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segunda-feira, 27 de abril de 2009

Será isto o Benfica 2009/2010?

Em primeiro lugar, isto:

DJALMA METE O DI MARIA NO BOLSO!


Por muito que nos custe admitir, há que dizer a verdade: esta época vai ser muito difícil chegar ao segundo lugar. O campeonato é uma miragem, uma vez que o título parece-me entregue ao fóculporto, como ficou provado na defesa de andebol de Raul Meireles contra a Briosa, e o segundo lugar é também muito improvável (sabemos que quando as tixas precisam de ajuda aparece sempre um Elmano, um Xistra, ou sei lá, um Lucílio qualquer). Acontece sempre isto, ano após ano, inclusivé a entrada de um sujeito chamado Rui Costa no Estádio da Luz.

Decorre uma sondagem num blog benfiquista cujo nome não me lembro mas que pergunta o seguinte: "Tem Quique Flores capacidades para levar o Benfica ao título e a jogar um bom futebol?" Das 3 opções, só uma me parece certa: "Sim, apesar de o Benfica ser prejudicado.". E foi o que se passou ontem.

O Benfica entrava em campo com a ilusion de conseguir ainda um lugar de acesso à Liga dos Campeões, sabendo que para isso era obrigatório vencer os madeirenses. Já o Marítimo sabia que também era obrigatório ganhar para continuar na perseguição ao 5º posto ocupado pelos rivais nacionalistas.

E o Benfica à semelhança dos últimos jogos, até entrou bastante bem, conseguindo trocar a bola no meio campo adversário, o que nos leva a pensar que o caminho a trilhar na pré-época 2009/2010 pode ser mais curto e mais fácil que nos anos anteriores. Com boas trocas de bola e com alguns remates pergisos, o Benfica foi fazendo 1, 2, 3 golos, tudo em menos de 40 minutos. Parecia que íamos ter uma noite tranquila no Estádio da Luz. Mas quando o árbitro é Rui Costa...

No meu primeiro jogo com lugar cativo na nova Luz, o Benfica recebeu e perdeu com o Gil Vicente de Ulisses Morais, mestre do anti-jogo. O árbitro que se mostrou conivente com a palhaçada dos jogadores gilistas foi exactamente este Rui Costa. E se dúvidas ainda sobrasse sobre quem manda nele (cá para mim, pra o ano é promovido a internacional, para o lugar do irmão), tratou de demonstrar a Carvalhal que a reviravolta era possível: duas faltas inexistentes à entrada da área do Benfica no espaço de um minuto e golo para o Marítimo. Penalty completamente inventado e mais um para os madeirenses. Assim até parecia fácil.

Não me lembro de o mesmo árbitro ser chamado de "palhaço" e gatuno" no mesmo jogo por 4 vezes. Mais um record para o irmão de Paulo Costa.

Quanto aos jogadores encarnados, destaque para Maxi Pereira na defesa, que está a mostrar-se como o melhor lateral-direito na Liga, Reyes que revelou-se um autêntico saco de pancada para os jogadores do Marítimo, e, no ataque, Cardozo, pois claro, autor de dois golos e de uma grande exibição.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Tiro num barco de dois canos


Vitória que teve tanto de sofrida como de merecida nos Estádio José Bento Pessoa, ontem à noite, na Figueira da Foz. Frente a uma Naval que em casa derrotou o FC Porto (ainda falta jogar com o Sporting) o Benfica voltou a sofrer para conseguir arrancar mais uma vitória a ferros na Liga. Já não vejo um jogo do SLB sem um pacemaker... mas o que realmente importa é ganhar. Este campeonato começa a ter um "cheirinho" daquilo que aconteceu em 2004/2005, na altura com Trapattoni. Esperemos que a conclusão deste campeonato também seja feliz.

A primeira parte foi mais uma primeira parte à Benfica versão 2008/2009. Sem ideias, com uma lentidão espantosa, mas com um golo. E que golo. Pablo Aimar marcou logo ao terceiro minuto o seu primeiro golo na Liga Sagres.



No segundo tempo foi Angel Di Maria, sempre com a colaboração dos passes longos de Reyes quem criou mais perigo, sem que numa dessas vezes atirou a bola à trave da baliza defendida por Peiser. Tanta era a apatia em campo que não foi com grande surpresa que a Naval chegou ao empate. Após um lançamento de linha lateral, Marcelinho ganha o lance a Luisão e chuta à baliza de Moreira, sendo que me parecia que o guarda-redes das escolas do Benfica poderia ter feito mais alguma coisa no lance, para impedir o empate. O golo da Naval é limpo, apesar do lançamento ser efectuado quando o jogador da Naval tem apenas um dos pés assente no chão (se fosse o Bynia, o que não se diria!).

O Benfica acabou por chegar à vitória mercê de um golo que resulta de um erro do árbitro, apesar de o seu posicionamento não ser o melhor. Livre apontado por Reyes na esquerda, com Miguel Vítor a desviar do segundo para o primeiro poste onde aparece o sempre letal Katsouranis, que cabeceia com êxito para o fundo das redes, fixando o resultado final em 1-2 para o Benfica.



Só após o segundo golo é que Quique Flores começou a fazer alterações: primeiro retirou Cardozo para colocar Nuno Gomes em campo, e já mais perto do final retirou Di Maria para colocar Jorge Ribeiro, numa clara aposta na contenção defensiva, e colocou Urreta por Reyes, mas apenas para queimar tempo. Nenhum dos jogadores que entrou no decorrer da segunda parte se conseguiu evidenciar, uma vez que pouco mais de dez minutos jogaram (o caso de Nuno Gomes) e ainda por cima o Benfica ganhava pela margem mínima. E todos sabemos como o Benfica joga quando vence por apenas um golo de diferença.

Mais uma vez o Benfica vence, desta vez fora de portas. Um resultado que nos agrada muito, mas que não pode desagradar também à Naval. Afinal de contas, foram 8 124 os espectadores, na sua grande maioria benfiquistas, que se deslocaram à Figueira para ver o jogo. Somos o ganha pão de muitas famílias.

sábado, 31 de janeiro de 2009

A lenda d'El Rey D. Sebastião


Reza a lenda que seria num dia de nevoeiro que El Rey D. Sebastião regressaria. Na Luz, o milagre foi mais ao menos o mesmo, mas de proporções bem mais bíblicas. Pedro Mantorras, para quase todos acabado, regressou numa noite de tempestade e fez o que parecia impossível num campo de batalha encharcado como aquele: marcou o golo que colocou o Benfica no lugar onde merece, mesmo que à condição.

Mantorras é D. Sebastião! Eu diria mais: devido a tantos regressos, Mantorras é como Santana Lopes... mas em bom!

Quanto ao jogo em si, foi o que foi. Com um dilúvio daqueles era impossível fazer melhor. Chutão para a frente, fé em Nuno Gomes e num muito batalhador Cardozo (sim senhor, é assim mesmo!). A bola prendia de tal forma no meio-campo que era difícil, se não mesmo impossível, sair a jogar pelo lado dos bancos de suplentes. David Luiz na primeira parte e Maxi Pereira na segunda aperceberam-se bem da situação e sempre que possível recorriam ao chuveirinho. De resto, na primeira parte, destaque para a desinspiração de Di Maria, o que torna muito difícil construir ataques com princípio, meio e fim quando há apenas um extremo puro a jogar. Yebda também continua muito longe da forma que apresentava no início da época e Carlos Martins está, aos poucos a melhorar, tendo sido o elo de ligação entre a defesa e o ataque. Já Rúben Amorim continua incrível, certinho, não compromete e é, para mim, o jogador chave do meio-campo. No ataque Nuno Gomes esteve, como sempre, muito batalhador e Cardozo desta vez também, tendo muita infelicidade na finalização, enviando duas bolas ao poste.



Na segunda parte mais do mesmo, mas com o Rio Ave mais atento ao contra-ataque, devido a um jogo horrível de Yebda. O empate parecia perdurar até ao fim, até que aos 66 minutos, Quique decide pôr Pedro Mantorras em campo. E já está: primeiro toque na bola, primeiro golo. Digam lá se não é talismã. Ele pode estar em condições lastimáveis, e está mesmo, mas continua a ser aquele Mantorras com aquele instinto fatal. E o carinho que os benfiquistas têm por ele ficou demonstrado aquando da sua entrada para o aquecimento, aquando da entrada em campo e ainda quando marcou o golo da vitória. Como disse o Jorge Baptista hoje na SIC Notícias, é um stade cusy!



Até final foi aguentar a pressão do Rio Ave, a inclinação do campo promovida pelo árbitro e a entrada de Bynia. Ainda pensei que fosse para lesionar o Yebda, mas não. Vitória suada e merecida.

Resumindo, este será um jogo para figurar nos almanaques futuros do Benfica, pela carga emotiva que teve. Chorei duas vezes no Estádio da Luz: na despedida do Rui Costa e hoje, com o golo do Mantorras. Obrigado, Pedro.

P.S. Rui Costa (o árbitro) é sério candidato a Dragão de Ouro.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Outra vez?

Apetece perguntar se o Benfica vai viver muitos momentos de "Dr. Jekyll e Mr. Hyde" até ao final da época. Depois de grandes jogos contra Porto, Sporting e Nápoles, o Benfica do treme-treme voltou. Tal como Quique disse, e bem, a equipa não foi capaz de fazer quatro passes seguidos. Apesar de a defesa ter estado bem, o meio-campo não soube segurar o jogo, e aí perdemos (ou empatámos) a partida.

O Leixões tinha a estratégia bem estudada: meter a bola no Wesley (grande jogador, tem claramente lugar numa equipa de topo portuguesa), e correr muito. Sem bola, era "distribuir fruta" por todo o campo. Reyes levou, Nuno Gomes levou, Cardozo levou, Di Maria levou, enfim, foi um fartote de pancadaria como é costume nas equipas do Zé Mota, tudo com a habitual conivência do primo do Quim Barreiros.

Como disse, o Benfica foi fraco. Fraco não só no aspecto da qualidade do futebol praticado, mas fraco também na mentalidade. Após o golo, que, já agora, surge de uma clara infracção do jogador leixonense que Olegário Benquerença não viu (ou melhor, não quis ver), o Benfica encostou-se ao marcador e foi defender até ao fim. Quim ainda nos safou uma mão cheia de vezes, mas não pôde fazer nada no lance de golo onde a sua visão está tapada pelos vários jogadores que estavam na área.



Fica a sensação de que este Benfica pode, deve e sabe jogar mais e melhor futebol. Se é uma questão de tempo, não sei, provavelmente, mas é continuar a apoiar Quique e seus pares neste trabalho. Eu tenho fé neles.

Ficha de jogo

Liga Sagres - 5ª jornada
Estádio do Mar, Matosinhos
Árbitro: Olegário Benquerença (AF Leiria)
Assistência: Cerca de 8 000 espectadores

Leixões SC

Beto; Vasco Fernades (Paulo Tavares, 83 min), Nuno Silva, Élvis e Laranjeiro (Zé Manuel, 57 min); Bruno China (cap.), Hugo Morais e Roberto Sousa; Wesley, Braga e Marques (Diogo Valente, 68 min)
Suplentes não utilizados: Berger, Sandro, Joel e Castanheira
Treinador: José Mota

SL Benfica

Quim; Miguel Vítor, Luisão, Sidnei e Jorge Ribeiro; Yebda, Katsouranis, Carlos Martins (Rúben Amorim, 66 min) e Reyes (Di Maria, 8 min); Nuno Gomes (cap.) (Bynia, 83 min) e Cardozo
Suplentes não utilizados: Moreira, Léo, Urreta e Makukula
Treinador: Quique Flores

Disciplina: Cartão amarelo a Bruno China (70 min); Katsouranis (59 min) e Quim (86 min)

Marcador: 0-1 por Cardozo (32 min) e 1-1 por Wesley (88 min)

Melhor em campo: Quim (SL Benfica)

domingo, 28 de setembro de 2008

Habemus Equipa!


Mais do que a vitória justa frente à Associação Recreativa do Campo Grande, treinada pelo emproado Paulo Bento, ontem ganhámos uma equipa, um plantel. Tal como Quique disse no final do jogo, os jogadores são solidários uns com os outros e isso faz com que a coesão da equipa nunca seja afectada. Por isso mesmo digo que ganhámos uma equipa.

Mal entrei no estádio, quando foram anunciados os "onzes" de cada equipa, fiquei bastante apreensivo quanto à presença de Sidnei e Miguel Vítor juntos. Nunca tive grande impressão do brasileiro (como já tinha dito aqui no blog) e o português até o acho um bocado sarrafeiro, algo que com a idade irá passar certamente, quando adquirir mais experiência. Mas ontem, deram prova cabal de que estão ambos à altura de envergar o manto sagrado.



Quanto ao jogo jogado, dentro das quatro linhas, vi-mos duas equipas bem diferentes: por um lado o Benfica, sem medo, atacando sempre quando podia, fechando bem a defesa, impedindo o Sporting de chegar-se à baliza de Quim com perigo, bloqueando constantemente o Miguel Veloso pelas descidas do Nuno Gomes, enfim, fazendo uma exibição adulta, de uma grande equipa que somos. Por outro lado havia o Sporting: sem qualquer ideia de jogo a não ser o despejo da bola directamente da defesa para os pontas de lança, trocando a bola constantemente entre os centrais, mostrando-se contente com o empate. Assim sendo, acho que o Benfica mereceu a vitória.


No entanto, esta vitória não surgiu na primeira parte, onde até criámos algumas oportunidades, como o remate de Maxi Pereira que Nuno Gomes desviou mal, ou os remates de longe do Reyes, ou o penalty convenientemente não-assinalado por agarrão claro de Postiga a Yebda. Não. A vitória surgiu ao intervalo com a substituição de Rúben Amorim por Katsouranis. Aqui, sem sabermos, ganhávamos o jogo. Katsouranis fez uma das melhores exibições que já vi. Inteligente, rápido na abordagem aos lances e muito perspicaz. Em 45 minutos mostrou tudo isso. A serenidade com que trocava a bola no meio-campo, ou aquele corte em carrinho in extremis perto da nossa grande área, ou a visão de águia ao interceptar um passe de Rui Patrício a Moutinho. Katso esteve soberbo! Mostrou que é titular indiscutível... no meio-campo apenas, claro.



Pois bem, com a entrada de Katso o Benfica melhorou, mas também é importante reconhecer que Aimar acabou por ser fundamental. Continuo a dizer que, devido às suas lesões, é e vai ser um flop, mas ontem, ao assistir Reyes e ao ganhar a falta para o golo de Sidnei esteve muito bem. Nota ainda para os efusivos festejos de Quique Flores (que mostrou muita coragem com o onze que apresentu ontem) e para Carlos Martins, aquando do segundo golo benfiquista. Que festa! É bem feito para o Paulo Eu Sei Muito de Estatística Bento a ter mais respeito quando voltar à Luz.



2-0, no papo. Siga o Nápoles.

P.S. Foi uma pena Duarte Gomes, foi uma pena. Também estiveste fraquinho, à semelhança dos teus amigos lagartos. Passem pelo Hi5 dele e cumprimentem-no.

Ficha de jogo

Liga Sagres - 4ª jornada
Estádio da Luz, Lisboa
Árbitro: Duarte Gomes (AF Lisboa)
Assistência: 60 022 espectadores

SL Benfica

Quim; Maxi Pereira, Miguel Vítor, Sidnei e Jorge Ribeiro; Yebda, Carlos Martins, Rúben Amorim (Katsouranis, ao int.) e Reyes (Di Maria, 74'); Nuno Gomes (cap.) (Aimar, 58') e Cardozo
Suplentes não utilizados: Moreira, Léo, Bynia e Makukula
Treinador: Quique Flores

Sporting CP

Rui Patrício; Abel (Liedson, 71'), Tonel, Anderson Polga e Grimi; Miguel Veloso, João Moutinho, Fábio Rochemback e Romagnoli (Pereirinha, 71'); Yannick Djaló e Hélder Postiga (Derlei, 68')
Suplentes não utilizados: Tiago, Pedro Silva, Adrien Silva e Danie Carriço
Treinador: Paulo Bento

Disciplina: Cartão amarelo a Yebda (86'), Pereirinha (75'), Grimi (87') e João Moutinho (90')

Marcadores: 1-0 por Reyes (67'), 2-0 por Sidnei (72')

Melhor em campo: Yebda (SL Benfica)

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Sofrer, Sofrer, Sofrer

Como dizia Venceslau Fernandes, ex-ciclista e pai da triatleta Vanessa Fernandes, é "sofrer, sofrer, sofrer até ao fim!". E assim foi. O Benfica sofreu do princípio ao fim para conseguir três preciosos pontos na Mata Real, colando-se assim ao FC Porto no sexto lugar da Liga Sagres.

Num jogo em que ambas as equipas procuravam a primeira vitória na Liga, foi o Benfica que entrou melhor apesar de o Paços ter "apertado" com os encarnados nos primeiros instantes. Após excelente jogada de Reyes, Nuno Gomes responde ao cruzamento do extremo espanhol com um remate certeiro para o fundo das redes pacenses. À semelhança do encontro de quinta-feira, o Benfica adiantava-se cedo.



Mas, também à semelhança do embate para a UEFA, o Benfica voltou a deixar-se empatar: após deficiente alívio de Reyes, o central brasileiro Ozeia marca golo com a bola a ser desviada em Sidnei. Aí, percebendo-se do perigo e de alguma aflição da defesa encarnada, os castores carregaram e por algumas vezes estiveram perto de imitar o Nápoles. Mas em vão...

Em vão porque o Benfica não se deixou ir abaixo. Perto da meia hora, e após cruzamento de Ruben Amorim, que rubricou uma exibição serena mas de qualidade, Nuno Gomes (o melhor em campo), cabeceou para grande defesa de Bruno Conceição, mas eis que, ao segundo poste, Maxi Pereira aparece para devolver-nos a vantagem. Em boa hora.



Depois Cardozo. Após o segundo golo, o avançado paraguaio começou a mostrar serviço. Foram dele as iniciativas, os remates, o esforço, o nó cego que pregou ao lateral-esquerdo pacense e, claro, o golo. De penalty, é certo, mas também vale. Especialmente quando e bem assinalado, como foi o caso. Após cruzamento de Rubén Amorim, Tiago Valente intercepta a bola com o braço direito, que se encontrava bem afastado do tronco. Penalty óbvio. Cardozo, pois claro, não desperdiçou, enviando uma bala para dentro da baliza. 1-3, o jogo parecia ir bem encaminhado.



Na segunda parte o comboio começou a descarrilar: primeiro foi Quim, irreconhecível, que ofereceu o segundo golo a equipa do boné, seguindo-se várias intervenções atabalhoadas do keeper encarnado bem como um "treme-treme" da nossa defesa composta por Sidnei e Miguel Vitor, que, apesar de novos, cumpriram e bem os seus papéis.

Bola cá, bola lá, o jogo até parecia do campeonato inglês: golos, emoção e... um futebol feio. Sim, porque muitos golos não significa que tenha sido um jogo bom ou bonito. Bonito sim foi o golaço de Jorge Ribeiro, que festejou e, melhor ainda, foi aplaudido pelos adeptos benfiquistas. Fico contente pelo irmão de Maniche. Apesar dos erros do passado, por mim está perdoado. Não esqueço, mas está perdoado.



Tempo ainda para o Paços marcar o terceiro e fazer-nos sofrer mais um bocadinho. A partir daí foram 10 minutos que passaram vagarosamente. A bola estava quase sempre no nosso meio-campo e os do norte ainda tiveram duas boas oportunidades de marcar. Ironia foi que, após uma noite tão difícil, tenha sido Quim quem segurou esta vitória no último minuto. Três pontos merecidos, primeira vitória no campeonato, e cabeça no derby do próximo sábado. É isso que vos peço.

Quique Flores não esteve bem nas substituições. Primeiro porque Aimar foi inconsequente. Já o disse aqui e volto a dizer: Pablo Aimar não me convence. Não dá tudo em campo, apesar do enorme talento que tem. Deve correr e esforçar-se mais, à semelhança do que Cardozo fez hoje. Depois, a troca de Amorim por Balboa foi um tiro no pé. Inicialmente concordei com a entrada do guineense, mas preferia a saída de Carlos Martins, que esava visivelmente desgastado. Assim, passaria Amorim para o centro, o que daria mais estabilidade defensiva ao meio-campo. Mas o que interessa são os três pontos e esses ninguém nos tira.

Tenho ainda de destacar a boa arbitragem de Bruno Paixão: poucos erros, esteve sempre bem nos lances duvidosos. Bem ao assinalar o penalty e ao não expulsar Nuno Gomes bem como bem na análise do lance que dá origem ao segundo golo do Paços de Ferreira. É dos árbitros que considero como dos mais incompetentes, mas hoje, esteve bem.

Próximo jogo, Sporting. Aqui sim, poderemos ver de que massa é feito este Benfica. Este é, para mim, O derby. É o Benfica-Sporting, o clássico dos clássicos. Casa cheia no sábado poderá ser meio-a-zero a favor do Benfica quando entrar em campo. Eu lá estarei.

Ficha de jogo

Liga Sagres - 3ª jornada
Estádio da Mata Real, Paços de Ferreira
Árbitro: Bruno Paixão (AF Setúbal)
Assistência: Cerca de 4 000 espectadores

SL Benfica

Quim; Maxi Pereira, Miguel Vítor, Sideni e Jorge Ribeiro; Yebda, Carlos Martins, Rúben Amorim (Balboa, 77 min) e Reyes (Di Maria, 89 min); Nuno Gomes (cap.) (Aimar, 68 min) e Cardozo
Suplentes não utilizados: Moreira, Léo, Makukula e Bynia
Treinador: Quique Flores

Paços de Ferreira FC

Bruno Conceição; Ricardo, Ozéia, Tiago Valente (Rui Miguel, 46 m) e Chico Silva; Filipe Anunciação (Cristiano, 70 min), Paulo Sousa, Pedrinha e William; Edson (Filipe Gonçalves, 79 min) e Leandro Tatu.
Suplentes não utilizados: Coelho, Josa, Kiko e André Pinto.
Treinador: Paulo Sérgio

Disciplina: cartão amarelo a Tiago Valente (42 min), Filipe Anunciação (54 min) e Rui Miguel (62 min); Maxi Pereira, Nuno Gomes (57 min) e Quim (90 min)

Marcadores: 0-1 por Nuno Gomes (6 min), 1-1 por Ozéia (13 min), 1-2 por Maxi Pereira (30 min), 1-3 por Cardozo (g.p.) (43 min), 2-3 por Rui Migel (63 min), 2-4 por Jorge Ribeiro (74 min), 3-4 por William (85 min)

Melhor em campo: Nuno Gomes (SL Benfica)