção, pois o PSV é uma equipa muito mecânica e são um pouco lentos a reagir.

Transição Defensiva – Após perder a posse da bola:

No jogo frente ao Rangers, Tamata demonstrou algumas dificuldades em recuperar a posição. No entanto, o titular é o Manolev e tanto este como o Pieters têm uma boa transição defensiva e energia para recuperar ou para fechar no meio.

Embora estes tenham presença no ataque e tendo em conta o equilíbrio dado pelos médios centro, as bolas devem ser preferencialmente colocadas nas alas, procurando aproveitar os espaços deixados. Manolev sobe mais que o Pieters. A largura da equipa é normal e a defesa é em linha, apesar do Bouma e do Marcelo darem cobertura várias vezes, através de bons timings e de julgamentos válidos. Não tentam muitas vezes explorar o fora de jogo na equipa adversária.

Bolas Paradas:

Não querendo ser tão minucioso no 5to elemento do jogo, as movimentações ofensivas são batidas, geralmente, por Dzsudzsák. Na vertente defensiva, Engelaar é o elemento mais forte e aquele que mais vezes se antecipa nos lances aéreos.

Observações:

Bouma saiu lesionado frente ao Twente e Toivonen está em dúvida. Se o primeiro joga quase de certeza, Toivonen caso não jogue, deve dar lugar a Bakkal.


Para a realização deste relatório bem como a pesquisa e a análise do PSV Eindhoven, tive a colaboração do Phant, bloguer da Chama Gloriosa, com quem trabalhei nestes últimos dias e com quem tenho tido o privilégio de aprender bastante sobre este desporto que tanto gostamos.

Fica aqui o link do seu relatório e os meus agradecimentos especiais ao mesmo: http://chamagloriosa.blogspot.com/2011/04/estudo-do-adversario-psv-eindhoven.html

sexta-feira, 18 de março de 2011

Desta vez será diferente

Em 1988, depois de uma final dominada pelo PSV Eindhoven de Guus Hiddink, o Benfica conseguiu levar a decisão para as grandes penalidades. Finda a série de cinco grandes penalidades sem qualquer falha deles ou nossa, nenhum jogador do Benfica foi capaz de tomar a responsabilidade de dizer, "eu marco o penalty" na morte súbita. Como capitão, António Veloso deu o passo em frente mas permitiu a defesa de Van Breukelen. O Benfica perdia assim a possibilidade de conquistar a terceira Taça dos Campeões Europeus.

Desta vez será diferente. Passados 23 anos da fatídica final de Stuttgart, o Benfica reencontra os holandeses numa altura em que tudo mudou no futebol europeu. O Benfica perdeu o estatuto europeu que havia reconquistado no final da década de 80 e o próprio PSV nunca mais voltou a jogar numa final europeia, sem, no entanto, ter perdido grande estatuto, apesar de o futebol holandês já não conseguir prender nos seus clubes os grandes craques formados no país.

Tivemos alguma sorte no sorteio. Villarreal e Porto, adversários mais complicados na minha opinião, ficaram do outro lado do quadro. Nas meias defrontaremos o vencedor do Dynamo Kyiv - Sporting de Braga. A final está à vista. "Só" temos de preparar os jogos com competência e ser mais forte que os adversários. É difícil, mas possível. Eu acredito. Rumo a Dublin!

segunda-feira, 8 de maio de 2006

Obrigado PSV !

Game Over para Koeman.
O Holandês acaba de anunciar em conferência de impresa que vai deixar o clube, rumo ao PSV Eindhoven, bem como a restante equipa técnica holandesa.

Saiu com dignidade, excedendo-se em elogios ao Benfica nas suas últimas palavras enquanto treinador do clube. A equipa do eternoBenfica deseja-lhe as maiores felicidades para o futuro.