segunda-feira, 2 de maio de 2011
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Benfica vence mais um amigável
Foi provavelmente um dos treinos mais concorridos de sempre na Luz. O Benfica, de coletes vermelhos, recebeu e venceu o Elm... o Beira-Mar, de coletes amarelos, em mais um jogo a contar para o campeonato nacional. Cumpriu-se calendário naquilo que foi um excelente teste para o que vamos encontrar na quarta. Não, não falo dos onze adversários, mas sim dos três supostamente neutros que presentearam o público da Luz com uma das arbitragens mais desavergonhadas dos últimos tempos. Com a vitória alcançada, o Benfica ganhou o dia. Com a exibição conseguida, Elmano Santos ganhou a noite.O Benfica iniciou o jogo com a determinação necessária para levar de vencida os aveirenses, mas devido à falta de rotinas e também, diga-se, devido à falta de sorte, não foi possível adiantar-se no marcador. Com Luís Filipe muito activo, apesar das evidentes limitações que possui, foi graças a combinações do titular mais antigo do plantel com Carlos Martins e Aimar que surgiram os primeiros lances de ataque encarnado. À esquerda, a falta de ideias e de qualidade eram evidentes, com Fernández em péssimo plano, incapaz de construir uma jogada de ataque. E era neste ritmo monótono, em que nem as bolas ao poste nem as grandes defesas (uma para cada lado) traziam emoção de tão desinteressante que era o jogo e tão fraco o cenário, que o tempo passava. E para espevitar os pouco mais de 25.000 que foram à Luz, eis que surge o protagonista principal, de seu nome Elmano Santos, que consegue anular um golo que todo o Estádio viu. Três animais vestidos de preto e nenhum deles viu. Ou melhor, não duvido que tenham visto, mas daí a ter coragem para fazer o que é devido, enfim, ainda vai uma boa distância. Porque como dizia um comunicado de uns patetas, o erro é normal, mas não é assim tão normal que aconteça sempre contra os mesmos.
O Benfcia entrou no segundo tempo com outra atitude e logo nos minutos iniciais foi Kardec que, após bom trabalho de pés, confundiu Hugo e atirou a bola com tanta precisão que acertou no poste esquerdo da baliza de Rui Rego. O Benfica insistia e conseguia um maior domínio territorial que na primeira parte, e após um erro (mais um) de Sidnei, o brasileiro recupera a bola e lança um ataque rápido que acaba por finalizar isolado na cara do guarda-redes. O primeiro estava feito. Sentindo o golo, o Beira-Mar reagiu e lançou-se no ataque causando algumas dificuldades a Júlio César, que esteve sempre à altura. Com o crescimento aveirense, Raul José lançou em campo Peixoto (aplaudido, imaginem) e Cardozo simultaneamente, entrando Maxi Pereira pouco depois devido a lesão de Luís Filipe. E foi com o uruguaio em campo que o Benfica chegou ao golo da tranquilidade, num slalom de Maxi, pela direira, que flectiu para o centro e entregou a Jara, que rompendo por entre os centrais, ficou cara-a-cara com Rego e fez o segundo. Um golo que serve para apagar uma má exibição do nosso "Tévez".Até final, o Beira-Mar fez entrar um jogador da nossa formação emprestado por nós, Yartei, que após alguns lances perdidos fez um dos golos do campeonato, num disparo fortíssimo sem hipóteses de defesa. Golaço do ganês, para benfiquistas ver.
Não há muito mais a dizer, o Benfica segurou matematicamente o segundo lugar pois este ano as posições no campeonato decidem-se, em caso de igualdade pontual, pela diferença entre golos marcados e sofridos, e não pelo confronto directo entre os empatados. O Benfica passou no teste com o Beira-Mar e agora segue-se a segunda mão da meia-final contra o Porto. Exige-se concentração para passar uma eliminatória que temos na mão. Espero uma atitude e uma inteligência que, por exemplo, não vi em Eindhoven. Até porque o Porto é bem mais forte que o PSV.
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Revolução total (até no treinador)
Foi um Benfica totalmente transfigurado, a começar em campo com os jogadores, onze caras novas face aos titulares no jogo com o PSV, mas também no banco, com Raúl José a substituir o castigado Jorge Jesus, aquele que se apresentou na Figueira da Foz com o objectivo de cumprir calendário. Não adianta muito escalpelizar uma derrota numa prova que já não interessa há umas boas semanas (desde Braga), o Benfica tem apenas de rodar o plantel e dar minutos no campeonato aos menos utilizados, de modo a descansar os habituais titulares para as três provas que interessam ganhar. Isto é pragmatismo.O jogo foi um longo bocejo que permitiu continuar a avaliação de alguns jogadores com menos minutos. E o curioso é que no meio de tanta mediocridade, é fácil destacar o melhor e o pior. Num pólo Carole, no outro Menezes. O jovem francês mostra um futebol aguerrido, com ideias, bom pés e uma capacidade de execução bem acima da média. Tacticamente é difícil dizer o que fez dada toda a descoordenação entre os onze amigos que se juntaram na Figueira, mas pareceu sempre, em todos os aspectos do jogo, um dos melhores. Dois anos depois, Menezes ainda é jogador do Benfica. Porquê? Não sei. Não vejo uma única característica no seu futebol que me agrade. Não é rápido, não tem bons pés, não executa, não pensa, é apenas um corpo inerte que ocupa espaço.
As críticas a fazer em relação ao que se passou, e que acabou por ser o espelho de uma época mal preparada, são muitas, mas vou deixar apenas dois pontos. Jesus é culpado. Apesar de tudo, a equipa de ontem entrou em campo com Sidnei, Airton, Peixoto, Martins e Jara, todos eles com qualidade para fazer parte do plantel do Benfica. Foi pena que, durante a época, não tenha havido gestão de esforço e rotação destes elementos com outros do plantel. Exemplos práticos? Jara poderia ter jogado mais minutos quando Saviola esteve em péssima forma no final de 2010, Martins poderia ter alternado mais com Aimar ou Salvio, Airton (nunca foi presença assídua, nem no banco) podia ter rendido Javi mais vezes, por aí fora. Vieira também não está isento de culpas. De forma alguma. Não caiu na tentação de destruir um plantel campeão de alto a baixo (o que seria fácil, dadas as propostas que houve nomeadamente por Cardozo, entre outros), mas não soube substituir convenientemente algumas saídas e manteve algumas posições com lacunas crónicas. Isto a nível de jogadores, falta o resto. Mas isso ainda dará outro post.
quinta-feira, 24 de março de 2011
À Benfica!
segunda-feira, 21 de março de 2011
Velhos são os trapos
Sem grandes objectivos pelos quais lutar neste campeonato, o Benfica apresentou-se na Mata Real frente ao Paços de Ferreira sem alguns habituais titulares, numa tentativa clara de fazer uma rotação equilibrada de modo a poupar os mais cansados, dar minutos aos menos utilizados e, com isto tudo, não perder grande qualidade de jogo. Conseguiu. O Benfica foi claramente superior a um Paços que luta pelos lugares europeus e mereceu a vitória, mas não por números tão dilatados.Entrada demolidora do Benfica que chegou a uma vantagem de 3 golos em menos de 25 minutos: primeiro Cardozo, de grande penalidade bem assinalada por murro de Cohene na cara de Javi Garcia, enganou o guarda-redes pacense ao enviar a bola para o seu lado mais fraco, o esquerdo; depois Aimar, a receber um excelente passe do seu amigo Saviola, e com frieza a finalizar a jogada; por fim, Nico Gaitán, no melhor golo da noite, colocou a bola "na gaveta" com um remate cheio de classe e intenção, após assistência de Cardozo. O Benfica jogava bonito, dominava o encontro a seu bel-prazer e com três golos tão bem conseguidos pensou-se que a sempre complicada deslocação a um dos campos mais pequenos e antigos da primeira divisão teria sido um passeio. Não foi. Por demérito do Benfica, que não soube (nem sabe) gerir o jogo e jogá-lo de forma pausada, sem ser em alta velocidade, e também por mérito dos comandados de Rui Vitória, que tiveram coragem e qualidade para, após três golos sofridos, marcar um e enviar uma bola ao poste no minuto imediatamente a seguir, tendo ainda criado maus duas ou três chances de golo antes do intervalo. O Paços crescia mas acabou por se "suicidar" com a expulsão de Cohene, por falta sobre Saviola quando o 30" se encaminhava perigosamente para a baliza. Com 10 jogadores e mais de 45 minutos por jogar, o Paços via a sua tarefa irremediavelmente mais complicada.
O Benfica entrou para o segundo tempo sem a mesma dinâmica do início do jogo mas também mais dominador no aspecto territorial e com mais bola do que no final da primeira parte. Basicamente, conseguiu trocar a bola entre os vários elementos da equipa mas sem conseguir criar lances de perigo perto da baliza de Cássio. Mesmo com menos um jogador em campo e com menos bola, o Paços começou a pressionar mais alto sempre que os centrais ou Javi tinham posse de bola, o que acabou por provocar alguns erros na rectaguarda levando a dois lances de perigo no primeiro quarto de hora, mas sempre com Roberto em destaque pela positiva.Apercebendo-se que o Benfica precisava de conseguir segurar a bola mais longe da sua baliza, Jesus fez entrar Peixoto para o lugar de Cardozo (a precisar de descanso, claramente) e Carlos Martins para o lugar de Gaitán (outro que precisa de descansar). Mesmo sem os dois portugueses terem entrado bem em campo, conseguiram que o Paços não voltasse a chegar-se perto da nossa baliza. E à medida que o jogo avançava, percebia-se que o resultado dificilmente sofreria alterações.
Até que entrou Nuno Gomes. Com o ponta-de-lança benfiquista fresco no ataque a substituir o fatigado Saviola, o Benfica voltou a conseguir colocar pressão na defensiva amarela que não raras vezes teve de despejar a bola de qualquer maneira, permitindo ao Benfica alguns ataques rápidos. E foi precisamente o capitão encarnado que dilatou a vantagem, por duas vezes, num jogo morno que se encaminhava monotonamente para o fim: primeiro numa jogada de insistência depois de um remate de César Peixoto e depois, à meia-volta, após pontapé na atmosfera de Peixoto uma vez mais, num golo de belo efeito.Vitória justíssima num jogo que se esperava mais complicado, mas que o Benfica soube, por mérito próprio, "descomplicar". Vitória praticamente conseguida nos primeiros vinte e cinco minutos, nem sempre bem gerida da melhor forma, mas que terminou em goleada graças a uma ponta final bastante forte por mérito dos jogadores que vieram do banco. Segue-se o clássico.
sábado, 12 de março de 2011
Campeões na Luz? Nunca!
Agora que a ameaça "Benfica" está devidamente controlada, o Porto, além de querer sagrar-se campeão invicto, igualando o record do Benfica de 72/73 comandado por Jimmy Hagan, quer vencer o campeonato e "fazer a festa" na Luz, aquando do Benfica x Porto da 25ª jornada. Para tal, não depende de si próprio. O Porto só poderá sagrar-se campeão na Luz se ganhar cá e o Benfica tiver perdido pontos com o Portimonense em casa ou com o Paços fora. Escusado será dizer que, a haver um objectivo nosso neste campeonato, esse objectivo é impedir o Porto de fazer a festa na Luz. E dar-lhes a recepção que merecem, a todos os níveis.segunda-feira, 7 de março de 2011
Braga 2-1 Benfica - O Assalto
Liga da Fruta e do Café com Leite!

Enquanto uns se preocupam em fazer do Roberto o bode expiatório, já eu não considero justo crucificar nem os nossos jogadores nem o nosso treinador. Até porque existiu atitude, garra e vontade em vencer, tal como aconteceu frente ao Marítimo. A única diferença é que desta vez o Benfica não conseguiu inverter um conjunto de vergonhas que estão inculcadas nesta liga das mentiras desde o início da época. Aposto que em Braga já existe um novo ídolo, o Xistra. Não foi novidade para ninguém comprovar que a filial do Porto optou por plagiar o outro Sporting, fazendo deste encontro o jogo do ano. A atitude dos mesmos teria sido em vão, pois este Benfica está muito forte e mesmo com alguns jogadores fatigados, demonstrou ser superior… Até à expulsão do Javi Garcia, seguido de um lance infeliz do nosso guarda-redes.
O Jesus não tendo estado excelente, esteve bem. Arriscou tudo, fez o que poucos têm coragem de fazer, a equipa deixou tudo em campo mas desta vez não fora premiada.
No entanto, a culpa não pode ser só de um lado e são muito raras as vezes que esta morre solteira. E assim sendo, num misto de azia e frustração, algumas perguntas têm que ser levantadas. É preciso colocar o dedo na ferida. Como foi possível termos apoiado o Valentim Loureiro depois de este ter sido apanhado nas escutas? Como é possível o Benfica não ter tentado colocar alguém na liga que nos pudesse defender? E pior, como é possível ainda virmos a apoiar o Fernando Gomes para presidente da liga? Claro está que estamos a colher aquilo que anteriormente estivemos a semear.
Perdoem-me a expressão mas, de uma vez por todas, os nossos dirigentes têm que apontar o dedo às equipas que abrem as pernas ao porto. É necessário que alguém dê um murro na mesa e diga basta! Não pode ser encarado como algo normal o facto de o Benfica ser constantemente “recebido” no norte, com bolas de golfe, telemóveis, pedras e afins do género. É inconcebível, inacreditável a complacência dos órgãos e entidades responsáveis!
Ontem, após as agressões ao Cardozo e ao Carlos Martins, por mim deveríamos ter retirado imediatamente a equipa do campo! Pelo menos até estarem garantidas as condições para se poder praticar um jogo de futebol.
E depois ficamos pasmos com a “intervenção” policial quando, na Luz, se acende uma tocha ou se alguém a atira para o relvado. Porém, lá para cima, já parece ser permitido lançar-se bolas de golfe, entre outros objectos igualmente delicados como estas. Ora esses objectos já não colocam em causa a integridade física dos atletas? Estou preocupado pois não vejo soluções para um problema que já vem do ano passado e que começa a ser proclamado de “normal”.
Enfim, se o campeonato da roubalheira está entregue, penso que a partir de agora o Jesus terá que redefinir as prioridades. Provavelmente passa a ser altura de se começar a poupar alguns titulares nos jogos do campeonato e a se concentrar as forças nas três taças.
A Liga Europa está longe de ser uma competição fácil. Liverpool (grande jogo de Luis Suárez ontem frente ao Manchester United, vale a pena ver o trabalho deste nos lances dos golos), Villareal, PSV e mesmo o Manchester City, parecem-me serem os adversários mais perigosos. No entanto, é determinante que nos concentremos em passar o PSG, que também merece o nosso respeito.
domingo, 6 de março de 2011
Xistra resolve
Xistra era o único disponível. Claro. Todos os colegas estavam de caganeira, certamente. Ou então o Padrinho falou com Xistra e Vítor Pereira e resolveu-se assim a situação. Et volià. Em Braga gostavam de Xistra. Em Braga ainda gostam de Xistra. A nós resta-nos apoiar Fernandos Gomes, convidá-los para as Galas, participar nos beija-mão, etc. Acção exige-se. Que alguém no Benfica tenha coragem para vir a público e dar a cara, chamando os bois pelos nomes. Parem de viver neste mundo da fantasia. E que, já agora, deixem um esclarecimento bem claro ao poder político, que insiste em "empatar" o estado de (in)justiça em Portugal no que a alguns processos diz respeito: apressem-se, porque com seis milhões de pessoas descontentes em Portugal com o estado de tudo, se algum louco se lembra de transferir responsabilidades do que se passa no futebol para a política, então a classe está bem lixada. Com "F" grande. 12 de Março é já amanhã.
Com Gaitán e Salvio de fora, Menezes e Jara foram os eleitos para o onze titular. Sem Aimar, ainda a contas com uma lesão, Martins foi o terceiro "elemento estranho" no meio-campo. Mas, surpreendentemente, não foi por esta mistura de caras menos conhecidas que o Benfica não teve sucesso em Braga. Pelo contrário. O jogo começou a bom ritmo, com o Braga a tentar tomar a iniciativa, mas cedo se percebeu que o Benfica estava mais forte, e a primeira meia hora de jogo foi nossa. Tanto em ataque organizado como nas saídas rápidas de Saviola, Jara e Cardozo, o Benfica criou sempre mais perigo, e foi sem surpresa que se viu o clube da Luz adiantar no marcador. Surpreendente foi o descaramento com que certas coisas foram feitas, às claras, a seguir.Num lance em que Alan vai apenas para tentar acertar no adversário, acaba por simular uma agressão e provoca assim o segundo (o primeiro fora o golo mal anulado a Jara) grande e grave erro de Xistra: a expulsão do trinco espanhol do Benfica. Como é que Xistra viu? Não sei. Como é que o fiscal viu? Não sei. Alguém viu alguma coisa? Acho que não. O que me leva a pensar que a expulsão foi por má fé, foi intencional, encomendada, o que quiserem. E de uma falta inexistente se criou um livre que permitiu a Roberto mostrar, uma vez mais, quão inconstante é. Depois de já ter protagonizado uma grande defesa à meia hora, voltou a mostrar todas as suas fragilidades. Demasiado inconstante para ser titular num Benfica que se quer constante e regular pela positiva.
Cambalhota psicológica à beira do intervalo, Benfica com menos um e Jesus a viver uma situação semelhante à de Alvalade. Sem Javi, apostou em Airton poupando Saviola. Numa segunda parte mal jogada, com pouca inspiração e muitas faltas de ambos os lados (é de louvar que Kaká tenha acabado o jogo, fantástico trabalho, Xistra), o Braga começou por criar mais perigo e o Benfica, a espaços, com menos um, foi dando resposta. E foi já com Mossoró em campo que o Braga chegou à vitória, uma vez mais num lance irregular, fruto de uma falta favorável ao Benfica que foi transformada em lançamento para os bracarenses. Deu para perceber por que é que, nas palavras de Jesus, em Braga se gosta tanto de Xistra.O Benfica perdeu não por falta de competência própria mas por erros alheios, uma vez mais. Os jogadores com menor frescura física foram poupados para o jogo com o PSG, e os que estiveram em campo a defender as nossas cores revelaram atitude, garra e qualidade que permitiriam, em condições normais, a vitória. Não deixaram.
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Trivial Pursuit, versão Liga Zon Sagres
1 - Que treinador, de narinas esquisitas e suspeitas, fez parte da comitiva de um clube qualquer que foi viajar a Sevilla para um importante jogo da Liga Europa?2 - Que treinador, que não se cala quando lhe metem um microfone à frente, fez parte da comitiva de um clube qualquer que foi viajar a Sevilla para um importante jogo da Liga Europa?
3 - Que amiguinho do Sistema é que está a ver que, para o ano, não vai ser fácil de arranjar emprego?
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Orgulho Ser Benfiquista!

A televisão não demonstra isso mas foi, de facto, aquilo que aconteceu. Hoje os adeptos e sócios do Benfica, quer aqueles que estavam no estádio quer os que estão espalhados pelo nosso planeta, levaram o Benfica às costas. Com o golo que nos foi anulado, também descobri e não devo ter sido o único, que o meu coração está bem de saúde e que quem construiu o estádio, sabia muito bem aquilo que estava a fazer. Se hoje não foi abaixo, nem daqui por trezentos anos irá! É o sítio mais seguro do país, certamente.
O Benfica não apresentou a intensidade e o volume de jogo que nos habituou, fruto da sequência de jogos que tem vindo a fazer, mas mesmo assim criou oportunidades mais que suficientes para resolver o jogo. Não fosse o guarda-redes adversário e os postes, o Benfica teria alcançado uma vitória confortável. Nem me vou atrever a analisar o jogo pois assisti ao mesmo mais com o coração do que com a razão. Pouco me consigo lembrar.
Mas depois de falar na maior massa associativa do mundo, gostaria também de elogiar a atitude dos nossos campeões. Como diria Churchill, “a atitude é uma pequena coisa que faz uma grande diferença”. E que atitude os nossos demonstraram. Nunca desistiram, nunca viraram a cara à luta e foram recompensados. Os campeões são assim.
Tal como em 92/93, o Benfica é a equipa que melhor joga futebol, é obrigado a jogar contra tudo e contra todos, é superior mas arrisca-se a ter o mesmo desfecho, em termos classificativos. Uma competição que deveria premiar os melhores e os mais regulares, acaba por premiar os que ganham com penalties duvidosos e com exibições que nem sequer convencem os seus adeptos. E a ser verdade a noticia do Leonardo Jardim, nem sequer o seu presidente.
Será de uma injustiça tremenda se este Benfica não agregar às suas exibições alguns troféus. A Liga Europa ou o Campeonato, terão que vir cá parar. O Mestre Jesus acredita, os jogadores também acreditam e nós, adeptos, também acreditamos. Quem desiste nunca vence e quem vence nunca desiste. No entanto também o digo antecipadamente. De uma forma ou de outra, o certo é que esta equipa me enche o peito de orgulho e para mim, independentemente de tudo, serão eles os campeões.
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
O Nosso Destino é o de Vencer
Fomos Benfica. Foi dos dias, foi dos jogos em que mais senti o Benfica e o benfiquismo, como a fotografia abaixo o demonstra. Milhares de benfiquistas na casa do histórico rival de Lisboa apoiando uma equipa que se mostrou muitíssimo madura e inteligente, fazendo o tipo de jogo que era necessário para vencer o oponente. O Benfica mantém-se forte e alcança a décima vitória consecutiva na Liga, algo que sinceramente não tenho memória de ter ocorrido.Jorge Jesus apostou no onze aqui lançado na antevisão, com o onze habitualmente titular excepção feita a Aimar que cedeu o seu lugar a Carlos Martins. Sem grandes alterações, era de esperar que o Benfica fosse fiel aos seus princípios de jogo e soubesse conjugar aquilo que de tão bem tinha feito no Dragão com o que costuma fazer nos jogos fora: ter um elevado nível de agressividade associado a transições rápidas com os laterais muito interventivos. Assim foi. E tal como no Dragão, há duas semanas atrás, a vitória surgiu.
Logo aos cinco minutos o Benfica deu o primeiro sinal de perigo numa jogada que surgiu da esquerda, com o remate de Gaitán a passar bem perto do poste. Logo aí deu para perceber que, em Alvalade, para além dos milhares de benfiquistas concentrados no local habitualmente destinado aos visitantes, muitos mais estavam aqui e ali, em todo o lado. No meu sector, B28, ouviu-se um enorme "bruá" nesse lance. E o mote estava dado.Pouco tardou até surgir o primeiro golo encarnado. Num lance bem construído uma vez mais pelo lado esquerdo, na sequência de uma má reposição de Patrício, Gaitán cruza para a área com a bola a sobrar para Salvio que, mais rápido e inteligente que Grimi, conseguiu chegar primeiro à bola e fez o primeiro.
O Benfica soube gerir muito bem a vantagem e não se remeteu em exclusivo à defesa, bem pelo contrário, as melhores jogadas e ataques foram dos nossos jogadores. No entanto o jogo começou a ficar cada vez mais desinteressante com os acontecimentos nas bancadas a ganharem protagonismo, fruto da estupidez crónica dos elementos da claque do Sporting, Juve Leo. A verdade é que os adeptos do Sporting não foram os únicos a reclamar o protagonismo, com Artur Soares Dias (quem não o conhecer, que o compre), em plano de destaque, com muitas decisões erradas e que, sinceramente, creio que foram premeditadamente erradas. A distribuição aleatória de cartões amarelos para os jogadores do Benfica no final do primeiro tempo foi a prova disso, com Sidnei a ser expulso, sendo que o primeiro cartão é muito mal mostrado.
O Benfica chegou ao intervalo com um golo de vantagem mas com menos um jogador. Jardel já aquecia e iria entrar, colocando-se a questão de quem ficaria de fora. Saviola foi o escolhido, e na minha opinião Jesus tomou a decisão correcta, uma vez que tirar um médio seria uma enorme asneira e a sair um avançado teria de ser Saviola, pois Cardozo era capaz de segurar jogo na frente.O Sporting, com mais um elemento (dois, se contarmos com Artur Soares Dias), tentou assumir o jogo, mas chamar "assumir o jogo" àquilo, enfim, é forçado. Se a táctica de Paulo Sérgio se resume a chutar bolas para a frente para a cabeça de Postiga ou para a velocidade de Djaló, resta-me concluir que o Sporting é cada vez mais um Paços de Ferreira e cada vez menos o Sporting. É uma equipa sem matriz, sem chama, sem princípios. E quando as primeiras oportunidades surgiram, com um belo lance de Matías para fabulosa intervenção de Roberto, daquelas que dá pontos, e depois num cabeceamento de Postiga a passar bem perto do poste, Jesus fez mais uma escolha decisiva e chama Airton ao banco de suplentes. Mas antes que pudesse fazer a substituição, Carlos Martins bate um livre contra a barreira, a bola sobra para Javi que entrega a Maxi que cruza para a área onde Gaitán remata para o segundo, o golo da tranquilidade.
Com 0-2 e com a entrada de Airton, o Sporting não criou mais nenhum lance de golo até final. O Benfica, sem bola, soube gerir perfeitamente o jogo com uma tranquilidade assustadora. Não raras vezes me esqueci que, no meio disto tudo, só estávamos a jogar com dez homens. Entrega, inteligência e algo que ainda não ouvi muita gente dizer, de tão óbvia que esta constatação é: este Benfica é muitíssimo superior a este Sporting, que, arrisco-me a dizer, tem o pior plantel da sua história e pratica o pior futebol desde que os vejo jogar.Maravilhoso Benfica em mais uma noite de magia na casa-de-banho. Agora é manter a atitude e a qualidade frente ao Stuttgart e a passagem aos oitavos-de-final da Liga Europa será uma realidade. Basta sermos Benfica.
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
O Derby e o pós-derby
Para o Benfica, o campeonato não é, na minha opinião, a prioridade. Estamos a 11 pontos do líder, o FC Porto, com menos um jogo, e com 12 confortáveis pontos de vantagem sobre o Sporting. A meu ver, a probabilidade de chegar ao primeiro lugar é tão forte quanto a de cair para terceiro, ou seja, quase nula. É em segundo que estamos e é em segundo que iremos acabar com maior ou menor esforço. Cerca de 10 pontos em 10 jornadas é algo extremamente difícil de ganhar ou perder para dois adversários , um tão forte e o outro tão fraco, respectivamente. A meu ver, as grandes prioridades deste Benfica são as duas Taças internas. Porquê? Porque tanto numa como na outra estamos numa posição privilegiada para vencer. Na da Liga, recebemos o Sporting na Luz, defrontando em seguida o Nacional ou o Paços na final. Na de Portugal recebemos o Porto com uma vantagem de 2-0 conseguida no Dragão, defrontando na final o Vitória de Guimarães ou a Académica de Coimbra. Em ambas as competições, o Benfica parte como favorito à vitória e realisticamente falando, é para ganhar não por uma questão de acreditar e de fé mas por uma questão de obrigação. Somos melhores e temos vantagem, não podemos desperdiçar a oportunidade. A propósito, há quantos anos é que o Benfica não vence dois troféus oficiais em duas épocas consecutivas?
E a Liga Europa? A equipa continua a mostrar alguma falta de estofo ou cultura europeia, mas o sorteio que nos coube foi bastante simpático e favorável. Dificilmente poderíamos pedir melhor que uma equipa que luta para não descer e por um adversário que vem de um país com o qual nos temos dado bem num passado europeu recente. Acho que este Benfica tem boas hipóteses de passar aos quartos-de-final, depois disso, dependendo dos sorteios, logo se verá.
Com o jogo decisivo a ser disputado no sul da Alemanha 72 horas depois do encontro de Alvalade, há que saber gerir o plantel. Acredito que é na prova europeia que o Benfica deve concentrar a sua atenção, mais que no campeonato. E assim sendo, deverá Jesus poupar jogadores no clássico de hoje?
A meu ver, não. Uma boa parte dos adeptos fala em poupar os jogadores e alinhar com uma equipa maioritariamente constituída por suplentes em Alvalade. Não vejo razão para isso por um factor especial: este Benfica, fisicamente, está fortíssimo. Os jogos mais recentes, com Guimarães e Stuttgart foram a prova disso, com a equipa a mostrar índices físicos altíssimos. Na defesa, tanto Coentrão como Maxi estão com rendimento elevado. No meio-campo, Javi vem a subir de forma e os extremos, sem deslumbrarem, têm estado bem. Saviola vem fresco para Alvalade depois de ter cumprido castigo europeu, e Cardozo também está em forma. A poupar alguém, seria apenas Aimar, não por estar a jogar mal ou por estar em má forma física, mas porque precisamos do melhor Aimar na Alemanha e porque Martins também necessita de minutos para ser opção.
O meu onze: Roberto; Maxi Pereira, Luisão, Sidnei e Fábio Coentrão; Javi Garcia, Salvio, Nico Gaitán e Carlos Martins; Javier Saviola e Óscar Cardozo
domingo, 13 de fevereiro de 2011
"Show Dji Bola"
Na melhor exibição de época, com nota artística, o Benfica massacrou autenticamente o Vitória de Guimarães num jogo em que mostrou um caudal ofensivo brutal, qual rolo compressor, foi um autêntico Boeing a atropelar o sinaleiro na pista de aterragem. Foi uma exibição, a meu ver, melhor que a maioria das protagonizadas no ano passado, quando fomos campeões. Foi um autêntico massacre, um hino ao futebol. O Benfica conseguiu assim a 16ª vitória consecutiva, estando num momento excelente para enfrentar o compromisso europeu que se avizinha, algo que era impensável em Dezembro.
Três a zero ao Vitória de Guimarães é um excelente resultado, mas face ao volume de jogo criado pelo Benfica, o resultado é lisonjeiro para os vimarenenses. Cinco ou seis a zero não chocariam ninguém, tal foi a avalanche encarnada para tão pouco Vitória. Foram bolas ao poste e à barra, defesas de Nílson, cabeceamentos e chutos a rasar os ferros, um golo mal anulado e outro que deixa imensas dúvidas, o Benfica poderia ter dado uma cabazada histórica à equipa de Manuel Machado, mas ficou-se pelo recital de futebol, com nota artística, somando assim a 16ª vitória consecutiva.Na próxima jornada há a deslocação a Alvalade, num jogo em que as contas do segundo lugar podem ficar definitivamente arrumadas, apesar de, para mim, já estarem. Contaremos com Coentrão, Luisão, Jardel e Salvio, que estavam em risco de verem o quinto amarelo, e face ao que tenho ouvido e lido, teremos uma boa moldura humana vestida de vermelho no campo Grande. Prepara-se a invasão ao terreno do Sporting com a certeza da vitória. Espero é que não se esqueçam que, para ganhar, é preciso respeitar o adversário, o que nem sempre acontece nestas situações.
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
O importante é ganhar
Jogando bem ou jogando mal, com um golaço de pé direito num remate fortíssimo a trinta metros da baliza ou marcando de costas num ressalto depois de sofrer durante 90 minutos, o importante é ganhar, desde que não seja preciso marcar com a mão, certo? Apesar de o Benfica não ter feito um jogo brilhante, aliás, esteve encostado às cordas por alguns minutos nesta partida, o objectivo foi alcançado, com a 15ª vitória consecutiva em provas internas, a oitava no campeonato.Num terreno tradicionalmente difícil e frente a uma equipa (e um treinador) bem experientes e de valia, o Benfica soube ser mais forte que o Vitória e levar de vencida os sadinos num jogo que requeriu uma força mental acima do normal, pois mais do que massacrar foi preciso saber sofrer, resistir e atacar no momento certo. Este era um jogo em que a equipa teria de mostrar se tinha maturidade ou não. E tem. Foi mais um teste passado com distinção.
Destaques individuais para o capitão Luisão, a atravessar um dos melhores momentos da sua carreira, rubricando exibições de elevada qualidade em série, mas também temos de dar destaque aos dois argentinos contratados a título definitivo no defeso, Nico Gaitán, autor do primeiro golo e que deu seguimento à boa exibição no Dragão, e também para Franco Jara, que voltou a entrar e a marcar o seu golito da praxe, assumindo-se cada vez mais como a primeira alternativa à dupla Cardozo-Saviola.
Três pontos, segundo lugar mais que assegurado e agora há que acender umas velinhas para ver se o Porto perde pontos na próxima jornada, em Braga. Pode ser que, pode ser que, vamos ver se.
domingo, 23 de janeiro de 2011
Sofrimento desnecessário
Início de jogo a todo o gás com o Benfica, a fazer uns primeiros 20 minutos de grande nível, nos quais marcou por duas vezes, primeiro por Gaitán na sequência de um lance de Salvio e Saviola, no qual o camisola "8" sofreu penalty não assinalado, depois, na sequência de um canto cobrado por Aimar, foi Sidnei quem saltou mais alto e em antecipação ao defesa marcou o seu primeiro golo este ano, dando uma boa vantagem ao Benfica. Apesar de o Nacional também ter criado algumas situações complicadas para Roberto, no início do jogo, a vantagem encarnada era inquestionável dada a diferença de qualidade de futebol produzido. Com o resultado em 2-0, a equipa soltou-se, muito graças à boa exibição de Pablo Aimar, que comandou o meio-campo encarnado, mas sem criar grandes aflições para Bracalli. Era um domínio territorial evidente por parte do Benfica. O Nacional só voltaria a criar perigo perto do intervalo com um cabeceamento às malhas laterais na sequência de um livre lateral, uma situação defensiva que continua por resolver no futebol encarnado.
O segundo tempo começou praticamente com o golo do Benfica fruto de um lance em que Luisão faz uma assistência cheia de classe e Cardozo finaliza com alguma sorte também, ao conseguir passar a bola por entre as pernas de Bracalli e chegar-lhe antes do guarda-redes o conseguir fazer também. 3-0, tudo resolvido. Ou então não. O jogo foi decorrendo e Jesus retirou Cardozo, o Nacional sentiu-se mais confiante e nos últimos 15 minutos instalou-se a incerteza do resultado na Luz: o Nacional fez o 3-1 na sequência de uma bola parada, teve um lance em que o avançado esteve cara-a-cara com Roberto com uma monstruosa intervenção do espanhol e fez de seguida o 3-2 num lance em que Coentrão perdeu no duelo aéreo à semelhança do que tinha acontecido no primeiro golo. Com a confiança no máximo, o Nacional atirou-se de cabeça ao jogo e foi num lance de contra-ataque, já em cima do minuto 90, que Jara marcou de cabeça após assistência de Saviola na esquerda, tranquilizando definitivamente os mais de 30.000 benfiquistas que tiveram a coragem de se deslocar ao Estádio da Luz, com apenas 5 graus, vento para de lá saírem apenas às 23 horas.Vitória justa com cerca de 75 minutos de inspiração e 15 minutos de aflição. O Benfica alcançou a sétima vitória consecutiva no campeonato mas mantém-se a oito pontos do líder e alargou para onze a vantagem que detém sobre o Sporting, que jogará apenas hoje à noite nos Barreiros (e onde não deverá conseguir passar, arrisco eu).
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
Sejamos pragmáticos (II)
Lembram-se de há uns dias ter dito que o Benfica deveria preocupar-se com o segundo lugar uma vez que o primeiro era praticamente impossível? Esqueçam. O primeiro continua a ser uma miragem, mas o segundo é impossível de perder, atendendo ao estado do rival do outro lado da 2ª Circular. Com maior ou menor esforço, este ano o segundo lugar será nosso, resta focar atenções nas três outras provas em disputa. Se na Taça da Liga somos claramente favoritos, na de Portugal o sorteio não foi favorável e na Liga Europa... vamos ver.terça-feira, 11 de janeiro de 2011
Sejamos pragmáticos
Quinze jogos depois, com 33 pontos amealhados, pode dizer-se que o Benfica acabou por fazer uma primeira volta, olhando apenas ao número de pontos, positiva. Objectivamente. Não dando para liderar muitos campeonatos de edições anteriores, estes 33 pontos também não deixam, salvo raras excepções, os líderes desses campeonatos com uma grande folga. Em comparação com 2009/2010, o actual Benfica tem apenas menos 3 pontos, e o mesmo número de vitórias. Não é assim tão mau, face a todas as condicionantes. No entanto, este é o actual campeonato, no qual estamos a 8 pontos do líder, o Porto, que terá de perder, na segunda volta, mais do dobro dos pontos que perdeu na primeira, sendo que o Benfica terá de somar por vitórias todos os jogos que disputar até Maio. Impossível? Não. Provável? Só em sonhos.Olhando para a tabela vemos o ridículo Sporting, ainda mais fraco que na época passada, com piores jogadores (depois das perdas de Moutinho e Veloso) e pior treinador (sim, Paulo Sérgio consegue ser mais fraquinho que o Carvalhal), com mais 4 pontos que em igual período da época passada. Onde os foi buscar? Na Figueira, onde foi escandalosamente beneficiado, em casa com a Olhanense, onde anularam um golo limpíssimo aos algarvios, e agora com o Braga, onde no mesmo lance houve dois fora-de-jogo, a Vukcevic e João Pereira, que não foram sancionados. São os efeitos da "cláusula Moutinho", como bem referiram no Ndrangheta e no GB.
Não tenho muitas dúvidas do que nos espera até final do campeonato. Enquanto muitos benfiquistas ainda pensam no Marquês, eu prefiro o pragmatismo do segundo lugar. Não é pensar "à pequeno", é a triste realidade. A machadada que nos foi dada no início do campeonato e as sucessivas ajudas que o Porto tem benfeciado retiram-me as esperanças. E olhando aos jogos do Sporting, menos dúvidas ficam.
Vendo o calendário do Benfica, neste início da segunda volta, os objectivos parecem-me claros: segurar o segundo lugar, num conjunto de jogos onde perdemos muitos pontos. Académica fora, Nacional e Guimarães na Luz, e as deslocações ao Sado, a Alvalade e a Braga constituem ameaças sérias aos nossos objectivos. Estamos fortes? Sim. Mas é fácil abater este Benfica. E Vítor Pereira até já deu o aviso.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Bom jogo fora
Talvez seja esta a nota mais importante. O Benfica realizou uma excelente partida fora de casa, onde tem tido várias dificuldades esta temporada, com algumas derrotas e exibições muito pouco conseguidas. 90 minutos de ataque, nem sempre a "alta velocidade" mas com muita entrega e inteligência, deram ao Benfica três pontos que mantêm a pressão sobre o Porto e nos distanciam do Sporting. O Benfica consegue assim manter o bom momento de forma que já se arrastava desde final do ano passado.
No segundo tempo, após abrandamento do Benfica, a União ganhou algum ascendente, mas não conseguiu nenhuma oportunidade digna de registo, aliás, não me lembro de uma defesa de Roberto, sendo a sua única intervenção uma [má] saída a um cruzamento onde ia comprometendo. Mas com o rolo compressor em campo as oportunidades sucediam-se, primeiro com Cardozo a cabecear para defesa de Gottardi sem que Salvio conseguisse fazer golo, ao estoirar contra o poste. O 0-1 persistia, resultado inseguro apesar de o Benfica parecer ter o jogo controlado, até que após ataque rápido encarnado, Salvio cruza para Cardozo que, de cabeça, num movimento bem complicado, amortece para Gaitán que empurra para a baliza. 0-2, jogo controlado, Sá Pinto cada vez mais enterrado no banco e uma boa vitória num terreno difícil. Mesmo assim, com a entrada de Franco Jara, o Benfica continuou a carregar e acabou por chegar ao terceiro, golo de Cardozo num remate fortíssimo com o pé esquerdo.Os melhores em campo foram Coentrão, uma autêntica locomotiva no lado esquerdo, Gaitán, que teve cabeça e soube compreender o jogo como poucas vezes fez este ano, Salvio e Saviola, como vem sendo hábito nestes últimos jogos, com golos, assistências e bom futebol. Toda a equipa está de parabéns pelo resultado, pelo futebol praticado e pelos índices de forma que todos, sem excepção, apresentam, sendo de realçar também as boas entradas de Amorim e Jara, que mantiveram a dinâmica do jogo.
P.S. Isto vai reabrir. Excelente notícia.
domingo, 19 de dezembro de 2010
Áparte do jogo de ontem
. O Maritimo, que ousou entrar em conflito aberto com o porto e com os poderes seculares instalados impunemente no nosso futebol, no inicio da época, por causa do jogador Kléber, ocupa o 10º lugar com 16 pontos, quando me parece evidente que tem capacidade e valor para muito mais, e até uma chicotada já sofreu no lombo. Houve jogos que até doia ver a forma escandalosa como eles eram roubados...
. O Leiria, por outro lado, segue num incrivel 3º lugar. Não pude deixar de pensar que aquela convocatória ridicula para o jogo no estádio do cavalo-marinho está a ter os seus dividendos... Dúvidas? Vejam o primeiro golo deles contra a Naval hoje... Ao Benfica não se marcam penalties, a quem serve os corruptos nem interessa se é fora da área!
Coincidências? Uma ova!!!














