sexta-feira, 31 de agosto de 2012
BECAUSE FUCK YOU, THAT'S WHY!
O que faz o Benfica durante mais um defeso? Concentra esforços para contratar extremos e avançados, posições onde já existiam soluções bastante válidas.
O Benfica vê sair, no último dia de mercado, Javi García. Um dos jogadores mais influentes do plantel sai por um valor próximo da cláusula de rescisão (ou mesmo pelo valor da cláusula).
Qual a prioridade da direcção do Benfica? Contratar mais um avançado. E por mais de quatro milhões, depois de ter despachado uma mão cheia deles e de perder o único trinco do plantel.
LOGIC? FUCK LOGIC!
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Entrentanto, parece que o FC Porto manteve Hulk e Moutinho nas suas fileiras. Mais um título entregue de bandeja aos corruptos. Incrível.
quinta-feira, 23 de agosto de 2012
Os Encalhados
Júlio César, Sidnei, Emerson, Shaffer, Nuno Coelho, Urreta. Seis jogadores que aguardam colocação. Seriam sete se o caso de saúde de Fábio Faria estivesse resolvido. Todos eles ainda jovens, com potencial e possibilidades para jogar na primeira divisão e, a uma semana do fim do período de transferências, nenhum colocado. Por que motivo há este impasse na colocação de atletas que não estão a treinar com o plantel principal nem com a equipa B, impedindo-os também de fazer as suas pré-épocas com as equipas às quais serão cedidos?Júlio César chegou pela mão de Jesus, a pedido expresso do mesmo, tendo sido aposta do treinador nos jogos das provas europeias em 2009/2010. Depois de um traumatismo craniano contraído em Abril de 2010, em Anfield Road, durante o jogo dos quartos-de-final da Liga Europa contra o Liverpool, o brasileiro caiu em desgraça aos olhos de Jesus, que queria que este continuasse a jogar apesar de visivelmente combalido. Não mais voltou a contar para o técnico português a não ser em jogos das taças internas (onde, diga-se, correspondeu), acabando por ser emprestado ao Granada, clube no qual conquistou a titularidade perto do fim da época. Pode não ter ainda o nível necessário para agarrar a titularidade na baliza do Benfica, mas acredito que com trabalho poderá atingir esse patamar, até porque do ponto de vista técnico é um guarda-redes capaz. Deveria ser emprestado a uma equipa como o Vitória de Guimarães ou Marítimo, com ambições europeias mas que não têm guarda-redes à altura do resto da equipa.
Sidnei seria um jogador para este Benfica se quisesse. Mas quando a cabeça é fraca, o talento acaba desperdiçado. Está nas suas mãos decidir que rumo quer dar à carreira: ou continua um talento adiado ou se afirma definitivamente. O empréstimo ou mesmo a venda definitiva, sendo que esta última teria de ser consumada por valores avultados, serão as principais opções. O estrangeiro, o destino mais provável, já que não me parece verosímil que o central aceite reduzir o salário para jogar numa equipa do meio da tabela em Portugal. Por mim, era vendido, mas nunca abaixo dos 4 milhões de euros.
Emerson é uma pedra no sapato. Um jogador sem classe nem talento para o Benfica. Vender é a única solução. Tentar enganar uns franceses, uns turcos ou alguém que nos apareça à frente. Mau demais para ser verdade. Qualquer valor que recebamos deve ser encarado como lucro, já será um milagre se não tivermos de pagar para nos vermos livres dele. E assim de repente, olho para o jogo com o Braga e acho que com Emerson, teríamos ganho. Paradoxal. Mas não serve, contratem melhor, é vossa obrigação.
De Shaffer não gosto nem nunca gostei. Louco a atacar, fraquíssimo a defender. Mesmo para a primeira divisão é um jogador que não me parece encaixar nos "onzes" das equipas que lutam pela Europa. Não deverá ser difícil em vendê-lo de volta para a América do Sul.
Nuno Coelho é quase um desconhecido para mim. Foram poucos ou pouquíssimos os jogos que vi no Beira-Mar e na Académica, por isso é difícil ter uma opinião formada sobre este jogador. Se Matic for encarado como o substituto de Javi e trabalho como tal, então entendo que não tenha espaço no plantel, sendo o empréstimo a um clube da primeira divisão a melhor forma de resolver a situação.
Urreta, o incompreendido, jogador que sempre demonstrou talento quando foi chamado, também continua sem clube. Não fez pré-época por se encontrar ao serviço do Uruguai nos Jogos Olímpicos, mas já deveria ter sido colocado. Não existe uma equipa em Portugal, além dos 3 grandes adversários para esta época, que esteja à altura do talento que tem, mas a verdade é que Urreta precisa de ser consistente e mostrar durante uma época inteira, sem lesões ou outros percalços, que tem valor (e tem). O empréstimo a uma equipa estrangeira seria uma boa solução.
P.S. E o Modric? Demora muito a assinar? Era uma óptima notícia para nós. Sim, para nós.
sábado, 18 de agosto de 2012
Agora ou nunca
Há qualidade neste plantel. Há soluções para praticamente todas as posições. Apesar de o mercado ainda não ter fechado, tenho poucas dúvidas de que não virá um defesa esquerdo, restando saber quem, se alguém, vai sair. Manter os principais activos "vendáveis", casos de Witsel, Cardozo, Javi, Rodrigo, Gaitán e Garay será um feito notável, mas aguentarão as contas do clube este esforço? E compensará?
E os rivais? O Sporting continua a atravessar a sua crise de identidade igualando esta temporada os famosos e penosos onze anos que o Benfica esteve sem ganhar o campeonato. O Braga parece ainda mais forte que no ano transacto, mas não creio que consiga repetir a graça do ano passado e de 2010. Sobra o Porto, sempre o Porto. Um Porto onde há ordenados em atraso, descontentamento e vontade em sair entre os principais jogadores (Álvaro, Moutinho e Hulk), que tem um treinador que é, indiscutivelmente, pior que o nosso apesar de todos os defeitos (e não são poucos) que Jesus tem, um Porto que, ironicamente, tal como nós, se arrisca a começar a época sem um defesa esquerdo de qualidade. A saída de Hulk ou Moutinho, a meu ver, tornará este Porto no mais vulnerável dos últimos anos. Teremos esse brinde?
Se estou confiante? Nem por isso. Sei o que a casa gasta. Conheço os erros que se cometeram, os que se cometem e os que provavelmente se irão cometer. No Benfica e fora dele. Venha 2012/2013, estamos preparados. Quer dizer, não estamos, mas estamos. Coiso. Vamos lá.
terça-feira, 7 de agosto de 2012
O melhor e o pior da pré-época
A pré-época está praticamente no fim. Falta apenas o jogo de dia 11 com o Fortuna de Dusseldorf para se dar início às hostilidades no campeonato nacional. E do que vi nos jogos de pré-época, há aspectos positivos e negativos tanto em termos individuais como colectivos. O que de melhor e pior se passou na pré-época, a meu ver, foi isto:
O Melhor
Witsel - classe, classe e mais classe. Witsel é sinónimo de qualidade, sendo um jogador muito grande para uma Liga tão pequena como a portuguesa. Tem uma cláusula de 40 milhões e é bom que não se esqueçam disso, pois sem Witsel não há título. É quem equilibra a equipa e, a meu ver, o jogador mais importante do plantel.
Carlos Martins - bons olhos o vejam. Carlos Martins não é um jogador de grande classe, tem várias falhas e não é propriamente consistente, mas oferece soluções de jogo que mais nenhum jogador do plantel pode oferecer. A sua meia-distância e verticalidade de jogo serão soluções interessantes e úteis que não tivemos no ano passado. Esta pré-época vimos o melhor de Martins. Que continue, por muitos e bons anos.
Enzo Pérez - Nunca duvidei da sua qualidade e agora percebe-se porquê. Enzo tem imenso talento, sabe ler o jogo e garante golos, assistências e equilíbrios defensivos. Foi dos jogadores que mais gostei de ver, ainda que a espaços, na pré-temporada. Se lhe derem tempo e se tiver vontade, vai ser um caso sério.
Entrosamento ofensivo - Ofensivamente, a equipa conhece-se. Viram-se rotinas num processo de jogo definido. No ataque, a equipa parece pronta para a alta competição. Isto constitui um excelente indicador.
Agressividade - em todos os jogos, a equipa revelou uma agressividade que, mesmo sendo excessiva para o habitual nos encontros amigáveis, demonstra vontade e que os nossos atletas sabem o que querem e sabem para quem jogam. Revela identidade. E é bom começar a época com a identidade bem definida.
Mais ou menos
Ola John - Um caso bicudo. Ao que parece, custou uma nota preta e não está a render o esperado. Ainda não chegou à Luz mas parece ser o patinho feio dos adeptos. Também não gostei do que vi, mas quantos jogadores de 19 anos é que chegam à verdadeira Europa do futebol (sim, porque a Holanda é uma espécie de exclave brasileiro na Europa) e assumem o jogo e fazem a diferença como se pede a Ola John? Acho que se está a exagerar um bocadinho neste caso. Dêem tempo ao miúdo para mostrar o que vale, porque não pode valer só aquilo, certamente.
Mora - Uma época parado, sem se mostrar, e eis que de repente surge um hat-trick e alguns sinais positivos. Costumo desconfiar destes jogadores como desconfio dos novos sucessos do mundo da música que aparecem nesta altura do ano com um hit de verão. Geralmente não dão em nada. Mas já que se mostrou, merece oportunidade. Para manter no plantel e ver o que pode dar.
João Cancelo - Sinceramente... gostei. Tem velocidade, garra e até se incorporou bem no plano ofensivo e defensivamente. No entanto, com a sua idade, pode ser "curto" até porque o lugar pertence a Maxi Pereira. Tendo em conta que Maxi perde tão poucos jogos por época, Cancelo seria sempre um recurso que, na minha opinião, poderia ser usado. Mesmo que não mereça a confiança do treinador, há Miguel Vítor, que pode fazer a posição. Por isso, é uma questão de lhe dar tempo para crescer e minutos na equipa B.
O Pior
Hugo Vieira - foi confrangedor, uma desilusão autêntica. Não conseguiu mostrar nada daquilo que evidenciou em 2011/2012 em Barcelos. Muito trapalhão, pouco esclarecido em campo, sem saber o que fazer à bola nem como se colocar para jogar com a equipa. Até no aspecto técnico, que é o seu mais forte, desiludiu. Talvez a equipa B seja uma boa solução para este jovem, apesar de já não contar como sub-23.
Saviola - um reformado em campo. Pode continuar a saber e a entender o jogo como ninguém, mas sem capacidade física para se manter em pé quando recebe um passe com um pouco de força a mais, é inútil em campo. Dá pena ver este Saviola jogar. Ainda no outro dia, no jogo com a Fundação Luís Figo, parecia ser um ex-jogador na equipa errada. Foi um prazer vê-lo de águia ao peito em 2009/2010, mas de lá para cá tem sido praticamente nulo.
Alan Kardec - bem espremidinho, é um jogador que vale zero. Não compreende o jogo, não é rápido, não tem golo, não se incorpora bem no ataque, não tem lugar no Benfica. Simples. Hoje não tem, amanhã dificilmente terá. É para vender ou emprestar, na pior das hipóteses. Uma enorme desilusão.
[des]Organização defensiva - Não constitui propriamente uma surpresa, mas mesmo assim não deixa de ser um aspecto muito negativo. O Benfica não sabe defender. A organização defensiva é banal e a transição ataque-defesa é de amador. Se a isto se juntar a perda de Witsel, temos a receita para o insucesso desportivo.
Distribuição de tempo de jogo - Não percebo por que motivo o eixo Luisao-Garay-Javi raramente foi desfeito. Mesmo que não venham a ser poupados em muitas ocasiões durante a temporada, Jardel, Miguel Vítor e Roderick justificavam mais minutos de jogo para se mostrarem e para ganharem confiança. Depois, quando são precisos, ou enterram ou se lesionam. Havia algum motivo para não serem quase utilizados?
quinta-feira, 2 de agosto de 2012
O mundo ao contrário
E é recorrente. Jesus pode dizer o que pensa, mas há um local, um tempo e um modo para o fazer. A começar pelo local, o relvado será, seguramente, o último na lista dos sítios. Pode fazê-lo no balneário, em privado, ou mesmo na conferência de imprensa, em público. Nunca no relvado, no meio da confusão. Errou também no tempo. Quando é que se deve criticar um jogador pela sua exibição? No final do jogo, em pleno relvado, não será certamente. A imagem que fica é a de um desequilibrado mental que, furioso após um empate cedido no último lance, decide descarregar no alvo mais fácil. O modo é o que já todos conhecemos: o único que Jesus conhece. Aos gritos, tratando os jogadores abaixo de cães.
A crítica tem por objectivo primordial corrigir e melhorar. Acho no mínimo estranho que o próprio Jesus consiga acreditar que é assim que vai tornar Ola John um jogador melhor. Depois, além de corrigir e melhorar, tem por objectivo espicaçar o jogador, colocando-o do seu lado se possível. Lembram-se de Mourinho falar em caçar com gato referindo-se a Benzema? Onde está Benzema hoje? Com que sucesso? E Mourinho? E a relação entre ambos? É esta a diferença. Há uns que querem e são, há outros que querem mas não podem ser. Há lagartixas e há jacarés.
Jesus não é o mestre da disciplina. Se há alguma coisa que ele é em termos de disciplina, é um analfabeto. Dizer que é mestre na disciplina é mentir desavergonhadamente. Referir que o número de casos disciplinares reduziu drasticamente é atirar areia aos olhos das pessoas. Mas há quem tente passar estes atestados de estupidez. A forma como geriu os casos de Moreira, Quim, Nuno Gomes, Rúben Amorim, Nolito, Nélson, Eduardo, Capdevila etc, só reforça a incapacidade e incompetência do senhor Jesus em estar e tratar de seres humanos. Uma pet shop seria melhor para este indivíduo trabalhar. E espanta-me se não ocorrer mais nenhum caso esta época, até porque nesta pré-temporada já se começam a ver sinais preocupantes, mesmo de gestão do plantel em jogos amigáveis.
Mas falando especificamente do que aconteceu no final do jogo com a Juventus, e mesmo não sabendo o que foi dito a John pelo mestre da táctica, todos vimos a forma como o fez. Não estava a convidá-lo para um café ou a dizer que precisava de aprender a falar português mais depressa. O que quer que tenha dito fez com que perdesse a razão. Estamos a falar de um miúdo de 19 anos que acabou de ser reforço e que veio de um país diferente, de uma realidade diferente onde se joga um futebol completamente diferente. Veio para um país cujo idioma desconhece por completo, não tem colegas conhecidos a actuar aqui e, como se não bastasse, é treinador por um louco que não respeita os jogadores e não os trata por igual, nem parecido. Como se explica que, dos dois extremos esquerdos do plantel, o que mais se esforça e melhor desempenho tem em campo seja sistematicamente tratado abaixo de cão no relvado comparativamente ao outro extremo do plantel, que não se esforça, que anda a passear a camisola em campo e cujo rendimento fica quase sempre aquém do esperado?
Lamento em chamá-lo de idiota, mas um indivíduo que comete sucessivas idiotices é o quê? Um idiota. Estou cada vez mais farto deste imbecil à frente do meu clube.
Ó Fialho, e se o teu chefe te tratasse assim? Também aplaudias? Isso é escrita criativa ou preferes os ditados?
P.S. Prato do dia: ver pessoas que dizem que não se deve criticar os jogadores e que devemos apoiar e dar força aos atletas defenderem a atitude de Jesus e, inclusivamente, questionarem a qualidade de Ola John para defender este "mestre".
terça-feira, 31 de julho de 2012
Uma overdose de extremos
Melgarejo vai ser defesa esquerdo. É opção pessoal de Jesus, tem mais minutos de pré-época nas pernas que Luisinho e, resulte ou não, vai ser uma embirração/adaptação do treinador. Falta arrumar nove.
Entre Hugo Vieira e Michel, creio que um sairá por empréstimo e o outro será, no papel, avançado para Jesus. Faltam sete.
Bruno César é um "10" de origem, não um extremo, apesar de ter actuado em bom plano na época passada nas funções que lhe couberam. Com o avançar de idade de Aimar, creio que Jesus vai apostar cada vez mais em César, tanto como suplente utilizado ou como titular quando o Mago estiver cansado. Faltam seis.
E o que fazer com estes seis? Ola John e Salvio acabaram de chegar ao clube. Gaitán já é da casa e não parece ter mercado para sair. Nolito fez uma grande época em 2011/2012. Enzo deu imensos sinais positivos na pré-época. Djaló... nem me vou pronunciar. O que vai ser desta gente, se só podem ficar quatro?
Eu iria a jogo com Nolito, Salvio, Enzo e Ola John. Seriam o meu quarteto fantástico. Djaló com guia de marcha, emprestado ao Sporting, ao Setúbal, ao Guimarães ou para o estrangeiro, onde ainda pode enganar mai alguém, e Gaitán vendido a todo o custo. Não estou minimamente preocupado se for vendido por 18 milhões. É que nem isso vale. E com extremos de maior qualidade no plantel, Gaitán só vai perder tempo de jogo e desvalorizar no mercado internacional.
Estou mais preocupado com o que vai (ou não vai) na cabeça de Jesus e na de quem o deixa fazer os disparates de sempre. Acredito que para Jesus, Salvio e Ola John sejam indispensáveis, Gaitán idem e Djaló, o seu mono des estimação, contratado para ser potenciado sob as ordens do mestre, também, preferindo vender Nolito, que tem mercado em Espanha, e Enzo, por não fazer parte do "seu" grupo. Vamos ver. O que é certo é que o Benfica vai ter de vender ou emprestar alguns destes extremos. E falo em extremos, porque Witsel não é extremo, percebido?
domingo, 29 de julho de 2012
Sobre Enzo Pérez
Há tanto futebol nos seus pés. Nada que não soubéssemos, uma vez que aqui, tanto eu como o Far(away), sempre defendemos a sua contratação, inclusão e continuidade apesar dos disparates que disse e fez na época transacta. Isto para dizer que, em condições normais, e mesmo com a vinda de Salvio, Enzo Pérez tem qualidade para ser titular no Benfica. Joga simples, é muito inteligente com a bola nos pés, privilegia o colectivo em detrimento do individual, garante golos e é tacticamente disciplinado. Os lances que melhor definem Enzo Pérez são dois durante o jogo com o Real Madrid: primeiro ao desmarcar simples Witsel, de primeira, na jogada do golo de Carlos Martins; depois ao ficar na cara do guarda-redes e a picar a bola sobre Adán quando se preparava para fazer a mancha.Tenha Enzo a vontade e Jesus a inteligência necessárias e o camisola 35 vai dar muitas alegrias aos benfiquistas. Esta equipa precisa de um médio ala que saiba ser extremo e que saiba dar equilíbrio nos momentos defensivos. Precisa de alguém que marque golos e que os dê a marcar. Tudo isso é Enzo Pérez. Jogador de categoria e com capacidade para ser titular.
domingo, 22 de julho de 2012
O Ovo de Colombo

Começo por dizer que acho, muito sinceramente, que temos um guarda-redes à altura dos que os rivais têm (Hélton e Patrício) e defesas centrais e direito melhores que os dos adversários. Nem posso falar em defesa esquerdo, porque não posso comparar os dos rivais com... zero. E, curiosamente, ou talvez não, somos, dos três grandes, o que pior defende. Mas de longe. E as razões para tal explicam-se em duas palavras: Jorge Jesus. Não sou um catedrático em futebol, não sou um especialista nem um estudioso do jogo, mas há coisas que são por demais evidentes e facilmente descodificadas seja por um engenheiro ou por um pedreiro. Jorge Jesus tem três anos de Benfica e a minha cabeça tem três anos de Jorge Jesus. Percebe-se o que passa e, sobretudo, o que não passa por aquela cabeça. E é isto que me preocupa. Bastante.
Em três anos de Benfica, Jesus descurou completamente a questão defensiva. Se no primeiro ano ainda havia disfarce (chamado Ramires), no segundo as debilidades ficaram visíveis a olho nu, num esquema onde não actuava nenhum médio de transição (box-to-box) e onde a equipa atacava e defendia em dois blocos perfeitamente individualizáveis. Quantas não foram as vezes em que o Benfica foi apanhado no contra-golpe com um lateral, Luisão e David Luiz/Jardel a defender, Javi a recuperar em esforço e o outro lateral na zona de ataque? No terceiro ano, a mesma situação. Witsel é um jogador soberbo, muito bom a ocupar o espaço, mas sem a mesma disponibilidade física de Ramires, o que nos valeu alguns dissabores. Aliado ao facto de Jesus achar que Maxi Pereira não deve defender, o resultado só poderia ser aquele. Temos um problema que só se resolve de duas maneiras: ou o treinador muda, ou se muda o treinador.
Temo seriamente, para não dizer que tenho quase a certeza, que o se viu hoje com o PSV Eindhoven se venha a repetir por várias vezes esta época. Equipa perdida no espaço defensivo, dois blocos claramente partidos, um de defesa e outro de ataque, espaços atrás das costas dos laterais, incapacidade em suster o jogo em profundidade do adversário, desequilíbrios nas faixas do terreno de jogo com os defesas a serem deixados em situações de 2x1 inúmeras vezes, equipa sempre a olhar para a bola e despreocupada com as movimentações dos adversários, terríveis leituras defensivas que revelam falta de estudo na forma como o Benfica defende as bolas paradas e por aí adiante. A equipa não sabe defender. O Benfica treme quando o adversário tem a bola. Como é que um "mestre da táctica" não sabe defender? Qual mestre? E qual táctica? Só se for do 5-buraco-5 suicida. Jesus não tem competência para mais. Se reconhecesse isso, ainda poderíamos ter hipóteses, mas, pior que burro, é incorrigível. Não aprende com os erros. Nem quer. E as adaptações que tenta fazer são a prova provada da loucura. Como acha que não precisa de laterais suplentes, ora aparece Airton, Witsel, Miguel Vítor, Djaló, Melgarejo, quem lhe apetecer. Amanhã será Nolito (ainda hoje criticado pelo mestre Jesus), depois Bruno César. Com sorte não será preciso recorrer a Cardozo.
E mesmo na pré-época acontecem coisas que nos parecem impensáveis: a começar pelo voto de desconfiança que deu a Miguel Vítor e a Jardel, que jogaram apenas 45 minutos em cinco jogos, passando pela indefinição da posição de defesa esquerdo, lacuna já identificada por todos os adeptos desde Janeiro e terminando na crónica questão da transição ataque-defesa e defesa organizada. O que se faz na pré-época tem consequências no decorrer da temporada. É que a jogar desta forma tresloucada, as probabilidades de levar mais uma manita do Porto são reais. Só para não falar na perda de campeonatos, especialidade da casa. Mas quanto a isso não há problema, culpa-se o árbitro, naquela atitude típica de varrer o lixo para debaixo do tapete. Ainda hoje foi aquele polaco maldito.
"Os ataques ganham jogos, as defesas campeonatos". Ver o Benfica de Jorge Jesus atacar é um regalo para os olhos. Ver o Benfica de Jorge Jesus defender é... não é. Porque o Benfica de Jesus simplesmente não sabe defender. E já alguém viu uma equipa que não sabe defender ganhar uma prova de regularidade?
sexta-feira, 20 de julho de 2012
Rojo
O Benfica perdeu o concurso do argentino para o Sporting. Sinceramente, estas tricas de verão que ocorrem anualmente no mercado de transferências dizem-me pouco. Perder um jogador para um rival é comum e não deve ser visto como um cataclismo. E comparando a perda de Rojo com outras que ocorreram no passado (Álvaro Pereira, James e Falcão, por exemplo, para falar nos nomes mais sonantes), esta é daquelas que me faz menos mossa, não pela qualidade do defesa argentino, que a tem e em quantidade, mas sim porque o que falhou nesta negociação foi o acordo entre clubes, uma vez que ao que parece, e confiando nos relatos da nossa comunicação social, o acordo entre o Benfica e o jogador até estava bem encaminhado. Se o Benfica entendeu que não deveria pagar mais que os ditos 3 ou 3,5 milhões de euros que a comunicação social ventilou, penso que a questão é compreensível e só se revelará acertada se no final da época Rojo provar que não merecia o preço pedido ou se o Benfica conseguir encontrar um defesa esquerdo que cumpra a posição. Na minha opinião, do que conheço do jogador, iria até aos 4 ou 4,5 milhões de euros, mas...
Mas o que realmente interessa é tentar perceber o porquê de perdermos tantos jogadores. Como já disse no início do post, não me causa transtorno perder determinado atleta para um rival. O que me preocupa é que, ano após ano, o Benfica é discutido para fora, um clube onde todos dão bitaites, onde a informação sai para o exterior com uma facilidade incompreensível e é isto que leva a que se percam boas oportunidades de negócio, como foram Álvaro Pereira, James, Falcao e, provavelmente, Rojo. Chega. Quando o Benfica entra numa negociação deve assegurar em primeiro lugar que ninguém do outro lado da mesa, seja o clube, o jogador ou o seu empresário, ponha a boca no trombone e denuncie as negociações. Caso isso aconteça, é dar as mesmas por encerradas. E mais importante que isso, é garantir que se eliminam as gargantas fundas que passeiam pelos corredores da Luz.
Finalizo dizendo o seguinte: perder Rojo não é um drama. Há mais defesas esquerdos ao alcance financeiro do Benfica, até porque, como se viu pela contratação de Ola John, dinheiro não parece ser um problema. Mas é preciso contratar porque no actual plantel escolhido por Jesus não há ninguém com capacidade para ser titular naquela posição. E já vamos em três semanas de estágio. Dentro de cinco dias estaremos precisamente a dobrar a metade da pré-época e a única posição do plantel para a qual temos carências visíveis, objectiváveis e claramente identificadas desde a época anterior continua sem solução à vista. Isto não me parece um caso de boa gestão desportiva.
terça-feira, 3 de julho de 2012
Deixem a bola rolar
Nesta época, não se pode colocar a hipótese de ganhar ou deixar de ganhar. Em Maio há uma festa para fazer. Caso contrário, o Benfica alcançará mais um registo negativo, com apenas um campeonato ganho em oito anos. E, por extensão, já que o Sporting não faz parte destas contas, o Porto iguala o registo alcançado entre 1992 e 1999, com sete títulos conquistados em oito épocas. Vamos ser mais competentes, pode ser? Por agora, deixem a bola rolar. E façam o vosso trabalho. Sem expectativas, sem ilusões, apenas trabalho, trabalho, trabalho.
sábado, 16 de julho de 2011
Torneio Guadiana: Benfica vs Paris SG

O Benfica não só venceu o Paris SG, por 3-1, como ainda deixou boas indicações, quer individuais quer ao nível de colectivo. Aimar, Gaitán, Cardozo, Nolito e Jara foram os jogadores mais em destaque do Benfica, no meu parecer. Os golos foram marcados por Cardozo (11m), Jara (64m) e Saviola (89m). O brasileiro Nené marcou, aos 15m, o golo do Paris SG.
Na primeira parte, Aimar e Gaitán confirmaram o excelente momento de forma que atravessam. O entendimento e os desequilíbrios provocados por ambos, permitiram levar o Benfica ao primeiro golo, concluído por Óscar Cardozo, que soube estar no sítio certo para empurrar a bola para o fundo das redes. Bruno César na esquerda parece-me um pouco fora do seu “habitat natural”. Pode ser por não estar fisicamente nas melhores condições, o que nesta fase é compreensível, mas tenho dificuldades em o imaginar a ir à linha para cruzar ou a promover desequilíbrios pela ala. Parece-me que este lugar será disputado por Gaitán e Nolito.
Do outro lado, Enzo também em fase de adaptação, prefere resguardar-se e jogar pelo seguro. Matic, embora demonstre que precisa ainda de melhorar significativamente nas tarefas defensivas, principalmente em alguns aspectos tácticos como no posicionamento e na leitura de jogo, vai ainda assim demonstrando que afinal pode vir a ser um bom reforço. Numa altura em que se pretenda equilibrar o meio campo, nos jogos fora e mais complicados, este pode ser um auxílio ao Javi Garcia, num 4-2-3-1. Embora tenha atributos fisicamente semelhantes ao Javi, é um médio que faz das lacunas do espanhol as suas forças e vice-versa, pois sabe sair a jogar e demonstra ter qualidade no passe. Falta então verificar como será a sua evolução em termos defensivos.
Na segunda parte, Witsel fez a sua estreia no lugar de Aimar. Com apenas alguns dias de águia ao peito, não se poderia ter pedido melhor. Jogou curto e pelo seguro e ainda esteve ligado ao segundo golo do Benfica, servindo Nolito que, por sua vez, colocou a bola no Jara, que nos proporcionou um belo golo de chapéu. Jara e Nolito tiveram em destaque pela raça como disputaram cada lance e empurraram o Benfica para a frente. O espanhol voltou a estar em destaque no terceiro golo, deixando alguns adversários para trás. Só não foi ele a finalizar a jogada porque Saviola se antecipou. Mas certamente que teremos mais oportunidades para ver as tais diagonais “à Simão” que o Nolito tanto gosta de fazer.
Falta falar no aspecto menos conseguido, o sector defensivo. É verdade que provavelmente nenhum destes quatro defesas será titular deste ano. Também é verdade que estiveram melhores que no último jogo. Mas ainda assim custa ver que, na primeira verdadeira oportunidade que o Paris SG dispõe, a zona central da defesa concede um buraco enorme e todas as facilidades para que o Nené marcasse. Venham os internacionais o quanto antes, sendo que o defesa esquerdo já cá deveria estar há algum tempo. Não sei a opinião do caro leitor mas eu que no inicio temi pela contratação do Artur, a verdade é que me tem dado segurança e parece-me que terá todas as condições para segurar o lugar.
Até aqui os jogadores levaram com a tradicional tareia física, sempre com bola, o que é importante. Tinham vários treinos e jogos em poucos dias e sempre com cargas elevadas. Claro que acusaram o esforço nos primeiros jogos, mas não me pareceu motivo para preocupação visto que aquilo que realmente interessa é que a equipa esteja pronta no jogo da pré-eliminatória da Liga dos Campeões.
Existem equipas que preferem adversários acessíveis, em pior forma física e que lhes permitam as tradicionais “cabazadas” da pré-época. Parece-me muito mais produtivo que se trabalhe com a carga elevada, com vários treinos com bola, com jogos frente a equipas a um nível físico ligeiramente superior ao que temos na altura e que se vá reduzindo a carga com o aproximar do jogo que realmente importa vencer.
Venha então o Anderlecht.
sábado, 9 de julho de 2011
Algumas notas soltas sobre o amigável
Bruno César: Jogador com processos simples, rápido e com uma grande visão de jogo. Apesar de jogar sobretudo pela ala esquerda, posição que não é a melhor para si, este não engana pois não?
André Almeida: Mostrou-se solto, sem receio em subir pelo seu flanco. Determinado a provar o seu valor. Teve movimentos interessantes e é uma opção a rever com maior cuidado.
Miguel Vítor: A braçadeira fica-lhe tão bem.
Roderick: Demasiado displicente no capítulo do passe. Precisa crescer muito ainda. Não acho que tenha lugar no plantel.
Cardozo: Aparentemente mais leve na forma como anda pelo campo. Vê-se que está bem preparado fisicamente e o primeiro golo foi à Cardozo.
Gaitán: Melhor na faixa direita que no meio. Nota-se de que está já num ritmo alto.
Júlio César: Até tive pena... Entra e faz aquele disparate...
Daniel Wass: Joga simples, sem complicar. Precisa de mais minutos.
David Simão: Lateral esquerdo? Jesus não inventes, nem assassines o futebol do miudo. Que belo recado passas ao rapaz.
Matic: Boa qualidade de passe. Isso é notório à distância. Médio defensivo? Adaptação.
Enzo Pérez: Ainda um corpo estranho na equipa, normal, mas será reforço.
Nolito: Parece que estou a ver o Simão... não tem receio em partir para cima do adversário, arriscar o um para um, vai ser um jogador muito útil durante a temporada.
Rodrigo: Bons pormenores, parece ser jogador. Para ficar claramente.
Saviola: Nem vou comentar...













