Estou Farto Disto!
Há 10 horas
O Porto, com os seus negócios obscuros, consegue em Portugal e no estrangeiro favores estranhos e pouco claros. O que justifica que o presidente de um clube minta propositadamente para com isso, além de prejudicar o clube, beneficiar um clube estrangeiro que lhe é "estranho"? Muito suspeito. Em relação ao Benfica, há muitas transferências em que ficam por explicar os motivos pelos quais os jogadores acabaram por ir para o Porto (assim de repente, Falcao, Álvaro Pereira, James Rodriguez, Edgar, Kaz e outros). Finalmente, o Sporting, depois de tantos anos a viver de joelhos sem dignidade sendo o que o Porto queria, começa a morrer e sem perceber que uma das causas que levou os leões a este estado foi a aliança que fizeram com o Porto.
O Benfica começou o ano de 2011 com o pé direito ao derrotar o Marítimo na Luz por 2-0 em jogo a contar para a Taça da Liga. Jorge Jesus optou por fazer a chamada rotatividade da equipa principal e colocou alguns jogadores que habitualmente não são parte dos titulares no onze inicial. Num jogo de baixo ritmo, o Benfica revelou-se mais competente e alcança os três primeiro pontos da fase de grupos, que tem de vencer, obrigatoriamente, se quiser passar às meias-finais da prova.
Não me lembrava de sofrer tanto numa deslocação do Benfica aos Barreiros. Nos últimos anos habituámo-nos a goleadas bem gordas, 0-6 com Quique, o-5 com Jesus e até mesmo 0-3 com Fernando Santos, contrastando com a famosa maldição dos Barreiros que assombrou o Benfica no final dos anos 90. Hoje, com Saviola e Cardozo incrivelmente perdulários, voltei a sofrer. Uma, duas, três, quatro, cinco oportunidades escandalosas não convertidas em golo. E se hoje não tivéssemos ganho acredito que teria sido o "adeus" em definitivo ao título. Felizmente o jogador português em melhor forma neste momento, Fábio Coentrão, resolveu, estreando-se a marcar pelo Benfica na Liga, dando os três pontos que tanto precisávamos. No final da partida suspirei de alívio.
A segunda parte começou como tinha acabado a primeira, com o Benfica ao ataque e Gaitán a falhar, desta vez um chapéu de belo efeito mas de difícil execução técnica que acabou por derrubar um microfone. Depois foi o festival Cardozo, a imitar Saviola na primeira parte, com dois golos certos falhados em dois minutos, primeiro num um para zero com o guarda-redes do Marítimo em que recebeu a bola, parou e cara-a-cara fez o mais difícil, acertando no guardião. Depois, no segundo lance, após cruzamento milimétrico de Coentrão, fez o com seu pé cego o mais difícil falhando o golo a menos de 3 metros da baliza. Quando vi que aquela bola não ia entrar pensei que dificilmente o Benfica marcaria um golo ali, naquele jogo. E sempre que filmavam Jesus, o treinador aparecia mole, desesperado, sem energia, cabisbaixo.
Logo após o golo mais um lance duvidoso na área maritimista com Peixoto a cair (ou a ser derrubado?) por Roberto Souza (perdi a conta às faltas que este jogador fez, incrível!) e João Capela mandou jogar. Depois novamente Roberto a brilhar com uma palmada a desviar um remate forte para canto. E pode dizer-se que hoje, verdade seja dita e mérito seja atribuído justamente, depois de ter enterrado o Benfica um par de vezes, o espanhol deu-nos pontos. Hoje sim, está de parabéns.b) Compreendemos e associamo-nos ao movimento de indignação que desde sexta-feira varre o país. Face à adulteração da verdade desportiva, queremos pedir aos sócios e adeptos do Benfica que continuem a apoiar, de forma inequívoca e sem reservas, a equipa nos jogos que o Benfica realiza no Estádio da Luz, mas que se abstenham de se deslocar aos jogos fora de casa.
Odeio embandeirar em arco, mas que estas vitórias deixam qualquer adepto do Benfica extremamente orgulhoso... deixam! O Benfica poderia manter os 12 pontos de vantagem sobre o Sporting mas, muito mais importante que isso, era alargar de 4 para 6 a vantagem sobre o FC Porto, que empatara no sábado frente ao Paços de Ferreira, no Dragão, e não deixar escapar o Sporting de Braga, que voltou a ganhar, desta vez frente à Académica de Villas Boas, que ainda não havia cedido golos em Coimbra.
O Marítimo entrou surpreendentemente forte no jogo, obrigando o Benfica a ter muita atenção especialmente no sector defensivo. Surpreendente também foi o estado do relvado, bem melhor do que aquilo que foi dito ao longo da semana. O Benfica, no entanto, respeitando o Marítimo, soube entender o jogo e partir para cima dos madeirenses, sendo que a partir do décimo minuto até final da partida só deu Benfica. Algumas indecisões a nível ofensivo não permitiram no entanto que o Benfica tivesse chegado mais cedo. Perto da meia hora, aí sim, e após um lance de muita insistência, o Benfica acabou por chegar ao golo, por Saviola, após tentativas de Aimar e Cardozo. O primeiro, sempre o mais difícil, estava feito, e sem saber, o resto do jogo seria um autêntico passeio, por mérito próprio.
O segundo tempo foi um enorme bocejo, mas ainda assim houve dois golos e algumas oportunidades de golo: os golos do Benfica resultaram de um autogolo de Roberto Souza e num golo de Luisão em tudo semelhante ao marcara contra Ricardo no famoso Benfica - Sporting de 2005. Numa análise individual aos jogadores do Benfica, destaque para Quim, com um par de defesas difíceis e extremamente importantes, David Luiz, muito importante em conseguir o avanço do Benfica no terreno, em todas as alturas do jogo, e também para Saviola/Di Maria, que, cada um à sua maneira, souberam desequilibrar o jogo.
Próxima jornada absolutamente decisiva, acho que é aqui que se vai decidir o campeonato dos 3 grandes: o Benfica recebe o Vitória de Guimarães, contra quem não marcou, na Luz, nos últimos 4 jogos que os vitorianos apresentaram Nílson (derrotas para a Taça de Portugal em 2005/2006 e 2009/2010, derrota para o campeonato em 2008/2009 e empate também para o campeonato em 2007/2008), o Sporting de Braga recebe o Sporting, agora sim em crescendo, com João Pereira assumir um papel importantíssimo (não sei se já repararam nisso) e com a deslocação do Porto à Madeira, para defrontar o Nacional, talvez sem o seu cérebro, Rúben Micael.
Começa hoje a segunda etapa desta enorme maratona que é o campeonato português. Depois do "descanso", o Benfica entra em campo nos Barreiros, terreno cada vez menos maldito ao longo dos anos, mas que hoje estará em péssimas condições devido ao tempo. Mas estará péssimo para os dois lados, não é só para o Benfica, e por isso devemos saber tirar proveito dessa situação.


Parece-me natural que um clube que quer ser campeão nesta época não pode deixar escapar um jogador tão influente e também inteligente como este Djalma. Vi alguns jogos do Marítimo nesta época e aquela equipa é Djalma e mais dez. Pode jogar a ponta-de-lança, avançado ou até mesmo a extremo direito, posição onde o Benfica apresenta sérias lacunas. Além disso, é um jogador jovem, com bastante margem de progressão e que parece-me poder encaixar-se facilmente neste plantel: Balboa não parece ser jogador para o Benfica; Rúben Amorim, apesar das excelentes indicações, não consegue dar profundidade ao flanco; Carlos Martins falha muitos passes e não tem velocidade suficiente para jogar a extremo. Por isso, Djalma parece vir mesmo a calhar.
ONTEM assistimos a um jogo fraquinho nos Barreiros. Um Marítimo algo debilitado foi presa fácil para um Benfica que, mais uma vez, não entrou com a melhor das atitudes no jogo. Quando se pressiona e remata pouco e não se cria muito perigo junto da baliza adversária, arriscamo-nos a empatar mais uma vez. Felizmente a sorte esteve do nosso lado e o génio Miccoli concretizou duas oportunidades.. mais de 900 minutos depois do seu último golo. A arbitragem também ajudou, agora que estamos afastados do título, é sempre bom deixar a ideia de que o Benfica foi beneficiado nesta farsa de campeonato . Tem graça que os treinadores só se queixam quando são prejudicados contra o Benfica.