Quinta-feira, 30 de Setembro de 2010

Porquê Jesus, insistir em Peixoto, porquê?


O meu objectivo com este post não é fazer a cama ao Peixoto ou de alguma forma ridicularizá-lo. É atleta do Benfica e como tal merece respeito, mas não podemos depender de Peixoto na lateral esquerda, especialmente em jogos como os de ontem. É certo que vinha de duas boas exibições, mas as limitações dele para o lugar são evidentes, não tem velocidade e nem sempre é assertivo a defender. A forma como não chegou àquela bola que permitiu a Farfan depois marcar o primeiro golo dos alemães, foi um erro de amador - não estou repito a fazer de Peixoto o bode expiatório para a derrota com o Schalke, estou antes a perguntar até quando vamos ter que levar com esta tua teimosia Jesus?

Se o objectivo é adiantar Coentrão, o Benfica teria que ir buscar um lateral. Se o objectivo era manter Coentrão como lateral o Benfica tinha que bucar um extremo (que nunca vai ser Gaitan, mas podia ser Urreta...). De qualquer forma, salta aqui sempre à vista um erro na forma como foi delineado este plantel. O que a mim parece-me evidente é que quem brinca com o fogo, inevitavelmente acaba por se queimar.

Quarta-feira, 29 de Setembro de 2010

Nada de novo, tudo velho

Décima nona deslocação à Alemanha, décima terceira derrota. Nada de novo, tudo velho, o Benfica voltou a ser macio, inofensivo e incompetente em alguns pontos do jogo. Perder é sempre mau, mas perder um jogo que, apesar de difícil, poderia estar ao nosso alcance, deixa-me desiludido com a equipa, era uma oportunidade de ouro para reforçar a posição do clube no grupo da Champions. Nem pedi a vitória como já disse, sabia das dificuldades mas o empate satisfazia-me ainda por cima contra aquele que é, provavelmente, o adversário mais directo na luta pelo segundo lugar. Perder por 2-0 não é bom e deixa-me desiludido, mas sinceramente já esperava. Realisticamente, sim.

Jesus apostou no mesmo onze que tinha entrado em campo nos Barreiros, deixando de fora Aimar por precaução devido a não estar totalmente reestabelecido da lesão, penso eu. Até porque, para o campeonato, há um jogo importantíssimo este domingo. E o Benfica foi uma sombra de si mesmo. Quantas e quantas vezes olhei para o campo, hoje, e pensei no jeitaço que seria ter Di Maria connosco. Em vez disso vi um Maxi completamente fora de forma, um Javi perdido no meio-campo dos alemães, um Gaitán que parece um corpo estranho ao resto da equipa, um Saviola que parece ser a "vaca sagrada" da equipa, não importa quão mal esteja a jogar que continua a ser titular, enfim, já os problemas do Benfica já nem passam pelos frangos de Roberto ou pelos falhanços de Cardozo, há muito para além do mais óbvio.

No entanto, a única coisa de positivo que se passou hoje foi mesmo o começo, com muita posse de bola e domínio territorial do Benfica, a fazer lembrar o que se passou no Velódrome na época passada. Não houve, porém, seguimento ao que se passou em França. O Benfica foi perdendo o gás do início de jogo e o Schalke foi crescendo minuto a minuto, conseguindo introduzir a bola por duas vezes na nossa baliza (mas ambos os lances foram bem anulados) e ainda enviaram uma bola ao poste, por Raul, não marcando na sequência do lance graças a uma grande intervenção de Roberto, daquelas que dão pontos.

No segundo tempo, à medida que os minutos passavam, o Benfica não ia sofrendo golos. Surpreendeu-me. Havia alguma segurança defensiva, muito por "culpa" de Luisão, que fez mais um jogo enorme, mas também de Peixoto (!), que estava a realizar uma excelente partida. Chegados aos 70 minutos, faltavam 20 para que o Benfica saísse da Alemanha com um resultado bem positivo, independentemente da posição do adversário na sua liga, pois os jogadores e o treinador são bem melhores que aquilo que vem escrito na tabela. E foi aqui que Jesus pecou: em vez de tentar segurar o pontinho e o meio-campo que íamos perdendo com o passar do tempo, foi fazendo substituições que não trouxeram nada de novo nem em termos ofensivos nem defensivos. Se a entrada de Salvio foi precipitada, e a Kardec necessária, foi na entrada de Aimar que perdemos o jogo. Saviola saiu, substituição que só pecou por tardia, mas para o seu lugar deveria ter entrado Airton, não Aimar. Das três, uma: ou Aimar não estava em condições e não deveria ter entrado, ou estando em condições mínimas deveria ter entrado mas ao intervalo para o lugar de Gaitán ou Saviola, dando soluções de jogo que nenhum dos compatriotas poderiam dar, ou estando a 100% deveria ter sido titular. Airton teria sido, a meu ver, a solução, para o lugar de Saviola ou Gaitán, dependendo de qual estivesse em campo. É a minha opinião. Apostar na Champions League não significa jogar à maluca com todos para a frente.

E o Benfica sofreu o primeiro golo, fruto de uma incompetente abordagem de César Peixoto a um lance, ele que estava tão bem até ali. Farfán não se fez rogado e carimbou o 1-0, o Schalke estava na frente. Depois do primeiro eis aquilo que é imagem de marca do Benfica de Jesus, desorganização, ataque à maluca, descompensações defensivas. Se na Liga Portuguesa ainda pode resultar colocar muitos homens na frente devido à fragilidade dos adversários, na Europa dos Campeões as coisas são um bocadinho diferentes. Assistimos a um Benfica partido, a correr sistematicamente 40 metros de frente para trás no campo em perseguição do adversário. E não foi surpreendente ver que afinal de contas, foi mesmo o S04 a ter mais posse de bola após o primeiro golo, conseguindo fazer o segundo num lance em que primeiro David Luiz perde a bola a meio-campo e depois foi Maxi quem ficou a cobrir Luisão em vez de se preocupar com Jones, que isolou Huntelaar para marcar o golo.

Como se não bastasse a derrota, também perdemos Cardozo por tempo indefinido, Segundo sei, a lesão é nos ligamentos do joelho, quais deles... é uma incógnita. E o tempo de paragem pode ser de apenas uns dias a meses. A diferença entre a nossa liguinha e a Liga dos Campeões é ainda... abissal. Faltou maturidade, estaleca europeia.

Pior que isto só mesmo se alguém se lembrasse de subir os impostos.

Terça-feira, 28 de Setembro de 2010

Em busca da primeira vitória em solo germânico


Nesta Quarta-Feira o Benfica irá disputar a segunda jornada desta fase de grupos da Champions League, sendo que pela frente terá um adversário que conseguiu ter um início de época ainda pior que o nosso no seu campeonato, no caso o Schalke 04 de Raúl e Huntelaar - de recordar que ocupam o penúltimo lugar da Bundesliga com 4 pontos em 6 jogos. E por isso mesmo e juntando o facto dos alemães terem perdido o primeiro jogo na Champions com o Lyon, é de esperar um adversário que tentará fazer do jogo com o Benfica o início da sua recuperação, como que a tábua se salvação para para o futuro imediato da equipa e do treinador, Felix Magath que por estes dias está em vias de ser demitido, e que por isso mesmo tem a pressão de fazer um bom resultado contra o nosso clube, e todo o cuidado será pouco perante este cenário.

No entanto, e apesar de ser um adversário que não devemos substimar, está ao alcance de um Benfica competente, um Benfica que parece querer reabilitar-se e alcançar quiçá a quarta vitória consecutiva entre campeonato e Champions. E tal a acontecer permitiria ao Glorioso matar um borrego que dura desde sempre, pois nunca ao longo da nossa existência enquanto clube, conseguimos vencer fora a uma equipa germância, pelo que temos entre mãos a oportunidade de fazer história e de cimentar dessa forma a nossa posição no grupo e dar um passe seguro rumo à fase seguinte. É certo e sabido que um empate não poderá ser encarado como um mau resultado também, mas não podemos ir para uma partida destas com essa mentalidade ou então arriscamo-nos a perder, nem os pregaminhos do clube são compatíveis com tal forma de pensar.


Será perante um ambiente adverso num estádio que concerteza estará repleto de público que Jesus terá o seu primeiro grande teste enquanto treinador do Benfica nesta competição. Recentemente Jesus veio reafirmar a vontade de devolver o Benfica aos grandes palcos, de querer contribuir para que o clube reconquiste o seu estatuto europeu, e este jogo poderá ser quem sabe um meio para atingir esse mesmo fim. Será interessante perceber de que forma vai encarar este jogo, se será um Benfica de ataque aquele que vai entrar em campo, ou se será um Benfica pragmático, a jogar no erro do adversário e explorando preferencialmente o contra-ataque. Penso que deverá ser um misto das duas coisas, e a melhor forma de ter um bom resultado neste tipo de partidas, é abordar o jogo com mentalidade vencedora e parece-me a mim que o nosso treinador vai incutir esse espírito nos jogadores.

A equipa que deve entrar de início em Gelsenkirchen não deve andar muito longe do onze utilizado nos últimos 2 jogos, resta a dúvida se Pablito Aimar estará recuperado totalmente e com isso apto a dar o seu contributo de início. Se este cenário concretizar-se, o meio campo a frente de Javi deverá ser formado por Coentrão, Aimar e Martins. Se pelo contrário Aimar não estiver a 100 % é de crer que Martins ocupe o lugar de Aimar e que Gaitan como aconteceu na Madeira com o Marítimo permaneça como médio ala direito, sendo que Salvio poderá também entrar nas contas, mas na minha opinião está em desvantagem nesta altura na luta por um lugar de início. Dito isto não devem existir nas outras posições alterações com Roberto, Maxi, Peixoto, David Luiz, Luisão, Saviola e Cardozo a ocuparem os restantes lugares. É possível vencer e eu acredito num resultado positivo. Como é bom meus amigos, ver o Benfica regressar às grandes noites da Champions.

Enche-nos de orgulho Benfica!

Mister, é desta que apostamos na Taça?

É sobejamente conhecida a paixão que o nosso treinador Jorge Jesus tem pela Taça de Portugal. Desde pequenino que sempre foi ao Jamor e não é por ser um treinador bastante conhecido que o deixou de fazer, algumas vezes até entre adeptos de clubes rivais. Com o mau arranque no campeonato, não poderia a Taça de Portugal passar a constituir um objectivo mais sério para esta época sem que, no entanto, o campeonato deixasse de ser a prioridade?

Nos últimos cinco anos o percurso do Benfica na Taça de Portugal foi desastroso. Após a final alcançada com Giovanni Trapattoni, o mais longe que o Benfica conseguiu chegar foi a meia-final em 2007/2008, onde perdemos copiosamente com o Sporting por 5-3 em Alvalade. Quartos em 2005/2006 ao sermos derrotados na Luz pelo Vitória, num jogo com uma arbitragem escandalosa com chancela de Jorge de Sousa, oitavos em 2006/2007 e 2008/2009 e dezasseis-avos de final na época passada. Com um primeiro sorteio fácil, frente ao Arouca, não deveremos apostar numa competição que tem estado meia esquecida pelo nosso clube nos últimos anos? Quem daqui é que não sonha em ir ou regressar ao Jamor para participar na festa da Taça? Pode ser já este ano?

Segunda-feira, 27 de Setembro de 2010

As eleições na FPF e os perigos que deve o Benfica combater


 Aproximam-se eleições na Federação Portuguesa de Futebol, e nos bastidores alguns nomes começam a circular como possíveis candidatos a esse organismo. E o Benfica precisa defender os seus interesses tendo em vista este sufrágio, e desta vez ter uma postura bem diferente daquela que teve com as recentes eleições na Liga de clubes, onde apoiou Fernando Gomes.

É  necessário um esforço sério para poder encontrar alguém com um perfil idôneo e de preferência sem qualquer ligação num passado recente ou distante ao Porto, pois já nos basta o teatro que o clube corrupto armou com Fernando Gomes para o colocar na Liga. Sim porque eu não me deixei enganar com aquela sua saída aparentemente conflituosa da SAD azul e branca, claramente uma jogada de mestre para passar para a opinião pública a ideia de que de alguma forma Fernando Gomes estava em ruptura com o Porto e com isso garantir apoios a sul, nomeadamente entre Benfica e Sporting, oferecendo a estes uma aparente garantia de neutralidade.

Aliás a mesma táctica está a ser utilizada, agora para a FPF com Vitor Baía, será que desta vez o Benfica vai cair no engodo? Também ele saíu do Porto recentemente aludindo ao facto de que queria concentrar-se noutros projectos de carácter pessoal, e de repente o seu nome começa a circular nos bastidores como um possível candidato à FPF – será isto uma coincidência? Eu não acredito em coincidências no futebol português, e se olharmos com atenção estamos perante o  mesmo modus operandi. Não quero pensar nem por um minuto no facto de que alguém ligado ao Porto possa ser presidente da FPF, ainda por cima com os poderes maiores do futebol português a concentrarem-se de novo em breve neste organismo. 



Se os dois maiores organismos no dirigismo desportivo português forem controlados por figuras ligadas ao clube da fruta e dos chocolatinhos, alguém acredita mesmo que haverá no nosso futebol um novo rumo? Outra pergunta, alguém consegue separar as  más arbitragens contra o nosso clube neste campeonato da recente eleição de Fernando Gomes na Liga? Eu não.

O que então o Benfica deve fazer? Deve mexer-se, deve procurar uma solução que reuna consenso, e desta vez até acredito que o esteja a fazer. Que possível candidato pode dar-nos algumas  garantias de isenção? Fernando Seara? Humberto Coelho? Hermínio Loureiro? O presidente da associação de futebol de Lisboa, Carlos Ribeiro? Estaria Dias da Cunha disponível para avançar? Eu veria com bons olhos uma possível candidatura de Luís Figo, mas o que veio ele recentemente dizer sobre o assunto? Que em Portugal estava queimado… e quantos dos nomes atrás referidos não o estão? Reconheço que é uma tarefa hercúlea que o Benfica tem pela frente, mas isso não nos pode fazer desistir de buscar uma solução real para o futuro da FPF, isso não pode fazer com que o clube se conforme com o estado de coisas e acabe por apoiar um Vitor Baía… Esperto é o Figo que se distanciou de Portugal.. Será que ainda teremos que levar com o homem da foto abaixo novamente? Ou um parecido?


 Porque é tão importante esta batalha? Se queremos dignificar o futebol português, teremos que chamar até nós as nossas responsabildidades, e temos que cortar as pernas dos possíveis candidatos do «sistema» que possam surgir, ou então, estaremos a contribuir para que o «sistema» se multiplique, para que ele possa crescer e será ainda mais grave se isso acontecer com o nosso consentimento. O Benfica enquanto clube tem influências que pode e deve fazer mover em torno de garantir um melhor futuro dentro da FPF. Não vamos fazer o papel de vítima e de dizer que está tudo contaminado e que é inútil agir, pelo contrário vamos agir em vez de reagir, e acho importante nesta altura lançar este apelo, quer aos benfiquistas de uma forma geral, mas sobretudo à direcção do Sport Lisboa e Benfica. Porque eu não duvido de forma alguma de que o Porto já está a mexer-se há muito tempo…

Domingo, 26 de Setembro de 2010

Será o princípio de uma nova Era?

O Benfica venceu a máfia e o sistema montado no Hóquei em Patins, que é como quem diz, derrotou o FC Porto na Supertaça de Portugal, conquistando a 6ª para o seu palmarés. Os encarnados golearam por 8-4 com tentos de Ricardo Pereira, Luís Viana, Diogo Rafael, Estebán Abalos e João Rodrigues (4), num jogo em que estiveram sempre na frente do marcador. Face ao que está montado nesta modalidade, esta vitória é importantíssima, e apesar de o Porto ter uma excelente equipa, este ano o Benfica é efectivamente mais forte. A ver vamos como vai correr, neste momento a equipa parece lançada. Parabéns e boa sorte!

Sábado, 25 de Setembro de 2010

Ufa. Que alívio.

Não me lembrava de sofrer tanto numa deslocação do Benfica aos Barreiros. Nos últimos anos habituámo-nos a goleadas bem gordas, 0-6 com Quique, o-5 com Jesus e até mesmo 0-3 com Fernando Santos, contrastando com a famosa maldição dos Barreiros que assombrou o Benfica no final dos anos 90. Hoje, com Saviola e Cardozo incrivelmente perdulários, voltei a sofrer. Uma, duas, três, quatro, cinco oportunidades escandalosas não convertidas em golo. E se hoje não tivéssemos ganho acredito que teria sido o "adeus" em definitivo ao título. Felizmente o jogador português em melhor forma neste momento, Fábio Coentrão, resolveu, estreando-se a marcar pelo Benfica na Liga, dando os três pontos que tanto precisávamos. No final da partida suspirei de alívio.

Com as ausências de Aimar e Amorim, Jesus apostou no mesmo onze que o Far(away) e eu tínhamos colocado aqui no blog como melhor opção: na defesa César Peixoto para libertar Coentrão para tarefas mais ofensivas, sendo que no meio-campo jogariam Carlos Martins e Gaitán, com este último a jogar mais encostado sobre a direita.

(imagem do Ruud Gullit do Ser Benfiquista)

O Benfica entrou bastante perigoso criando uma série de oportunidades flagrantes nos primeiros vinte minutos, muito graças à imaginação de Gaitán mas também devido ao bom entendimento demonstrado por Peixoto e Coentrão no flanco esquerdo, apesar de, na minha opinião, o argentino ainda revelar alguma falta de maturidade e indecisão nos momentos decisivos, optando não raras vezes pela pior opção (mas tem e terá tempo para crescer, como Di Maria). Saviola, em boa jogada de entendimento com Maxi, acabou por se embrulhar com a bola num desses tais lances de perigo em vez de a rematar e perdeu um golo quase certo. Depois foi Javi Garcia a ver um cabeceamento seu ser cortado em cima da linha de golo por um defesa maritimista após péssima saída do guarda-redes Marcelo. E ainda tempo para Saviola desperdiçar mais duas oportunidades claras após bons lances protagonizados por Gaitán e Cardozo, o primeiro, com o "30" a bater uma espécie de penalty em andamento para defesa de Marcelo, e depois a surgir na cara de Marcelo mas a bater à figura do brasileiro. O Benfica carregava, o Marítimo só com passes longos é que conseguia criar algum perigo relativo, mas os remates iam invariavelmente para fora.

A primeira parte ficou marcada por mais um penalty que ficou por marcar na área do Marítimo, quando Saviola foi ceifado por um madeirense. Nada de novo, portanto, depois de pelo menos dois contra a Académica, um com o Setúbal, dois em Guimarães, agora outro contra o Marítimo. Vai bonito isto. Os minutos finais da primeira parte foram ainda mais intensos: o Marítimo, por duas ocasiões, levou muito perigo à baliza de Roberto, com o espanhol a defender a primeira bola sem a agarrar (e atenção, um grande guarda-redes tinha agarrado aquela bola), e depois com uma saída, essa sim verdadeiramente espectacular, a negar um golo quase certo a Baba. Ainda tempo para um falhanço de Gaitán mesmo no ocaso do primeiro tempo.

A segunda parte começou como tinha acabado a primeira, com o Benfica ao ataque e Gaitán a falhar, desta vez um chapéu de belo efeito mas de difícil execução técnica que acabou por derrubar um microfone. Depois foi o festival Cardozo, a imitar Saviola na primeira parte, com dois golos certos falhados em dois minutos, primeiro num um para zero com o guarda-redes do Marítimo em que recebeu a bola, parou e cara-a-cara fez o mais difícil, acertando no guardião. Depois, no segundo lance, após cruzamento milimétrico de Coentrão, fez o com seu pé cego o mais difícil falhando o golo a menos de 3 metros da baliza. Quando vi que aquela bola não ia entrar pensei que dificilmente o Benfica marcaria um golo ali, naquele jogo. E sempre que filmavam Jesus, o treinador aparecia mole, desesperado, sem energia, cabisbaixo.

Mas eis que aparece Coentrão. Valdemar Duarte, comentador da TVI, insistiu vezes sem conta que Coentrão não deveria jogar a médio, que era um disparate, estava a fazer um jogo péssimo, etc e mais uma mão cheia de baboseiras. É exasperante ver um jogo na TVI. Já aqui disse várias vezes que Coentrão tem de ser o médio e não o defesa da equipa, é ali o seu lugar, ali rende ainda mais e pode fazer a diferença. E Fábio deu-me razão, com o golo apontado num remate forte e muito colocado após cruzamento perfeito de Saviola. 0-1 para o Benfica e nessa altura percebeu-se que a equipa não estava sozinha no estádio, tinha os adeptos (muitos) consigo. Agora havia que aguentar.

Logo após o golo mais um lance duvidoso na área maritimista com Peixoto a cair (ou a ser derrubado?) por Roberto Souza (perdi a conta às faltas que este jogador fez, incrível!) e João Capela mandou jogar. Depois novamente Roberto a brilhar com uma palmada a desviar um remate forte para canto. E pode dizer-se que hoje, verdade seja dita e mérito seja atribuído justamente, depois de ter enterrado o Benfica um par de vezes, o espanhol deu-nos pontos. Hoje sim, está de parabéns.

Até final muitas substituições, alguns cartões e pouco futebol com poucas chances de golo. Salvio rendeu Gaitán, apresentando-se também em bom plano, Bergessio, perdão, Jara, substituiu Saviola e Airton rendeu Martins, para dar mais segurança defensiva ao meio-campo encarnado. O Benfica consegue mais uma vitória nos Barreiros, a primeira fora neste campeonato e coloca pressão no grupo de perseguidores do líder Porto.

No Caldeirão para ganhar, claro!

Não há muito a dizer sobre o jogo com o CS Marítimo. Uma deslocação difícil mas onde o único resultado que interessa é aquele que nos permitirá a conquista dos três pontos - é preciso dar seguimento a vitória sobre o Sporting no passado Domingo. Algumas indefinições a volta da equipa já que Aimar e Amorim não foram convocados, pelo que será forçosamente um onze diferente aquele que vai entrar no caldeirão. Martins será o playmaker, jogando Salvio no lado direito do meio campo? Ou entrará Gaitan para o lugar de Aimar, continuando Martins como interior? Manterá Jesus Coentrão como extremo e Peixoto como lateral? Tudo questões que mais logo terão uma resposta.

Independentemente das questões tácticas, e uma vez que o Benfica não pediu bilhetes para os sócios poderem ir aos Barreiros, será interessante perceber que apoio terá a equipa no estádio. Apesar do apelo feito recentemente para que os adeptos se abstenham de ir aos jogos do Benfica longe da Luz, estou convencido de que estarão presentes muitos benfiquistas, senão organizados enquanto claques, dispersos aleatoriamente pelas bancadas disponíveis no novo caldeirão dos Barreiros ainda em construção. Afinal de contas não é todo o dia que a montanha vai a Maomé.

Sem desculpas, exige-se a terceira vitória consecutiva, a segunda para o campeonato, o que a acontecer, dará ao plantel ainda mais confiança para a deslocação seguinte ao terreno do Schalke 04. É preciso (re)criar a dinâmica de vitória que foi perdida no início de temporada, e o jogo com os verde rubros, será mais um obstáculo que teremos que ultrapassar.

Um desafio aos seguidores do Eterno, lancem os vossos onzes para o jogo de mais logo.

Aqui fica o meu: Roberto, Maxi, David Luiz, Luisão, Peixoto, Javi, Coentrão, Gaitan, Martins, Saviola e Cardozo.

Força Benfica

Sexta-feira, 24 de Setembro de 2010

Fernando Riera

Faleceu Fernando Riera, brilhante treinador chileno do Sport Lisboa e Benfica na década de 60. El Tata, como era carinhosamente conhecido no seu país natal, foi um bom jogador tendo participado no Mundial do Brasil em 1950 e foi o primeiro futebolista chileno a actuar na Europa, curiosamente no Stade Reims, que viria a ser o primeiro finalista vencido da Taça dos Campeões Europeus.

No entanto foi enquanto treinador que mais se notabilizou, estreando-se precisamente em Portugal, no Belenenses, em 1954/55, perdendo o título de campeão nacional (que seria o segundo do clube da Cruz de Cristo) a quatro minutos do fim do último jogo, quando o Sporting empatou na Salésias, oferecendo assim o título ao Benfica. De Belém para o Chile, onde liderou a selecção nacional chilena no Mundial 62, onde conseguiu o melhor desempenho de sempre destes sul-americanos, alcançando o terceiro lugar na prova.

Aí atraíu a atenção do Benfica, bicampeão europeu em título, onde esteve por duas ocasiões distintas: 62/63, ano em que foi campeão nacional e ainda atingiu a final da Taça dos Campeões Europeus, perdida para o AC Milan em Wembley, e 66/67, novamente campeão.

Fernando Riera treinou ainda Sporting, Porto, Deportivo Coruña, Espanyol, Olympique Marseille, Boca Juniors, Universidad Católica (Chile), Nacional (Uruguai) e Monterrey (México). Que descanse em paz.

A Era Paulo Bento

Queiroz saiu da selecção com dois anos de atraso, melhor dizendo, nunca devia ter vindo. Devia saber ou ter percebido que ele mesmo fazia parte do tão famoso grupo de "porcaria que tinha de ser varrida", juntamente com Madaíl, Amândio e outros. Espero que, ainda por cima com o anúncio da não-recandidatura de Gilberto Madaíl, seja o início de uma nova página no futuro da selecção, aos poucos os dinossauros começam a sair de cena.

Paulo Bento foi o escolhido. Apesar de não ser a minha primeira opção, enquadra-se perfeitamente no perfil de seleccionador que eu desejava: um português ambicioso, com qualidade demonstrada, e disciplinador. Manuel José e Manuel Cajuda seriam, na minha opinião, as duas primeiras escolhas, mas um por falta de mediatismo e outro por não agradar a um certo dirigente deste país não poderiam ser escolhidos.

Paulo Bento é um treinador competente, o que de si já destoa do seu antecessor. Durante as quatro épocas que esteve em Alvalade, conseguiu, com plantéis manifestamente inferiores aos dos rivais, ficar sempre em segundo, arrebatando ainda duas Taças de Portugal, duas Supertaças e marcando presença em duas finais da Taça da Liga. Com ele, os jogadores sabem que não podem pisar o risco (ao meio) sob pena de serem excluídos da selecção, tal como aconteceu no Sporting com Carlos Martins, Stoijkovic entre outros. E nem mesmo as prima-donas escapam à mão pesada de Bento, que não olha a nomes na escolha da equipa, elegendo quem quer quando quer, prova disso foi o afastamento de jogadores importantes como Beto, Sá Pinto, Miguel Veloso, Vukcevic ou mesmo Liedson, este último inclusivamente afastado de uma convocatória para um Porto x Sporting.

Sempre falou em demasia das arbitragens, tendo ou não razão, sempre teatralizou muito e utilizou aquilo que os sportinguistas tão bem sabem fazer: vitimizarem-se. Não é bonito, mas é eficaz, já dizia uma célebre personagem que "quem não chora não mama". Sempre que o Sporting se sentia mais aflito, lá vinha choradeira e as coisas compunham-se, era de uma eficácia brutal. Não quero com isto, no entanto, tirar o mérito a Paulo Bento, mas ele sabe bem que enquanto seleccionador não pode nem terá seguramente este tipo de comportamento, até porque é impossível fazer chegar a sua voz a Platini ou quem quer que seja.

Quando perde dá a cara, assume a derrota, é "pai e mãe" das suas equipas e sempre assumiu um papel de defesa daquilo que pensa ser o interesse e o bem do grupo de trabalho mesmo quando os dirigentes do seu antigo clube se refugiavam. Se havia tiros, era Paulo Bento quem dava o peito às balas, esteve quatro anos no Sporting, quatro anos de puro desgaste e assim que percebeu que não havia mais nada a fazer teve a coragem e a sensatez que nunca vi em Madaíl, Amândio, Horta, Laurentino e Queiroz. Saiu.

Por tudo isto penso que Paulo Bento será capaz de conseguir dar disciplina ao grupo, escolher quem melhor serve os interesses da selecção e conquistar vitórias importantes. Conseguirá o apuramento para o Europeu 2012? Isso é outra história, já tem o caminho todo minado e um conjunto de maus resultados em carteira. É esperar para ver.

P.S. Já agora, aqui ficam os 23 jogadores que espero serem convocados, aqueles que acho que melhor servem os interesses nacionais, independentemente de estarem lesionados ou não. Estes são os melhores: Eduardo, Quim, Rui Patrício, Bosingwa, João Pereira, Bruno Alves, Pepe, Ricardo Carvalho, Nunes, Fábio Coentrão, Miguel Veloso, Rúben Amorim, Pedro Mendes, João Moutinho, Carlos Martins, Tiago, Manuel Fernandes, Varela, Nani, Cristiano Ronaldo, Ricardo Quaresma, Hugo Almeida e Makukula

Quinta-feira, 23 de Setembro de 2010

Apoiar nos Barreiros: sim ou não?

No comunicado recentemente emitido pelo Benfica, a alínea "b" é a que suscita, sem dúvida, mais opiniões distintas. Há quem concorde, há quem discorde e eu consigo perceber ambas as posições. Para quem não se lembra, é isto:

b) Compreendemos e associamo-nos ao movimento de indignação que desde sexta-feira varre o país. Face à adulteração da verdade desportiva, queremos pedir aos sócios e adeptos do Benfica que continuem a apoiar, de forma inequívoca e sem reservas, a equipa nos jogos que o Benfica realiza no Estádio da Luz, mas que se abstenham de se deslocar aos jogos fora de casa.

É de facto bem pensado tentar dissuadir os nossos adeptos de irem aos estádios dos adversários, nem tanto pela razão mais vezes apontada (não serem lesados económica e sentimentalmente pelos roubos), mas porque é um modo de fechar a torneira aos clubes mais pequenos, que se aproveitam das deslocações do Benfica para fazer vários meses de ordenados e ainda se aliam muitas vezes ao Porto com "n" jogadores emprestados. Visto por este prisma parece boa ideia. Mas...

Por outro lado há clubes que não me parece merecerem esta medida punitiva. A começar desde já pelo Marítimo, que neste defeso ousou fazer frente ao Porto no caso Kléber e que sofreu (e está a sofrer) as consequências de uma forma vergonhosa, com arbitragens escandalosas em praticamente todos os jogos (então com o Paços de Ferreira foi um fartote) que os puxaram para o último lugar na tabela classificativa naquele que é o pior arranque dos insulares nos últimos 20 anos, uma mera coincidência. Merecem os maritimistas este tipo de tratamento? Naõ me parece. Nem os benfiquistas da Madeira se devem sentir muito confortáveis com esta tomada de decisão, uma vez que a grande maioria só pode ver o Benfica ao vivo duas vezes por temporada, uma nos Barreiros e outra na Choupana. E não poderá esta medida ser prejudicial ao próprio Benfica em termos futebolísticos, dificultando, sem a presença de adeptos nos estádios, a conquista dos três pontos? Se jogar fora já é difícil, jogar fora num ambiente 100% hostil e sem qualquer apoio é ainda mais difícil.

Posto isto, devem os benfiquistas deslocar-se aos Barreiros para apoiar o Benfica nesta jornada?

Vieira critica Vitor Pereira, Rui Costa aplaude-o pela sua frontalidade

Logo depois do fim do jogo no D. Afonso Henriques, Luís Filipe Vieira depressa veio disparar em algumas direcções, com razão diga-se, nomeadamente apontado baterias a Vitor Pereira. Recordo as suas palavras:

"Esses senhores que hoje estão muito felizes com este resultado, bem como o senhor Vítor Pereira, mais quem homenageou esta semana o senhor Olegário Benquerença, que fiquem sabendo que não brincam com o Benfica".

Pois bem, dias depois e após Vitor Pereira ter reconhecido em público alguns dos erros cometidos contra o Guimarães, Rui Costa veio enaltecer a frontalidade do presidente da comissão de arbitragem da liga, fazendo votos que tais situações não se repitam.

Mas em que mundo andamos, no País das Maravilhas? Então primeiro critica-se, depois dá-se umas palmadinhas nas costas e fazemos fé que as coisas melhorem? Fazemos fé?

Não brinquem com o Benfica, digo eu... depois admirem-se que somos esfoliados em campo pelos homens de negro. Em vez de mantermos uma posição de força, damos um voto de confiança... ou seja, somos nós próprios que providenciamos o ar que esses agentes precisam respirar... não é de espantar assim, que num futuro próximo voltem a acontecer arbitragens semelhantes àquelas que motivaram o protesto do Benfica em Guimarães.

Também gostava de te ver voar do 3º Anel



O voo da águia Vitória é uma coisa muito bonita. É magnífico ver a águia descer desde o piso 3 da bancada Meo em direcção ao nosso símbolo, é uma injecção de mística antes dos jogos, nomeadamente quando há muito público. As pessoas galvanizam-se, grita-se "Benfica" e Juan Barnabé ajoelha-se, vitorioso, pensando "Pimba, mais 5 mil euros!".

É verdade. Cinco mil euros é quanto custa o voo da águia por cada jogo. Ora, sendo que em média o Benfica faz cerca de 25 jogos na Luz por época, são 125 mil euros ao ano. Bonita soma para um espectáculo que demora cerca de um minuto. E a juntar a isto há as deslocações a Casas do Benfica e ainda as fotografias tiradas no Estádio com a águia, que custam entre 10 e 15 euros, não me lembro do valor concreto, mas é entre isto.

Agora foi vender os seus serviços à Lazio. Parece-me bem, tão bem que poderia ficar por lá. É que 125 mil euros ainda é dinheiro, com ele, se calhar até dava para tratar com menos preocupações de algumas renovações de contratos que parecem telenovelas de tão longas e morosas que são. Juntava-se o útil ao agradável. E pedia-se desculpas ao senhor Paixão, o da águia, não o árbitro.

Quarta-feira, 22 de Setembro de 2010

Mente com quantos dentes tem na boca

Diz o senil que votou contra a vinda de Carlos Queiroz. Se fosse submetido a um detector de mentiras verificar-se-ia que mente, sem surpresas. Foi dos principais impulsionadores do regresso do incompetente e agora faz-se de virgem ofendida, pobrezinho. Aliás, estava tão contra o regresso de Queiroz que aceitou ser o chefe da comitiva no Mundial. Como é possível explicar que um indivíduo esteja na selecção há quase três décadas e esteja envolvido em todos os grandes casos/escândalos (foram dez) que assolaram a equipa nacional, desde Saltillo a Queiroz, passando por Paula, e Mundial-2002? Rua com a incompetência e com os tachos na federação, este idiota tem de ser posto a andar.

Terça-feira, 21 de Setembro de 2010

Vítor Pereira descobriu a pólvora

Os Simpsons são amarelos, Obama é preto, bilhar é um desporto, a Espanha é um país, o ser humano tem dois rins, o oxigénio é um comburente, a população portuguesa envelhece progressivamente, os gatos são animais e o Benfica é sucessivamente prejudicado pelas arbitragens. O que há de surpreendente aqui?

Nada, rigorosamente nada. Vítor Pereira, enquanto presidente da APAF, decidiu falar sobre o último assunto do primeiro parágrafo. Até percebo que o faça dada a sua posição, mas a forma como o fez foi ridícula, parece que descobriu a pólvora, parece que acabou de descobrir que, afinal, o Benfica também é prejudicado. E "descobrir" até é um termo forte, pois a forma como o admitiu, com alguma relutância, faz-nos pensar sobre quão incompetentes serão os mais altos quadros do futebol português (quero acreditar que Vítor Pereira é incompetente e não corrupto, pois, como sabemos, os dirigentes mais importantes do futebol nacional ou são uma coisa ou outra, salvo raríssimas excepções, que não me lembro de nenhuma de momento, curiosamente).

O que mais me surpreende é a forma como Pereira profere as declarações. Parece que há medo em admitir o erro. Então no lance de Aimar é genial: "bom, parece que não, depois parece que sim, é difícil, o trabalho de árbitro é complicado, blá blá blá...", por aí adiante. Será assim tão difícil constatar o óbvio, que a grande penalidade é evidente para qualquer cego?! Mas ele é parvo ou quer fazer dos outros parvos?

E como é possível haver este laxismo, esta falta de cultura de exigência, o "está tudo bem, deixa andar", os elogios e tudo mais quando é por demais evidente óbvio que o que se está a passar dentro dos relvados é uma autêntica palhaçada?

Pragmatismo

O Benfica parece ter finalmente entrado nos eixos, com vitórias importantes contra adversários de respeito nos últimos jogos. Não é o mesmo Benfica de 2009/2010, mas não é isso que se pede sequer, até porque atingir a perfeição duas vezes seguidas é praticamente impossível. Digamos que, em termos de futebol jogado dentro de campo, este Benfica é o segundo melhor da década, imediatamente atrás do do ano anterior.

O problema é que não jogamos sozinhos e ontem, uma vez mais, houve festa. «"Paixão" por ganhar», poderia noticiar qualquer um dos três diários desportivos. Grande exibição de Bruno Paixão na Choupana que não viu um penalty escandaloso de Rolando e ainda conseguiu inventar um sobre Varela, juntando a seu performance às de Jorge Sousa em Vila do Conde, com um penalty perdoado e um golo mal validade, e Paulo Baptista na Figueira, com outro penalty mal assinalado. Por que é que isto acontece?

Simples. Nos últimos anos temos assistido a campeonatos viciados e com roubos descarados. Este ano estamos a assistir a roubos descaradíssimos. Porquê? Essencialmente por três razões: primeiro porque o Porto, pior que não ter sido campeão, foi relegado para a Liga Europa, ficando sem o dinheiro da Champions que tanta falta lhes faz, havendo por isso a necessidade de garantir rapidamente um lugar cimeiro na tabela classificativa; segundo porque o Benfica foi o campeão no ano anterior, algo que certamente não contavam na Torre das Antas; terceiro porque o Porto perdeu o controlo sobre alguns membros da Liga, não contanto que os seus jogadores podessem ser suspensos por agredir pessoas. Não há memória.

Neste campeonato viciado, por que objectivos luta o Benfica? A já nove pontos da liderança e ainda a cinco do Guimarães (cuidado com o Vitória, depois não digam que não avisei como aconteceu no ano passado com o Braga), o Benfica tem de saber para onde caminha e que armadilhas estão nesse caminho. Já deu para ver que está tudo minado, temos agora de ver como reagir. Na minha opinião, o Benfica terá de ganhar todos os jogos que tem até chegar ao cavalo marinho, ou seja, vitórias com Marítimo e Portimonense fora, Braga e Paços na Luz, enquanto que o Porto tem de perder pontos em pelo menos um dos jogos que tem (Académica e Guimarães fora, Olhanense e Leiria em casa). Possível mas difícil, especialmente face ao que temos visto. E depois, no final do jogo grande da 10ª jornada, o importante é não sair de lá com mais de 7 pontos de desvantagem. A partir daí, e face aos calendários das duas equipas, tudo é possível.

Tacuara: dos assobios aos aplausos em 5 dias


Foram dias agitados na última semana para Cardozo na Luz. Longe estava alguém de imaginar o que iria acontecer no jogo para a liga dos campeões contra o Hapoel e aquilo que assistimos teve alguns contornos difíceis de entender. O Benfica estava atravessando um péssimo momento de forma no seu todo, com algumas excepções como Coentrão e Aimar, e na minha forma de ver as coisas, Cardozo foi o bode expiatório de alguns adeptos, que transferiram para o paraguaio os ressentimentos que tinham para com a equipa. É certo que Cardozo vinha jogando mal, que estava num mau momento, mas estava longe de ser o único, e comparar os assobios que Cardozo foi alvo, com os aplausos a Roberto por agarrar bolas fáceis, é sem dúvida um contraste curioso de verificar. O tribunal da luz sempre foi exigente, mas a exigência aqui foi personificada apenas num indivíduo.

No entanto, nada desculpa o gesto de Cardozo em mandar calar os adeptos. É um profissional de futebol e tem de saber lidar com este tipo de coisas, pois concerteza será assobiado mais vezes no futuro. Percebo que no calor do jogo, com a cabeça quente perante o que estava a acontecer, que não se consiga por vezes ter o discernimento necessário e que se cometam erros que de outra forma nunca aconteceriam, mas bem ou mal, os jogadores precisam abstrair-se do que se passa fora do relvado e concentrar-se apenas no que estão ali para fazer, ou seja, jogar futebol. Apraz-me registar todavia, que imediatamente após o jogo ter terminado Cardozo caíu em si, viu que tinha borrado a pintura e pediu perdão aos adeptos, demonstrando dessa forma um grande carácter, assumindo o seu erro perante todos. Uma atitude que um dia Quim não teve… e eu disso também não me esqueço.


 Estava então na mente de todos como iria Cardozo reagir no próximo jogo a tudo isto. Pois bem, Tacuara respondeu da melhor forma, com uma das melhores exibições desde que chegou ao clube, mostrando novamente o seu faro de goleador e dando uma vez mais ao público presente na Luz motivos para festejar. Foram 2 golos, podiam ter sido outros tantos, uma atitude perante o jogo fantástica e o terceiro anel rendeu-se à sua fantástica exibição. As pazes estavam feitas e o nosso matador estava de volta, matador esse que tem um particular gosto em marcar ao Sporting – já vai em 6 golos marcados.

Haverá quem diga que existe uma relação directa entre os assobios que Cardozo foi alvo na passada terça com a subida de rendimento no passado domingo – talvez em parte até haja. Para mim sobretudo, o que vejo é um jogador que demora sempre a entrar em forma (não esquecer que chegou atrasado na pré-época), um jogador que estava a sentir demasiado o mau futebol praticado pela equipa. É notório o crescer de forma de Cardozo neste momento e é notório que os golos trazem sempre confiança a qualquer ponta de lança. Penso que Jesus tinha razão quando após o jogo com o Hapoel pediu tempo para Cardozo, os resultados estão a vista. Seja bem-vindo de volta senhor Tacuara, por mim estás perdoado.

P.S. Cardozo está a um pequeno passo de igualar Mats Magnusson como melhor marcador estrangeiro da história do clube. O sueco tem 86 golos marcados contra 81 do paraguaio. Será certamente em pouco tempo o detentor desse recorde. Tem também a média de golos mais alta dos últimos 30 anos... goste-se ou não dele, o que é certo é que ele marca golos com regularidade.

Segunda-feira, 20 de Setembro de 2010

10 anos após Mourinho

Passaram hoje dez anos que o Benfica, na altura liderado por Vale e Azevedo e Álvaro Braga Júnior (que dois...), decidiu, dar um golpe de asa apostando num jovem treinador português sem qualquer experiência a nível de treinador principal, mas com muita sabedoria bebida dos ensinamentos de dois catedráticos do futebol, Sir Bobby Robson e Louis van Gaal.

E se foi há dez anos que Mourinho foi contratado, foi também há praticamente dez anos que Mourinho foi despedido. Bom, despedido não foi, mas quase. Alguém duvida que era seu interesse seguir no Benfica e dar forma a um clube desfeito? Não duvido. Mas sabia que não tinha o apoio de quem lhe estava acima na "cadeia alimentar" do futebol encarnado, por isso decidiu sair.

Vilarinho veio com um treinador já definido, Toni, ele que já tinha sido campeão pelo Benfica em duas ocasiões distintas. Mourinho foi-se embora imediatamente a seguir àquele histórico Benfica 3x0 Sporting, no Estádio da Luz, numa noite de glória para João Tomás. Quais as consequências desse erro que foi enviar o melhor treinador português de sempre embora? Como e onde estaria o Benfica se Mourinho tivesse continuado de águia ao peito?

Pode ser arrogante, convencido e egocêntrico, mas é aquilo que muitos treinadores gostariam de ser e não são: um vencedor nato. Nasceu para ganhar, indiscutivelmente, é, como a fotografia acima o demonstra, um iluminado, e pensando nele e no seu sucesso, consegue o sucesso dos seus. Hoje, muitos jogadores são o que são graças a Mourinho. E eu acredito que, um dia, voltará a sentar-se no banco de suplentes da direita do Estádio da Luz.

Domingo, 19 de Setembro de 2010

Com que então um jogo equilibrado... Achas mesmo Paulo Sérgio?

Pois... bem me parecia...

O Campeão voltou

Classe, esforço, segurança, tranquilidade, um matador e, mais que tudo, qualidade e competência. São estes os ingredientes para se fazer um campeão, um verdadeiro campeão. Outros preferem outra matéria-prima, mais saudável, é certo, mas com frutinha não há mérito. Daí uns serem reconhecidos e outros... esquecidos. Felizmente, por altura da entrega da taça de campeão relativa à época transacta, o público benfiquista soube reconhecer os seus heróis e vaiar enormemente um dos vilões do futebol português.

Pouco ou nada havia a ganhar neste jogo: um Benfica visivelmente fragilizado por questões internas e, sobretudo, externas, entrava em campo sabendo que apenas e só a vitória interessava, mesmo tendo conhecimento que muitos dos adversários continuariam alguns pontos acima na tabela classificativa. O que fazer perante isto? Reagir à campeão! Dito, pensado, e feito.

Jesus surpreendeu ao colocar César Peixoto no onze titular, a defesa esquerdo, avançando Coentrão para o meio-campo. E acredito que esta foi, de entre todas as decisões possíveis, a mais acertada e a mais correcta, o melhor Benfica neste momento é aquele que pode contar com Coentrão a meio-campo, e se isso implica que Peixoto jogue a, que seja. Se Gaitán poderá vir a ser um grande jogador, acredito que sim, mas neste momento a melhor e mais eficaz ala esquerda é com os dois internacionais portugueses, exactamente naqueles lugares. Esteve mal Peixoto nos últimos jogos? Esteve. Péssimo, até. Mas não duvidem que é bem melhor que aquilo que mostrou e do que muitos benfiquistas pensam sobre ele.

O Sporting entrou em campo com a intenção de mandar na partida, mas logo ao quinto minuto as esperanças de tal acontecimento caíram por terra: o Benfica deu mostras de uma força surpreendente, começou a jogar com personalidade, atacando e mandando no jogo, controlando bastante bem. E como dizia, logo ao quinto minuto, eis que Cardozo desencanta uma jogada à "avançado móvel", tira o central do caminho e, já pressionado, atira ao poste de Patrício. O aviso estava dado, não faltaria muito para se passar das ameaças aos actos.

Minuto 12. Canto de Pablo Aimar na direita, Luisão cabeceia contra André Santos e a bola sobra para o homem que, geralmente, está sempre no sítio certo no momento exacto, Óscar Cardozo, que não pestanejou e assinou o primeiro golo da partida. A partir daqui, no primeiro tempo, só deu Benfica, com o Sporting a acusar nitidamente o golo sofrido e a perder o meio-campo por completo. O Benfica só não chegou ao segundo golo no primeiro tempo por uma questão de azar, não que as ocasiões tivessem sido muitas, mas alguma displicência em alguns contra-ataques não o permitiram.

No segundo tempo Jesus mexeu na equipa e colocou Rúben Amorim a médio direito jogando na posição de Carlos Martins que descaiu para o meio face à saída de Aimar, pois o argentino não estava no máximo das suas capacidades físicas, apesar de ter estado em bom plano na primeira parte. E se dúvidas houvesse sobre como iria reagir o Benfica sem o seu número 10, Cardozo fez questão de as dissipar fazendo um golaço do tamanho do Estádio, depois de, nesse mesmo lance, ter ganho a enésima bola aérea aos centrais leoninos. Com dois golos de vantagem só muito dificilmente a vitória fugiria da Luz.

E se dois era muito bom, podiam ter sido três poucos minutos depois, com Coentrão a falhar na cara de Rui Patrício o 3-0 que mais que matar o jogo afundaria o Sporting e quem sabe quantos mais poderiam seguir-se. No entanto tal não aconteceu e foi mesmo o Sporting a conseguir algumas boas ocasiões fruto de um "tirar o pé do acelerador" por parte do Benfica. Liedson primeiro, com a mais escandalosa de todas, falhou um golo feito na cara de Roberto, num lance que ele nunca desperdiçaria há uns anos. Depois, em remates de longe, Postiga e Maniche colocaram Roberto à prova, que tremeu mas não quebrou, defendendo sempre a dois tempos. Face a esta superiorização do Sporting, o Benfica voltou a reagir e surgiu com mais e melhores ocasiões, por ventura as mais flagrantes do segundo tempo, com Cardozo sempre em evidência, colocando um chapéu a Rui Patrício que saiu ligeiramente ao lado da baliza leonina e depois num cabeceamento que passou ligeiramente por cima. No final, vitória mais que justa do Benfica que dominou o jogo, foi muito superior e, a haver mais golos, seriam para os da Luz, que, como disse, ainda desperdiçaram 4 ocasiões soberanas de golo (3 de Cardozo e uma de Coentrão, contra uma apenas de Liedson).

No plano individual, há que destacar pela positiva Cardozo, o homem mais deste Benfica. Hoje fez aquele que foi, muito provavelmente, a sua melhor exibição de sempre de águia ao peito. Também gostei bastante do "homem invisível" Javi Garcia e da ala direita formada por Maxi e Martins. Elogiar Coentrão seria dizer mais do mesmo, é claramente o melhor jogador da actualidade a actuar em Portugal. Pela negativa não há ninguém a destacar no Benfica, só queria fazer aqui uma chamada de atenção para dios magníficos empolamentos da nossa comunicação social a um par de jogadores ridiculamente banais: Carriço e Nuno André Coelho. Eles são a prova viva de que é possível ser-se elogiado mesmo sendo um incompetente.

Xistra esteve num plano razoável relativamente à técnica mas completamente desastroso no capítulo disciplinar, mostrando amarelos completamente exagerados e desnecessários a jogadores do Benfica (Fábio Coentrão, Airton, Peixoto, Luisão (levou, não levou?)), perdoando outros a Maniche, André Santos ou Liedson. Curioso é também verificar que todas as letras da palavra "artista" encaixam em "Xistra". E por falar em curiosidades, estou mortinho por saber qual vai ser a avaliação de Jorge Coroado ao seu cunhado.

Excelente vitória que pode relançar o nosso campeonato, seja ele qual for, contra quem for. Neste momento é difícil fazer uma previsão sobre o que pode vir a acontecer, o único que se pode antecipar são putativos cenários face a vitórias, empates e derrotas do Benfica. O que me parece é que, se no final do jogo no campo do cavalo marinho o Benfica não estiver a mais de sete pontos dessa equipa, pode perfeitamente lutar pelo título, mas até lá muita água correrá.

Sábado, 18 de Setembro de 2010

Um clássico para marcar a diferença

É preciso ganhar sem desculpas, jogamos em nossa casa perante os nossos adeptos e temos de mostrar que somos mais fortes que aqueles que são conformados com o actual estado de coisas do futebol português, e que não se importam de fazer o papel de equipa submissa. Aliás esse tipo de mentalidade está a aniquilar o Sporting pela sua base, pois é algo que facilmente encontramos em qualquer sportinguista: desde que o Benfica seja prejudicado e que o Sporting ganhe o campeonato da segunda circular, mesmo que o Porto seja campeão 4 vezes em cada 5 anos, está tudo bem para eles. Isto devia preocupar os sportinguistas de gema, os autênticos que são cada vez mais uma espécie rara, não estes desta nova vaga que é marcada pelo anti-benfiquismo crónico e doentio, pois desta forma está-se a perder a mística do clube se é que alguma vez a tiveram, e estamos hoje a assistir a transformação de uma instituição que é considerada grande, para uma que por este andar daqui a 30 anos poderá ser um Belenenses. Porque um clube na sua essência é aquilo que os seus adeptos demonstram ser.... um tema para retornar um dia mais tarde...


 Voltando ao essencial, este derby, afigura-se de extrema importância para o Benfica pois de forma alguma podemos perder mais pontos, pelo que os únicos resultados que interessam são ganhar ou ganhar, não existe outro caminho, outra alternativa nesta altura. Perante o desastroso início de temporada motivado por causas várias que já foram devidamente analisadas, a verdade é que estamos enconstados à parede pois um mau resultado levará-nos para uma época muito penosa onde andaremos a suspirar pelos jogos da liga dos campeões e das taças para podermos ter aquela sensação de que ainda aspiramos a alguma coisa positiva, a algum troféu, a alguma alegria... no fundo seria o regressar àqueles tempos do fim da década de 90 onde a ilusão e a crença na equipa existia apenas nos sonhos dos adeptos, pois a realidade em nada personificava aquilo que devia ser o Benfica. É preciso afastar essa realidade para bem longe do nosso presente e a única maneira de o conseguir passa pela conquista dos três pontos.

Jesus tem entre si uma tarefa que apesar de difícil não é impossível. Indo além daquilo que ele gostaria de ter mas não conseguiu ter no plantel, acho importante que o treinador olhe para a equipa e consiga encontrar as soluções que permitam ao Benfica praticar um futebol positivo, ou seja, se calhar era tempo de deixar de pensar na temporada transacta e no sistema táctico que mais utilizamos, no caso o 4-1-3-2, e tentar perceber se no actual plantel existem jogadores com as características necessárias para poder interpretar de forma correcta tal sistema. Eu penso que não, que não temos, porque as saídas de Di Maria e Ramires não foram colmatadas com entradas de jogadores com características idênticas, logo é impossível ao Benfica e tem-se verificado isso, fazer aquela pressão alta em cima dos adversários que desde logo os sufocava e que dessa forma obrigava as outras equipas a errarem precocemente e com isso o Benfica estava sempre por cima do jogo e consequentemente mais perto da vitória. Não existe um desiquilibrador que mexa no jogo quando a equipa assim o necessita (tem sido Coentrão e Aimar a disfarçar essa lacuna) nem existe um jogador que dê o equilíbrio necessário ao meio campo para além de Javi, ou melhor existe mas anda vezes demais enconstado  à lateral direita (Amorim). Como Jesus irá resolver estes problemas? Com a competência que lhe reconheço, pois um treinador também vê-se na forma como supera as adversidades e consegue adaptar-se às necessidades da equipa, tendo em vista a mão de obra que dispõe.



Diz-se frequentemente que o futebol é um desporto para homens de barba rija, alusão que também me sirvo para passar a mensagem que quero de momento. Que mensagem é essa? Pois bem, mal o árbitro apite para o começo do jogo, que os jogadores partam para cima do adversário, que demonstrem a vontade de ganhar que tem andado escondida em alguns jogos, e que façam um jogo positivo e de acordo com os pregaminhos do clube, que a imagem acima os inspire. Nós não temos a pretensão de "sermos diferentes" lema a que o clube do lumiar tantas vezes faz valer. Nós somos o clube do povo e da igualdade de sonhos entre todos, fazemos a nossa força, e não existe maior sonho do que uma vitória do clube que amamos. Espera-se também uma arbitragem isenta e que beneficie o espectáculo, pois uma partida de futebol precisa sempre ser decidida pelos 22 jogadores que sobem ao relvado e não por quem está ali para ajuízar o jogo. Não queremos ajudas, apenas que se cumpram as leis do jogo, sem dualidade de critérios, sem segundas intenções. Porque se aqueles 90 minutos são uma peça de teatro, se aqueles 90 minutos são uma pintura que de início é uma tela em branco e que vai ganhando cores conforme as incidências da partida, convém que possamos apreciar essa peça, que possamos tentar perceber a beleza dessa pintura abstracta sem interferências externas, convém que possamos vibrar o jogo pelo jogo na sua essência mais pura. É assim que devia ser sempre!!!

Sexta-feira, 17 de Setembro de 2010

pergunto-me se ...

Olhando ao verdadeiro profissionalismo da mafia que faz apodrecer o nosso futebolzinho português .... culminando no nojo que todos escutámos, pergunto-me:

E se o tal de xistra aproveitasse no domingo para favorecer o Benfica com escandalo, retirando-lhe brilho na vitória e tornando assim impossível protestarmos com a justiça que temos feito, o vómito que permite já ao braga b ter 9 pontos de avanço?
Já alguém pensou nisso? Será que perante um ' penalty ' de escandaleira que o xistra se lembre de assinalar contra o porto b, ninguém de direito entende que deveria o jogador que o cobrasse, dizendo não com o dedo e rindo-se, enviar a bola em direcção à bandeirola de canto?
Ainda hoje os adeptos de um antigo clube no Campo Grande falam de um lance do género, numa taça de 2ª ... e com isso alimentam o ódio a quem lhes ganha desde que existem e se submetem prazenteiros às migalhas que chegam do norte.

Depois não digam que ninguém se lembrou de falar nisto!

De que é que se fala aqui?

Foi no Céu Encarnado que tomei conhecimento desta tag cloud sobre o nosso blog, que ilustra as palavras mais utilizadas nos últimos 20 posts. E no meio delas todas, há uma que sobressai: BENFICA.

Para fazerem a do vosso espaço, podem ir a Wordle.net.

Uma imagem vale mais que mil palavras #3

Em semana de derby, eis mais uma fotografia de um de tantos Benfica x Sporting, este no final da década de 90. De vermelho, João Vieira Pinto, símbolo maior de um Benfica decadente financeiramente e também no plano futebolístico, o Menino de Ouro era dos poucos motivos de orgulho para os adeptos encarnados. De verde, Simão Sabrosa, a nova esperança da formação leonina, que tantos frutos dava mas com pouco proveito, como mostram os 18 anos de seca vividos em Alvalade. A vida dá muitas voltas, e, por incrível que pareça, poucos anos depois, estes grandes jogadores voltaram a defrontar-se, desta vez com Simão de encarnado e João Pinto de verde.

Quinta-feira, 16 de Setembro de 2010

Seremos Xistrados?

Não sou nem pouco mais ou menos um dos tais que encontra na arbitragem uma forma de relativizar os maus resultados obtidos neste inicio de campeonato pelo Benfica. É certo e sabido que esta entrada com o pé esquerdo na liga vai muito além disso, e que o planeamento da época não foi de todo o mais adequado. Mas face aos recentes acontecimentos em Guimarães, torna-se importante tentar saber se a nomeação de Carlos Xistra era a mais adequada tendo em vista o clássico que se aproxima, sabendo todos nós que este tipo de jogos são difíceis de gerir, pois existe sempre uma carga emocional muito forte à volta de um Benfica-Sporting e será importante o árbitro ter a capacidade de segurar o jogo. Terá Xistra essa capacidade? Tenho muitas dúvidas.

No entanto, também é preciso dizer que no actual quadro da arbitragem, poucos seriam os árbitros que não levantassem alguma dúvida aos adeptos, já que a qualidade nesse sector está claramente nivelada por baixo, chame-se ele Carlos Xistra, Jorge Sousa ou Artur Soares Dias, os receios seriam semelhantes e o cepticismo andaria sempre por perto. Dito isto, tendo em vista um clássico entre duas equipas que não estão a atravessar o seu melhor momento, e com uma jornada anterior desastrosa em erros de artbitragem contra o Benfica, era necessário uma escolha que fizesse algum sentido e que garantisse isenção no juízo do jogo. É conhecida amplamente a faceta sportinguista de Xistra, é conhecido também o seu incómodo com o Benfica, seria mesmo esta a escolha mais correcta senhor Vitor Pereira? O futuro dirá, mas desde já nomear um árbitro, que na passada terça feira acompanhou Olegário Benquerença a Old Trafford para arbitrar o Man Utd - Glasgow Rangers, revela no mínimo um mau timing, e há quem possa considerar isso como uma provocação. Quero acreditar na minha inocência, que não é o caso.

Ao Benfica e aos seus jogadores, compete entrar sob o relvado, deixando o árbitro de lado e jogando o seu melhor. Porque independentemente da prestação dos senhores do apito, se formos competentes em campo, se estiveremos devidamente concentrados nos nossos objectivos, estaremos sempre mais perto da vitória. A margem de erro é quase nula e só nos interessa vencer, pelo que chegou a hora de haver uma inversão definitiva de rumo se quisermos ainda ambicionar a revalidação do título. Os três pontos acompanhados de uma boa exibição poderá dar à equipa maiores ìndices de confiança para enfrentar os desafios que se avizinham, e poderá devolver aos adeptos muita da ilusão que foi entretanto sugada pelos maus resultados. A onda vermelha precisa reaparecer mas a equipa precisa também transmitir aos adeptos sinais positivos, motivos para sorrir, razões para acordarmos no pós jogo com um sorisso de orelha a orelha e sairmos à rua orgulhosos daqueles que vestem o manto sagrado, que todos em criança um dia sonhamos vestir.

Um último apelo a quem deslocar-se a Luz. Apoiem a equipa incondicionalmente, e sem assobios, mais ainda se estivermos numa situação aflitiva. Porque somos de facto o 12º jogador, não é lirismo dizer-se isto, logo vamos fazer sentir aos nossos jogadores que eles podem contar com o nosso apoio e que acreditamos neles. Entendamos que o que aconteceu na Luz frente ao Hapoel não se pode repetir, o objectivo é empurrar a equipa para a vitória e não deixá-la ainda mais intraquila.

Quarta-feira, 15 de Setembro de 2010

Reforços

A partir de hoje o blog conta com dois novos reforços: pcssousa e Far(away) aceitaram o nosso convite e juntam-se assim à equipa do Eterno Benfica. Desejamos a ambos os maiores sucessos aqui na escrita neste espaço, que façam muitos e bons posts. Sejam bem-vindos!

Cardozo, o gesto e atitude

Já se passou muita coisa entre jogadores e adeptos no Estádio da Luz. Nené, Bento, Carlos Manuel, Mozer, Valdo, Abel Xavier, Nuno Gomes, e Maxi Pereira foram, não raras vezes, assobiados, alguns deles mesmo enxovalhados pelos adeptos durante jogos na Luz. Hoje foi a vez de Cardozo.

E o paraguaio, como filho de boa gente que é, ou deve ser, sentiu-se. E fez muito bem em mandar calar esses adeptos, fazendo aquilo que de melhor sabe: marcar golos. Quem vai ao Estádio da Luz para ver o Benfica tem todo o direito a pensar o que quiser sobre os jogadores, tem mesmo o direito de dizer se estão a jogar bem ou mal, obviamente. Ainda hoje, quantas vezes suspirei "oh Cardozo", "outra vez Cardozo", "como é possível Cardozo", e tudo mais. Daí a assobiar vai uma distância como daqui à Lua. Estamos na Luz para apoiar a equipa durante os 90 minutos, ali, no relvado. No final podemos dar o nosso juízo.

Fez o gesto, visivelmente irritado, algo que percebo e facilmente desculpo, não faltou ao respeito para com o Benfica, ao contrário dos adeptos que não o respeitaram desta vez. Além disso, no final da partida, aplaudiu os adeptos e já pediu desculpas em público e afirmou que já se passou tudo. Não estejam mais uma semana a inventar teorias da conspiração a dizer que está a esforçar-se menos ou que está a fazer birra por não ter saído, isso são mentiras. Naqueles 90 minutos há um outro mundo de emoções, há nervos, stress, tensão e ainda o peso da responsabilidade de carregar mos ombros o desejo de vitória de 14 milhões de pessoas. Jorge Jesus explicou tudo na conferência de imprensa, não façam filmes.

P.S. Já agora, a título de curiosidade, eis o que disse sobre o Quim, por altura do mesmo gesto efectuado ao defender os penalties na Eusébio Cup frente ao AC Milan.

Regresso às grandes noites europeias

Dois anos depois o Benfica regressou às noites europeias na Liga dos Campeões, prova maior de clubes no Velho Continente. Não foi um jogo brilhante, longe disso, mas o mais importante foi o regresso com uma vitória, frente a um adversário mais difícil que alguns pensavam e do que a comunicação social deu a entender. E mesmo longe de brilhante, foi uma vitória bastante importante, não só pela liderança na fase de grupos mas também porque serviu para "ganhar" alguns jogadores que arrancaram a época numa forma menos positiva. E que isto seja o começo de algo grande, que se prove isso mesmo no domingo.

Jesus voltou a confiar a titularidade a Roberto em detrimento de Júlio César, apostando exactamente no mesmo onze de Guimarães excepção feita a Maxi Pereira que ficou no banco. O Benfica entrou bem no jogo com mais domínio tanto territorial como em posse de bola, mas percebeu-se que, ao contrário do que sucede nos jogos para o campeonato na Luz, o Hapoel não vinha para fazer figura de corpo presente, adoptando desde início uma postura ofensiva e, sobretudo, com uma linha defensiva muito alta, permitindo algum jogo mais directo por parte do Benfica, sobretudo graças às movimentações de Aimar, que se apresentou em excelente condição física e foi capaz de criar embaraços aos israelitas.

Notou-se claramente que falta profundidade nos flancos, algo que já tínhamos avisado aqui no blog "n" vezes, e a equipa procura jogar pelo meio em demasiadas ocasiões. Coentrão é, neste momento, à semelhança do que acontecia com Léo em 2005/2006, o jogador onde a bola sabe que vai ter continuidade nos pés benfiquistas, ou seja, com a bola, este jogador consegue atacar sem perde-la, sendo o único que dá profundidade.

O Hapoel espreitava, sempre que podia, a oportunidade de se acercar da baliza de Roberto, tendo conseguido provocar alguns calafrios, nomeadamente numa jogada em que Luisão trava um avançado israelita usando os braços, mas não o suficiente para o fazer cair da forma como simula (atirando-se deliberadamente para a frente), e depois ainda num trio de lances em que Roberto mostra reflexos no primeiro, agilidade no segundo (procurando a "defesa para a fotografia" também, é certo) e concentração no terceiro, numa grande saída a varrer o lance.


Entre estes ataques dos israelitas, o Benfica teve a felicidade de chegar ao golo, num lance em que após canto de Aimar na esquerda para Carlos Martins possivelmente estoirar, o português cruza novamente a bola agora do outro lado e aparece Luisão, de p
é direito, sem a deixar cair, à ponta-de-lança, colocando a bola na gaveta. 1-0, primeira explosão (termo simpático para usar num jogo com israelitas) de alegria na Luz o Benfica estava na frente, o resultado era favorável e os próprios israelitas não pareciam muito descontentes, continuando a perder tempo pelo seu guarda-redes. O intervalo chegava à Luz.

O segundo tempo foi menos intenso que o primeiro e com ainda maior domínio do Benfica nomeadamente no que a ocasiões de golo diz respeito. Primeiro foi Cardozo a falhar após jogada mágico do melhor em campo, o argentino Pablo Aimar, e ainda um lance em que Rúben Amorim remata forte para defesa do guarda-redes nigeriano. O momento mais importante do segundo tempo foi quando aos 67 minutos, após boa jogada de Maxi Pereira, Cardozo remata para a baliza de pé direito fazendo um golo bastante fácil. Gesto imediato, coloca o indicador esquerdo à frente da boca mandando calar os adeptos que poucos minutos antes tinham-no assobiado. Não sendo este o tipo de interacção que gosto de ver entre adeptos e jogadores, Cardozo tem toda a razão pois, tal como Jesus justificou, o paraguaio dá tudo em campo e só não faz mais (mais que 38 golos, por exemplo, pobrezinho), porque não é capaz.

Com o segundo golo, Aimar pede substituição que Jesus atende, colocando Airton ao lado de Javi Garcia, algo que eu já ansiava ver há algum tempo. O Benfica ganhou músculo no meio-campo e soube segurar o jogo até final. Peixoto ainda entrou em campo e foi vergonhosamente assobiado pelos adeptos, novamente numa atitude incompreensível. O Benfica venceu, justamente, o Hapoel por 2-0, estando no topo do grupo na Liga dos Campeões.

Terça-feira, 14 de Setembro de 2010

Comunicado do SL Benfica

Após a reunião dos Órgãos Sociais do clube foi emitido um comunicado com 7 pontos. Este post é apenas um resumo do comunicado oficial, com as frases que considero mais importantes. Podem ler o comunicado na íntegra no site oficial do Benfica. A saber:

a) A falta de credibilidade que está a atingir a arbitragem enfraquece o futebol e só quem não está preocupado com o futebol pode estar satisfeito com a presente situação. Não é ilibando, nem protegendo aqueles que reiteradamente erram que se protege o futebol. Há quem veja e queira fazer-se de cego. A esses, essa cegueira tem de custar-lhes caro. O futebol não é viável sem verdade e sem acções. O senhor Vítor Pereira deve pronunciar-se sobre o que se passou, sobre o que pensa fazer para o futuro e sobre o entendimento que tem – na forma e no tempo - sobre a homenagem promovida no dia 5 de Setembro, pela Associação de Futebol do Porto, ao senhor Olegário Benquerença.

Ataque directo às actuais arbitragens, e com toda a razão. Com a Académica em Guimarães foi notório que houve, mais que incompetência, segundas intenções. Segundas? Não, espera, a única intenção de Cosme e Olegário era roubar descaradamente o Benfica, e conseguiram. A esta hora já terão mais uns cobres nos bolsos. E é magnífico que a AF Porto homenageie esse escroque que incrivelmente nem pertence a tal associação. É à descarada e ninguém faz nada.

b) Compreendemos e associamo-nos ao movimento de indignação que desde sexta-feira varre o país. Face à adulteração da verdade desportiva, queremos pedir aos sócios e adeptos do Benfica que continuem a apoiar, de forma inequívoca e sem reservas, a equipa nos jogos que o Benfica realiza no Estádio da Luz, mas que se abstenham de se deslocar aos jogos fora de casa.

Aqui é que começa a ser difícil: por um lado percebo e entendo que impedir os nossos adeptos de irem aos estádios dos adversários é positivo na medida em que são logo menos uns bons milhares de euros que entram em casa de clubes que recebem, muitos deles, vários jogadores emprestados de um certo clube; por outro lado a equipa precisa do apoio dos benfiquistas dentro dos estádios. E jogando sem o apoio dos adeptos fica ainda mais difícil. Não sei até que ponto esta medida é positiva, nem sei sequer se vai ser acatada pelos adeptos, nomeadamente pelas claques.

c) Solicitar ao Presidente do Sport Lisboa e Benfica a suspensão imediata de quaisquer negociações relativas aos direitos televisivos relativos aos jogos da sua equipa profissional a partir da época 2012/13 que possam estar a decorrer com a Olivedesportos. Mais, foi igualmente solicitada uma avaliação no sentido de apurar a possibilidade do Clube passar a gerir de forma autónoma os seus direitos audiovisuais.

Já não é a primeira vez que isto é dito. Não deixa, no entanto, de ser positivo e acredito seriamente que desta vez é que é. Porquê agora? Porque atingimos o ponto de saturação. Chega! Basta! Não é pela Sporttv que se perdem os campeonatos, os comentários deles não trazem derrotas, sejam em on ou em off, mas... chateiam. Irritam, molestam, o que quiserem. E está na hora de pagar pelo que disseram. Por falar em pagar, é importante ressalvar o seguinte: se é para acabar façam-no, mas que o Benfica não saia financeiramente prejudicado desta situação.

d) Equacionar, em face do desgaste e da falta de garantias de isenção na arbitragem agora evidenciadas, a participação na presente edição da Taça da Liga.

Sempre disse que esta competição era algo entre a Taça de Portugal e o Torneio de Guadiana, a mim pouco me diz apesar de a termos ganho. Digo mais: seria interessante convidar um grande clube europeu para jogar connosco um amigável no dia da final da Taça da Liga. Acham que íamos ter menos público que uma final entre Sporting e Porto? Nunca.

e) Solicitar à comunicação social que, fazendo o seu trabalho, denuncie quem adultera as regras. Que investigue as notas que alguns observadores têm atribuído a algumas actuações de árbitros. Que compare aquilo que sucedeu no campo com a nota posteriormente atribuída.

Não bastava já visível tendência dos árbitros para prejudicarem o Benfica, como agora até os observadores não fazem o seu trabalho com isenção. Lembram-se da nota fraca de Pedro Proença no Porto - Benfica de 2009, época com Quique Flores? Teve, salvo erro, 2,2 em 5, mas por, imagine-se, beneficiar o Benfica! Mesmo com aquele penalty fantasma do Yebda que custou um campeonato. Brilhante! Investiguem.

f) Solicitar ao Senhor Ministro da Administração Interna uma audiência para debater a violência de que a equipa do Benfica tem sido alvo cada vez que se desloca ao Porto. Não queremos confundir as gentes do Porto – que seguramente não se revêem neste tipo de comportamento – com um grupo de delinquentes que organizada e reiteradamente e de forma impune têm vandalizado o autocarro do Benfica e atentado contra a integridade física dos seus atletas.

Num país minimamente civilizado isto não aconteceria. Nem isso nem almoços na Assembleia com um homem que tem "CULPADO" tatuado a maiúsculas na testa. O problema é que não é a primeira nem será a última vez que estes acontecimentos sucedem. E os responsáveis estão identificados, agora, pedir às forças policiais do Porto que combatam o crime é um contra-senso.

g) Declarar o Secretário de Estado ‘persona non grata’ pelo trabalho que prestou ao futebol português. Abandonou a anterior Direcção da Liga no seu combate pela credibilização do futebol português, alheou-se – por completo – do processo “apito Dourado”. É, ainda, o responsável por nada fazer para aplicar a lei, pelo que a arbitragem e a Comissão Disciplinar continuam na Liga, quando já deviam estar na Federação Portuguesa de Futebol desde 1 de Julho.

Este cachalote devia desaparecer de circulação depressa. Se o PS tivesse o mínimo de bom senso já o tinha despachado, mas o homem que prefere caçar o Nuno Assis a interessar-se pelo Apito Dourado está alinhado com certos interesses. É um verme e merece ser tratado como isso, neste momento consegue estar, na minha opinião, ao nível de Pinto da Costa (o que para este senhor é um elogio). É bom que o retirem depressa, até porque já assisti no passado a uma legislativas decididas pelo Benfica. Não gosto nada disso, misturar política com futebol, mas eles, os políticos, assim o escolherem e ainda hoje cá continuam.

Segunda-feira, 13 de Setembro de 2010

Nos Barreiros também se sofre

É mais uma daquelas coincidências extraordinárias: o CS Marítimo esteve, neste defeso, envolvido num "diferendo", eufemismo bastante simpático até mesmo para um eufemismo, com o FC Porto devido a um jogador, o avançado Kléber.

Decorridas quatro jornadas, os insulares somam apenas um ponto. Coincidência? Não, obviamente que não. Basta olhar para o plantel dos madeirenses para perceber que qualidade há mais que muita, provavelmente para lutar pelos lugares europeus. E bastou ler as notícias de Julho e Agosto para perceber que este arranque de época do Marítimo ia ser tal como está a ser: penoso. Já apanharam com Jorge Sousa e Cosme Machado, o Collina de Braga, e ontem viram dois golos legais e limpinhos serem inexplicavelmente anulados. Surpresa? Só mesmo para um turista.

Concordo

Concordo em absoluto que se dê então um valente murro na mesa. Há demasiado tempo que andam a gozar connosco, e há ainda mais tempo que andamos a adoptar uma atitude cavalheiresca para com energúmenos cuja única preocupação é descredibilizarem e minarem o nosso futebol.
É altura de dizer basta.
O que sair hoja da reunião da Direcção, quanto a mim, só pecará por escasso. Aplaudo, a concretizar-se, e especialmente, a medida de apelar aos nossos sócios e simpatizantes de não apoiarem a nossa Equipa em jogos fora de casa. Acaba-se a mama, e quero ver depois como é que esses clubes vão sobreviver sem a receita do nosso jogo. Porque se estiverem á espera de receitas dos jogos com a triplice aliança, bem poder vender os cofres!!!
Meus caros, existe futebol em Portugal porque existe o Benfica. Sem o Benfica, acabou-se!!! E no dia que nos cansarmos mesmo, não se esqueçam de ir lá acima ao Papa pedir batatinhas por ter morto o vosso sustento. E então, pode ser que abram os olhos e vejam quem, na verdade, matou o nosso futebol com corrupção, descrédito, cafés, putas e rebuçados há mais de 20 anos.
Portanto, respeitinho. Não queremos beneficios nem nunca quisemos. Queremos isenção. Queremos respeito. Queremos verdade.
Coragem Presidente! Daqui, a única coisa que terá será apoio para avançar com esta série de medidas!
PS: Relembro apenas o que se passou com a Liga de Basquetebol no ano em que o Benfica de lá saiu. Pois foi... Acabou!!!

Sábado, 11 de Setembro de 2010

A todos os nossos leitores

O Blog Eterno Benfica seguirá a sua linha de defesa incondicional de defesa dos superiores interesses do Glorioso Sport Lisboa e Benfica. De hoje em diante, e retomando a nossa orgulhosa tradição apesar de alguns desvarios pontuais, faremos a defesa incondicional do Benfica.
Se isso poderá significar o fim do blog, que seja, mas de hoje em diante nunca mais o nome do Benfica será proferido em vão assim como as suas actuais estruturas directivas nas pessoas de LFV, Rui Costa, Jogadores ou a sra. da Secretaria, entre outros. Entendo, enquanto fundador do blog, que este tipo de situações que temos vindo a acompanhar recentemente apenas fragiliza quem serve o SLB e o próprio SLB. Numa altura difícil como a que estamos a passar, precisamos de união e não de questiunculas fracturantes e estéreis.
Não contem connosco para tal.
Se o Benfica estiver bem, estaremos ainda melhor. Agora não contem connosco para ajudar a levar o Benfica para o fundo através de suspeitas mal-urdidas e/ou mal intencionadas por pessoas que, hipoteticamente, pensam que se podem promover através do Benfica ou deste humilde blog (que representa 1/1000000000000000000000000000000000000) da grandeza intrínseca do Sport Lisboa e Benfica.
Unidos, seremos muito poucos contra a corja que se instalou há mais de 20 anos no futebol português com o consequente descrédito do mesmo. Mas é um batalha que iremos travar. Porque o bem sempre triunfou e agora, se Deus quiser, não será diferente.
Para finalizar, e em jeito de comunicado à CMVM, informamos que o membro Papoila Calmante não fará mais parte deste blog tendo-lhe sido retirada a autorização para postar. Poderá, no entanto, continuar a comentar como qualquer cidadão comum e reafirmamos a sua idoneidade enquanto benfiquista que ama devotamente o seu Clube. Apenas não concordamos é com a maneira como se expressa.
Viva o Benfica!
Águia no céu, Benfica na terra!!!

Cumprimentos,

Galaad

JNF