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sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Vamos ajudar Vieira

Uma Assembleia Geral com 700 sócios nunca será representativa da realidade do Benfica. De um universo de mais de 250 mil associados, a presença de apenas 0,3% é o reflexo de um dos maiores e mais difíceis presentes envenenados que foi entregue aos benfiquistas pelo senhor Luís Filipe Vieira: a falta de militância. É um presente [para quem preside] porque, geralmente, a minoria que participa numa AG fá-lo com o intuito de passar todas as propostas da Direcção independentemente do seu conteúdo, mas envenenado porque fere de morte a credibilidade de qualquer acto deste género, uma vez que a amostra de sócios está longe de ser representativa. Ainda assim, e apesar de 700 sócios serem muito poucos quando comparados com a mole humana que se deslocava às AG's de há 15 anos, a melhoria é significativa quando comparada com as 100 e 200 pessoas que marcavam presença nas Assembleias de há um e dois anos. Curioso é que haja gente na internet (Gomes da Silva, serão só meia dúzia?) preocupada e obcecada com o facto de as 700 pessoas não transmitirem a vontade real dos sócios do SLB. Estavam essas mesmas pessoas preocupadas com as AG's que levavam 100 pessoas? Ou com os actos eleitorais a que não compareciam mais de 15 mil sócios? Nunca os ouvi falar de tal coisa.

Apesar de, ao contrário do que por aí circula, os sócios dos 50 votos terem constituído de longe, mas de muito longe, a maior fatia de votantes (e consequentemente de votos) que a falange favorável à validação do R&C teve, o "Não" venceu esmagadoramente fruto não só fruto dos 50 votos exibidos (uma percentagem muito reduzida face aos votos totais do "Não", especialmente quando comparados com os 50's do "Sim"), mas sobretudo graças aos 20's e aos 5's exibidos. Seria interessante que a direcção do Benfica divulgasse o número total de votos que cada grupo de sócios deu às opções referendadas na AG (lá está, transparência, parece que não convém a muito boa gente neste clube). Se assim fosse, não tenho a mais pequena dúvida que se provaria que pelo menos 80% dos votantes estiveram contra a aprovação do R&C.

E para além da direcção e da mesa da AG, deve haver mais gente a tirar ilações: a começar em três indivíduos considerados oposicionistas à actual direcção: Rui Rangel, Fernando Tavares e Bruno Carvalho. Os dois primeiros apareceram juntos com uma entourage de mais sete ou oito pessoas mas não pediram a palavra. O facto de terem estado presentes é positivo e é de realçar, mas não se devem ficar por aqui. Apesar de terem tanta obrigação de se candidatarem como qualquer outro sócio, neste momento, a questão que se coloca é outra. Nos dias que o nosso clube vive, é precisamente o Benfica quem chama por eles. O chumbo das contas verificado ontem não é fruto de uma leitura económica por parte dos sócios, mas sim uma cartão alaranjado à actual Direcção do Benfica. E, num momento em que o Benfica precisa de Rangel e Tavares mais do que nunca, eles os dois deveriam saber tirar a leitura correcta do que se passou na AG: as pessoas estão fartas de Vieira, estão fartas do Vieirismo e querem mudar para melhor. Neste momento, não tenho a mais pequena dúvida que uma candidatura em que figurassem na proa pessoas como Rangel e Tavares apoiadas por gente reconhecidamente de bem e que se demarcasse de certos apoios demagógicos, sairia vencedora das eleições de 26 de Outubro. Com eles poderia estar Bagão Félix, benfiquista de carácter inquestionável e capaz de dirigir com seriedade o clube, mas que faltou inexplicavelmente à chamada, como outros. 
Quem também esteve presente foi Bruno Carvalho, presidente do Grupo da Luz, que certamente percebeu que há formas e maneiras de fazer oposição e que o que tem feito não é, nem de perto nem de longe, o correcto, estando a milhas do que deve ser o caminho a seguir. Foi fortemente vaiado quando se dirigiu ao púlpito e precisou de segurança privada para estar na Luz (infelizmente é esta a realidade). Aprecio a tenacidade com que vai à luta. O homem leva bofetadas de todos os lados, cai invariavelmente com a cabeça na lama e volta a pôr-se de pé para levar mais uma quantas. "Então por que motivo é que não gostas dele?" - perguntarão alguns benfiquistas. Pelo simples facto de além da tenacidade, não haver ali mais nada. Não há ideias, não há projecto, não há noção da realidade. Convenhamos: o Beto (aquele amigo do Koeman) também era muito lutador, mas na verdade era um cepo de primeira água, não era? Entregavam-lhe o meio-campo do Benfica? Não, pois não?
À chamada faltaram, entre outros, Varandas Fernandes e José Eduardo Moniz, recentemente vendidos a troco de pires de tremoços (quem consegue negar um belo pires de tremoço?), mas também Luís Tadeu e o supracitado Bagão Félix. Medo dos dois primeiros e desinteresse dos dois últimos? Parece o mais provável.
O que não se admite é que o suposto homem forte das finanças, Domingos Soares de Oliveira, se tenha escusado a ir à assembleia. Se a mesma é para sócios do Benfica independentemente de serem ou terem sido sócios do Sporting e/ou do Porto, DSO poderia lá ter estado. Não quis, compreende-se, provavelmente deverá querer resguardar-se para ir à AG de accionistas do Sporting, que se realiza amanhã. E o príncipe de cera, Rui Costa? Por que motivo faltou? Terá sido isto uma espécie de falta de comparência à chamada após o Levantamento das Caldas? Que sinal é que "o Rui" quer passar aos benfiquistas?

No momento em que Luís Filipe Vieira saiu da Assembleia Geral em passo apressado, fugindo às críticas no meio de seguranças (uma vez mais, lamentável a necessidade de estarem presentes, mas infelizmente é preciso) e não querendo ouvir os posteriores e habituais comentários e considerações dos adeptos, deixou de ser o presidente do Benfica. Ali, naquela figura, era um Marcello Caetano a abandonar o Quartel do Carmo dentro de um chaimite para euforia da população vencedora. Ali estava o derrube de um ditador conseguido pelo povo. Mas Vieira não vai para o Brasil. Qual gato de sete vidas, Vieira é um camaleão empresarial e nem esta saída de fininho pela porta pequena vai fazê-lo desviar-se um milímetro do rumo traçado. Talvez por falta de alguma lucidez, por incapacidade em compreender, a verdade é que Vieira acha-se em condições de ir para a luta.

Por isso, meus caros, e voltando ao início deste post, lanço-vos um repto: vamos ajudar Vieira. Vamos ajudá-lo a terminar o mandato com dignidade. E a única forma de terminá-lo condignamente, é pedindo uma demissão que está em falta há precisamente 20 horas. Já vai atrasado, mas ainda se pode redimir. Faça como Damásio: demita-se e não se recandidate. É o melhor que pode fazer pela sua saúde (aliás, brilhante recuperação, depois do Rally das Casas adoeceu, faltou a Coimbra mas esteve no Pavilhão da Luz, bravo!) e pelo clube que diz que ama.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Saudade



Tenho saudades do tempo em que havia Assembleias Gerais a sério. Milhares de pessoas no velhinho pavilhão da Luz digladiavam-se e acotovelavam-se para fazer uso da palavra. O recinto parecia pequeno para abarcar tantos homens de bigode farfalhudo e óculos fundo de garrafa que gritavam para se fazerem ouvir. Nas bancadas estavam ilustres conhecidos, gente preocupada com o presente e futuro do clube, hoje desaparecida e engolida pelo epíteto de "abutres", atribuído pelo actual presidente a gente que tanto fez pelo Benfica. As agressões que o vídeo mostra constituem o cenário mais triste e reprovável deste espectáculo, mas ainda assim revelador da intensidade com que se vivia o Benfica, ao contrário da pasmaceira e conformismo com que se desenrola a actual vida do clube.

Entretanto, as Assembleias foram mudadas de 6ª para 5ª feira. Os milhares de adeptos que se deslocavam à Luz deram lugar a apenas algumas dezenas. O espírito crítico perdeu-se. A intervenção pública é rara. As propostas continuam a ser aprovadas às cegas, sem conhecimento dos assuntos tratados. O seguidismo crónico mantém-se como realidade, sendo que as massas aplaudem irracionalmente o querido líder, chame-se ele João, Manuel ou Luís.

E observando os momentos de benfiquismo do vídeo, pergunto-me: onde estava Luís Filipe Vieira? Esteve nesta ou noutras Assembleias Gerais? Esteve lá para dar o seu contributo ao "seu" Benfica? Ou estaria noutras AG's de outros clubes dos quais foi sócio? Vocês, benfiquistas mais velhos que viveram estes momentos in loco, digam-me: alguma vez viram Vieira numa AG do nosso clube antes de chegar aos cargos directivos?

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Um estranho fenómeno


Lembram-se do Roberto? Claro que se lembram, é impossível esquecê-lo. Por muitos anos que viva, dificilmente deixarei de recordar aquela época de pânico em que um espanhol voltou a pôr a maioria dos portugueses em reboliço, algo que não acontecia desde 1640. Não sei se os Filipes receberem o apoio da população portuguesa apesar do aumento de impostos e da gestão risível que fizeram do nosso país, mas Roberto, que até era piedoso e grande (sem ser grande coisa) mas não prudente, recebeu. Com estrondo. Tocava na bola após atraso de um defesa e a Luz ebulia como se de um golo (na baliza certa, entenda-se) se tratasse. Fazia uma defesa e choviam vídeos sobre a intervenção. Na internet, Roberto, apesar de errar com gravidade pelo menos uma vez a cada três jogos, era um herói. E ai de quem dissesse o contrário.

E durante um ano inteiro, apesar de ser visível aos olhos de todos a falta de qualidade do guarda-redes espanhol, ele continuou a ser apoiado como nunca. E isto foi mau por dois motivos: o primeiro, menos relevante, é que destruiu aquela burlesca teoria de que "se apoiarmos e nos unirmos todos na internet, o Benfica é campeão"; o segundo, mais importante, é que nos privou de vencer competições importantes, como o campeonato, onde a quantidade de frangos numa época foi provavelmente superior à de Preud'homme em toda a sua carreira (desde os iniciados) e a Liga Europa (ainda estou a ver o cabeceamento do Vandinho entrar a meio da baliza). Afinal, se calhar esta ideia de dizer a verdade é capaz de ser melhor que atirar areia para a cara das pessoas, ou calar, cobardemente, por falta de coragem em dizer o que se passa.

Isto tudo para dizer que estou surpreendido por não ver ondas de indignação pela dispensa de Emerson. Como aconteceu com Roberto em 2010/2011, também o incompetente defesa brasileiro foi alvo de inúmeros elogios de gente que acredita que o melhor caminho para erradicar a incompetência é disfarçá-la, varrê-la para debaixo do tapete ou até mesmo acreditar, com muita força, em algo totalmente oposto àquilo em que realmente se acredita. Em Julho passado, Emerson era craque. Em Janeiro, idem, nem foi preciso ir ao mercado contratar um jogador para a sua posição. Foi titular até ao último suspiro. Acabou dispensado. O homem da confiança inabalável de Jesus e dos adeptos acaba de ser abandonado pelos mesmos. Visto que a qualidade do atleta não se altera de um mês para outro, o que terá acontecido na cabeça do treinador e dos adeptos? Temo que, vezes a mais, não aconteça nada. O problema não é estes jogadores serem o "patinho feito" dos adeptos. Nené era patinho feio e marcava. Nuno Gomes era patinho feio e marcava. Cardozo é patinho feio e marca. O problema de Roberto e Emerson é muito mais simples que isto: são maus.

P.S. Lembram-se de uma piada [sem graça] que era feita há 10 anos sobre o lateral esquerdo do Benfica? "Sabes qual é o único lateral esquerdo do mundo pelo qual o Figo não passa?". "Qual?". "É o do Benfica. Porque não tem.". Dez anos depois, pessoal, dez anos... isto.

domingo, 13 de maio de 2012

Os Loucos de Lisboa

Uns acham que está tudo bem, continuam a apoiar o presidente que dez anos depois não devolveu o clube aos grandes títulos com a frequência que prometera. Outros festejam exuberantemente um 4º lugar no campeonato. São os loucos de Lisboa. Não se ponham a pau que vai voltar brevemente aquela conversa do campeonato da 2ª circular.

A incapacidade de auto-crítica que existe dentro de Benfica e Sporting é assustadora. Nós continuamos a achar que tudo corre a nosso favor, continuamos a ser os maiores, as arbitragens desculpam tudo, o presidente é o melhor que nos podia ter acontecido, se despedir o treinador faz bem porque sim e se o mantiver faz bem porque sim. Em Alvalade continua o ódio e a obcessão doentia com o Benfica. Filhos desta, filhos daquela, festejam-se títulos do Porto, a descendência de Roquette (Franco, Bettencourt e Godinho) continua a espalhar miséria e a delapidar o património, o clube está uma confusão mas o que interessa é olhar para o Benfica, fomentando e alimentando um ódio patético.

Não olhem para onde está o verdadeiro problema que não é preciso. Está dentro de portas, na falta de organização, de exigência e de competência internas. E está fora de portas, a 300 kms dos estádios da Luz e de Alvalade. Não se unam que o Porto agradece.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Retaliação medíocre

O Benfica decidiu não pedir os ingressos a que tem direito para o jogo da última jornada em Setúbal. Ao contrário do que é prática corrente no nosso e em todos os outros clubes, desta vez não haverá bilhetes disponíveis na Luz para quem se quiser deslocar ao Sado. Justificação? Aparentemente nenhuma. Pelos vistos, os dirigentes encarnados não estão interessados em que os adeptos do clube se desloquem a Setúbal para apoiar a equipa. Fazer uma retaliação deste género contra os adeptos que insultaram Vieira e Jesus (sim, porque na maioria das vezes, quem está no topo sul da Luz também participa nas idas aos jogos fora), usando pelo meio a equipa de futebol do Benfica, é de uma baixaria inqualificável, mas não surpreende, especialmente vindo de quem vem. O Benfica de hoje é isto, dirigido por gente sem competência, escrúpulos ou vergonha na cara. Bravo.

domingo, 29 de abril de 2012

Frases que perseguem quem as proferiu




Em Lisboa, bem perto da Luz, no Seixal ou em Vila do Conde, as mentiras de Vieira continuam a ser pintadas. Era bom que houvesse quem as assimilasse, mas já perdi há algum tempo a confiança na sabedoria da maior parte dos sócios e mesmo dos adeptos do Benfica. O clube projectado por Cosme Damião não se reveria nos actuais resultados desportivos. Hoje, poderemos entregar o oitavo campeonato ao Porto em dez anos. Oito em dez, igualando o que conseguiram entre 1990 e 1999. Para quem diz que desportivamente o Benfica está muito melhor com Vieira, os números devem ser uma verdade dura de engolir. Mas para quê pensar nisso? O que importa é que vamos fazer a Praça dos Heróis e mais umas parvoíces para entreter o povo. O povo não se importa com os títulos ganhos pelo Porto. Mais ano menos ano, teremos menos campeonatos que o clube do qual o nosso excelso presidente foi sócio durante 24 anos. De derrota em derrota, rumo à derrota final. Por onde andas, Benfica?

quinta-feira, 19 de abril de 2012

'Tá calado, abutre...

As bocas que gritam pelo Benfica durante os jogos do nosso clube são as que gritam e exigem um Benfica melhor à entrada para o Estádio da Luz depois de uma final de uma competição menor. Eu quero acreditar nisto, e acredito. Parece-me lógico que seja possível. Daí não entender as insinuações que surgiram em alguns blogs sobre o benfiquismo dos indignados que protestaram em Lisboa à chegada dos jogadores no passado domingo. Não serão os mesmos que, há tempos, invadiram um treino para pedir satisfações a Jesus? Até compreendo que se discuta o timing dos protestos, mas porquê o benfiquismo de quem os fez? Ou devemos estar satisfeitos com os feitos medíocres que temos alcançado? Está a perder-se a exigência e o espírito crítico no Benfica.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Ontem vi-te no Estádio da Luz... e estavas calado

Não é na internet que se apoia o Benfica, com textos bonitos e elogiosos sobre as fabulosas exibições de Emerson, mesmo quando ele enterra a equipa até ao pescoço. Apoiar é no estádio. E o que vi no Estádio da Luz contra o Sporting de Braga deixou-me perplexo. Num jogo decisivo, numa altura importantíssima do campeonato, dos 49 mil que se deslocaram à Luz, pouco mais de 10.000 estiveram à altura das circunstâncias.

O público não esteve com a equipa. O público não apoiou os jogadores. O que estavam as pessoas a fazer no estádio? Um frete? Um favor a alguém? Porque é que foram, mesmo? Se há falta de dinheiro, para quê estragá-lo num jogo do Benfica, onde ficam em cadeiras de plástico, ao frio? Sim, sim, "cada um vive o Benfica à sua maneira e blá blá blá", mas aquilo não era "viver o Benfica", aquilo era estar num funeral! Uma pessoa solta um palavrão e "aqui d'el rey" que há criancinhas e senhoras e temos de ser sensíveis. Não gostam? Vão à ópera. Quem foi à Luz testemunhou o ambiente lúgubre que se viveu no Estádio. Inacreditável.

E quem não fez melhor foi o speaker. É [quase] certo que o senhor só estava a cumprir ordens, mas... esta gente não pensa? Além de ser ridículo usar a instalação sonora do estádio para incentivar adeptos e/ou jogadores (como se faz no Restelo, Alvalade e... Braga), é condenável com uma multa (500 a 1000 euros, penso). Ainda se resultasse... mas nem isso. O público tomou Xanax antes de entrar para o estádio. Houvesse mais gente como este maluco e a Luz seria um local bem mais fácil para o Benfica jogar e ganhar.

P.S. "Parecem peixes debaixo de água"?

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Apoiar por fora e já agora lá dentro também

A ideia em si, que muito provavelmente vocês já conhecem, é nobre e tem justificações mais que suficientes para que os adeptos não compareçam no interior do estádio do Feirense: vivemos tempos de crise, os bilhetes são excessivamente caros e há um claro aproveitamento dos clubes em relação ao Benfica e aos seus adeptos.

Mas a questão que eu ponho é a mesma que coloquei aquando do boicote patrocinado por Luís Filipe Vieira. Apesar de serem situações diametralmente opostas (Vieira não pediu um boicote contra os clubes adversários, ao contrário deste movimento), entroncam no mesmo ponto: e quem é que apoia o Benfica dentro do Estádio? Estamos num momento crucial da época. Três dos próximos quatro jogos são fora, com duas deslocações complicadíssimas a Coimbra e Guimarães e este jogo na caixa de fósforos da Feira, um estádio típico do período pré-2004 onde era muito difícil conquistar pontos (lembram-se do Mário Duarte, do São Luís, do Vidal Pinheiro, etc?). É, na minha opinião, fundamental que os benfiquistas compareçam em força em Santa Maria da Feira e que encham o estádio apoiando o nosso clube, apoiando os nossos jogdores. Lá dentro. É aí que se faz a diferença. Até porque a Feira pode ser a nova Trofa.

E do ponto de vista prático, a concretização deste projecto com êxito tem tanto de complicado como o Sporting vencer este campeonato. Sejamos objectivos: quem é que quer sair de casa numa noite de inverno e fazer vários quilómetros para ficar à porta de um estádio sem ver o jogo? Os benfiquistas que vêm à internet ler blogs não representam 0,5% dos benfiquistas de Portugal. E estas ideias nascidas na internet, sem a divulgação daqueles que são actualmente os grandes meios de comunicação (jornais e televisão), estão condenadas ao fracasso. Até porque, atendendo ao actual momento da equipa do Sport Lisboa e Benfica, parece-me impossível que os bilhetes não esgotem. Não é com duas mãos que se pára o Mar Vermelho.

Não me interpretem mal. Na minha lista de prioridades, a vitória no campo do Feirense é o objectivo mais importante. Atendendo ao enquadramento deste jogo, creio que é fundamental que os adeptos estejam presentes no estádio a apoiar a equipa. Desejo que este movimento tenha o maior dos sucessos possível até porque é uma ideia pertinente e que tem toda a razão de ser. Ficaria orgulhoso pelos benfiquistas que participariam (e que participarão) nesta iniciativa, mas a sua realização e arriscar não apoiar o Benfica num jogo tão complicado...

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Atitudes e comportamentos

Ontem, após ter sido aprovado o orçamento e o plano de investimento para a nova época, assistimos a alguma contestação na Assembleia Geral. O caro Far já se referiu à mesma, mas também não tenho intenções de me debruçar minuciosamente no que foi dito, pois entendo que essa conversa não deve sair cá para fora. Ainda assim, gostava de comentar por alto a dita, por entender ser importante referenciar alguns pontos.

Gostei que tivessem abordado os comportamentos da polícia, gostei de quando se falou que o "milagre financeiro" já tinha ocorrido há cinco anos atrás e que este seria o mandato das conquistas desportivas, gostei de muitos se mostrarem inconformados com o actual rumo do Clube. A estes o meu muito obrigado pois fizeram mais que eu, foram capazes de ir lá à frente, falar.

No entanto, a falha que identifico é a mesma de sempre. O pessoal, no geral, não sabe respeitar opiniões contrárias. Penso que seis ou sete pessoas foram falar e eram contra o Vieira. Mas bastou uma delas ser a favor e já não souberam ouvir e nem respeitar uma opinião diferente. Por muitos disparares que o senhor estivesse a dizer, era a opinião dele.

Se o Benfica é de todos, temos que saber ouvir, isto se queremos ser ouvidos. E depois, tem que se saber respeitar os outros, desde o humilde sócio ao... Presidente. Meus amigos, existem "ene" de maneiras de se poder dizer uma determinada coisa. Não é pelo caminho das ofensas e dos insultos baratos que se ganha credibilidade. E é assim que se divide os Benfiquistas. É assim que olham para nós como um bando de miúdos/desordeiros/geração rasca e que as pessoas depois nos retiram crédito.

O Benfica sempre foi discutido pelo povo. Eu tenho a opinião que muitos jovens, por estarem carregados de informação e por serem bem formados, também têm igualmente a "mania" que a razão está sempre do seu lado e dificilmente aceitam criticas ou opiniões contrárias. É o "eu é que sei, os outros são demasiado burros para perceberem". Desculpem dizer isto mas é a verdade e está tão, mas tão errado.

É que os mais velhos têm algo que nós não temos. Têm anos, muitos anos de Benfica, têm muita participação na vida activa do Benfica (eles estão lá sempre!), têm a experiência de vida que nós, mais novos, erradamente muitas vezes menosprezamos.

Nós todos juntos somos a força pois é o complemento perfeito. A união é tão importante e o caminho não tem sido esse.

Chamar de c**** ao presidente é desrespeitar a autoridade máxima do Benfica. É por aqui que temos que começar a mudar, amigos. É saber dizer as coisas mas com respeito, para não perdemos nem a credibilidade nem a razão. Se tal não acontecer, quem perde é o Benfica.

Estou satisfeito por ter visto exigência e atitude, sócios inconformados e que querem um Benfica ganhador. Que querem participar activamente na vida do Clube. Mas fico preocupado caso os nossos comportamentos não mudem, pois ninguém é o dono da razão e se o Benfica é nosso, é meu, é de todos os que estão a ler, é do presidente, é de todos os sócios… É preciso então mais respeito e união.

Doa a quem doer, com ou sem razão, é preciso saber-se respeitar os outros.

Viva o Benfica.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Sócios, estou concentradíssimo!

Lembram-se dos comunicados das transferências de Di María e David Luiz para o Real Madrid e para o Chelsea, respectivamente? Se não estão recordados, eu avivo-vos a memória: falavam em quantias monetárias (25 milhões para ambos, valores esses que não iriam totalmente para o Benfica, nem perto disso, uma vez que não detínhamos a totalidade dos passes), cláusulas obscuras de 5 milhões pela "performance individual" (o que quer que isso seja, em concreto) e 6 milhões por "resultados colectivos" (esclarecedor, não é?) no caso do argentino e a cedência de Nemanja Matic pelos londrinos no negócio do brasileiro.

Apesar de tudo isto estar bem claro e bem explícito nos comunicados, há benfiquistas que gostam de inventar. Porque, como bons portugueses, gostam de emprenhar pelos ouvidos. E assim se criou o mito de que tanto o Real Madrid como o Chelsea viriam jogar à Luz na pré-época, gerando receitas de bilheteira na ordem dos vários milhões de euros. Ideia esta criada e usada para defender el-muy-nobre presidente Luís Vieira, autor de mais um negócio fabuloso. A forma como se defende o Benfica, por parte de algumas pessoas, consiste apenas e só em defender o Vieira. Esquecem-se é que Vieira não é o Benfica bem o Benfica é Vieira. É pena.

Hoje ficou a saber-se que, para além do Arsenal na Eusébio Cup, receberemos o Toulouse no dia 20 de Julho na apresentação do plantel aos sócios. Nenhum dos adversários se chama Real Madrid ou Chelsea.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Liga Europa? Que importa?!

O importante é isto. A Taça da Liga é nossa. E é a representação do benfiquinha dos medíocres, dos que se contentam com uma época absolutamente horrível em que perdemos tudo o que nos propusemos a ganhar. Deveriam comprar essa t-shirt e passar na Luz no próximo jogo, talvez levassem com uns ovos.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Informático fode catedrático. 4 vezes.

Quarto jogo, quarta banhada do "informático", do "gajo dos Powerpoints", do que lhe quiserem chamar. Ainda o gajo não tinha aterrado em Portugal para treinar a Académica, falava-se no interesse do Vitória na pré-época e era visto como um indivíduo inteligente, astuto, que tinha privado com o melhor do Mundo, José Mourinho. Quando assinou pela Académica, os elogios mantiveram-se. Os conimbricenses, apesar da falta de qualidade dos jogadores, praticavam um futebol descomplexado, ofensivo, sem medos e de olhos postos no adversário. Villas-Boas era um jovem treinador com potencial. Eis que assinou pelo Porto e passou a ser apenas um "informático", "o gajo dos Powerpoints" e mais uma data de balelas que um bando de benfiquistas atrasados mentais disseram. Se acreditavam nisso, são estúpidos. Se não acreditavam e fizeram-no só para o denegrir, ficaram a saber que "payback is a bitch". O catedrático foi completamente abafado pelo informático. Na Supertaça, com um super-Porto que arrasou o Benfica, no campeonato, com David Luiz à esquerda, foi o vendaval que se viu, no campeonato novamente, sem Cardozo, foi mais do mesmo e hoje, na Taça, com aquele idiota à direita e Aimar no banco a ver uma, duas, três bolas na baliza de Júlio César, aconteceu pela quarta vez. Brilhante, Jesus, brilhante. Vai pró caralho.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Esgotados

Fui um dos muitos benfiquistas que se dirigiram às bilheteiras do Estádio da Luz, agora localizadas na Megastore, para tentar adquirir mais uns bilhetes para dar a amigos para que pudessem ir à Luz apoiar o Benfica neste momento que tem tanto de importante como de difícil. Cheguei às 13h40, mais coisa menos coisa, com a fila a atingir o início da rampa das "antigas" bilheteiras, e perto das 14h00 chega a informação de que já não havia bilhetes. Nem um para amostra.

Isto leva-me a pensar no seguinte: há uma grande fome de bola e uma grande paixão e benfiquismo entre nós, mas nem toda a gente pode (neste momento a palavra "pode" é adequada) comprar os bilhetes. E se formos a ver, os preços para este jogo estavam muito longe de serem acessíveis. Penso que é importante rever esta situação. Com a actual situação económica, colocar bilhetes para não-sócios ao preço a que estes estavam, é um abuso para a grande maioria dos portugueses, nomeadamente aqueles que vão para o estádio apoiar o Benfica em vez de comer croquetes. Por outro lado, toda esta histeria a que assisti parece-me, no mínimo, excessiva. Com tanta vontade de ir à Luz, não era mesmo possível comprar o bilhetinho? Sinceramente, não acredito que toda a gente que ali estava estivesse assim tão desesperada ao ponto de querer ir ao jogo e não poder mesmo comprar o bilhete.

A direcção e o departamento de marketing tomaram uma decisão arriscada. Obviamente que todos queremos ver o estádio cheio e isso é o mais importante, sendo que eu acredito que, com maior apoio na Luz, as nossas possibilidades em singrar nesta prova aumentam exponencialmente. Por outro lado, a posição de desagrado do sócio que paga as quotas, que compra o Red Pass e que dá 20€ para ir ao jogo com os holandeses tem de ser compreendida uma vez que alguns não-sócios que só se interessam pelo Benfica uma vez por ano (geralmente quando ganhamos) acabam por ir ver uns quartos-de-final de uma prova europeia à borla. E a candonga andará aí em força, à semelhança do que aconteceu no ano passado com o Liverpool, quando os bilhetes eram de acompanhante e não de sócio. Por isso, em vez dos esperados 65 mil bilhetes, não acredito que tenhamos mais de 57 mil adeptos na Luz. Além disso, não foram 10, 100 ou 1000 bilhetes disponibilizados. É melhor nem dizer quantos foram senão ainda vos dá um ataquezinho desse lado do computador.

P.S. Tanto se tem criticado o Braga pelas "borlas" que dá aos seus adeptos e agora isto...

domingo, 3 de abril de 2011

O meu medo são os adeptos... do Benfica

E o medo não é relativo ao que possam vir a fazer fora ou dentro do estádio que nos impossibilite de jogar a meia-final da Taça de Portugal na Luz. O principal receio que tenho é que a Luz não esteja bem composta para receber o campeão nacional (o Benfica) em mais um jogo complicado e que, em caso de derrota, consagrará o Porto como novo campeão. Impedir que os portistas façam a festa é fácil, basta ligar os aspersores, mas o que eu queria mesmo era ver o Benfica não dar quaisquer hipóteses e vencer a partida. E para tal, penso que precisamos do apoio dos adeptos, que não deverão comparecer em massa com medo de assistirem à festa dos dragões.

No ano passado a situação era precisamente oposta: era o Benfica que se deslocava ao Dragão com possibilidades de ser campeão. Nesse dia, os adeptos portistas compareceram em massa e apoiaram o seu clube (além de tudo o que vimos, desde bolas de golfe a isqueiros). Temo que o nosso clube não tenha o mesmo apoio da parte dos seus adeptos que o rival teve no ano passado. É só isso que temo.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Exemplos a seguir

Confesso que adoro teorias da conspiração. Especialmente quando há, por parte dos criadores, um contorcionismo moral apreciável. Quando um jornalista diz algo que um benfiquista não gosta, tenha o jornalista razão ou não, faz parte da "corja corrupta submissa", palavras tão bem empregues. Quando o mesmo jornalista diz algo que vai ao encontro da opinião, já é alguém de respeitar e que "até percebe algumas coisas", mesmo que o que diga seja uma mentira. E, pasmem-se, certos benfiquistas até colocam palavras na boca de alguns jornalistas para se auto-satisfazerem inventado uma suposta "verdade" que não passa de uma mentira.

Isto tudo porque Jesus acaba de dizer que Luisão e Nuno Gomes são exemplos a seguir, e que o treinador encarnado "pediu aos jogadores para seguirem o profissionalismo dos capitães". Por alguma razão Luisão era o esteio da equipa liderada por Quique. Por alguma razão Giovanni Trapattoni referiu Nuno Gomes (e Simão), como dois dos cinco jogadores mais profissionais que encontrou em toda a sua carreira de treinador. Tanto um como outro foram pedras basilares nas equipas de Koeman, Santos, Camacho e Jesus. E assim caem por terra as maravilhosas teorias da conspiração inventadas por alguns em que Nuno Gomes quereria despedir Jesus e mais uma data de alarvidades.

Esta bofetada de luva branca ainda deve estar a doer a alguns.

Sem desculpas para faltar

Sábado, pelas 17 horas, horário fabuloso para as famílias irem ao futebol, elas que se vêm privadas desse privilégio muitas vezes por causa dos obscenos horários a que as televisões sujeitam os clubes, começa o Benfica x Rio Ave, jogo de grande importância para a nossa equipa não só porque não pode perder pontos mas também porque uma boa exibição pode dar continuidade aos bons sinais emitidos frente ao Braga. Com os bilhetes a um preço extremamente convidativo (a partir de 5 euros para sócios, sendo que alguns podem ir de borla) nesta época natalícia, qual vai ser a desculpa para faltar? Vai ao estádio. Apoia a tua equipa.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Para mim é muito simples

Face a todo o celeuma que se criou nos últimos dias com o(s) post(s) sobre Elias por essa blogosfera fora, tenho de deixar aqui uma nota em forma de esclarecimento. Não acredito que Vieira se tenha deslocado ao Brasil sem a intenção de contratar Elias. Foi lá para contratar esse jogador, que seria dentro de campo, seguramente, uma mais-valia incalculável. Mas Vieira, uma vez mais, falhou. Até aqui tudo bem, é normal falhar a contratação de jogadores, seja Vieira, Aprígio Santos ou Florentino Pérez. O que não contava é que o dito Elias fosse parar ao Atlético de Madrid por um valor em tudo semelhante ao que gastámos durante a pré-época em jogadores de qualidade muito duvidosa. Más intenções de Vieira? Não acredito. Mas nem é isso que me leva a criticar o presidente. O motivo pelo qual o faço é a sua incompetência. Incompetência crónica demonstrada sucessivamente durante anos. Esse é o problema e é isso que me leva a criticá-lo. Não é por meter dinheiro ao próprio bolso (sei lá se o faz), aliás, não digo isso porque não tenho provas sustentadas, e por isso não faço essas insinuações. Mas não duvidem que, enquanto presidente, Vieira já retirou muitos e bons dividendos graças a essa posição privilegiada que ocupa, (está mesmo nos 100 mais ricos de Portugal) tal como todos os presidentes de todos os clubes de futebol fazem. Por mim não há problema nenhum nisso desde que esses benefícios sejam conseguidos graças ao Benfica e não à custa do Benfica. Se desconfio? Não sei. Mas que acho estranha esta "Conección Madrid" que já nos custou muitos euros, acho. Quem não acha? Por que é que acontece? Não sei. O problema aqui é a incompetência revelada, nenhum outro. E, como é óbvio, não quero incompetentes a dirigir o Benfica. Há quem pense o contrário. Por mim tudo bem, o Benfica sempre foi plural, desde que saibam respeitar as opiniões de quem pensa o oposto, algo que não se tem verificado sempre que ouço uns "adeptos" com posição privilegiada a chamarem de "idiotas" aos benfiquistas que não estão contentes com o momento do clube. Para mim é muito simples: Vieira não tem competência para dirigir o Benfica. Da mesma forma que disse que deveria, em 2009, ser eleito presidente, hoje digo que o crédito de LFV foi esgotado. Estava na altura de, até utilizando uma expressão do próprio, "iniciar um novo ciclo". Mas com gente competente e séria. E se pensam que me refiro a Veiga como uma pessoa "séria", desenganem-se.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Estes adeptos são o máximo

"Está tudo bem, está tudo bem! Estamos a ser bombardeados por fora e minados por dentro, mas está tudo bem!"
É esta a figura que os defensores de Vieira (que esquecem-se de defender o Benfica, ups...) estão a fazer.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Um precedente grave. Ou não?

Na véspera da recepção à Naval, um grupo de adeptos benfiquistas, presumivelmente afecto aos No Name Boys, deslocou-se ao Caixa Futebol Campus para falar com Jorge Jesus sobre o que se estava e está a passar no clube, nomeadamente no que aos resultados e atitudes do treinador diz respeito. Compreendo o ponto de vista dos adeptos, querem sempre mais e melhor para o clube e acham que o rumo que estamos a tomar não é o correcto, daí a tentativa de dialogar com o treinador. Jesus acedeu e abriu as portas do CFC. Esteve bem o treinador? É uma faca de dois (le)gumes: por um lado quis deixar a imagem de que não é um déspota num pedestal e que aceita e compreende as críticas, aqui tiro o chapéu a Jesus; por outro lado abriu um precedente que pode ser grave se os adeptos não se voltarem a comportar da forma ordeira e correcta como fizeram desta vez.

Acho que os adeptos estiveram bem. Acho que Jesus fez bem. E acho que, em caso de os resultados voltarem a ser negativos, dificilmente ambas as partes poderão estar em bom plano.