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domingo, 17 de maio de 2009

"Es una verguenza"

Foi o que o [ainda] treinador do Benfica disse ao 4º árbitro aquando de mais uma falta ridícula assinalada a um jogador do Benfica. Quique foi expulso, talvez seja suspenso, e este pode ter sido o seu "adeus" ao Benfica. Ou não...

Quanto a este jogo, não há muito a dizer (ou melhor, até há, mas não me apetece, até porque esta época foi entediante). Quanto aos destaques, Moreira demonstrou que foi, é, e será o melhor guarda-redes português dos últimos e para os próximos anos. As suas soberbas intervenções valeram os três pontos ao Benfica. Miguel Vítor é um dos jogadores mais concentrados e lutadores que há memória nos últimos anos. Duro e agressivo, mas leal, para mim foi a revelação deste campeonato. A jogar assim, consegue encostar Luisão ao banco. Katsouranis e Amorim são, para mim, a dupla com que o Benfica deve jogar para o ano (fica Katso!!). Cardozo é Cardozo.

O 3º lugar assegurado sabe a pouco tendo em conta aquilo que poderia ter sido alcançado. Foi fraco, há que dizê-lo sem receio nem vergonha. Mas não se pode desculpabilizar. Há que encontrar responsáveis para que para o ano não se repitam os mesmos erros.

Frente ao Belenenses, um clube histórico de Lisboa, e que luta arduamente para não descer, vai ser um jogo a "feijões". O que não implica que o Benfica entre em campo com os juniores. Nada disso. Face às lesões e castigos dos jogadores do Benfica para a próxima jornada, será natural vermos no onze titular Bynia, Balboa, Urreta, Ribeiro, quem sabe se Mantorras. Não concordo com o que o Geração Benfica disse. Compreendo o seu ponto de vista, mas não concordo. É assim mesmo no Benfica. Concordamos por vezes e discordamos noutras. Somos um clube democrático, para o bem e para o mal. Ainda bem.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Será isto o Benfica 2009/2010?

Em primeiro lugar, isto:

DJALMA METE O DI MARIA NO BOLSO!


Por muito que nos custe admitir, há que dizer a verdade: esta época vai ser muito difícil chegar ao segundo lugar. O campeonato é uma miragem, uma vez que o título parece-me entregue ao fóculporto, como ficou provado na defesa de andebol de Raul Meireles contra a Briosa, e o segundo lugar é também muito improvável (sabemos que quando as tixas precisam de ajuda aparece sempre um Elmano, um Xistra, ou sei lá, um Lucílio qualquer). Acontece sempre isto, ano após ano, inclusivé a entrada de um sujeito chamado Rui Costa no Estádio da Luz.

Decorre uma sondagem num blog benfiquista cujo nome não me lembro mas que pergunta o seguinte: "Tem Quique Flores capacidades para levar o Benfica ao título e a jogar um bom futebol?" Das 3 opções, só uma me parece certa: "Sim, apesar de o Benfica ser prejudicado.". E foi o que se passou ontem.

O Benfica entrava em campo com a ilusion de conseguir ainda um lugar de acesso à Liga dos Campeões, sabendo que para isso era obrigatório vencer os madeirenses. Já o Marítimo sabia que também era obrigatório ganhar para continuar na perseguição ao 5º posto ocupado pelos rivais nacionalistas.

E o Benfica à semelhança dos últimos jogos, até entrou bastante bem, conseguindo trocar a bola no meio campo adversário, o que nos leva a pensar que o caminho a trilhar na pré-época 2009/2010 pode ser mais curto e mais fácil que nos anos anteriores. Com boas trocas de bola e com alguns remates pergisos, o Benfica foi fazendo 1, 2, 3 golos, tudo em menos de 40 minutos. Parecia que íamos ter uma noite tranquila no Estádio da Luz. Mas quando o árbitro é Rui Costa...

No meu primeiro jogo com lugar cativo na nova Luz, o Benfica recebeu e perdeu com o Gil Vicente de Ulisses Morais, mestre do anti-jogo. O árbitro que se mostrou conivente com a palhaçada dos jogadores gilistas foi exactamente este Rui Costa. E se dúvidas ainda sobrasse sobre quem manda nele (cá para mim, pra o ano é promovido a internacional, para o lugar do irmão), tratou de demonstrar a Carvalhal que a reviravolta era possível: duas faltas inexistentes à entrada da área do Benfica no espaço de um minuto e golo para o Marítimo. Penalty completamente inventado e mais um para os madeirenses. Assim até parecia fácil.

Não me lembro de o mesmo árbitro ser chamado de "palhaço" e gatuno" no mesmo jogo por 4 vezes. Mais um record para o irmão de Paulo Costa.

Quanto aos jogadores encarnados, destaque para Maxi Pereira na defesa, que está a mostrar-se como o melhor lateral-direito na Liga, Reyes que revelou-se um autêntico saco de pancada para os jogadores do Marítimo, e, no ataque, Cardozo, pois claro, autor de dois golos e de uma grande exibição.

domingo, 19 de abril de 2009

Finalmente... tranqulidade

O Benfica voltou às vitórias na Liga, desta vez frente ao Vitória, em Setúbal, por expressivos 0-4. O resultado é no entanto enganador. O Benfica, apesar de muito superior, nunca conseguiu jogar realmente bem e acabou por construir a vantagem fruto de erros sucessivos dos sadinos, que, se mantiverem a quantidade de erros nos próximos jogos, bem podem preparar as malas para a Liga Vitalis.

Este Setúbal é exactamente o mesmo com que empatámos na primeira volta. Uma equipa muito muito fraca. E é precisamente com este tipo de equipas que o Benfica perde os campeonatos, o que não pode continuar a acontecer.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

De volta a Marraquexe

Dizia o Rui Gomes no post abaixo que "Mais de 12 horas depois do apito final do jogo de ontem na Reboleira, escasseiam as palavras neste glorioso blog." É verdade, ou melhor, é meia-verdade, uma vez que as minhas férias se sobrepuseram à escrita aqui no blog.

Deixei o Norte de África (lê-se Portugal...) e fui visitar um país, ou melhor, uma cidade europeia - Londres. Mas mesmo assim, isso não foi suficiente para deixar de ver o jogo entre o Estrela da Amadora e o Benfica, graças à dificuldade em dormir (será do futebol praticado pela equipa?).

Bendita a RTP Internacional que teve o bom senso de transmitir o jogo... às 3h00 da manhã. Vi-o, quase todo, e nem sei como não voltei a adormecer. A equipa provoca sono, as falhas defensivas naquele jogo davam para uma época inteira. O que se passa com David Luiz? Onde é que ele tem a concentração? E por que é que o duplo-pivot defensivo constituído por Katsouranis e Yebda tem de defender tão à frente, deixando espaço para os médios do Estrela chegarem com perigo à nossa baliza?

Por outro lado, também é bem verdade que desde o início da segunda volta do campeonato (e já lá vão 8 jornadas) o Estrela tem um registo de EEDVEEE, ou seja, uma derrota apenas nos últimos 8 jogos! Uma equipa que não treina, é certo, mas que deu água pela barba ao Porto, ao Braga, ao Nacional e a outros, ou já não se lembram?

E para terminar, um aviso, em jeito de protesto: o campeonato ainda não acabou. Aqueles que baixam os braços e deixam de lutar simplesmente porque estamos a 5 pontos do Porto e a 1 do Sporting deveriam repensar a sua atitude. Dizem que a equipa não joga nada. É verdade, também acho. Mas preferem jogar bonito e acabar em terceiro ou jogar feio e acabar em segundo ou primeiro?

Este foi uma espécie de ano 0 no Benfica. Na próxima época mais jogadores virão (reforços no verdadeiro sentido da palavra, espero). E espero que o que quer que a Direcção do SLB faça não nos conduza a mais um ano 0.

P.S. Também é triste o que se passa na blogosfera. De parte a parte. Acusações, insultos, birras, parecem ser sinal de alguma desorientação por parte de alguns benfiquistas. Que discordem das opiniões uns dos outros é uma coisa. Mas o que se passa entre estes dois blogues é mau demais.

domingo, 15 de março de 2009

Diz lá...

Quique Flores ao jornal A Bola:

"Não sei se os assobios eram para mim ou para o Cardozo."

O que é que tu achas, ó bronco?

sábado, 14 de março de 2009

Toalha no toalheiro


A toalha está no toalheiro. Não no chão. Dizem-me que praticamos um futebol miserável. Corroboro. Mas com Trapattoni também não era diferente e fomos campeões. Este ano é mais difícil, mas não impossível, até porque Impossible is Nothing.

Perdemos e perdemos bem, frente a um Vitória aguerrido, trabalhador e mais (muito mais) competente que o Benfica. A nossa "sorte" não podia durar eternamente. Mas isto não significa que não acredite no título. Apesar de o Sporting já estar à nossa frente, e apesar de o Porto jogar amanhã em casa com a Naval, o que significa vitória quase certa, são cinco pontos que separam o Benfica da liderança. 5 pontos. Uma derrota do Porto e a pressão tornar-se-á gigantesca. E a partir daqui, qualquer derrota é morte. Até porque o Benfica não se pode queixar nada do calendário que aí vem: Estrela fora, Académica em casa, Setúbal fora, Marítimo em casa, Nacional fora e depois Trofense em casa. É perfeitamente possível recuperar três ou mais pontos ao Porto nestes jogos todos. E depois as duas últimas jornadas do campeonato. Mata-mata, como dizia Felipão.

Benfiquistas, não virem a cara à luta!

segunda-feira, 9 de março de 2009

Tiro num barco de dois canos


Vitória que teve tanto de sofrida como de merecida nos Estádio José Bento Pessoa, ontem à noite, na Figueira da Foz. Frente a uma Naval que em casa derrotou o FC Porto (ainda falta jogar com o Sporting) o Benfica voltou a sofrer para conseguir arrancar mais uma vitória a ferros na Liga. Já não vejo um jogo do SLB sem um pacemaker... mas o que realmente importa é ganhar. Este campeonato começa a ter um "cheirinho" daquilo que aconteceu em 2004/2005, na altura com Trapattoni. Esperemos que a conclusão deste campeonato também seja feliz.

A primeira parte foi mais uma primeira parte à Benfica versão 2008/2009. Sem ideias, com uma lentidão espantosa, mas com um golo. E que golo. Pablo Aimar marcou logo ao terceiro minuto o seu primeiro golo na Liga Sagres.



No segundo tempo foi Angel Di Maria, sempre com a colaboração dos passes longos de Reyes quem criou mais perigo, sem que numa dessas vezes atirou a bola à trave da baliza defendida por Peiser. Tanta era a apatia em campo que não foi com grande surpresa que a Naval chegou ao empate. Após um lançamento de linha lateral, Marcelinho ganha o lance a Luisão e chuta à baliza de Moreira, sendo que me parecia que o guarda-redes das escolas do Benfica poderia ter feito mais alguma coisa no lance, para impedir o empate. O golo da Naval é limpo, apesar do lançamento ser efectuado quando o jogador da Naval tem apenas um dos pés assente no chão (se fosse o Bynia, o que não se diria!).

O Benfica acabou por chegar à vitória mercê de um golo que resulta de um erro do árbitro, apesar de o seu posicionamento não ser o melhor. Livre apontado por Reyes na esquerda, com Miguel Vítor a desviar do segundo para o primeiro poste onde aparece o sempre letal Katsouranis, que cabeceia com êxito para o fundo das redes, fixando o resultado final em 1-2 para o Benfica.



Só após o segundo golo é que Quique Flores começou a fazer alterações: primeiro retirou Cardozo para colocar Nuno Gomes em campo, e já mais perto do final retirou Di Maria para colocar Jorge Ribeiro, numa clara aposta na contenção defensiva, e colocou Urreta por Reyes, mas apenas para queimar tempo. Nenhum dos jogadores que entrou no decorrer da segunda parte se conseguiu evidenciar, uma vez que pouco mais de dez minutos jogaram (o caso de Nuno Gomes) e ainda por cima o Benfica ganhava pela margem mínima. E todos sabemos como o Benfica joga quando vence por apenas um golo de diferença.

Mais uma vez o Benfica vence, desta vez fora de portas. Um resultado que nos agrada muito, mas que não pode desagradar também à Naval. Afinal de contas, foram 8 124 os espectadores, na sua grande maioria benfiquistas, que se deslocaram à Figueira para ver o jogo. Somos o ganha pão de muitas famílias.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Ser Zé Mota


Sempre que vejo a Liga dos Últimos, penso que dali pode sair um Zé Mota qualquer. Aquela maneira de falar, meio bronca, aquele "enfrascamento" com os amigos na tasca do Manel antes, durante e depois do jogo do Sezerdelo com o Unhais da Serra personifica o que é ser um "Zé Mota".

Ser Zé Mota é pedir desculpas quando se ganha ao FC Porto e chorar e barafustar quando se perde com o Benfica.

Ser Zé Mota é congratular o FC Porto quando se perde e bater e gozar com o Benfica quando se ganha.


Por isso é que esta vitória frente ao Leixões me soube tão bem. Ganhámos merecidamente, frente a esta gente mesquinha que não esquece nunca o seu dono. Ainda hoje, ao comprar o jornal, li que um dos jogadores não diz nada ter com o FC Porto e outro que diz que o Benfica fez anti-jogo. Enfim... critérios.


Original Video- More videos at TinyPic


Quanto ao jogo, sem sermos brilhantes, estivemos bem. Quanto aos jogadores, não mostraram grandes diferenças em relação aos últimos tempos: toda a defesa esteve muito bem, com especial destaque para Luisão, um autêntico patrão daquele sector. No meio campo, Reyes e Di Maria continuam com alguns lances infantis, enquanto Amorim e Katsouranis demonstram-se seguros mas com poucas ideias. Aimar e Martins, cada um à sua maneira, demonstram mais toque de bola que os outros médios, mais ideias, defendendo também quando é pedido, mas as limitações físicas de ambos estão à vista. No ataque Cardozo mostrou-se batalhador, mais do que o habitual, mas também algo azarado. Nuno Gomes marcou mais uma vez para a Liga, mostrando merecer o lugar de titular tanto no Benfica como na Selecção.

O grande problema deste jogo foi perdermos dois médios-centro muito importantes para os próximos jogos: Martins e Amorim. Mas acredito que é com as adversidades que nos podemos tornar mais fortes. Talvez isto obrigue Quique a jogar no meio-campo com Yebda, Katsouranis, Di Maria e Reyes. Talvez seja melhor. Talvez...

P.S. O que os adeptos do Benfica demonstraram ontem no Estádio da Luz foi incrível. Parecia o jogo com o Manchester em 2005. A emoção, o amor ao Benfica foram demonstrados especialmente nos últimos 15 minutos, quando a equipa mais precisava. Parabéns a nós, os que estivémos, e também aos jogadores. Eu acredito!

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Pobre Lucílio



As reacções dos adeptos benfiquistas à nomeação de Lucílio Baptista para a partida da próxima jornada, contra o Leixões, têm sido, na sua maioria, bastante negativas, com a antecipação de cenários desfavoráveis à nossa equipa e previsões de uma actuação tendenciosa por parte do árbitro setubalense. A meu ver, essas considerações são de todo despropositadas. Será que Lucílio Baptista é um árbitro corrompido pelo sistema? Claramente. Há uma série de arbitragens danosas para a nossa equipa a comprová-lo. Será que os restantes árbitros da Liga Sagres são mais sérios que ele? É evidente que não. Lucílio, assim como Proença e Benquerença, apenas tem mais destaque que a maioria dos seus pares porque anda por cá há mais anos. Basta prestarmos alguma atenção às anteriores jornadas do campeonato para percebermos que o problema é sistémico, não se resume a um punhado de nomes. Por isso, se não fosse o Lucílio, seria outro, porventura menos mediático, mas o problema manter-se-ia. Temos de deixar de individualizar o problema das arbitragens. Os verdadeiros problemas começam na Federação, continuam na Liga de Clubes, passam pela Comissão de Arbitragem e terminam nestes tristes fantoches que arbitram os jogos. Força Lucílio, surpreende-nos se puderes.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Sai um Olegário para a mesa do canto!

Observador - com o olho do c* (a completar pelo leitor)

Começa a ser um hábito. Por mim, já devia fazer parte do programa de História e Geografia de Portugal no 2º ciclo. Quando o Benfica joga naquele estádio, o mais certo é ser altamente prejudicado. Felizmente, não há regra sem excepção. Desta vez o Benfica foi altamente beneficiado pela arbitragem de Pedro Proença, esse exemplo de isenção, especialmente quando arbitra o Benfica. Fomos ajudados pela equipa de arbitragem no Dragão, não haja dúvida. Yebda, por mim, devia ter ido para a rua e ainda por cima o Suazo tenta agredir com a sua coxa os pitons de Bruno Alves.

No lance da suposta grande penalidade, acho que Reyes faz mesmo falta sobre Lucho. Qualquer pessoa vê que o impacto é tão forte e tão intencional que é falta passível de grande penalidade. Por tudo isto, tenho mesmo de concordar com a nota dada pelo observador a Pedro Proença: 2,4, por prejudicar o FC Porto.

P.S. Agora, um bocadinho mais a sério, acho graça ver a coerência dos andrades: o penalty que Suazo sofreu no Restelo não existe e a falta de Reyes sobre Lucho existe? Ou são os dois ou não é nenhum!

P.S. 2 - Miguel Sousa Tavares escreve hoje n' ABOLA que "Se Proença fosse sócio do FC Porto, o que não diriam!". Não é preciso dizer nada caro Miguel. Sócios do Benfica ou do Porto a arbitrar é normal que errem sempre. Não é normal é que errem sempre para o mesmo lado.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Palhaços de Ferreira

Quando o Benfica entrou no Estádio da Luz, já sabia da espinhosa tarefa que o esperava: agora, com o início da segunda volta, qualquer equipa que nos visite abaixo do 12º lugar não vem para jogar à bola. Apenas vem para destruir lances, fazer anti-jogo, ou seja, tudo aquilo que o futebol não deve ser. Ainda por cima quando o adversário é o Pa(lha)ços de Ferreira. Nestes casos, a paciência deve ser muita, tanto por parte dos jogadores como por parte dos adeptos. E aí, fomos pacientes, logo, conseguimos ganhar.

Quique Flores fez algumas mexidas em relação ao onze apresentado frente ao FC Porto. Retirou Maxi Pereira devido ao 5º cartão amarelo visto no último jogo e iniciou a partida com David Luiz à direita e Jorge Ribeiro no lado esquerdo. Se o brasileiro cumpriu e foi, para mim, dos melhores em campo, já o internacional português esteve muitos furos abaixo daquilo que sabe e pode dar. No meio campo, mais novidades: Yebda, em risco de exclusão foi preterido, ocupando o seu lugar Carlos Martins. No ataque, Cardozo rendeu o cansado Suazo, outro jogador poupado para o jogo de Alvalade. Eis a prova de como a rotação é possível sem perder qualidade. Só de pensar e ver que no banco tinhamos Nuno Gomes, Miguel Vítor e Di Maria, entre outros, dá para verificar que existe um melhor plantel esta época que em 2007/2008.

De salientar apenas o facto de a equipa ter descido drasticamente os seus níveis de concentração quando se apanhou com uma vantagem de dois golos no marcador. É algo inadmissível, ainda para mais quando é frente ao Paços. Este tipo de relaxamento pode ser fatal é nós já sabemos que, por vezes, para além dos árbitros, os nossos maiores inimigos somos nós mesmos. Por isso, concentração e cabeça para o jogo em Alvalade.

P.S. Espero que o Paços desça. São anos a mais na nossa Liga a viver que nem sanguessugas à custa do Benfica e de outros. Sempre que jogam com o Benfica, é o que se vê. Sempre que jogam com os amigos, a história já é outra.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

E pronto...

...lá vou eu a caminho do Estádio da Luz para mais uma "camada de nervos".

Espero que o Cardozo esteja com o pé afinado e que alguém já lhe tenha explicado que o objectivo é acertar nas redes e não nos postes, como tem (sempre) acontecido ultimamente!

Força Benfica, vence por aqueles que te amam

sábado, 31 de janeiro de 2009

A lenda d'El Rey D. Sebastião


Reza a lenda que seria num dia de nevoeiro que El Rey D. Sebastião regressaria. Na Luz, o milagre foi mais ao menos o mesmo, mas de proporções bem mais bíblicas. Pedro Mantorras, para quase todos acabado, regressou numa noite de tempestade e fez o que parecia impossível num campo de batalha encharcado como aquele: marcou o golo que colocou o Benfica no lugar onde merece, mesmo que à condição.

Mantorras é D. Sebastião! Eu diria mais: devido a tantos regressos, Mantorras é como Santana Lopes... mas em bom!

Quanto ao jogo em si, foi o que foi. Com um dilúvio daqueles era impossível fazer melhor. Chutão para a frente, fé em Nuno Gomes e num muito batalhador Cardozo (sim senhor, é assim mesmo!). A bola prendia de tal forma no meio-campo que era difícil, se não mesmo impossível, sair a jogar pelo lado dos bancos de suplentes. David Luiz na primeira parte e Maxi Pereira na segunda aperceberam-se bem da situação e sempre que possível recorriam ao chuveirinho. De resto, na primeira parte, destaque para a desinspiração de Di Maria, o que torna muito difícil construir ataques com princípio, meio e fim quando há apenas um extremo puro a jogar. Yebda também continua muito longe da forma que apresentava no início da época e Carlos Martins está, aos poucos a melhorar, tendo sido o elo de ligação entre a defesa e o ataque. Já Rúben Amorim continua incrível, certinho, não compromete e é, para mim, o jogador chave do meio-campo. No ataque Nuno Gomes esteve, como sempre, muito batalhador e Cardozo desta vez também, tendo muita infelicidade na finalização, enviando duas bolas ao poste.



Na segunda parte mais do mesmo, mas com o Rio Ave mais atento ao contra-ataque, devido a um jogo horrível de Yebda. O empate parecia perdurar até ao fim, até que aos 66 minutos, Quique decide pôr Pedro Mantorras em campo. E já está: primeiro toque na bola, primeiro golo. Digam lá se não é talismã. Ele pode estar em condições lastimáveis, e está mesmo, mas continua a ser aquele Mantorras com aquele instinto fatal. E o carinho que os benfiquistas têm por ele ficou demonstrado aquando da sua entrada para o aquecimento, aquando da entrada em campo e ainda quando marcou o golo da vitória. Como disse o Jorge Baptista hoje na SIC Notícias, é um stade cusy!



Até final foi aguentar a pressão do Rio Ave, a inclinação do campo promovida pelo árbitro e a entrada de Bynia. Ainda pensei que fosse para lesionar o Yebda, mas não. Vitória suada e merecida.

Resumindo, este será um jogo para figurar nos almanaques futuros do Benfica, pela carga emotiva que teve. Chorei duas vezes no Estádio da Luz: na despedida do Rui Costa e hoje, com o golo do Mantorras. Obrigado, Pedro.

P.S. Rui Costa (o árbitro) é sério candidato a Dragão de Ouro.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Era empalá-los os três!

Na cidade dos arcebispos houve mais um roubo de igreja. Pelos vistos, a aliança com o Papa não dá frutos ao Braga. Aguardamos declarações do Salvador, de Jesus e da Mesquita, e ainda gostaríamos de ficar a saber quantas Marias Madalenas foram pagas ao Paulo Costa.



Tanta indignação dos três palhaços no jogo contra o Benfica. Agora, em vez de um penalty e de um golo em fora-de-jogo, ficaram três por assinalar e ainda houve um golo do FC Pigs em offside. Aguardamos reacções...

Agora, descubra as diferenças:

sábado, 24 de janeiro de 2009

Um bocadinho de seriedade, benfiquistas!

Não acham que assobiar o Moreira e pedir a demissão de Quique Flores num jogo em que a equipa fez TUDO para ganhar é realmente despropositado?


Estive no Restelo. Vento, chuva e frio não são suficientes para demoverem um bom adepto benfiquista. Cheguei já atrasado, quando estavam decorridos quase 20 minutos de jogo, mas do [muito] que ainda vi desta partida, deu para perceber que os nossos jogadores podem não ser os mais habilidosos, podem não ser os mais inteligentes, mas que foram corajosos e que deram todos o litro, isso deram. O Belenenses revelou-se uma equipa extremamente equilibrada e organizada, e, à semelhança de qualquer equipa de Jaime Pacheco, "sabe utilizar a falta", que é como quem diz "sabe ir ao tornozelo". Perdi a conta das vezes que Aimar foi massacrado.

Nem me apetece falar do lance em que Suazo decide não marcar golo, mas lá terá de ser. Quem estava na bancada lateral, perto das claques, apercebeu-se bem de que não há penalty nenhum. Burrice total do hondurenho. De resto, a performance do árbitro ficou marcada por aspectos positivos e negativos: o golo anulado a Nuno Gomes foi uma decisão acertada; já a expulsão de Miguel Vítor... ridícula. Não há sequer contacto no lance do primeiro amarelo; há uma falta para vermelho directo sobre Suazo no início da partida e mais uma falta sobre o hondurenho à entrada da área já no período de descontos; o lance do penalty sobre Porta foi bem julgado, pois houve simulação.

Enfim, um ponto ganho, que, face aos difíceis encontros que os nossos rivais têm nesta jornada, nos pode dar a liderança isolada da Liga.

Ah, e os pastéis estavam muito bons!

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Sobre o Benfica - Braga

Ontem, quando estava a almoçar, ia fazendo zapping na televisão (a eterna desculpa para dizer que não se estava mesmo a ver aquele programa, mas desta vez é mesmo verdade) e eis que estava a passar um jogo entre Benfica e Braga referente à época de 93/94, de boa memória para os benfiquistas. Apenas vi os últimos minutos do jogo e pensava como era bom que o Benfica de hoje tivesse tantos jogadores portugueses quantos tinha aquela equipa na altura. O onze escolhido era: Neno; Abel Xavier, Hélder, Mozer, Veloso; Schwarz, Rui Costa, Vítor Paneira, João Pinto; Rui Águas e Izaías. 9 portugueses em 11 jogadores.

Do outro lado, o Braga era bem mais fraquinho que o actual. No meio-campo residia, no entanto, essa espécie rara do futebol português que atravessou duas décadas e muitas tíbias: Jaime Pacheco.

Às tantas, o meu pai disse-me: "Aquele Benfica de 93 não era tão bom quanto parecia. Não tínhamos um guarda-redes fora de série, e hoje até estamos melhor servidos. A defesa era de facto boa, mas Hélder nunca foi grande jogador, Abel Xavier ainda era muito "verde" e Veloso já não tinha a mesma capacidade de outras épocas. No meio campo, Rui Costa era de facto um grande jogador, mas não tinha a mesma capacidade de pegar no jogo como na época passada, fruto da experiência. Paneira é um jogador muito certinho, mas o melhor era mesmo João Pinto, no auge da sua carreira. No ataque morava lá o Izaías, aquela máquina, que em 15 rematas marcava um golo, mas marcava, e o Rui Águas, bem mais lento, que havia de terminar a carreira no fim daquele ano."

Espantado, por não me recordar bem daquela equipa, perguntei: "Mas então como fomos campeões? Se o Sporting tinha uma equipa muito boa, como é que conseguimos?"

Respondeu o meu pai: "Estes jogadores do Benfica queriam sempre GANHAR, mais que qualquer outra equipa em Portugal!"


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Imaginem a quantidade de vezes que este diálogo me passou pela cabeça durante o jogo de ontem: sem sermos brilhantes, cumprimos; sem sermos formidáveis, ganhámos; sem sermos particularmente competentes em alguns lances, fomos melhores. E hoje, eu acredito que apesar de a equipa não ser tão boa como nós benfiquistas gostássemos que ela fosse, se os jogadores demonstrarem o empenho de ontem, conseguiremos ser campeões. Em 2008/2009 como em 93/94.


P.S. Sobre o jogo de ontem é isto mesmo que eu tenho para dizer. Quanto à arbitragem fomos claramente beneficiados no lance do golo, se bem que acho que tenha ficado um penalty por assinalar a nossa favor durante a primeira parte (falta sobre Suazo). Agora, dizerem que o árbitro estava comprado, como já li por aí, é o máximo. Meus senhores, era o Paulo Baptista!
Mesmo assim, depois de Rio Ave, Leixões, Vitória de Setúbal e Nacional, ainda temos o direito de ser ressarcidos em 6 pontos.

domingo, 4 de janeiro de 2009

O que me vai na alma

CHULOS!!!!

post escrito ao intervalo do trofense (sim, leram bem,trofense...) 1, benfica 0.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Todos á Luz!!!


Hoje, mais do que nunca...

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

O click de Quique

Durante toda a semana Quique frisou que este Benfica não está ao nível que ele queria, dizendo mesmo que lhe faltava um "click". Pois bem, a equipa de "Clicke" Flores ontem demonstrou isso mesmo: falta ainda ver muito futebol apesar de não termos jogado com alguns dos melhores jogadores, mas, à semelhança do Benfica de Trapattoni, vamos ganhando, e isso é que interessa.

Ontem, em Coimbra, frente a uma Académica que já mantém o mesmo treinador há mais de um ano (algo muito invulgar na Briosa), o Benfica venceu mas não convenceu. Mas quem vai vencendo tantas vezes seguidas, vai convencendo, não é?

Quique surpreendeu no onze apresentado: Bynia foi titular no lugar do engripado Katsouranis, Amorim voltou a jogar como pêndulo no lado direito do meio-campo, David Luiz foi substituir Jorge Ribeiro e Nuno Gomes fez dupla com Cardozo por troca com a dupla Aimar - Suazo. De todas estas alterações, apenas a inclusão de David Luiz me surpreendeu, visto ter recuperado de uma lesão há pouco tempo e ainda por cima foi jogar para uma posição que não é a sua. Arriscou Quique, mas acho que a aposta não foi feliz.

Quem esteve muito bem foi o Reyes, o Amorim e o Nuno Gomes (por que é que não vão à selecção?). Estão todos em grande forma: o Reyes porque desequilibra de uma forma quase tão brilhante como o Simão Sabrosa, o Amorim porque equilibra a equipa, e o Nuno Gomes porque joga e faz jogar. É curioso ver o "21" jogar ao lado do Cardozo: um joga e não marca, o outro na joga, mas marca. Completam-se bem um ao outro, e desde que o Benfica ganhe, que joguem, isto sem esquecer Aimar e Suazo. Tudo somado, acho que temos equipa. Neste momento, pelas minhas contas, penso que temos 21 jogadores que podem ser titulares sem que haja grandes desequilíbrios na equipa.

De resto há que sublinhar a principal característica desta equipa: o pragmatismo. Este Benfica só joga q.b., nunca faz mais do que o necessário, e parece estar talhada para os grandes jogos, à semelhança de Trapattoni (como eu gosto de dizer isto). Com alguma sorte, talvez o resultado final seja o mesmo.