Quarta-feira, 28 de Abril de 2010

Super Mourinho!

(eu ouvi tuuuuuuuuuuuuuuuudo o que disseram!)

Mourinho é um génio. Todos os adjectivos abaixo de "génio" pecam por escasso em relação à qualidade de José Mourinho. O que se assistiu hoje em Camp "Mou" foi algo de épico, foi brilhante, foi sangue, foi suor, foram lágrimas, foi um hino à arte de bem defender. Colocar um autocarro à frente da baliza é fácil, facílimo até. Mas dotar esse autocarro com toda a qualidade de um Porsche, isso é de génio. Quando uma equipa monta o autocarro sabe que perderá por poucos, mas perderá. Agora, quem viu o jogo viu que aquilo foi a arte de bem defender, foi ver o Inter a preencher todos os espaço, impedir o Barça de jogar à bola, bloquear todas e quaisquer possibilidade de perigo. Quantos lances realmente perigosos cria a super-hiper-mega equipa da Catalunha durante os 90 minutos? Um de Messi, outro de Bojan e pouco mais. Mourinho manietou totalmente a equipa de outro génio, Guardiola, montou uma teia da qual o Barcelona não se conseguiu soltar. A vitória é justíssima e inatacável. Foi o catenaccio em todo o seu explendor, foi um jogo cínico mas com muitíssima inteligência táctica do Inter. Para quem gosta do verdadeiro Calcio, isto foi lindo, ver o Barça a desesperar à medida que os minutos passavam, ver Piqué a engolir lentamente aquilo que disse.

O Barcelona é uma equipa odiável, desprezível. Não só o clube como os adeptos e a região. Não me lembro de ver uma equipa ser levada ao colo durante tanto tempo e de forma tão escandalosa como este Barça foi durante os últimos anos. Em 2006 lembro-me do célebre "teatro da Catalunha" que valeu a expulsão por vermelho directo de Del Horno por uma falta que não era para mais que cartão amarelo; no mesmo ano, Steve Bennett fingiu não ver uma mão de Tiago Motta na área após cruzamento de Simão, branqueando um penalty claríssimo; ainda nesse mesmo ano há um golo escandalosamente mal anulado a Shevchenko na capital da Catalunha, que daria o empate ao Milan nas meias-finais. Em 2009 mais do mesmo, com as famosas 4 ou 5 grandes penalidades no mesmo jogo que o senhor Ovrebo fez questão de deixar passar, o maior roubo futebolístico que me lembro de ver em muitos anos de competições europeias. Hoje assistimos à ridícula expulsão de Motta (se é na cara é vermelho, se é 2 cm mais abaixo nem cartão é), onde o jogador está claramente a olhar para a bola, preocupado em joga-la, enquanto Busquets se atira para o solo fingindo a agressão e ainda um golo em fora-de-jogo nítido de Piqué.
Não me esqueço ainda do que aconteceu aos adeptos do Benfica quando se deslocaram à Catalunha para ver os quartos-de-final em 2006, nem do ódio anti-capital que se vive nessa região, por sinal muito semelhante ao que se passa por Portugal.

Na tarde do terror, César Brito foi Rei

Aproxima-se a passos largos o jogo da época, o Porto x Benfica. Já ouvimos esta frase feita para encontros com esse mesmo clube por duas vezes esta época e também já a ouvimos quando defrontámos o Sporting de Braga, mas o jogo da época é, pelo menos para mim, aquele que nos pode dar o título, ainda por cima na casa do rival. Deixemo-nos de hipocrisias e admitamos a verdade: sabe muito melhor vencer o título precisamente frente ao clube que tentou destruir o nosso nos últimos 30 anos, ainda por cima no estádio deles, não sabe?

Por isso, vamos recordar uma tarde de terror que acabou em beleza para as nossas cores, uma tarde na qual o Benfica não ganhou imediatamente ali o campeonato, mas ficou muito mais próximo de consegui-lo.

Foi no dia 28 de Abril de 1991 que se decidiu toda uma época. O Porto havia sido campeão no ano anterior, usava o escudo, mas recebia a melhor equipa portuguesa a altura, finalista vencida da Taça dos Campeões Europeus do ano anterior, liderada por um sueco que havia chegado alguns anos antes e que revolucionou o clube. O Benfica levava um ponto de avanço quando se deslocou às Antas, nessa tarde, talvez recordando a derrota duas semanas antes, no mesmo local, frente à mesma equipa, mas para a Taça de Portugal. O que se disse e o que ocorreu nesse jogo são os melhores exemplos daquilo que foi o futebol português nas décadas de 80 e 90: disse-se que o árbitro Carlos Valente, de Setúbal, tinha viajado com o Benfica, acusações falsas como se provou posteriormente; o autocarro do Benfica foi apedrejado; o balneário onde o Benfica se deveria equipar foi infestado por um produto com um cheiro de tal modo nauseabundo e tóxico para humanos que os nossos jogadores tiveram de se vestir, imaginem, no corredor de acesso ao campo, vulgo "túnel das Antas", local de coacção, espancamentos, um local à margem da lei, onde pontificava uma célebre figura que ficou conhecida, diria mesmo que atingiu o mediatismo, por Guarda Abel.

As equipas entraram em campo à maneira antiga: primeiro o Benfica, chefiado por Veloso, ouviu uma monumental assobiadela da assistência, com o habitual coro de insultos; depois o Porto, com mítico capitão João Pinto, autor de tão célebres frases como "o meu coração só tem uma cor: azul e branco!", a comandar o seu grupo, que foi fortemente saudado pelos adeptos. De um lado Artur Jorge, treinador do Porto, ele que fora avançado do Benfica e que poucos anos mais tarde voltaria à Luz, na condição de treinador, para destruir a mando de alguém uma fabulosa equipa; do outro lado o senhor Sven-Goran Eriksson, autêntico gentleman, o segundo homem a revolucionar o futebol do Benfica depois de Otto Glória, e que ainda conseguiu ganhar vários títulos num futebol onde a teia corrupta estava já bem instalada.

O Benfica apresentou um onze com Neno na baliza, um trio de centrais com William, Ricardo e com um jovem muito promissor à altura, de seu nome Paulo Madeira. Um meio-campo bem povoado com Thern e Paulo Sousa mais no centro, Veloso à esquerda e Paneira à direita, fechando sempre que preciso, e Valdo, próximo do ponta-de-lança Rui Águas, ajudado por Pacheco. No banco estava... César Brito.

O jogo não foi bonito, longe disso, houve as habituais picardias que foram, infelizmente, muito mais que simples picardias. Agressões bárbaras e um penalty escandaloso e obsceno sobre Pacheco, salvo erro, que o árbitro fez questão de ignorar. O Benfica jogou o que pôde e o que deixaram e com o decorrer da partida o resultado manteve-se, o que agradava de sobremaneira ao Benfica. Eriksson foi dando indicações para recuar no terreno e jogar no contra-golpe, algo que o Benfica soube fazer, desperdiçando inclusivamente boas ocasiões, algumas de vantagem numérica no meio-campo portista até. E eis que aos 81 minutos se dá a substituição que sentencia um campeonato: Svennis decide retirar Pacheco para colocar César Brito.

Nos dez minutos que se seguiram, o Benfica, especialmente graças a César Brito, fez a história do jogo. Cruzamento de Paneira, da direita, para cabeceamento de cima para baixo de César Brito, que fazia o 0-1. Poucos minutos depois outra vez César Brito, a passe de Valdo, na esquerda, marca golo à saída de Vítor Baía. 0-2 feito, o Benfica conseguia uma brilhante vitória nas Antas, a primeira em 14 anos a contar para o Campeonato.

Segunda-feira, 26 de Abril de 2010

Vergonha e Hipocrisia

Com tanto paleio de querer levar mais gente aos estádios, a LPFP cede mais uma vez à vontade da Sporttv que escolheu um horário vergonhoso e impróprio para jogos de futebol, especialmente para aqueles que se querem deslocar fora para apoiar a sua equipa ou até mesmo para os que querem fazer a festa de campeão (se calhar este é que é o verdadeiro problema). Com um fim-de-semana inteiro, mesmo que os jogos não pudessem ocorrer no dia 1 de Maio, no dia 2 haveria muitos e melhores horários que este. Por que não às 15h00? Mas quem detém o monopólio das transmissões é que manda, os burros dos portugueses pagam e comem. Por estas e por outras é que eu não tenho nem deixo entrar a Sporttv em casa. Querem ver? Vão ao café! De uma coisa podem ter toda a certeza: nem que o jogo começasse à meia-noite eu não desistiria de receber o Benfica campeão no Estádio da Luz. E que bonito era que os mais de 60.000 que se deslocarão à Luz entoassem umas belas palavras à Sporttv. Basta. Desfaçam essa vossa ligação com esse canal. Continuam a dar dinheiro a quem sistematicamente rouba o Benfica?

A Mais Bela Página da História do Futsal Português

Épico, brilhante, sublime. É um feito que tem tanto de inacreditável como de histórico e merecido. Estou sem palavras para descrever aquilo que vi hoje no Pavilhão Atlântico. Eu estive lá, orgulho-me disso. Guardo esta vitória na memória, guardo recordações deste jogo para toda a minha vida. Hoje, o Benfica escreveu a mais bela página da história do futsal português. O Sport Lisboa e Benfica venceu a UEFA Futsal Cup, sagrando-se assim na melhor equipa europeia.

No início desta partida perguntaram-me que percentagem de hipóteses tinha o Benfica de ganhar esta final. 20%, disse. Não era pessimismo nem tão pouco falta de conhecimento do valor da nossa equipa. Penso que quem sabe o real valor dos comandados de Jesus Candelas daria estas mesmas probabilidades. O Benfica não era, de perto nem de longe, o favorito. Afinal de contas, do outro lado, estava a melhor equipa europeia, com jogadores titulares nas selecções brasileira e espanhola, frente a um grupo de jogadores que nem formam uma equipa porque o treinador é fraquíssimo e incapaz, certo?

André Lima tem ouvido e suportado estoicamente todo o tipo de provocações e comentários menos próprios de todo o universo do futsal, mesmo vindos do Benfica. Estou farto de ouvir gente dizer que André Lima é fraco, que não tem pulso, que é mais jogador que treinador, que não tem conhecimentos, que não faz daquele grupo de jogadores uma equipa, enfim, todo um conjunto de barbaridades ditas por benfiquistas. No final do jogo, assim que o apito suou, o meu olhar foi directamente para André Lima e ver a sua reacção. Chorou, naturalmente, chorou pelo título que lhe escapou em 2004 na final frente ao Boomerang Interviu, chorou pelas críticas, chorou pelos golos que apontou, pelos que falhou, pelas finais ganhas enquanto jogador, chorou por ter sido o melhor e mais importante jogador da História do Futsal Português, chorou, num turbilhão de emoções, pela vitória na maior prova de clubes a nível europeu. Para quem não sabe, esta prova não é o equivalente à Liga Europa mais sim à Champions League no futebol. O jovem André Lima, jogador, treinador e pessoa exemplar, homem que deu mais que qualquer outro ao futsal benfiquista e português, consegue assim conquistar todos os troféus nacionais e ainda o mais importante troféu a nível europeu em apenas dois anos. Poderia ser melhor? O meu grande, grande obrigado a ti, André Lima. Os campeões são assim mesmo, "reagem como grandes e não choram como pequenos". Parabéns, mais que qualquer outro, este título é em primeiro lugar teu!

O ambiente no Pavilhão Atlântico foi simplesmente explosivo: mais de 9 400 adeptos, praticamente quatro vezes mais que a lotação do maior pavilhão encarnado, empurraram o Benfica para uma vitória histórica. O jogo começou com um Benfica desinibido e descomplexado, com trocas de bola seguras não só no nosso meio-campo mas também no dos espanhóis. No entanto, o Interviu acabou por marcar primeiro numa jogada em que se ficou a reclamar, com razão, falta. Marquinho dava vantagem a "Castela". A reacção encarnada não se fez esperar e, num livre estudado, Joel Queirós, a passe do mágico Ricardinho, fuzilou Luis Amado, considerado por todos como o melhor guarda-redes do mundo. Com a igualdade reestabelecida, o Benfica ganhou um claro ascendente sobre o seu adversário durante os cinco minutos seguintes mas não conseguiu materializar em golos tal supremacia, acabando o primeiro tempo encostado às cordas pelos espanhóis. O intervalo chegava com mais Benfica em termos de jogo jogado, mas com o empate a persistir no marcador.

O segundo tempo iniciou-se, praticamente, com o golo encarnado, fruto de um canto estudado (algo em que criticam tantas vezes esta equipa): Ricardinho marca o lance, César Paulo dá de calcanhar para Arnaldo que aparece e remata (com aqueles All-Stars cor-de-rosa) ao canto superior esquerdo da baliza do Interviu, sem hipóteses para o guarda-redes. Finalmente na liderança do jogo. Mas por pouco tempo. Numa jogada onde a defesa estava claramente descompensada, Bebé teve de sair da baliza para vir cobrir um avançado e Betão, o possante pivot da formação de Madrid, ficou com a baliza aberta para finalizar de calcanhar.

Face a este resultado, surpreendentemente, o Interviu não tomou as lides do jogo e acabou por ser mesmo o Benfica a faze-lo. No espaço de cinco minutos, Joel Queirós cria e inventa cerca de quatro oportunidades para facturar, mas não consegue. Arnaldo também tentou bisar, mas não deu. Só dava Benfica! Onde estava o Interviu todo-poderoso que tanto falaram? Jesus Candelas é assim tão bom? Por que é que foi necessário recorrer a tanto jogo directo para o pivot Betão para criar perigo quando têm super-estrelas como Schumacher, Borja, Marquinho, Gabriel, Daniel, Ortiz e Jordi Torras? E André Lima é assim tão mau? Davi é tão fraco quanto dizem, ele que secou Betão? Arnaldo está acabado? Joel é fraco? Ricardinho não tem a cabeça no Benfica? Pedro Costa está velho? Só deu Benfica, Benfica e mais Benfica.

Empate a dois golos no final dos 40 minutos regulamentares, seguiram-se o prolongamento, em duas partes de cinco minutos cada para decidir o vencedor. Nos primeiros cinco minutos o Benfica teve mais bola mas as melhores oportunidades foram mesmo as do Interviu, que pareceu fisicamente mais forte. No entanto, após excelente intercepção de Davi, este segue para a baliza espanhola e de pé esquerdo, o seu pior pé, remata forte e rasteiro junto ao poste, marcando o golo decisivo. 3-2, Benfica na frente, com o Pavilhão Atlântico ao rubro. Conseguiria o Benfica aguentar a pressão?

O público galvanizou-se e daí para a frente, mesmo não tendo bola praticamente durante a segunda parte, e apoiou a equipa de forma impecável. Cada corte era celebrado, cada boa acção defensiva era festejada. O Interviu apostou no 5x4 que André Lima tanto odeia e o Benfica teve de defender desta forma durante cinco minutos, cinco penosos minutos. No entanto, fe-lo com grande êxito: Pedro Costa, como elemento mais recuado do losango que defendeu o 5x4, teve papel preponderante e absolutamente fundamental, com três ou quatro cortes absolutamente fulcrais. Gonçalo também fez essa posição com bastante sucesso e impediu um passe para golo quase certo. Ricardinho mais sobre a esquerda e Arnaldo mais à direita foram de uma exactidão defensiva 100% eficaz, e claro, Joel, fantástico a saber aguardar e fechar os espaços. A vitória chegaria pouco depois com o apito final mesmo em cima de uma ocasião soberana de golo para o Interviu. Vitória incontestável do Benfica que faz história na modalidade. Quem percebe um pouco disto tem noção do incrível feito alcançado pelos nossos jogadores. A eles, ao corpo técnico e a quem chefia as modalidades e a quem as apoia, nelas acredita e as financia, o meu/nosso grande obrigado.

Parabéns aos campeões: Bebé, Zé Carlos, Carlos Paulo, Rúben Simões, Davi, Pedro Costa, Gonçalo Alves, Zé Maria, Pedrinho, Arnaldo, Ricardinho, Marinho, Anilton, César Paulo e Joel Queirós, sem esquecer a maravilhosa equipa técnica liderada por André Lima que conta com a preciosa ajuda de Nelito, Sónia Teixeira e Nélson Coelho. Viva o Benfica!

Adenda: Aqui fica o resumo do jogo e as declarações pós-encontro dos jogadores e equipa técnica do Benfica. Vejam e ouçam, porque há muito a reter nas palavras deles.




Domingo, 25 de Abril de 2010

Sport Lisboa e Benfica Campeão Europeu de Futsal

Bravo rapazes!!! Foram enormes, gigantes!!! Titulo mais que merecido!!!

PARABÉNS!!!

De olhão no título

Está quase, quase, quase. O Benfica está a apenas um ponto de se sagrar campeão português pela 32ª vez na sua História. Mais uma vitória categórica, por 5-0 frente ao Olhanense, veio vingar o sucedido na primeira volta no Algarve. Hoje, com muita classe e tranquilidade o Benfica demonstrou, em campo e nas bancadas, a sua verdadeira força. O ambiente infernal sentido na Luz, aliado ao melhor futebol praticado por uma equipa portuguesa em mais de 15 anos, torna o Benfica praticamente imbatível invencível. A questão é saber se ganhamos este campeonato amanhã ou para a semana.

Certamente havia muita ansiedade entre os adeptos encarnados antes do jogo. As recordações do encontro de Olhão, pelo menos a mim, assaltaram-me a memória: os cartões amarelos a Fábio Coentrão e Di Maria, com expulsão do segundo, a lesão de Ramires, um empate arrancado a ferros num péssimo jogo de futebol, nervos e mais nervos. Temia sinceramente que a equipa não apresentasse a humildade necessária e que faltou nas deslocações a sul do Tejo (Olhão e Setúbal), como o próprio Di Maria chegou a admitir. Mas não. Entrada forte e personalizada do Benfica, que se mostrou, a meu ver, bastante seguro desde os minutos iniciais, bastou para resolver o jogo em dez minutos apenas.

Logo no início, arrancada de Weldon sobre a esquerda, ganha a bola e cruza para a área onde Delson, defesa da turma de Olhão, corta a bola com o braço, indiscutivelmente. Penalty e cartão amarelo bem exibidos. Tacuara não vacilou e colocou o Benfica na frente com apenas três minutos de jogo decorridos. Pouco tempo depois, uma entrada assassina de Delson sobre Di Maria, que daria cartão vermelho directo em qualquer país desenvolvido e civilizado, mas que para Lucílio Baptista foi apenas para amarelo. Felizmente era o segundo, e em dez minutos o Benfica apanhava-se a vencer e com menos um adversário em campo. Poderia o jogo ficar ainda mais facilitado? Podia sim, quando Di Maria, após passa magistral de Pablo Aimar, que voltou às grandes exibições, fez o que quis da defesa olhanense e, pasmem-se, de pé direito, fez o golo da tranquilidade aos 18 minutos.

No que restou da primeira parte, o Benfica tirou o pé do acelerador e soube controlar o jogo. Quim foi chamado a intervir em apenas uma ocasião, a num cruzamento-remate de livre de Ukra após falta de Luisão. Aimar foi claramente o construtor de jogo, nota-se a grande forma do argentino, está a jogar o melhor futebol desde que chegou à Luz. E nota ainda para Javi Garcia que fez mais um grande jogo, respondendo aos benfiquistas que reclamavam que o espanhol deveria estar no banco por troca com Airton. Javi parece não cansar-se, durou um campeonato inteiro. Tenho pena que não remate mais vezes, porque aquele pé direito é muito bom, bem melhor do que eu mesmo pensava no início da Liga. Aliás, se formos a ver, os raros remates de pé direito do espanhol levaram sempre perigo à baliza adversária, deveria ter rematado mais vezes.

No segundo tempo entrou de novo o rolo compressor em acção: logo no início, Di Maria, no centro do terreno, faz um passe de letra que deixa Cardozo isolado na cara do guarda-redes Bruno Veríssimo e o paraguaio faz o seu segundo do jogo, igualando Falcao na lista de melhores marcadores da Liga. Dois minutos depois, novamente o paraguaio, a passe de Angelito Di Maria, fez o hat-trick, o quarto nesta temporada. 4-0, euforia nas bancadas. Poucos minutos depois o público gritava "Cardozo, Cardozo, Cardozo", pedindo que fosse o camisola "7" a apontar um livre directo, cantava-se "Campeões, nós somos campeões!", festa na Luz, num ambiente que raras vezes vi neste últimos anos. "Olés", "Hola mexicana", tudo servia para fazer a festa enquanto se faziam substituições e o Benfica falhava alguns golos numa exibição de grande qualidade. Ramires, de muito longe, tentou a sua sorte, Cardozo num cabeceamento que era golo feito acabou por falhar o alvo, e Aimar, que depois de um adversário chutar a bola contra si, na cara do guarda-redes, não perdoou e fez o quinto golo na Luz.

Continuou o festival ofensivo do Benfica com remates perigosos de Cardozo e sobretudo Di Maria, ao qual Veríssimo respondeu com aparatosa e difícil defesa. Nuno Gomes rendeu Aimar e o "21" recebeu um mais que merecido aplauso e ovação ao estilo de "Mantorras". O jogo terminou pouco depois com mais uma vitória do Benfica, a 13ª em 14 jogos na Luz, a 23ª em 28 jogos, fazendo uns incríveis 73 pontos em 28 jogos, mais 8 que no final dos 34 jogos de 2004/2005, exactamente, com 6 jogos menos! Números de facto incríveis, este Benfica já superou o Porto de Mourinho no ano em que ganhou a Champions. Haverá campeão mais justo na história do futebol português.

Por fim, uma convicção: Pinto da Costa não se vai sujeitar ao vexame de deixar o Benfica ser campeão no Dragão, por isso, vai mandar Jorge Sousa encostar o "Braguinha" para que os corruptos possam passar e ir à Champions League. Seremos campeões já hoje!

Sábado, 24 de Abril de 2010

ETERNO BENFICA




http://www.youtube.com/watch?v=N-uyWAe0NhQ

ONE STEP BEYOND ... campanha fantástica!

Futsal faz História

Era difícil, não impossível, mas o favoritismo não era nosso, pelo menos totalmente. No entanto, hoje, no Pavilhão Atlântico, o Benfica cilindrou o tricampeão italiano Luparense por claros 8-4. Uma entrada em campo à Benfica e exibições mágicas de Ricardinho, Bebé e Joel Queirós permitiram resultado tão dilatado, mesmo frente a uma das melhores formações europeias, que conta com jogadores de calibre mundial. Assim, o Benfica jogará domingo pelas 18h30 com o Interviú Movistar, aquela que é considerada a melhor formação do mundo e que conta com Luis Amado, Schumacher, entre outros.

Para a história deste jogo fica uma grande exibição dos "encarnados", com golos de Ricardinho (2), César Paulo, Arnaldo (2), Joel Queirós (2) e Davi. Domingo lá estarei de novo.

Sexta-feira, 23 de Abril de 2010

"Reserbado" (cárágo!)



Segue-se o segundo episódio da faixa colocada por um grupo de adeptos do Benfica com muito humor e muito boa disposição, desta vez na cidade do Porto, na "Inbicta", na mítica rotunda da Boavista. Fabuloso o pormenor da troca do "v" com o "b". Parabéns aos criativos, é destas iniciativas inócuas mas com muito humor e também inteligência que é preciso.

Quinta-feira, 22 de Abril de 2010

UEFA Futsal Cup


Não sei se os benfiquistas têm noção da importância e da dimensão da prova que se vai realizar em Lisboa, mais precisamente no Pavilhão Atlântico, esta sexta-feira e também no domingo.

Há uns anos, quando o futsal nacional estava ainda numa fase mais ou menos "embrionária", o Sporting conseguiu juntar, salvo erro, seis mil pessoas no mesmo local para assistir a esta competição. Hoje, com a modalidade em clara expansão, surpreende-me que não consigamos encher o Pavilhão Atlântico. Sim, claro, há a crise, mas no actual momento do Benfica, deveríamos ter casa cheia.

Mesmo assim, eu serei um dos 8000 que apoiará o nosso clube nas meias e, espero, na final. Lá estarei apoiando os comandados de André Lima, destinados a fazer história. É um momento único na vida do clube, por favor não faltem! Vamos Benfica.

Será?

Será que este fim-de-semana o Benfica se vai sagrar campeão nacional de voleibol, campeão nacional de futebol e campeão europeu de futsal? Uma coisa é certa: bilhetes para o futsal e futebol não escapam, estarei lá sexta, sábado e domingo, esperando que no último dia, na mesma hora em que se joga a final da UEFA Futsal Cup, estaremos todos a festejar os golos da Naval!

Não terá sido o Júlio Isidro?

Carlos Queiroz reclama hoje os louros de ter sido ele a descobrir que Fábio Coentrão é um excelente defesa esquerdo. Precisamente hoje passam 510 anos do achamento do Brasil. Cheguei a temer que o ainda seleccionador português reclamasse ainda os louros do "achamento" das terras de Vera Cruz, mas, vá lá, conteve-se. Simplesmente quer naturalizar brasileiros à bruta e à balda: Liedson, Fábio, Rafael, Diego, Paulo Assunção. Não era ele o "pai" dos jovens jogadores portugueses?

Depois de Júlio Isidro ter lançado milhares de cantores, apresentadores, gente do mundo do espectáculo para esse mesmo mundo, eis que surge Carlos Queiroz a lançar jogadores que não são do seu clube e que nunca treinou. Fantástico. Aliás, devo fazer a devida correcção: afinal de contas, Coentrão já jogou sobre a orientação do "professor", no Portugal x Bósnia e actuou precisamente como defesa esquerdo. Hmmm? Espera? O quê? Olha, afinal parece que actuou como avançado esquerdo. Mas o tio Carlos lá sabe.

O homem que afirmou que "sem café a máquina não trabalha" descobriu que Fábio Coentrão é um excelente defesa esquerdo. Para mim não é excelente. Nem sequer defesa esquerdo! Quando o virmos jogar com o Brasil, aí quero ver, se ele for ao Mundial, é claro!

O CIRCO

Ponto prévio: Prometemos o Jogo.

Dizem que foi por causa do calendário. O Mundial atrapalha tudo.
Num momento de puro altruísmo, e com a necessidade de primeiras páginas, eles afirmaram: Vamos realizar um jogo de solidariedade para com o desastre da Madeira. Confirmamos um jogo entre o Porto e uma Selecção mista de jogadores da Madeira, onde alinhará o Ruben Micael e, desde já com a confirmação da presença de Ronaldo. qualquer coisa como isto.

http://programas.rtp.pt/noticias/?headline=46&visual=9&tm=45&t=Rui-Cerqueira-anuncia-jogo-de-solidariedade-Porto---Madeira.rtp&article=321133

Estas coisas meus amigos, precisam de apoios, de se pensar bem antes de se falar, porque os jogadores têm compromissos e os calendários dos torneios não se alteram por telemóvel, o posterior descansos dos jogadores no Algarve e início da pré-época, são coisas inevitáveis.

A final do Mundial dicide-se a 11 de julho, o começo a 11 de junho ... descanso e pré-épocas, a começarem por essa altura também, finais de Junho (para o Braga de Domingos) Julho para os demais, épocas futebolísticas a começarem em Agosto ... difícil(porém não impossível) um encaixe no calendário!

O caricato disto tudo, poderiam vocês pensar, é a lesão do Ruben Micael. Peça sentimental e de fundamental importância na ligação «Andrades versus Madeira Dream Team».

Há quem diga que ele partiu o pé de propósito, outros dizem que foi o Bruno Alves a pedido do Papa, mas sinceramente acho que o Ruben não aceitou de bom grado o facto de ter ido para o porto, e consequentemente contribuído de forma decisiva para a degradante 2ª volta ... após ter sido tocado com 2 dedos por Jesus, note-se.

Convém lembrar (os mais esquecidos é claro!) que antes desse anúncio, o Marítimo e o Nacional, promoveram em Novembro de 2009 a ideia de realizar um jogo em Caracas e estabeleceram uma data. Maio de 2010.

http://tv1.rtp.pt/noticias/?t=Maritimo-e-Nacional-da-Madeira-preparam-jogo-solidario-em-Caracas.rtp&article=294765&visual=16&layout=55&tm=45

Simples confraternização entre Madeirenses em Caracas, mas o evento em si ... dizem, vai cair pela base a pedido Papal e porquê? para que não ponha em cheque, a iniciativa que de forma tão ligeira o Grémio do Norte se propôs a organizar, excitados por poderem serem pioneiros, ou quase ... a ciumeira tem destas coisas.


Caso vocês, se tivessem esquecido deste evento que Rui Alves, (que por sinal conta de forma enviesada com o apoio do Papa ao folclore das eleições da LPF) se esmerou em realizar, antes dos lamentáveis acontecimentos na Madeira, cá está o Papoila Calmante, para servir mais este «cafés com leite, fruta e chocolatinhos»!

Por isso escolhi para terminar usando a minha fina ironia, citar um poema adequado e que dedico emocionado a quem vocês tanto sabem, e que lhe assenta, por descreve-o fielmente quando se apresenta (Circo), e as figuras que faz (o personagem principal é o Palhaço) perante os seus correlegionários ... e é de quem? ... José Régio.


CIRCO

No circo cheio de luz
Há tanto que ver!...

"Senhores!"
-Grita o palhaço da entrada,
Todo listrado de cores-
"Entrai, que não custa nada!
À saída é que se paga..."
..................................
O palhaço entrou em cena,
Ri, cabriola, rebola,
Pega fogo à multidão.

Ri, palhaço!

Corpo de borracha e aço
Rebola como uma bola,
Tem dentro não sei que mola
Que pincha, emperra, uiva, guincha,
Zune, faz rir!
.....................................

José Régio, As Encruzilhadas de Deus


Jorge Nuno, este é dedicado a ti!

Quarta-feira, 21 de Abril de 2010

Perder 9 pontos? Ainda ganhavamos a Liga!

Surgiram, nos últimos dias, notícias de que o Sporting de Braga, desesperado por ver-lhe fugir jornada após jornada o título de campeão, estaria a pressionar a Liga no sentido de o Benfica perder nove pontos devido a suposta utilização irregular de Alan Kardec e Felipe Menezes.

Das duas uma: ou a falta de sol em Portugal está a afectar-lhes a cabeça, ou ainda não concluíram a quarta classe pois não sabem ler e interpretar as leis da FIFA. Dizem eles que os dois jogadores actuaram por 3 equipas na mesma época. Provavelmente não sabem que as épocas em Portugal e no Brasil não têm calendário sobreponível, pois uma começa em Agosto e a outra em Janeiro. Mais um episódio em que perderam uma grande oportunidade de ficarem calados, sendo que desta forma ainda conseguem fazer figura de urso.

2ª Temporada, Episódio 1



Depois de umas semanas de férias, os grandes protagonistas desta série de sucesso em Portugal e no estrangeiro estão de volta com novos e melhores episódios. Este é o primeiro da segunda temporada e tem novos actores: António Garrido e Gilberto Madail. Vamos lá ver até onde isto chega.

Terça-feira, 20 de Abril de 2010

60 anos do "Beckenbauer Português"


Faz hoje 60 anos o herói da geração que precede a minha: Humberto Coelho. Sempre que perguntava, quando era pequeno, quais eram os jogadores que o meu pai mais gostava, ele respondia invariavelmente Eusébio, Coluna, Zé Augusto, Germano e Humberto [Coelho]. Como jogador há tanto para dizer: era um líder dentro de campo, um senhor fora dele. Marcou uns incríveis 113 golos, ele que era defesa-central e capitaneou o Benfica durante várias épocas. Como jogador foi dos melhores em Portugal, como treinador, na sua curta carreira, teve sucesso ao conseguir umas meias-finais para Portugal no Euro-2000, e o seu futuro como dirigente do Benfica foi várias vezes equacionado.

Longa vida ao senhor Humberto Manuel de Jesus Coelho!

Segunda-feira, 19 de Abril de 2010

Reservado



E hoje, Lisboa acordou assim:

Domingo, 18 de Abril de 2010

Queima das Fitas

Saber sofrer é uma arte. Seja dentro do relvado, nas bancadas, ou numa pastelaria rodeado de sportinguistas, que aplaudiram e festejaram efusivamente os golos da Académica. Contra tudo e contra todos, contra os adversários, os Xistras, os que jogam por fora das quatro linhas, as malas de dinheiro, as críticas, o "estão a perder gás", frase que ouço desde... Setembro, repito, contra tudo e contra todos. É por estas e por outras que este clube é "o maior de Portugal", país que por acaso é demasiado pequeno para um clube como o nosso.

Jorge Jesus apresentou um onze com algumas meias-surpresas: na defesa tudo normal, mas no meio-campo Rúben Amorim rendeu o exausto Ramires e Pablo Aimar foi o organizador de jogo, em vez de Carlos Martins. Na frente, as dúvidas eram mais que muitas: Saviola acabou por não recuperar, ficando de fora dos 18 convocados. Cardozo também não recuperou, mas jogou, visivelmente debilitado, um risco que Jorge Jesus correu e que era perfeitamente escusado, face à qualidade das opções que tem no banco. O paraguaio foi secundado por Weldon, ele que tinha ficado de fora no encontro com o Sporting após boa exibição com a Naval.

O Benfica entrou fortíssimo no jogo e logo nos primeiros instantes, Maxi Pereira tem uma fantástica arrancada pelo flanco direito ganhando um pontapé de canto. A bola não saiu mais daquele zona e de pontapé de canto ou lançamento, o Benfica acabou mesmo por conseguir o golo à passagem do terceiro minuto, autoria de Weldon, num cabeceamento defensável para Rui Nereu. O Benfica chegava-se à frente no resultado com inteira justiça.

A partir daí o jogo ficou repartido com naturalidade: por um lado, o Benfica começou a sentir a pressão da vitória que deixava o título a escassos minutos; por outro lado, a Académica, que apesar de ter um dos conjuntos de jogadores mais fracos desta Liga, sabe jogar bom futebol, ao contrário das equipas que estão abaixo do quinto lugar. O Benfica ainda dispôs de uma excelente oportunidade num lance onde Rui Nereu atirou contra o avançado benfiquista, mas o guardião português emendou o erro com boa defesa. A Académica, com um pouco de sorte à mistura, acaba por chegar ao golo que já começava a justificar, num remate de fora da área de Diogo Gomes, sendo que a bola ainda bateu nas costas da Javi Garcia, traindo desta maneira Quim, ele que tinha sofrido um golo semelhante contra a Dinamarca em Setembro de 2008.

O Benfica, com o empate, sabia que tinha um resultado que apesar de não ser favorável acaba por servir perfeitamente na luta pelo título, mas mesmo assim resolveu colocar o pé no acelerador e dispôs de mais bola e teve maior pendor ofensivo. O Benfica carregava e após uma boa ocasião para a Briosa dar a volta ao resultado, foi Di Maria, numa jogava individual sobre o lado esquerdo, que cruza para Weldon, que executa um remate de execução muito difícil e marca o golo. O Benfica estava novamente na liderança e chegava ao intervalo a vencer por justos 1-2.

Após o intervalo o jogo tornou-se mais monótono, o ritmo caiu claramente. No entanto foram do Benfica as melhores oportunidades, nomeadamente o remate falhado escandalosamente por Di Maria e ainda o tiraço de Carlos Martins, acabado de entrar, que embateu na base do poste esquerdo da baliza de Nereu. O jogo começava a ficar duro e com o resultado a dar vantagem ao Benfica pela margem mínima, os erros de Xistra começaram a ser mais que muitos e graves. Faltas não assinaladas, cartões amarelos perdoados, cartões amarelos mal mostrados, de tudo um pouco. A Académica até deveria estar a jogar com 10 desde meio da primeira parte, quando Weldon foi rasteirado intencionalmente e sem qualquer propósito de jogar a bola por parte do defesa dos estudantes, que assim interrompeu a cavalgada do brasileiro que seguia isolado para a baliza dos visitados. O Benfica continuou a carregar e o golo acabou mesmo por chegar, num bom remate de Rúben Amorim, que festejou como qualquer um de nós, adeptos, festejaria. À Benfica! O jogo estava praticamente ganho, 1-3 aos 80 minutos dava a segurança necessária. A azia crescia nos sportinguistas que ainda estavam na pastelaria.

Até final confirmou-se aquilo que eu mais temia. A maneira de defender os lances de bola parada é simplesmente horrível. Com a bola a 40 metros da baliza, o Benfica defende à zona praticamente dentro da pequena área. Isto é um convite a que o adversário meta a bola em cima da baliza. E quando temos um guarda-redes que é simplesmente péssimo em lances de bola aérea... a situação complica-se, muito mesmo. Quim andou às aranhas neste tipo de lances e o segundo golo que sofreu é de amador. A culpa não é apenas dele, até porque Jesus defendeu estes lances pessimamente. Tiero teve tempo, espaço, tudo para fazer o golo. Quim provavelmente não viu a bola partir, mas dispôs de tempo para se posicionar melhor. E a maneira de se fazer ao lance roça o patético. Mas já passou e não teve consequências de maior.

Vitória suadíssima do Benfica num terreno onde não perde há três décadas e meia, salvo erro. E com este resultado faltam apenas pontos, quatro míseros pontos para o título, quando ainda recebemos Olhanense e Rio Ave, tendo a deslocação ao Dragão pelo meio. Está quase, quase mesmo. Só um cataclismo de proporções épicas pode evitar o triunfo do Benfica neste campeonato.

Aceito a tua sugestão!

Este ano, festejarei o título no túnel do Marquês. E até o dedico ao Pedroto.

Quanto vale uma vitória contra o Benfica?

Muito, aparentemente muito, mesmo. O Pedro F. Ferreira, na Tertúlia Benfiquista, afirma-o. E a confirmarem-se os valores de que o Vermelhovzky fala n' O Antitripa, então a grande maioria dos jogadores da Briosa receberá mais neste dia do que recebe ao final de um mês de trabalho. E tendo Carlos "ele fica doente quando o Benfica ganha" Xistra a arbitrar este jogo, as coisas ficam feias.

Villas-Boas é um treinador muito inteligente, goste-se ou não. Apesar de ainda não ter atingido a tão almejada manutenção, o trabalho que está a fazer ao leme dos estudantes é notável. Na minha opinião, os de Coimbra, em termos de jogadores, têm um dos plantéis mais fracos desta Liga, a par do Vitória FC. E sabendo das ligações de AVB... muito cuidado, porque todo o cuidado é pouco. Se ganharmos em Coimbra, é praticamente impossível que o título nos escape. Mas o problema é esse mesmo, ganhar em Coimbra. Sem Luisão e com a dupla de avançados em dúvida, o Benfica tem aqui a grande oportunidade para dar a machadada final no campeonato. É hoje!

Sábado, 17 de Abril de 2010

Impróprio para cardíacos

Voleibol O Benfica venceu esta tarde, no pavilhão nº2 da Luz, o Sporting de Espinho depois estar a perder por dois sets a zero. Com parciais de 22-25, 18-25, 26-24, 25-22 e 15-13, o Benfica coloca-se assim a apenas uma vitória da conquista do título que lhe escapa desde 2004/2005, sendo que poderá consegui-lo em Espinho, no próximo fim-de-semana, ou na Luz, dentro de 15 dias, sendo de evitar o quinto jogo, no norte.

Hóquei em Patins Empate contra o actual 5º classificado da melhor liga do mundo, a espanhola, permitiu a passagem à Final Four da Taça CERS, conquistada pela última e única vez em 90/91. Os comandados de Luís Sénica, a realizar um campeonato para esquecer, conseguem um feito surpreendente e terão adversários fortíssimos pelo caminho, todos eles espanhóis: Igualada, 10º classificado, mas com uma enorme experiência e tradição europeias; Blanes, 7º classificado, talvez o adversário mais acessível; Liceo Coruña, 1º classificado, fortíssima equipa, provavelmente a melhor do mundo.

Futsal Tudo fácil no Futsal, o Benfica derrotou o Onze Unidos por esmagadores 1-9, com golos de Davi, Joel Queirós, Ricardinho, César Paulo e Pedro Costa. A equipa parece estar a atravessar um bom momento de forma, talvez o melhor da temporada, o que permite encarar com algum optimismo a UEFA Futsal Cup, prova importantíssima que decorrerá nos próximos dias 23 e 25 de Abril. Já têm bilhete?

Mercado São já muitas as especulações que têm vindo a público, umas mais verosímeis que outras, algumas confirmadas, outras nem por isso. No andebol, o treinador José António Silva parece ter o seu destino traçado, cessando funções no final da época. Quem também sai é Luís Nunes, fechando assim um ciclo de quatro anos no SLB. Agora, as notícias mais surpreendentes e polémicas: João Santos, estrela no basquetebol, está de saída para o FC Porto a custo zero, sendo que este "benfiquista de cachecol" vai auferir cerca de cinco vezes mais do que ganha na Luz. Em sentido inverso, do Porto para Lisboa parece que vem... Reinaldo Ventura (!!!), mítico jogador dos dragões, um símbolo deles na modalidade.

Lapidar nº24

«quando alguma sportinguista tiver a infelicidade de casar com um benfiquista, tem o dever de fazer com que o filho continue a ser sportinguista. Este trabalho de sapa nas famílias é fundamental»

José Eduardo Bettencourt, presidente do Belen... Sporting

A extrema-direita portuguesa e europeia já teve melhores dias. Houve tempos em que eram figuras admiradas por boa parte da população, com maior predomínio para os que se identificavam com tal ideologia, claro está, a fazer este tipo de declarações. Hoje, é um energúmeno que nem sequer é respeitado por aqueles que o elegeram, muito menos pelos restantes milhares de sportinguistas que representa. Como forma de comemorar (atenção, quem comemora somos nós, benfiquistas, obviamente) um ano à frente dos destinos leoninos (que já não são lá grande coisa), deixo-vos um resumo daquilo que JEB(o) disse ao longo de doze meses:

- "Eu não tenho capacidade, nesta altura, para corresponder a esse desafio" (sobre a sua não candidatura à Presidência do SCP)

- "Paulo Bento forever"

- "A estrutura do FC Porto é muito eficiente (...) gostava de ver esse modelo no Sporting";

- "Para o ano até os comemos";

- "Quando dois noivos se querem casar..." (sobre a renovação com Paulo Bento);

- "Estamos à procura da noiva ideal para Liedson";

- "Deixa o sangue nesta camisola" (para Matigol);

- "Benfica tem os mesmos reforços dos últimos anos, o que mudou?"

- "Foi daquelas precipitações à Sporting" (sobre o despedimento de Bobby Robson)

- "Há claramente outros favoritos mais assumidos ao título"

- "O Benfica fez boas contratações e está muito forte"

- "Tá calado, pá, tá calado" (dirigindo-se a um adepto do SCP);

- "Não temos hoje solidariedade nos órgãos internos, nem o espírito de construção dos valores do Sporting";

- "A escolha de Leiria deveu-se ao facto de ser uma das localidades onde há mais orgulho e menos vergonha em se ser sportinguista"

- "Paulo Bento nunca sairá pela porta pequena"

- "A onda foi bem criada, e os resultados (do Benfica) deprimem o sportinguista e animam o benfiquista"

- "Não me sinto corno. O que havia é um casamento e agora uma separação dolorosa"

- "Ainda não sei como vou resolver (a saída de Paulo Bento), mas daqui a mais meia-hora saberei de certeza absoluta"

- "É um cretino, sócio noventa e tal mil, ou seja, não tem estatuto, nem currículo para se bater com a maioria dos sócios (...) este ano é a sétima vez que nos provoca. Está nos aeroportos, invade instalações e que se arroga ao direito de dar entrevistas (...) Vou fazer tudo para correr com ele de sócio do Sporting. Não admito que no nosso clube ter sócios desta qualidade (...) sei bem quem é o Herri Batasuna cá do sítio"

- "Para (Villas-Boas) ser candidato a treinador do Sporting era preciso haver acordo entre três partes e isso não aconteceu"

- "Infelizmente, estou a par de tudo" (questionado sobre as 3 derrotas consecutivas do SCP enquanto estava de férias no Brasil)

- "Será um modelo mais presidencialista, mais parecido com o do F.C. Porto, que é o que ganha há 30 anos"

- "Se o Paulo Bento cá estivesse, faríamos uma grande dupla, porque seríamos dois a dar o corpo às balas" (dias depois de chegar de férias no Brasil)

- "Sporting não é uma organização vencedora"


frases retiradas d' O Banco da Mexicana

Petróleo

Parece que sim, foi mesmo descoberto pitroil em Braga. Que eu me lembre, o Belenenses, aqui em Lisboa, é que costumava abrir as portas do seu estádio em alguns jogos do campeonato para poder ter mais público a assistir e a apoiar a equipa, especialmente em anos em que nem a Europa nem a descida de divisão passavam de miragens. Lembro-me de assistir a um Belenenses - Varzim, jogo de altíssima qualidade, que os pastéis ganharam por 3 ou 4-1.

Hoje assistimos a uma situação caricata. Com dinheiro vindo de sabe-se lá onde, o Braga vai abrir as portas do seu estádio uma vez mais. Depois do encontro com o Marítimo onde todos os adeptos tiveram bilhetes à borla, e Olhanense, onde salvo erro não pagavam e podiam levar um acompanhante pela astronómica quantia de 1€, hoje, frente ao Leixões, os bracarenses voltam a abrir as portas do seu estádio. Se pensavam que a generosidade do presidente bracarense acabava aqui, informo que os bilhetes para Leiria foram dados aos adeptos, que ainda tiveram transporte gratuito até Leiria! Ora, em tempos de crise, como e onde vai o Braga buscar este dinheiro?

Sexta-feira, 16 de Abril de 2010

imperdível !!!



O arraso final.
Nas livrarias a partir de 23 de Abril !!!!!

Quinta-feira, 15 de Abril de 2010

O 2º lugar é nosso!



Mais do que a rotina de vencer, entenda-se ficarem em 1º lugar serem Campeões Nacionais (já lá vão quase 10 anos!), a questão primordial do sucesso para os lagartos, é a rotina do «ficámos em 2º lugar ... e à frente do Benfica!».

Por isso embora parte da rotina não tenha sido quebrada, nomeadamente a manifestação singela e submissa do ficarem atrás dos andrades, seus líderes e mentores incontestáveis, tirar um 2º lugar no campeonato aos Lagartos, é espoliá-los, é deixar os pobres coitados um pouco daltónicos e sem noção do ridículo!

Lagartagem ... meus amigos, nós sabemos que não é o facto de irmos em primeiro que vos magoa ... mas que raio, esses 20 pontos de atraso são para os «mangas brancas», esses malandros é que vos roubaram o 2º lugar!

Por isso nós Benfiquistas, entendemos a mensagem do Costinha.
No imediato, condicionar os árbitros em forma de suplica, para não perderem, vergonhosamente o 4º lugar.

Depois, porque à fêcêpê, é assim que se prepara a próxima época.

Sendo assim, de futebol chorão sabemos com o que podemos contar da rapaziada do Lumiar!

Passo seguinte, a imagem oficial do Grémio Leonino!


Quando confrontado com os assuntos importantes para o futuro dos Lagartos, Costinha foi convidado a exercer o seu magistério de sabedoria adquirida no Futebol, que lhe granjeou o Nick ... "Ministro". Apontem-me os holofotes, gritou Costinha, ao que Salema excitadérrimo exclamou «Luzes, Cor, Acção!» ... e tomou em mãos o dossier "Fato oficial 2010/2011".

Tornou-se num assunto ao qual queria, mais do que tudo, demonstrar que quem estava ali dentro do «métier» e mandava agora era ele!

Salema Garção, que duma forma eufórica e tentando não fugir da ribalta, já se punha em bicos de pés a imaginar o seu novo Sacoor, foi olhado de forma fria pelo "cabide da Rua dos Fanqueiros» que tal qual um bandarilheiro, rodou nos seus tacões, fitando-o de forma cruel,e exclamou:

- DECÉNIO!

Intrigado, mas com todo o verniz e sem "sair do salto", Salema disse com voz agastadiça:

- Francisco José Rodrigues da Costa ... lá vem você quebrar rotinas, "DECÉNIO"? ... é estranho, essa marca lembra-me algo longínquo, não a consigo relacionar com o 2º lugar!?

Por isso preparem-se, a época dos Lagartos está a ser pensada, ao pormenor! ... o «EternoBenfica» a informar em 1ª mão, ou quase!

Ecos do derby



desavergonhadamente roubado da Ilíada Benfiquista

Quarta-feira, 14 de Abril de 2010

Jesus e judas


imagem retirada do serbenfiquista.com

Cheira a campeão

Minuto 67. Depois de três minutos a protestar com Jesus por manter Óscar Cardozo em campo, apesar do sofrimento visível do paraguaio, e depois de discutir com o "vizinho" do lugar cativo do lado sobre a insistência em Cardozo (à semelhança do que aconteceu em Dezembro com Amorim...), eis que num cruzamento remate de Coentrão, Cardozo tem um desvio feliz e intencional, fazendo o primeiro golo do Benfica. Pura emoção e alegria. Cardozo saía no minuto seguinte, dando lugar a Kardec.

Minuto 77. João Pereira coloca Pablo Aimar em jogo e após passe de Ramires, o argentino surge na cara de Patrício. Toca de pé direito, longe do guardião português, finta-o, mas a bola parece que já não está sob controlo do internacional das pampas. Vai chegar? Vai marcar? Vão cortar o lance? Aimar ganha velocidade e de pé esquerdo atira cruzado vencendo a oposição de Grimi. 2-0! 2-0! Estava feito. Era impossível não chorar. E chorei. Como nos 7 de Vigo, como na morte de Fehér, mas desta vez de alegria. Se há derby que jamais esquecerei, é este.

A primeira grande dúvida era saber quem jogaria ao lado de Cardozo: poderia ser Weldon, à semelhança do que aconteceu na Figueira, Nuno Gomes, talvez o mais indicado, se Jesus não lhe estivesse a indicar a porta de saída da equipa, Kardec, apesar de as duas torres serem pouco prováveis, pelo menos ao mesmo, tempo, Pablo Aimar, como falso avançado, mais recuado, ou Éder Luís. E foi precisamente este último. Não esteve nada bem, mas também não se podem apontar grandes falhas. Foi quase nulo, mas poderia ter feito pouco mais que zero. Parece estranho, mas é verdade.

À semelhança de Éder Luís, a equipa do Benfica realizou os primeiros 45 minutos mais fracos deste ano na Luz. A pressão alta do Sporting, logo no primeiro quarto do campo, fez com que Luisão e David Luiz tivessem muita dificuldade em sair a jogar. O Benfica só conseguiu levar perigo à baliza de Rui Patrício através de lances de bola parada, mas nem esses saíram bem, de tão mal executados que foram. O Sporting soube explorar o contra-ataque e conseguiu levar perigo à baliza de Quim, que se mostrou inseguro desde o início, baqueando completamente num canto do lado direito, onde se sai à bola da maneira mais inacreditável possível. João Pereira, pela direita, também criou dificuldades a Coentrão e Ramires, que actuou muito tempo sobre a esquerda. No entanto, e apesar do maior domínio territorial dos verdes, não houve grandes lances de perigo para a baliza encarnada, apesar de admitir que se alguma equipa deveria chegar a vencer ao intervalo, essa equipa seria o Sporting. Falta claramente ao Sporting um médio ofensivo que saiba pautar jogo, que saiba construir lances de ataque. A primeira parte chegava ao fim com muito pouco futebol e já com algumas picardias, típicas de um clássico, que não vou abordar aqui (mas que podem ler no post abaixo).

No segundo tempo Jesus promove a alteração que desbloqueia autenticamente o jogo. Éder Luís sai para a entrada do mago Aimar. O Benfica começa, finalmente, depois de 45 minutos de avanço dados ao adversário, a trocar a bola no meio-campo leonino. Bola a circular por Aimar, Martins, Amorim, Javi, Ramires, Di Maria, aquele carrossel que todos já vimos. Sucedem-se entradas merecedoras de cartão como a de Luisão sobre Liedson, Moutinho sobre Ramires e Grimi sobre Cardozo, esta última já na área, e que acaba por lesionar o paraguaio. Cardozo não aguenta, fica agarrado à perna. É assistido, fora das quatro linhas. Jesus chama Kardec. O Sporting tem a sua melhor oportunidade de golo, num remate fortíssimo de Abel para boa intervenção de Quim. Boa parte do público espera e desespera pela saída de Cardozo, que foi novamente ao banco receber assistência. E eis que Rúben Amorim cria uma auto-estrada por entre a defesa do Sporting, cruza longo para Coentrão, que remata forte de pé esquerdo, e aparece Cardozo a emendar com o seu pé favorito (e único?) para a baliza de Patrício. 1-0, Benfica na frente.

Kardec entrou, finalmente, para o lugar de Tacuara, muito queixoso. E daí para a frente o Benfica soltou-se e dominou o jogo a seu bel-prazer. Foram toques de calcanhar, rabonas, olés, bola a circular ao primeiro toque no último terço do relvado, um festival, um banho de bola. E eis que num lance em que a defesa do Sporting está a dormir, Ramires isola Pablo Aimar, que passa por Patrício e atira, quase em esforço, de pé esquerdo, para o fundo das redes dos leões. Beija o símbolo, faz a festa, vitória garantida.

O Benfica superiorizou-se ao Sporting no segundo tempo e acaba por conseguir uma vitória mais que merecida. A primeira parte teve pouco futebol mas na segunda viu-se um pouco daquele rolo compressor de Jesus. Aimar foi o homem do jogo, conseguiu trazer um Benfica dominador para a segunda parte, deu muita qualidade ao futebol encarnado. Vitória justíssima que nos deixa a sete pontos de festejar o campeonato. Viva o Benfica.

Trio Odemira (Costinha, Moutinho e Carvalhal )

O Sporting é um aborto falhado, um clube adiado, um projecto em rápida belenização. É de facto incrível que, estando a 26 (vinte e seis) pontos do rival para o qual acabaram de perder os dois campeonatos (o da 2ª Circular e o Nacional), se venham queixar, imaginem... da arbitragem!

Quer dizer, conhecendo-os como nós [infelizmente] conhecemos, não é de admirar. Agora, vir falar deste jogo? Mas não chega? É pá, menos... menos. Que histerismo estúpido. Parecem as pitas que estão acampadas à frente do Pavilhão Atlântico à espera dos Tokyo Hotel. Vermelho para Luisão? E os lances do Carriço (ou Tonel? Ou Moutinho?) sobre Éder Luís e de Veloso sobre Ramires? É o mesmo lance mas com as camisolas ao contrário. Mas que palhaços... olha, agora percebo o Villas-Boas quando falava na palhaçada de Alvalade.

E agora, vão esperar que o fóculporto vos indique quem é o vosso treinador ou terão a coragem de perguntar quem eles querem para ficarem com as sobras?

P.S. Atenção, esta crítica não é extensível a todos os sportinguistas. Por exemplo, no final do jogo, recebi logo um sms de um adepto dos verde-e-brancos a congratular o Benfica e a vitória na Luz. Mas é uma pena que tenham dirigentes como os que têm.

Terça-feira, 13 de Abril de 2010

Benfica vs Anões

Ok, todos sabemos que é uma final, que estamos à beira de ganhar o campeonato, que o estádio vai estar cheio. Ou não. Como é possível faltar vender 8.000 bilhetes para um jogo destes? Qual é a desculpa? Ser terça-feira? Dá a novela? A sogra que vocês odeiam esta doente e vocês têm de dar a sopa? Qual é a desculpa? 8.000 bilhetes?! Não brinquem comigo se faz favor... É claro que há gente que, compreensivelmente, não poderá estar presente no jogo, quem vive longe, trabalha até tarde, mas e os outros?

Quanto ao título do post não se trata de achincalhar o Sporting. Isso eles conseguem fazer sozinhos. Trata-se sim do que eu disse precisamente antes do Sporting - Benfica da meia-final da Taça da Liga: o jogador mais alto que o Sporting vai apresentar em campo chama-se Daniel Carriço e mede apenas 1,83 m. Ora, a juntar a este o Moutinho, o Fernandez, o João Pereira e restantes estrunfes, dá que pensar que os lances de bola parada podem (e devem!) ser uma festa para o Benfica. Com Luisão e Cardozo (1,93 m), mas também David Luiz (1,89m) e Javi Garcia (1,87 m), o Benfica tem de, obrigatoriamente, marcar em lances de bola parada. É aqui que pode estar a chave deste jogo.

P.S. Leiam o post abaixo deste, para perceber a seriedade e importância deste jogo, sff.

Segunda-feira, 12 de Abril de 2010

Para os mais distraidos

Relembro apenas que ainda não ganhámos nada. Vejo imensa euforia entre benfiquistas que vamos "fazer, acontecer, ganhar, humilhar e massacrar" o sporting (tal como na primeira volta...), e ainda nem entrámos em campo.
Calma!
Amanhã, mais do que nunca, temos de fazer uso daquela que tem sido a nossa maior arma esta época: respeito pelo adversário e humildade. Foi através disso que a nossa equipa nos tem brindado este ano com vitórias.
Não me interpretem mal: se ganharmos aos sapos, serei o primeiro a vir aqui e malhar neles. Mas só depois do jogo e com a vitória na mão.
E a razão de ser deste post são duas: apelo á concentração máxima da equipa durante 90 minutos, e, porra!, eu quero mesmo ganhar áqueles tipos!!!
VIVA O BENFICA

A nossa grandeza vai daqui à Tailândia

A fotografia é de Julian Abram Wainwright, da European Pressphoto Agency, e mostra um tailandês pertencente, ou pelo menos apoiante do grupo "Camisas Vermelhas", rezando pelos manifestantes abatidos pelo passado sábado pelo exército do seu país.

E pensar que, em Portugal, há equipas de bairro, de cidade, de região... e depois há o Benfica. Universal.

Domingo, 11 de Abril de 2010

Lapidar nº23


«Criou-se a ideia que o Benfica teria de estar em condições bacteriologicamente puras para vencer a Liga Europa»

Rui Santos

Não sei bem por onde começar: se pela personagem que é o autor da frase, se pelo "bacteriologicamente", se pela ideia de ganhar a Liga Europa. Bom, é claro que todos os benfiquistas, ou quase todos, gostam de sonhar alto, e face à excelente temporada que o Benfica está a realizar, o sonho de conquistar a Europa era plausível. Agora, "bacteriologicamente"... o que é isto?

Voleibol Benfica parte na frente em Espinho

Depois do surpreendente desaire verificado na semana passada na final da Taça de Portugal, frente ao Castêlo da Maia, o Benfica entrou a ganhar no sempre difícil terreno do Sporting Clube de Espinho por 2-3. Os encarnados iniciaram a partida em grande forma ganhando os dois primeiros sets, mas perdeu algum ritmo e foi derrotado nos dois seguintes parciais. Na negra, cavou uma grande vantagem logo no início e soube geri-la para bater a equipa visitada, que esta ano ainda não tinha perdido no seu reduto.

Numa época marcada pelo bom desempenho da nossa equipa de voleibol, seria muito importante ter um pavilhão cheio para apoiar os nossos jogadores, algo que não se verificou durante a fase regular. Cinco épocas depois, o Benfica tem reais possibilidades de chegar ao título.

Já que falamos em Jorge Gomes...



«Para quem não conhece Jorge Gomes aqui vai o seu currículo:
Começou como chapeiro numa oficina de automóveis. Pela mão de gente ligada ao FC do Porto entrou para a Agência Lusa como secretário e acabou a fazer umas notícias. Mas o seu portismo era de tal ordem exacerbado, que acabou a braço direito de Reinaldo Teles no departamento de futebol portista. O seu papel esteve sempre ligado a atitudes sujas e muito pouco transparentes.
Foi constituído arguido no caso do árbitro José Guimaro para depois ser ilibado, não obstante ter havido indícios de que era emissários em vários negócios ligados à arbitragem.
Jorge Gomes é ainda primo de António Araújo e foi pela sua mão, que o homem conhecido pelo negócio da fruta entrou no FC Porto depois de se ter associado também a Reinaldo Teles.
Saiu da máquina do dragão por para se colar a José Veiga e passou a colaborar com a Superfute.
A Superfute faliu e Jorge Gomes voltou a trabalhar com António Araújo, para depois colaborar com o Estoril.
Regressou novamente ao Norte, mas Pinto da Costa nem o queria ver por perto e foi com este currículo que Luís Filipe Vieira lhe abriu as portas para a prospecção de talentos mais jovens. Baseado em que formação?»

retirado do fórum Ser Benfiquista

Uma Equipa começa na bancada!

Perdeu-se em Liverpool.
Já vi muitos jogos entre ambas as equipas, vi vitórias vi derrotas, mas uma coisa sei que é uma constante, em Anfield, mal soa o apito e começa o encontro, o Liverpool ataca, inclina o campo para a baliza do adversário, não deixam respirar. Desta vez não, receosos após o jogo de Lisboa, encararam o Benfica com respeito, respeito esse que começou em Birmingham, quando Benitez, poupou (mesmo pondo em causa a luta pelo apuramento da Champions) os seus melhores jogadores. Resultado, o Benfica jogou nos limites, encarou com seriedade o jogo, deu tudo, e quase no final com 3-1, alguns adeptos escondiam-se atrás do cachecol, não querendo ver Cardozo bater o livre. Falhou-se essa chance, perdeu-se depois por 4-1. Goleada diziam muitos. De facto é, números gordos a que nos habituámos a saborear esta época, agora foi ao contrário e nas bancadas, 3.000 dos nossos adeptos, tinham até ao limite (silenciando Anfield por vezes com cânticos) dado tudo com a equipa.

Cabeça levantada meus Amigos, ser grande também é isto e o depois!

Cabisbaixos e tristes, a comitiva do Benfica e adeptos, começaram a chegar à Portela, logo apoiados e incentivados por alguns Benfiquistas, (sim porque há uma casa do Benfica dos trabalhadores da TAP, RedJan é um enorme Benfiquista, garanto-vos!)mas jamais esperariam o que estava lá fora!

Lá fora estavam alguns Benfiquistas que na Blogosfera, nomeadamente no SerBenfiquista porque assisti, combinaram lá ir. Ir não porque os níveis de exigência baixaram neste enorme Clube. Nada disso! foram, porque queriam fazer o que a matriz dos Benfiquistas sempre fizeram com os seus atletas.

Dás tudo em campo, aplausos e respeito terás! ... foi assim que o meu Pai me educou Benfiquista!

Esta época tem sido em cheio, tem sido um futebol bonito, dinâmico e esmagador nos resultados.
Faltam 5 jogos, o próximo já contra os nossos rivais, rivais esses que vão jogar descomprimidos (fruto dos 23 bar de pressão negativa), mas nós não. Nós vamos jogar com a pressão exercida pelos nossos na bancada, complementando esta grande equipa, que irá mais uma vez fazer aquilo qe nos tem habituado.

Vencer e convencer!

P.S. Com a simples ida ao Aeroporto, cortou-se com "a crise" que a Comunicação Social subserviente, salivando, tão prontamente se propunha a enunciar nos Jornais e Onlines da nossa praça. Prontamente talvez não, repetidamente, porque desde a pré-época foi um «é já a seguir» ... vem ai a crise, dizem eles, ironizando com Jesus, Natal, Páscoa ... esqueceram-se foi do «vozes de ... não chegam ao Céu»!


Saudações Benfiquistas do Papoila Calmante.

Sábado, 10 de Abril de 2010

É agora, Paulo Gonçalves!

Desde que integrou a estrutura da SAD do Sport Lisboa e Benfica, em Dezembro de 2006, o advogado Paulo Gonçalves tem acumulado erros atrás de erros, perdido todos os processos em que se vê envolvido, enfim, é um sem-número de asneiras das mais simples e inócuas às mais graves: desde se esquecer de anunciar à Liga, ou a quem de direito, que o Benfica iria utilizar o logo da "Meo 3D" em dois jogos do campeonato, o que nos valeu uma multa, até mesmo perder um processo que pelos vistos não era assim tão difícil de ganhar, na Suíça, frente ao FC Porto.

Trabalhou no Boavista durante alguns anos, curiosamente no período áureo do clube (ui... as trafulhices que por lá devem ter sido fetas...) e um certo dia, um dirigente que eu não vou dizer qual é (mas vocês sabem de quem eu estou a falar) disse o seguinte sobre Paulo Gonçalves "Se o nome do senhor Paulo Gonçalves aparecer ligado ao Benfica outra vez, eu conto a verdade toda, não só dessa como de todas.". Enquanto não lhe tirarem o tacho de que se alimenta, e alimenta-se bem, está gordinho, não sai de lá. Diz-se que ganha dois ordenados, o que até percebo, trabalha para o Benfica e dá resultados ao anti-Benfica, é justo.

Certo, certo, é que se for o Paulinho Gonçalves a tentar resolver este "dossiê Caio", estamos bem tramados. Com "F" maiúsculo. Poderiam explicar-me o que este senhor ainda está a fazer no Benfica? Companhia ao palhaço do Jorge Gomes? Que tal uma vassourada no lixo que existe dentro das "paredes" do Benfica? E contratar o departamento jurídico do Belenenses, hein?

Começam a faltar adjectivos para este Braga!

Paiosos, sortudos, leiteiros, mijões... alguém se lembra de mais algum?

"Caiam" na triste realidade do desporto português

"26/09/2009 – O atleta do SL Benfica Ricardo do Carmo Oliveira é admoestado com o cartão Vermelho no jogo da final da Super Taça António Livramento 2009, após ter sido agredido por um jogador do FC Porto;

01/10/2009 – O Conselho de Disciplina da FPP comunica ao SL Benfica o castigo aplicado ao Atleta Ricardo do Carmo Oliveira – 2 (dois) jogos oficiais de suspensão;

04/10/2009 – O atleta Ricardo do Carmo Oliveira cumpre o primeiro jogo de castigo no jogo nº 466 do Torneio de Abertura da Associação de Patinagem de Lisboa (APL), prova devidamente homologada pela FPP – SL Benfica-AED Física;

05/10/2009 – O atleta Ricardo do Carmo Oliveira cumpre o segundo jogo de castigo no jogo nº 469 do torneio de Abertura da Associação de patinagem de Lisboa (APL) – SL Benfica-Nafarros;

07/10/2009 – SL Benfica envia para a FPP os boletins dos jogos nº466 (Física) e nº469 (Nafarros) da APL – fazendo prova do cumprimento dos 2 jogos oficiais de suspensão em prova homologada pela FPP e a pedir informação sobre a data em que pode levantar a licença do referido atleta;

09/10/2009 – O Comité Técnico-Desportivo de Hóquei em Patins da FPP, acusa a recepção do fax do SL Benfica de 07/10/2009, no entanto informa que no seu entendimento o atleta Ricardo do Carmo Oliveira deverá cumprir os jogos de castigo em provas nacionais (organizadas pela FPP) e não Associativas (organizadas pela APL);

09/10/2009 – O SL Benfica, inconformado com a decisão do Comité Técnico da FPP, recorre para o Conselho Disciplinar da FPP, apresentando os seus argumentos;

12/10/2009 – O SL Benfica envia fax para a APL a requisitar que a mesma informe formalmente o Conselho de Disciplinar da FPP que o atleta Ricardo do Carmo Oliveira cumpriu os dois Jogos Oficiais de suspensão aplicados pelo CD da FPP nos jogos nº466 e nº469 do Torneio de Abertura da APL, que é uma prova oficial e homologada pela FPP de acordo com o comunicado nº28 de 16 de Julho de 2009 da FPP;

16/10/2009 – O Conselho de Disciplina da FPP envia para o SL Benfica a sua decisão acerca do bom cumprimento dos 2 (dois) jogos de suspensão do atleta Ricardo do Carmo Oliveira nos jogos nº466 e nº469 da APL;

17/10/2009 – Jogo nº16 da FPP entre o SL Benfica e a ADJ Viana, onde o atleta Ricardo do Carmo Oliveira foi inscrito de acordo com o Fax a comunicar a decisão favorável ao bom cumprimento do castigo aplicado ao atleta pelo Conselho de Disciplina da FPP a 01/10/2009;

29/10/2009 – O Conselho de Disciplina envia para o SL Benfica a sua decisão referente ao protesto apresentado pela ADJ Viana relativo à possível utilização irregular do Atleta Ricardo do Carmo Oliveira no Jogo nº16 da FPP realizado a 17/10/2009 entre SL Benfica e ADJ Viana, onde o o referido Conselho Disciplinar decide que o protesto da ADJ Viana é improcedente, uma vez que no seu entendimento o atleta Ricardo do Carmo Oliveira cumpriu os 2 (dois) jogos de suspensão de forma legal e regular;

06/04/2010 – O Conselho Jurisdicional da FPP vem conceder provimento ao recurso apresentado pela ADJ Viana, contrariando a decisão do Conselho de Disciplina da FPP de 29/10/2009 e de 16/10/2009."


Esta é a ordem cronológica dos factos descrita no site oficial do Sport Lisboa e Benfica. Resumidamente, o melhor jogador da secção de hóquei do nosso clube foi suspenso na Supertaça de hóquei em patins que decorreu há seis meses e meio por ter sido agredido por um adversário. Para quem não está dentro do contexto, ser agredido no hóquei em patins é um acto grave que efectivamente dá direito a expulsão se o agressor for do Porto e o agredido do Benfica, claro está. Ora, passado todo este tempo, e após o nosso jogador ter cumprido a pena, surge a penalização do Benfica. Ridículo. Mas eu sei como isto ia lá.

Tudo bem que o hóquei em patins luso ainda está carregadinho de árbitros de bigode a lembrar os bons velhos tempos do futebol português, mas com um investimento a sério por parte do Benfica, à semelhança do que se fez no basquetebol, ninguém nos poderia parar. Ainda por cima numa modalidade com tanta tradição em Portugal. Eu lembro-me de ver jogos em directo na RTP, eu lembro-me de ouvir os relatos de hóquei, que em tempos paravam o país. Não deixem o hóquei do Benfica morrer. E não deixem que a corja acéfala que o domina actualmente (na secretaria e por conseguinte no campo) continue a ganhar. Eles matam o hóquei português. Por alguma razão deixou de ser o segundo desporto em Portugal, sendo suplantado pelo futsal, basquetebol e columbofilia.

Força Leiria!

Comam-nos vivos se for preciso.

Descansa em paz, Hugo

O Hugo era um blogger benfiquista como muitos de nós. Escrevia no "Benfica, de Muitos Um" e faleceu devido a um derrame cerebral no passado domingo, algo que poderia acontecer a qualquer um de nós.

O Eterno Benfica deixa assim sinceras condolências à enlutada família. Que descanse e paz.

Sexta-feira, 9 de Abril de 2010

Outra dimensão

Este ano já houve várias recepções no aeroporto após algumas derrotas dos clubes portugueses: no caso do Sporting, os sapatos de vela deslocaram-se em peso ao aeroporto para receber amigavelmente Paulo Bento e sus muchachos, incluindo o Cotonete, após o empate na Choupana e a derrota em Florença. Os Herri Batasunas de Alvalade causaram danos psicológicos irreversíveis nos leões, disseram que ficaram "possessos", e foram chamados de "possidónios" aos jogadores. Pobrezinhos. Mais a norte, após uma copiosa derrota em Londres, onde além dos avantajados números levaram um baile futebolístico (e é aqui que está a diferença, se é que me faço entender), os dragonetes foram vaiados e insultados no regresso à Naçoum. Foi bonito, nunca pensei, tive pena de não estar lá também para insultar as cavalgaduras.

No regresso de Anfield, passou-se aquilo que sabemos. Fabuloso. As 3 horas da manhã já tinham passado quando os jogadores regressaram, cabisbaixos, desiludidos. A recepção no aeroporto após uma goleada sofrida em Inglaterra (sem haver "baile" do adversário, pelo contrário, o Benfica teve mais bola e fez mais remates), foi fabulosa, segundo dizem, os jogadores receberam todo o apoio dos adeptos que tiveram a coragem para se deslocarem àquela hora à Portela. As imagens são esclarecedoras, com Javi Garcia, num misto de sorriso amarelo com lágrimas, a ser reconfortado pelos adeptos. Foi a melhor maneira de os jogadores recuperarem para terça-feira. Hoje, os que ainda não tinham percebido, entenderam o que é a Mística do Benfica. É isto:


"It could have been all songs in the streets"

Se há melhor sinal de que o grande Benfica europeu parece estar a ressurgir é o descontentamento ou desilusão que muitos benfiquistas sentiram no final desta eliminatória. Se há uns anos era lisonjeiro perder uma eliminatória por 5-3 com o Liverpool, hoje parece que sabe a muito pouco, que deveríamos te-los derrotados. E parecendo que não, isto é excelente. Há uma cultura de exigência, de querer ganhar. Saúda-se.

No entanto, poderia ter sido tudo tão diferente. A primeira mão em Lisboa foi claramente dominada pelo Benfica e se o árbitro tivesse coragem para ter tomado um conjunto de decisões que não tomou, porque não viu ou não quis ver, o Benfica poderia ter goleado os ingleses. O golo do Liverpool é irregular, pois Dirk Kuyt, jogador genial, tem interferência directa no lance, obstruindo a visão de Júlio César, impedindo que este se fizesse ao lance. O fora-de-jogo posicional tem interferência clara no lance, e isto é decisivo. Na segunda parte, o Liverpool viu-lhe perdoadas duas grandes penalidades: a primeira por mão de Lucas Leiva, que não tem o braço na posição natural nem mantém a posição do mesmo, desvia-o e corta um remate; no segundo lance nem há discussão possível, Jamie Carragher atinge Cardozo com uma patada, lance semelhante a um verificado no Portugal x Holanda do Mundial 2006, quando Nuno Valente fez o mesmo a Arjen Robben.

Na Luz, com 4-0, o Liverpool perderia todas as esperanças e a esta hora estaríamos a defrontar Quique Flores e o seu Atlético nas meias-finais da Liga Europa (ou o Valência, se não tivesse havido um roubo de igreja no Calderon). Poderia ter sido tão diferente.

P.S. Um agradecimento especial ao nosso leitor Jorge Veríssimo, que nos cedeu as imagens.

Quinta-feira, 8 de Abril de 2010

Erros teus, má fortuna, estádio ardente

Anfield Road vestiu-se de gala para receber o Benfica. Os vermelhos de Merseyside compreenderam as palavras do seu treinador e souberam criar o ambiente e o inferno necessários para levar a sua equipa a vitória. E assim foi, mas poderia ter sido tão diferente.

Aos três minutos, quando Carlos Martins se isola na cara de Reina, o árbitro anula a jogada para marcar falta a favor do... Benfica. Fiquei incrédulo com a decisão, mas já esperava. Afinal de contas, o árbitro veio do país que está em luta directa com Portugal pelos lugares uefeiros, um país que tem mantido uma rivalidade acesa com Portugal mesmo a nível da FIFA, com aqueles oitavos-de-final do Mundial 2006 a ficarem na memória, o jogador expulso polemicamente na primeira mão era holandês, enfim, motivos que me deixaram incomodado, mas que se verificaram suficientes para apoquentar qualquer benfiquista.

O Benfica até entrou melhor no jogo, os primeiros dez minutos foram claramente nossos. Raras vezes o Liverpool chegou ao meio-campo adversário com bola controlada e hipóteses de perigo nem ve-las. Depois, tudo mudou. Os papéis inverteram-se o Liverpool dominou, foram empurrados pelos seus adeptos e os golos sucederam-se. O Benfica acaba por sair de uma Liga Europa muito mais competitiva que as anteriores edições da Taça UEFA, com um resultado "à Porto". Mas a exibição não teve qualquer ponta de semelhança.

Porquê "erros teus"? Porque Jorge Jesus, que tem grande mérito a nível de toda a excelente temporada que o Benfica está a fazer, tem quota parte de responsabilidade na derrota. Não pelo onze escolhido, aí até concordei com as escolhas de Jesus, nomeadamente Amorim à direita e David Luiz à esquerda (que eu tantas vezes critiquei, é certo, mas era a única opção plausível para parar Kuyt, que fez gato-sapato de Coentrão na Luz), mas mais pela forma como sofremos o primeiro e o terceiro golos: no primeira é a velha questão defesa à zona vs defesa homem a homem nos lances de bola parada. Não há qualquer falta sobre Luisão ou Júlio César, o guarda-redes não saiu nem podia, pois Kyrgiakos poderia ter cabeceado ao primeiro poste. No terceiro golo é inconcebível que o Benfica defenda apenas com Ramires frente a uma equipa como o Liverpool. As transições ataque-defesa são fracas, a equipa não consegue reagir quando lhe aparecem em velocidade três ou quatro adversários. Claro que isto no nosso campeonato português nunca aconteceria porque também não há qualidade.

Por isso se percebem as palavras de Jesus, que além de salientar o cansaço físico de alguns jogadores, fruto, em parte, de um conjunto de tradições religiosas que só se vêem neste jardim à beira-mar plantado, que até é um estado laico, e que obrigaram o Benfica a jogar com a Naval numa segunda-feira. Já diz o povo "é o país que temos". Mas além disso, como JJ referiu, o Liverpool é de outro campeonato. O jogo para eles foi normal, aquele ritmo de "bola cá, bola lá" ocorre em todos os jogos da Premier League. Aquilo para eles é pão de todos os dias. E a jogar assim estiveram como peixe dentro de água.

A primeira parte terminou com 2-0, resultado pesado já que o empate seria mais ajustado, mas acabámos mesmo por estar a perder por estes números fruto de alguns erros. No segundo tempo, quando o jogo até estava equilibrado e o Liverpool só criava perigo no contra-golpe, a equipa da cidade dos Beatles chegou ao terceiro golo dessa forma. Cardozo, que fez um jogo horrível, tal como Aimar ou Ramires, marcou o tento de honra num livre à entrada da área. A esperança crescia, poderia o Benfica realizar uma recuperação histórica? Poderia, mas o novo livre de Cardozo saiu ligeiramente ao lado, por desvio de Torres. Tão, mas tão perto, que após a bola sair nem soube como reagir: se gritar golo ou se levar as mãos à cabeça, tal a ilusão que deu de a bola entrar e não entrar ao mesmo tempo. O Benfica lançou-se no ataque e sentia-se que ou chegaria ao golo que daria o apuramento ou sofreria mais um. Júlio César teve a infelicidade de se lesionar após um choque com Kuyt, ficando a queixar-se da vista. Pareceu-me ve-lo dizer "não vejo nada", a João Paulo Almeida, médico do Benfica. Moreira entrou e sofreu o quarto golo, sem culpa no lance, no entanto. O Benfica perdia todas as esperanças nesse momento.

4-1 é muito pesado, o Benfica fez uma exibição que merecia, na pior da hipóteses, a derrota por apenas um golo, mas a maior experiência do Liverpool, bem como o trabalho de casa feito por Rafa Benítez, acabaram por prevalecer. Glória ao Liverpool, vencedor, glória ao Benfica, digno vencido, provavelmente o melhor oponente que o Liverpool apanhou este ano na Liga Europa. Até porque terça-feira haverá um vencedor diferente.