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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Norton e a competência

Desde cedo que torci o nariz à contratação de Norton de Matos para comandar a equipa B. Primeiro porque é um treinador ultrapassado. Futebol muito vertical, muito chutão para a frente, um matacão no meio campo para destruir jogo... Bem, o costume. Depois, porque o próprio não percebe o intuito da equipa B. Afinal de contas, qual é o propósito da equipa B? Será para dar minutos aos Élvis desta vida? Ou para dar a oportunidade ao Luís Martins de entrar num campo de futebol?

O Benfica, hoje, perdeu com o Atlético, na Tapadinha, e saltam alguns pormenores à vista. Começamos pela colocação da Luís Martins como lateral direito. Alguém, no seu perfeito juízo, acredita que Luís Martins possa ser jogador para a equipa principal do Benfica? Nem como lateral esquerdo, quanto mais como lateral direito. Transpira mediania por todos os poros. Tem um pé esquerdo com alguma qualidade e... É só. Será que com a ausência de Cancelo, não teria sido melhor apostar num jogador como Lindelöf? É verdade que o treinador já terá visto mais dele do que eu, mas será que é assim tão mau? Ou será que é por ainda ter idade júnior? Ele lá sabe. De resto, na defesa, tudo normal. Chegamos ao meio campo e encontramos um duplo pivot composto por... Luciano Teixeira e Ascues. Mau, mas querem ver que o Norton se esqueceu que o objectivo era jogar futebol? Ou será que pensa que se tiver dois marmelos no meio campo a correr e a bater em tudo o que mexe, vai ganhar o jogo? Ah! Espera, já sei. É devido ao estado do terreno. Toda a gente sabe que quando o relvado parece um batatal, deve-se apostar no factor físico. Jogar futebol fica para outro dia. O que sentirá o João Teixeira, ainda júnior, no banco, ao ver isto? E o Cafú?

Mas isto não é caso isolado. Voltemos uns jogos atrás. 8ª jornada: Meio campo composto por Luciano Teixeira, Élvis e Leandro Pimenta. No banco, João Teixeira. Élvis? Mais uma vez... Alguém acredita que Élvis tenha algum futuro na equipa principal do Benfica? Eu não. Como extremos, nesse jogo, jogaram Miguel Rosa e Duarte Duarte. Não teria sido mais benéfico trazer um júnior para o lugar do Duarte Duarte? Sancidino, Derlis... Não liguem, isto sou só eu a divagar.

E podia continuar com inúmeros exemplos que mostram jogadores sem qualquer possibilidade de singrar no Benfica, a serem utilizados no lugar de promessas que pedem maiores exigências e maiores desafios, para evoluírem e serem testados num contexto mais exigente. Mas não, Norton de Matos não percebe qual é o verdadeiro significado e o intuito de uma equipa B. Nem ele, nem quem está acima dele. Por isso é que todos batem palmas e exaltam a grande campanha que o Benfica B está a fazer na Segunda Liga e com os dois jogadores que já cedeu à equipa principal. Os Ascues no meio campo, os Élvis, os Duartes e companhias, são esquecidos, porque, no fundo, é preciso ter ali alguém que destoe um bocado para isto puder dar certo. Pelo menos é a ideia que passa.

Que o Norton entenda uma coisa. João Teixeira ou Filipe Nascimento podem não oferecer um grande rendimento imediato, quando comparados com Luciano Teixera ou Ascues. O mesmo é válido para Bernardo Silva e Raphael Guzzo, em comparação com Élvis. E para Sancidino, Hélder Costa e Derlis, quando comparados com Duarte Duarte e Luís Martins. Podem errar mais, mas isso não será, certamente, por falta de qualidade. E nem é garantido que falhem. A questão é que esse rendimento só tenderá a evoluir. Vamos dar o exemplo de João Teixeira. O papel de um médio defensivo numa equipa de formação do Benfica, será sempre diferente daquilo que irá encontrar mais à frente. É, praticamente, um jogador que só constrói, que joga com a bola no pé, que recebe a bola e tem tempo para pensar e executar. Quando João Teixeira recebesse a bola, na equipa B, provavelmente ainda iria pensar que tinha tempo para pensar, calmamente, no que fazer e poderia ser surpreendido. Aí iria perceber que tinha de ser mais rápido a executar (não, não é receber a bola e mandá-la para um sítio qualquer, mas sim ter a capacidade para receber e já ter definido o que vai fazer com ela) e acabaria por adaptar-se a um novo contexto. Falando de um comportamento defensivo... Alguém consegue comparar os comportamentos de Fábio Cardoso no início da época e com o momento actual? A quantidade de antecipações que tentava fazer e acabava por ser batido? Isto explica-se facilmente. Nos juniores, Fábio Cardoso acabava por ser impor, porque era relativamente mais rápido e forte fisicamente, daí conseguir antecipar-se com sucesso na maioria dos lances. Nos seniores, não. Adaptou-se a uma nova exigência e acabou por evoluir. É certo que nem todos os jogadores terão a capacidade para se conseguir adaptar a uma nova realidade e evoluir, mas isso dependerá da capacidade de cada jogador para adquirir novos automatismos.

Aquilo que sempre faltou a uma clube como o Benfica, foi a oportunidade de oferecer um contexto superior e mais exigente a jovens da formação, libertando-os de uma parte da pressão inerente ao futebol de alta competição. Com os empréstimos, não era o clube-mãe que ficava responsável pela gestão do jogador. Era o clube a qual era emprestado. Agora, que o Benfica tem oportunidade para controlar a gestão dos seus jovens jogadores, acaba por cair em preconceitos estúpidos, por se importar mais com o resultado do que com a formação e evolução dos mesmos. É pena.

Mas isto é dito por alguém que coloca os resultados em segundo plano.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Equipa B? - Parte II

O Benfica B, na jornada 8 da Segunda Liga, defrontou o Leixões e apresentou o seguinte 11: Mika na baliza, defesa composta por Cancelo e Carole nas laterais, Ascues e Sidnei no centro da defesa. No meio campo, Luciano Teixeira apareceu como médio defensivo, tendo Leandro Pimenta e Élvis como interiores. No ataque, Duarte Duarte e Miguel Rosa apareceram nas faixas e Cafú na frente de ataque. Durante o jogo entraram Cláudio Correa, João Mário e Luís Martins para substituir Élvis, Duarte Duarte e Cafú, respectivamente. No banco havia Bruno Varela, Fábio Cardoso, João Teixeira e Victor Lindelof. Agora, pergunto eu, qual é o sentido de ter Luciano Teixeira a jogar e João Teixeira no banco? Qual é o sentido de colocar Cafú no centro do ataque e colocar Luciano Teixeira como trinco titular da equipa? Algum dia Luciano Teixeira vai ser jogador para a equipa A do Benfica? Já nem falo na dispensa absurda de Paulo Teles. De seguida, alguém que me explique qual é o sentido de oferecer a titularidade a Élvis, jogador claramente banal sem qualquer futuro no Benfica, tendo um Bernardo Silva a brilhar nos juniores, cheio de qualidade, no seu último de júnior? Não faria sentido chamá-lo à equipa B? Ou, se calhar, não faria sentido puxar Miguel Rosa para o centro do terreno, posição onde ele é jogador para um clube grande? Não faria sentido deixar de olhar para Rosa como um jogador que aparece bem a finalizar, e com agressividade para romper pelo flanco? Alguma vez Miguel Rosa vai aparecer no Benfica a jogar como extremo esquerdo? Duarte Duarte... 24 anos, jogador fraco, sem qualquer hipótese de entrar na equipa A e sem qualquer futuro no clube, a tirar o lugar a jovens promessas... Será que Dino não podia ser lançado no seu lugar? Ou Hélder Costa, que já jogou pela equipa B esta época? Não faço a mesma relação com Ascues, Fábio Cardoso e João Nunes porque ainda pouco vi do peruano.

Quais são os reais dividendos destas apostas? Resultados. É isso que se quer para a equipa B? Será que o propósito da equipa B não era potenciar jogadores jovens com qualidade para representar a equipa principal do Benfica? Um jogador como Mvom, ex-jogador da Académica, que actuou frente ao Tondela, é capaz de oferecer mais garantias que João Nunes, ainda júnior de 1º ano, ou Fábio Cardoso, júnior de 2º ano. Porquê? Por ser mais forte fisicamente e por ter outro andamento a nível sénior. João Nunes e Fábio Cardoso, provavelmente, errariam mais, mas é para isso que devia servir a equipa B. Para criar contextos de exigência superiores aos dos campeonatos nacionais da formação, para que a evolução dos jogadores seja estimulada. Alguém acredita que Mvom algum dia seja jogador para o Benfica? Não. Já com João Nunes e Fábio Cardoso a questão é claramente diferente, principalmente com o primeiro. O mesmo é válido para todos os jogadores que foram enunciados anteriormente.

No país que está ao lado, há uma equipa que lançou um miúdo na equipa B com apenas 15 anos. Fala-se do Barcelona e de Grimaldo. Este ano, é titular do lado esquerdo da defesa do Barcelona B com apenas 17 anos feitos em Setembro deste ano. Jean Marie Doungou foi lançado com 16 anos no ano passado, sendo suplente utilizado em 12 jogos. Esta época, vai dividindo jogos a titular com outros a suplente utilizado. Deulofeu, enorme esperança do Barça, foi utilizado na época passada em 34 partidas, sendo 23 como titular e chegou-se a estrear pela equipa A, fazendo um jogo na Liga BBVA e outro na Liga dos Campeões. E podia continuar com mais exemplos, mas parece que, nos dias de hoje, é um mundo à parte.

Os responsáveis do Benfica que abram os olhos. Existe qualidade em muitos jovens ligados aos quadros do Benfica, mas muito dificilmente evoluirão no Nacional de juniores e, porque não, no de juvenis. Os resultados, na equipa B, devem ser tudo menos o principal factor.


segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Lapidar nº36

«O Benfica tem um plantel bem preparado. Tem jovens na equipa B que dão garantias. São portugueses, alguns opinadores devem andar distraídos. Se fossem argentinos ou brasileiros estavam a reparar neles.»

Nossa, nossa, Vieira, assim você me mata. Quatro anos depois do consulado Jesus-Vieira se ter iniciado, eis que o treinador e o presidente viram a luz. Descobriram ambos e ao mesmo tempo que afinal também há jogadores portugueses de qualidade para serem aproveitados em Portugal. Mas Vieira vai mais longe, ousando criticar os "opinadores" que andam distraídos com os jogadores sul-americanos em vez de se preocuparem com os portugueses. Vamos lá ver então quem é que o Benfica contratou ou promoveu nos últimos 4 anos para a equipa principal.

Sul-americanos (24):

Júlio César
Patric
Shaffer
Airton
Ramires
Felipe Menezes
Keirrison
Weldon
Javier Saviola
Alan Kardec
Éder Luís
Jardel
Nico Gaitán
Franco Jara
Toto Salvio
José Luís Fernández
Artur Moraes
Ezequiel Garay
Emerson
Bruno César
Enzo Pérez
Rodrigo Mora
Melgarejo
Lima

Portugueses (14):

Roderick
Fábio Coentrão
César Peixoto
Fábio Faria
Eduardo
Mika
André Almeida
Luís Martins
David Simão
Rúben Pinto
Nélson Oliveira
Yannick Djaló
Paulo Lopes
Luisinho

Dos 14 portugueses que treinaram regularmente com o plantel principal, apenas 3 fizeram mais de 10 jogos no tempo em que estiveram no clube. É preciso dizer mais alguma coisa?

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Talentos escondidos

Franzino, inteligente, elegante e dotado tecnicamente. Este post não é feito devido ao golo - chamar-lhe golo é redutor - que marcou frente ao Belenenses, pelos juniores. Esse apenas serviu como lembrança. Tem sido um jogador ostracizado na formação do Benfica, desde os juvenis. Não se desenvolveu como outros colegas e, por isso, perdeu imensos minutos de jogo. Estupidamente, diga-se, dado que sempre foi superior à maior parte dos que lhe iam roubando o lugar. Não tinha tantos argumentos físicos como os colegas, mas oferecia sempre mais ao jogo. Mais imprevisibilidade, mais elegância, mais inteligência...

Foi aparecendo a espaços durante os últimos anos. No seu segundo ano de juvenis pouco ou nada jogou, aparecendo em bom nível num jogo de fim de época contra os sub-18 do Real Madrid, no primeiro ano de júnior foi dos menos utilizados e apareceu, no último fim-de-semana, a marcar um golo de bandeira. Os mais atentos saberão que o sujeito em questão é... Bernardo Silva, médio de 18 anos. Será interessante ver a quantidade de minutos a que terá direito esta época, tendo em conta o número de opções para o meio campo da equipa júnior do Benfica.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Caixa Futebol Campus, o elogio ao desperdício

À beira de cumprir seis anos, o Caixa Futebol Campus é uma obra da qual os benfiquistas se podem orgulhar. Se a antiga ministra da educação se interessasse pela bola, diria que foi uma festa para o futebol, uma festa para a economia, uma festa para a arquitectura e uma festa para os jovens jogadores. Muito anda o nosso país em festa. Pena é que, passados seis anos, o Caixa Futebol Campus tenha colocado apenas dois atletas na equipa principal, Miguel Vítor e Nélson Oliveira, com mais de 250 minutos em toda a época competitiva transacta. Mais curiosos ficam os dados se recuarmos neste périplo de seis anos para verificar que, em 2006, sem Caixa Futebol Campus, o Benfica colocou nada mais nada menos que quatro jogadores da formação (Moreira, Manuel Fernandes, Rui Nereu e João Pereira) a jogar mais que os tais 250 minutos numa época. Seis anos depois da construção do Caixa Futebol Campus, o Benfica venceu mais campeonatos nacionais de iniciados e juvenis, mas menos campeonatos nacionais de juniores, demonstrando uma clara incapacidade competitiva na fase final da formação dos atletas. E o que nos reserva o futuro?

2008/2009 trouxe uma das mais talentosas gerações de jovens jogadores que tivemos. João Pereira, Roderick, Mário Rui, Danilo, Leandro Pimenta, David Simão, Yartei e Nélson Oliveira. Já anos antes tinham despontado Rúben Lima, Miguel Rosa, André Carvalhas, José Coelho, entre outros. Não digo que todos estes atletas teriam a oportunidade de jogar 250 minutos numa época, até porque o Benfica exige, naturalmente, atletas de valia superior àquela que eles apresentam e que algum dia poderão apresentar, mas a ausência de integração e, pior, de tentativa de integração destes atletas é algo que me desilude ano após ano. E é aqui que o nosso clube falha. O principal obstáculo à progressão dos jovens atletas é a transição júnior-sénior, um problema que o Benfica, ao contrário do Sporting, não soube ultrapassar. O acompanhamento é escasso, as oportunidades são nulas e assim é impossível ver jovens atletas singrarem de águia ao peito. Serão inferiores em termos futebolísticos? Alguns serão certamente. Nunca tivemos um talento como Cristiano Ronaldo na formação, por exemplo. Mas digam-me o seguinte: quando Ronaldo era da formação do Sporting, alguém lhe adivinhava o sucesso que tem hoje? Não. Era menos talentoso que Fábio Paim e não tinha a mesma magia que Quaresma, por exemplo. Onde é que Ronaldo ganhou? No trabalho, no acompanhamento e nas oportunidades. Em Alvalade e, sobretudo, em Manchester. Que oportunidades de integração é que o Benfica deu aos seus jovens jogadores nos últimos anos? Teriam Veloso, Nani, Moutinho, Varela, entre outros, as oportunidades no Benfica que tiveram no Sporting?

Transferindo esta realidade para o nosso clube, não tenho a mais pequena dúvida de que Nélson Oliveira, David Simão, Miguel Vítor, sobretudo estes três, poderiam atingir patamares de qualidade de nível mundial. Serem jogadores titulares na selecção nacional no prazo de 4 anos, no máximo. E de todos os jogadores mencionados no parágrafo anterior, penso que apenas um ou dois não poderiam ambicionar a jogar no Benfica. Viram jogos do Leandro Pimenta na formação? E do Rúben Lima? Quem os conhece sabe que se estivessem do outro lado da 2ª Circular teriam tido muito mais hipóteses de singrar na carreira e que seriam hoje melhores jogadores. Não foram eles, os jogadores, que falharam, mas sim o Benfica. Construímos infraestruturas fabulosas, temos gente competente na formação mas continuamos a falhar no passo mais importante: a transição júnior-sénior.

Falta-nos saber aproveitar aquilo que de bom temos em mãos. Queixam-se de que falta um suplente para o Maxi? Sabem quem foram e onde foram formados os dois laterais-direitos da Selecção Nacional no Euro 2012? Falta um defesa esquerdo? Sabem quem é que foi dispensado e hoje está no Atlético de Madrid? O Benfica continua a produzir jogadores de qualidade. Mas a qualidade precisa de ser potenciada e desenvolvida. E tal só se consegue com oportunidades. Jogadores como David Simão e talvez Miguel Rosa precisam urgentemente de entrar na equipa principal e não na equipa B. Não cometam os mesmos erros, por favor. Dêem oportunidades a estes e a outros como Roderick, Rúben Pinto, Pimenta.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

"Hablas verdad?"



Guardiola sonha com equipa composta por ‘canteranos’ -
aqui

Jorge Jesus: “Estrangeiros internacionais? Só se forem das Malvinas” - aqui


Uns, preocupados em formar mesmo sendo um dos clubes mais ricos do Mundo. Outros, com as limitações que podem ser impostas relativamente aos jogadores estrangeiros.

É caso para dizer, aprende JJ!
Link

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Nova ideia...

Pelo que vem sendo dito nos bastidores, o Benfica adoptou uma nova ideia para potenciar ao máximo os seus melhores "produtos da formação". Que consiste num ano de aprendizagem com o plantel principal que permite aos jogadores se fortalecerem em termos musculares para entrarem com maior facilidade nas competições seniores e também, treinar com os craques do plantel principal, como Aimar, Saviola, Witsel, Luisão e companhia.
A ideia parece-me muito interessante. Com o começo das equipas B na próxima temporada, ainda melhor me parece. Para além de treinarem com a equipa principal, estarão a competir no segundo escalão do futebol português.
Espera-se que a ideia seja para manter e traga frutos a curto-prazo. No caso do Ruben Pinto, espero que seja equacionado o empréstimo a um clube de primeira divisão na próxima temporada. Com o ano de aprendizagem feito e com a qualidade que tem, pode muito bem dar esse passo. No caso do Luís Martins, espero que integre o plantel como alternativa ao lado esquerdo da defesa, no caso de ficar de fora da convocatória, poderá competir na equipa-B.

domingo, 13 de novembro de 2011

Não bastam palavras, tem que se passar aos actos.


Os jogos da taça servem para dar rodagem a outros jogadores mas também, ganhar alternativas. Em Portimão, o David Simão fez um jogo bastante positivo e não foi por isso que passou a ser mais opção. Quanto a mim, mal Jorge Jesus neste aspecto. Se voltar a dar boas indicações na Figueira da Foz, exige-se que salte para o banco dos suplentes com maior frequência, pelo menos.
Pede-se o mesmo tratamento que tem sido dado ao Rodrigo.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

O futuro está dentro de portas

 

São quatro jovens à procura do seu lugar ao sol dentro do plantel do Benfica, quatro talentos à espera de serem potenciados por Jorge Jesus. A formação do clube não tem dado muitos valores à primeira equipa, nem quem de direito tem dado muitas oportunidades aos bons valores que saiem do Seixal, mas os tempos parecem estar a mudar, parece existir agora uma certa inversão de paradigma, olhando ao que temos de bom dentro dos nossos quadros, acreditando no seu valor. A formação deve ser encarada como um suporte para a equipa principal, desde que exista matéria prima de qualidade evidentemente. Não há que ter medo em acreditar no talento, em assumir esse risco, até porque se existir um planeamento correcto, esses jovens podem ser lançados às feras, em circustâncias que os beneficiem, para que se possam ambientar de forma correcta.

David Simão, Miguel Rosa, Nélson Oliveira e Ruben Pinto, principalmente os três primeiros, terão agora a oportunidade de demonstrarem que podem constituirem-se como opções reais para Jesus. Não sou alguém que distinga jogadores por nacionalidade nem de onde possam vir, para mim conta acima de tudo a qualidade, mas só vejo vantagens em integrar jovens portugueses no plantel. Identificam-se muito mais facilmente com o clube, conhecem os cantos à casa e o que significa vestir o manto sagrado. Nesse sentido partem em vantagem quando comparados com jogadores de qualidade idêntica provinientes da américa do sul e que precisam passar por todo um processo de adaptação não só à equipa e à forma de jogar, como também ao próprio país e seus costumes.

Espero que esta política seja para continuar, não à força, mas de forma progressiva. O clube nos últimos anos tem apostado muito na juventude, embora muito pouco a nível nacional. Sinto que lentamente, muito lentamente a mentalidade começa a mudar. Confio muito no valor de David Simão, que realizou uma boa época no Paços, no potencial de Nélson Oliveira, que mostra ter características muito difíceis de encontrar num avançado em Portugal, e na polivalência de Miguel Rosa, capaz de fazer diversas posições no meio campo e com um sentido de finalização acima da média. Mas não será fácil conseguirem um lugar na equipa, a concorrência será feroz, mas o simples facto de serem levados mais a sério pela estrutura técnica do clube, pode ser um factor extra em termos motivacionais. Tem a palavra cada um deles, e tem a palavra Jesus, que deve escolher sempre os melhores, não olhando a nomes. Boa sorte rapazes!

terça-feira, 15 de março de 2011

Miguel Vítor vs. Roderick Miranda

Miguel Vítor e Roderick Miranda são os dois defesas centrais mais mediáticos oriundos da formação do Benfica nos últimos anos. Jogadores com um percurso tão semelhante e que opiniões tão diversas conseguem gerar entre os benfiquistas merecem ser analisados.

Miguel Vítor iniciou a sua carreira como médio-defensivo e cedo despertou o interesse do Benfica quando ainda muito novo (11 anos, penso) representava o Torreense. O jovem de Ponte do Rol foi aposta regular desde o início do seu percurso nas camadas jovens, mas com a ascenção aos juvenis e depois aos juniores, mais que um mero jogador, tornou-se uma referência, assumindo-se como líder e capitão de equipa. Foi lançado a titular pela mão de José Antonio Camacho com 18 anos acabados de fazer, num sempre difícil Benfica x Vitória de Guimarães. Ao primeiro corte conquistou os aplausos dos mais de 55.000 adeptos que nesse dia foram à Luz, tendo arrancado uma boa exibição. Nesse mesmo ano jogou em Copenhaga, na Choupana e em Milão, sempre em bom nível, para surpresa de tudo e todos. Acabou por ser emprestado ao Aves, para rodar e ser opção com maior frequência. Na época seguinte, com Quique ao leme, foi opção regular tendo actuado em 22 jogos oficiais, algo que para um jovem defesa central português de 19 anos vindo das escolas do Benfica é tudo menos normal. Mas com a passagem de testemunho de Quique para Jesus, o treinador português deixou de apostar em Miguel Vítor, que cedo percebeu que estava apenas a fazer número, não tendo feito mais de 300 minutos em toda a época. Acabou por ser emprestado ao Leicester City.

Roderick Miranda tem um percurso curiosamente semelhante ao de Miguel Vítor. Iniciou-se no Odivelas e o seu talento foi rapidamente reconhecido pelos olheiros do Benfica, tendo chegado ao clube na época 2000/2001. Começou como médio defensivo mas recuou para central à medida que foi avançando na sua formação. Estreia-se na equipa principal do Benfica ainda em idade de júnior, aos 18 anos, mas já relativamente conhecido, mais que não fosse pela sua semelhança física com Mozer e pelo golão marcado ao FC Porto na fase final do campeonato nacional de juniores. E a sua estreia calhou logo numa prova europeia, frente ao AEK Athens, tendo feito uma exibição extremamente segura, mostrando uma qualidade de passe e leitura de jogo surpreendentemente boas para um jovem da sua idade numa estreia. Fez apenas mais uma aparição nessa época, frente ao Guimarães para a Taça da Liga e nesta temporada jogou em 3 partidas oficiais.

Sinceramente, penso que temos aqui dois jogadores com características totalmente diferentes mas que, com trabalho e determinação, podem chegar muito longe no futebol.

Cai-se no erro de dizer que Miguel Vítor é um jogador baixo. Nada mais errado. Com 1,83 metros, é apenas 2 centímetros mais baixo que Sidnei, tendo a altura de Otamendi, Polga ou Carriço, sendo mais alto que Cannavaro ou Córdoba, eles que foram dois dos melhores centrais do mundo no seu tempo. Entroncado, forte, soube desenvolver o seu físico para adaptar-se ao futebol de alta competição. Não sendo um portento técnico, o seu profissionalismo, várias vezes elogiado por Quique, e a sua determinação e concentração durante os jogos, fizeram com que Miguel Vítor se conseguisse afirmar no clube e que não tremesse nem na estreia nem nos jogos de maior dificuldade. É difícil lembrarmo-nos de uma exibição menos conseguida do camisola "28". Para mim, neste momento, face à irregularidade de Sidnei, seria o titular ao lado de Luisão se cá estivesse. E não é por ser português, das escolas do Benfica, etc. É por ter qualidade, qualidade essa que ainda não foi (será no futuro?) reconhecida por Jesus.

Roderick é extremamente diferente de Miguel Vítor. Bastante mais alto (1,91m) e mais esguio, ainda não tem o físico que lhe permite ir ao choque, algo que vai precisar na sua posição. Continuo a achar que tem imenso talento, mais até que Miguel Vítor, mas precisa de o desenvolver, bem como os aspectos físicos e a agressividade, pois ainda parece algo "mole" dentro de campo. Ao contrário do jogador lançado por Camacho, Roderick não tem sido feliz quando chamado para defender as nossas cores, protagonizando alguns erros de posicionamento e falhas de concentração que custaram golos ao Benfica. Não parece falta de humildade, mas sim de concentração. O que é certo é que, com a mesma idade, Miguel Vítor não dava as casas que Roderick dava, mas ainda não tinha um potencial tão grande quanto o que vejo em Roderick.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Pepa, dez anos depois

Dez anos depois de ter saído do Benfica, Pepa está de volta. O antigo avançado encarnado que saiu num processo tumultuoso e pouco claro irá assumir um cargo como Coordenador Técnico da Formação.

Pepa, que teve uma breve carreira enquanto jogador, fruto de lesões e falta de maturidade psicológica, foi o melhor exemplo daquilo que um profissional não deve ser. Estreou-se na Luz no final de um Benfica x Rio Ave e em apenas 3 minutos conseguiu marcar o golo que, aos 17 anos, o catapultou para a ribalta. O menino-estrela, menino-prodígio, menino-de-ouro passou rapidamente a menino sem cabeça. A fama, o empresário (Paulo Barbosa) e a falta de maturidade destruíram-lhe a carreira, muito por culpa própria. Rescindiu com o Benfica depois de uns tempos emprestado na Bélgica e pelo Benfica B, onde foi expulso em vários jogos, e assinou pelo Varzim em conjunto com Jorge Ribeiro e Rui Baião, com a promessa de que brevemente iria para... o Porto. Na Póvoa, falhou um golo facílimo, de baliza aberta no último minuto da última jornada frente ao Santa Clara, num jogo em que se os varzinista ganhassem teriam ficado na 1ª Liga. Mas não ficaram. Desceram e Pepa foi com eles. E não mais voltou à Primeira Divisão.

Com uma carreira tão curta e tão recheada de maus exemplos, incluindo os milhares de euros (contos) estoirados, Pepa vai ser uma espécie de orientador dos jovens encarnados aspirantes a futebolistas profissionais. O Benfica vai dar um cargo importante a um jogador que cuspiu no prato do clube que lhe deu de comer desde os 13 anos.

Mas, ao que sei, Pepa aprendeu. Arrependeu-se, cresceu e tentou seguir com a vida no futebol, mas já era tarde. Se há algo que o rapaz lamenta, foram as decisões precipitadas de um jovem que, na sua idade, imaginava ter o mundo do futebol na mão. As coisas não são assim. Não sei quais são as sua qualidades em termos de treino, nem conheço as suas capacidades para liderar e aconselhar jovens, mas acredito que os miúdos, ao verem este caso tão explícito de insucesso quando tudo apontava para a glória, podem manter os pés bem assentes na terra e compreender que no futebol, como na vida, o trabalho vem antes do sucesso. E este é um passo fundamental, para o qual penso que Pepa, pela sua experiência de vida, pode mesmo ajudar os nossos jovens. Ele cresceu e quer fazer crescer. Oxalá seja bem sucedido.

domingo, 5 de dezembro de 2010

Só não vê quem não quer

Quatro anos depois de o Caixa Futebol Campus ter sido inaugurado, o Benfica tarda em colocar na equipa principal jovens talentos portugueses. A passagem esporádica de Miguel Vítor, único jogador oriundo da formação nos últimos 4 anos com mais de dez jogos oficiais pela equipa principal, é motivo de preocupação e não de rejubilo. Jovens de valia, como o próprio Sílvio, que se encontra agora em Braga, foram dispensados. Antes disso, não conseguimos manter João Pereira nem Manuel Fernandes. E agora com o CFC, iremos deixar escapar este caso de sucesso nítido?

Um ponta-de-lança português de qualidade é algo extremamente raro no futebol nacional. Prefere investir-se em brasileiros e argentinos de qualidade duvidosa. O Benfica tem em mãos aquele que será o melhor ponta-de-lança da nova década. O que vai fazer com ele?

domingo, 20 de junho de 2010

Tricampeão de juniores?

Esquecem-se que o campeonato de 2008/2009 foi conquistado com todo o mérito por João Alves, Pedro Miranda, Abel Pereira, João Pereira, Roderick Miranda, Mário Rui, Leandro Pimenta, David Simão, Lassana Camara, Domingos Silveira, Danilo Pereira, Yshmael Yartei, Nélson Oliveira, entre outros. A eles os meus parabéns, foram os verdadeiros campeões. Mas o Sporting, como sabemos, é um clube "diferente", que ganha em 2007/2008 e 2009/2010 e assim se torna tricampeão.

sábado, 11 de julho de 2009

Roderick Miranda



"Roderick Miranda (DC) - Autor do grande golo da tarde, este defesa central faz lembrar, pelo menos fisicamente o Mozer. Muito algo, mais esguio, impõe respeito com o seu jogo aéreo. Mais dotado tecnicamente que, por exemplo, o Miguel Vítor. Era po-lo a rodar numa equipa com fortes aspirações na Vitalis, porque parece ter futuro, independentemente do golo marcado. Parece ser bom jogador."

Foi esta a apreciação que fizemos aqui no Eterno Benfica sobre Roderick Miranda no dia 22 de Junho do presente ano, após a exibição frente ao FC Porto no Estádio da Luz. Parece que não nos enganámos. Nem nós, nem quase ninguém, pois estava à vista que este jovem tem talento. O Benfica assim o entendeu e Roderick assinou o seu primeiro contrato profissional com o nosso clube. Ainda bem, até porque é mais um jovem a formação. Mas para o bem dele, espero que não fique no plantel principal: com Luisao, Miguel Vítor, Sidnei e David Luiz, seria facilmente queimado, ficando uma epoca sem jogar, o que nesta idade pode ser complicado. Assim sendo, e apesar de ter ainda um ano de junior, espero que seja emprestado a uma equipa onde possa jogar regularmente, a fim de para o ano possa pegar de estaca no plantel encarnado. Boa sorte, Roderick.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

No paz de Jesus


Estamos todos emprenhados no estilo de Jesus, o que já se começa a irrelevar na linguagem deste blog. A partir de hoje, as calinadas deixam de ser erros: passam a ser parte intergrande do acordo ortográfico.

Por isso, impresso aqui o meu desejo. Sábado, vão à Luz e apoiem em primeiro lugar os juniores do futebol, que se ganharem ao fóculporto serão campeões, e de seguida vaiam ao pavilhão ajudar a equipa de futsal frente ao Belenenses, no primeiro jogo da final.

P.S. No Pontapé de Saída, da RTP N, "Luís Filipe Vieira e Jorge Jesus falam a mesma linguagem". Sem comentários.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

SL Benfica - Campeão Nacional de Iniciados


Parabéns aos novos Campeões Nacionais de Iniciados em Futebol, os atletas do Sport Lisboa e Benfica. Vinte anos sem ganhar este título na formação é muito tempo e espelha bem a travessia no deserto que foi este período. Esperemos que daqui para a frente as coisas sejam diferentes.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Formação?

O Benfica acaba de contratar, à experiência, dois promissores nigerianos que foram campeões mundiais de sub17. Parece excelente, se não tivermos em conta que se vão juntar a mais de uma dúzia de estrangeiros que actuam na equipa de Juniores. Não sou xenófobo, nem racista, até acho a globalização uma coisa muito bonita. Mas permitam-me que questione os propósitos de uma equipa de formação e prospecção de um clube do calibre do Benfica.

No último sábado, num jogo a contar para o Campeonato Nacional, os Juniores do Benfica actuaram com o seguinte onze: Rui Santos, JoãoAlberto, Abel Pereira, João Pereira, Airton Oliveira, Abdoulaye Fall, Miguel Rosa, Ismmael Yartei, André Carvalhas, Wang Gang e Orphée Demel. Na segunda parte entraram Lassana Camará, Leandro Pimenta e André Soares.

Os jogadores a laranja são os que não têm nacionalidade portuguesa. No onze inicial do Benfica podem ver-se 6 estrangeiros (2 brasileiros, 1 chinês, 1 ganês, 1 senegalês e 1 costa-marfinense) e apenas 5 portugueses. Acho muito bem que o Benfica desperte para os mercados internacionais (sobretudo o africano e o de leste), mas creio que tudo o que é em demasia pode ter consequências nefastas.

Contratar jogadores de qualidade, do estrangeiro, ainda em idade de formação, é uma política que tem dado resultados em grandes clubes, como o Arsenal e o Barcelona. É um facto, e o Benfica tem vindo a tentar fazê-lo, com maior ou menor acuidade. O problema é que o número de jogadores estrangeiros acaba por chegar em grande número, e só um pequeno lote é capaz de singrar na equipa principal. Prova disso é que alguns dos jogadores contratados no princípio da época já deixaram o clube.

É certo que muitos estão cá apenas à experiência, mas quem sai prejudicado são os nossos valores portugueses, e o colectivo que compete numa prova de regularidade. Manda o bom senso que não se critique a aquisição de estrangeiros, desde que eles tenham valor, mas parece que há um qualquer estigma em relação aos valores portugueses. Creio que só devemos recorrer ao mercado internacional, quando não há nos nossos quadros portugueses capazes de fazer o mesmo. Há grandes valores nos Juniores que podem e devem ser aproveitados. Não julgo é que a mentalidade do Benfica seja essa. Acho que estamos a contratar para vender, para fazer dinheiro. O Benfica não contrata para formar, nem para fornecer a equipa sénior; contrata na esperança de que lhe apareça um diamante semi-lapidado, que possa vender por uns bons milhões. E, para mim, não devem ser esses os objectivos de uma equipa de formação.

Acredito, ainda assim, que alguns destes jogadores podem lá chegar. Portugueses, ou não, está na altura de apostar nestes miúdos que são o futuro do Benfica.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2007

Façam as vossas perguntas a António Carraça












O gestor profissional para o futebol de formação do Benfica, António Carraça, está disponível para responder às perguntas dos benfiquistas numa entrevista interactiva, iniciativa do André Sabino, do Serbenfiquista.com.

Sigam os links, têm até ao final do corrente mês para formular as vossas questões, e as melhores serão eleitas e enviadas a um dos principais responsáveis pelo incremento do êxito das camadas jovens do Benfica.

E estejam atentos ao trabalho do André, um jovem com aspirações a jornalista, que entre crónicas dos jogos, entrevistas aos jogadores, fotografias, vídeos e informações, muito tem realizado em prol dos que se interessam por esta vertente cada vez mais fundamental do futebol.