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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

72 horas e um Benfica passivo

Ao longo das últimas semanas assistiu-se ao famoso folhetim das 72 horas. O Porto cometeu uma ilegalidade, ainda que inadvertidamente (algo surpreendente no reino do Dragão), ao utilizar Sebá, Abdoulaye e Fabiano num período inferior a 72 horas em jogos da equipa B e da equipa A, para a 2ª Liga e Taça da Liga, respectivamente. O Porto cometeu uma ilegalidade, a notícia foi divulgada e houve duas atitudes de duas facções diferentes que se mesclam no lamaçal que é o futebol português: a do Porto, que tentou justificar o injustificável com a utilização dos jogadores, atirando ainda poeira para os olhos das pessoas ao inventar notícias falsas acerca de uma suposta utilização irregular de jogadores por parte do Benfica, e a atitude da Federação, organismo que não é responsável pela organização da Taça da Liga, e cuja função neste caso específico era apenas e só desculpabilizar a infracção cometida pelos azuis-e-brancos. Como? Havia de se arranjar forma, só era preciso ser um pouco criativo.

E o passe de mágica foi dado esta quarta-feira. A desculpa esfarrapada passou pela não-aplicação do regulamento à Taça da Liga. O objectivo foi conseguido. O Porto pode assim participar na Taça da Liga. Bem-vindos a Portugal, onde o cumprimento das leis é motivo para punição e a sua violação é motivo para condecoração. Brilhante ainda o timing da tomada de decisão. Enquanto que no caso de Emídio Rafael, o Braga B foi imediatamente penalizado num curto espaço de dias, o caso do Porto foi-se arrastando e arrastando até aos limites. E qual foi o limite? A expulsão de Cardozo. Para calar os benfiquistas descontentes com esta decisão, Tacuara acaba de levar... 1 jogo apenas. "Para vos calar, lampiões", terão pensado os membros da Federação. Federação essa que, importa não esquecer, apoiamos. E apoiamos como? Inequivocamente, pois claro...

Acho ridícula a forma como o Benfica participou neste processo. Não sendo algo que não nos dizia respeito, era algo em que tínhamos de meter o nariz, obrigatoriamente. Sabemos como a justiça funciona e como não funciona em Portugal. Sem pressões, não se consegue nada. E o Benfica manteve-se inexplicavelmente passivo durante todo este processo. Porquê? O que ganhámos com isso? O que era suposto conseguir? Por que motivo é que o Benfica, desde o primeiro dia deste caso, não se pronunciou nem disse uma única palavra sobre o assunto? Porque não agitar as águas e amplificar a irregularidade cometida pelo Porto de modo a pressionar a justiça? Porque não deixar a ideia da verdade, de que o Porto era efectivamente culpado e só tinha de ser punido com a exclusão da prova? Não, o Benfica não fez nada disso, preferiu manter-se passivo, observador, expectante, à espera que acontecesse a absolvição anunciada. Pior. Sim, há algo ainda pior. A atitude do Benfica face ao levantar das suspeitas sobre a utilização irregular de jogadores da nossa parte. A denúncia anónima feita à FPF não tinha qualquer fundamento. A história das 72 horas não se aplica, obviamente, à mesma equipa. Se há dois jogos nesse espaço de tempo, o treinador não tem de mudar os 11 jogadores de um encontro para o outro. Era apenas e só isto, reforçando a ideia de que o Porto é que tinha cometido a ilegalidade e fundamentando devidamente, que o Benfica deveria ter feito. Mas não, reagimos da forma mais patética possível. Colocámos ênfase no facto de a denúncia ser anónima e emitimos um comunicado "à Porto". Por momentos fiquei na dúvida se aquele comunicado tinha sido escrito pelo Labaredas ou algo parecido. Aquela é a linguagem do Porto. Aquele é o modus operandi deles. E caímos nessa tentação. Deixámos a sensação de "lá vai o Benfica safar-se porque a denúncia era anónima, porque se não fosse, também eles iam de vela na Taça da Liga. São iguais ou piores que o Porto". Porque deixámos que isto acontecesse? E já viram a ironia? Nesse comunicado do Benfica, em vez de se dizer que a denúncia não tinha fundamento, e explicando porquê, preferiu-se colocar o foco na ilegalidade dos meios pelos quais a denúncia foi feita. Foi ao estilo de "estas escutas são ilegais, independentemente do conteúdo que contêm". Parabéns, pá, fomos Porto, reagimos à Porto. Vieira e demais lacaios, lembrem-se de uma coisa: à mulher de César não basta ser, é preciso parecer. E neste momento duvido que vocês "sejam", porque a única coisa com que se parecem é com um bando de falhados que não ganha um processo e que não coloca o Benfica à frente das prioridades pessoais. Defendam os interesses do Benfica, bando de cornos mansos.

Esté é o Benfica que eu aprendi a conhecer. Um Benfica que não antecipa o perigo, que não vê além do óbvio (e às vezes nem o óbvio vê) e que toma uma atitude de fanfarrão quando vai à frente. Despreocupado com o que se passa à sua volta quando segue na liderança, o Benfica que eu conheço acha que não é preciso reagir a nada. É um Benfica que dá entrevistas, que vai à televisão e que se pavoneia nos jornais. Invariavelmente, este Benfica acaba derrotado. Com surpresa para alguns, sem segredos para outros. O fim da história já todos conhecemos: acaba tudo num pranto, apontando desculpas para aqui, atirando culpas para acolá, rejeitando o demérito e recusando a crítica e a auto-análise. Este é o Benfica que eu conheço. Este não é o Benfica que eu quero.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Actualidade do futebol

Olhanense 1-2 SLBenfica

Uma exibição pouco convincente dos habituais suplentes/reservas.

As grandes modificações no seu funcionamento e formato do meio-campo de certo não ajudaram.
Apenas com a entrada de 3 habituais titulares houve capacidade para virar o jogo, algo que diz muito sobre o trio que acompanhou Rodrigo no ataque.
Bruno César, Gaitán e Nolito precisam de ganhar ritmo e confiança, e nada mais que isso, porque a qualidade está lá.
Mas a entrar de início com outros 9 jogadores de campo que venham jogando com confiança.

Assustou-me muito o descontrolo emocional demonstrado após a desvantagem

Paulo Lopes um punhado de boas intervenções, pouco podia fazer no golo
André Almeida foi pena não ter jogado a trinco
Jardel concentrado, mas afectado pela atitude do parceiro
Sidnei kilos a mais no rabo (já incompreensíveis), sem cérebro para compensar
Luisinho cumpriu, como tem cumprido sempre. Não é jogador para levar a equipa às costas, mas não deixa ficar mal.
André Gomes e Enzo Pérez exibições de grande sacrifício num meio-campo desiquilibrado pela ausência de Matic ou de alguém no seu lugar
Bruno César se jogar nalguma ala é na esquerda... faltou-lhe apoio no ataque a dar profundidade
Gaitán tinha a oportunidade de jogar naquela que pode vir a ser a sua melhor posição, e não cumpriu
Nolito infelizmente inconsequente
Rodrigo fez a omolete que pode com os ovos que lhe deram até entrarem os 3 titulares.

Sálvio, Lima e Ola John obrigado.

Leverkussen vs SLBenfica

Um clube que nos traz boas memórias (das mais antigas que tenho do nosso glorioso!).
Um adversário à altura do Benfica e um bom desafio às nossa hostes.
Espero que a comunicação do Benfica saiba usar-se da História para nos dar a vantagem que a mesma nos dá!

Espero que quando chegar o jogo, os suplentes já tragam mais algum ritmo para haver uma efectiva rotação do plantel também neste jogo para não sacrificar o campeonato

sábado, 14 de abril de 2012

Dever cumprido

O Benfica cumpriu as suas obrigações e derrotou o Gil Vicente na final da Taça da Liga, conquistando o troféu pela quarta vez consecutiva. Num jogo bem disputado e onde o ascendente pertenceu sempre aos encarnados, o individualista Rodrigo deu vantagem ao Benfica após cruzamento de Bruno César. O jogo não perdeu intensidade, mas não havia grandes chances de golo, sendo a mais flagrante um remate de Witsel, exemplarmente bem defendido por Adriano. No segundo tempo, já com o Benfica a baixar no terreno, o Gil empatou por Zé Luís, mas Jesus sacou o coelho da cartola e Saviola, aos 83 minutos, devolveu a liderança ao Benfica. A solução estava no banco. No banco do Cardinal e do Paulo Pereira Cristóvão. Parabéns aos jogadores pela vitória na Taça da Liga.

Tudo a perder, pouco a ganhar

O Benfica disputa hoje a final da Taça da Liga, tendo a hipótese de arrecadar o quarto título consecutivo naquela que é a mais recente e menos importante prova oficial do futebol português. Curiosamente, disputamos esta final em condições muito semelhantes às que enfrentámos no ano passado. A vitória não salva uma época em que poderíamos ter sido campeões e a derrota frente a um adversário mais que acessível (mas bem organizado, tanto dentro como fora de campo) só agudiza a sensação de falhanço que esta época terá. É fundamental ganhar hoje e acabar o campeonato com dignidade, dignidade essa que espero que não fique guardada na gaveta quando for altura para analisar o que se passou nesta temporada.

terça-feira, 20 de março de 2012

Acreditar

Não me importa muito o número que pode vir a estar estampado nesta e noutras t-shirts em meados de Abril. Mais importante que isso, mais importante que estar na final da Taça da Liga, foi ter ganho ao Porto, quebrando assim uma barreira psicológica que já estava mais que formada (e que mesmo durante este jogo foi evidenciada).

E isto vai (ou pelo menos pode e se calhar irá mesmo) ter repercussões nas outras provas, nomeadamente no campeonato. Sexta-feira, em Olhão, o Benfica tem de entrar em campo e pressionar brutalmente o seu oponente, sufocá-lo "como peixes debaixo de água", sair do Algarve com 3 pontos e ficar na liderança do campeonato, pressionando assim um Porto possivelmente amedrontado para o difícil embate na Mata Real (força nisso, Melgarejo).

Não há tempo para saborear esta vitória, não só porque o sofrimento de tantas derrotas não desaparece com o resultado de hoje, mas também porque daqui a três dias há um jogo que nos pode colocar na liderança do campeonato, em Olhão. E essa é a nossa verdadeira final. Digo-o eu. E disse-o Jesus. Acredita, Benfica.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Não há outra solução que não passe pela vitória

O Benfica defronta amanhã o FC Porto em jogo a contar para as meias-finais da Taça da Liga. Nos últimos 365 dias, os azuis-e-brancos venceram na Catedral por três vezes, tantas quanto o Benfica os derrotou em casa nos últimos onze anos. Humilhante. Nunca na nossa história tivemos um registo tão negativo contra o FC Porto. E, surpreendentemente, num fenómeno algo estranho (ou não), vejo alguns adeptos a desvalorizarem este encontro ou a pedir para entrarmos em campo com os suplentes. Não admito que haja um benfiquista a desvalorizar este jogo. E é fácil de entender por que motivo há tantos a retirarem importância a esta partida: não é por ser a Taça da Liga nem por termos um calendário sobrecarregado. É por medo, sim, medo em sermos novamente humilhados pelo Porto naquilo que eles chamam de "salão de festas" e que nós chamamos "Estádio da Luz". Mais que o acesso à final da Taça da Liga, vejo neste jogo uma prova de fogo ao orgulho do Benfica. Querer poupar é o assumir de todas as nossas fragilidades e é tomar a derrota como quase certa. Não pode ser. Não pode acontecer. Os benfiquistas, depois de tantas humilhações, deviam sentir-se feridos no orgulho e querer ganhar este jogo como se fosse a final da Champions. E mesmo em termos anímicos, para o que falta jogar nesta temporada, é fundamental ganhar amanhã. Entre o acreditar e o querer vai uma grande distância. Não preciso que acreditem, mas exigo que queiram. Sejam Benfica, por favor. Dentro e fora do campo.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Caminho marítimo para Coimbra

Jesus prometera que uma onda de calor iria invadir a Luz e não deixaria nenhum adepto passar frio num jogo decisivo da competição que continua a dividir tanto a opinião como a militância benfiquistas. Assim foi. Num jogo quentinho, o Benfica despachou o Marítimo por claros 3-0, resultado no entanto enganador sobretudo devido à forma como os insulares entraram em campo. Mesmo com alguns jogadores habitualmente não titulares, o Benfica soube dar muito boa resposta, nomeadamente por Eduardo, com uma intervenção enorme aos pés de Sami com o resultado ainda a zeros, mas também por Nélson Oliveira, com muita liberdade de movimentos e muita intensidade de jogo. E apesar do início ameaçador do Marítimo, o Benfica recompôs-se e respondeu à altura, com várias ocasiões de golo e alguns momentos de bom futebol. Nélson Oliveira e Rodrigo, este último na condição de suplente e por duas vezes, fizeram os golos da vitória encarnada que carimbam a passagem às meias-finais da Taça da Liga, onde defrontaremos o Porto de Lucho Gonzalez.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Breves considerações sobre o jogo de ontem


Eduardo - duas excelentes manchas, ambas ao jogador Edgar. No entanto, sente-se que não transmite a mesma segurança que Artur. Encontra-se uns furos abaixo da qualidade do brasileiro.

Emerson - Primeira parte em que levou com Paulo Sérgio, foi permissivo num lance em que Nuno Assis poderia ter marcado. Na segunda parte, em superioridade numérica, fez todo o flanco aproveitando as costas de Nolito, para subir no terreno. Gostei imenso da forma como encarou o jogo ofensivo. Por vezes, é demasiado complicativo. O que se pede é aquilo, tocar e aproveitar as costas do ala.

Witsel - Que grande jogo! Começou na meia direita, no 4-1-3-2 que me agrada bastante sobretudo para os jogos em casa. Dominou bem o passe de Nolito e finalizou com classe. Já é um habitual, que bem ele finaliza.
Depois, encostou a Javi no meio-campo, disputando os lances e temporizando com bola, é o que se lhe pede.

Nelson Oliveira - Não fosse existir uma alínea no regulamento da Taça da Liga que obriga à utilização de dois portugueses e não calçaria mais até final de época, ou melhor, não jogaria 45 minutos seguidos, disto estou seguro.
No centro do ataque, não tocou na bola. Quando foi deslocado para a direita, esteve mais em jogo. Percebe-se que as recepções de bola, raramente saem perfeitas. Fruto do nervosismo, muito provavelmente.
Rui Vitória dizia na época passada que quando esclarecer algumas coisas na sua cabeça, será um grande avançado. Esperemos que sim.
Até ao próximo Mundial de sub-20, tem o estatuto de 2º melhor jogador sub-20 do Mundo.

Nolito - Usa e abusa do seu oponente directo. Também, muito bem. Titular indiscutível!

Bruno César- entrou forte, combinando por diversas vezes com Aimar, numa das quais viria a resultar na expulsão de Pedro Mendes.
Na direita, gosto mais. Recebe a bola e enquadra logo com o centro. Na esquerda, recebe colado à linha. É diferente.

Cardozo - alguém se lembra de quantos passes acertou? Quantas vezes combinou com Rodrigo?
Marcou 2 e "assistiu" Rodrigo. Resolveu! Cardozo é isto!

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Caminho aberto

O Benfica venceu justamente em Guimarães em jogo a contar para a fase de grupos na Taça da Liga. Uma exibição que esteve longe de encher o olho mas que que deu para ver que os nossos jogadores, mesmo com a pausa de Natal pelo meio, estão com um bom ritmo competitivo.

Jesus mexeu como é habitual nestas competições e deu minutos a alguns jogadores menos utilizados, casos de Eduardo, Nolito, Saviola e Nélson Oliveira. O Benfica entrou no jogo e mostrou que queria dominar desde início, instalando-se no meio-campo vitoriano. Os primeiros 15 minutos forma inteiramente nossos e o golo surgiu com naturalidade: Nolito cruzou a bola a meio do meio-campo adversário e Witsel, após recepção perfeita, chutou seco por entre as pernas do guarda-redes. 0-1, resultado feito, jogo terminado, pensaram alguns. O Benfica acomodou-se e o Vitória surgiu no encontro. N'Diaye primeiro, Assis depois e Edgar a seguir, esta última com enorme intervenção Eduardo, foram as três grandes oportunidades dos orientados por Rui Vitória.

Por seu lado, o Benfica defendia-se bem e tentava surgir em ataques rápidos sempre que possível, conduzidos por Aimar e bem distribuídos por Saviola (bom jogo) e Nélson Oliveira. O perigo espreitava a baliza de Douglas mas falhava sempre algo na hora de finalizar. O Benfica jogava coeso e compacto, seguro de si. Gostei do que vi mesmo num registo mais defensivo. A destoar dos restantes colegas só mesmo o do costume. Aquele-cujo-nome-não-pode-ser-mencionado. Aquele que consegue perder um lance de cabeça e não recuperar a bola com o seu adversário no chão. Aquele que gosta de provocar livres laterais perigosos para a nossa baliza. Aquele que ofensivamente é nulo.

Com um jogo interessante, bem disputado e rasgadinho, não havia necessidade de mais espectáculo além do praticado no relvado. Mas houve. Luís Marçal, comentador da SIC, provou quão mau jornalista é. Não que seja mal intencionado, simplesmente não percebe uma poia do que fala. Primeiro foi Javi que deu uma cotovelada em N'Diaye com... o ombro. A seguir a cotovelada foi cabeçada. Hmmm... com o ombro? Estranho. Só faltou dizer que só o fez porque N'Diaye era preto. Depois o não-penalty de Maxi que Marques transformou em penalty foi outro prato com que o pastel Marques nos brindou. Inacreditável. Se a SIC quiser fazer um downsizing, pode começar por aqui.

O segundo tempo recomeçou de forma inesperada para o Benfica. O Vitória entrou forte, conquistou um par de livres laterais e chegou ao golo numa bola perdida na área que João Paulo introduziu na nossa baliza. O Benfica fora apanhado desprevenido. E tremeu. O Vitória achou que podia ganhar a partida que os nossos jogadores tinham "vencido" na primeira parte. Cresceu. Agigantou-se. Mas não chegou. Pedro Mendes deitou tudo a perder ao ser expulso com justiça. A partir daí, o Benfica, nas palavras de Luís Marçal, passou a ser uma equipa mais... "atacadora". E foi mesmo. Cardozo, que entrara ao intervalo para render Saviola, aproveitou uma jogada de entendimento com Maxi Pereira para rematar alto e forte à meia-volta sem hipóteses de defesa para Douglas. 1-2, o Benfica estava novamente em vantagem e com mais um jogador em campo. Com tranquilidade, os jogadores soltaram-se. Até Emerson fez duas boas incursões pelo flanco esquerdo, mas logo a seguir fez um cruzamento que foi parar a Braga, demonstrando todo o seu (real) valor. Ouviam-se "olés" nas bancadas e Eduardo era um mero espectador. Sem surpresas houve tempo para o terceiro golo, mais um de Cardozo, que assim se tornava o melhor marcador da História do Benfica na Taça da Liga (ultrapassando inclusivamente Eusébio) e também para o quarto, da autoria de Rodrigo, ele que bem procurara marcar nesta partida.

Reforço a justiça da vitória do Benfica numa partida bem disputada e equilibrada na primeira parte e de sentido único na segunda após a expulsão de Pedro Mendes. O mais difícil está feito, a vitória em Guimarães abre as portas das meias-finais da competição. Basta vencer o Santa Clara e até um empate com o Marítimo, na Luz, deverá servir.

P.S. Uma palavra para Anderson Santana. Bom jogo do lateral vimarenense, tecnicamente evoluído, rápido, incorpora-se bem no ataque e esteve seguro a defender. Faz inveja a alguns laterais esquerdos dos grandes da nossa Liga.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Liga Europa? Que importa?!

O importante é isto. A Taça da Liga é nossa. E é a representação do benfiquinha dos medíocres, dos que se contentam com uma época absolutamente horrível em que perdemos tudo o que nos propusemos a ganhar. Deveriam comprar essa t-shirt e passar na Luz no próximo jogo, talvez levassem com uns ovos.

terça-feira, 26 de abril de 2011

A representação do benfiquinha...

Percebo, compreendo e apoio que se faça uso das vitórias no campeonato nacional para criar este tipo de produtos. Agora, empolar vitórias na Taça da Liga é algo absolutamente surreal num clube como o Sport Lisboa e Benfica. Ou pelo menos deveria ser. Se para mim já é difícil ver alguns adeptos completamente eufóricos com a conquista deste troféu depois de termos perdido o campeonato em casa com o Porto e a meia-final da Taça de Portugal contra o mesmo clube, observar que a própria "instituição" se dá ao desplante de vender estas t-shirts é custoso. É o assumir do benfiquinha, clube que ultrapassou e substituiu o glorioso Sport Lisboa e Benfica. E os adeptos vão sorrindo, contentes, criticando que pensa o contrário, esses malditos abutres que pensam por cabeça própria.

domingo, 24 de abril de 2011

A noite dos heróis improváveis

Tantas vezes criticados, tantas vezes espezinhados, às vezes os grandes heróis são mesmo os heróis improváveis. Assim foi em Coimbra. Jara a abrir a contagem e Moreira a segurar a vantagem deram uma vitória que tem mais importância do ponto de vista anímico para o jogo de 5ª feira do que do ponto de vista do troféu em si. Um Benfica frágil fisicamente apesar das poupanças de Jesus para o campeonato e com muitos jogadores em sub-rendimento, valeu-se daquilo que faltou contra o Porto: Pablo Aimar. O que importa é a vitória, a conquista do troféu e o boost moral para a meia-final da Liga Europa. Um belo troféu entregue pelo excelentíssimo Fernando Gomes, que diga-se, que até dá vontade de chamar o Sergio Ramos para participar nos festejos.

Moreira - de menino bonito passou a patinho feio por razões desconhecidas. Ninguém sabe ao certo o porquê dessa transformação. Já o disse anteriormente, Moreira não é o guarda-redes de top mundial que poderia ter sido devido às lesões, mas como segundo guarda-redes chega mais que perfeitamente. Um guarda-redes da valia de Moreira até poderia ser titular no campeonato, como foi Quim, porque apesar de não ser brilhante é suficientemente bom para ganhar a Liga. Não é de guarda-redes que estamos mal servidos, temos 3 de boa qualidade apesar de um deles ter custado dinheiro a mais, como todos vimos.

Maxi Pereira - seja num amigável com o Cucujães ou na final da Taça da Liga, o ritmo e a intensidade de jogo são sempre iguais. É um profissional de mão cheia e apesar de algum desgaste físico, continua com uma força enorme dentro de campo. Aqui não temos razão de preocupação até final da época.

Luisão - Idêntico a Maxi, com a pequena diferença de ter algumas atitudes escusadas na imprensa. Esquece-se frequentemente que os jogadores não respeitaram os adeptos e a instituição Benfica. Daqui a nada chega o Verão e a novela Luisão que se arrasta desde 2005 voltará com novos capítulos, com juras de amor eterno e tentativas de sair pela calada.

Jardel - Continua a ser difícil avaliá-lo. Esteve bem, ontem, mas quando apanha adversários mais rápidos pela frente parece tremer bastante. Acredito que tenha qualidades para se impor no Benfica, mas continuo a achar que o central que joga ao lado de Luisão precisa de ter características diferentes das do número "4". E um bocadinho mais de qualidade também.

Fábio Coentrão - Quando a equipa está visivelmente estoirada aos 90 minutos, Fábio Coentrão ainda faz sprints e picos de velocidade, atira-se para o chão e luta pela bola como nunca. Um craque, um ídolo.

Javi Garcia - apesar de desapoiado em vários momentos do jogo, tem sabido dar conta do recado razoavelmente bem. Ontem voltou a estar em bom plano e também acho que, até final da época, deverá manter os mesmos níveis de qualidade, apesar de, já contra o Braga, necessitar de mais apoio no capítulo defensivo.

Carlos Martins - tem de ser gerido com pinças para que não se lesione. O Benfica ainda tem três jogos importantíssimos até final da época e Martins terá um papel fundamental nesses encontros. Ontem esteve bem a dar dinâmica e intensidade de jogo tanto pelo centro como pela direita.

Pablo Aimar - cada vez que tocava na bola, pensava por que raio não tinha sido titular contra o Porto. É um de dois jogadores do plantel nos pés do qual a bola repousa e não queima, permitindo à equipa movimentar-se sem bola à procura de espaços. Aimar é o relógio da equipa. Sabe quando manter e quando soltar o esférico. Não pode, de maneira nenhuma, voltar a ser suplente até final da temporada.

Franco Jara - um golo e nada mais. Uma exibição medonha repleta de individualismo e acefalia. Gostava que lhe comprassem um cérebro na mesma loja onde arranjaram o de Di Maria. Jara tem um potencial interessante, mas precisa de perceber o que é o futebol europeu e que, para além dele, há uma equipa à volta que também joga. Larga a bola, pá. Por mim, banco.

Javier Saviola - É engraçado o fenómeno a que temos assistido. Quando chegou ao Benfica teceram-se elogios ao argentino, dizendo que ele mesmo iria acabar com as vacas sagradas (Nuno Gomes, à cabeça). Um ano depois, Saviola tornou-se a maior vaca sagrada desta equipa. Tem sido uma autêntica nulidade desde o final da época passada até hoje, com excepção do final de Dezembro e início de Janeiro. Não faz nada de relevante ou importante para a equipa, esconde-se do jogo e não luta por bolas divididas. Enquanto Cardozo é perseguido com tochas, este tem direito a paninhos quentes. Ridículo. Banco, já.

Óscar Cardozo - provavelmente uma das piores exibições de águia ao peito, um pouco na senda do que têm sido os seus últimos jogos. Está numa má fase, mas ainda vai, ocasionalmente marcando uns golitos. Ninguém no Benfica é, ou deveria ser, eterno, por isso espero que atine rapidamente. O problema é que olhamos em volta e não vemos ninguém minimamente capaz de o substituir. A nossa confiança em Kardec é quase nula.

César Peixoto - é falso que o físico não acompanhe a mente. Ou melhor, podem não ir à mesma velocidade, mas ambos estão vivos e a assegurar funções. Peixoto é muito mais importante do que aquilo que se pensa. É, a par de Aimar, o único jogador nos pés do qual a bola descansa, onde não queima. E é fundamental a dar os equilíbrios defensivos que esta equipa não tem. Por mim seria titular até porque se avizinha um jogo em que a equipa não pode apresentar-se descompensada.

Airton - tem o físico, tem o potencial, mas faltam minutos nas pernas. É o caso do jogador que, com mais rotinas, até poderia entrar a titular na equipa ao lado de Javi. É um caso a rever, porque a esta altura da época deveria constituir forte hipótese para ser titular, mas fruto da má gestão de Jesus, não é.

Felipe Menezes - foi bom observar o David Simão. Está crescido, o miúdo. Quanto a esta "excelente oportunidade de negócio", RUA! Um dos 3 piores médios ofensivos da história do Benfica.

sábado, 23 de abril de 2011

Pedido ao Presidente

Caro Sr. Presidente Luis Filipe Vieira,

Será que dava para passarmos a fazer no Campeonato o que temos feito na Taça da Liga?

Muito agradecido pela atenção dispensada.

Vitória ou Vitória

Não há volta a dar, o Benfica tem de vencer a final da Taça da Liga que se disputa hoje em Coimbra para começar a apagar uma época que se avizinha tão trágica para nós como foi a de 2004/2005 para o Sporting. Frente ao Paços, não há motivos para não vencer nem desculpas que sirvam para uma eventual derrota. O Benfica é mais forte e melhor e só tem de vencer este jogo, pegar na Taça e voltar para Lisboa. Uma derrota hoje a juntar à entrega do título ao Porto na Luz e à perda da meia-final da Taça em casa, constituiria um trio de desaires históricos que colocariam estas duas semanas como das mais nefastas da História do clube.

Na altura de levantar o troféu, como espero, só vos peço duas coisas: aplaudam e sorriam, mas não se mostrem demasiado efusivos, porque festejar tremoços quando poderíamos festejar lagosta é coisa de clube pequeno.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Ainda há muita época por disputar. O que fazer?

Apesar do desempenho titubeante no campeonato, que culminou com a entrega das quinas ao Porto em plena Luz, chegamos a Abril ainda em três frentes, algo que se não é inédito na história recente do Benfica, anda lá perto. E além de estar nas três frentes, tem boas hipóteses de vencer qualquer uma delas: na Taça da Liga enfrentamos um adversário que, apesar da sua valia óbvia, não deverá, num dia "normal", constituir oposição temível ao Benfica; na Taça de Portugal temos uma excelente vantagem adquirida na primeira mão e só num dia realmente muito mau poderemos desperdiçá-la; na Liga Europa as ambições são naturalmente mais moderadas face à valia dos adversários, mas a verdade é que, em relação a outras edições desta prova, a qualidade desta está nivelada por baixo, pois não há um único "tubarão" sobrevivente dos que já participaram esta época, como por exemplo o Liverpool, a Juventus ou o Manchester City.

Por tudo isto, e analisando umas questões que deixei noutro post, que deve o Benfica fazer até final da época? Que linhas temos de redefinir? Essencialmente, penso que é fundamental (re)vêr três questões:

Há jogadores que precisam de ir para o banco?

Sim, a meu ver, sim. Não necessariamente nos jogos fundamentais desta época, nesses devem jogar os melhores disponíveis para cada jogo. Mas parece-me desnecessário continuar a apostar em jogadores mais cansados ou com lesões para o campeonato. Exemplos flagrantes? Os extremos Gaitán e Salvio, que já se arrastam há algumas jornadas, Cardozo, pelas mesmas razões mas não tão evidentes, Carlos Martins, Aimar e Maxi Pereira essencialmente pelo estado clínico recente. Depois há casos de jogadores como Coentrão, Saviola, Javi Garcia ou Luisão que, mesmo com muitos jogos nas pernas, continuam a demonstrar uma forma física muito boa, mas na minha opinião, mesmo esses, deveriam descansar. Por isso, na Liga, o onze base deveria ser qualquer coisa como: Roberto/Júlio César/Moreira: Luís Filipe, Jardel, Sidnei e Carole; Airton, Peixoto e Menezes; Jara, Weldon e Kardec.

Pode o Benfica continuar a jogar só com um médio de características defensivas?

Nos jogos em casa até pode fazer isso, mas nos jogos fora é impensável. Praticamente todas as grandes equipas europeias jogam com um médio defensivo e um de características defensivas ou que seja box-to-box tanto em casa como fora, evitando jogar com um número 10 puro, dois extremos e dois avançados como faz o Benfica, num esquema que tantos desequilíbrios cria. Por exemplo: no Real jogam Khedira e Xabi Alonso, no Barcelona jogam Busquets e Xavi, no Chelsea jogam Essien e Lampard, no Manchester actuam Carrick e Scholes, no Milan temos Pirlo e Gattuso e no Inter há Motta e Cambiasso. No Benfica só há Javi Garcia. E isto cria os desequilíbrios que temos visto esta época. Ao lado de Javi tem de estar um jogador que consiga dar consistência defensiva. Quem? Depende das circunstâncias. Rúben Amorim seria o ideal, mas como está de fora terá de jogar Airton, Carlos Martins, ou mesmo com Peixoto à semelhança do que aconteceu no Dragão. Num jogo fora, apostaria em Airton se tivéssemos ganho vantagem na primeira mão, caso contrário a escolha recairia sobre Martins apesar de tudo isto depender do adversário em questão, algo a que Jesus parece não dar grande relevância, uma vez que, qualquer que seja o adversário, o onze é sempre o mesmo.

Quem deve ser o guarda-redes titular?

Todos merecem uma segunda oportunidade. Roberto já vai na sétima ou oitava oportunidade. Parece-me um bocadinho demais. As grandes defesas que faz não são suficientes para compensar os grandes e caros frangos que dá, especialmente em jogos grandes ou importantes. Já comprometeu com o Lyon, Sporting, Porto e Braga, tudo na mesma época. É demais, não há desculpas. Não estão em causa as qualidades. O problema são os defeitos. Não é consistente e a consistência deve ser a primeira característica que um guarda-redes deve ter. Nem dá segurança. Olho para a baliza com Júlio César e sinto tranquilidade e serenidade no sector defensivo. Atendendo à quantidade de jogos importantes até final, a solução pode passar pela troca de guarda-redes quer seja por premiar a qualidade de Júlio César que contrasta com a inconstância de Roberto, quer seja por um aspecto meramente mental e que sirva para abanar com a equipa, tal como Trapattoni disse e fez em 2004/2005 com os efeitos conhecidos.

terça-feira, 8 de março de 2011

Liverpool 2000/2001

Há clubes com os quais nos identificamos. Eu sou Benfica e apenas Benfica, não sou nerazzurri, madridista, mancuniano, o que for. Apenas e só Benfica. Mas há clubes estrangeiros com os quais nos identificamos por uma razão ou por outra. Em Inglaterra, há um em particular que atravessou (e atravessa) uma crise semelhante à que o Benfica atravessou no final da década de 90 e início do novo século, o Liverpool. Campeões ingleses pela última vez em 1989/1990, acompanharam o jejum do Benfica que se iniciou em 1994 durante os onze anos que nos lembramos. Nós ganhámos o campeonato, eles não. Apesar de tudo, a grandeza de ambos os clubes nunca esteve em causa no período negro, e muito se deveu aos excelentes adeptos de ambas as equipas.

Em 2000/2001, o Liverpool, como vinha sendo hábito, foi rapidamente afastado da corrida pelo título. A inconstância da equipa não permitia lutar pelo lugar cimeiro em Inglaterra. No entanto, com um bom conjunto de jogadores e com um técnico competente e experiente, era possível almejar algo mais. E assim foi. Focando as atenções nas provas em que tinham reais possibilidades, a equipa da cidade dos Beatles levou de vencida a Taça da Liga, a Taça de Inglaterra e a Taça UEFA, tendo batido nesta última prova a Roma, o Porto, o Barcelona e o Alavés.

É isto que o Benfica tem de fazer, imitar o Liverpool de 2000/2001. Difícil, mas não impossível. Concentrando as atenções na Liga Europa e não negligenciando as duas taças internas, é possível alcançar este feito. Implica jogar com habituais suplentes no campeonato? Que se faça isso, já está perdido (desde Agosto).

quarta-feira, 2 de março de 2011

Não há Carnaval sem cabeçudos

Tenho visto muito pouco futebol nacional este ano, por falta de tempo. Se me dizem que esta exibição do Sporting foi a melhor da época, então tenho de admitir que este ano ainda não tinha visto futebol. Sou pragmático ao ponto de admitir que uma equipa que joga 90 minutos à defesa e ganha o jogo, merece se o fizer bem, mas não se pode considerar uma grande exibição. Se estacionar o autocarro com 11 jogadores atrás da linha de meio-campo e jogar boccia com Postiga lá na frente é uma grande exibição, então eu tenho os padrõezinhos de exigência muito lá em cima.

O Benfica que se apresentou na Luz foi o mesmo que se apresentou em Alvalade há semana e meia. O mesmo onze, com Martins a iniciar a partida e Aimar no banco de suplentes. Frente a um Sporting mudado não só dentro de campo, com os regressos de Carriço e Evaldo, mas com a importante perda de Pedro Mendes, e também diferente fora de campo, com a entrada de Couceiro, os leões sabiam que o jogo era de vida ou morte, era a última oportunidade de se agarrarem a uma competição e tentarem salvar a época. Sabendo da diferença de qualidade que os separa dos rivais, montaram a estratégia que as equipas ditas pequenas adoptam sempre que se deslocam à Luz: defender com onze jogadores atrás da linha da bola, no seu meio-campo defensivo, e lançar o ataque através de passes longos para a velocidade dos avançados. E o Sporting conseguiu mesmo chegar à vantagem, num lance duplamente irregular, pois não há falta sobre o médio leonino que se estende no relvado e há fora-de-jogo de Postiga no momento em que o livre é cobrado. De qualquer das formas, mais um golo sofrido de bola parada fruto de desentendimentos entre o guarda-redes (principal culpado) e a defesa (que não fica isenta de culpas). Pelo terceiro jogo consecutivo na Luz, o Benfica começava a perder.

Claramente sem a frescura física que gostaríamos de ver, o Benfica apresentou-se, ainda assim, a um nível muito bom para esta fase da época atendendo à quantidade de jogos já efectuados. Conseguiu carregar sobre o rival e criou oportunidades que permitiram chegar ao golo. Polga colaborou e fez questão de abraçar Javi Garcia na área já depois de ter sido avisado por duas vezes. Burro, hein? Só de pensar que esteve para vir para o Benfica... medo! E se Cardozo fez o que tem feito com frequência este ano no que toca a marcar penalties (falhar), de seguida redimiu-se e apontou, de cabeça, o primeiro golo encarnado, com a colaboração de Evaldo (ao qual se aplica o mesmo que disse sobre Polga). Com a igualdade, o Benfica carregou e arrancou mais bons lances e boas oportunidades, mas sem sucesso. O resultado era justo ao intervalo, mas se tivesse de haver alguém em vantagem, seria o Benfica.

A segunda parte foi de altos e baixos. Se é verdade que o Benfica não conseguiu imprimir o ritmo pedido pelo treinador, o Sporting também não fez muito pela vida, com apenas um par de ocasões perigosas, a começar e a terminar estes 45 minutos. Postiga foi a maior (única?) ameaça do lado leonino, enquanto que o Benfica viu Gaitán e Cardozo diminuírem de produção, ao contrário de Coentrão, que apareceu muito mais em jogo no segundo tempo. E foi precisamente pela lateral esquerda que surgiram os ataques benfiquistas, especialmente com a inclusão de Jara em campo. Fruto do balanceamento ofensivo do Benfica, nomeadamente no final da partida, seria de esperar um golo. O Sporting teve a sua oportunidade de ouro num lance que Matías desperdiça na cara de Roberto. O Benfica teve a sua na bota de Javi garcia, que na área, à ponta-de-lança, teve o sangue frio que faltou ao chileno do Sporting e bateu Patrício. O nosso destino é mesmo o de vencer.

(Carlos Martins a imitar Anderson Polga)

Queria deixar a pergunta aos nossos rivais que não se entendem: como está o Benfica? Uns dizem que está de rastos, que não consegue pressionar alto. Outros dizem que chega ao final dos jogos em alta rotação e que tal só é possível graças ao doping. Vá lá, entendam-se. O que eu vejo é que a equipa está forte e que vai em 18 vitórias consecutivas para todas as competições. Os temíveis meses de Janeiro e Fevereiro foram passados sem empatar ou perder. E para desvalorizar o indesvalorizável, lá vem o choradinho da arbitragem. Sintomático de quem não é grande.

Respeito

Sim, eu sei, o Sporting não ganha há 7 jogos, têm o plantel mais fraco da sua história. Sim, eu sei, o Benfica está fortíssimo, vem de 17 vitórias consecutivas, record na sua história. De qualquer das formas, é mais um jogo, é mais um adversário e há que o respeitar. Só assim se pode vencer. Vamos às grandes questões:

1 - Moreira ou Roberto?

Roberto, sem dúvida. Está num belíssimo momento de forma, está muito seguro e o Benfica tem sofrido poucos golos com ele nos últimos jogos. Só a presença de um segundo ou terceiro guarda-redes poderia servir de estímulo ao Sporting. O Benfica tem de entrar com os mais fortes se estiverem aptos, e Roberto faz parte desse lote. Sem desprimor para o Moreira, que é bom guarda-redes, Roberto é melhor e o Benfica está pertíssimo de vencer esta competição. Neste momento, não há razões para facilitismos, é apostar nos melhores.

2 - Airton de fora. Porquê?

É das tais coisas que não consigo compreender por muito que me esforce. O brasileiro já mostrou ter uma qualidade acima do normal, é bastante novo e além de médio-defensivo também pode jogar a lateral direito. Qual é o problema com o rapaz? Por que fica tantas vezes fora dos convocados, sem ter concorrência no banco?

3 - Quem precisa de descanso?

Só mesmo quem está cansado, não há motivos para poupar jogadores que estejam em boa forma. Por isso, eu apenas pouparia Nico Gaitán, que terminou dois dos três últimos jogos sem conseguir correr (Alvalade e Marítimo).

4 - Quem precisa de minutos?

Martins, claramente. Dá sinais de que pode ser alternativa até final do campeonato, mas para tal precisa de minutos. E sem Gaitán, recairia a minha escolha sobre o camisola "17", para que jogasse num dos flancos, com Salvio no outro. Jara e Kardec também podem ser hipóteses para a equipa titular, apesar de terem menos hipóteses. A sua inclusão não retira grande qualidade ao habitual onze titular, mas não deixa de ser um risco, e os comentários aparecerão caso o Benfica não seja bem sucedido.

5 - Cadê os reforços?

Carole e Fernández, reforços de Inverno, ainda não tiveram nenhuma oportunidade digna desse nome. Numa altura em que o Benfica se debate com algumas lesões e algum cansaço, era importante que os reforços já tivessem o mínimo de integração. Claro que lançá-los num derby tem tanto de arriscado como de louco, mas do que se tem visto, os dois reforços não fazem, para já, parte das opções de Jesus.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Via Verde

Depois da vitória conseguida ontem frente à Olhanense, num jogo que envolveu a rotação do plantel, o que permitiu que alguns jogadores pudessem recarregar baterias, casos de Cardozo ou Saviola, por exemplo, o Benfica ficou com seis pontos e precisa apenas de um empate no último jogo na Vila das Aves, sendo que até a derrota pode servir. Muito dificilmente o Benfica deixará escapar a oportunidade de marcar presença nas meias-finais da prova.
Nos outros grupos, o Nacional precisa de um empate em Aveiro, frente ao Beira-Mar que já nem tem possibilidades de passar esta fase, e se assim o conseguir deixa pelo caminho o FC Porto. O Paços de Ferreira, depois da vitória alcançada em Braga, precisa também de um empate em casa frente ao Vitória de Guimarães para seguir em frente e se assim o conseguir irá à Choupana defrontar os alvinegros. O Sporting também deverá conseguir passar esta fase, pois tem o grupo mais acessível de todos e lidera-o.
Assim sendo, o alinhamento para as meias-finais seria Nacional x Paços de Ferreira e Benfica x Sporting. Sem querer menosprezar os nossos adversários, o Benfica tem fortíssimas hipóteses de marcar presença na final da Taça da Liga pelo terceiro ano consecutivo, onde deverá eliminar, com maior ou menor dificuldade, o Nacional ou o Paços. O alinhamento não é difícil, resta agora cumprir o que temos de fazer e esperar que não haja surpresas de última hora nos outros grupos.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Começar com o pé direito

O Benfica começou o ano de 2011 com o pé direito ao derrotar o Marítimo na Luz por 2-0 em jogo a contar para a Taça da Liga. Jorge Jesus optou por fazer a chamada rotatividade da equipa principal e colocou alguns jogadores que habitualmente não são parte dos titulares no onze inicial. Num jogo de baixo ritmo, o Benfica revelou-se mais competente e alcança os três primeiro pontos da fase de grupos, que tem de vencer, obrigatoriamente, se quiser passar às meias-finais da prova.

Foi um bom teste com algumas alterações em que os habituais suplentes mostraram que têm estofo para receber uma nova prova de confiança do treinador: Moreira esteve bem, bastante tranquilo, algo que é difícil num guarda-redes que joga apenas ocasionalmente (vide Hildebrand, Kieszek e outros); Airton mostrou-se uma autêntica muralha, deixando a ideia de que lado a lado com Javi Garcia formariam uma excelente dupla para alguns jogos como Lyon, Schalke, Hapoel ou Porto, fora; Sidnei em crescendo de forma, muito mais tranquilo e concentrado hoje que nas anteriores chamadas; Jara também entrou bem e criou alguns lances de perigo, pese embora as infantilidades que ainda comete, qual criança de dez anos que não passa a bola aos amigos; apenas Kardec, que passou ao lado do jogo, e Fábio Faria, que se apresentou numa forma física miserável, algo que não foi surpresa para quem viu o treino aberto desta semana, mostraram sinais negativos.

Mesmo assim, num jogo de baixo ritmo e fraca intensidade, o Benfica só teve de exercer esforços mínimos para levar de vencida o Marítimo. Salvio, a meio do primeiro tempo num remate cruzado em que dá a impressão que Peçanha poderia ter feito mais, deu vantagem, e Saviola, perto do final do primeiro tempo, fez o resultado final ao aparecer no sítio certo na hora certa para desviar com sucesso a bola para o golo.

A vitória deixa o Benfica com 3 pontos, os mesmo do Aves, que é co-líder do grupo. Na próxima jornada, o Benfica recebe a Olhanense e ganhando assegura praticamente o lugar nas meias-finais desta prova. Seguem-se agora três jogos bastante importantes e também difíceis para o campeonato e Taça de Portugal, com Leiria fora, Olhanense em casa (Taça) e Académica fora. É imperativo ganhar todos se quisermos manter a pressão no Porto e o desejo de conquistar a 25ª Taça de Portugal.