Quarta-feira, 31 de Agosto de 2011

Banco é garantia de qualidade

Era um dos problemas da época anterior, o Benfica tinha um bom onze, mas o sumo da laranja tinha que ser espremido até ao máximo, por falta de opções para alguns titulares. Lembro-me bem que no segundo desafio da taça uefa contra o Braga, Jesus tentou mudar o jogo a nosso favor, lançando Menezes e Kardec, isto quando Salvio e Gaitán deixaram de ser opções por lesão. O plantel deste ano, apesar de não ser perfeito, oferece ao treinador muitas mais soluções principalmente do meio campo para a frente. Folgo em perceber que alguns reforços estão a ser integrados progressivamente, sem pressas, dando tempo para que possam adaptar-se à uma nova realidade, como é por exemplo o caso do argentino Enzo Pérez.

E se as alas do meio campo têm sido regra geral ocupadas por Nolito e Gaitán, Jesus pode dispor de igual qualidade no banco de suplentes, lançando ora Pérez ou Bruno César, embora continue a dizer que este renderá muito mais no centro. Urreta que é um bom jogador, não entra nos planos de Jesus, mas podia e devia ser mais uma opção para as faixas. Para o ataque a concorrência adivinha-se feroz, tendo o Benfica várias opções com jogadores distintos uns dos outros, independentemente da táctica a ser utiizada. Jara saíu rumo ao Granada, mas há um Cardozo que continua a demonstrar a sua enorme veia goleadora, um Nélson Oliveira e Rodrigo a crescerem cada vez mais e à espreita de oportunidades, e claro Saviola e Rodrigo Mora, este ainda pouco utilizado, mas tem qualidade.

Quem parece perder espaço é Javier Saviola. Longe vão os tempos em que o Conejo conseguia fazer a diferença pela sua rapidez quer em termos de velocidade, quer em termos de execução das jogadas. O jogador que vemos hoje, é diferente, alguém lento a todos os níveis, distante, muito distante do fulgor que exibiu na primeira época de águia ao peito. Ao contrário do seu grande amigo Aimar, não estou a ver grande futuro no Benfica para Saviola, que terá que provar-me que estou errado nesta leitura que estou a fazer, gostaria que isso acontecesse. Voltanto ao tópico, Jesus tem matéria prima para ir rodando a equipa do meio campo para a frente, e ainda nem falei de jogadores como David Simão que a meu ver não devia ser encarado como uma alternativa a Aimar, mas sim a Witsel, já que vejo no jovem português um centro campista, que tal como o belga, é um jogador de ligação entre sectores, mas que vai ter vida difícil.

O problema poderá estar mais atrás, nomeadamente nas alternativas a alguns jogadores da defesa. Se Artur tem enchido as medidas com grandes exibições, tendo Eduardo e Mika como bons suplentes, se a dupla Luisão/Garay é garantia de qualidade (embora a alternativa além de Miguel Vitor poderia ser melhor), o mesmo não se pode dizer por exemplo da lateral esquerda, onde Emerson ainda não me conseguiu convencer, vou dar-lhe o benefício da duvida por mais algum tempo e Capdevila mostra estar longe da sua melhor forma. Não existe também uma boa alternativa a Maxi, existe sim um Amorim que poderá suprir essa necessidade, e embora seja um jogador polivalente, não gosto de o ver como lateral. Depois há a questão Javi Garcia - não existe no plantel alguém que o possa substituir com igual capacidade, Matic não é medio defensivo, nem Amorim, Nuno Coelho foi emprestado, assim como Airton... Temos mesmo que esperar que o Javi chegue para todas as encomendas, é um risco que corremos. Emprestar Airton foi um grande erro.

Terça-feira, 30 de Agosto de 2011

Quanto custaram os jogadores cedidos?

Não é segredo que a massa salarial do Benfica é grande, não é segredo que temos sob contrato com o clube jogadores a mais, já abordei esse tema aqui no Eterno. Mas decidi fazer as contas e tentar perceber quantos milhões de euros em jogadores que foram contratados pelo clube e posteriormente emprestados, estão agora a circular pelo mercado... Acompanhem-me então no raciocínio:


Júlio César (Granada)

500,000,00 Euros

André Almeida (Leiria)

400,000,00 Euros

Shaffer (Leiria)

1,500,000,00 Euros

Carlos Martins (Granada)

3,000,000,00 Euros

Fernández (Estudiantes)

1,500,000,00 Euros

Elvis (Leiria)

500,000,00 Euros

Felipe Menezes (Botafogo)

1,200,000,00 Euros

Airton (Flamengo)

3,000,000,00 Euros

Kardec (Santos)

2,500,000,00 Euros

Urreta (Clube a designar)

1,360,000,00 Euros

Fábio Faria (Paços de Ferreira)

2,000,000,00 Euros

Eder Luis (Vasco da Gama)

2,000,000,00 Euros

Franco Jara (Granada)                         

5, 500,000,00 Euros

Não estão nessa lista todos os jogadores cedidos, só alguns que eu escolhi para termos uma ideia a propósito deste tema. Alguém adivinha o total de dinheiro gasto nestes jogadores? Claro que não, só com a calculadora podemos ter a certeza, pois bem, eu somei e cheguei  a este número: 24, 960,000,00 Euros.

Arredondando, são 25 milhões de euros gastos pelo clube, que agora estão aí no mercado, emprestados à outras equipas, sujeitos à valorização ou desvalorização dos seus passes. Era tempo de começar a ter um critério mais apertado naquilo que se contrata, não? É que muito desse dinheiro, dificilmente iremos recuperá-lo.

Franco Jara renova e é emprestado ao Granada

Confirmaram-se as especulações mais recentes, Franco Jara, perdeu espaço na equipa do Benfica e acaba por sair do clube, rumo a um empréstimo que se espera que faça dele mais jogador. Pessoalmente não concordo muito com este empréstimo, pois não me esqueço do seu contributo na temporada transacta, onde a conta gotas e a jogar desposicionado no terreno, marcou ainda assim, 11 golos, demonstrando faro de goleador. As coisas não correram bem ao argentino neste início de época e acaba por pagar o preço da abundância de opções no plantel, ainda para mais com Nélson Oliveira e Rodrigo a reclamarem para si próprios mais oportunidades, após o bom mundial de sub-20 que realizaram na Colômbia. Esperemos que esta cedência lhe dê oportunidade de jogar regularmente, pois sempre achei que o que lhe faltava era uma seguência de jogos a titular, que lhe desse a devida tranquilidade para provar o seu valor.

Segunda-feira, 29 de Agosto de 2011

Jogou o nevoeiro mas o Benfica ganhou

Não há muito a dizer sobre a primeira parte do jogo realizado na Choupana, a não ser destacar o excelente golo de Cardozo depois de um cruzamento milimétrico de Gaitán, de resto foi isto:


Felizmente no segundo tempo o nevoeiro deu tréguas e o jogo pôde decorrer normalmente. Foi um Benfica pragmático aquele que se viu nesses 45 minutos, não descurando o ataque, mas procurando sobretudo ter o controlo da posse bola, segurar com alguma tranquilidade a vantagem no marcador. A expulsão do nacionalista João Aurélio, veio acentuar ainda mais essa tendência e com excepção de alguns lances de bola parada, o Nacional raramente ameaçou a baliza de Artur. Jesus desta feita soube mexer na equipa a preceito, fazendo entrar Bruno César, Enzo Pérez e Amorim em alturas diferentes do jogo mas com todo o sentido. Bruno César esse voltou a fazer o gosto ao pé, numa jogada individual, onde voltou a demonstrar toda a sua rapidez (há por aí alguns que dizem que é lento) e o seu forte pontapé na altura do rematar a baliza. E lá vão dois golos no campeonato vindo do banco, a mostrar (bom) serviço.

O importante foi alcançado, três pontos numa deslocação tradicionalmente difícil para as equipas grandes. Uma vitória que permite a equipa continuar num processo ascendente de confiança, ultrapassando esta paragem para as selecções, bem colocada na tabela classificativa. Prova de fogo, superada, venham outras.

Porque o Benfica não é só Futebol…


Com a época 2011/2012 das Modalidades de pavilhão a ter início, procedo aqui à minha análise dos plantéis de cada uma e à antevisão daquilo que será o desenrolar da mesma.

Começo pelo Futsal, pois é a modalidade que entra mais cedo em acção. Tem lugar a Supertaça, no próximo sábado, contra o Sporting CP, a realizar em Portimão, pelas 17 horas.

Depois de uma época em que falhamos todos os objectivos, exigia-se um plantel com mais qualidade, colmatando algumas lacunas evidentes da equipa.

Reforçámos a baliza com Marcão, um guarda-redes de grande qualidade, que irá fazer a diferença neste sector tão importante numa equipa. Na baliza continuamos ainda com Vítor Hugo e Bebé. No que concerne a esta questão, tenho sinceras reticências quanto à necessidade de integrar no plantel 3 bons guarda-redes.

Tivemos uma saída importante, Pedro Costa, um “imortal” do Futsal “encarnado” e que era, reconhecidamente, a “voz de comando” da equipa. Trata-se de um jogador em relação ao qual se vinha percebendo que estava a render bastante menos do que o habitual e que beneficiou de uma proposta fantástica ao nível financeiro do Japão, motivadora da sua saída. Boa sorte, “Costinha”!

Contratámos Bruno Coelho (ex-Belenenses), um “ala” de grande qualidade e excelente entrega ao jogo, qualidades que justificaram a sua chamada à selecção nacional. Acredito que este se venha a revelar uma surpresa do campeonato que se avizinha. Ainda contratámos uma “ala”, de seu nome Dentinho, consagrado o melhor marcador da Liga Checa na época passada. Quanto a este, as expectativas são bastante altas: aguarda-se que faça a diferença em Portugal com muitos golos e boas exibições. Admito que pouco conheço relativamente a este jogador, ainda assim posso afirmar que é alguém com forte remate e que pode fazer bastantes posições na quadra (“Universal”).

Com estes reforços, que se juntam ao conjunto de jogadores que transitam da época passada, creio que temos um bom plantel. Contudo penso que existe uma necessidade que não foi colmatada: falta um “ala” desequilibrador, capaz de decidir jogos a qualquer momento.

De todo o modo julgo que, com um jogo colectivo e com as nossas peças fulcrais no máximo rendimento, poderemos ter alegrias durante a época.

O treinador Paulo Fernandes continua. Aqui reside uma dúvida: será Paulo Fernandes capaz de ganhar finais?

A época 2011/2012 será a resposta. A começar já no Sábado, na Supertaça, em Portimão.

Perspectivo uma luta entre Benfica e Sporting por todos os títulos nacionais (Campeonato e Taça), acredito que a Académica será a “surpresa” do ano no Futsal nacional e considero, igualmente, que existirá uma luta interessante e renhida entre várias formações pelo acesso aos play-off. Estou crente que, em todos os encontros entre as equipas do principal escalão, haverá bastante emoção e equilíbrio.

Somos o Benfica, a exigência é máxima. Logo quero ver esta equipa a conquistar tudo em Portugal.

SPORT LISBOA E BENFICA!!!

Plantel do Futsal Benfica 2011/2012:

Guarda-Redes:

Bebé

Vítor Hugo

Marcão

Fixo:

Davi

Diego Sol

Ala:

Diece

Gonçalo Alves

Arnaldo

Marinho

Dentinho

Teka

Anilton

Bruno Coelho

Pivot:

Joel

César Paulo

Apoie a equipa nos pavilhões!

Não se esqueçam….O Benfica não é só Futebol!!!

Força Ricardo ...

Força e coragem Ricardo Gomes.
Tens um mundo ao teu lado.
Estamos e estaremos sempre junto de ti !

Cuidado, na Choupana é sempre muito complicado

Mais logo o Benfica entra em campo para defrontar o Nacional na Choupana. Apesar do bom momento que o Benfica está atravessando, prevê-se um jogo complicado, naquele que é um campo sempre tradicionalmente difícil para os encarnados. Objectivo? Alcançar a primeira vitória fora de portas no campeonato e cimentar com três pontos, o crescimento sustentado da equipa. Antecipando o onze titular que será escolhido por Jesus, confesso que tenho algumas duvidas na equipa a ser utilizada, mas em princípio deve actuar a mesma equipa que venceu categoricamente o Twente na última quarta feira e que tão boa impressão deixou, com excepção do Garay que por lesão falha o jogo. Jardel deve entrar para o seu lugar, eu pessoalmente apostaria em Miguel Vitor, dá-me mais garantias.

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Sei que há quem interprete outra táctica com os mesmos jogadores, ou seja, mantendo-se o 4-1-3-2 habitual, mas com Aimar a fazer de Saviola e Witsel na posição habitualmente ocupada pelo argentino, embora na práctica o organizador de jogo da equipa continue a ser o mesmo de sempre. Para melhor ideia nada como demonstrar:

(Clicar para aumentar)

Deve Saviola continuar fora do onze? Costuma dizer-se que em equipa que ganha, não se mexe, mas nem sempre essa máxima está correcta. Indo além disso, neste momento, penso que Saviola, não tem espaço no onze titular e com o passar do tempo, acho que essa tendência irá acentuar-se, sobretudo se as apostas em Nélson Oliveira e Rodrigo, forem para levar a sério. Cardozo como único homem da frente, independentemente das variantes tácticas funciona, pois atrás de si tem jogadores que conseguem dar à equipa, mobilidade e imprevisibilidade em cada lance, resta apenas apesar do fio de jogo ofensivo ser considerável, fazer chegar mais bolas de golo a Tacuara, já que este por outro lado, tem provado que pode criar jogo para o conjunto, para quem duvidas tinha.

Qualquer resultado que não seja a vitória, será negativo. Jesus tem consciência disso, os adeptos também. É fundamental não desperdiçar mais pontos neste início de campeonato, ou então todos sabemos qual será o final dessa história. E esse final não quero (re)ver tão cedo, por isso vamos lá em busca da vitória, Benfica.

Domingo, 28 de Agosto de 2011

Jorge Jesus: Urreta e Roderick para emprestar

Jorge Jesus veio confimrar os empréstimos de Urreta e Roderick, emprestimos esses que há muito estavam anunciados. Mas atentem no que disse, a propósito de ceder Urreta: «Temos três opções para as alas, apenas um pode jogar...». Apenas um pode jogar? Então mas o Benfica não tem jogado sempre com dois alas, no caso Nolito e Gaitán, sobrando apenas Enzo Pérez? Acho que Jesus equivocou-se nesta explicação e mais do que isso, acho curto para quem joga com dois alas, ter apenas 3 soluções para as bandas. Ou vamos ter que ver Bruno César constantemente adaptado à faixa esquerda, quando é certo que para render o que sabe, tem que jogar no meio?

Se em relação ao empréstimo de Roderick, esse faz todo o sentido, pois é um jogador que nesta fase da sua carreira, precisa jogar com regularidade, vamos ver para onde irá o jovem central, em relação a Urreta, a explicação de Jesus não faz o mínimo sentido. Vamos enfrentar uma época longa e difícil, dentro da forma de jogar do Benfica, com apenas 3 soluções para as faixas, no que toca a jogadores de linha, vamos dizer assim. Acho que pode ser um erro, depois não pode vir dizer que tem falta de jogadores para as faixas. Urreta tinha lugar neste plantel, é alguém que pode ocupar as duas alas com igual competência, mas Jesus entendeu abdicar dos seus serviços, espero que tenha ponderado muito bem sobre o assunto.

Jardel como terceira opção é um susto...

Digo-o sem meias palavras.... Jardel para mim é fraquinho, jogador sem qualidade para representar o Benfica, nunca percebi o porquê da sua contratação aquando da saída de David Luíz. É um jogador limitado, que com a bola nos pés é um terror, que não tem consciência das suas limitações, pensando que é o Maradona nas saídas de bola, o que faz com que faça por causa disso muitas vezes asneiras. Tem que jogar simples, sem inventar, ser prático nas suas acções, eficaz. Para além disso e ao contrário do que Jesus diz, é um central lento. O porquê deste post? Ao que parece Garay poderá estar ausente no jogo que o Benfica vai realizar amanhã na Choupana, avançando por isso Jardel para fazer dupla com Luisão. Porque não Miguel Vitor? Pessoalmente, dá-me muitas mais garantias do que o jogador brasileiro. Continuo a pensar que a entrada de mais um jogador para a zona central da defesa, não seria de todo descabida. Quanto ao Jardel, vou esperar, caso jogue, que faça uma excelente exibição e que ajude o Benfica a vencer. Vou esperar também, que ele tenha noção do que pode e não pode fazer dentro de campo...

Sábado, 27 de Agosto de 2011

Atenção: Em vez de reagir, o Benfica precisa agir

Todos os inícios de época ou quase todos, pelo menos na última vintena de anos, o Benfica costuma ser prejudicado por arbitragens tendenciosas, colocando a equipa regra geral numa posição ainda mais difícil. Atenção, não sou daqueles que desculpam os insucessos da equipa com as arbitragens, nem que escondem os erros com os homens de preto. Já por várias vezes neste espaço, tive oportunidade de problematizar o Benfica, naquilo que acho que deve ser melhorado, nomeadamente no que toca à estrutura de futebol. Mas também, não consigo fechar os olhos, perante a dualidade de critérios em certos jogos, na avaliação do mesmo tipo de lances. E este tipo de coisas acontecem quase sempre no começo de cada época a nosso desfavor. Perante isto que estratégia deve o Benfica ter perante a comissão de arbitragem, perante a Liga de Clubes, no que toca a proteger o clube desses "infortúnios"? Deve dar o clube uma palmadinha nas costas dos árbitros, manifestando inteira confiança nas suas capacidades, como fez na temporada transacta? Que belo resultado deu essa atitude.

O Benfica deve ser activo e não reactivo. Deve desde já colocar os pontos nos is. O outro clube da segunda circular, percebeu também isso, não será por acaso, agora que Luís Duque regressou ao Sporting, ele que conhece muito bem como funcionam os meandros do futebol português. A reacção dos árbitros? Boicotar os jogos do Sporting, A reacção de Pinto da Costa a esta atitude? "Os árbitros  são uns heróis". Estão a ver o encadeamento da coisa? Não digo que o Benfica deva convocar uma conferência de imprensa e exigir a profissionalização dos árbirtos, até porque isso não resolverá todos os males, mas deve impor a sua força, não no sentido de condicionar quem for arbitrar um jogo do Benfica, mas de garantir que outros não façam isso mesmo, como acontece todos os anos. A estratégia do Benfica terá que passar por sabotar todos os esquemas que possam existir à volta da arbitragem, todos os arranjinhos, todos os compadrios, e esse trabalho é um trabalho de bastidores, não algo que se faça apenas elevando a voz perante a comunicação social.

A estrutura do Benfica, essa tem que estar atenta ao que se vai passando. Temos visto Jesus abordar já a questão das arbitragens, da diferença de critérios e fez muito bem. Em Portugal quem não chora, não mama, quem não faz barulho, não tem atenção. Mas também Luís Filipe Vieira tem de ser mais inflexível nestas questões, e ser inflexível, não é ao mesmo tempo afirmar em alto e bom som, que o «sistema» está bem vivo e por outro lado dar apoio a Fernando Gomes, antigo dirigente portista, para a Liga de Clubes. Isto é dar uma no cravo, outra na ferradura, isto fragiliza a nossa posição. Vieira como dirigente máximo do clube, tem de perceber que sem coerência, a mensagem não passa para os adeptos e a coerência faz-se de acções, não de palavras. Já pudemos presenciar neste início de temporada que os sinais estão lá... o Porto tal como na época anterior vai ganhando sem convencer, mas com penalties preciosos que lhes asseguram o resultado, decisões a todos os niveis polémicas. Reparem no último jogo no dragão, o lance em que foi assinalado castigo máximo a favor do Gil Vicente, mas onde não existiu coragem em expulsar Otamendi. Reparem no penalty assinalado no mesmo jogo a favor do Porto. Convido-vos a irem ver quem era o árbitro, e porque esteve ele muito tempo sem arbitrar jogos em Portugal.

O Benfica disse algo sobre isto? Não achou o clube estranho a nomeação de um árbitro que esteve suspenso 20 meses no âmbito do «Apito Dourado» para um Porto-Gil Vicente? Mas andamos a dormir no pedaço, para permitir que esta situação passe em claro perante o país? O Benfica devia ter tomado uma atitude de força perante este cenário, é justamente neste tipo de coisas, que temos de ter uma posição firme, em vez de sermos anjinhos, esperando o melhor, fazendo de conta que nada se passa. Rui Costa disse algo a propósito deste assunto? Vieira não achou bizarro esta incrível coincidência? É preciso ser os blogs e fóruns a defender mais o Benfica que o próprio clube nestas circunstâncias? Entretanto, foram mais três pontos para o Porto, num jogo onde poderiam ter saído com uma derrota. É por estas e por outras, que embora não gostando de José Veiga, por vezes sinto a falta dele no clube, porque com ele, alguém acredita que isto passava sem uma chamada de atenção? Os campeonatos em Portugal, também perdem-se por esta inabilidade em agir nestas circusntâncias. Mais lá para a frente, para a segunda volta, onde provavelmente, estará tudo decidido, já não valerá a pena reagir.

Sexta-feira, 26 de Agosto de 2011

Falta uma alternativa para Maxi Pereira

Ou acham que Amorim pode dar conta do recado? Nim. Amorim é um jogador que como lateral direito, ataca bem, incorpora-se com acutilância nas movimentações ofensivas da equipa, mas a nível defensivo, não é garantia de estabilidade, pois esse não é mesmo o seu lugar. Wass que tem talento foi emprestado, logo não faz parte das contas para esta época, resta Maxi Pereira entregue à sua sorte, ao seu destino. Como será, vamos esperar que não, se o jogador uruguaio se lesionar? A meu ver, esta a par da falta de alternativa para Javi Garcia, são os principais défices deste plantel. São aqueles défices que não estão imediatamente à vista, mas que por alguma impossibilidade dos jogadores titulares podem tornar-se um grande problema. O mercado está ainda aberto e penso mesmo que o Benfica devia corrigir estas pequenas grandes lacunas. Mais um central de nível também não era de desprezar, já que como alternativa aos titulares, para mim só conta Miguel Vitor, os outros são fraquinhos...

Hipótese Lukaku faz sentido?

Não. Não está em causa a valia do jogador em questão, quem acompanha com alguma regularidade o futebol internacional sabe, que este jovem jogador belga é um ponta de lança poderoso com muita qualidade e que despontou muito cedo no Anderlecht. Agora com Cardozo, Saviola, Mora, Jara, mas principalmente com dois jovens no plantel com qualidade a espera de serem potenciados, no caso, Nélson Oliveira e Rodrigo, o que viria Lukaku acrescentar ao Benfica? No meu ponto de vista, viria apenas tapar a confirmação de ambos esses jogadores, que já terão dificuldade em impor-se perante a actual concorrência, quanto mais com a possível inclusão de Lukaku. Aposte-se no que temos, em vez de irmos ao mercado de forma desncessária. A existirem ainda entradas na equipa, não é a frente de ataque que está mais carenciada, com toda a certeza.

Quinta-feira, 25 de Agosto de 2011

Foi um bom sorteio para o Benfica...

O Manchester é a equipa mais difícil no grupo do Benfica. Habitual finalista da competição nos últimos anos, será o reencontrar com os red devils, já que já algumas vezes Benfica e Manchester se defrontaram na Champions. Um adversário difícil, mas que tem que ser encarado pelo Benfica como um bom desafio. Jogar em Old Trafford é sempre complicado para qualquer equipa, mas já provamos que os consguimos vencer na Luz, embora o contexto das coisas seja hoje diferente. Em termos de figuras, Vidic, Giggs, Nani, Rooney, são bem conhecidos de todos nós, mas o United vale sobretudo pelo seu conjunto. É possível vencer ambos os jogos, mas será necessário um Benfica bastante harmonioso nos seus sectores para tal ser alcançado. Mas a diferença terá que ser feita nos outros jogos.

O Basileia será à partida a equipa que discutirá com o Benfica o segundo lugar que permite o acesso à fase seguinte, embora nunca devemos deixar de pensar no posto mais alto. O campeão suíço tem alguma experiências nestas andanças, tem no seu plantel alguns jogadores interessantes, mas é um adversário claramente ao alcance de um bom Benfica. Destaque para Xherdan Shaquiri, um dos novos valores do futebol suíço e para Alexander Frei este já mais experiente. Por aqui se pode ver que não é uma equipa de grandes figuras, o seu plantel é maioritariamente constituído por jogadores suíços, valem sobretudo pelo conjunto, fazendo das fraquezas forças. No seu estádio é onde o Basel impõe a sua força, mas o Benfica pode contar com o sempre importante apoio dos emigrantes, na altura em que por lá jogar. 2 vitórias em outras tantos jogos era o ideal.

O Otelul Galati, ganhou o seu primeiro campeonato romeno na época transacta e chega à liga milionária como o grande outsider deste grupo, visto não ter grande experîência competitiva nas competições europeias. Será a sua primeira presença nesta competição e será também em teoria o adversário mais fraco deste grupo. Em termos de individualidades é difícil destacar alguém desta formação, que no seu plantel não possui nenhum jogador que nos seja mais familiar, mas se ganhou a primeira liga romena e se chegou a esta fase de grupos, terá certamente o seu valor enquanto equipa. Os romenos são por norma bons jogadores a nível técnico, não atravessam no entanto o seu melhor momento, seja a nível de selecções, seja a nível de equipas. O recente abrir de portas a jogadores de outros países, trouxe algum desenvolvimento àquele futebol, mas neste caso não se pode dizer que isso se faça sentir. A equipa é constituída na sua grande parte por futebolistas romenos. Vale pelo colectivo.

Axel Witsel foi aposta em cheio!

Aquando dos rumores da contratação de Witsel, que surgiram na mesma altura numa fase posterior, aos rumores sobre o interesse do Benfica em Danilo, tive a oportunidade de dizer aqui que optaria pelo jogador belga sem pensar duas vezes. É o jogador que o Benfica precisava desde a saída de Ramires, alguém que defende e ataca com a mesma competência, que ora auxilia Javi nos momentos defensivos, ora é a muleta de Aimar, nos momentos ofensivos, dando-lhe linhas de passe, abrindo espaços, aparecendo muitas vezes em zonas de finalização, em suma, um jogador muito completo, um médio como há poucos por essa europa fora. Tenho criticado algumas opções do Benfica no mercado, mas também sei elogiar quando o clube é criterioso no ataque ao mesmo, quando efectivamente acerta em cheio no alvo que busca, tendo em vista o colmatar das lacunas do plantel. E Witsel, caíu na Luz, com um ano de atraso, percebe-se que com ele o Benfica, ganha mais tudo: Pujança física, equilíbrio defensivo, posse de bola, passes de ruptura, capacidade de remate.

Tenho lido por aí, que Witsel é sobretudo um 10 dinâmico e que por essa versatilidade faz qualquer posição do meio campo. Se o segundo principio é verdadeiro já o primeiro nem por isso. O belga é um jogador de ligação entre sectores, utilizando a numerologia, é um 8 moderno, alguém que preenche os espaços vazios do meio campo conforme o que a equipa vai pedindo. E só alguém com uma grande inteligência táctica, só alguém que saiba ler bem o jogo, o que ao nível da relva não é nada fácil, consegue ter o tipo de movimentações que ele tem nos vários momentos do jogo, capaz de na mesma jogada de equilibrar a equipa e imediatamente, após recuperar a bola, de também ele ser mais um desiquilibrador nas tarefas ofensivas o que torna o Benfica muito perigoso nas transicções defesa-ataque, apesar de haver ainda muito espaço para progredir. Witsel pode ser a chave para o regresso do "rolo compressor".

Mais, é alguém que quando é preciso segurar a bola, tem uma facilidade muito grande de a "prender", o que dá tempo a equipa para posicionar-se de forma adequada perante o adversário, permitindo aos jogadores mais defensivos respirarem e acertarem as marcações. As comparações com Ramires são normais, mas Witsel é um jogador com outro trato de bola, com outra técnica de passe, mas com igual capacidade de ocupar espaços sem bola e com igual facilidade de impor o seu físico durante as partidas. Apesar de tudo jogadores diferentes entre si, mas embora Witsel tenha tão poucos jogos no Benfica, se manter esta bitola, será um caso sério neste Benfica e um dos pilares da equipa. O segredo dos grandes jogadores é a regularidade exibicional, vamos ver se ele a consegue ter. Conseguindo, poderá marcar uma era, assim ele o queira.

Quarta-feira, 24 de Agosto de 2011

Olá Benfica, seja bem-vindo

Foi um grande Benfica aquele que vimos esta noite no estádio da Luz. A equipa entrou desde o primeiro minuto disposta a despachar a eliminatória bem cedo e não fosse a ineficácia na hora do remate, bem como a excelente exibição do guarda redes búlgaro do Twente, Nikolay Mihaylov, e no final dos primeiros 45 minutos a coisa estava já arrumada. O Benfica foi sempre nesse período, bem como em todo o jogo aliás, muitíssimo superior aos holandeses, fazendo um pressing avassalador sobre a saída de bola do Twente, não os deixando respirar, com um Witsel imperial no apoio a um Javi Garcia de volta aos melhores momentos, para não falar de um fantástico Aimar, que pauta os ritmos do jogo a seu belo prazer, dependendo do que a equipa necessita. Só por manifesto infortúnio é que os holandeses não saíram da Luz ao intervalo com uma goleada no bolso.

Era de pensar que o segundo tempo trouxesse mais dificuldades, pensaria-se que o Twente poderia arriscar mais em busca do golo que precisavam para seguir em frente, mas aquilo que vimos, foi mais do mesmo, com uma diferença: o Benfica marcou, por três vezes e acabou com o jogo rapidamente, não fosse o Diabo tecê-las. Um grande Witsel, que juntou 2 golos a uma fantástica exibição no meio campo encarnado, foi talvez o MVP da partida, a par de El Mago. O primeiro golo então, foi soberbo. Numa noite que era especial para Luisão, pouco tempo depois de realizar 300 jogos de águia ao peito, carimbou esse feito com um belo golo de cabeça, nada a que não estejamos já habituados por parte do capitão do Benfica. Mesmo sofrendo um golo no último quarto de hora do encontro estava tudo decidido e o ideal foi alcançado: uma boa exibição, vitória e consequente apurtamento para a fase de grupos da liga dos campeões. Bem haja! Quero ver este Benfica muitas mais vezes!

Ganhar e exorcizar fantasmas

Logo mais o Benfica recebe o Twente no Estádio da Luz, para decidir finalmente quem segue para a fase de grupos da liga milionária. Depois de um empate a duas bolas fora de casa, estão todas as condições reunidas para carimbar o passaporte para a fase seguinte, mas atenção: Nada está ganho. Os holandeses mostraram ter valor na primeira mão, mostraram que podem colocar dificuldades ao Benfica e que têm dentro do plantel alguns jogadores que podem fazer a diferença. Contudo não podem existir desculpas, a obrigação é estar presente na fase de grupos, outro cenário seria quase catastrófico.

Pela convocatória de Jorge Jesus para o jogo, é relativamente fácil concluir, digo eu, que a equipa vai evoluir em campo, novamente num 4-2-3-1 e na minha óptica, de outra forma não poderia ser. Estranha a ausência de Jara todavia, entre os convocados, pelo que apenas Cardozo e Saviola serão opções para a frente de ataque. É certo que Gaitán ou Nolito poderão fazer uma perninha na frente se necessário for, mas não deixa de ser uma opção muito discutível prescindir de Jara, ainda para mais quando Mora não está inscrito para esta fase da competição e Rodrigo e Nélson Oliveira, ainda estão na ressaca do mundial de sub-20. Em relação ao jogo da primeira volta na Holanda, não faria mexidas nenhumas no onze titular:

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Alguma alteração a existir, seria a saída de Gaitán para a entrada de Enzo Pérez, continuo a achar que o Gaitán tem andado com algumas limitações físicas, mas em condições normais e apesar de ser um jogador que não cai no goto a toda gente, tem de ser titular, pois é um dos principais desiquilibradores da equipa. Tem é que ao mesmo tempo, assimilar bem o seu papel nos momentos defensivos, coisa que por exemplo, Nolito consegue fazer com mais acerto. Este tipo de jogos decidem-se nos detalhes e um simples erro pode significar a ruína. Seja dos jogadores, seja do treinador... O que quero dizer com isto? Se Jesus, por algum acaso apostar no seu 4-1-3-2, coisa que penso que não vai acontecer, vai correr riscos a mais, ainda para mais com um Javi Garcia longe do seu fulgor, da melhor forma.

Este jogo pode decidir o que vem aí na temporada do Benfica, tenho poucas dúvidas sobre isso. Um eventual afastamento da champions, poderia colocar a equipa numa espiral negativa com sérias consequências para o muito que ainda falta jogar. Uma eventual qualificação, por outro lado, pode ajudar a solidificar o Benfica enquanto conjunto, elevando o moral do plantel, mantendo toda a estrutura do clube motivada para atingir os seus propósitos principais. Uma pequena nota final para os adeptos: Deixem os assobios durante o jogo em casa, para isso melhor não ver o jogo, tenho dito! Façam a vossa parte, apoiem seja qual for o resultado.

Terça-feira, 23 de Agosto de 2011

Parcerias como esta com o Granada valem a pena!

Mais um excedentário que teve o seu rumo, o Granada confirmou a contratação do internacional argelino Yebda, sem divulgar valores pela transferência, o que faz crer que foi contratado "a custo zero", tal como um dia o Benfica o contratou. Menos um salário para pagar. Interessante ver esta, vou chamar, parceria do Benfica com o clube espanhol, para além de Yebda, Carlos Martins e Júlio Cesar foram emprestados e Jorge Ribeiro desvinculou-se do Benfica, assinando por este clube recém promovido à La Liga. Acho que o Benfica tem a ganhar com este tipo de parcerias, se as coisas forem bem feitas. A liga espanhola é uma montra para todos os futebolistas e falando particularmente nos empréstimos, se os jogadores conseguirem jogar regularmente, à partida vão ser valorizados e podem ser tirados daí benefícios financeiros. Acho esta uma boa estratégia, tendo em vista essa valorização de activos. Por um lado o Benfica liberta a sua massa salarial, por outro tem a possibilidade de rentabilizar activos que de outra forma, arriscariam muito mais facilmente a desvalorizarem-se. Claro que tudo fica pendente da utilização ou não dos jogadores no clube espanhol, mas este é o caminho a seguir.

Talento para potenciar

E se num futuro próximo, a dupla titular do Benfica fosse Rodrigo e Nélson Oliveira? Será isso possível, num clube que por norma tem dificuldade em apostar não tanto em jovens estrangeiros, mas em jovens portugueses? Olhando aos dois jogadores, fica a clara ideia de que podem se complementar, olhando ao seu talento e potencial, fica a ideia de que têm qualidade para vingar no Benfica, assim o clube e Jesus em particular acredite neles. Rodrigo, aqui no Eterno, já defendi, que pode muito bem ser a alternativa que falta a Cardozo, embora seja obviamente um jogador com características distintas deste. Nélson Oliveira é um avançado moderno, capaz de ser sozinho a referência do ataque, como aconteceu no mundial de sub-20, ou de jogar com mais alguém do seu lado. Tem a palavra Jorge Jesus.

Segunda-feira, 22 de Agosto de 2011

Zoro ataca sem a espada, mas com as palavras


"Fui tratado como um cão"

Nem vou tecer grandes comentários a esta notícia, deixo isso para vocês. Apenas uma pequena nota. Contratar às paletes não é motivo para tratar os jogadores desta forma. Isto não dignifica o clube. O Zoro não pediu para vir para o Benfica, não pediu que o contratassem, o Zoro não tem culpa de ter vindo pela mão do Veiga.

Urreta merecia mais oportunidades

Urretavizcaya, poderá estar de saída do Benfica, rumo a mais um empréstimo. Porquê pergunto eu? Porquê emprestar um jogador que durante a pré-época sempre que teve oportunidades, mostrou valor, demontrou qualidades, inclusive depois de Nolito, estava à vista de todos que era o extremo em melhor forma do plantel, porquê ostracizar desta forma Urreta? O Benfica tem um bom plantel do meio campo para a frente? Tem. Urreta tem concorrência para os lugares que pode desempenhar? Sim. Neste momento, Enzo Pérez que é um excelente jogador e mostrará isso, mas que está ainda em fase de adaptação, oferece mais garantias do que o uruguaio? Tenho muitas duvidas. Bruno César encostado, adaptado à faixa esquerda, como já vimos algumas vezes, é garantia de maior regularidade que Urreta? Não, com certeza. O que tem mais que provar este jogador?

Podemos prescindir de um futebolista que joga igualmente bem sob as duas faixas, numa época que se espera longa e difícil? Não me parece. Ou será que vem aí mais uma contratação (desnecessária) para as alas? Este é um daqueles tipos de casos, onde um jogador que mostra ter talento, não é aproveitado mo Benfica, sai do clube sem glória e posteriormente é contratado por quem todos sabemos, dando uma bofetada de luva branca a quem não soube reconhecer as suas qualidades. Para memória futura. O Benfica e Jorge Jesus em particular, ainda vai a tempo de emendar a mão e dar uma real chance a este jovem jogador, que tudo o que precisa é alguém que acredite fortemente nele. Confesso não entender o motivo porque Jesus, não tem explorado as capacidades de Urreta, que para além de não estar inscrito nas competições europeias, nem sequer é convocado para as competições internas. Está mais do que visto qual será o seu destino próximo, e digo aqui, ficarei com muita pena.

Domingo, 21 de Agosto de 2011

Vamos para o sexto Nolito?

Incrível, é o que se pode dizer do começo de Nolito de águia ao peito. Alguém poderia imaginar que nos primeiros 5 jogos oficiais o extremo/avançado espanhol iria ter 5 golos marcados? Já pode dizer aos netos, que atingiu um feito de Eusébio e ultrapassou já a marca de Coluna que tinha marcado de forma seguida nos seus primeiros 4 jogos com o manto sagrado, aliás se marcar no próximo jogo frente ao Twente, entrará para o livro dos recordes do clube, como o único jogador que marcou nos seus primeiros 6 jogos de forma consecutiva. O pantera negra parou ao sexto jogo, embora tenha marcado mais vezes, 9 tentos em 5 partidas. Onde parará este Nolito? Veremos.

Sábado, 20 de Agosto de 2011

Era mesmo preciso sofrer tanto?

3-1, foi o resultado que o Benfica conseguiu fazer ante o Feirense, esta noite na luz. Depois de uma primeira parte onde soubemos controlar o jogo e onde a vantagem mínima ao intervalo era lisonjeante para o clube de Santa Maria de Feira, o segundo tempo, trouxe novamente um Benfica nervoso, criando problemas a si mesmo. Já lá vamos. Nolito voltou a marcar, o 5º golo em 5 jogos, marca digna de registo. O golo do espanhol aconteceu sem grandes surpresas, face ao pendor ofensivo do Benfica, mas faltou eficácia no momento do remate em alguns jogadores, colocando a equipa sempre ao alcance de um dissabor. Aimar voltou a comandar o futebol ofensivo do Benfica, está na melhor forma desde que chegou à Luz, pena não ter existido o devido seguimento dos seus colegas. Mas ninguém poderia adivinhar o que aconteceria imediatamente depois.

Mais uma vez após o intervalo o Benfica apagou-se, permitindo ao Feirense crescer e ameaçar várias vezes a baliza de Artur Moraes, que voltou a evidenciar umas mãos de ferro. A medida que o jogo ia avançando, o cenário não alterou-se e perante tal passividade do Benfica no momento de pressionar o adversário quando este tinha a bola, foi com naturalidade diria eu que Rabiola, avançado do Feirense marcou o golo do empate. Jesus entretanto tirou Gaitán que diga-se, estava a jogar bem para a entrada de Witsel, mas pouco a equipa ganhou com essa alteração. Foi na base do querer e da raça de Maxi Pereira, numa jogada individual pelo seu flanco, que conseguimos chegar novamente à vantagem, assistindo o uruguaio o inevitável Óscar Cardozo que antes inexplicavelmente tinha sido assobiado, marcando o segundo golo em dois jogos. A partir daí, o Benfica acalmou mais o seu jogo, os nervos mudaram de direcção e rumaram à outra equipa e Bruno César, recém entrado, num momento de franca inspiração, marcou o terceiro golo, carimbando finalmente os três pontos. Um grande golo do antigo jogador do Corinthians.

Três notas finais: Primeiro, porquê os assobios ao Óscar Cardozo? Se fossem assobiar para a casa do.... tenham vergonha... Segundo, novamente, a equipa demonstra incapacidade para controlar o jogo, desta vez a coisa correu bem, mas ficou novo aviso de que é preciso ainda trabalhar muito tacticamente a equipa. Terceiro, uma palavra para Bruno César, que com o golo que marcou, comprova toda a qualidade que tem. Importante para ele ganhar confiança e assumir-se como opção mais constante. No lugar de Aimar, claro.

Até quando?

É a pergunta lançada pelo BnRB, do qual tirei a imagem supra. Até quando, meus Senhores?

Feirense para vencer e convencer

O Benfica recebe logo mais o Feirense, clube que ascendeu à primeira liga esta temporada. Se na primeira jornada, deixamos os dois primeiros pontos perdidos, em casa de outro recém promovido, no caso o Gil Vicente, não é difícil concluir que o único resultado que interessa, como sempre aliás, é a vitória. Mas tão ou mais importante do que a vitória, é a respectiva exibição da equipa. Tem que ser um Benfica forte, autoritário, convicente, aquele que entrar dentro de campo, capaz de devolver a ilusão aos sócios, adeptos e simpatizantes, um Benfica que faça deste jogo uma catapulta para os próximos jogos. Vem aí um desafio importante para a liga dos campeões, ante o Twente, mas as nossas energias devem estar para já concentradas no Feirense, sem nunca subestimar o adversário.

Para este jogo, Jesus pode muito bem retornar ao seu 4-1-3-2, diria eu, que é a táctica ideal para enfrentar este desafio. E sou da opinião de que deviam existir algumas alterações, para além daquelas óbvias por causa da mudança de sistema, como é o retorno de Saviola:

(Clicar para aumentar)

Se olharem, face àquela que deveria ser a equipa tipo no 4-1-3-2, incluí no onze três alterações fundamentais, as quais passo a explicar. Capdevila, porque penso tratar-se do jogo ideal, para devolver ao espanhol os minutos de competição que precisa, para além da confiança inerente a esse factor. Emerson tem estado a meu ver relativamente bem, mas com pouca profundidade ofensiva, o que neste sistema é fundamental. Depois, entendi meter Enzo Pérez no lado direito do meio campo, primeiro porque Gaitán, parece apresentar alguns problemas físicos e as suas exibições não têm sido particularmente positivas no seu todo, segundo porque é importante dar confiança ao Enzo, pois trata-se de um excelente jogador, juntava-se pois o útil ao agradável. Finalmente Bruno César no lugar de Aimar. E porquê? Simples, em 9 dias o Benfica irá contra o Feirense realizar o terceiro jogo e com o Twente à porta, entendi por bem poupar Aimar e apostar no brasileiro que tal como Capdevila e Enzo, é uma opção segura dentro do plantel e precisa começar a ser aposta no seu lugar de origem, não constantemente adaptado às alas.

É importante perceber, que um possível revés neste jogo, é entregar mais dois ou três pontos ao rival do norte, esse cenário pura e simplesmente não pode acontecer. Lembro-me que na última vez em que fomos campeões, empatamos com o Marítimo em casa o primeiro jogo, para depois embalarmos numa série de exibições e resultados positivos, que colocaram o clube na rota do título. É precisamente isso que precisamos repetir, a tal onda vermelha só aparecerá se a equipa corresponder. Apesar de exisitirem alguns sinais preocupantes nos últimos dois jogos, tema a que já aludi no Eterno, Jorge Jesus tem todas as condições para fazer um bom campeonato, mas para isso não podemos escorregar em jogos contra o Feirense, com todo o respeito que tenho pelo modesto clube de Santa Maria da Feira.

Sexta-feira, 19 de Agosto de 2011

Deve ser emprestado Franco Jara?

Tem sido notícia de que Franco Jara pode estar de saída por empréstimo, seguindo o mesmo rumo de Carlos Martins ou Júlio Cesar, ou seja, cedido ao Granada da primeira divisão espanhola, clube recém promovido este ano. Após uma época de estreia, onde até meados de Janeiro foi jogando a conta gotas, o argentino jogando na maior parte das vezes desposicionado no terreno, sob as alas, principalmente após as lesões de Gaitán e Salvio, deixou a sua marca, mostrou faro de goleador, marcando 11 golos, 6 deles no campeonato, sendo que marcou um dos golos da vitória do Benfica na final da  Taça da Liga ante o Paços de Ferreira. Esperava-se que esta temporada fosse a época da sua plena afirmação, após uma adaptação que costuma ser natural em alguns jogadores sul americanos, quando chegam à europa, não com todos. Mas com o excesso de avançados no plantel, ainda por cima com alguns jovens talentos a quererem afirmarem-se, casos de Nélson Oliveira e Rodrigo, faz sentido ponderar um empréstimo do internacional argentino nesta altura? Seria benéfico para o jogador tal cenário?

Não e sim. Não acho que faça sentido a saída de Jara neste momento. Apesar de um início de época nada positivo para ele, estamos a falar de um jogador que demonstrou já qualidade. O que seria natural seria deixá-lo crescer de forma sustentada de forma a ser uma mais valia, mas do ponto de vista do jogador e pensando em ser titular de forma mais regular, o empréstimo poderia ser positivo. Nota-se de que é um futebolista que precisa ter uma sequência de jogos, para poder estar mais tranquilo e demonstrar o seu valor, no Benfica, sempre que tem aparecido ultimamente, parece estar sobre brasas, querendo fazer tudo depressa demais, o que o prejudica. Cardozo e Saviola deverão ser os avançados mais utilizados, depois há Rodigo Mora cuja situação continua indefinida, mas estamos a falar de um bom jogador que tudo o que precisa são oportunidades. Oportunidades que também são reclamadas pelo Nélson que está a demonstrar ser um jogador adulto no mundial de sub-20 e por Rodrigo que tem características muito interessantes, ambos podem ser potenciados por Jesus. Para isso alguém poderá ter que sair, será Jara a pagar esse preço? Espero que fique e que vá sendo opção.

Quinta-feira, 18 de Agosto de 2011

Onde deve melhorar este Benfica?

Respondo de imediato, fundamentalmente duas situações: saber controlar o jogo e nos processos defensivos sem bola, duas coisas que estão directamente interligadas entre si. Vamos por partes.

Saber controlar o jogo

Se alguma coisa pudemos ver nestes primeiros jogos da época, é a incapacidade que o Benfica manifestou em segurar vantagens no marcador, acabando por conceder consecutivamente 2 empates. Isto acontece porquê? Há várias explicações, desde logo Aimar. Se repararmos, Aimar é o único jogador dentro do plantel do Benfica, daqueles que têm jogado pelo menos, que tem a capacidade de gerir os ritmos de jogo, conforme as necessidades da equipa. Acelera quando tem que acelerar, põe gelo no jogo, quando a equipa precisa resguardar-se. Sem Aimar o Benfica demonstra uma inabilidade em controlar o jogo, fica mais exposta ao pressing dos adversários. Aimar diga-se é a peça fundamental que faz girar todo o futebol do Benfica. O Benfica precisa aprender a jogar sem ele e Jesus tem no banco uma solução que não testou ainda: Bruno César. Indo além disso começa a ser preocupante como o nosso meio campo, seja qual for o sistema utilizado, desaparece em momentos cruciais, fazendo pouco bom uso da posse bola, revelando um nervosismo crónico no momento do passe. É verdade que existem jogadores novos, que estão ainda apreendendo a forma de jogar da equipa, mas é necessário maior acerto na altura do primeiro passe.

Processos defensivos sem bola

Este é o ponto crucial pelo qual considero que temos balançado mais durante as últimas duas partidas e um problema que vem já desde a temporada transacta. O Benfica tem defendido mal sem bola, as movimentações dos jogadores começando na defesa não são as mais correctas, as linhas entre a defesa e o meio campo apesar de muitas vezes juntas, estão posicionadas de forma errónea, abrindo espaços que um bom jogador que saiba ler o jogo, pode muito bem aproveitar. É verdade que e pensando na defesa, Artur, Garay e Emerson são jogadores recém chegados, assim como Witsel ou Nolito no meio campo e que demora tempo até toda esta máquina estar bem oleada. Mas vamos além disto, reparem quando o Benfica não tem a bola, principalmente sem Aimar em campo, onde está Javi Garcia... está na maior parte das vezes funcionando como um terceiro central. Se isso ajuda os centrais, abre ao mesmo tempo um buraco no centro do terreno, já que Witsel tem outros fogos que apagar, como não seja o apoio aos laterais. E fica ali no centro um vazio que demora a ser preenchido. Não percebo tamanho recuo do espanhol nessas situações, não estou a falar de bolas paradas. É preciso também ter em atenção, que nos momentos sem bola, os extremos ou interiores precisam recuar e ajudar os laterais, isso nem sempre é feito.

Melhorando estes dois aspectos, o Benfica pode e de forma muito saliente consolidar o seu jogo, impondo os seus pontos fortes aos adversários. Trabalho táctico que Jesus deve ter em atenção. Se tal não acontecer, temo que poderemos ter calafrios que nos poderão custar caro. Os processos ofensivos, esses estão muito mais mecanizados, saiem de forma quase natural, dada à qualidade dos jogadores que o Benfica dispoe. É o processo inverso, aquele em que Jesus precisa concentrar os seus conhecimentos. E rápido.

Quarta-feira, 17 de Agosto de 2011

Este post é para ti Óscar Tacuara Cardozo

Tinha que escrever este post, porque acho que o terceiro anel é demasiadamente injusto para com Óscar Cardozo. Sim, não é um jogador com um estilo de jogo que agrade à maioria dos adeptos, não é aquele avançado que finte 1, 2 e três adversários antes de marcar, não é alguém que faça da velocidade a sua principal arma, mas é um um goleador. De uma vez por todas e para o bem do Benfica, os adeptos, aqueles que ainda não perceberam que ele é fundamental para a equipa, precisam aceitar o jogador que Cardozo é, aceitar as suas características, sejam os pontos fortes, seja as suas limitações. De uma vez por todas os benfiquistas precisam dar o mérito, a quem não é apenas o melhor marcador estrangeiro da história do clube, é dos melhores de sempre. De uma vez por todas, aqueles que perdem facilmente a paciência com o seu futebol e que ao primeiro passe falhado, ao primeiro golo falhado assobiam-no, precisam começar a assimilar a ideia de que quando isso acontece, a atitude tem que ser a contrária: apoio, incentivo, pois já todos sabemos o que ele pode valer: golos. É essa é sua arte, é esse o seu estilo, é esse o seu jogo.

Quero lançar este apelo já, ainda com a época no seu início, quero que aqueles que me estão a ler e que costumam ir à Luz, aqueles a quem o Cardozo ainda não caíu no goto, invertam o paradigma, que entendam que a equipa precisa de todos os jogadores concentrados e motivados. É preciso quebrar certos dogmas, certos mitos.

Não é verdade que Cardozo não se aplica, não é verdade que ele seja um mau profissional, não é verdade que esteja sempre com a cabeça fora do Benfica, não é verdade que o Benfica sem ele, fica mais forte. Não é verdade que ele seja um jogador limitado, não é verdade que Cardozo marca golos que outros quaisquer no lugar dele fariam o mesmo. Entenderia todos estes argumentos se ao fim de 4 épocas, estamos a entrar agora para a quinta, se ele tivesse uns 20 golos, não é o caso pois não? Já vai em 101. Não é verdade que só marca golos, como se isso fosse pouco. Não é verdade que emperra o jogo atacante da equipa, não é verdade que uma equipa como o Benfica se quiser ganhar títulos, tem que jogar sempre com avançados moveis.

Cardozo não é imune a críticas, nem ele nem ninguém. Merece ser criticado quando assim o merece, não é um jogador perfeito. Mas merece sobretudo que os benfiquistas, a maioria, comecem a tratá-lo de uma outra forma, enquanto ele ainda "cá" está, não apenas quando um dia se for embora, quando puxarmos pelas recordações e virmos que afinal de contas ele não era assim tão mau. Cardozo merece ser reconhecido, pelo jogador que é, HOJE. Não amanhã.

Terça-feira, 16 de Agosto de 2011

Um resultado que não deixa de ser positivo

2-2, foi o resultado que o Benfica arrancou na Holanda, frente a um adversário que colocou grandes problemas ao Benfica. Jorge Jesus emendou a mão e apresentou um esquema de 4-2-3-1 com Cardozo na frente de ataque, com vista a ter um meio campo mais reforçado. Mas o início de jogo foi problemático já que sofremos o primeiro golo, bem cedo no jogo e temia-se que a equipa se desergonizasse, o que não aconteceu. O Benfica soube manter a calma nesse período e soube reagir com carácter, dando a volta jogo com um grande golo de Cardozo e com Nolito a culminar uma bela jogada do ataque encarnado. Pensava-se então que o Benfica poderia ter o jogo controlado e até ao fim da primeira parte as coisas foram acontecendo, mais ou menos ao ritmo que o Benfica queria, apesar dos holandeses nunca desistirem realmente de atacar.

Veio o segundo tempo e aquilo que vimos foi um Benfica nervoso, bastante pressionado pelo Twente, que criou inúmeras chances de golo, vários lances de perigo, sobressaíndo um gigante Artur, a quem podemos agradecer pelo empate. Não fosse ele e teríamos saído da Holanda com um resultado negativo, foi fundamental a frieza entre os postes de Artur. Mas quando o guarda redes é o destaque, algo vai mal no resto da equipa. O Benfica desceu de produção nesta segunda parte, voltou a demonstrar, tal como em Barcelos, grandes dificuldades em controlar o jogo, mas o mérito tem que ser dado ao Twente que meteu dois jogadores que deram bastantes dores de cabeça aos nossos defesas. Ola John que veio dinamizar o flanco esquerdo e o ponta de lança austríaco Janko, os dois deram novo gás ao ataque holandês e após o 2-2, golo que devia ter sido anulado por falta sobre Emerson, adivinhava-se uns 10 minutos finais frenéticos.

Soubemos segurar o resultado e o saldo final tem que ser considerado positivo, um empate com golos neste tipo de eliminatórias é sempre bom. Mas há que ter a consciência que nada está ganho, que o Twente tem muito valor e que se tivesse ganho ao Benfica, teria que se aceitar esse resultado, dado o futebol que apresentaram no segundo tempo. O Benfica é melhor que o Twente não tenho dúvidas, temos um jogo em nossa casa para carimbar a passagem para a fase seguinte, mas nunca subestimando o valor deste nosso adversário.

Algumas notas finais. Óscar Cardozo. Quem disse que ele não podia render num 4-2-3-1? Eis a resposta. O paraguaio é um jogador fundamental para o Benfica, independentemente do sistema de jogo e ele também decide jogos, como se viu no golo que marcou. Witsel e Nolito deram novamente boas indicações, um pelo pulmão incansável no meio campo, outro por ter marcado novamente, 4 golos em 4 jogos. Mas o grande destaque deste jogo vai mesmo para Artur Moraes. Fantástica exibição do brasileiro, evitando vários golos feitos, dando segurança à equipa, demonstrado o seu valor. Há muito tempo que não via uma exibição assim de um nosso keeper.

Que sistema utilizar na Holanda?

Voltamos à velha questão, lembro-me que na temporada passada e após alguns jogos de pré-época onde o 4-3-3 tinha sido testado com sucesso, que discutia-se se não seria essa a táctica mais adequada para a equipa que o Benfica tinha na altura. Este ano, o mesmo acontece, só que desta vez, não se trata bem de um 4-3-3, mas de uma variação do mesmo, o 4-2-3-1. Num jogo fora de casa convém ao Benfica equilibrar a equipa no meio campo, jogando no erro do adversário em contra-ataque e neste sentido o 4-2-3-1, seria a opção mais correcta. Será que esta táctica com o tempo vai cair em desuso como aconteceu na temporada transacta com o 4-3-3? Só se Jesus for muito inocente... e voltar a cometer os mesmos erros.

Mas atenção... o 4-1-3-2 em jogos deste tipo, pode funcionar, mas nunca com dois alas abertos nas alas, vamos supor Nolito e Gaitán, apenas com Javi Garcia para segurar o meio campo nos momentos defensivos, dando um trabalho extra a Aimar, ou quem jogar no seu lugar nos momentos defensivos. Já todos percebemos que esta táctica dessa forma não resulta, não é preciso lembrar os jogos com o Shalke e Lyon fora a contar para a liga dos campeões na edição anterior desta competição. Como comecei por dizer não seria esta a táctica que utilizaria, mas a ter que ser, que seja desta forma:

 (Clicar para aumentar)

Reparem que coloquei Witsel como interior direito, justamente para garantir a tal segurança defensiva no meio campo, muitas vezes inclusive, jogando em cunha com o espanhol quando perdemos a posse de bola e nos momentos com bola libertando Nolito, Aimar e Saviola, para servirem Cardozo. Coloquei Nolito no lugar de Gaitán, mas se colocasse o argentino o raciocínio seria exactamente o mesmo. Mas quem tem coragem neste momento de mandar Nolito para o banco? É provavelmente o jogador em melhor forma. No caso de indisponibilidade de Aimar, avançaria Bruno César ou Gaitán para o seu lugar, sendo que eu optaria pelo jogador brasileiro.

Dito isto, o 4-2-3-1, parece-me o sistema ideal para anular os pontos fortes do Twente, ainda para mais tendo nós jogadores rápidos e moveis, capazes de confundir as defesas contrárias com as suas movimentações, devidamente sustentados por um meio campo mais coeso e reforçado. E não teria qualquer problema em utilizar Óscar Cardozo como a referência atacante, pelo contrário:

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Alguns de vocês poderão estar a perguntar-se, mas porque raio tirou ele Saviola, estando esta até a jogar bem? É uma opção. Acho que esta partida perde Cardozo como referência de área, mas se a decisão passasse por jogar com o Conejo, compreenderia perfeitamente. A dúvida se Aimar joga ou não? Bem, como já referi, metia Bruno César. Mas estou com um feeling de que o sistema que vai ser utilizado por Jesus será mesmo o seu sistema predilecto. Desde que o Benfica ganhe... Não podem existir desculpas.

Segunda-feira, 15 de Agosto de 2011

Faça-se Luz sobre o Twente

A partir de hoje, no Eterno Benfica, lancaremos a antevisão dos jogos europeus de uma maneira diferente. Vamos pesquisar a fundo sobre os nossos adversários. Vamos conhecer o seu estádio, a sua história, palmarés e histórico. Vamos saber o que os seus adeptos acham dos jogos contra o Benfica, o que pensam sobre nós e como avaliam a sua própria equipa. Faça-se luz sobre o Twente. O post é longo, mas vale a pena ler e teve colaboração primordial e fundamental do JNF.

BI


O CLUBE

Fundação e Êxitos Precoces

Fundado em 1965 pela junção do Sportclub Enschede com o Enschedese Boys, desde cedo que o FC Twente conseguiu alcançar bons resultados que permitiram consolidar o seu estatuto entre as principais equipas do futebol holandês. Não sendo um grande, era uma equipa respeitável e que conseguiu ficar nos cinco primeiros lugares da Liga por cinco vezes logo nos 8 primeiros anos da sua história. Os bons resultados sucediam-se e mesmo na Europa o Twente conseguia alguns brilharetes, tendo inclusivamente atingido a final da Taça UEFA em 1974/75, onde caiu aos pés do Monchengladbach. O primeiro troféu surgiria naturalmente, em 1976/77, quando os Tukkers bateram o Zwolle na final da Taça Holandesa.

Da estagnação desportiva à bancarrota

O início dos anos 80 são de má memória para os adeptos do Twente. Uma descida de divisão e a estagnação do clube em termos desportivos, associados a um futebol de fraca qualidade, valeram o epíteto de “boring Twente” aos Tukkers. O clube em expansão estagnara. Apesar de continuar a conseguir alguns bons resultados, nomeadamente entre 1988 e 1990 (três terceiros lugares), o Twente não era uma equipa atractiva. O sucesso era ocasional e passageiro, sendo que por apenas uma vez na década de 90, em 1997, o Twente voltou a marcar presença no pódio da Eredivisie. Ganhariam a Taça da Holanda em 2001, ao baterem o PSV, mas as dificuldades económicas adensavam-se e o clube esteve à beira de fechar portas no final da época 2002/03, quando declarou bancarrota.


Reestruturação e sucesso

Joop Munsterman, adjuvado por Johan Plageman, assumiu o clube em 2003 e iniciou um processo de reestruturação financeira baseado na venda de alguns activos de bom valor e contratando jogadores em final de contrato. A estratégia surtiu efeito e o Twente reequilibrou as suas finanças. Paulatinamente conseguiria alguns sucessos como a chegada à final da Taça em 2004 e a chegada à UEFA Champions League, pela primeira vez na sua história, em 2007/2008. No entanto, os grandes êxitos ainda estavam para vir. Foi com alguma surpresa que, liderados por Steve McClaren, os Tukkers conquistaram a Eredivisie na época 2009/10 (no início da temporada até tinham sido eliminados na pré-eliminatória da Champions pelo… Sporting), mas maior que a surpresa só mesmo o mérito. 16 vitórias em 17 jogos em casa mostram o poderio do Twente quando joga no De Grolsch Veste. Sucedeu-lhe o nosso bem conhecido Michel Preud’homme, que desde cedo deixou a sua marca ao conquistar a Supertaça e, mais tarde, a Taça Holandesa, sendo ainda vice-campeão.



ENCONTROS ANTERIORES

SL Benfica vs. FC Twente – nunca se defrontaram
SL Benfica vs. Equipas Holandesas – 19J, 7V, 7E, 5D, 30GM, 23GS
FC Twente vs. Equipas Portuguesas – 2J, 0V, 2E, 0D, 1GM, 1GS

PALMARÉS

1 Eredivisie – 2009/10
Segundo lugar – 1973/74, 2008/09, 2010/11

3 KNVB Cup – 1976/77, 2000/01, 2010/11
Finalista vencido – 1974/75, 1978/79, 2003/04, 2008/09

2 Johan Cruijff Shield – 2010/11, 2011/12
Finalista vencido - 2001/02

Taça UEFA
Finalista vencido – 1974/75


O QUE DIZEM OS TUKKERS?


À semelhança do que se faz em outros países, nomeadamente em Inglaterra, com o famoso Spyin' kop dos adeptos do Liverpool, decidimos também recolher opiniões entre os adeptos do FC Twente. Agradecemos a disponibilidade do Bartole, m-twente Enschede e do bem disposto Wallace, todos do fórum www.fctwente.net.

1. O FC Twente atravessa, actualmente, os melhores anos da sua História. Quais são as expectativas para esta temporada, tanto nas provas internas como nas europeias?

Bartole: Acho que podemos ser considerados candidatos ao título, juntamente com o Ajax e PSV. Na Europa, chegaremos na pior das hipóteses à Europa League. Podemos chegar à Champions League, mas não acho que sejamos favoritos (talvez 60-40).

m-twente enschede: Desejamos a Liga, mas também há o Ajax e o PSV.

wallace:
Desejamos o melhor mas esperamos o pior. Somos tukkers e confiamos no Joop (presidente do FC Twente).

2. Mudaram de treinador principal pela segunda época consecutiva. Por que razão Michel Preud’homme deixou o comando técnico do Twente?


Bartole: Dinheiro, dinheiro, dinheiro.

m-twente enschede: Dinheiro, dinheiro.

wallace: Preud’homme deixou-nos pelos petro-dólares. Se sentimos a sua falta? De modo algum, nunca temos saudades de ninguém. Vocês sentem falta de Ronald Koeman? Não. Compreendem?

3. Co Adriaanse treinou o FC Porto na época 2005/2006 e venceu a Liga Portuguesa. Consideram-no o homem certo para o lugar que ocupa ou não acreditam que ele seja capaz de levar o Twente aos seus objectivos?

Bartole
: Penso que se trata de um treinador muito bom para nós. É o homem certo no local certo. As suas equipas jogam um futebol atractivo, o que é algo importante para o Twente. Na minha opinião, é a melhor opção após a saída de Preud’homme.

m-twente enschede: É o melhor treinador holandês.

wallace: Se o Co é o treinador certo para nós? O que é que achas… por favor! Ele conquistou a Supertaça holandesa. Mesmo antes de a época começar. E vocês, o que acham do vosso treinador, o sósia Koos Alberts?

4. O Twente está mais ou menos forte esta época, comparando com a anterior? Quais os principais jogadores contratados e vendidos nesta pré-temporada?


Bartole: Até agora só perdemos o Theo Janssen (jogador-chave). Contratámos o Willem Janssen e o Tim Cornelisse. Dentro de uma semana o Leroy Fer sera comprado. Creio que estamos mais fortes, e a razão para tal chama-se Co Adriaanse.

m-twente enschede: Vendemos o Janssen ao Ajax. Contratámos o Tim Cornelisse ao Utrecht e o Willem Janssen ao Roda JC.

wallace: Estamos fortíssimos... e estaremos muito mais ainda dentro de uma semana. O Leroy Fer vai ser contratado ao Feyenoord. Conhecem o Feyenoord? Um grande clube. Mas nos anos 30. É bom que se recordem do Fer, o novo Frank Rijkaard! Conhecem-no? O Fer é ainda mais alto, mais rápido e mais forte...

5. Qual é o vosso melhor jogador?

Bartole: Bryan Ruiz

m-twente enschede: Bryan Ruiz.

wallace: Ao passo que toda a gente adora o Bryan Ruiz, o nosso melhor jogador é, de longe, o bombardeiro dos Alpes, Marc Janko. Uma besta assassina de quase 2 metros. Que animal! Não tem um dente na boca, tem cicatrizes e tatuagens por todo o corpo e marca golos de olhos fechados. Se vocês trazem o Luisão, o velhote, nós levamos o “Terminator Austríaco”. Tem uma maravilhosa colecção de bolsas de couro.

6. E o pior (de entre os que serão, provavelmente, titulares)?

Bartole: Na minha opinião são os laterais Tim Cornelisse e Dwight Tiendalli.

m-twente enschede: Tim Cornelisse.

wallace: O jogador mais fraco do Twente é ... bom, na verdade foi vendido no outro dia. Theo Janssen. Nunca ouviram falar? Não é de admirar.

7. Estão satisfeitos com o sorteio do playoff da Liga dos Campeões?

Bartole: Sim, estou satisfeito. O Lyon e o SL Benfica eram as melhores opções para nós.

m-twente enschede: Sim, o Benfica era a equipa mais fraca. Poderia ter-nos calhado o Villareal, o Lyon, o B. Munchen ou Arsenal.

wallace: Não nos importamos com os resultados dos sorteios. Apenas recolhemos a informação e alugamos 8 Boeings para viajar até onde o Twente joga. Há dois anos tomámos metade da cidade de Paris aquando do jogo com o Paris Saint Germain. Tranquem as vossas mães, mulheres e crianças em casa.

8. O que sabem acerca do SL Benfica?

Bartole: Clube com mais sócios do mundo. Têm como novos jogadores Garay, Capdevila, Matic, Witsel. Estádio agradável e forte influência sul-americana no plantel. E, claro, a “besta“ Luisão.

m-twente enschede:
Uma grande História, clube com mais sócios do mundo. Grande clube em Portugal.

wallace: Tudo. O vosso melhor jogador é Eusébio. Ele nasceu em Mogadishu. Certo?

9. Se pudessem contratar um jogador da nossa equipa, qual seria?


Bartole: Pablo Aimar.

wallace: Difícil ... hmmm ... um jogador de vossa equipa ... podem citar alguns? Hélder Postiga, não, esperem, Maniche. É ele. Bom jogador. Ou Meireles. Como podem ver, o Benfica não tem segredos para nós.

10. Foi noticiado, em Portugal, que Bryan Ruiz poderia ser contratado pelo SL Benfica neste verão. Qual seria o valor de mercado do jogador, na vossa opinião?


Bartole: Ele tem uma cláusula que lhe permite rescindir o contrato no valor de € 15M.

m-twente enschede: 100M

wallace: O clube colocou uma cláusula de rescisão, no seu contrato, de € 15M. É um preço um pouco baixo, mas há mais dinheiro a entrar nos nossos cofres que a sair. Somos o clube financeiramente mais saudável da Holanda. Comemos kiwis em vez de hamburguers.

11. Qual será o onze titular do FC Twente frente ao SL Benfica?

Bartole: Mihaylov; Cornelisse, Wisgerhof, Douglas e Tiendalli; Brama, de Jong e Janssen; Ruiz (espero eu), Janko e Berghuis

wallace: Começaremos o jogo com onze jogadores, é certo. Um deles será o Fer. Outro será o “Planko”. Wisgerhof, o rufia. Douglas, o gigante. E Brama. Conhecem-no? Mas vão conhecer, meus caros, vão conhecer.

12. Quais os vossos prognósticos para ambos os jogos?


Bartole: Vitória por 1-0 em casa, derrota em Lisboa por 2-1.

m-twente enschede: Vitória por 2-0 em Enschede; derrota em Lisboa por 1-0.