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quinta-feira, 5 de abril de 2012

Quim e Nuno Gomes

Quim e Nuno Gomes, jogadores do Braga, ambos campeões nacionais ao serviço do Benfica por duas vezes, tiveram recepções bem diferentes no regresso à Luz. O público presente no nosso estádio soube distinguir dois jogadores e duas atitudes.

Quim foi enxovalhado. Desde que foi "despedido" por Jesus em directo na RTP N poucos dias depois da conquista do campeonato em 2010, que tem proferido palavras pouco simpáticas para com o clube que lhe deu títulos e currículo. Saiu sentido com Jesus e percebe-se porquê: ninguém gosta que a sua dispensa seja anunciada da forma que foi. Mas Quim não soube (e aqui é que pecou) distinguir o treinador do clube. É que os adeptos, sim, os adeptos é que são a massa e essência de um clube. Não é o treinador, mesmo que se chame Eriksson, Camacho, Trapattoni ou Jesus. E em vez de calar, Quim preferiu canalizar o seu ódio para o Benfica, ódio esse que se viu em campo contra o nosso clube no sábado passado. Quantas vezes viram Quim protestar furiosamente com um árbitro ao serviço do Benfica? Viram a sua atitude na Luz contra o Benfica? Quim não aprendeu muita coisa sobre o que é o Benfica ao longo dos seis anos que esteve no clube. Hoje, tenho pena que tenha sido o nosso guarda-redes durante tanto tempo, que tenha travado a ascensão de um miúdo talentoso e que tenha mordido na mão de quem lhe deu de comer.

Já o caso de Nuno Gomes é bem diferente. Do ex-capitão nunca se ouviu uma palavra amarga ou de ressentimento para com o clube que defendeu durante 12 anos. Quando questionado sobre o Benfica, procurou um distanciamento que acaba por ser normal, dado que está ao serviço de um clube que concorre com o Benfica pelos mesmos objectivos, mesmo que esse clube não admita. No entanto, o enorme respeito que Nuno tem pelo clube faz-se sentir. E quem o conhece pessoalmente sabe que continua a gostar do Benfica como se cá estivesse. Pode não ter nascido com o clube no coração, mas aprendeu a gostar. E defendeu-o sempre com unhas e dentes, afrontando personalidades que são temidas por todo o futebol português (ver o caso de Pinto da Costa, por exemplo). Quem não acredita e não percebe o porquê dos aplausos com que foi brindado aquando da entrada em campo, que observe a sua atitude no golo do Braga: baixou a cabeça, ajeitou o cabelo e regressou ao meio-campo sem olhar sequer para os colegas. No final do jogo, foi o único jogador bracarense que esteve no centro do relvado a cumprimentar os jogadores do Benfica. Doze anos de Benfica, três como capitão de equipa, 398 jogos, 166 golos, 10º jogador com mais presenças oficiais pelo SLB, 9º melhor marcador da História do clube, exemplo de benfiquismo. Se ainda não perceberam porque foi aplaudido, nunca perceberão.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Como será ver Nuno Gomes no Braga?

Estranho, muito estranho, se tal acontecer. Depois de 12 anos de Benfica, imaginar Nuno Gomes com a camisola de um clube que neste momento a par do foculporto é a personificação da cultura anti-benfiquista, seria para mim difícil de observar. É certo que Nuno Gomes tem legitimidade de escolher o que achar melhor para o seu futuro, mas e salvaguardando as devidas distâncias, um dia Guardiola quando saíu do Barcelona optou por continuar a carreira fora do seu país, Raúl quando deixou o Real Madrid teve a mesma atitude, e com isso não beliscaram a imagem que tinham junto das respectivas massas associativas. A decisão é tua Nuno Gomes e seja ela qual for terá que ser respeitada por todos, mas pensa lá bem no assunto...

quarta-feira, 15 de junho de 2011

O Capitão... O 21...


No já longínquo ano de 1994, no dia 13 de Setembro, o Boavista defrontava uns Finlandeses de nome meio esquisito – MyPa 47- para as competições europeias. Na equipa de Manuel José, já na segunda parte, salvo erro, foi lançado um jogador com idade júnior: chamava-se Nuno Ribeiro mas era já conhecido como Nuno Gomes. Ao fim de poucos toques na bola, marcou um golo. Como jovem que eu era, fiquei entusiasmado e comecei a acompanhar mais de perto a carreira do jovem Nuno, que ainda no clube axadrezado viria a fazer uma dupla temível com Jimmy. Enquanto o Nuno se ia impondo no Boavista e no futebol nacional, eu só dizia: espero que venhas parar à Luz.

E estava em de férias, no Brasil, na páscoa de 1997, quando em chamada telefónica com o meu Pai, ele me deu a notícia esperada: “O teu menino já assinou pelo Benfica! É nosso!”. Fiquei feliz! Muito feliz! Acreditava que o Benfica tinha contratado um avançado para muitos anos e, felizmente, acertei.

No verão seguinte, lá estive na Luz a ver o primeiro dia de treinos... Era uma parada de estrelas, um plantel que se tinha reforçado em grande com aquisições de Gamarra, Paulo Nunes, Taument, Scott Minto, Ovchinikov, Sanchez, entre outros, mas eu queria era ver o Nuno. O Nuno na altura era um puto, e como puto de 19/20 anos que tinha chegado ao maior clube português e um dos maiores do mundo tinha aquela mania característica da idade. Não era tão simpático no contacto com os adeptos, mas foi algo que em 2 meses aprendeu. Aliás, já o tinha aprendido, quando a 24 de Agosto desse mesmo Verão se estreou oficialmente de águia ao peito. Foi o início de uma odisseia de 398 jogos de águia ao peito!

O primeiro golo tardava, e tanto tardou que só chegou já a meio da primeira volta num jogo em Braga. Nessa mesma época marcou mais 21 golos, sendo de destacar o poker ao Varzim na Luz, e os 5 apontados ao Leça nesse mesmo jogo. Ainda nessa época marcou um golo assombroso de pé esquerdo diante do Belenenses, talvez dos mais belos que vi na sua carreira. Chegado ao final da época, com ordenados em atraso e uma pressão enorme vinda do norte para concretizar uma transferência que tanto desejavam por Contumil, o Nuno resolveu falar com a direcção do Benfica e, renovou o contrato. Posturas...

As duas épocas que se seguiram, foram na mesma onda: golos, golos, assistências, e mais golos e assistências. Mesmo com uma relação amor-ódio com o Terceiro Anel, como num jogo em 1999 em que passou 53 minutos a ser assobiado por alguns falhanços, mas quando aos 54 marcou o golo da vitória (o jogo ficou 1-0), olhou para o 3º anel e... encolheu os ombros. Era o humilde Nuno, o que ia dando pontos à frente, enquanto Preud’homme, e depois Enke, os tentavam garantir lá atrás.

Até que chegou o Euro 2000. O Euro do Nuno... o Super Nuno! E as liras levaram-nos o nosso Nuno daqui, um Nuno que após assinar um grande contrato com os Viola disse em pleno aeroporto, que por ele tinha ficado, estava muito bem no Benfica. Tão bem que, passados 2 anos, com o passe na mão e muitas ofertas mais vantajosas economicamente, resolveu voltar a casa, à Luz! Foi apresentado aos sócios ao intervalo de um jogo particular com o Grémio. Exultei de alegria! Um dos meus ídolos voltava.

Mas o Nuno voltou diferente. Já não era o matador que havia sido antes, mas continuava a ser um rei nas assistências, e com uma inteligência de jogo muito mais apurada, muito mais jogador de equipa, mais sofredor em campo. Infelizmente também voltou muito mais susceptível a lesões, lesões essas, que ainda foram bastantes, e te impediram de ficar no quadro dos ainda mais notáveis jogadores do Benfica... Mas mesmo na segunda passagem pelo Benfica há momentos que nunca mais na vida esquecerei.... Desde o primeiro golo na história do Estádio da Luz diante do Nacional de Montevideo, à expulsão em Trondheim onde foi das poucas vezes que o insultei, ao golo na Choupana no ano do regresso ao título, os golos no dragão que pude presenciar ao vivo, a apontar orgulhosamente para o escudo de Campeão, o golo em San Siro que meteu a minha câmara de filmar a andar à roda nesse templo do futebol, os golos naquele jogo louco com o Maritimo de 2004/2005, o dia em que o Benfica jogou com 12 no Bessa para ser campeão pois levaste a tua Laurita para a foto do 11 inicial, as lágrimas vertidas no restelo quando mais uma entrada bárbara de atirou para o estaleiro, o golo em Penafiel que foi algo de orgásmico... Tantas alegrias! Muitas mesmo...

Sabes Nuno, tu estás triste porque vais sair da tua casa, onde não quiseste um tacho. Querias ser útil, como nas últimas duas temporadas, apesar das poucas oportunidades, mostraste que podias ser... Mas não te deixaram. Mas também estás feliz, porque és reconhecido por aqueles por quem deste tudo: os adeptos! Nunca fugiste com a cara à luta, sempre deste o peito às balas em defesa dos teus: mandaste calar o pinto fazendo-o o ver que não estava em casa, enfrentaste um presidente, como Capitão, em defesa de um grupo de trabalho, trouxeste um plantel à terra quando comemoravam torneios particulares como se fossem títulos europeus. Tanta coisa haveria por contar!

É por isso que o Benfica te está agradecido, porque o Benfica é o povo, a sua génese popular e toda a sua imensidão de adeptos. São esses que nunca se esquecerão de ti, e que sabem que um dia vais voltar! Sempre disposto a dar o seu melhor, pois sempre foste assim. E porque o bom filho à casa torna, e a casa ali da Avenida General Norton de Matos é a TUA casa.

Obrigado Nuno.

Oficial: Nuno Gomes abandona Benfica

 

Foi o próprio jogador que confirmou no seu site oficial:

" Em virtude das muitas notícias publicadas sobre a minha situação no Benfica, venho, por este meio, esclarecer o sucedido.Hoje, fui informado, definitivamente, que o Benfica decidiu não renovar o contrato que tinha comigo. É uma opção técnica que respeito como sempre respeitei, concordando ou não.A partir deste momento sinto-me livre de analisar todas as propostas que possam surgir e escolher o meu futuro.Despeço-me do Benfica, desejando toda a sorte do Mundo e com a certeza de ter dado tudo por esta camisola dentro e fora do campo. Gostaria de me ter despedido dos Adeptos dentro de campo para Lhes agradecer tudo o que me deram mas encontrarei outra forma de o fazer. Obrigado por tudo. Forte abraço. Nuno Gomes".

O Benfica também já confirmou entretanto, a saída de Nuno Gomes no site oficial do clube:

15/06/2011 CLUBE
Comunicado
Até breve, Nuno!
Foi endereçado, de forma reiterada, um convite a Nuno Gomes para integrar, a partir da próxima época, a estrutura da Benfica, SAD. O atleta deixou claro que pretende jogar durante, pelo menos, mais uma temporada.
Agradecendo a Nuno Gomes o seu percurso, o seu trabalho e dedicação ao Clube, a Benfica, SAD quer desejar-lhe as maiores felicidades desportivas, deixando claro que as portas desta casa estarão sempre abertas para quando ele entenda terminar a sua carreira desportiva.

Acho que o Nuno merecia mais do que umas míseras seis linhas, não? 12 épocas ao serviço do clube e é desta forma que se vê partir o Capitão da equipa? São os valores do Benfica de Vieira.

Da minha parte, resta-me desejar toda a sorte do mundo ao Nuno Gomes e agradecer-lhe por tudo o que fez ao serviço do Benfica. Merecia sem dúvida ter saído de uma outra forma.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Faz sentido renovar com Nuno Gomes?

 

Tenho uma opinião bem formada sobre o assunto, a meu ver faz pouco sentido. Entendo porém quem acha que ele devia renovar, entendo o argumento de que pode ser mais opção para o treinador do que um Alan Kardec, ou de que é um jogador importante dentro do balneário, um dos poucos que podem transmitir a quem chega o que é a mística do clube. Entendo as comparações com Inzaghi, Giggs ou Scholes, jogadores que com uma certa idade, continuaram a ser uteis às suas respectivas equipas, mas cada caso é um caso.

Apesar de tudo, acho que o seu tempo no Benfica chegou ao fim. E pelos vistos a direcção, assim como o treinador pensam o mesmo. Não posso é concordar com a forma como se está a lidar com este assunto. Nuno Gomes merece respeito, merece ser tratado com elegância. É inadmissível que até agora não exista uma definição concreta sobre a sua situação, esclarecendo o seu futuro, em vez disso continua à espera por um telefonema de quem de direito. Até nestas pequenas coisas, deixamos a desejar e já não é a primeira vez que o Nuno está nesta situação, devo lembrar, o que torna tudo isto ainda mais caricato. Da minha parte, desejo tudo de bom ao Nuno Gomes e espero que se ele decidir jogar mais um ano, que não o faça em Portugal, mas tem toda a legitimidade de escolher aquilo que achar melhor para o seu futuro. Seria sempre estranho para mim no entanto, ver ele jogar num outro emblema nacional nesta altura.

domingo, 15 de maio de 2011

No Name insultam Vieira

Já aqui disse, por mais de uma vez, que não sou a favor das claques no desporto, algo que não se relaciona com as do Sport Lisboa e Benfica, mas sim devido aos fenómenos que todos conhecemos desde a década de 80. No entanto, sei reconhecer o brilhante apoio que os No Name têm dado aos jogadores dentro de campo e sobretudo elogio o facto de se terem contido após as provocações de que fomos alvo quando jogámos no Porto e arredores.

Os mesmos que, em tempos idos, tinham um pano gigante com a cara do nosso presidente no topo sul, insultaram-no durante o Benfica x Leiria da última jornada do campeonato. O desespero e a descrença em quem comanda o Benfica, que aprendeu tudo a afundar um clube em negociatas, que negociou com o Porto, clube do qual foi sócio durante anos e anos, é compreensível. Da mesma forma que não insulto os jogadores do Benfica no estádio, também não insulto o presidente na nossa casa. Contudo, não posso deixar de concordar, nem irei muito menos condenar a atitude dos No Name, que gastam tempo, dinheiro e paciência com o Sport Lisboa e Benfica. É bom ver que, finalmente, demonstram estar descontentes com o rumo do Benfica, mesmo que para isso tenha de se morder a mão quem, penso eu, os chegou a "alimentar". É a prova de benfiquismo que era necessária. E seria bom que alguns vieiristas percebessem que antes do seu amado presidente está o próprio Sport Lisboa e Benfica.

P.S. Coentrão e Nuno Gomes foram poupados. Não surpreende. Desta vez souberam escolher, apesar de estar a doer a muito boa gente.

domingo, 13 de março de 2011

Era uma vez um ídolo...

Quem me conhece sabe que considero o Nuno Gomes um ídolo, um símbolo do Benfica. Não é de hoje…

Recordo-me da sua estreia no clube dos axadrezados contra o MyPa 47. Teve uns míseros minutos em campo e marcou um golo… Desde esse dia que comentava com o meu pai que gostava de ver aquele cabeludo no Benfica. Na Páscoa de 1997, estava eu de férias no Brasil, quando me chegou a boa notícia: o Nuno Gomes tinha assinado pelo Benfica. Eu estava feliz, considerava que o Benfica tinha contratado um grande jogador. E apesar de poucos meses depois me ter dado a primeira tristeza no Jamor, o Nuno veio-me a dar razão… 3 épocas no Benfica sempre a marcar, onde apenas um fenómeno mais a norte o superava, e um fantástico Euro2000 na sua primeira grande competição internacional. Festejei o seu golo à França que nem um louco, mas fiquei também triste, pois soube naquele momento que o Nuno ia-nos deixar: era inevitável, por mais que ele reconhecesse que de facto estava bem em Lisboa.

Penei no ano seguinte ao sentir a falta do Nuno para fazer dupla com Van Hooijdonk: ainda hoje digo que teria sido portentoso. Mas o se não marca golos, e a história Nuno Gomes – Benfica só seria reatada em 2002…

Foi no jogo de apresentação dessa época, diante do Grémio, que se deu o regresso. Um regresso em apoteose, seguido duma lesão no tornozelo; infelizmente foi a primeira de muitas nesta sua segunda passagem pelo Benfica. No entanto, jogando mais ou menos, ainda deu para marcar mais uma centena de golos ao serviço do clube, com especial destaque para a época 2005/2006 onde uma entrada assassina de Sandro Gaúcho, já na recta final, ajudou a afastar o sonho europeu do Benfica, bem como o título de melhor marcador na carreira do Nuno. Mas o Nuno voltou, e mesmo jogando menos, continuou a marcar, tornando-se finalmente no justo Capitão do Benfica, no exemplo para quem chegava, na saudade para quem saía, e num dos mais carismáticos jogadores do Benfica no século XXI.

Esta é a última época do Nuno no Benfica, ele próprio o disse. É por isso que grito os seus golos mais do que os outros, nunca sei quando será o último. Hoje foi mais um. Mais um daquele homem que me permitiu levar o Saviola ao Hospital de D. Estefânia visitar uma criança, mais um daquele rapaz de 20 anos que chegou ao Benfica e se achava o dono do mundo e rapidamente se fez homem. Mais um do 21… Que não tenha sido o último, e que alcance os 400 jogos pelo Sport Lisboa e Benfica. Já faltam tão poucos…

Obrigado Nuno!

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Exemplos a seguir

Confesso que adoro teorias da conspiração. Especialmente quando há, por parte dos criadores, um contorcionismo moral apreciável. Quando um jornalista diz algo que um benfiquista não gosta, tenha o jornalista razão ou não, faz parte da "corja corrupta submissa", palavras tão bem empregues. Quando o mesmo jornalista diz algo que vai ao encontro da opinião, já é alguém de respeitar e que "até percebe algumas coisas", mesmo que o que diga seja uma mentira. E, pasmem-se, certos benfiquistas até colocam palavras na boca de alguns jornalistas para se auto-satisfazerem inventado uma suposta "verdade" que não passa de uma mentira.

Isto tudo porque Jesus acaba de dizer que Luisão e Nuno Gomes são exemplos a seguir, e que o treinador encarnado "pediu aos jogadores para seguirem o profissionalismo dos capitães". Por alguma razão Luisão era o esteio da equipa liderada por Quique. Por alguma razão Giovanni Trapattoni referiu Nuno Gomes (e Simão), como dois dos cinco jogadores mais profissionais que encontrou em toda a sua carreira de treinador. Tanto um como outro foram pedras basilares nas equipas de Koeman, Santos, Camacho e Jesus. E assim caem por terra as maravilhosas teorias da conspiração inventadas por alguns em que Nuno Gomes quereria despedir Jesus e mais uma data de alarvidades.

Esta bofetada de luva branca ainda deve estar a doer a alguns.

domingo, 7 de novembro de 2010

Uma imagem vale mais que mil palavras #4

O Benfica recém campeão depois de 11 anos de jejum deslocava-se ao Dragão onde não ganhava ia para 15 épocas. As esperanças na vitória eram escassas, o Porto tinha arrancado forte no campeonato e o Benfica tropeçara por várias vezes nas jornadas iniciais. Situação incrivelmente semelhante à que vivemos hoje. E nessa noite, Nuno Gomes brilhou e, qual César Brito, apontou os dois golos da vitória no Estádio do Ladrão silenciando os adeptos e apontando para as quinas mostrando quem é o campeão. Que hoje se repita.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Por isto ele é o Capitão

- Sente-se hoje um símbolo do Benfica?

- Talvez me possa sentir uma referência pelos anos que levo de casa, mas infelizmente não conquistei assim tantos títulos como gostaria. Quando falamos em referências do Benfica vêm à cabeça nomes como Eusébio, Coluna, Humberto Coelho, Nené, Chalana, Bento, Shéu, Pietra, Carlos Manuel... Podia continuar a citar nomes de jogadores cujos currículos têm uma grande diferença com o meu em termos de títulos conquistados. Mas também é um facto que os tempos eram outros, o Benfica dominava praticamente a cem por cento a nível nacional e quando cheguei o clube atravessava um mau momento. Dizer que sou uma referência olhando para esses nomes, parece... [risos]

- Está a ser humilde, toda a gente concorda que é uma referência. De que forma lida com isso, dentro e fora do campo?

- É algo que eu noto nos adeptos, pelo carinho deles, e nos meus companheiros, pelo respeito que me têm por ser um dos jogadores mais antigos da casa. Procuro, ao mesmo tempo, transmitir tudo o que me foi passado.

- O quê?

- O sentimento que um jogador deve ter por este clube. Depois de estar ao seu serviço durante muito tempo, não é possível explicar. É uma paixão que se entranha no corpo e que é difícil de explicar, de colocar em palavras. Quem chega fica impressionado por ver benfiquistas espalhados pelo País, pelo mundo fora. Este é de facto um clube único. Para os novos jogadores, que se calhar não conheciam tão bem o Benfica como pensavam, há que transmitir o que é este clube, a sua verdadeira dimensão.

sábado, 1 de maio de 2010

Nuno Gomes mostrou o escudo de campeão

O Benfica não ganhava no terreno do Porto desde 1991, quebrando nessa altura um jejum de 14 anos nas Antas. Foi o ano em que César Brito bisou e lançou o Benfica rumo ao título. Curiosamente 14 anos depois estávamos no início da época de 2005/2006, com Ronald Koeman ao leme, ele que tinha sucedido ao mítico Giovanni Trapattoni. A campanha do Benfica do holandês não tinha começado nada bem apesar da vitória na Supertaça frente ao Vitória de Setúbal: à terceira jornada, o Benfica encontrava-se abaixo da linha de água com apenas um ponto conseguido no empate em Coimbra, tendo averbado derrotas em casa com o Gil Vicente e em Alvalade. Pior que isso, em apenas três jogos, via Sporting e Porto já com oito pontos de vantagem. O cenário era negro, falava-se na demissão do holandês, ele que tinha pegado numa equipa campeã e que poucos jogadores importantes tinha perdido, tendo ainda ganho jogadores de classe inquestionável como Anderson, Léo, Karagounis e Miccoli.

No entanto as exibições começaram a melhorar e os fantasmas do despedimento foram afastados. Nuno Gomes surgiu em grande forma com um hat-trick frente à União de Leiria, seguido de um bis em Penafiel, num jogo em que Simão marcou um dos melhores golos da década benfiquista. Pelo meio houve um célebre encontro para a primeira jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões onde Fabrizio Miccoli marcou o golo da vitória aos 93 minutos coroando uma exibição fabulosa. O Benfica parecia renascer, mas estaria pronto para, 14 anos depois, ganhar no Dragão?

O treinador portista era o também holandês Co Adriaanse, homem conhecido por perder constantemente com Ronald Koeman. Lembro-me de ler isso em todos os jornais, o que até dava algum alento aos benfiquistas. O jogo foi muito equilibrado especialmente na primeira parte, com boas oportunidades para ambos os lados, nomeadamente um cabeceamento de Simão que na altura me fez levantar da cadeira do restaurante onde estava para gritar "GOLO!". No segundo tempo a história foi muito mais simples: jogo menos interessante com luta a meio campo, sendo que o Benfica rematou por duas vezes à baliza, ambas por Nuno Gomes, e dois golos. Os festejos foram sublimes, com o agora capitão benfiquista a apontar para o belo escudo de campeão na manga esquerda do equipamento e a mostra-lo aos adeptos azuis-e-brancos.



(o vídeo é da autoria do Bakerom do blog Memória Gloriosa)

Até final nota ainda para o que o camisola "21" conseguiu, um feito inédito nunca antes visto e que depois deste jogo também não voltou a ser observado: conseguiu sofrer uma falta feia seguida de agressão de Bruno Alves e viu o animal ser expulso. Repito, primeira e única vez que tal aconteceu. Inédito. Com essa vitória o Benfica ultrapassou inclusivamente o Sporting e colocou-se a apenas um ponto do Porto. A época europeia foi brilhante com a equipa a conseguir eliminar Manchester United, Liverpool e quase que fez o mesmo ao Barcelona, mas o clube protegido da UEFA lá teve de passar. Por cá, uma eliminação ridícula na Taça de Portugal e a fraca prestação nacional, ficando atrás dos outros rivais. Koeman conseguiu o que quis, ganhou mais fama e protagonismo como treinador, ele que teve um plantel mais que suficiente para "limpar" o campeonato, mas a sua vaidade não lhe permitiu alcançar tal feito. Auto-promoveu-se, mas esqueceu que o clube que representava era bem maior que ele.

Foi assim a última vitória do Benfica na cidade do Porto frente a este clube. Esperemos que este domingo haja novo herói para recordarmos por muitos e bons anos.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Sondagem #19

Um golo pode mudar muita coisa. Até ao final da segunda semana desta sondagem, Wéldon liderava a contagem de votos com uns 10% de avanço sobre o segundo classificado, Nuno Gomes. Curioso como um ponta-de-lança com mais de 150 golos pelo Benfica precise de um especial, marcado à Olhanense aos 92 minutos de jogo, para passar para a frente desta sondagem. Mas assim foi: a partir da terceira semana, o 21 passou para a frente da sondagem, terminando com 27% dos votos, à frente de Weldon, com 25%. Um fenómeno também conhecido dos benfiquistas chama-se... Mantorras. E é mesmo um fenómeno: conseguiu ainda assim reunir 19% das preferências, sendo que andou a maior parte do tempo abaixo dos 10%. Foi uma recta final à... Mantorras. Já Makukula não conseguiu obter mais que 13%, mesmo com a excelente temporada que está a fazer no Kayserispor da Turquia. Com 7% ficou Nélson Oliveira, jovem ponta-de-lança português das camadas jovens do Benfica, superando Keirrison, que a esta hora estará, provavelmente em Saragoça. Em último lugar Marcel, com apenas 1%.

Já estão disponíveis duas novas sondagens até final do mês: uma sobre o possível reforço do plantel, e a outra será o princípio de um conjunto de sondagens sobre o 11 ideal do Benfica da década, que só ficará completa no final de Dezembro de 2010, quando a década acabar (acho eu!).

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Lapidar nº17

"Sou o melhor artilheiro português depois de Pauleta"

Hugo Almeida

A esquizofrenia atacou Bremen e Hugo Almeida foi visivelmente afectado. Este senhor com uns pezinhos de chumbo, dois tijolinhos autênticos, de marca Karadas, afirmou ao jornal Record que é o melhor artilheiro português depois de Pauleta. Assim sendo, colocam-se as questões: (1)Liedson é ou não é português e (2) Nuno Gomes é pré-Pauleta ou pós-Pauleta? Relembro que o avançado do Benfica marcou golos pela Selecção em todas as grandes provas de selecções, excepto no Mundial-2002. São já 7 golos em fases finais de Europeus e Mundiais. Hugo Almeida contabiliza... não, não contabiliza nada. Nem um para amostra. Até o pobre Postiga tem mais. Juizinho, rapaz.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Nem sei o que escrever aqui

MAS QUE DEUS SALVE A MARIA AMÉLIA DE TODAS AS IDIOTICES FEITAS PELOS SEUS COLEGAS E PELO SEU TREINADOR NO JOGO DE HOJE. E QUE SIRVA PARA ALGUNS BENFIQUISTAS BURROS APRENDEREM DE VEZ UMA LIÇÃO SOBRE QUEM É O CAPITÃO DO SLB E QUEM TRANSPORTA A MÍSTICA NAQUELE BALNEÁRIO. RESPEITO, É O CAPITÃO!

[quando estiver mais calmo volto cá outra vez, c@#@*"x!!]

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

O Regresso do Capitão (The One and Only)

Os cerca de 35 000 benfiquistas que se deslocaram à Luz não saíram certamente defraudados nas suas expectativas. O Benfica venceu e convenceu desta vez frente ao complicado, se bem que amanhã aparecerá muito boa gente a dizer o contrário, BATE Borisov.

Jorge Jesus optou por "arriscar" (termo utilizado pelo mesmo no final do jogo), mudando alguns jogadores: Júlio César, que rubricou uma boa exibição, substituiu Quim; Maxi Pereira, que agora mesmo recuperou de lesão, rendeu Rúben Amorim; Felipe Menezes, jovem contratado ao Goiás, fez a posição de Aimar; e ainda Nuno Gomes, o capitão, voltou para o lugar de Saviola, rubricando uma excelente exibição, pese o controlo de bola falhado (ansiedade certamente) no início da segunda parte.

Como disse, a equipa mudou, mas a atitude e a vontade de vencer estavam lá e assim tudo se torna mais fácil. O jogo ficou resolvido no primeiro tempo, com golos de Nuno Gomes e Cardozo, tendo o golo do paraguaio resultado de uma jogada que, devo dizer, para quem gosta de futebol, é "um mimo". O início do jogo não foi fácil, até porque o BATE defendeu alto e sempre pressionante, mas assim que surgiu o primeiro golo, as coisas simplificaram-se. Nem sempre dominador, o Benfica foi claramente a melhor equipa, apresentando apenas uma postura mais defensiva nos derradeiros dez minutos. Devo por isso destacar as exibições de David Luiz, que jogou e fez jogar, Luisão, muitíssimo autoritário a defender, Ramires, que está em todo o lado e Nuno Gomes, cuja ausência foi sentida após a substituição.

3 pontos, os mesmo que o Everton que goleou o AEK em Goodison Park, Liverpool. A próxima jornada será precisamente frente ao grande derrotado desta jornada, sendo que uma deslocação à Grécia é sempre, mas mesmo sempre, muito difícil: ambiente infernal e equipas aguerridas, especialmente depois do orgulho ferido. Vemo-nos em Hamburgo!

P.S. Não sei quais foram os motivos da birra de Rúben Amorim, mas são momentos como aqueles que dispensamos numa altura como esta. Há que repensar certas atitudes.

P.P.S.: Olha que dois...

sábado, 5 de setembro de 2009

Selecção mais ou menos Nacional

Há uns meses a esta parte escrevi que me deixaria de preocupar com a selecção. É verdade. O número de posts com o tema "Portugal" reduziu-se ao mínimo possível, nada mais que o indispensável e essencial. Porém, hoje, há uma clara necessidade de voltar a escrever sobre este tema.

A propósito de várias razões: primeiro, as naturalizações. Sou completamente a favor que um cidadão estrangeiro se naturalize português, pelo menos para usufruir dos mesmos direitos que os outros. No entanto, o que é que leva os jogadores brasileiros a pedirem a nacionalidade portuguesa? Não é o amor ao país, não é o sentido de exercer o seu direito cívico votando nas eleições, não, não é nada disso. Um jogador de futebol pede a nacionalidade com o simples interesse de jogar pela selecção, o que eu considero altamente incorrecto. Fui contra as naturalizações de Deco, Pepe e agora Liedson. São vergonhosas, descaracterizam o futebol internacional ao nível de selecções e não contribuem para o desenvolvimento das camadas jovens em termos internacionais (o que é duplamente escandaloso visto o actual seleccionador português se chamar Carlos Queiroz, e ter um passado de respeito nas camadas jovens). Diferentes são, por exemplo, os casos de Eusébio, Coluna, Bosingwa, Nélson, Nani, Obikwelu, Nélson Évora, entre outros.
O segundo motivo que me leva a escrever sobre a selecção é que hoje é o dia do tudo ou nada: Portugal só se vai apurar para o Mundial se ganhar a partida de hoje na Dinamarca. E mesmo que a ganhe, tenho boas razões para acreditar que não vamos à África do Sul. É preciso ganhar, e, se possível, golear, dada a nossa situação na tabela classificativa, em igualdade pontual com a Suécia. Se Portugal perder hoje (ou até mesmo se empatar), poderá ser o fim da Era Queiroz.

Não é meu desejo que isto aconteça. Quero a vitória. Mas as convocatórias ridículas e sem critério com Edinho, Brandão, Eliseu, Orlando Sá, Beto, Rui Patrício e agora, até mesmo Nuno Gomes, jogador que segundo Queiroz não servia, mas que agora é chamado com a missão de, mais uma vez, salvar a selecção, vão continuar a aparecer. Isto só lá vai de uma de duas formas: ou Queiroz ganha os 4 jogos do que resta da qualificação, vai ao Mundial e limpa aquilo (ou seja 1:1000000) ou então nem sequer vai ao Mundial, despede-se, leva o Madaíl com ele e chamam o Sr. Humberto Coelho para a FPF. Agrada-me mais a situação utópica, mas como sabemos, neste momento, nem 20% de hipóteses temos de chegar ao Mundial. Venha Humberta Coelho.

Já agora, face aos convocados, o meu onze seria o seguinte: Eduardo; Bosingwa, Ricardo Carvalho, Pepe, Duda; Maniche, Tiago, Ronaldo, Simão; Nuno Gomes e Liedson

terça-feira, 7 de julho de 2009

Vídeo do Mês - Julho 2009

Este mês o vídeo é dedicado ao melhor ponta-de-lança português dos últimos vinte anos. Por muito chocante que isto vos possa parecer, é a verdade. Nuno Gomes, que recentemente completou 33 anos e renovou o contrato que o liga ao Benfica por mais duas épocas é, factualmente, o melhor ponta-de-lança português da última vintena de anos. Amado por uns, odiado por outros, Nuno Golos, ou Nulo Gomes, é capaz de juntar e dividir adeptos. Mas para mim, só nunca conseguiu obter maior projecção por duas razões: a primeira é a clara falta de confiança (medo de falhar?) que tem em rematar à baliza; a segunda são as lesões (e Mário Jardel, já agora), que o impediram de se tornar melhor marcador do campeonato português por algumas vezes.

A saber:

- é o único jogador português com todos os títulos nacionais ganhos (Campeonato, Taça de Portugal, Supertaça e Taça da Liga

- julgo que já foi o melhor marcador da Liga dos Campeões (1998/1999)

- é o 4º melhor marcador de sempre da Selecção Nacional, apenas atrás de Figo (que batia os penalties), Pauleta (que tem muitos mais minutos) e Eusébio

- já esteve presente em 2 Mundiais e 3 Europeus, tendo marcado em 4 edições diferentes.

terça-feira, 21 de abril de 2009

Lapidar nº11

«Nuno Gomes fora da Selecção é um erro»


Manuel José



Não propriamente uma novidade, nem algo que ninguém soubesse. Aliás, todos o sabem, menos o senhor Queiroz. Com pouco tempo de utilização neste campeonato, Nuno Gomes é o melhor marcador de nacionalidade portuguesa na prova, seguido de Nuno Assis, deixando para trás, por exemplo, Lisandro Lopez, sendo que nenhum dos golos do ponta-de-lança benfiquista foi marcado de penalty. Só não vê quem não quer.

sexta-feira, 20 de março de 2009

Taça da Liga - Final

"The moment a team win his first title, no matter how insignicant it is... puff, elevation!"



Durante esta semana vi esta frase tanto num blog como no Fórum do Benfica. Foi Alex Fergunson que a proferiu. Que assim seja.

Nuno Gomes, em conjunto com João Moutinho, fez a antevisão daquele que parece ser um dos derbies menos interessantes dos últimos tempos: não é para o campeonato, nem para a Taça de Portugal, mas é importante não esquecer que decide um troféu, um título, que apesar de não ser o mais importante a conquistar, não deixa de ser um título, que ainda por cima nenhum dos três grandes tem.

Aliás, o capitão do Benfica disse algo muito interessante e importante: a Taça da Liga não é tábua de salvação para nenhum dos grandes de Lisboa. É verdade Nuno, não é, mas pode ser elevation, tal como dizia o treinador da [agora] nossa equipa na Champions. Ganhemos então a Taça da Liga.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

O Cardozo


Acabado o "castigo" de Óscar Cardozo (ou período de reflexão decretado por Quique), o ponta-de-lança paraguaio voltou aos treinos. Na minha opinião, esta medida disciplinar do treinador benfiquista, além de justa foi importante: não só manda um dos melhores activos do plantel reflectir sobre a sua maneira de estar no futebol, mostrando um elevado sentido de autoridade (e não autoritarismo), mas também consegue, ao mesmo tempo, mostrar que para ele não pode haver relaxamento, não deve haver qualquer sinal de baixa de rendimento nem de empenho.

Desde que chegou ao Benfica, cedo se percebeu que Cardozo é um jogador que gosta de ter a bola no pé, que gosta de chutar à baliza e marcar golos. O problema é que não gosta de se esforçar ao máximo, mesmo durante o jogo. Por várias vezes vemos Cardozo não correr tudo o que pode, não saltar a uma bola que parece não poder chegar. Em suma, o nosso "7" faz-me lembrar um antigo "7" do nosso clube. O Nené. Têm ambos características muito diferentes, mas lutar por uma bola que parece impossível é, para eles, um desperdício. Assim como marcar golos é... um hábito.

Os benfiquistas (e os latinos, em geral) gostam de ver um jogador dar o litro em cada jagada. Gostam de ver um jogador fazer um sprint a uma bola impossível. É talvez por isso que muitos de nós (onde me incluo) gostam do Nuno Gomes, que apesar da [enorme] falta de confiança que tem dá tudo em campo pelo Benfica. Sente a mística.

Cardozo não faz isso, e é uma pena. Mas mesmo assim, creio que é muito importante fazê-lo sentir-se em casa. Afinal, ele é o nosso melhor ponta-de-lança.