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segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Estranhas opções do Coveiro da Táctica

Dizem que o Benfica é um cemitério de treinadores. O senhor Lopes, na imagem, teve cativo durante muitos anos na Luz, lá no alto do terceiro anel, mesmo nos anos negros da década de 90. Quando não gostava do que via, não se coibia de puxar do seu lencinho branco para acenar aos treinadores. É verdade. O senhor Lopes é o coveiro dos treinadores do Benfica. Mal vê a hora em que possa levar o outro coveiro, o da táctica, aquele que cria buracos no meio-campo, para a sua sepultura. É que isto de brincar com o Benfica não tem graça nenhuma.

E é a brincar com o Benfica e com os benfiquistas que Jorge Jesus anda. Enquanto vai limpando 333 mil euros mensalmente, vai coleccionando extremos, adaptando avançados a defesas e cavando buracos no meio-campo. Os erros do auto-intitulado "Mestre da Táctica" sucedem-se e não há quem ponha um travão neste louco.

A começar na convocatória. Vejamos: cinco defesas, nove médios, dois avançados. Para além do excesso ridículo de médios, nomeadamente de características ofensivas (sete), saltam à vista os dois avançados. Como se não bastasse, Jesus optou por iniciar o jogo com esses mesmos dois avançados, não deixando nenhum no banco. Se se lesionasse um deles no início da partida, seria obrigado a mudar completamente o esquema de jogo. Isto é daquelas coisas que nem o Diabo se lembraria. Tem o plantel que quis e que escolheu, mas pelos vistos não confia em Saviola, Kardec, Hugo Vieira, Michel, Djaló ou Mora para fazerem parte de uma lista de convocados. Depois, claro, no decorrer do jogo, face a um resultado negativo, tira um avançado para colocar um médio, precisamente o inverso do que fez com o Porto no ano passado quando ganhávamos por 2-1. As voltas que a vida dá, hein? Estranho mundo este.

Mas a loucura do mestre da táctica não se esgota nas convocatórias. O homem que diz que não vai repetir os mesmos erros do passado, insiste em voltar a fazer tudo mal novamente. A começar na saída a jogar, à Barcelona. Jogar daquela forma não é para quem quer, é para quem pode. Não estão a ver os dois centrais do Benfica com pezinhos para aquele tipo de jogo, muito menos Artur, cuja principal pecha é, precisamente, o jogo de pés. O jogo contra o Braga deixou esta situação uma vez mais bem visível. Foram vários os lances que se começaram a construir demasiado atrás e que acabaram com a bola a sair pela linha lateral do nosso meio-campo ou com a redondinha nos pés dos jogadores bracarenses em situações de superioridade numérica, ou perto disso.

Para quem diz que não vai voltar a repetir os mesmos erros, é estranho ver o Benfica jogar com dois blocos partidos, um ofensivo e um defensivo, ver a transição defesa-ataque ser feita através da colocação dos laterais como extremos, bem encostadinhos na faixa, deixando no centro do relvado, completamente só, Axel Witsel. Javi baixa para entre os centrais, os laterais sobem exageradamente, os extremos estão lá na frente e os avançados idem. É muito estranho que numa equipa que supostamente quer privilegiar a posse de bola se veja apenas um elemento sozinho no centro do campo. O Benfica vê-se forçado a jogar com passes verticais em força para um Witsel sozinho e desapoiado. Abre-se uma cratera ofensiva entre os três de trás (Garay, Luisão e Javi) e os restantes elementos da frente, acumulando-se, por isso, várias perdas de bola que geram contra-ataques perigosos.

É igualmente incompreensível, especialmente para quem diz que não vai cometer os mesmos erros, ver o buraco que se cria no meio-campo defensivo, especialmente na transição ataque-defesa. A imagem abaixo mostra o que aconteceu no jogo contra o Braga com apenas... 28 segundos de jogo. Surreal. Defesa a 4 e depois observa-se Javi, Witsel e Salvio (?) completamente desposicionados, juntos, abrindo-se uma cratera à entrada do último terço do campo. Situações como esta acontecem, muitas vezes, fruto de uma pressão exagerada e injustificada, em que os jogadores perseguem bolas que são praticamente impossíveis de alcançar. Mesmo a abordagem individual aos lances defensivas roça o patético em muitas ocasiões. Por que é que os jogadores do Benfica se colocam não raras vezes, imediatamente atrás dos adversários deixando-os à sua frente no relvado, com espaço para galgar metros no terreno? Porque não se colocam entre a bola e a baliza, preferindo tentar jogar sistematicamente na antecipação, falhando-a na grande maioria das vezes? São mais as oportunidades de perigo que se geram no sentido da baliza do Benfica do que as que resultam a favor do Benfica fruto de uma antecipação bem conseguida.

Com o Braga vimos os mesmos erros de sempre. Até a nível individual, com a aposta num defesa esquerdo que não é defesa esquerdo. Se no ano passado tínhamos um com qualidade mas proscrito (Capdevila) e um sem qualquer qualidade (Emerson), este ano temos um extremo que só na cabeça deste treinador é que é defesa e um jogador de 27 anos, já feito, contratado a seu pedido, que assinou por 5 anos e que, pelos vistos, não conta para quem o contratou (brilhante acto de gestão, bravo). Melgarejo é o culpado nos dois golos sofridos. Nesses dois lances comete três erros que acontecem na medida em que não é defesa esquerdo. No primeiro lance, em vez de seguir a trajectória da bola e de a cortar com o pé esquerdo no sentido que esta levava, efectua um cabeceamento suicida em direcção à baliza de Artur, que pouco ou nada poderia fazer. No segundo golo, além do alívio frouxo para uma zona onde estavam jogadores do Braga, não recuperou a tempo de evitar a colocação de Mossoró em jogo. Para além destes dois lances, foram muitos outros onde Melgarejo foi indecentemente "comido". O primeiro lance de perigo do Braga é exemplo disso: após Alan meter o passe para Mossoró, Melga deixa-se bater pelo capitão bracarense, oferecendo-lhe o espaço entre si mesmo e a baliza. Se Lima tivesse metido a bola para a direita, o golo seria quase certo. Resumindo, dois golos ridículos que sucederam devido à incompetência do jogador na posição para a qual foi destacado e graças à casmurrice de um treinador que acha que sabe mais daquilo que realmente sabe. Obviamente que, num clube sério, um presidente não deixaria que estas situações acontecessem. Mas isso era se o presidente fosse um homem competente. Parecendo que não, e não querendo escamotear a tragédia que efectivamente era, com Emerson, muito provavelmente, teríamos ganho este jogo.

E o que dizer dos últimos minutos de jogo? Mesmo com dez elementos durante cerca de 15 minutos, o Braga, de forma incompreensível, teve mais bola que o Benfica. Criámos mais algumas chances de golo, mas territorialmente o Braga não foi inferior nem nos cedeu a iniciativa de jogo, tendo-se até aproximado da baliza de Artur.

Jesus, o único erro, foi não seres despedido no verão. E quem te despediria, bem podia pegar nas malas e fazia-te companhia. Pior que ter vergonha, só mesmo não a ter.

terça-feira, 3 de abril de 2012

Ontem vi-te no Estádio da Luz... e estavas calado

Não é na internet que se apoia o Benfica, com textos bonitos e elogiosos sobre as fabulosas exibições de Emerson, mesmo quando ele enterra a equipa até ao pescoço. Apoiar é no estádio. E o que vi no Estádio da Luz contra o Sporting de Braga deixou-me perplexo. Num jogo decisivo, numa altura importantíssima do campeonato, dos 49 mil que se deslocaram à Luz, pouco mais de 10.000 estiveram à altura das circunstâncias.

O público não esteve com a equipa. O público não apoiou os jogadores. O que estavam as pessoas a fazer no estádio? Um frete? Um favor a alguém? Porque é que foram, mesmo? Se há falta de dinheiro, para quê estragá-lo num jogo do Benfica, onde ficam em cadeiras de plástico, ao frio? Sim, sim, "cada um vive o Benfica à sua maneira e blá blá blá", mas aquilo não era "viver o Benfica", aquilo era estar num funeral! Uma pessoa solta um palavrão e "aqui d'el rey" que há criancinhas e senhoras e temos de ser sensíveis. Não gostam? Vão à ópera. Quem foi à Luz testemunhou o ambiente lúgubre que se viveu no Estádio. Inacreditável.

E quem não fez melhor foi o speaker. É [quase] certo que o senhor só estava a cumprir ordens, mas... esta gente não pensa? Além de ser ridículo usar a instalação sonora do estádio para incentivar adeptos e/ou jogadores (como se faz no Restelo, Alvalade e... Braga), é condenável com uma multa (500 a 1000 euros, penso). Ainda se resultasse... mas nem isso. O público tomou Xanax antes de entrar para o estádio. Houvesse mais gente como este maluco e a Luz seria um local bem mais fácil para o Benfica jogar e ganhar.

P.S. "Parecem peixes debaixo de água"?

domingo, 1 de abril de 2012

Holding Out For a Hero

Não foi um grande jogo, não houve muitas oportunidades, não jogámos bonito, mas... vencemos. E no futebol tudo se resume a isto: vencer. Conseguimo-lo da maneira mais dramática possível, com um golo já no período de compensação, marcado por um herói improvável, gordo, já com careca, que disse que o nosso clube seria uma ponte aérea para a grande Europa do futebol. E o futebol é bonito por isto mesmo: num dia podes ser uma besta, no outro és um herói que dá os 3 pontos à tua equipa num jogo emocionante.

O Benfica entrou em campo com a ambição de dominar o jogo, algo que conseguiu facilmente, uma vez que o Braga entregou a iniciativa de jogo aos encarnados. No entanto, não foi fácil encontrar o rumo para a baliza de Quimbecil, pelas razões já referidas noutros posts: boa organização defensiva do adversário, falta de criatividade e de velocidade nossas. Porém, de qualquer das maneiras, nos primeiros minutos do jogo deu para perceber que tínhamos finalmente entrado com onze jogadores em campo, uma vez que na lateral esquerda estava um jogador de futebol, algo que não víamos há uns tempos. Construíamos jogo pelo centro, pela esquerda e pela direita, mas pecávamos na finalização. Sempre que chegava a altura do remate, os nossos jogadores precipitavam-se e atiravam à figura de Quim. O Braga, verdade seja dita, não fazia melhor, não chegando a rematar à baliza e perdendo muitas bolas no último passe. Com o crescimento dos visitantes, o intervalo chegou em boa hora. Era tempo de analisar a primeira parte e redefinir estratégias para chegar ao golo na segunda.

O Benfica voltou a entrar bem no recomeço da partida, desta vez rematando à baliza mas sempre à figura do guarda-redes do Braga. Witsel primeiro, Rodrigo depois, mas sem resultados práticos. Sem conseguir alcançar o golo, o Benfica quebrou e o Braga emergiu, primeiro por Lima e depois por Mossoró, este último a cabecear no coração da área, sem oposição, mas ao lado, num lance marcado pela lesão de Miguel Vítor. O jogo continuou trapalhão até que Elderson resolveu ser mais trapalhão que todos os outros e cabeceou Bruno César dentro da área. Se dúvidas houvesse, ainda lhe deu com as mãos na cara. Penalty mais que óbvio que Witsel, com uma calma olímpica, concretizou. Foi à Witsel. Tranquilo, sereno, eficaz. Partiu para os festejos calmo e explodiu. A Luz também. O Benfica estava na frente com pouco mais de dez minutos por jogar. Mas, de um mergulhão de Paulo César (quero ver quanto a imprensa falará do mergulho do bracarense) surge o empate. Livre executado pelo melhor marcador de bolas paradas da Liga, o proscrito da selecção, Hugo Viana, e Elderson apareceu no segundo poste depois de Artur ter feito uma defesa incompleta. Balde de água gelada na Luz, o Braga tinha chegado ao resultado que lhe convinha e que colocava o Benfica praticamente de fora no que à corrida pelo título dizia respeito.

Exausto, desgastado, o Benfica não tinha forças. Só o sobrenatural, o divino, poderia conseguir o milagre de dar a vitória ao Benfica. Precisávamos de um herói. E, como nos filmes, ele apareceu. Bruno César, após jogada de génio de Gaitán, rematou lento mas colocado, junto ao poste mais distante da baliza de Quim. 2-1. Loucura na Luz. Luís Martins e Rodrigo correram para abraçar Bruno César. Witsel também foi, mas a passo, de tão fatigado que estava. Javi, Nico e Artur ajoelharam-se, com o último a chorar. O Benfica conseguia um triunfo saborosíssimo frente a um rival complicado numa noite memorável no Estádio da Luz.

P.S. Falta falar de muita coisa: speaker, público, Capdevila, Miguel Vítor, Quim e Nuno Gomes. Cada caso a seu tempo.

sábado, 31 de março de 2012

'Pra cima deles!

Não há volta a dar. É agora ou nunca. O Benfica de Jesus joga hoje a última cartada frente ao Braga, com o Porto atento ao encontro. Tudo o que não passe por uma vitória será, a meu ver, um desastre que levará à não-conquista de um campeonato que parecia há muito anunciado. Não há desculpa que valha a este Benfica e a este Jesus. As ausências de Garay, Aimar e do seu querido Emerson não me convencem. Somos Benfica, temos um grande orçamento e um plantel moldado à imagem do treinador, não há motivos, além da incompetência nossa e da má-vontade alheia, para falharmos.

Mas do outro lado estará o surpreendente Braga, equipa à qual, após o segundo lugar no campeonato nacional 2009/2010 e a final da Liga Europa em 2010/2011, eu adivinhei um fim de ciclo. Puro engano. Numa estrutura bem organizada, tanto Jesualdo como Jesus, Domingos ou Jardim têm sucesso. E é isto que nos falta: organização e profissionalismo. O Braga mudou substancialmente de jogadores nestes últimos anos e ainda assim se manteve competitivo. Contudo tem, a meu ver, há fragilidades que se tornam evidentes quando jogam contra equipas de maior nomeada e com maiores capacidades (vide Besiktas, por exemplo). Se o ataque liderado por Lima e Alan, bem como um meio-campo habilmente conduzido por Hugo Viana são de qualidade europeia, a defesa deixa muito a desejar. O número de golos sofridos não revela a real qualidade dos seus atletas. Miguel Lopes, Douglão, Nuno André Coelho e Elderson não entrariam, em condições normais, no plantel do Benfica, quanto mais no onze titular. E nem mesmo Quim teria lugar no banco de suplentes do Benfica. A falta de mobilidade dos centrais deveria ser explorada, nomeadamente com as acções de Rodrigo. Está na altura do internacional espanhol voltar ao combate, é o jogo ideal para ele.

É obrigatório vencer para dar início a uma série de resultados que nos permita estar a festejar no Marquês no dia 12 de Maio. Eu acredito, e não me baseio exclusivamente na fé.

sexta-feira, 30 de março de 2012

Apontar, Disparar, Golo

O Braga tem uma equipa forte. Já lá vamos. Primeiro vamos falar do elo mais fraco, o seu guarda-redes, Quim. Ao longo dos anos, Quim foi construindo uma reputação sólida enquanto titular da baliza do Benfica. E a opinião que os benfiquistas têm sobre ele não varia muito de adepto para adepto: não tem grandes qualidades técnicas, não tem grandes capacidades físicas, não é garantia de segurança, mas, para a Liga Portuguesa, "safava" bem. No entanto, Quim é um guarda-redes inconstante, que tanto faz um jogo impecável, sem erros, como na semana seguinte faz três em que leva cinco do Olympiakos, seis do Brasil e um frango do tamanho de Roberto com o Setúbal.

Por isso, sugiro que o Benfica saiba explorar os seus pontos mais fracos. O primeiro e mais evidente, as bolas paradas. O homem simplesmente não consegue perceber o que se passa quando uma bola aparece a sobrevoar a sua área. O mais certo é sair à maluca e dar frango. O outro sãos os remates muito colocados, onde Quim raramente chegava. Se o Benfica rematar à baliza umas dez vezes contra o Braga, esotu certo que pelo menos três entrarão. Não me desiludas, Quim.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Precisamos de um herói!

Os grandes jogadores emergem nos grandes momentos. Luisão e Cardozo, por mais que uma vez, já o fizeram nas suas carreiras ao serviço do Benfica. Num momento em que a equipa tem jogado muito aquém daquilo que sabe e pode, é fundamental que alguém dê um murro na mesa sob a forma de cabeceamento letal ou remate fulminante de pé esquerdo. Numa equipa onde escasseiam ideias, conto que um destes atletas apareça e que decida este campeonato a favor do Benfica. Sejam grandes.

quarta-feira, 28 de março de 2012

Militância

Falta militância na Luz. Também falta dinheiro nas carteiras dos benfiquistas, mas já antes de faltar dinheiro faltavam adeptos no estádio. É certo que os tempos não são fáceis, mas o dinheiro muitas vezes empregue para ir ver o United, Zenit e o Chelsea chega e sobra para comprar um lugar cativo, que dá para 15 jogos da Liga. São opções que se fazem, claro, mas se muitas vezes essas pessoas saem insatisfeitas e a assobiar, como aconteceu com o Chelsea, porque não gastarem esse dinheiro na compra de um Red Pass?

Na ressaca do encontro com o Chelsea vem aquele que será o jogo mais importante da Liga: em primeiro lugar, por ser o próximo; depois, porque é contra a equipa que melhor joga em Portugal, que lidera a classificação e uma derrota afasta-nos definitivamente da luta pelo título (e porque não, do segundo lugar). É, por isso, mandatório que a Luz esteja cheia. Se ainda não comprou bilhete, vá à Luz. Se é sócio com cativo, lembre-se que pode ter ainda bilhetes grátis relativos ao débito directo. A equipa precisa do nosso apoio contra o Braga. Pelo Benfica, vamos a eles.

domingo, 25 de março de 2012

Última vida

Contra a Académica foi o que vimos. Hoje, o Porto voltou a perder pontos, desta vez com o Paços de Ferreira. Parece que ninguém quer ganhar este campeonato. Já perdemos duas vidas e esta será provavelmente a última. A partir daqui, é para ganhar tudo. Querem ou não querem ser campeões?! Ponham as fichas todas em jogo, concentrem-se e ganhem esta merda. Chega de GameBoys e Playstations, joguem à bola e ganhem. É quase tão fácil como vencer o Super Mario.

sábado, 24 de março de 2012

Os amigos são para as ocasiões

Os amigos são para as ocasiões. Quando o Benfica vai a Braga e a tantos outros terrenos da Liga, os adeptos vêem-se confrontados com preços na ordem dos 20, 25, muitas vezes 30 ou 35 euros para obter o bilhete mais barato para assistir ao jogo. Mas na Luz gostamos de receber bem e barato, especialmente os adeptos de um clube que tem sido tão nosso amigo. Aliás, somos tão gentis para com eles que até somos umas bestas para nós mesmos. Os sócios bracarenses que se queiram deslocar à Luz para assistir ao jogo do próxima sábado terão de desembolsar apenas 10 euros. Já os sócios do Benfica terão de pagar entre 12,5 e 30 euros. Mas o que é isto? O Benfica defende mais os sócios do Braga que os do próprio Benfica! Não há vergonha na cara, pois não?

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Negócio (II de III)

A minha paicência não se esgotou hoje. As sucessivas afrontas com que a actual Direcção tem brindado os adeptos já se tornaram um hábito e, pior que isso, toleráveis por parte da maioria dos benfiquistas. A cultura de exigência está morta. Estamos amorfos. Tudo é permitido, tudo é tolerado. E o caso Rúben Amorim vem revelar não só a falta de disciplina neste Benfica como ainda uma incapacidade gritante em lidar com problemas.

Comecemos pela parte disciplinar. Amorim é culpado, está fácil de perceber. Mas a culpa não morre com ele, estende-se aos outros dois protagonistas desta palhaçada: Jesus e Vieira. O primeiro porque em termos de relações interpessoais é um autêntico desastre. Não sabe como lidar com outras pessoas, não sabe interpretar e sente uma necessidade de criar conflitos em que todos ficam a perder. O segundo porque, sendo o chefe maior do clube, não consegue resolver esta situação da forma que seria mais simples e óbvia. Qual seria? "Rúben, deixa-te de merdas, pede desculpa ao grupo e ao treinador e volta ao Seixal para treinar e seguramente que serás opção válida para Jesus novamente. Caso não queiras, ficas a correr em Almada até Junho de 2013 e não vês Europeu, Mundial ou o que quer que seja. Agora escolhe.". Simples. Mas não há presidente com tomates para isto. Consegue lidar com o caso Enzo Pérez mas não consegue com Amorim. Inacreditável.

Pior que isso, vai negociar o empréstimo do jogador com o Braga. Sim, o Braga do Salvador, do Mossoró, do Alan, dos apagões, das bolas de golfe, dos insultos, da música da tourada, das simulações, do túnel. Esse mesmo Braga. Neste momento, a autoridade para os benfiquistas apoiantes de Vieira criticarem Quim e Nuno Gomes por terem escolhido os bracarenses é nula. Quim e Nuno eram jogadores livres, desempregados, desprendidos de qualquer obrigação para com o Benfica quando negociaram com o Braga. Vieira, por iniciativa própria (ou será que alguém lhe apontou uma arma à cabeça?), encetou negociações com o clube de António Salvador. O Benfica resolveu oferecer um presente chamado Amorim ao Sporting Clube de Braga. Não por seis meses mas por ano e meio.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Pizzi - o bom exemplo do que não aproveitamos

Joga em Portugal, é português, é jovem, é barato, tem qualidade. Cinco atributos que deveriam fazer com que o Benfica equacionasse a possibilidade de o contratar, em vez de preencher espaço no plantel com estrangeiros inúteis como Fernández ou Menezes, que à falta de qualidade juntam a falta de ambição, de entrega e um preço obsceno. Por que não contratar mais Pizzis e menos Menezes? Não dá comissão? Bom, se calhar temos de alterar algumas mentalidades...

Quem diz Pizzi diz mais uns três ou quatro jogadores de qualidade para posições carenciadas. Tinham o Sílvio para defesa esquerdo, mas não o aproveitaram. Tinham o João Pereira para defesa direito. Têm ainda bons jogadores como o Rui Miguel do Vitória, o Candeias do Portimonense, o Bruno Gama do Rio Ave.

Não têm o nome que alguns dos nossos têm, mas qualidade e ambição não lhes falta. Basta ver que ao longo dos últimos anos, e apesar de também investir muito no mercado externo, o Porto tem potenciado muitos dos jogadores nacionais. Ainda hoje, nos habituais eleitos de AVB, têm um jogador que foram buscar ao Leiria, um ao Belenenses, dois ao Nacional, e dois ao Sporting, sendo que um destes até foi dispensado. E vejam também o plantel do Braga, finalista da Liga Europa, que tem vários jogadores que eram apenas "mais uns" nas suas equipas (Lima, Paulo César, Alan, Mossoró, Vandinho, Sílvio, Salino, Custódio ou Meyong).

terça-feira, 3 de maio de 2011

Como jogarias na segunda mão da Liga Europa?

Depois de mais uma jornada deprimente, num campeonato já há muito decidido e onde as forças estão concentradas na Liga Europa, decidi não só armar-me em treinador de bancada, como convidar alguns amigos a fazer o mesmo. A finalidade é ganhar mais motivação e ter diversas opiniões e diferentes perspectivas. Por isso, quantas mais lermos, melhor.

Começando por mim, se fosse eu a preparar a equipa para o Braga, o esquema táctico seria o seguinte:

A minha preferência pelo 4-2-3-1 tem uma razão de ser. O Benfica tem apresentado algumas lacunas na 4ta fase do seu jogo, ou seja, nas transições ataque defesa, após a perca da bola. Isto porque a equipa, na construção do seu jogo, não está a ter um crescimento sustentado e, quando tem perdido a bola, os jogadores mais perto da mesma não pressionam o adversário, permitindo que este inicie o contra ataque, normalmente através de um passe longo. O Javi, talvez por falta de apoio, tem encostado numa defesa mais recuada no terreno do que é costume, e tem havido um fosso de 30 metros, algo verdadeiramente inacreditável.

Outra situação são as bolas paradas, quer defensivas, quer ofensivas. É que, e debruçando-me nas bolas paradas defensivas, mais do que falar no Roberto, tenho que me relembrar que o Júlio César, o Luisão, o Airton, o Jardel, o Sidnei, enfim, que todos têm falhado. Ora quando o problema é geral, talvez signifique que o trabalho específico nestas situações, não está a ser o melhor.

E, principalmente por estas razões, acredito que a melhor solução, a curto prazo, passe por colocar uma unidade que nos resolva estes problemas rapidamente. Em cima do jogo, não existe tempo para trabalhar estas situações e a escolha recaí no Airton, precisamente pelas bolas paradas, por dar mais força ao meio campo, pelo facto de estarmos em vantagem na eliminatória, por vandinho não jogar e o meio campo deles ficar um pouco mais ofensivo e ganhar um especialista nas bolas paradas (hugo viana) e por causa do Saviola andar num mau momento de forma, podendo ser útil a sua entrada na partida.

Aqui ficam então outras opiniões:

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Phant (Chama Gloriosa)

Sistema de jogo: 4-2-3-1;

Equipa: Roberto; Maxi, Luisão, Jardel, Fábio; Javi, César; Gaitán, Martins, Saviola; Cardozo;

Texto opcional: "Eu mantinha a estratégia que o Benfica tem tido nos jogos fora na Europa, bloco médio com atitude bastante pressionante em 2ªfase. Jogava com o César ao lado do Javi, Martins na direita e Nico na esquerda, Saviola e Cardozo na frente, com o argentino a poder baixar de vez em quando fazendo uma espécie de 4x2x3x1. Bloco compacto, arriscar pouco em posse e aproveitar os ataques rápidos. Não precisamos de ir lá jogar à maluca, vamos esperar pela iniciativa do Braga. Não lhes ceder a posse, procurar antes racionalizar a recuperação a partir da 2ª fase e dependendo da situação também na 1ª condicionar sempre muito a posse do Braga."

Redeagle 7

Sistema de jogo: 4-4-2 losango;

Equipa: Júlio César; Maxi, Luisão, Jardel, Fábio; Javi, Peixoto, Martins, Nico; Jara, Cardozo;

Texto opcional: "Acho que temos que ter à frente do Javi dois jogadores que saibam ter a posse de bola. Martins e César penso que são ideais. Não os queria em linha com o Javi mas sim mesmo à sua frente. Outro motivo é porque são dois jogadores aguerridos, cada um à sua maneira, temos que fechar bem o meio campo e tentar anular o viana que faz boas aberturas nas costas dos defesas. Nico atrás dos dois avançados com o Jara muitas vezes a recuar para o lado do Nico e os dois poderem aparecer nas costas do Cardozo."

Saviolafication

Sistema de jogo: 4-4-2 clássico;

Equipa: Roberto; Maxi, Luisão, Jardel, Coentrão; Javi, Peixoto, Jara, Gaitán; Saviola, Cardozo;

Texto opcional: "Javi e Peixoto juntos no meio campo, Gaitan e Jara bem abertos nas alas, talvez jogasse com eles trocados para as diagonais. A alternativa era por o Martins em vez do Peixoto, passávamos a jogar com um 10 mas acho muito ofensivo só ficar o Javi a segurar o meio campo."

Becken

Sistema de jogo: 4-2-1-3;

Equipa: Júlio César; Maxi, Luisão, Jardel, Fábio; Javi, Airton, Martins; Gaitán, Jara, Cardozo;

Texto opcional: "Reforçar o meio campo com o Airton para dar corpo à equipa. É uma presença importante nas bolas paradas, é certeiro no passe e pode fechar bem o meio campo com o Javi. Importante nem que seja para compensar subidas dos laterais."

Sculpture

Sistema de jogo: 4-4-2 diamante;

Equipa: Moreira; Maxi, Luisão, Jardel, Coentrão; Gaitán, Javi, Martins, Peixoto; Jara, Cardozo;

Texto opcional: (Descobri que perguntar coisas ao Sculpture à 00.30 não é algo sensato xD).

Sammer

Sistema de jogo: 4-4-2 diamante;

Equipa: Roberto; Maxi, Luisão, Jardel, Fábio; Javi, César, Martins, Nico; Saviola; Cardozo;

Texto opcional: "Quarteto defensivo habitual. Poderia haver uma troca de Jardel por Sidnei, mas Jardel tem estado bem. No meio campo, Javi Garcia com o apoio de César Peixoto. Peixoto terá um papel importante, pois ajudará Javi a fechar espaços centrais e ajudará Fábio nas tarefas defensivas, permitindo uma compensação das subidas de Fábio. Depois, o lado direito e o nº10. Não tenho dúvidas que serão aqueles dois nomes, e que até poderiam trocar de posição, por Martins jogar melhor ao meio. Apenas coloquei o Carlos na direita porque defende mais que Gaitan, ajudará melhor o Maxi Pereira e é melhor recuperador que Gaitán. Poderá perder-se alguma profundidade, mas ganhar-se-à capacidade de recuperação. Quanto ao Gaitan, teria a tarefa de servir tanto Saviola como Cardozo, fazendo o papel de 10. Poderá também ir aparecendo na esquerda, fazendo, a espaços, Saviola o papel de 10. Seria algo que ia mudando com o decorrer do jogo. Cardozo, será importantíssimo na estrutura de ambas as equipas. Porque estica a equipa do Benfica e não permite subir as linhas defensivas do Braga."

Trainmaniac (Chama Gloriosa)

Sistema de jogo: 4-2-3-1;

Equipa: Júlio César; Maxi, Luisão, Jardel, Fábio; Airton, César; Martins, Nico; Saviola; Jara;

Texto opcional: "Nos pressupostos em que baseio o meu plano de jogo, consta a suspensão de Aimar para o jogo de Braga, e ainda a iminência de Javi Garcia, Maxi Pereira e Carlos Martins falharem a possível final caso vejam amarelo neste jogo. Acho que esta meia-final tem de ser jogada a pensar já na final em todos os aspectos, e portanto o risco dos dois jogos deve ser repartido entre o jogo das meias-finais e o jogo da final. Considero que não faz muito sentido ir jogar uma final com demasiados elementos indisponíveis, pelo que há que fazer o máximo, dentro dos limites da razoabilidade, para que isso não aconteça."

Joase

Sistema de jogo: 4-4-2 diamante;

Equipa: Roberto; Maxi, Luisão; Jardel, Fábio; Javi; Martins, Peixoto, Nico; Saviola, Cardozo;

Texto opcional: "Tenho pena de não ter Aimar senão jogava com Aimar no lugar de Gaitan. Numa meia-final, na minha opinião, jogava com quem tem mais experiência. Faz muita falta neste tipo de jogos. A táctica é a nossa forma de jogar. É impossível ser de outra forma."

Sirgor

Sistema de jogo: 4-4-2 diamante;

Equipa: Júlio César; Maxi, Luisão, Jardel, Coentrão; Javi, Gaitán, Peixoto, Martins; Saviola, Cardozo;

Texto opcional: "Trocava o GR, já que Roberto pode não ter a estabilidade psicológica para enfrentar um ambiente onde falhou da última vez. Júlio César parece-me ter uma mente mais forte, não tem o mesmo potencial, mas num ambiente complicado, apostava na sua estabilidade emocional. A táctica não mudava, não é que não ache que o Benfica ficaria melhor servido de outra forma, acho é que é muito arriscado mudar tudo num jogo tão importante. Acho mais prudente e seguro mantermo-nos fiel à nossa forma de jogar habitual.

Hesitei entre colocar Airton ao lado de Javi, e tirar Martins, jogando Gaitán a "10", mas achei que isso poderia ser dizer ao Braga "temos medo de vocês"."

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Como pudemos verificar, a verdade é que não podemos ter todos a mesma opinião. Ainda gostaria de ler mais perspectivas, por isso convido o leitor e restantes colegas do nosso blog, a deixarem também a sua, sendo que aquilo que realmente importa é que o Jesus acerte com a táctica. Ele lá saberá melhor que todos nós.

Rumo a Dublin, Benfica!

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Mais perto de Dublin

Tão perto e ainda tão longe, o Benfica está a um pequeno grande passo de marcar presença na final de dia 18 de Maio em Dublin. A vitória frente ao Braga abre boas perspectivas, mas analisando a campanha que os bracarenses têm feito, nada pode ser dado como garantido. A apenas 90 minutos do sonho, o Benfica terá de saber ser inteligente e matreiro para segurar a vantagem de 2-1 obtida em casa, à semelhança do que aconteceu com o PSG e com o Stuttgart. Se é verdade que, como diz Jesus, que é difícil, quase impossível, impedir que o Benfica marque golos, não é menos verdade que é fácil marcar golos ao Benfica. Este foi o décimo quinto jogo consecutivo em que o Benfica sofreu golos. Por toda esta bipolaridade estamos tão perto e tão longe, simultaneamente.

Não era um Benfica x Braga qualquer, não era apenas "mais um jogo" normal para o campeonato ou para a Taça de Portugal. Numa prova europeia, com o percurso de ambas as equipas, com a polémica que se instalou nos jogos nacionais entre ambos os clubes, este jogo era mais que um jogo: para o Benfica era a confirmação de que, com árbitros estrangeiros, a história seria diferente; para o Braga seria o confirmar de que é definitivamente capaz de bater qualquer equipa portuguesa em qualquer palco, tentando contrariar a tese benfiquista.

Poderia estar aqui a tecer loas à exibição do Benfica, ao facto de o Braga se ter aproximado da baliza de Roberto por raras vezes, mas o que vimos na Luz, é importante não esquecer, foi apenas a primeira parte. Ainda faltam noventa minutos para alcançar a tão desejada final. E se o resultado é o mesmo que nos abriu as portas dos oitavos e quartos-de-final, é ao mesmo tempo o mesmo que nos fechou a porta da final de 94.

Nas duas últimas deslocações a Braga foi o que se viu. Dois roubos de igreja, o primeiro da autoria de Jorge Sousa, com um golo mal anulado a Luisão, o segundo com Carlos Xistra, a expulsar Javi Garcia. A única certeza que tenho é a de que temos de preparar este jogo como se de um encontro para o campeonato se tratasse, pois na UEFA os "acidentes" e os azares também acontecem. Basta ver que há um clube que é sistematicamente beneficiado nos seus jogos. Basta ver que as equipas francesas, com a marca Platini, têm sido escandalosamente ajudadas. Não dêem nada por garantido, preparem este jogo com a maior das exigências e o máximo profissionalismo.

Estamos indubitavelmente mais perto de Dublin do que há 90 minutos. E sabemos que temos de fazer mais do que fizemos nas duas últimas deslocações ao terreno do rival. Custa acreditar, mas precisamos de fazer o mesmo que Quique, com Moreira e Urreta em grande plano, fizeram a Jesus. Faltam noventa minutos. Precisamos de ser Benfica.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Mister, eu dou a táctica

O Benfica defronta hoje o Sporting de Braga na primeira mão das meias-finais da Liga Europa, sendo a primeira presença do maior clube português numa fase tão avançada de uma prova europeia desde 1994. Face a todas as ausências com as quais o Benfica se bate, nomeadamente Salvio e Amorim, há ainda três jogadores cuja utilização permanece uma incógnita: Gaitán, Carlos Martins e César Peixoto. São, por isso, vários os cenários que se podem colocar quanto ao onze escolhido por Jesus. Atendendo a que este é um jogo europeu onde o Benfica tem de saber gerir muito bem a posse de bola a meio-campo, algo que não tem sabido fazer durante a época, eis os "onzes" que eu proponho para cada situação específica:

Com Nico Gaitán, Carlos Martins e César Peixoto disponíveis ou sem Carlos Martins:

Com todos os disponíveis, excepção feita a Salvio e Amorim, claro, a minha opção seria entrar em campo com o onze base da época mas com Peixoto no lugar de Salvio, com o português a deslocar-se para o lado esquerdo do meio-campo, que até é a sua posição natural. Gaitán jogaria pela direita, corredor que não lhe é estranho uma vez que jogara aí várias vezes no Boca Juniors, sendo que também neste ano já passou por ali, nomeadamente no jogo em casa com o Stuttgart. Este seria o onze mais equilibrado que permitiria manter a toada ofensiva, preservar posse de bola a meio-campo com Aimar e Peixoto, e ainda ter um apoio a Coentrão (o próprio Peixoto) na marcação a Alan, jogador mais perigoso do Braga.

Com Nico Gaitán e Carlos Martins, mas sem César Peixoto:

A ideia acaba por ser a mesma do onze acima, mas com Gaitán de volta ao corredor esquerdo e com Martins pela direita, mas sempre com a função de cair para a zona central. Não permitiria a mesma capacidade de segurar o jogo mas o Benfica, apesar de perder algo em termos defensivos, ganharia poder de fogo de meia distância.

Com Carlos Martins e César Peixoto, mas sem Nico Gaitán:

Sem Gaitán, a juntar à ausência de Salvio, um Benfica com Martins e Peixoto sobre as alas perderia muita profundidade ofensiva. Não teríamos capacidade para chegar à linha de fundo. E sendo o nosso melhor defesa esquerdo simultaneamente o nosso melhor médio esquerdo, arriscaria colocar Fábio Coentrão no meio-campo recuando Peixoto para defesa. Não perderíamos muito em termos defensivos porque com as rotinas que Coentrão ganhou, saberia ajudar Peixoto na difícil tarefa de marcar Alan.

Com César Peixoto, mas sem Nico Gaitán e Carlos Martins:

Na ausência de Gaitán e Martins, o Benfica perderia aqueles que têm sido, habitualmente, o médio esquerdo e o médio direito (quando Salvio não está presente). Estes dois rombos nas "asas" do Benfia deveriam, a meu ver, pela falta de soluções de qualidade no banco, fazer com que o Benfica adoptasse um sistema mais próximo do 4x2x3x1, onde Jara na ala esquerda pudesse atacar com mais liberdade sendo que Peixoto dobraria Coentrão sempre que necessário e Saviola mais descaído para a direita tivesse o apoio de Pablo Aimar. Defensivamente não perderíamos muito uma vez que o meio-campo estaria reforçado com mais um elemento.

Com Carlos Martins, mas sem Nico Gaitán e César Peixoto:

Mantendo um jogador que pode dar suporte defensivo ao meio-campo (Carlos Martins), as preocupações do Benfica em termos de constituição da equipa viram-se para o lado esquerdo. Com Coentrão mas sem médio esquerdo, a dúvida passaria por colocar Carole na defesa e subir Fábio ou manter o português na defesa e avançar com Jara. Optaria pela segunda hipótese uma vez que Jara rende mais pela esquerda que pela direita, apesar de não ser um jogador muito útil no meio-campo, e porque Carole poderia tremer numa estreia europeia, logo numa meia-final e precisamente com o melhor jogador do adversário pela frente.

Com Nico Gaitán mas sem Carlos Martins e César Peixoto:

Aqui o problema é precisamente o oposto. À esquerda tudo bem, mas à direita as coisas complicam-se. Colocar Jara seria uma irresponsabilidade, uma vez que um meio-campo com Aimar, Jara e Gaitán não tem capacidade defensiva, sendo que o camisola "11" esteve manifestamente mal nos dois jogos que fez pela direita (Beira-Mar e Porto). Menezes não tem qualidade para jogar no Benfica, por isso seria Airton o escolhido, ele que daria muita força e muito músculo ao meio-campo. Com isto, para ajudar o lado direito do meio-campo a construir jogo, Saviola seria deslocado mais para trás, contando com a ajudar de Pablo Aimar.

Sem Nico Gaitán, Carlos Martins e César Peixoto:

Cenário que tem tanto de improvável como de grave. Sem os três centrocampistas, o Benfica vê-se obrigado a recorrer a Airton e Jara, o primeiro para segurar o meio-campo com Javi e o segundo para "fazer de Gaitán" pela esquerda do meio-campo. Saviola recuaria para ajudar na construção de jogo à direita. Outra hipótese seria atrasar Airton para defesa direito e fazer subir Maxi para o meio-campo, voltando ao 4x4x2 losango.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Pede-se Luz cheia

As derrotas, os assobios, as humilhações, as exibições menos conseguidas e sobretudo o preço dos bilhetes podem (estão, na realidade) a afastar os adeptos do jogo contra o Braga. Um jogo que é mais que um jogo. É uma batalha frente aos "aprendizes" que tudo farão para derrotar o Benfica, que entrarão em campo com uma atitude de guerrilha, quais cães sedentos de sangue. Lembram-se do Alan, do Vandinho e do sarnento Mossoró? Eles estão de volta.

A Luz a meio-gás que se viu contra o Porto, por duas vezes, ou contra o Schalke não pode de forma alguma voltar a repetir-se. E ao que sei a venda de bilhetes está a ser tão fraca que, e podendo enganar-me, quarta-feira de manhã lá estarei para levantar uns bilhetes grátis. Uma Luz vazia é meio caminho andado para a derrota. O que pensarão os nossos jogadores quando virem um estádio tristonho?

Pede-se Luz cheia. Peço eu, os dirigentes lá saberão por que raio foram colocados aqueles preços. Já vimos por mais de uma vez que com 60 mil somos muito mais fortes. Pelo Benfica, vamos a eles.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Somos dirigidos por um bando de chulos

Somos dirigidos por um bando de chulos. Gente que após derrotas com o Porto na Luz que lhes dá o campeonato consegue ir para o camarote comer croquetes e rissóis, beber champagne, contar umas piadas e dormir uma bela noite de sono. Tudo isto enquanto o sócio que paga as quotas todos os meses, que gasta dinheiro nos bilhetes, gasolina para fazer dezenas ou centenas de quilómetros para ver o "maior de Portugal", que perde tempo, paciência e muito, muito dinheiro, fica lixado com "f" bem grande, sem conseguir pregar olho durante a noite.

Vimos a pouca vergonha que foram os preços para o jogo contra o PSV. Nem se conseguiram vender 43 mil bilhetes, tiveram de dar mais de 20.000. Como se esta vergonha de dar bilhetes "à Braga" não nos bastasse, eis que os nossos queridos dirigentes chulos resolvem colocar bilhetes à venda para sócios normais como eu que têm lugar no terceiro anel, a um simpático preço de 25 euros. Muito obrigado. Agora vou ficar à espera da véspera para saber se compro ou se vou para a fila usufruir das borlas que dão a indivíduos que nunca vão aos jogos. Ah, e para não-sócios, o preço pode chegar aos 100 euros. Fabuloso. Gente sem noção do país em que vive. Uma meia-final de uma prova europeia não justifica estes preços num país à beira da ajuda externa. À beira não, ela já chegou. Ridículo. Haja fartura.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Braga 2-1 Benfica - O Assalto


Com especial agradecimento aos moderadores Fidags e Ramiro Lopes, do Fórum AVDA, que nos disponibilizaram este video.

Liga da Fruta e do Café com Leite!

Enquanto uns se preocupam em fazer do Roberto o bode expiatório, já eu não considero justo crucificar nem os nossos jogadores nem o nosso treinador. Até porque existiu atitude, garra e vontade em vencer, tal como aconteceu frente ao Marítimo. A única diferença é que desta vez o Benfica não conseguiu inverter um conjunto de vergonhas que estão inculcadas nesta liga das mentiras desde o início da época. Aposto que em Braga já existe um novo ídolo, o Xistra. Não foi novidade para ninguém comprovar que a filial do Porto optou por plagiar o outro Sporting, fazendo deste encontro o jogo do ano. A atitude dos mesmos teria sido em vão, pois este Benfica está muito forte e mesmo com alguns jogadores fatigados, demonstrou ser superior… Até à expulsão do Javi Garcia, seguido de um lance infeliz do nosso guarda-redes.

O Jesus não tendo estado excelente, esteve bem. Arriscou tudo, fez o que poucos têm coragem de fazer, a equipa deixou tudo em campo mas desta vez não fora premiada.

No entanto, a culpa não pode ser só de um lado e são muito raras as vezes que esta morre solteira. E assim sendo, num misto de azia e frustração, algumas perguntas têm que ser levantadas. É preciso colocar o dedo na ferida. Como foi possível termos apoiado o Valentim Loureiro depois de este ter sido apanhado nas escutas? Como é possível o Benfica não ter tentado colocar alguém na liga que nos pudesse defender? E pior, como é possível ainda virmos a apoiar o Fernando Gomes para presidente da liga? Claro está que estamos a colher aquilo que anteriormente estivemos a semear.

Perdoem-me a expressão mas, de uma vez por todas, os nossos dirigentes têm que apontar o dedo às equipas que abrem as pernas ao porto. É necessário que alguém dê um murro na mesa e diga basta! Não pode ser encarado como algo normal o facto de o Benfica ser constantemente “recebido” no norte, com bolas de golfe, telemóveis, pedras e afins do género. É inconcebível, inacreditável a complacência dos órgãos e entidades responsáveis!

Ontem, após as agressões ao Cardozo e ao Carlos Martins, por mim deveríamos ter retirado imediatamente a equipa do campo! Pelo menos até estarem garantidas as condições para se poder praticar um jogo de futebol.

E depois ficamos pasmos com a “intervenção” policial quando, na Luz, se acende uma tocha ou se alguém a atira para o relvado. Porém, lá para cima, já parece ser permitido lançar-se bolas de golfe, entre outros objectos igualmente delicados como estas. Ora esses objectos já não colocam em causa a integridade física dos atletas? Estou preocupado pois não vejo soluções para um problema que já vem do ano passado e que começa a ser proclamado de “normal”.

Enfim, se o campeonato da roubalheira está entregue, penso que a partir de agora o Jesus terá que redefinir as prioridades. Provavelmente passa a ser altura de se começar a poupar alguns titulares nos jogos do campeonato e a se concentrar as forças nas três taças.

A Liga Europa está longe de ser uma competição fácil. Liverpool (grande jogo de Luis Suárez ontem frente ao Manchester United, vale a pena ver o trabalho deste nos lances dos golos), Villareal, PSV e mesmo o Manchester City, parecem-me serem os adversários mais perigosos. No entanto, é determinante que nos concentremos em passar o PSG, que também merece o nosso respeito.

Andamos a comer gelados com a testa?!

«O Benfica quando recebe, recebe bem. Não compreendo o porquê de a cidade de Braga hostilizar o Benfica. E isto não tem que ver com o Braga ou a sua direcção, todos sabem a relação que mantenho com o presidente do SC Braga [António Salvador]», salvaguardou, apontando o dedo a «alguns jagunços que andam por aí». «Vai sendo tempo de a Liga estar atenta e agir»

Luís Filipe Vieira

Hã?! Importa-se de repetir?! Nomeadamente aquela parte em que volta a defender o Salvador de Braga, aprendiz de Pinto da Costa, com quem se senta frequentemente na tribuna do Dragão? Mas o que é isto? Por que raio o nosso presidente continua a aceitar e a ser conivente com o ambiente de humilhação que o Benfica sofre sempre que vai a Braga? Não ouviu a música da tourada? Não ouviu a música do José Cid? Acha que não é por obra do Salvador? Pois deixe que lhe diga: ou é ingénuo, ou é idiota. E quando eu vejo que insiste em convidar o Oliveira e o Fernando Gomes das facturas para a Gala do Benfica, nem sei para qual das duas opções me inclino mais.

domingo, 6 de março de 2011

Xistra resolve

Xistra era o único disponível. Claro. Todos os colegas estavam de caganeira, certamente. Ou então o Padrinho falou com Xistra e Vítor Pereira e resolveu-se assim a situação. Et volià. Em Braga gostavam de Xistra. Em Braga ainda gostam de Xistra. A nós resta-nos apoiar Fernandos Gomes, convidá-los para as Galas, participar nos beija-mão, etc. Acção exige-se. Que alguém no Benfica tenha coragem para vir a público e dar a cara, chamando os bois pelos nomes. Parem de viver neste mundo da fantasia. E que, já agora, deixem um esclarecimento bem claro ao poder político, que insiste em "empatar" o estado de (in)justiça em Portugal no que a alguns processos diz respeito: apressem-se, porque com seis milhões de pessoas descontentes em Portugal com o estado de tudo, se algum louco se lembra de transferir responsabilidades do que se passa no futebol para a política, então a classe está bem lixada. Com "F" grande. 12 de Março é já amanhã.

Jesus fez o que devia. As poupanças eram inevitáveis a pensar naquele que tem de ser o grande objectivo do Benfica, a Liga Europa. E, como sabem, não é com hipocrisia que eu ou o Galaad, neste blog, dizemos isto. Já o tínhamos afirmado há muito: com o campeonato perdido desde a nascença do mesmo, o foco tinham de ser as três taças. Neste momento, na prova europeia, com o sorteio benéfico que tivemos, a nossa obrigação é chegar aos quartos-de-final. Ponto final. E se isso implicar poupar alguns jogadores, não há que temer.

Com Gaitán e Salvio de fora, Menezes e Jara foram os eleitos para o onze titular. Sem Aimar, ainda a contas com uma lesão, Martins foi o terceiro "elemento estranho" no meio-campo. Mas, surpreendentemente, não foi por esta mistura de caras menos conhecidas que o Benfica não teve sucesso em Braga. Pelo contrário. O jogo começou a bom ritmo, com o Braga a tentar tomar a iniciativa, mas cedo se percebeu que o Benfica estava mais forte, e a primeira meia hora de jogo foi nossa. Tanto em ataque organizado como nas saídas rápidas de Saviola, Jara e Cardozo, o Benfica criou sempre mais perigo, e foi sem surpresa que se viu o clube da Luz adiantar no marcador. Surpreendente foi o descaramento com que certas coisas foram feitas, às claras, a seguir.

Num lance em que Alan vai apenas para tentar acertar no adversário, acaba por simular uma agressão e provoca assim o segundo (o primeiro fora o golo mal anulado a Jara) grande e grave erro de Xistra: a expulsão do trinco espanhol do Benfica. Como é que Xistra viu? Não sei. Como é que o fiscal viu? Não sei. Alguém viu alguma coisa? Acho que não. O que me leva a pensar que a expulsão foi por má fé, foi intencional, encomendada, o que quiserem. E de uma falta inexistente se criou um livre que permitiu a Roberto mostrar, uma vez mais, quão inconstante é. Depois de já ter protagonizado uma grande defesa à meia hora, voltou a mostrar todas as suas fragilidades. Demasiado inconstante para ser titular num Benfica que se quer constante e regular pela positiva.

Cambalhota psicológica à beira do intervalo, Benfica com menos um e Jesus a viver uma situação semelhante à de Alvalade. Sem Javi, apostou em Airton poupando Saviola. Numa segunda parte mal jogada, com pouca inspiração e muitas faltas de ambos os lados (é de louvar que Kaká tenha acabado o jogo, fantástico trabalho, Xistra), o Braga começou por criar mais perigo e o Benfica, a espaços, com menos um, foi dando resposta. E foi já com Mossoró em campo que o Braga chegou à vitória, uma vez mais num lance irregular, fruto de uma falta favorável ao Benfica que foi transformada em lançamento para os bracarenses. Deu para perceber por que é que, nas palavras de Jesus, em Braga se gosta tanto de Xistra.

O Benfica perdeu não por falta de competência própria mas por erros alheios, uma vez mais. Os jogadores com menor frescura física foram poupados para o jogo com o PSG, e os que estiveram em campo a defender as nossas cores revelaram atitude, garra e qualidade que permitiriam, em condições normais, a vitória. Não deixaram.