Segunda-feira, 28 de Fevereiro de 2011

Trivial Pursuit, versão Liga Zon Sagres

1 - Que treinador, de narinas esquisitas e suspeitas, fez parte da comitiva de um clube qualquer que foi viajar a Sevilla para um importante jogo da Liga Europa?

2 - Que treinador, que não se cala quando lhe metem um microfone à frente, fez parte da comitiva de um clube qualquer que foi viajar a Sevilla para um importante jogo da Liga Europa?

3 - Que amiguinho do Sistema é que está a ver que, para o ano, não vai ser fácil de arranjar emprego?

107 anos de Sport Lisboa e Benfica

O nome português mais internacional em toda a parte, o que mais alegrias dá a diversas pessoas em diferentes locais do planeta, por quem rimos e choramos, por quem matávamos e morreriamos, faz hoje 107 anos de vida. De um grupo humilde constituído por 24 rapazes, a grande maioria órfãos casapianos, destacou-se aquele que hoje é reconhecido como o principal fundador, o jovem Cosme Damião, que aos 18 anos, sim, 18 anos apenas, sonhou num clube grande, tão grande como os maiores. De 24 jovens, passámos a 14 milhões de adeptos espalhados por todo o Mundo. Isto é o Benfica.

Domingo, 27 de Fevereiro de 2011

Orgulho Ser Benfiquista!

Provavelmente o jogo mais intenso que assisti no novo estádio da luz. Um jogo de futebol costuma ter 11 jogadores de cada lado mas hoje o Benfica teve muito mais jogadores em campo. Estou perplexo com a repetição do último golo do Benfica, que acabei de assistir na televisão. Não é possível, não foi isso que eu vi no estádio. Quase jurava que o senhor ao meu lado direito na bancada tinha efectuado um desarme a um jogador do Marítimo, que o outro do meu lado esquerdo trocava a bola com outro sócio da bancada da TMN, que um adepto dos NN tinha fintado o adversário e que o caro leitor tinha colocado a bola nos pés do Grande Fábio Coentrão.

A televisão não demonstra isso mas foi, de facto, aquilo que aconteceu. Hoje os adeptos e sócios do Benfica, quer aqueles que estavam no estádio quer os que estão espalhados pelo nosso planeta, levaram o Benfica às costas. Com o golo que nos foi anulado, também descobri e não devo ter sido o único, que o meu coração está bem de saúde e que quem construiu o estádio, sabia muito bem aquilo que estava a fazer. Se hoje não foi abaixo, nem daqui por trezentos anos irá! É o sítio mais seguro do país, certamente.

O Benfica não apresentou a intensidade e o volume de jogo que nos habituou, fruto da sequência de jogos que tem vindo a fazer, mas mesmo assim criou oportunidades mais que suficientes para resolver o jogo. Não fosse o guarda-redes adversário e os postes, o Benfica teria alcançado uma vitória confortável. Nem me vou atrever a analisar o jogo pois assisti ao mesmo mais com o coração do que com a razão. Pouco me consigo lembrar.

Mas depois de falar na maior massa associativa do mundo, gostaria também de elogiar a atitude dos nossos campeões. Como diria Churchill, “a atitude é uma pequena coisa que faz uma grande diferença”. E que atitude os nossos demonstraram. Nunca desistiram, nunca viraram a cara à luta e foram recompensados. Os campeões são assim.

Tal como em 92/93, o Benfica é a equipa que melhor joga futebol, é obrigado a jogar contra tudo e contra todos, é superior mas arrisca-se a ter o mesmo desfecho, em termos classificativos. Uma competição que deveria premiar os melhores e os mais regulares, acaba por premiar os que ganham com penalties duvidosos e com exibições que nem sequer convencem os seus adeptos. E a ser verdade a noticia do Leonardo Jardim, nem sequer o seu presidente.

Será de uma injustiça tremenda se este Benfica não agregar às suas exibições alguns troféus. A Liga Europa ou o Campeonato, terão que vir cá parar. O Mestre Jesus acredita, os jogadores também acreditam e nós, adeptos, também acreditamos. Quem desiste nunca vence e quem vence nunca desiste. No entanto também o digo antecipadamente. De uma forma ou de outra, o certo é que esta equipa me enche o peito de orgulho e para mim, independentemente de tudo, serão eles os campeões.


Sexta-feira, 25 de Fevereiro de 2011

A previsão

Permitam-me partilhar convosco três comentários meus que publiquei antes do jogo de ontem, num fórum do Benfica. Não o faço com o intuito de demonstrar que sei mais que os outros ou por me considerar melhor que alguém. Até porque, como toda a gente, também erro e digo muitos disparates. Simplesmente gosto que se fale antes dos jogos e não depois dos mesmos. Além disso, estes três comentários transmitem tudo aquilo que eu gostaria de escrever.

13h53 "Era a favor de reforçar o meio campo neste jogo. O problema é que o César, o Javi e o Amorim não estão disponíveis".

O certo, para mim, é que não podemos jogar em diamante, como o costumamos fazer. Uma coisa é jogar na nossa liga, outra bem distinta, é jogar na alemanha.

14h12 – “O meio campo do estugarda é forte e bem composto com 5 jogadores. Airton é o único jogador do nosso meio campo de características defensivas. Fará sentido jogar da mesma forma que estamos habituados, num jogo a eliminar, fora e com grandes probabilidades em nevar?
O pessoal não gosta que o Jesus invente mas penso que não tem outra alternativa. É que não temos nenhum jogador que permita exercer as transições defesa-ataque e que saiba sair com a bola controlada.
E se na nossa liga as equipas jogam sempre recuadas contra o Benfica, principalmente nos jogos em casa, na Alemanha não será assim. Desenganem-se aqueles que estão focados na classificação do estugarda.
O Benfica para passar hoje na eliminatória, tem que jogar com inteligência. Tem que ser uma equipa coesa, unida, solidária e de sacrifício. O Benfica deixou o fato de gala em Lisboa, não tenham a mais pequena dúvida disso. Entrará em campo com o fato-macaco, conforme fizemos no dragão”.

14h31 – “Pois Ramiro, nós podemos analisar, isso é simples. Agora o difícil é encontrar soluções. Quando um treinador acerta, é um génio, quando falha foi porque inventou. Que isto passará pela cabeça do Jesus, acredito que sim. Sobretudo depois da desastrosa prestação na champions, que até psicologicamente terá tido impacto em alguns jogadores.
Mas vejamos. Existe sempre a possibilidade de manter o mesmo onze e descer a posição ao Aimar e ao Saviola, nas tarefas defensivas. Assim, o Aimar passaria a ficar mais próximo do Airton, ficando o Saviola nas costas do Cardozo. Desta forma e jogando com a equipa mais próxima, mais compacta e sempre atrás da bola (à excepção do Óscar depois do adversário passar o meio campo), o Benfica fecharia espaços e poderia servir-se de uma das grandes lacunas do estugarda. É que esta equipa não sabe sair a jogar. Joga mais em função do adversário. O segredo está sempre em tapar os aspectos fortes do adversário e aproveitar as lacunas do mesmo…”

Não jogou Saviola, jogou Jara. Este e o Cardozo fizeram muita pressão na defesa do Estugarda. Penso que a minha previsão acertou em cheio nas ideias do nosso treinador.

O Benfica esteve sublime, forte e encantou. Que continue o sonho Europeu porque este Benfica tem que ganhar títulos para honrar o futebol que pratica.

«Estamos de parabéns pela maturidade»

A frase é de Luisão, capitão no campo, e reflecte precisamente aquilo que venho dizendo há muito tempo: maturidade. Foi isto que faltou na Champions e no Dragão, até Novembro, e que hoje conseguimos conquistar e demonstrar, maturidade. A qualidade está neste grupo de trabalho desde início, a capacidade de ter maturidade para a evidenciar e exponenciar a qualidade é que não existiam. Hoje, a situação é bem diferente, para melhor. Nem sei bem o que dizer, estou felicíssimo, não caibo em mim de contentamento. O Benfica acaba de concluir um ciclo de três deslocações dificílimas, em três semanas, ao Dragão, a Alvalade e a Stuttgart, todas com vitórias por 0-2. Porquê? Maturidade. O meu "obrigado" a este grupo de trabalho e nomeadamente a Jorge Jesus. Muito, muito obrigado. Hoje faleceu um borrego com mais de cinquenta anos de história europeia. Acabou o pesadelo e o trauma alemão. Morreu a ideia da incapacidade em ganhar em solo germânico. Obrigado, Jorge Jesus.

Depois da vitória suada arrancada na Luz uma semana antes, o Benfica deslocou-se à Alemanha, onde nunca ganhara antes a uma equipa germânica, para tentar inverter a história. Depois de dezoito jogos de tentativas frustradas, era a vez de, como Jesus previra na conferência de imprensa do dia anterior, mudar a história. Na cidade maldita onde Veloso falhou o fatídico penalty da final da Taça dos Campeões Europeus de 1988, o Benfica escreveu a primeira bela página europeia desta década.

Privado de Saviola por indisposição de última hora, Jorge Jesus manteve-se fiel ao esquema de jogo habitual e lançou Jara na partida, no lugar de El Conejo. No entanto, as principais dúvidas residiam na forma como a equipa se apresentaria. Estaria o Benfica em boas condições físicas para bater os alemães, depois do desgastante derby de segunda-feira? Como aqui dissemos, fisicamente este Benfica não está bem nem muito bem: está quase perfeito. É isso que permite que Coentrão faça sprints aos 90+3 minutos em que passa por três adversários, é isso que permite que Gaitán, mesmo depois de ter descansado menos de 72 horas após o duelo de Alvalade, em que acabou visivelmente estoirado, se apresente fresco que nem uma alface.

O Benfica entrou forte e pressionou o Stuttgart bem alto desde início, tendo conseguido as melhores oportunidades do primeiro tempo. Fábio Coentrão deu o primeiro sinal de golo, mas não conseguiu repetir aquilo que já fez este ano noutros jogos grandes (Porto e Lyon). Curiosamente foi na sequência de um pontapé de canto que o Benfica chegou à vantagem, com um remate fortíssimo de Salvio, rasteiro, sem hipóteses de defesa. Em vantagem na eliminatória, os alemães teriam de marcar três golos para passar.

No segundo tempo, logo no recomeço, foi Jara quem testou os reflexos do guarda-redes alemão, que sairia lesionado após um choque aparatoso com Gaitán e com Delpierre. O Benfica sabia defender bem e saía para o ataque sempre com muito perigo, tendo Luisão desperdiçado uma oportunidade soberana para matar a eliminatória, ao falhar um golo quase feito após uma desmarcação perfeita na sequência de um livre. O Benfica acreditava e sabia que um golo sentenciava a partida. Cardozo testou a qualidade de Ulreich, num remate alto e forte, com aparatosa defesa do camisola "1". E tantas vezes o cântaro foi à fonte que acabou por partir, num livre perfeito de Cardozo, mais fácil que um penalty, com a bola a bater no poste e a entrar junto ao outro. Execução sublime, dança da galinha, 0-2 e primeira vitória na Alemanha. Era o coroar de uma exibição quase perfeita, com classe, magia e pragmatismo.

Queria ainda destacar a exibição de dois jogadores: primeiro, Roberto, que fez quatro defesas que garantiram a continuidade nesta prova. A defesa a cabeceamento de Okazaki é de um grau de dificuldade elevadíssimo, só ao alcance de um grande guarda-redes. O espanhol mostra-se cada vez mais confiante entre os postes, apesar de nas bolas aéreas ainda andar, não raras vezes, aos papéis. O segundo a destacar é Nico Gaitán, jogador que tem sido comparado a Di María. Não me parece que sejam minimamente parecidos, aliás, vejo em Gaitán um estilo de jogo muito parecido (com potencial para ser bem melhor) com o de Deco. Gaitán parece-me cada vez mais um "10", e ontem teve mais um jogo com nota artística. Bravo!

16ª vitória consecutiva em todas as competições, novo record do clube. Numa época com tantas dificuldades, este é um feito magnífico, muito graças ao treinador que soube refazer uma equipa, potenciando jogadores que tinham acabado de chegar. Bravo Jesus!

Quarta-feira, 23 de Fevereiro de 2011

Como é possível?

Como? Como é possível? Depois do que todos vimos em Alvalade, como é possível que a Liga tenha multado o Benfica em 1650 € por comportamento incorrecto dos seus adeptos enquanto o Sporting se ficou pelos 1500€?

Então depois de tochas arremessadas em direcção a outros adeptos, depois de bolas de golfe atiradas para o relvado, depois dos petardos e de meia hora de carga policial e contra-carga por parte dos adeptos da claque, como é possível haver este tipo de sanções? E já agora, estando a Juve Leo supostamente identificada, como é que alguns não são detidos, como é o caso do líder Fernando Mendes, o Viagra fora de prazo? Haja vergonha.

Já que falamos em A-PV e em 3 cretinos...

(créditos para o nsalta)

Mais uma vez, sublime. É de mestre a forma como tem dominado aquele trio.

Um vintém é um vintém

E um cretino é um cretino. Bom, por acaso até são dois. Três, vá. Um é conhecido por dar lições de benfiquismo. O outro por apagar posts antigos que agora não seriam muito bem vistos. Tem graça, porque ambos, no passado, não eram os melhores amigos, até andaram à bulha, mas felizmente já voltaram a reatar a relação. Ainda bem, porque como diz A-PV, "eu gosto é de os ver felizes". Vejamos, o primeiro mente com quantos dentes tem na boca, dizendo que neste blog pediu-se a demissão de Jesus. Oh, pobre traveco sifilítico, aqui mesmo foi desmentido com factos (um, dois, três factos), meteu o rabo entre as pernas e lá foi ladrar para outra freguesia. Aqui não entra mais, o acesso é restrito e exclusivo a seres humanos. O outro, que alinha pelo mesmo diapasão, não sei se por maldade ou ignorância, esquece-se que o jornal A Bola, às vezes descrito como "A Bíblia" mas também como "A Vieira", nas palavras do mesmo, é "comandado" por um tal de José Manuel Delgado, fã número um de Vieira, que lhe fez o favor e a vontade de, no momento de maior aperto, apontar baterias contra Jesus aliviando a carga sobre o presidente e, imagine-se, até sugeriu Scolari para treinador do Benfica na primeira página. Despedir Jesus era o objectivo do fã número um de Vieira. A mando de quem? Oh, não faço ideia. Quem poderia ter sido?

Ao terceiro cretino, queria endereçar os meus sinceros parabéns. É preciso ser extremamente persistente para, após 3 anos de comentários chumbados com as palavras "estoril-gate" e "Howard King", continuar a vir aqui, diariamente, tentar falar connosco. Já deve ter perdido uns dias de vida nesta brincadeira, mas pronto, é de assinalar o esforço. Agora ide para os blogs da tua cor.

Terça-feira, 22 de Fevereiro de 2011

Para a semana há mais!

O Nosso Destino é o de Vencer

Fomos Benfica. Foi dos dias, foi dos jogos em que mais senti o Benfica e o benfiquismo, como a fotografia abaixo o demonstra. Milhares de benfiquistas na casa do histórico rival de Lisboa apoiando uma equipa que se mostrou muitíssimo madura e inteligente, fazendo o tipo de jogo que era necessário para vencer o oponente. O Benfica mantém-se forte e alcança a décima vitória consecutiva na Liga, algo que sinceramente não tenho memória de ter ocorrido.

Jorge Jesus apostou no onze aqui lançado na antevisão, com o onze habitualmente titular excepção feita a Aimar que cedeu o seu lugar a Carlos Martins. Sem grandes alterações, era de esperar que o Benfica fosse fiel aos seus princípios de jogo e soubesse conjugar aquilo que de tão bem tinha feito no Dragão com o que costuma fazer nos jogos fora: ter um elevado nível de agressividade associado a transições rápidas com os laterais muito interventivos. Assim foi. E tal como no Dragão, há duas semanas atrás, a vitória surgiu.

Logo aos cinco minutos o Benfica deu o primeiro sinal de perigo numa jogada que surgiu da esquerda, com o remate de Gaitán a passar bem perto do poste. Logo aí deu para perceber que, em Alvalade, para além dos milhares de benfiquistas concentrados no local habitualmente destinado aos visitantes, muitos mais estavam aqui e ali, em todo o lado. No meu sector, B28, ouviu-se um enorme "bruá" nesse lance. E o mote estava dado.

Pouco tardou até surgir o primeiro golo encarnado. Num lance bem construído uma vez mais pelo lado esquerdo, na sequência de uma má reposição de Patrício, Gaitán cruza para a área com a bola a sobrar para Salvio que, mais rápido e inteligente que Grimi, conseguiu chegar primeiro à bola e fez o primeiro.

O Benfica soube gerir muito bem a vantagem e não se remeteu em exclusivo à defesa, bem pelo contrário, as melhores jogadas e ataques foram dos nossos jogadores. No entanto o jogo começou a ficar cada vez mais desinteressante com os acontecimentos nas bancadas a ganharem protagonismo, fruto da estupidez crónica dos elementos da claque do Sporting, Juve Leo. A verdade é que os adeptos do Sporting não foram os únicos a reclamar o protagonismo, com Artur Soares Dias (quem não o conhecer, que o compre), em plano de destaque, com muitas decisões erradas e que, sinceramente, creio que foram premeditadamente erradas. A distribuição aleatória de cartões amarelos para os jogadores do Benfica no final do primeiro tempo foi a prova disso, com Sidnei a ser expulso, sendo que o primeiro cartão é muito mal mostrado.

O Benfica chegou ao intervalo com um golo de vantagem mas com menos um jogador. Jardel já aquecia e iria entrar, colocando-se a questão de quem ficaria de fora. Saviola foi o escolhido, e na minha opinião Jesus tomou a decisão correcta, uma vez que tirar um médio seria uma enorme asneira e a sair um avançado teria de ser Saviola, pois Cardozo era capaz de segurar jogo na frente.

O Sporting, com mais um elemento (dois, se contarmos com Artur Soares Dias), tentou assumir o jogo, mas chamar "assumir o jogo" àquilo, enfim, é forçado. Se a táctica de Paulo Sérgio se resume a chutar bolas para a frente para a cabeça de Postiga ou para a velocidade de Djaló, resta-me concluir que o Sporting é cada vez mais um Paços de Ferreira e cada vez menos o Sporting. É uma equipa sem matriz, sem chama, sem princípios. E quando as primeiras oportunidades surgiram, com um belo lance de Matías para fabulosa intervenção de Roberto, daquelas que dá pontos, e depois num cabeceamento de Postiga a passar bem perto do poste, Jesus fez mais uma escolha decisiva e chama Airton ao banco de suplentes. Mas antes que pudesse fazer a substituição, Carlos Martins bate um livre contra a barreira, a bola sobra para Javi que entrega a Maxi que cruza para a área onde Gaitán remata para o segundo, o golo da tranquilidade.

Com 0-2 e com a entrada de Airton, o Sporting não criou mais nenhum lance de golo até final. O Benfica, sem bola, soube gerir perfeitamente o jogo com uma tranquilidade assustadora. Não raras vezes me esqueci que, no meio disto tudo, só estávamos a jogar com dez homens. Entrega, inteligência e algo que ainda não ouvi muita gente dizer, de tão óbvia que esta constatação é: este Benfica é muitíssimo superior a este Sporting, que, arrisco-me a dizer, tem o pior plantel da sua história e pratica o pior futebol desde que os vejo jogar.

Maravilhoso Benfica em mais uma noite de magia na casa-de-banho. Agora é manter a atitude e a qualidade frente ao Stuttgart e a passagem aos oitavos-de-final da Liga Europa será uma realidade. Basta sermos Benfica.

Segunda-feira, 21 de Fevereiro de 2011

O Derby e o pós-derby

Estarei hoje em Alvalade para assistir ao derby dos derbies, o Sporting x Benfica. Seja em campismo, andebol, chinquilho, hóquei ou futebol, um Sporting x Benfica é sempre, mais que um jogo, uma rivalidade que se vive diariamente aqui em Lisboa. Desde pequeno que sinto isso, este jogo faz parar a cidade não só no dia mas como na semana que o antecede. Não há confronto de religiões ou crenças que supere um Sporting x Benfica, este jogo é muito mais que isso, muito mais que um jogo.

Para o Benfica, o campeonato não é, na minha opinião, a prioridade. Estamos a 11 pontos do líder, o FC Porto, com menos um jogo, e com 12 confortáveis pontos de vantagem sobre o Sporting. A meu ver, a probabilidade de chegar ao primeiro lugar é tão forte quanto a de cair para terceiro, ou seja, quase nula. É em segundo que estamos e é em segundo que iremos acabar com maior ou menor esforço. Cerca de 10 pontos em 10 jornadas é algo extremamente difícil de ganhar ou perder para dois adversários , um tão forte e o outro tão fraco, respectivamente. A meu ver, as grandes prioridades deste Benfica são as duas Taças internas. Porquê? Porque tanto numa como na outra estamos numa posição privilegiada para vencer. Na da Liga, recebemos o Sporting na Luz, defrontando em seguida o Nacional ou o Paços na final. Na de Portugal recebemos o Porto com uma vantagem de 2-0 conseguida no Dragão, defrontando na final o Vitória de Guimarães ou a Académica de Coimbra. Em ambas as competições, o Benfica parte como favorito à vitória e realisticamente falando, é para ganhar não por uma questão de acreditar e de fé mas por uma questão de obrigação. Somos melhores e temos vantagem, não podemos desperdiçar a oportunidade. A propósito, há quantos anos é que o Benfica não vence dois troféus oficiais em duas épocas consecutivas?

E a Liga Europa? A equipa continua a mostrar alguma falta de estofo ou cultura europeia, mas o sorteio que nos coube foi bastante simpático e favorável. Dificilmente poderíamos pedir melhor que uma equipa que luta para não descer e por um adversário que vem de um país com o qual nos temos dado bem num passado europeu recente. Acho que este Benfica tem boas hipóteses de passar aos quartos-de-final, depois disso, dependendo dos sorteios, logo se verá.

Com o jogo decisivo a ser disputado no sul da Alemanha 72 horas depois do encontro de Alvalade, há que saber gerir o plantel. Acredito que é na prova europeia que o Benfica deve concentrar a sua atenção, mais que no campeonato. E assim sendo, deverá Jesus poupar jogadores no clássico de hoje?

A meu ver, não. Uma boa parte dos adeptos fala em poupar os jogadores e alinhar com uma equipa maioritariamente constituída por suplentes em Alvalade. Não vejo razão para isso por um factor especial: este Benfica, fisicamente, está fortíssimo. Os jogos mais recentes, com Guimarães e Stuttgart foram a prova disso, com a equipa a mostrar índices físicos altíssimos. Na defesa, tanto Coentrão como Maxi estão com rendimento elevado. No meio-campo, Javi vem a subir de forma e os extremos, sem deslumbrarem, têm estado bem. Saviola vem fresco para Alvalade depois de ter cumprido castigo europeu, e Cardozo também está em forma. A poupar alguém, seria apenas Aimar, não por estar a jogar mal ou por estar em má forma física, mas porque precisamos do melhor Aimar na Alemanha e porque Martins também necessita de minutos para ser opção.

O meu onze: Roberto; Maxi Pereira, Luisão, Sidnei e Fábio Coentrão; Javi Garcia, Salvio, Nico Gaitán e Carlos Martins; Javier Saviola e Óscar Cardozo

Sábado, 19 de Fevereiro de 2011

volta Ipiranga


Quando se põe a questão de ser ou não possível ao Benfica conquistar a Liga este ano , não é certamente em relação ao nosso Clube que as dúvidas surgem. Depois da verdadeira javardice, à bruta e às claras, que pudemos assistir nas primeiras jornadas, com o nojo das arbitragens no jogos com Académica, Nacional e Guimarães, qualquer ser humano com dois neurónios percebeu que a táctica da fruta e café com leite arrumou com o campeonato ainda embrião. Perante a submissão canina de todos os clubes que de um modo e de outro lambem migalhas do prato ' fruteiro e encafézado ' nos quais se inclui a fraca figura de quem chegou a ter história e, imagine-se, pretendeu disputar grandeza com o Benfica, perante isto, o Benfica deveria ter entendido que apenas com uma agressiva resposta poderá fazer face e pôr cobro a esta ' conicemole ' que tudo deixa andar. Se na Europa já se vai falando de como o provinciano ex-clube de Mourinho baseia as suas vitórias, é altura de em nada compactuar com esta gente moribunda, que ainda assim tenta mini-chitos e goza com a Federação. Se na justiça pouco ou nada podemos confiar, é exigível no mínimo um CONSTANTE desmascarar de uma corrupção com rabo de fora, com metastases inimagináveis ( vide ameaças aos jornalistas, trocas de favores com presidentes e treinadorezitos de pacotilha, perseguição a juizes ).
Voltando à Liga, nem os Miami Heat, o Schumacker, o Federer, ou Il Doctore, nem Mourinhos, Madrid's ou Barcelonas, NINGUÉM, por mais sublime que seja a sua arte, poderia conquistar algo INCONQUISTÁVEL: esta Liga está ganha pelos azevedos duartes e seu espólio e herança, é da arbitragem sem vergonha que grassa desde há décadas neste País amorfo.
A última grande manifestação que se viu em Portugal foi O GRITO do IPIRANGA que o Benfica deu o ano passado, fintando a mentira e CARREGANDO Mística e Magia. Infelizmente, chegados ao verão, ter-se-á pensado que o polvo morrera. Viu-se bem que não, em quatro jornadas apenas.
O que nos resta pois ? Eliminar a corja na Taça, arrasar com os vendidos aqui do lado, enfrentar a Liga Europa como se de facto fosse a de Portugal, pois se por lá podem haver árbitros incompetentes, não será certamente o vómito com que a apaf destrói o futebol em Portugal.
Se por ventura a distância de oito pontos se reduzir a perto de três ... quem não sabe que de rajada a podridão ressurge ? Alguém duvida disso?
E nós .. o que fazemos agora?
Apoiamos com orgulho, não desistimos nunca, gritamos bem alto a nossa Mística e vamos com o Benfica até onde a verdade nos deixar. Afinal ... AMAMOS o BENFICA.

CARREGA !

Será este o equipamento alternativo para 2011/12?

O blogger Ziablo0, do Chama Gloriosa, publicou este equipamento como o mais que provável alternativo para a próxima época. Vindo de quem vem, parece-me de confiança. Quanto à fatiota, nem sei se a ache bonita ou feia. Por um lado, o design da camisola é bastante agradável e as cores, apesar de murchas, não são tão más como as que temos visto nos últimos anos (azul com laranja, rosa com cinzento). Por outro lado, mais parece um pólo que uma camisola, e não tem a cor que a grande maioria dos adeptos quer ver: branco. Parece que vamos ter de gastar todas as cores primeiro antes de voltarmos ao branco à Benfica. Não gosto nem desgosto, mas não darei certamente os abusivos 70 euros que pedem por ela, se for assim. Quanto ao patrocínio, eu ainda me lembro do que nos foi prometido no início desta época, por isso quero ver se cumprem ou não.

Prioridade ao Campeonato ou à Liga Europa? Jesus tem a palavra!

É chegado o momento de pensarmos sobre o que falta decorrer da época e redefinir prioridades. Lembro-me que na temporada anterior entramos em grande no campeonato, practicando um futebol harmonioso, dominando os nossos adversários a todos os niveis, amealhando desde logo vantagem para Porto e Sporting, e ainda assim, e apesar de tudo isto, só conseguimos alcançar o título na útlima jornada, graças a um Braga que diria eu, apesar dos méritos que indubitavelmente teve nessa campanha, beneficiou de algumas arbitragens, vamos dizer, curiosas, estou a lembrar-me por exemplo, do jogo com o Guimarães na pedreira. Mas não é isto que quero abordar.

Jesus conforme essa época foi avançando, e com o Benfica progredindo na liga europa, sempre foi dizendo que se tivesse que dar primazia a alguma competição, seria sempre o campeonato a principal prioridade, e a meu ver pensou bem, embora tenha para mim, que poderia ter sido possível conciliar ambas as coisas. E chegado ao confronto com o Liverpool, voltou a referir isso mesmo, gerindo a equipa em função da liga nacional. O resultado final, foi positivo, pois o principal objectivo foi alcançado, o Benfica foi campeão nacional.

Pois bem, ano novo, história diferente. Nesta temporada, a conquista do título afigura-se quase utópica neste momento, devido a um mau início de época, pelos factores já discutidos até a exaustão aqui. Não quero alongar-me sobre esses factores em demasia, mas todos nós sabemos que apesar de erros cometidos no planeamento desportivo durante o verão transacto, a principal razão para estarmos a 11 pontos do Porto (tendo o Benfica menos um jogo disputado), são as arbitragens, beneficiando em muito um certo clube cujo símbolo é uma figura de contos e fábulas e que jorra fogo pelas narinas.

E eis que chego ao porquê de escrever este post. Perdida que está a liga nacional, pois não acredito neste campeonato cheio de compadrios que possamos recuperar a actual desvantagem pontual, Jesus desta vez, e chegando o Benfica aos quartos de final da liga europa, precisa apontar todas as baterias para esta competição, mais as taças a nível interno, uma vez que o Sporting, actual terceiro classificado do campeonato, muito dificilmente, para não dizer, nunca, colocará em risco o nosso segundo lugar da tabela. Desta vez a primazia, o principal enfoque, caso atingamos tal fase nas competições europeias, está mais do que definido, e terá de ser o oposto da escolha feita na época anterior.

Estou falando por antecipação, sei bem que o Benfica precisa eliminar o Estugarda e depois muito possivelmente o PSG para que essa escolha possa ser feita, mas penso não existirem grandes dúvidas sobre o que será preciso fazer, caso o cenário que tracei se verifique. Sei também que existe quem ainda acredita ser possível a conquista do bi-campeonato, e para essas pessoas toda esta conjectura fará menos sentido. A esses adeptos ainda optimistas, quero dizer, oxalá fosse possível tal feito, seria uma das conquistas mais épicas das últimas décadas, mas não acredito que tal seja concretizável, infelizmente. Pelo que há que traçar novos objectivos, reajustar estratégias, refefinir prioridades.

Se chegarmos ao final da temporada com um segundo lugar no campeonato, com a taça da Liga e de Portugal ganhas, podemos dizer que terá sido uma época razoavelmente positiva. Se além disto juntarmos algo mais e dependendo do que seja esse "algo mais", poderíamos estar perante uma temporada em termos europeus, mais de acordo com os pregaminhos do clube... e aqui estou a conter-me, pois tenho consciência do grau de dificuldade que é competir na liga europa, e que por vezes o que define uma vitória da derrota, são factores completamente aleatórios. É preciso pensar jogo a jogo e não queimar etapas, mas ainda assim, projectar o futuro com ambição, tendo os pés bem assentes na terra é certo, nunca fez mal a ninguém...

Sexta-feira, 18 de Fevereiro de 2011

Em aberto

Jogar contra o Stuttgart não é o mesmo que jogar contra o Vitória de Guimarães ou o Rio Ave: as desatenções pagam-se caro e é necessário manter os índices de concentração elevados durante os 90 minutos. Quando assim não acontece, o resultado pode ser algo que não desejamos. Ficou uma vez mais provada a diferença abissal entre a nossa liga de futebol e a alemã, uma das do big five. Mas também se provou que este Benfica, ainda sem maturidade europeia, pode fazer "coisas bonitas", nas palavras do poeta Artur. A vantagem de 2-1 é um resultado perigoso, sobretudo num local onde o Benfica nunca ganhou. Para a semana há mais, com o desejo de passar a eliminatória e com a certeza de que, para o fazer, será necessário um desempenho ainda melhor do que o conseguido na Luz, sobretudo na primeira parte.

Cerca de 45 mil adeptos benfiquistas deslocaram-se ao estádio num final de tarde de trabalho, a uma 5ª feira, para assistir ao primeiro jogo europeu deste ano, com a esperança de verem o Benfica rubricar uma exibição e um resultado melhores que aqueles que conseguidos nas provas europeias desta temporada. No entanto, a primeira parte, não trouxe grandes melhorias face ao que já tínhamos visto: incapacidade constante em "mandar" no jogo uma vez que a circulação de bola no meio campo adversário era uma miragem. Raras foram as vezes que o Benfica conseguiu 4 passes consecutivos no meio-campo dos alemães, muito por culpa da desinspiração de Aimar, muito bem anulado, e Salvio, mais por demérito próprio que por mérito alheio. Jara, sempre muito interventivo, revelou-se algo trapalhão e infantil na hora de decidir, preferindo não raras vezes atirar-se ao chão a lutar pelo lance. Defensivamente, os mesmos erros de sempre quando jogamos contra equipas mais evoluídas que o Rio Ave ou o Guimarães: transição falhada, Javi demasiado desapoiado, dificuldade em bolas aéreas por culpa da posição da linha defensiva, que é excelente para jogos nacionais mas que para encontros internacionais é um problema, como se revelou no golo alemão.

No segundo tempo foi quase tudo diferente. O Benfica apresentou-se com outra cara e quis mandar no jogo, pondo o guardião do Stuttgart em sentido por várias ocasiões. Fábio Coentrão, Pablo Aimar, Óscar Cardozo e Nico Gaitán tentaram a sua sorte logo nos primeiros minutos, mas sem sucesso. Por volta do minuto 65, o Benfica massacrava. E foi com o dedo de Jesus, com a mudança de Salvio para a esquerda e de Gaitán para a direita, que esse rendimento foi incrementado. O golo surge precisamente de um cruzamento de Nico na direita, com a bola a sobrar para Cardozo, que à ponta-de-lança, fez o golo. Com o empate, Jesus fez um compasso de espera nas substituições e lançou Kardec e Carlos Martins para os lugares de Salvio e Aimar, colocando uma frente de ataque com três homens (Cardozo, Kardec e Jara). E quando este último tinha acabado de dar o berro, com cãibras, queixando-se no chão, Cardozo impede que o colega seja assistido, levanta-o e incentiva-o. A vontade de ganhar era notória. E quando há vontade e engenho, há golo. Assim foi, Jara remata forte a 25 metros da baliza, com a bola a tabelar num alemão, e a passar por cima de Ulreich, batendo na trave e entrando na baliza, voltando a sair. Nem o árbitro, nem o fiscal-de-linha, nem o badameco que está a passar frio atrás da linha de fundo, nenhum deles viu. Felizmente estava lá Cardozo, que não se fez rogado e confirmou o golo do colega argentino. 2-1 no marcador, o Benfica estava finalmente com a vantagem que já merecia.

Até final do jogo, o Benfica ainda procurou o ataque e poderia ter marcado por duas ocasiões, primeiro com Kardec, a falhar o cabeceamento, e depois por Menezes, que obrigou o guarda-redes germânico a uma boa defesa. A equipa divida-se entre os que queriam marcar o terceiro e os que queriam a manutenção do resultado, com Roberto a ser assobiado por retardar a reposição da bola em jogo. O jogo terminaria com a justíssima vitória do Benfica, mas com um resultado que é extremamente perigoso, especialmente na terra dos boches, onde nunca ganhámos. Como há sempre uma primeira vez para tudo, acredito piamente que será desta vez que vamos matar e esfolar este borrego com mais de 50 anos.

Quarta-feira, 16 de Fevereiro de 2011

Antevisão SL Benfica x Estugarda


Se é verdade que o Benfica tem vindo a melhorar ao longo desta época e esteve sublime no último jogo frente ao Vitória de Guimarães, também não deixa de ser verdade que o Benfica tem estado muito aquém das expectativas nos jogos internacionais esta temporada.

Parece-me que o Benfica tem um sistema demasiado ofensivo para este tipo de jogos. É verdade que é o mesmo sistema do ano passado. No entanto, se antes nas alas tínhamos um jogador que auxiliava o Javi Garcia nas tarefas defensivas e que era o elo de ligação defesa-ataque da equipa, este ano contamos com dois jogadores de características ofensivas.

Claro que, contra as equipas mais pequenas do nosso campeonato e que jogam muito recuadas no terreno, o sistema actual de 4-4-2 formação diamante, faz sentido, principalmente quando jogamos na Catedral. Mas contra adversários mais fortes, com outros argumentos, parece-me importante reforçar o nosso meio campo com um jogador que o equilibre mais e seja a bengala do nosso número seis. Ou pelo menos, introduzir um jogador com características mais defensivas.

À partida, o elemento que garantia mais consistência e força seria o Airton. No entanto, não só este poderia ser incompatível com o Javi Garcia, como a equipa adversária, caso saiba pressionar e seja tacticamente organizada, poderia criar-nos dificuldades a sair a jogar, na primeira fase de construção do jogo.

Parece-me que a solução ideal seria utilizar o Rúben Amorim por ser um box-to-box, alguém que, não só é competente no posicionamento e na marcação, mas também sabe sair a jogar. Estando lesionado, Jesus poderá apostar no jogador do plantel mais semelhante ao Rúben, conforme fizera no dragão, ou seja, em César Peixoto.

Igualmente importante para amanhã é termos uma equipa solidária, coesa e que saiba alternar o fato de gala com o fato-macaco, consoante nos esteja a correr o jogo. É necessário controlar a ansiedade e ter inteligência. É confortante sabermos que podemos contar com a liderança de Luisão e com a experiência de Aimar e Saviola.

Orgulho-me de ser um crente em Jesus. Já era “o meu treinador” antes de vir para o Benfica e acredito que terá aprendido com alguns dos erros cometidos este ano. Como tal, tenho muita confiança nas suas capacidades e tenho a certeza que encontrará a solução ideal para vencermos amanhã.

Reforços

Eterno Benfica SAD

COMUNICADO

A Eterno Benfica – Futebol, SAD, em cumprimento do disposto no artigo 248.º do Código dos Valores Mobiliários e da alínea i) do artigo 3.º do Regulamento da CMVM n.º 4/2004, informa que adquiriu os direitos desportivos dos bloggers Edu, Faneca e Joga Bonito, tendo chegado a um acordo de princípio com os escribas para a celebração de um contrato sem duração definida o qual incluirá uma cláusula de rescisão no valor de 20 milhões de euros por cada um.

O Conselho de Administração
16 de Fevereiro de 2011


Sejam muito bem-vindos.

Terça-feira, 15 de Fevereiro de 2011

Respeitar quem não se dá ao respeito

Nos últimos dias vimos um presidente demissionário, candidatos a roçar o ridículo, uma entrevista em que o director desportivo arrasa o próprio clube e é despedido, o abono de família a sair depois de sete anos de muitos golos e muita falta de profissionalismo, um adepto a festejar o empate com a Naval como se tratasse de uma vitória na final da Liga dos Campeões, o treinador-forcado a saltar as barreiras quando o BoiQuerença se chegou a ele e o regresso do tradicional choradinho mesmo quando conseguiram empatar com um golo em fora-de-jogo. É possível ter respeito por esta gente?

Não sei se é, mas é fundamental ter respeito por eles. Mesmo que nem se consigam respeitar a si mesmos. Nos últimos anos, apenas por uma vez tive certezas absolutas em relação à vitória do Benfica sobre um Sporting abatido. Foi em Janeiro de 2006, com Ronald Koeman ao leme. Perdemos 1-3 em casa, depois de estarmos a vencer ao intervalo. Há jogos e jogos, depois há "o" jogo. Para o Sporting, mais que para o Benfica, o derby da capital assume actualmente uma importância cada vez maior, uma vez que do outro lado da 2ª Circular continua a existir aquele sentimento de anti-benfiquismo que se sobrepõe, não raras vezes, ao sportinguismo. Para o Benfica, o campeonato são trinta jornadas. Para o Sporting são duas.

Domingo, 13 de Fevereiro de 2011

"Show Dji Bola"

Na melhor exibição de época, com nota artística, o Benfica massacrou autenticamente o Vitória de Guimarães num jogo em que mostrou um caudal ofensivo brutal, qual rolo compressor, foi um autêntico Boeing a atropelar o sinaleiro na pista de aterragem. Foi uma exibição, a meu ver, melhor que a maioria das protagonizadas no ano passado, quando fomos campeões. Foi um autêntico massacre, um hino ao futebol. O Benfica conseguiu assim a 16ª vitória consecutiva, estando num momento excelente para enfrentar o compromisso europeu que se avizinha, algo que era impensável em Dezembro.

O Benfica beneficiou, em muito, da excelente condição física dos seus jogadores. Uma coisa é conseguir atacar e dominar o jogo durante 90 minutos, outra é fazê-lo em alta rotação sem dar espaços ao adversário e ter a baliza deste sempre no olhar. Luisão e Sidnei foram intransponíveis na defesa e lançaram o ataque de forma rápida e inteligente, com maior destaque para o camisola "27". Maxi Pereira voltou numa forma incrível, incansável, fazendo o corredor direito como uma locomotiva. Juntamente com Salvio, fizeram a cabeça de Bruno Teles (bem fraquinho, ele que chegou a ser falado para o Benfica) em água. Do outro lado, à esquerda, foi sobretudo Coentrão a assumir as despesas de jogo, com Gaitán muito desinspirado, como vem sendo hábito. Apesar de se perceber que o argentino tem talento a rodos, falta-lhe ainda alguma confiança e mais garra para ganhar mais lances, mas a qualidade está lá, vê-se ao longe. A subida de forma de Javi Garcia também contribuiu para que o Benfica conseguisse atacar mais, uma vez que o espanhol foi muito importante na recuperação da bola ainda no meio-campo vitoriano, sem esquecer os sprints que fez para acudir a defesa, sempre muito importantes. Aimar é mais que um número dez clássico, com Jesus ele ataca e defende como poucos, a sua inteligência é notória quando se posiciona, corta, lança o ataque, conduz a bola ou indica o posicionamento aos companheiros, sou um privilegiado em ver Pablito com a camisola encarnada. O fabuloso trabalho entre linhas de Saviola também tem de ser valorizado, uma vez que El Conejo conseguiu abrir espaços na compacta defesa vimarenense, e há que destacar também pela positiva o bom jogo de Cardozo que, não obstante a grande penalidade falhada, rubricou uma exibição muito conseguida, ao conseguir descer no relvado e ajudar o meio-campo a construir jogadas de ataque.

Três a zero ao Vitória de Guimarães é um excelente resultado, mas face ao volume de jogo criado pelo Benfica, o resultado é lisonjeiro para os vimarenenses. Cinco ou seis a zero não chocariam ninguém, tal foi a avalanche encarnada para tão pouco Vitória. Foram bolas ao poste e à barra, defesas de Nílson, cabeceamentos e chutos a rasar os ferros, um golo mal anulado e outro que deixa imensas dúvidas, o Benfica poderia ter dado uma cabazada histórica à equipa de Manuel Machado, mas ficou-se pelo recital de futebol, com nota artística, somando assim a 16ª vitória consecutiva.

Na próxima jornada há a deslocação a Alvalade, num jogo em que as contas do segundo lugar podem ficar definitivamente arrumadas, apesar de, para mim, já estarem. Contaremos com Coentrão, Luisão, Jardel e Salvio, que estavam em risco de verem o quinto amarelo, e face ao que tenho ouvido e lido, teremos uma boa moldura humana vestida de vermelho no campo Grande. Prepara-se a invasão ao terreno do Sporting com a certeza da vitória. Espero é que não se esqueçam que, para ganhar, é preciso respeitar o adversário, o que nem sempre acontece nestas situações.

E quem te mandou negociar com ele?

Carlos Pereira diz que já tentou ajudar o Ministério Público. O que Carlos Pereira não diz é que já negociou muito com Pinto da Costa e que hoje já não são os melhores amigos. É uma pena, não é? Pois é, mas só agora que as coisas estão a ficar feias para o seu lado é que se lembra de dizer isto. Ainda por cima deve ter ciúmes da nova amizade de Pinto da Costa, o senhor Rui Alves, com o qual o nosso Vieira também gosta de negociar, sentar-se e ser comido à grande e à francesa. É isto que me mete nojo no futebol português: o Porto usa e deita fora, os "guardanapos" gostam da sua própria condição até porque muitas vezes tiram proveitos do estado de subserviência e o Benfica tem de saber viver no meio do lamaçal. Sobre o "Maritme", a única certeza que tenho é que não vão parar à Liga Orangina graças ao presidente do Governo Regional.

Sexta-feira, 11 de Fevereiro de 2011

É a loucura! E depois da loucura?!

Um estudo da empresa de consultoria e auditoria Deloitte, uma das mais reputadas e prestigiadas do mundo, coloca o Benfica como 26º clube que mais facturou em 2009/2010 (98,2 M), sendo que ao nível de receitas comerciais ficámos em 17º lugar (41,2 M)e no que a receitas de bilheteira diz respeito ficámos no 11º posto (40,2 M).

Todos estes números são extremamente positivos, não só pela sua grandeza mas também porque num país pequeno e periférico como Portugal, gerar receitas não é fácil. Os benfiquistas estão contentíssimos. Óptimo. Mas e o depois?

Estes números não caíram do céu aos trambolhões, nem foram obtidos por termos gestores brilhantes. Não. Estes números surgem como consequência do campeonato ganho pelo Benfica. E para continuarmos a ver estes números altos, temos de continuar a ganhar. Porque no final do próximo ano, quem irá obter estes números, ou próximo deles, será o próximo campeão português, que, muito sinceramente, não me parece que vá ser o Benfica. Querem ver estes números? Então interrompam o ciclo de mediocridade que nós mesmos instalámos, quando ficámos satisfeitos e repimpados no verão a olhar para o passado em vez de preparar o futuro.

"Ah, mas não estás contente com estes números?" Claro que estou. Mas não é preciso ser um vidente para perceber que estes números não se repetirão no final de 2010. Enquanto uns ficam contentes com o presente e estão despreocupados com o futuro, há quem questione e se preocupe com o que aí vem. Em Portugal somos uma força gigante, somos seis milhões de adeptos, é assim tão difícil conseguir meter mais gente no estádio?

Quinta-feira, 10 de Fevereiro de 2011

Como está a ser esta época?

É uma pergunta pertinente. A época começou de forma terrível para o Benfica, chegando a ter, em jogos oficiais, qualquer coisa como 10 vitórias e 8 derrotas em 18 jogos, se não me engano. Antes de Dezembro, o Benfica já tinha mais derrotas que em toda a época anterior. As contratações do mercado de verão tardavam em mostrar serviço, as saídas de Di María, Ramires e Quim não pareciam devidamente colmatadas, o Benfica estava cada vez mais longe dos "objectivos mais altos de sempre" a que se propôs em Agosto.

Hoje, a onze pontos do líder do campeonato, que na verdade são oito pontos virtuais uma vez que o Benfica tem menos um jogo, o campeonato parece perdido. É preciso que o Porto perca o dobro dos pontos que perdeu até agora em metade dos jogos. É de facto muito difícil. Mas, quando esperaríamos um pouco mais de luta dos dois "Sportings", um não soube aguentar a pressão e o outro continua no seu processo de auto-destruição, deixando caminho livre para o mais que provável, quase certo diria, segundo lugar do Benfica no campeonato, eventualmente com tantos pontos quantos os que fez na época passada (nesta altura temos apenas menos um ponto que em 2009/2010).

Nas Taças internas a nossa situação dificilmente poderia ser melhor. Na Taça da Liga jogamos a meia-final em casa, frente ao Sporting e na final, se lá chegarmos, já sabemos que não encontramos o Porto. Na Taça de Portugal recebemos o Porto, de quem já temos uma vantagem de 2 golos obtida no Dragão, e vamos encontrar na final, uma vez mais, se lá chegarmos, a Académica ou o Vitória de Guimarães.

Na Liga Europa o sorteio foi simpático para com o Benfica. Primeiro os alemães do Stuttgart, que se encontram abaixo da linha de água na Bundesliga. Depois, se os ultrapassarmos, os franceses do PSG, que eliminámos há uns anos com Fernando Santos. Se tudo correr bem, estaremos nos quartos-de-final, algo que, face às opções tomadas e ao que jogávamos, não acreditava ser possível há dois meses. Diga-se que a vitória no Dragão foi um tónico fundamental, nomeadamente no que diz respeito à constituição do meio-campo.

Posto isto, como está a ser a nossa época? Boa? Má? Acima do esperado? Aquém das expectativas? Será que se pode considerar que uma equipa campeã que está a 11 pontos da liderança do seu campeonato e que foi eliminada da forma que nos lembramos da Champions está a fazer uma boa época?

Terça-feira, 8 de Fevereiro de 2011

Franco Jara - quando gostamos de estar enganados

Quando o jovem argentino chegou ao Benfica, as suas qualidades futebolísticas eram, para mim, uma incógnita. Nunca o tinha visto jogar e o que sabia dele é que era fisicamente parecido com Carlos Tévez. Nos amigáveis de pré-época, o pouco tempo jogado não permitiu retirar grandes ilações, mas mostrou duas realidades opostas: técnica e vontade de um lado, atrapalhação e péssimas decisões do outro.

Devido à muita concorrência que tem para o lugar que ocupa, Franco Jara foi utilizado a conta-gotas. Foi tendo direito a apenas alguns minutos e nas primeiras oportunidades, desiludiu. Entrou quase sempre mal e evidenciou todos os tiques característicos do futebol sul-americano, nomeadamente o individualismo e as péssimas decisões. Não marcou, não deu a marcar e foram mais as jogadas ofensivas do Benfica que ajudou a destruir que a construir. Foi prematuramente apelidado de Bergessio, uma vez que, e apesar da vontade evidente que tinha, eram notórias as deficiências do seu futebol.

Mas Jara soube dar a volta por cima. Com trabalho e tempo, algo que geralmente falta a alguns sul-americanos no primeiro ano de futebol europeu, as suas qualidades começaram a vir ao de cima. Ao contrário de outros, conseguiu impor-se e apesar de continuar a ser o terceiro avançado do plantel já transmite muito mais confiança e está notoriamente mais forte, mais capaz de desequilibrar. Hoje vejo em Jara um reforço de pode assegurar a manutenção da qualidade do jogo ofensivo no Benfica quando provado de, por exemplo, Saviola, algo impensável há dois meses.

Jara surpreendeu-me pela positiva. Pensei mesmo que seria o novo Bergessio do Benfica, um jogador com alguma qualidade mas sem capacidade para se impor num clube como o nosso. O primeiro passo para se poder jogar na Europa é compreender que, mais do que o indivíduo, há uma equipa. Jara já percebeu isso, já entendeu que isto não é o Arsenal de Sarandí, onde era "obrigado" a fazer tudo sozinho. Ultrapassada esta questão, podemos esperar muito deste jovem.

Lapidar nº 31

"O que o Ricardo e o Sá Pinto me dizem é que o Luisão marcou o golo com a mão e no final do jogo o senhor Manolo Vidal, responsável pelo futebol do Sporting, deu-me os parabéns, enquanto o José Peseiro foi excepcional e disse que eu não saía do jogo com qualquer peso de consciência".

"Disse-me que me tinha desfeito todo quando falou aos jornalistas e que afinal tinha visto bem o lance e que eu tinha decidido bem".

"Disse-lhe que iria ter uma oportunidade para se emenda mas quatro dias depois o Sporting jogava a final da Taça UEFA e era necessário naquela altura recuperar o guarda-redes do Sporting".

"O lance só começou a ser eventualmente falta na 2.ª feira e uma mentira dita muitas vezes passa a ser verdade para alguns".

"Terei tido algum raio cósmico que me ajudou a decidir esse lance e tenho a consciência que serei sempre conhecido por esse falso erro".

Paulo Paraty


Não que as declarações constituam novidade, aliás, quem se lembra do que aconteceu poucos dias depois do 14 de Maio de 2005 recordar-se-á que estas declarações foram do conhecimento público e que além de Manolo Vidal houve um vice-presidente do Sporting (que era... Filipe Soares Franco) que tinha também reconhecido que o clube estava a fazer mais uma figura triste procurando razão num caso em que não tinha. Mas oh meu Deus! E agora? O que vai ser das centenas de milhar de sportinguistas que juram a pés juntos e gritam histericamente, ainda hoje, passados sete anos, que esse campeonato lhes foi roubado? Suicídios em massa? Não sei não. Pelo menos há um, o não-caucasiano, que parece que bateu com a moleirinha nas paredes e começou a dizer o que lhe ia na alma. Daqui a bocado ainda ouço o Ernesto das Modalidades da Silva dizer que gostava de ser benfiquista e que esse seu desejo reprimido é que o leva à conduta deplorável que ainda hoje tem.

Segunda-feira, 7 de Fevereiro de 2011

O importante é ganhar

Jogando bem ou jogando mal, com um golaço de pé direito num remate fortíssimo a trinta metros da baliza ou marcando de costas num ressalto depois de sofrer durante 90 minutos, o importante é ganhar, desde que não seja preciso marcar com a mão, certo? Apesar de o Benfica não ter feito um jogo brilhante, aliás, esteve encostado às cordas por alguns minutos nesta partida, o objectivo foi alcançado, com a 15ª vitória consecutiva em provas internas, a oitava no campeonato.

Num terreno tradicionalmente difícil e frente a uma equipa (e um treinador) bem experientes e de valia, o Benfica soube ser mais forte que o Vitória e levar de vencida os sadinos num jogo que requeriu uma força mental acima do normal, pois mais do que massacrar foi preciso saber sofrer, resistir e atacar no momento certo. Este era um jogo em que a equipa teria de mostrar se tinha maturidade ou não. E tem. Foi mais um teste passado com distinção.

Destaques individuais para o capitão Luisão, a atravessar um dos melhores momentos da sua carreira, rubricando exibições de elevada qualidade em série, mas também temos de dar destaque aos dois argentinos contratados a título definitivo no defeso, Nico Gaitán, autor do primeiro golo e que deu seguimento à boa exibição no Dragão, e também para Franco Jara, que voltou a entrar e a marcar o seu golito da praxe, assumindo-se cada vez mais como a primeira alternativa à dupla Cardozo-Saviola.

Três pontos, segundo lugar mais que assegurado e agora há que acender umas velinhas para ver se o Porto perde pontos na próxima jornada, em Braga. Pode ser que, pode ser que, vamos ver se.

Domingo, 6 de Fevereiro de 2011

Vídeo do Mês - Fevereiro 2011



David Luiz partiu e deixou saudades entre os benfiquistas. A sua forma de sentir o clube e de demonstrar, em cada jogada, a raça e a mística benfiquistas, tornaram-no num ídolo da massa associativa encarnada. Chegou menino, aos 19 anos e sai hoje do nosso clube como um dos melhores defesas centrais do mundo. Coloco este vídeo do João Ferreira como forma de homenagem a David Luiz. Que seja muito feliz nesta nova etapa da sua carreira, e que regresse um dia ao Benfica.

Sexta-feira, 4 de Fevereiro de 2011

Uma imagem vale mais que mil palavras #6

No local onde chovem pedras, isqueiros e bolas de golfe, no local onde se é humilhado com cânticos provocatórios e com galinhas, no local onde há corrupção, agressões e compadrio, um gesto com dois dedos, executado com toda a classe, mostra o que ia na alma do paraguaio Cardozo. Resposta com classe, que marcou o clássico.

e porque ...

' E PLURIBUS UNUM ' !

Junta-te a nós !

Casa do Benfica na TAP

Quinta-feira, 3 de Fevereiro de 2011

Bacalhau graúdo vence carapau miúdo

Não vi o jogo, apenas os resumos, mas a vitória é dele e só dele. Fabulosa a garra da equipa, a vontade e a coragem em voltar ao palco onde tínhamos perdido por 5-0. Uma atitude destas é completamente de luvar depois do que se passou em Novembro. Não repeiu os erros de Lyon, Porto e Tel-aviv e não colocou, como aqui pedimos, aquele quarteto de meio-campo em simultâneo. E manteve o imperador na baliza. A equipa entrou com outra garra, outra força e outra vontade. Parabéns Mister, a vitória é sua.

P.S.

Sobre Peixoto, ler aqui.
Sobre a possível saída de Jesus, ler aqui, aqui.

Corruptos-0 SL Benfica-2

Mesmo contra 10, e com uma expulsão tremendamente injusta, só posso dizer:


Mamem, corruptos, mamem!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


PS: Uma palavra para o treinador dos corruptos: Soube ser elegante e aceitar a supremacia do Benfica. Afinal de contas, era óbvio!!!!

Quarta-feira, 2 de Fevereiro de 2011

Grave e Esclarecedor

Grave: Há caldeirada no Caldeirão dos Barreiros. Kléber, avançado que representa o Marítimo por empréstimo do Atlético Mineiro, está no epicentro de um conflito que envolve os dois clubes supracitados, o Porto e ainda o Sporting. O presidente do clube brasileiro afirmou que o Atlético recebeu duas propostas pelo jogador, uma do Porto e uma do Sporting, sendo que esta última seria, nas palavras do mesmo, ridiculamente baixa. Quem assiste a toda esta situação é o Marítimo, que não teve conhecimento da proposta do Porto apresentada em Junho de 2010 (que queria assim aliciar e roubar o jogador) mas que teve conhecimento da proposta do Sporting, de Janeiro de 2011. Onde é que isto é grave? Alexandre Kalil, o presidente, mentiu deliberada e propositadamente. A proposta do Sporting, como mostram os docomentos, era superior.

Esclarecedor: isto mostra três coisas em relação a cada um dos três grandes. O Porto, com os seus negócios obscuros, consegue em Portugal e no estrangeiro favores estranhos e pouco claros. O que justifica que o presidente de um clube minta propositadamente para com isso, além de prejudicar o clube, beneficiar um clube estrangeiro que lhe é "estranho"? Muito suspeito. Em relação ao Benfica, há muitas transferências em que ficam por explicar os motivos pelos quais os jogadores acabaram por ir para o Porto (assim de repente, Falcao, Álvaro Pereira, James Rodriguez, Edgar, Kaz e outros). Finalmente, o Sporting, depois de tantos anos a viver de joelhos sem dignidade sendo o que o Porto queria, começa a morrer e sem perceber que uma das causas que levou os leões a este estado foi a aliança que fizeram com o Porto.

Para combater o actual estado do futebol português, o Benfica precisa da ajuda do Sporting. Mas uma vez que do outro lado da 2ª Circular não há vontade, as coisas tornam-se mais difíceis.

Terça-feira, 1 de Fevereiro de 2011

Contas

David Luiz:

Vendeu-se 25% do passe do jogador ao Fundo por 4,5 milhões de euros.

O Chelsea pagou 25 milhões de euros pela totalidade do passe.

Como o Benfica tem 15% do fundo, recebe 15% do que o fundo recebeu, ou seja 25%*25*15% = 0,9375 M.

O Benfica recebeu, portanto, 75% dos 25 milhões, ou seja, 18,75 milhões de euros.

A juntar aos 4,5 M e aos 0,9375 M já garantidos, temos 24 milhões e 187 mil euros.

----------------------------------------------------------------------------------

O resto, para já, são tretas, é conversa de quem quer atirar areia para os olhos dos benfiquistas. Quanto valerá Matic é uma autêntica incógnita, mas dizer que hoje, dia 1 de Fevereiro, vale 5 milhões de euros quando foi comprado no ano passado por 1,5 milhões e está no Vitesse, é um argumento ridículo. Vamos ver quanto é que David Luiz renderá no futuro. Vamos ver se o Chelsea vem cá jogar ou não, pois não é seguro que assim seja. E vamos ver se receberemos os tais 3,5 milhões de euros que alguns falam e que não vêm no comunicado à CMVM.