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domingo, 30 de setembro de 2012

Oh tempo, volta para trás!

 
Confesso. Tenho saudades dos anos 90. Não de ver o Benfica ser humilhado por culpa da gestão danosa, não de ver o Artur Jorge, o Autuori da táctica do pirilau ou o Souness da armada inglesa. Não tenho saudades do penta do Porto e dos terceiros lugares do Benfica. Não tenho saudades do Damásio nem do Vale. Não tenho saudades das dezenas de jogadores sem qualidade que aterravam todos os dias na Luz. Mas há uma coisa da qual sinto falta: estádios cheios a fervilhar nas recepções ao Benfica.

O ambiente vivido na Mata Real, uma das pequenas "caixas de fósforos" que sobraram da década de 90, deveria ser uma constante em todos os estádios aquando da recepção aos grandes. O futebol português é, ou deveria ser, aquilo que vi em Paços de Ferreira: adeptos da casa a apoiar fervorosamente a sua equipa e adeptos visitantes apinhados numa bancada atrás da baliza. Os estádios construídos para o Euro-2004, grandes, funcionais, espaçosos, confortáveis, nem sempre bonitos e nunca propícios a um verdadeiro ambiente de futebol, tornaram-se um palco fácil para os três grandes fruto do ambiente que nesses jogos se cria. Agora misturam-se adeptos da equipa da casa e da de fora, em igual número, mais longe das quatro linhas e sem fazerem o barulho que dantes faziam, por oposição ao que acontecia nos anos 90, com campos apertadinhos e repletos de adeptos fanáticos e audíveis da equipa da casa.

Odeio uma deslocação a Leiria, Aveiro ou Coimbra. Tenho saudades de ver o Benfica jogar no Mário Duarte, no São Luís, em Vidal Pinheiro, na Reboleira, na Póvoa ou até mesmo em Santa Maria da Feira. Aquele tempo em que o Benfica e os outros grandes se deslocavam aos pequenos campos dos pequenos, defrontando equipas aguerridas orientadas por treinadores anafados e de bigode em relvados empapados, desapareceu. Hoje há estádios artificiais e treinadores recém-empossados, de qualidade duvidosa mas de origem certa (Porto, pois claro), com discursos longos e aborrecidos.

sábado, 14 de maio de 2011

Já sinto Paixão



Se não estou em erro, esta personagem que até participou num reality show da TVI, acabou de mencionar um ex-árbitro português que hoje é "assessor" indicado pela UEFA para acompanhar os árbitros internacionais dos jogos do FC Porto nas suas vindas a Portugal? Ui... então mas o senhor João Bonzinho escreveu esta sexta um artigo em que defendia o senhor Garrido, dizendo que a jantarada com o holandês tinha sido um acontecimento normalíssimo... hmmm...

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Carlos Queiroz vs. Resto do Mundo

A situação arrasta-se há meses e até ver vai prolongar-se. O Tribunal Arbitral do Desporto deu razão a Queiroz na suspensão movida pelo ADoP contra o ex-seleccionador português. Independentemente do valor de Queiroz enquanto treinador de futebol e das declarações que proferiu a jornalistas e outras pessoas do meio do desporto, neste caso, a razão assiste-o. Carlos Queiroz tem razão quando fala de casos gravíssimos como a perseguição que lhe foi dirigida a mando de Madaíl, Amândio Carvalho e Laurentino Dias, com a utilização de Luís Horta como peão, e muito provavelmente terá razão quando diz que os relatórios foram forjados pelo médico a mando do (ex-)secretário de estado de desporto (a propósito, adeus, ó badocha).

E eu questiono-me como foi possível ter aquela volumosa besta de seu nome Laurentino Dias como secretário de estado durante tanto tempo. Estamos a falar de um indivíduo que moveu uma perseguição gratuita a um jogador do Benfica, que fechou os olhos a casos semelhantes nas modalidades do FC Porto, que ordenou que se forjassem relatórios médicos para conseguir os seus fins e que agora, com toda a desfaçatez, mesmo depois do governo ter caído, ainda arrota postas de pescada sobre a sua autoridade moral, civismo e respeitabilidade.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Não resisto...

E agora Queirós(z)? Não dizes nada?

Afinal, o que era preciso era alimentar o galo. Não a vaca...

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Era culpa do Quim, não era?

Enquanto não perceberem que o problema não é do tratador de relva, do árbitro, do clima, da pressão da bola, muito menos do guarda-redes, aquela "selecção" não irá a lado nenhum. Se calhar já era altura daqueles quatro idiotas, Gilberto Madaíl, Amândio Carvalho, Carlos Queiroz e Laurentino Dias se porem a andar. Para vocês os quatro, eis a minha mensagem:



Adeusinho, acabou. Vão pela sombra.

sábado, 28 de agosto de 2010

Simão é que não é parvo

Simão Sabrosa anunciou a sua renúncia à selecção nacional de futebol, esse faroeste futebolístico comandado por um trio de patetas, o bêbedo Madaíl, o incompetente Queiroz e o homem que juntamente com Vasco da Gama descobriu a Índia, Amândio Carvalho, ele que está na federação há largas dezenas de anos, resistiu a todos os escândalos vergonhosos desde os anos 80 e que, para quem não sabe, foi o principal apoiante da vinda de Queiroz, de quem agora se quer desfazer da maneira que todos sabemos. Patético.

Onde se enquadra Simão neste circo de vaidades, incompetentes e jogadores não portugueses a representar a selecção de quase todos nós e mais uns quantos? Em lado nenhum. Enquadrava-se bem era no lado esquerdo do meio-campo do Benfica, mas isso é outra conversa. Por isso, fez muito bem em sair, emitindo um comunicado que, no entanto, não deixa de ser caricato mas bem demonstrativo do péssimo ambiente que se deve viver na selecção. Alegou o ex-capitão encarnado que sai da selecção por "motivos de ordem pessoal", que é como quem diz, "Ronaldo, Queiroz e restantes patetas". Esteve bem. E o lambe-botismo de todos os que queriam ve-lo pelas costas é delicioso. Ai Portugal, Portugal...

segunda-feira, 21 de junho de 2010

No balneário da Selecção nacional

Consta que o Fábio Coentrão disse ao intervalo:
Coentrão : "Malta, nós lá no Benfica costumamos fazer uma cena muita gira que é esmagar adversários e ganhar por muitos, querem tentar?"
Queiróz : Tens o telemóvel do Jesus Coentrão? Amorim?
M. Veloso : Epá, mister posso sair da convocatória? Tenho vertigens com resultados grandes .. tenho 5 anos de Paulo Bento, Carvalhal e Cª .. Não estou habituado a isso.
Liedson : Coentrão, eu tô nessa. Como se faz?
Ronaldo : E eu posso marcar um Coentrão?
Amorim : Ronaldo, calma ... até o Liedson hoje marca neste esquema pá! Não viste o Cardozo que meteu mais que o Falcão?! Calma CR7 ... hoje marcas uma bomboca nem que tenhas de dominar a bola com o pescoço!
Ronaldo : Ainda gozas Amorim? ... Não te arranjo convites para a festa da espuma em Madrid, vais ver! Vou sozinho com o Di Maria e com o Pepe!!!
Queiróz : Jesus, tás bom? Olha isto para golear é como?
Jesus : Tira o Eduardo e o resto da defesa e mete apenas o Coentrão antes do meio-campo. Depois, na frente tiras todos, metes o Ronaldo perto da bandeirola do canto, do lado de fora, a dar toques e metes o Amorim na frente.
Queiróz : Epá .. A Fifa diz que temos que jogar com 11 .. não dá apenas 2.
Jesus : Assim só marcas 7 .. tu é que sabes.
Queiróz : Acho que 7 chega ... vá .. obrigado Jesus.




Comentário gamado ao Red Glock, da caixa de comentários do BnRB, com pequenas alterações e sem prévio consentimento dele. Desculpa lá, mas tive de partilhar...

His7órico

Agora é que eles desertam todos, se quiserem continuar vivos neste mundo. Não sendo eu um apoiante desta selecção, e não é por isto que passo a ser, é impossível não dar os parabéns ao grupo por este jogo e por este resultado histórico. Finalmente. O caminho ainda é longo e isto foi um aperitivo, foi o mais fácil que arranjaram, até porque mais tarde aparecerão os verdadeiros tubarões, e aí é que Portugal vai ter de mostrar o que realmente vale.

Em 1966 foi assim:



A cores e com comentários em castelhano. Incrível a força de vontade destes jogadores, o orgulho de jogar por Portugal, algo que conseguimos ver hoje em campo de modo claro e explícito, nestes comandados por Queiroz. Ou não.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Isto está a ser tão divertido...

Confesso que estas exibições medíocres da selecção comandada por um rastejante e submisso Carlos Queiroz me enchem as medidas. Os nacionalistas e patriotas que me perdoem, mas isto é muito bom. Cada um tem o que merece, cada um colhe aquilo que semeia, e Carlos Queiroz conseguiu que a eufórica Covilhã passasse a assobia-lo em treinos e jogos. Até ouvimos olés dos cabo-verdianos. Cabo-Verde, essa potência mundial localizada no 117º lugar do ranking FIFA, entre o Botswana e o Vietnam. É a loucura. Queiroz, a ti, meu caro, cito o nome do guarda-redes: Fock (you).

P.S. O ambiente que se vive na SIC Notícias deve ser bonito. Então o nível nem se fala. Ontem, Rui Santos afirmou várias vezes que "o senhor Ferreira tem Dias em que à noite é um descalabro total", hoje, Dias Ferreira ripostou afirmando que "o menino Rui é um produto de uma noite ou de um dia de completo descalabro". Lindo. É a elite.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Carlos Q.

É fingidor? É limitado? É mal intencionado? É maldoso? É burro? É incompetente? É incapaz? É grosseiro? É agressivo? É incorrecto? É inculto? É mau profissional? É preguiçoso? É arrogante? É sobranceiro? É inconveniente? É atrasado? É rancoroso? É ridículo? É parvinho? É vingativo? É abusador? É mau treinador? É mau seleccionador? É do compadrio? É pau mandado? É gozão? É provocador? É dono de um tacho? É aziado? É leviano? É incarismático? É desrespeitável? É inacreditável? É um mero adjunto? É o roupeiro? É grave? É desmotivador? É idiota? É mau? É muito mau? É péssimo? É aterrador? É Queirós? Ou é Queiroz? É ou não é? Como é?


Digam-me vocês, que eu já não sei: o que é Carlos Queiroz?!

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

FIFIA

1 - Em Setúbal, quando o Vitória local joga para as provas europeias, os seus adeptos têm de se deslocar a Lisboa para ver o jogo, uma vez que a UEFA acha que o Bomfim tenha condições suficientes para um jogo europeu. Em 2007, o Benfica foi a Bucareste jogar com o Rapid e encontrou condições bem piores que as do Bomfim. A mesma UEFA acha que pode jogar-se num estádio daqueles. Pior só mesmo em Zilica, onde tudo foi permitido, inclusive estarem 20 mil pessoas no interior de um estádio onde só cabem 13 mil. E isto não era um amigável. A FIFA acha que pode ser.

2 - O hino português foi enormemente assobiado e os jogadores receberam ameças graves antes e durante a partida. Um árbitro auxiliar foi agredido com um... telemóvel! Passarão os bósnios impunes?

3 - Trapattoni viu a sua Irlanda ser eliminada pela França no Saint-Denis com um golo tão irregular que até um indivíduo com cataratas consegue perceber que é falso. Falso! Blatter e Platini devem estar tão satisfeitos a esta hora. Depois de história da invenção apressada dos cabeças-de-série para os playoff, de a França ser a única a jogar a segunda mão em casa, será que o senhor Hansson, árbitro sueco desta partida, estará a arbitrar a final? Deste nome não me esqueço eu até Julho. Quero ver o que o Seara vai dizer na próxima segunda, ele que se tem vindo a atirar ao Platini e ao Blatter por causa da corrupção.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Luz, o Grande Palco

Como devem estar lembrados, há uns dias, escrevi que caso a selecção se apurasse para os playoff, o estádio escolhido poderia, provavelmente, ser o Dragão. Disse-o devido às excelentes relações que o professor Carlos Queiroz e Federação têm com o clube azul-e-branco. É sabido: o Rolando pode enterrar até ao pescoço que não deixa de ser seleccionado; o Beto enquanto jogava e defendia bem no Leixões não era convocado, agora que foi para o fóculporto e não joga, já faz parte das escolhas. É assim mesmo, indesmentível.

Se a escolha recaísse sobre o Dragão, não seria, desta vez, devido a um almoço bem regado na FPF. A escolha era previsível. Mas felizmente não foi assim. Madaíl deve ter sido aconselhado a ponderar (viram a azia nas suas declarações sobre a escolha da Luz?!), e por isso escolheu o maior estádio, da maior cidade, do maior clube deste país. Como diz o Correio da Manhã, "a escolha da Luz desagradou profundamente a Pinto da Costa, presidente do FC Porto, que tudo fez para que o escolhido fosse o Estádio do Dragão." Pois é, meus amigos, temos pena. Como diria Maradona... vocês sabem.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Era Scolari e a falsa questão da renovação

Um dos vários argumentos para o eminente falhanço queirosiano (que nunca engloba a culpa própria ou a incompetência), é a ausência de renovação feita por Luiz Felipe Scolari ao longo dos seis anos que ocupou o cargo de seleccionador nacional.

Um seleccionador não é responsável, em primeira instância, pelo sucesso ou insucesso, competência ou incompetência dos jogadores e dos treinadores das equipas nacionais e dos seus escalões de formação. Qual é o papel e a responsabilidade de Scolari, ou de qualquer seleccionador português, pelo desenvolvimento do escalão juvenil do Benfica? Aqui é difícil atribuir responsabilidades ao seleccionador, mas é isso mesmo que Queiroz tem tentado fazer transparecer. No entanto, um seleccionador tem responsabilidade mais que directa nos escalões de formação das selecções jovens, onde não se podem apontar grandes feitos a Scolari, devido à sua quase despreocupação e demissão de responsabilidade, como naquele caso em que disse "o chefe das sub-21 sou eu!", antes de um Europeu de má memória.

Por isso mesmo, para verificar que o argumento da ausência de renovação da selecção na Era Scolari é falso, faço uma lista dos jogadores introduzidos por Felipão que conseguiram ganhar um posto na equipa de todos nós, ou que não o tendo ganho, tinham condições para tal. Divido a Era Scolari (num total de 61 jogadores utilizados, creio) em 3 períodos.

Do Mundial 2002 ao Euro 2004

Após o desaire no Mundial do Oriente, a selecção nacional apresentava-se aos olhos dos adeptos como "velha e cansada". A geração que tanto prometia parecia estar a acabar sem deixar uma marca importante no futebol sénior. A equipa herdada de António Oliveira continha um lote de jogadores que não andava muito longe disto: Baía, Nélson, Ricardo, Jorge Costa, Fernando Couto, Beto, Jorge Andrade, Abel Xavier, Caneira, Rui Jorge, Frechaut, Petit, Paulo Sousa, Paulo Bento, Figo, Capucho, Rui Costa, Hugo Viana, Pedro Barbosa, Sérgio Conceição, João Pinto, Pauleta, Nuno Gomes, Sá Pinto, Simão, Quim e Secretário.

Com a chegada de Scolari, deste lote de 27 jogadores, apenas 12 aguentaram a transição do Mundial do Oriente para o Euro-2004. Nestes dois anos, e fruto das boas campanhas europeias do FC Porto e do futebol atractivo do Benfica, vários jogadores foram lançados, dando novo sangue à selecção. Entre 2002 e 2004, Scolari promoveu várias chamadas, sendo as de maior destaque Moreira, Paulo Ferreira, Miguel, Nuno Valente, Ricardo Carvalho, Costinha, Maniche, Tiago, Cristiano Ronaldo, Deco e Hélder Postiga. Onze jogadores! Em menos de dois anos! Se isto não é renovação é o quê? Ainda por cima tudo jogadores de qualidade inquestionável (tirando o Costinha, vá, que fez carreira com base numa ideia de super-jogador quando era um super-calhau).

Do Euro 2004 ao Mundial 2006

A primeira fase de renovação, de todas elas a mais difícil e arriscada, foi muito bem sucedida. Mas não bastava ficar por aqui: com um grupo novo, e preparando os novos ciclos, a selecção tinha de combinar duas vertentes: ganhar e renovar. Ambas foram muito bem conseguidas. Durante os amigáveis, fase de qualificação e Mundial de 2006, muitos jogadores de qualidade foram lançados, ou relançados, por Scolari. São casos disso Marco Caneira, Jorge Ribeiro, Ricardo Rocha, Fernando Meira, Manuel Fernandes, Hugo Viana e Hugo Almeida. Falamos de mais 7 jogadores. Deste grupo, Caneira, Meira e Hugo Viana já tinham sido convocados por outros seleccionadores, mas nunca tinham verdadeiramente jogado pela selecção, tendo feito apenas parte das convocatórias. Jorge Ribeiro e Ricardo Rocha, apesar de terem uma passagem efémera pelas quinas, não conseguiram dar continuidade às chamadas de Scolari não por falta de qualidade ou potencial, mas por terem escolhido rumos para as suas carreiras que os prejudicaram bastante (a saída do Benfica para o Tottenham no caso de defesa-central e a ida para a Rússia por parte do irmão de Maniche). Manuel Fernandes foi lançado, quem sabe, demasiado cedo, sendo demasiado jovem para se impor na equipa, apesar de eu manter a convicção de que é um jogador com um potencial e qualidade tremendas. Hugo Almeida, lançado neste tempo, não conseguiu afirmação imediata, derivado de haver outros pontas-de-lança com maior qualidade, casos de Pauleta e Nuno Gomes, mas começa agora a mostrar serviço, tendo já alinhado como titular em alguns jogos importantes, com Queiroz.

Do Mundial 2006 ao Euro 2008


Muita gente apontou este período como o mais difícil da Era Scolari. Foi-o, efectivamente. Já não havia o elã de anos anteriores. A selecção tinha perdido os verdadeiros líderes dentro de campo, Luís Figo, Rui Costa e Fernando Couto, ficando agora entregue a um conjunto de jogadores de grande qualidade como Simão, Nuno Gomes, Ronaldo, Ricardo e Ricardo Carvalho, mas sem o carisma dos anteriores. Contudo, é mais uma vez errado afirmar que neste período não houve renovação. Naquele período foram lançados Rui Patrício, Bosingwa, Pepe, Bruno Alves, Tonel, Miguel Veloso, Raul Meireles, Nani, Ricardo Quaresma, João Moutinho e Makukula. São mais 11 jogadores. Patrício, apesar de não ter jogado, ou te ter feito apenas um jogo, não sei ao certo, tem qualidade e pode muito bem vir a ser o futuro guarda-redes na baliza da selecção. Bosingwa, Pepe, Bruno Alves e Moutinho, com relativa facilidade, conquistaram o seu espaço, actuando como titulares em algumas ocasiões. Tonel e Makukula, por razões diferentes, não conseguiram impor-se: para Tonel havia demasiada competitividade no seu sector, enquanto para Makukula a perda da titularidade foi fundamental para a perda, também, do comboio dos escolhidos. Veloso e Meireles, foram conquistando o seu espaço (e ainda hoje o fazem) a pouco e pouco. Num sector onde, desde a saída de Petit, não houve ninguém a pegar de estaca, estes jogadores de Sporting e Porto, respectivamente, têm mostrado qualidade para poderem ser titulares. Por fim, Nani e Quaresma, que lançados como alternativas a Simão e Ronaldo, tiveram dificuldades em assumir-se como escolhas para o onze, devido à boa forma dos outros dois atletas, apesar de ser unânime que ambos têm qualidade.

Resumindo, nesta renovação scolariana, ao contrário do que Carlos Queiroz tenta escamotear, a selecção nacional ganhou cerca de 25 jogadores, ou seja, no período de seis anos, a selecção foi totalmente renovada por Scolari. Inegável.

Uma coisa é renovação. Outra coisa bem diferente disso é experimentar. Edinho, Brandão, Eliseu, entre outros, não são exemplos de renovação, mas sim de experiências, ainda por cima falhadas. Um seleccionador tem de saber trabalhar com o material que lhe dão, e isso não parece estar ao alcance de Queiroz. Tão grave como não conhecer as próprias limitações, é afirmar que Scolari não fez a dita renovação e propor a seguir que se naturalize todo o brasileiro que souber jogar à bola. E custa pensar que este foi o pai da formação, o pai da Geração d'Ouro.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Agora ou nunca, Selecção!

É a hora da verdade. Mais que na última, será na penúltima jornada que se joga o tudo ou nada para a nossa selecção. Sábado, no Estádio da Luz, a Selecção Portuguesa terá uma tarefa tão ou mais difícil quanto a que teve há precisamente 10 anos, quando em 1999, exactamente no maior estádio nacional, precisava de bater, imaginem, a Hungria, por 3-0, para marcar presença no Euro-2000. O resultado foi alcançado com golos de três ex-benfiquistas: Rui Costa, João Pinto e Abel Xavier, num jogo marcado pela expulsão de Pauleta. Com tantas coincidências históricas nesta recta final do apuramento para o primeiro Mundial africano, esperamos que o final seja igualmente feliz.

Mas não nos deixemos enganar. A década de ouro do futebol português a nível de Selecção A está a acabar, ou melhor, acabou mesmo. Começou em 1998, com o início do apuramento para o Europeu de 2000 e terminou em 2008, com a derrota nos quartos-de-final do Euro austro-helvético. Assim foi. Pelo meio, um Europeu histórico apenas travado pela mão de Abel Xavier, mas marcado por momentos inesquecíveis como a reviravolta no Philips Stadium frente à Inglaterra, ou o golo de Costinha em cima do apito final frente à Roménia, ou ainda aquela defesa incrível de Fabian Barthez a cabeceamento de Abel Xavier já no prolongamento dessa fatídica meia-final.
Dois anos mais tarde, já com António Oliveira no comando e após uma brilhante fase de qualificação onde a selecção de todos nós derrotou a poderosíssima Holanda e a República Irlanda, o Mundial do Oriente, como ficou conhecido, foi uma desilusão, com muita história de bastidores ainda por contar.
Veio Scolari e com ele uma nova forma de olhar e interpretar o que era uma selecção. Amado por uns, odiado por outros, bem ou mal, com competência e com fanfarronice, o facto é que a selecção desfeita em 2002 foi refeita para 2004, num Europeu caseiro, que se iniciou e terminou da mesma forma: derrota com a Grécia. Mas pelo meio, tanto se passou: a revolução no onze após a derrota no Dragão, a vitória histórica em Alvalade frente à Espanha com golo de Nuno Gomes, os mais dramáticos quartos-de-final que assisti em toda a minha vida, na Luz, claro, frente à Inglaterra, num jogo marcado pela falta de atitude de Figo, pelo golo do mal-amado Postiga, pelo grito de raiva de Rui Costa, na sua casa, com aquele relato inconfundível de Jorge Perestrelo, parece que ainda o oiço, "Vamos embora Rui Costa, vamos embora para cima dos ingleses! Eles estão completamente tontos! Rui Costa vai, Rui Costa acreditou, vai atirar para o golo... atira, GOLO! GOLO! GOLO! É GOLO! É GOLO! É GOLO! É GOLO DE PORTUGAL!" e, para terminar, com as grandes penalidades, o falhanço de Beckham, o de Rui Costa, o penalty à Panenka de Postiga, a defesa sem luvas de Ricardo e o golo deste último que selou a passagem às meias. Inesquecível, tal como aquele momento em que Charisteas cabeceou para dar a vitória da frieza e calculismo gregos.
O Euro terminou e novo Mundial estava à porta. Frente a adversários como a Eslováquia, Rússia e Letónia, Portugal conseguiu o apuramento com facilidade, ficando na memória o escandaloso empate em Vaduz, no Liechenstein, seguido da não menos "escandalosa" vitória em Alvalade por 7-1, à Rússia. No Mundial, a primeira fase foi passada com facilidade, com 3 vitórias em outras tantas partidas. Nos oitavos, a Holanda, (1-0), num jogo memorável, tamanha foi a confusão criada pelo árbitro Ivanov, que exibiu um total de 16 cartões amarelos e 4 vermelhos, num jogo que nem teve muitas faltas. Nos quartos, novamente a Inglaterra, mais uma vez despachada nas grandes penalidades, com Ricardo, do Sporting, em evidência ao defender 3 remates. Por fim, sim, fim, as meias, frente ao adversário de sempre nesta fase das competições, a França. Depois do Velodrome em '84, do Koning Boudewijn Stadion em '00, foi a Allianz Arena, casa do Bayern, a assistir a nova derrota lusa frente aos gauleses.
Talvez tenha sido aqui que o ciclo de ouro se esgotou. A caminhada rumo ao Euro-2008 não foi efectuada com a mesma facilidade. A calculadora esteve prontinha a ser utilizada. Portugal não venceu nenhum dos 3 adversários directos (Finlândia, Sérvia e Polónia), mas mesmo assim conseguiu carimbar o passaporte rumo ao centro da Europa. Neste Europeu, já com a saída de Scolari anunciada, as exibições foram pobres e já não havia o mesmo elã de outros tempos. A derrota frente à Alemanha não constituiu, por isso, surpresa.

Hoje a situação é bem diferente. A máquina de calcular está a ser utilizada há já uns bons meses. Fazem-se contas às múltiplas hipóteses de apuramento. Ganhar aqui, esperar pelo desaire da Suécia, pelo deslize da Dinamarca, mas fundamentalmente ganharmos. Até porque isso tem sido o mais difícil. Não se pode desperdiçar pontos em casa com a Albânia, nem perder, em casa, com a Dinamarca num jogo em que a vitória parece estar mais que segura aos 86 minutos. Não pode ser.

E Queiroz? Sim, também tem culpa, mas porventura não é o único problema. Contudo, não é parte da solução. Fez escolhas erradas durante mais de um ano, e ainda hoje continua a faze-las. Mas, ao contrário do que se quer fazer passar, estes anos de ouro iniciados em 1998 não foram regra ao longo dos anos, foram excepção. A nossa selecção, mesmo com Eusébio, Chalana, Bento, Humberto, Gomes, Jordão, Damas ou Futre, foi sempre medíocre, salvo raras e honrosas excepções. Com isto, quero dizer que este ciclo foi mesmo excepção, como foi o de '66 e o de '84 + '86. Apesar de actualmente termos um conjunto de jogadores que joga nas melhores equipas do Mundo, como nunca antes vimos (Real Madrid, Manchester United, Chelsea, Juventus, Internazionale) a verdade é que estes atletas estão bem longe de formar um bom conjunto, algo que Scolari conseguiu fazer, mas que Queiroz não tem capacidade. Desde Agosto de 2008 até Outubro de 2009, vários jogadores de qualidade duvidosa, ou, pelo menos, manifestamente insuficiente e sem merecer a chamada foram lançados na Selecção: Boa Morte, Edinho, Daniel Fernandes, Gonçalo Brandão, Antunes, Eliseu e Orlando Sá são bons exemplos disso mesmo. Outros foram sistematicamente esquecidos: Quim, Moreira, Rúben Amorim, Nuno Gomes, Caneira, Veloso, Maniche ou Pedro Mendes. Experiências falhadas foram mais que muitas: Manuel Fernandes, Danny, Rolando ou Hugo Almeida. Isto tudo junto só poderia dar mau resultado.

Más decisões são comuns em grandes treinadores, mas insistir em erros herdados é ainda mais grave. Foi o que Queiroz fez. Um homem que é visto como o pai da geração de ouro, aquela em que brilharam Baía, Jão Vieira Pinto, Rui Costa e Luís Figo, não pode chegar à selecção e naturalizar todo o jogador estrangeiro com potencial. Falou-se em Paulo Assunção, Liedson e ainda nos irmãos gémeos brasileiros Fábio e Rafael, ao serviço do Manchester United. Que pensarão os jovens aspirantes a futebol? O que pode responder um seleccionador das camadas jovens à pergunta "De que me vale esoforçar aqui na Selecção se depois virá um estrangeiro ocupar o lugar que me deveria pertencer?". Mais, a responsabilidade de Queiroz neste campo é a duplicar, pois foi ele mesmo quem elegeu o staff técnico para os sub-15, sub-17, sub-19, sub-21 e outras. Trabalha com quem quer. E tem contrato até 2012! E ganha mais 33% daquilo que Scolari ganhava! Daí, a sua responsabilidade ser gigantesca. Mas, continuando nos erros, um dos grandes foi insistir em Cristiano Ronaldo como capitão da selecção. Tal como Scolari, não sabe a quem dar a braçadeira. Pensem comigo, que qualidades deve ter um jogador para envergar o símbolo de liderança de uma equipa, de um país? Na minha opinião, idade (ou internacionalizações), competência, respeito (e ser-se respeitado por colegas, adversários e árbitros) e profissionalismo. Para mim, Ronaldo só tem duas destas quatro. Como se sentem Simão, Nuno Gomes ou Ricardo Carvalho, jogadores com mais anos e mais experiência? Como observam o facto de o capitão ser um boémio, jovem inexperiente, que trata o treinador por "tu" e que está num pedestal de semi-Deus incontestável, indiscutível e insubstituível?

São anos a apoiar a selecção, ver um projecto ser feito, desfeito e refeito. Vêm novos jogadores, novos treinadores, mas continua a ser preciso varrer a porcaria que existe na Federação. E enquanto isso não for feito, é impossível pensar em sermos verdadeiramente grandes. Não podemos continuar a viver das aparências.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Metáfora do pão na selecção

Como diz o povo, "em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão." Pegando no pão, começo aqui uma espécie de metáfora que pode ser aplicada à selecção portuguesa.

Apesar de Portugal ter enormes valores individuais, tais como Ronaldo, Deco, Nani, Bosingwa, entre outros, não se pode fazer o "pão" sem a "farinha", ou seja, não se pode ter uma equipa repleta de grandes individualidades sem que haja jogadores de grupo que não pensem apenas na auto-promoção enquanto representam um país, que muitas vezes não é o seu. Entendo por "farinha" jogadores como Nuno Gomes, Simão Sabrosa, Ruben Amorim, João Moutinho, João Pereira e até o pobre coxo do Paulo Ferreira.

O problema não passa apenas pela falta de ingredientes. Passa também pelo "padeiro". O nosso padeiro Queiroz, além de ter pouca habilidade no manejo do pão, não sabe sequer escolher os "ingredientes".

Portanto, se juntarmos um padeiro incompetente, com falta de ingredientes e excesso de outros, é óbvio que o produto não vai ser o desejado. Mesmo que a "Panificadora Madaíl" queira, não é possível. Então que deve ser feito?

Podemos ir buscar ingredientes de qualidade ao estrangeiro: Liedson, Rafael, Fábio, Paulo Assunção, ou então podemos despedir o padeiro e contratar outro. Há ainda a hipótese de este padeiro escolher outro tipo de ingredientes nacionais, mas já se viu que não está para aí virado.

Eu apresento a solução: fecha-se a Panificadora Madaíl, limpa-se [definitivamente] a porcaria da Panificadora e abrimos novamente portas depois de a ASAE ter inspeccionado tudo. Que tal?

sábado, 28 de março de 2009

"Que negra sina vermo-nos assim"



Jogámos bem, muito bem mesmo. Mas por culpa do (ir)responsável de sempre não ganhámos. E porquê? Porque não lembra o diabo tirar o Tiago quando este estava a fazer um JOGÃO; porque não entra em campo (nem na convocatória) um jogador como o Nuno Gomes, cujo estilo de jogo se adequa ao desta selecção.

Como se pode ver no vídeo, a selecção portuguesa fez o que quis dos suecos, estiveram nas nossas mãos, mas em vez de "matarmos" definitivamente o adversário, poupámo-los.

E isso significa duas coisas:

1º - O Mundial-2010 é uma miragem, pelo menos para nós. 5 jogos e apenas 6 pontos (1V 3E e 1D), num grupo extremamente fácil, o que diz bem da qualidade do seleccionador (enquanto tal e enquanto treinador) e também de alguns dos seus jogadores. A expressão de Madaíl no final do jogo diz tudo.

2º - Togo 1-0 Camarões, golo de Adebayor. E é assim que vai nascer, em breve, um blogue de apoio ao Togo. Conto contigo Galaad?


terça-feira, 3 de março de 2009

Ah, valente!

Eu diria mesmo mais: "Ligo a a televisão alemã e quem é o seleccionador? O senhor Joachim Low. Vejo a televisão inglesa e quem é o seleccionador? O senhor Fabio Capello! E em Portugal?"

Carlos Queiroz, pouco oportunista como todos sabemos, aproveita o facto de fazer 20 anos sobre a vitória em Riade para lançar críticas em todas as direcções. É sinal de que:

a) sabe o que faz
b) não sabe o que diz
c) está desorientado
d) vai ter coragem e a seguir vai demitir-se

A resposta certa é a c, apesar de a d ser a que mais me agradava. Queiroz não tem estofo. Como diziam duas senhoras que se sentaram numa mesa ao pé de mim, numa pastelaria, "não tem chama". Ao que eu acrescento: nem inteligência. Vejam o anúncio:



Agora imaginem-se na pele do miúdo, e que estão a falar com o vosso pai, o Queiroz.
Em vez de "usar internet no telemóvel" pensem em "colocar o Nuno Gomes a avançado centro" e em vez de "ver o teu e-mail" pensem em "deixar de convocar o Hugo Almeida, o Daniel Fernandes, o Brandão, o Orlando Sá, por aí".

Podiamos começar por aqui, não?

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Desde o burro à analogia da vaca

Quando Queiroz anuncia uma nova lista de convocados, uns aplaudem e outros assobiam. Eu assobio. Os que aplaudem acham que Queiroz faz muito bem em apostar em jogadores desconhecidos que têm feito excelentes jogos pelas suas equipas nos seus campeonatos, como por exemplo Duda (que acaba por jogar a... lateral esquerdo!) ou Orlando Sá, o jogador que já jogou na Liga Sagres por 3 vezes, acumulando brilhantes 33 minutos, recheados de zero golos.

Quem acha que o mais difícil no meio disto tudo é perceber as convocatórias de Carlos Queiroz que se desengane: as suas analogias são piores que as suas convocatórias. Eis o exemplo:

"Se tivermos uma vaca e lhe estivermos sempre a tirar leite sem que ninguém lhe dê de comer e de beber, o leite seca e a vaca morre. De certa forma, foi isso que me propus fazer e nas convocatórias procuramos ter 20/30% de jogadores que vêm ganhar experiência', começou por explicar o seleccionador."

Que quererá dizer com isto? Que as selecções sub-21, sub-19, sub-17 por aí fora não servem para nada? Que só ele sabe do assunto?

Nessa medida, e depois de mais uma sofrível vitória com um penalty muito duvidoso contra a toda-poderosa Finlândia, resta-me deixar uma ideia para uma futura convocatória de Queiroz. Sem brasileiros nem nada. Conforme o que cada jogador está a jogar e a render ao nível do seu clube. Cá vai:

Guarda-Redes: Eduardo (SC Braga), Beto (Leixões SC) e Moreira (SL Benfica)

Defesas: Bosingwa (Chelsea FC), Miguel (Valência CF), Ricardo Carvalho (Chelsea FC), Fernando Meira (Galatasaray), Bruno Alves (FC Porto), Jorge Ribeiro (infelizmente não há melhor) (SL Benfica) e Paulo Ferreira (Chelsea FC)

Médios: Rúben Amorim (SL Benfica), João Moutinho (Sporting CP), Pedro Mendes (Rangers), Maniche (Atlético Madrid), Tiago (Juventus), Raúl Meireles (FC Porto) e Carlos Martins (SL Benfica)

Avançados: Simão Sabrosa (Atlético Madrid), Cristiano Ronaldo (Manchester United), Nani (Manchester United), Nuno Gomes (SL Benfica) e Hélder Postiga (Sporting CP)


Onze: Eduardo; Miguel, Ricardo Carvalho, Fernando Meira, Jorge Ribeiro; Rúben Amorim, Pedro Mendes e João Moutinho; Ronaldo, Simão e Nuno Gomes.

Treinador: Um qualquer menos o Queiroz

domingo, 9 de novembro de 2008

Outra vez Queiroz

Em Julho deste ano, a Federação Portuguesa de Futebol apontou Carlos Queiroz para seleccionador nacional com o intuito de reformar o futebol português e desenvolve-lo logo a partir das camadas jovens.

Como seria de esperar, Queiroz, como bom funcionário tuga que é, e para mostrar ao povo que afinal até trabalha, mandou chamar a SIC para mostrar como é um dia normal de trabalho do professor. Esta estação televisiva só pode ter uma simpatia tremenda pelo ex-adjunto de Fergunson, uma vez que passa demasiado tempo a falar desta personagem: quem não se lembra de ouvir o Nuno Luz, repórter da SIC, dizer que Carlos Queiroz estava dentro do Estádio da Luz e já teria fechado o acordo com o SL Benfica para ser treinador principal quando, na realidade, o treinador do Benfica apresentado nessa mesma tarde seria... Fernando Santos? Incrível, não é?

Mas, como disse no primeiro parágrafo, Queiroz veio para revolucionar o futebol português, a partir das camadas jovens. O que é que será que isso pressupõe? Observação directa dos jogos? Escolher os jovens jogadores? Ou será que significa naturalizar mais brasileiros?

O próprio já admitiu não te quaisquer "reservas morais" em naturalizar Liedson e Paulo Assunção. Eu, e boa parte dos portugueses, também já percebemos que CQ não tem quaisquer "reservas mentais", o que ficou provado pelos últimos jogos da selecção. Perante um seleccionador que vem reformar o futebol português logo a partir dos escalões mais jovens e que de repente decide dar continuidade à naturalização de brasileiros frustrados por não jogarem pelo seu país, o que é que uma pessoa há-de pensar?