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Há 1 hora
Décima nona deslocação à Alemanha, décima terceira derrota. Nada de novo, tudo velho, o Benfica voltou a ser macio, inofensivo e incompetente em alguns pontos do jogo. Perder é sempre mau, mas perder um jogo que, apesar de difícil, poderia estar ao nosso alcance, deixa-me desiludido com a equipa, era uma oportunidade de ouro para reforçar a posição do clube no grupo da Champions. Nem pedi a vitória como já disse, sabia das dificuldades mas o empate satisfazia-me ainda por cima contra aquele que é, provavelmente, o adversário mais directo na luta pelo segundo lugar. Perder por 2-0 não é bom e deixa-me desiludido, mas sinceramente já esperava. Realisticamente, sim.
No entanto, a única coisa de positivo que se passou hoje foi mesmo o começo, com muita posse de bola e domínio territorial do Benfica, a fazer lembrar o que se passou no Velódrome na época passada. Não houve, porém, seguimento ao que se passou em França. O Benfica foi perdendo o gás do início de jogo e o Schalke foi crescendo minuto a minuto, conseguindo introduzir a bola por duas vezes na nossa baliza (mas ambos os lances foram bem anulados) e ainda enviaram uma bola ao poste, por Raul, não marcando na sequência do lance graças a uma grande intervenção de Roberto, daquelas que dão pontos.
E o Benfica sofreu o primeiro golo, fruto de uma incompetente abordagem de César Peixoto a um lance, ele que estava tão bem até ali. Farfán não se fez rogado e carimbou o 1-0, o Schalke estava na frente. Depois do primeiro eis aquilo que é imagem de marca do Benfica de Jesus, desorganização, ataque à maluca, descompensações defensivas. Se na Liga Portuguesa ainda pode resultar colocar muitos homens na frente devido à fragilidade dos adversários, na Europa dos Campeões as coisas são um bocadinho diferentes. Assistimos a um Benfica partido, a correr sistematicamente 40 metros de frente para trás no campo em perseguição do adversário. E não foi surpreendente ver que afinal de contas, foi mesmo o S04 a ter mais posse de bola após o primeiro golo, conseguindo fazer o segundo num lance em que primeiro David Luiz perde a bola a meio-campo e depois foi Maxi quem ficou a cobrir Luisão em vez de se preocupar com Jones, que isolou Huntelaar para marcar o golo.
Como se não bastasse a derrota, também perdemos Cardozo por tempo indefinido, Segundo sei, a lesão é nos ligamentos do joelho, quais deles... é uma incógnita. E o tempo de paragem pode ser de apenas uns dias a meses. A diferença entre a nossa liguinha e a Liga dos Campeões é ainda... abissal. Faltou maturidade, estaleca europeia.
É sobejamente conhecida a paixão que o nosso treinador Jorge Jesus tem pela Taça de Portugal. Desde pequenino que sempre foi ao Jamor e não é por ser um treinador bastante conhecido que o deixou de fazer, algumas vezes até entre adeptos de clubes rivais. Com o mau arranque no campeonato, não poderia a Taça de Portugal passar a constituir um objectivo mais sério para esta época sem que, no entanto, o campeonato deixasse de ser a prioridade?
O Benfica venceu a máfia e o sistema montado no Hóquei em Patins, que é como quem diz, derrotou o FC Porto na Supertaça de Portugal, conquistando a 6ª para o seu palmarés. Os encarnados golearam por 8-4 com tentos de Ricardo Pereira, Luís Viana, Diogo Rafael, Estebán Abalos e João Rodrigues (4), num jogo em que estiveram sempre na frente do marcador. Face ao que está montado nesta modalidade, esta vitória é importantíssima, e apesar de o Porto ter uma excelente equipa, este ano o Benfica é efectivamente mais forte. A ver vamos como vai correr, neste momento a equipa parece lançada. Parabéns e boa sorte!
Não me lembrava de sofrer tanto numa deslocação do Benfica aos Barreiros. Nos últimos anos habituámo-nos a goleadas bem gordas, 0-6 com Quique, o-5 com Jesus e até mesmo 0-3 com Fernando Santos, contrastando com a famosa maldição dos Barreiros que assombrou o Benfica no final dos anos 90. Hoje, com Saviola e Cardozo incrivelmente perdulários, voltei a sofrer. Uma, duas, três, quatro, cinco oportunidades escandalosas não convertidas em golo. E se hoje não tivéssemos ganho acredito que teria sido o "adeus" em definitivo ao título. Felizmente o jogador português em melhor forma neste momento, Fábio Coentrão, resolveu, estreando-se a marcar pelo Benfica na Liga, dando os três pontos que tanto precisávamos. No final da partida suspirei de alívio.
A segunda parte começou como tinha acabado a primeira, com o Benfica ao ataque e Gaitán a falhar, desta vez um chapéu de belo efeito mas de difícil execução técnica que acabou por derrubar um microfone. Depois foi o festival Cardozo, a imitar Saviola na primeira parte, com dois golos certos falhados em dois minutos, primeiro num um para zero com o guarda-redes do Marítimo em que recebeu a bola, parou e cara-a-cara fez o mais difícil, acertando no guardião. Depois, no segundo lance, após cruzamento milimétrico de Coentrão, fez o com seu pé cego o mais difícil falhando o golo a menos de 3 metros da baliza. Quando vi que aquela bola não ia entrar pensei que dificilmente o Benfica marcaria um golo ali, naquele jogo. E sempre que filmavam Jesus, o treinador aparecia mole, desesperado, sem energia, cabisbaixo.
Logo após o golo mais um lance duvidoso na área maritimista com Peixoto a cair (ou a ser derrubado?) por Roberto Souza (perdi a conta às faltas que este jogador fez, incrível!) e João Capela mandou jogar. Depois novamente Roberto a brilhar com uma palmada a desviar um remate forte para canto. E pode dizer-se que hoje, verdade seja dita e mérito seja atribuído justamente, depois de ter enterrado o Benfica um par de vezes, o espanhol deu-nos pontos. Hoje sim, está de parabéns.
Faleceu Fernando Riera, brilhante treinador chileno do Sport Lisboa e Benfica na década de 60. El Tata, como era carinhosamente conhecido no seu país natal, foi um bom jogador tendo participado no Mundial do Brasil em 1950 e foi o primeiro futebolista chileno a actuar na Europa, curiosamente no Stade Reims, que viria a ser o primeiro finalista vencido da Taça dos Campeões Europeus.
Queiroz saiu da selecção com dois anos de atraso, melhor dizendo, nunca devia ter vindo. Devia saber ou ter percebido que ele mesmo fazia parte do tão famoso grupo de "porcaria que tinha de ser varrida", juntamente com Madaíl, Amândio e outros. Espero que, ainda por cima com o anúncio da não-recandidatura de Gilberto Madaíl, seja o início de uma nova página no futuro da selecção, aos poucos os dinossauros começam a sair de cena.
Sempre falou em demasia das arbitragens, tendo ou não razão, sempre teatralizou muito e utilizou aquilo que os sportinguistas tão bem sabem fazer: vitimizarem-se. Não é bonito, mas é eficaz, já dizia uma célebre personagem que "quem não chora não mama". Sempre que o Sporting se sentia mais aflito, lá vinha choradeira e as coisas compunham-se, era de uma eficácia brutal. Não quero com isto, no entanto, tirar o mérito a Paulo Bento, mas ele sabe bem que enquanto seleccionador não pode nem terá seguramente este tipo de comportamento, até porque é impossível fazer chegar a sua voz a Platini ou quem quer que seja.
Por tudo isto penso que Paulo Bento será capaz de conseguir dar disciplina ao grupo, escolher quem melhor serve os interesses da selecção e conquistar vitórias importantes. Conseguirá o apuramento para o Europeu 2012? Isso é outra história, já tem o caminho todo minado e um conjunto de maus resultados em carteira. É esperar para ver.b) Compreendemos e associamo-nos ao movimento de indignação que desde sexta-feira varre o país. Face à adulteração da verdade desportiva, queremos pedir aos sócios e adeptos do Benfica que continuem a apoiar, de forma inequívoca e sem reservas, a equipa nos jogos que o Benfica realiza no Estádio da Luz, mas que se abstenham de se deslocar aos jogos fora de casa.
Diz o senil que votou contra a vinda de Carlos Queiroz. Se fosse submetido a um detector de mentiras verificar-se-ia que mente, sem surpresas. Foi dos principais impulsionadores do regresso do incompetente e agora faz-se de virgem ofendida, pobrezinho. Aliás, estava tão contra o regresso de Queiroz que aceitou ser o chefe da comitiva no Mundial. Como é possível explicar que um indivíduo esteja na selecção há quase três décadas e esteja envolvido em todos os grandes casos/escândalos (foram dez) que assolaram a equipa nacional, desde Saltillo a Queiroz, passando por Paula, e Mundial-2002? Rua com a incompetência e com os tachos na federação, este idiota tem de ser posto a andar.
Os Simpsons são amarelos, Obama é preto, bilhar é um desporto, a Espanha é um país, o ser humano tem dois rins, o oxigénio é um comburente, a população portuguesa envelhece progressivamente, os gatos são animais e o Benfica é sucessivamente prejudicado pelas arbitragens. O que há de surpreendente aqui?
Passaram hoje dez anos que o Benfica, na altura liderado por Vale e Azevedo e Álvaro Braga Júnior (que dois...), decidiu, dar um golpe de asa apostando num jovem treinador português sem qualquer experiência a nível de treinador principal, mas com muita sabedoria bebida dos ensinamentos de dois catedráticos do futebol, Sir Bobby Robson e Louis van Gaal.
Classe, esforço, segurança, tranquilidade, um matador e, mais que tudo, qualidade e competência. São estes os ingredientes para se fazer um campeão, um verdadeiro campeão. Outros preferem outra matéria-prima, mais saudável, é certo, mas com frutinha não há mérito. Daí uns serem reconhecidos e outros... esquecidos. Felizmente, por altura da entrega da taça de campeão relativa à época transacta, o público benfiquista soube reconhecer os seus heróis e vaiar enormemente um dos vilões do futebol português.
O Sporting entrou em campo com a intenção de mandar na partida, mas logo ao quinto minuto as esperanças de tal acontecimento caíram por terra: o Benfica deu mostras de uma força surpreendente, começou a jogar com personalidade, atacando e mandando no jogo, controlando bastante bem. E como dizia, logo ao quinto minuto, eis que Cardozo desencanta uma jogada à "avançado móvel", tira o central do caminho e, já pressionado, atira ao poste de Patrício. O aviso estava dado, não faltaria muito para se passar das ameaças aos actos.
No segundo tempo Jesus mexeu na equipa e colocou Rúben Amorim a médio direito jogando na posição de Carlos Martins que descaiu para o meio face à saída de Aimar, pois o argentino não estava no máximo das suas capacidades físicas, apesar de ter estado em bom plano na primeira parte. E se dúvidas houvesse sobre como iria reagir o Benfica sem o seu número 10, Cardozo fez questão de as dissipar fazendo um golaço do tamanho do Estádio, depois de, nesse mesmo lance, ter ganho a enésima bola aérea aos centrais leoninos. Com dois golos de vantagem só muito dificilmente a vitória fugiria da Luz.
No plano individual, há que destacar pela positiva Cardozo, o homem mais deste Benfica. Hoje fez aquele que foi, muito provavelmente, a sua melhor exibição de sempre de águia ao peito. Também gostei bastante do "homem invisível" Javi Garcia e da ala direita formada por Maxi e Martins. Elogiar Coentrão seria dizer mais do mesmo, é claramente o melhor jogador da actualidade a actuar em Portugal. Pela negativa não há ninguém a destacar no Benfica, só queria fazer aqui uma chamada de atenção para dios magníficos empolamentos da nossa comunicação social a um par de jogadores ridiculamente banais: Carriço e Nuno André Coelho. Eles são a prova viva de que é possível ser-se elogiado mesmo sendo um incompetente.
Em semana de derby, eis mais uma fotografia de um de tantos Benfica x Sporting, este no final da década de 90. De vermelho, João Vieira Pinto, símbolo maior de um Benfica decadente financeiramente e também no plano futebolístico, o Menino de Ouro era dos poucos motivos de orgulho para os adeptos encarnados. De verde, Simão Sabrosa, a nova esperança da formação leonina, que tantos frutos dava mas com pouco proveito, como mostram os 18 anos de seca vividos em Alvalade. A vida dá muitas voltas, e, por incrível que pareça, poucos anos depois, estes grandes jogadores voltaram a defrontar-se, desta vez com Simão de encarnado e João Pinto de verde.
Já se passou muita coisa entre jogadores e adeptos no Estádio da Luz. Nené, Bento, Carlos Manuel, Mozer, Valdo, Abel Xavier, Nuno Gomes, e Maxi Pereira foram, não raras vezes, assobiados, alguns deles mesmo enxovalhados pelos adeptos durante jogos na Luz. Hoje foi a vez de Cardozo.
Dois anos depois o Benfica regressou às noites europeias na Liga dos Campeões, prova maior de clubes no Velho Continente. Não foi um jogo brilhante, longe disso, mas o mais importante foi o regresso com uma vitória, frente a um adversário mais difícil que alguns pensavam e do que a comunicação social deu a entender. E mesmo longe de brilhante, foi uma vitória bastante importante, não só pela liderança na fase de grupos mas também porque serviu para "ganhar" alguns jogadores que arrancaram a época numa forma menos positiva. E que isto seja o começo de algo grande, que se prove isso mesmo no domingo.
Notou-se claramente que falta profundidade nos flancos, algo que já tínhamos avisado aqui no blog "n" vezes, e a equipa procura jogar pelo meio em demasiadas ocasiões. Coentrão é, neste momento, à semelhança do que acontecia com Léo em 2005/2006, o jogador onde a bola sabe que vai ter continuidade nos pés benfiquistas, ou seja, com a bola, este jogador consegue atacar sem perde-la, sendo o único que dá profundidade.
O segundo tempo foi menos intenso que o primeiro e com ainda maior domínio do Benfica nomeadamente no que a ocasiões de golo diz respeito. Primeiro foi Cardozo a falhar após jogada mágico do melhor em campo, o argentino Pablo Aimar, e ainda um lance em que Rúben Amorim remata forte para defesa do guarda-redes nigeriano. O momento mais importante do segundo tempo foi quando aos 67 minutos, após boa jogada de Maxi Pereira, Cardozo remata para a baliza de pé direito fazendo um golo bastante fácil. Gesto imediato, coloca o indicador esquerdo à frente da boca mandando calar os adeptos que poucos minutos antes tinham-no assobiado. Não sendo este o tipo de interacção que gosto de ver entre adeptos e jogadores, Cardozo tem toda a razão pois, tal como Jesus justificou, o paraguaio dá tudo em campo e só não faz mais (mais que 38 golos, por exemplo, pobrezinho), porque não é capaz.
Concordo em absoluto que se dê então um valente murro na mesa. Há demasiado tempo que andam a gozar connosco, e há ainda mais tempo que andamos a adoptar uma atitude cavalheiresca para com energúmenos cuja única preocupação é descredibilizarem e minarem o nosso futebol.