Sábado, 30 de Abril de 2011

porque ser Benfica, é algo que ninguém nos tira !

Comecemos pelo mais importante. Pela única coisa importante:

O SPORT LISBOA E BENFICA, a PAIXÃO que dá sentido à minha vida, à nossa vida, à vida de MILHÕES e MILHÕES de pessoas está .... acima de TODOS os interesses. TODOS. TODOS MESMO.
Posto isto.

Deve Luis Filipe Vieira entender e aceitar que também erra. Que dirigindo o Benfica é o general de um exército sem igual. E se na batalha em que recuperou o Benfica de tempos para esquecer ( ou para nunca esquecer !), nas seguintes pode e DEVE conduzir o destino de um Clube com gente que NUNCA desistiu de estar lá, ao patamar que ao Benfica pertence, o patamar dos VENCEDORES. E assim ... assumir abertamente a guerra sem quartel a quem se serve do Benfica, a quem vive às suas custas. ENFRENTAR quem vive de e para a mentira. Dentro e fora. Quem sobrevive à custa do Benfica. No dia em que entender verdadeiramente que os Benfiquistas nada temem, que os Benfiquistas darão TUDO para o engrandecimento do Clube, que estão presentes nos tempos de frio e de chuva desde que... DESDE QUE SAIBAM que é pelo Clube que se lhes exige sacrifício extra ( que NUNCA será um sacrifício mas uma prova de amor ), nesse dia terá LFV a prova da grandeza infinita do Benfica e de quem o AMA. Alie-se aos seus VERDADEIROS E ETERNOS Benfiquistas que herdaram de Cosme Damião o GENE, lute e faça frente seja a quem for que nos barre o caminho. Aceite que também erra, porque quem não erra não existe. E APRENDA, aproveite e SABOREIE a força do nosso destino.

Deve Jorge Jesus perceber que deu apenas um passo. Que entrou bem e ' À BENFICA ' mas apenas isso. Que acima de teimosias está a procura científica do caminho que leve às vitórias. Mais vitórias. E mais vitórias. Que pensar o Benfica vinte e quatro horas por dia, fazem-no milhares de comuns mortais. Fazem-no MILHÕES de apaixonados. Que a ele, se pede que nessas vinte e quatro horas de cada dia, exija trabalho a quem comanda, exija meios a quem lhos pode dar e... GANHE, GANHE, GANHE !!!

Devem os jogadores, todos os jogadores e atletas de todas as modalidades, entender, saber e lembrar sempre que envergar aquele Manto é algo ÚNICO, é ter por trás uma vida de tantas gentes, gentes com tanta vida. E por isso não TEMER nunca a luta até ao fim, até ao último segundo, na defesa de algo que vida lhes deu, algo incomparável, deuses de uma religião, de um horizonte sem fim.

Devem os adeptos rever-se. Entender o significado de AMAR. Amar o Benfica não é um amor comum. É uma benção, é pertença, é Místico, é NOSSO. Ser-se Benfiquista e não estar em lado algum, é como gostar assim assim, está a anos luz de AMAR. Todos, mas todos os dias mesmo, podemos fazer algo pelo nosso Clube. Todos, mas todos os dias mesmo temos de incluí-lo nas nossas vidas. E fazer dele o que ele faz de nós: algo especial, algo ímpar.
Sou um sócio mais do Benfica. Não sou nem nunca serei ' mais Benfiquista ' que este ou aquele. Não há Benfiquistas melhores que outros. Há Benfiquistas. Mas estive casado nove anos com uma sportinguista que durante nove anos foi sócia do Benfica com as quotas em dia. Casei-me depois com uma mulher sueca que se tornou sócia do Benfica, ainda hoje com as quotas em dia ( deduz-se a quotização na pensão e tem-se a garantia do facto !). Casei uma terceira vez ( como vêem o amor eterno apenas resulta com o Benfica ), de novo com uma cidadã sueca. Já é sócia do Benfica, os seus filhos também, o seu irmão que reside em Estocolmo também. Isto torna-me melhor ? NÃO ! FAZ-ME sentir melhor, isso sem dúvida, pois mais que esperar que o Benfica faça algo por mim, sei que sou feliz ao acordar e dispor-me a fazer algo por ele. TUDO !
Lutar, aplaudir, estar presente, ir à luta e enfrentar quem o combate, ser solidário em todas as horas, gritar as vitórias e dar a cara nas derrotas, e assim NUNCA o Benfica perde, ser Benfiquista já é ganhar ... elevar ALTO e SEMPRE este destino que algum Deus nos confiou.

SER MELHORES, SER GRANDES, INIGUALÁVEIS!

Isto é um sinal! ISTO É UM SINAL!

No dia 28 de Janeiro de 2006, um Benfica claramente superior e com seis pontos de vantagem sobre o Sporting recebia os leões na Luz. Derrota surpreendente por 1-3. No dia seguinte nevou em Lisboa pela primeira vez em 52 anos, sinal de que algo surpreendente estaria para acontecer. E aconteceu. Um Benfica com muito mais recursos acabou por sucumbir na tabela classificativa e deixou-se ultrapassar pelo Sporting, tendo acabado o campeonato a lutar com o Braga pelo terceiro lugar.

No dia 28 de Abril de 2011, o Benfica derrotou o Braga na primeira mão das meias-finais da Liga Europa. No dia seguinte caiu granizo em Lisboa. Meus amigos, isto é um sinal de que algo surpreendente está para acontecer. E atendendo a quem vai estar na final, eu digo que dia 18 de Maio, vamos fazer História. Isto é um sinal.

Sexta-feira, 29 de Abril de 2011

Dos fracos não reza a história

É verdade que o porto está num bom momento de forma, como nós estivemos em Janeiro e em Fevereiro, numa altura que, curiosamente, eles não jogavam um crl e até foram empurrados com muitas arbitragens.

Agora, campeões e ainda por cima vencendo o Maior na taça, é claro que estão de peito feito e com a moral em alta. Por isso, não me espanta que estejam num bom momento, enquanto nós nos arrastamos no campo. Não somos só nós, adeptos, que estamos doridos. Muitos dos nossos Guerreiros também estão. Quer se queira, quer não, os índices de motivação são muito importantes e decisivos no desporto.

Só conheço uma forma de se mudar isto. É acreditar e unirmos a massa adepta. Acreditar nos nossos incondicionalmente para que realmente sintam mais confiança e mais vontade em vencer. Após o fantástico jogo na Luz, frente ao psv, Fábio Coentrão, quando confrontado com a pergunta relativamente à força e à velocidade que emprega durante os 90 minutos de todas as partidas que joga, disse: "Metade desta força devo-a aos adeptos do Benfica e agradeço-lhes por todo o apoio."

E união para que, neste momento difícil que estamos a passar devido às marcas deixadas pelos jogos frente ao porto, tenhamos também nós forças, para nos unirmos, tenhamos fé, para não abandonarmos o barco. Tal e qual como deveria ser no casamento, ou seja, nos bons e nos maus momentos, na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, até que a morte nos separe. Até porque isso de sofrer por antecipação não me cabe na cabeça.

Vamos ter pensamento positivo, vamos eliminar o braga e não temer o porto. E, numa final, tudo pode acontecer. Em muitas finais que já assisti, nem sempre as equipas em melhor momento venceram. Certamente que todos se recordam de finais onde apostaram na equipa que perdeu. Uma final é uma final e, se lá chegarmos como acredito que chegaremos, temos que a vencer. Está tão perto, falta tão pouco, só mais um esforço.

Sem medos, temos que ser nós adeptos os primeiros a mudar a atitude de receio frente ao porto. Como o ano passado disse um amigo meu, temos que "reagir como os grandes, e não chorar como os pequenos".

Em pequeno celebrei um compromisso com o Benfica. Eu não o abandono por nada. Demasiado fiel para deixar de acarditar, rumo a Dublin, ninguém nos irá parar e o último a rir é aquele que se ri melhor!

Ps. Aconselho a lerem este belo texto que me deixou de lágrimas nos olhos: http://veultras.blogspot.com/2011/04/carta.html

Recordemo-nos disto

O Porto venceu o Villarreal por 5-1, com quatro golos do avançado colombiano Radamel Falcao. Serve este post para recordar o cavalo de tróia que temos dentro do clube, com o alto patrocínio do senhor Vieira, e que conseguiu a proeza de desviar Falcao do Benfica, levando-o até ao Porto. Os azuis e brancos vão estar na final da Liga Europa, onde poderão derrotar o Benfica. Parabéns, Jorge Gomes, obrigado, Vieira.

Mais perto de Dublin

Tão perto e ainda tão longe, o Benfica está a um pequeno grande passo de marcar presença na final de dia 18 de Maio em Dublin. A vitória frente ao Braga abre boas perspectivas, mas analisando a campanha que os bracarenses têm feito, nada pode ser dado como garantido. A apenas 90 minutos do sonho, o Benfica terá de saber ser inteligente e matreiro para segurar a vantagem de 2-1 obtida em casa, à semelhança do que aconteceu com o PSG e com o Stuttgart. Se é verdade que, como diz Jesus, que é difícil, quase impossível, impedir que o Benfica marque golos, não é menos verdade que é fácil marcar golos ao Benfica. Este foi o décimo quinto jogo consecutivo em que o Benfica sofreu golos. Por toda esta bipolaridade estamos tão perto e tão longe, simultaneamente.

Não era um Benfica x Braga qualquer, não era apenas "mais um jogo" normal para o campeonato ou para a Taça de Portugal. Numa prova europeia, com o percurso de ambas as equipas, com a polémica que se instalou nos jogos nacionais entre ambos os clubes, este jogo era mais que um jogo: para o Benfica era a confirmação de que, com árbitros estrangeiros, a história seria diferente; para o Braga seria o confirmar de que é definitivamente capaz de bater qualquer equipa portuguesa em qualquer palco, tentando contrariar a tese benfiquista.

Poderia estar aqui a tecer loas à exibição do Benfica, ao facto de o Braga se ter aproximado da baliza de Roberto por raras vezes, mas o que vimos na Luz, é importante não esquecer, foi apenas a primeira parte. Ainda faltam noventa minutos para alcançar a tão desejada final. E se o resultado é o mesmo que nos abriu as portas dos oitavos e quartos-de-final, é ao mesmo tempo o mesmo que nos fechou a porta da final de 94.

Nas duas últimas deslocações a Braga foi o que se viu. Dois roubos de igreja, o primeiro da autoria de Jorge Sousa, com um golo mal anulado a Luisão, o segundo com Carlos Xistra, a expulsar Javi Garcia. A única certeza que tenho é a de que temos de preparar este jogo como se de um encontro para o campeonato se tratasse, pois na UEFA os "acidentes" e os azares também acontecem. Basta ver que há um clube que é sistematicamente beneficiado nos seus jogos. Basta ver que as equipas francesas, com a marca Platini, têm sido escandalosamente ajudadas. Não dêem nada por garantido, preparem este jogo com a maior das exigências e o máximo profissionalismo.

Estamos indubitavelmente mais perto de Dublin do que há 90 minutos. E sabemos que temos de fazer mais do que fizemos nas duas últimas deslocações ao terreno do rival. Custa acreditar, mas precisamos de fazer o mesmo que Quique, com Moreira e Urreta em grande plano, fizeram a Jesus. Faltam noventa minutos. Precisamos de ser Benfica.

Quinta-feira, 28 de Abril de 2011

Desde o Rio de Janeiro

Um grito muito forte até ao Estádio da Luz:


BENFICA

BENFICA

BENFICA

Mister, eu dou a táctica

O Benfica defronta hoje o Sporting de Braga na primeira mão das meias-finais da Liga Europa, sendo a primeira presença do maior clube português numa fase tão avançada de uma prova europeia desde 1994. Face a todas as ausências com as quais o Benfica se bate, nomeadamente Salvio e Amorim, há ainda três jogadores cuja utilização permanece uma incógnita: Gaitán, Carlos Martins e César Peixoto. São, por isso, vários os cenários que se podem colocar quanto ao onze escolhido por Jesus. Atendendo a que este é um jogo europeu onde o Benfica tem de saber gerir muito bem a posse de bola a meio-campo, algo que não tem sabido fazer durante a época, eis os "onzes" que eu proponho para cada situação específica:

Com Nico Gaitán, Carlos Martins e César Peixoto disponíveis ou sem Carlos Martins:

Com todos os disponíveis, excepção feita a Salvio e Amorim, claro, a minha opção seria entrar em campo com o onze base da época mas com Peixoto no lugar de Salvio, com o português a deslocar-se para o lado esquerdo do meio-campo, que até é a sua posição natural. Gaitán jogaria pela direita, corredor que não lhe é estranho uma vez que jogara aí várias vezes no Boca Juniors, sendo que também neste ano já passou por ali, nomeadamente no jogo em casa com o Stuttgart. Este seria o onze mais equilibrado que permitiria manter a toada ofensiva, preservar posse de bola a meio-campo com Aimar e Peixoto, e ainda ter um apoio a Coentrão (o próprio Peixoto) na marcação a Alan, jogador mais perigoso do Braga.

Com Nico Gaitán e Carlos Martins, mas sem César Peixoto:

A ideia acaba por ser a mesma do onze acima, mas com Gaitán de volta ao corredor esquerdo e com Martins pela direita, mas sempre com a função de cair para a zona central. Não permitiria a mesma capacidade de segurar o jogo mas o Benfica, apesar de perder algo em termos defensivos, ganharia poder de fogo de meia distância.

Com Carlos Martins e César Peixoto, mas sem Nico Gaitán:

Sem Gaitán, a juntar à ausência de Salvio, um Benfica com Martins e Peixoto sobre as alas perderia muita profundidade ofensiva. Não teríamos capacidade para chegar à linha de fundo. E sendo o nosso melhor defesa esquerdo simultaneamente o nosso melhor médio esquerdo, arriscaria colocar Fábio Coentrão no meio-campo recuando Peixoto para defesa. Não perderíamos muito em termos defensivos porque com as rotinas que Coentrão ganhou, saberia ajudar Peixoto na difícil tarefa de marcar Alan.

Com César Peixoto, mas sem Nico Gaitán e Carlos Martins:

Na ausência de Gaitán e Martins, o Benfica perderia aqueles que têm sido, habitualmente, o médio esquerdo e o médio direito (quando Salvio não está presente). Estes dois rombos nas "asas" do Benfia deveriam, a meu ver, pela falta de soluções de qualidade no banco, fazer com que o Benfica adoptasse um sistema mais próximo do 4x2x3x1, onde Jara na ala esquerda pudesse atacar com mais liberdade sendo que Peixoto dobraria Coentrão sempre que necessário e Saviola mais descaído para a direita tivesse o apoio de Pablo Aimar. Defensivamente não perderíamos muito uma vez que o meio-campo estaria reforçado com mais um elemento.

Com Carlos Martins, mas sem Nico Gaitán e César Peixoto:

Mantendo um jogador que pode dar suporte defensivo ao meio-campo (Carlos Martins), as preocupações do Benfica em termos de constituição da equipa viram-se para o lado esquerdo. Com Coentrão mas sem médio esquerdo, a dúvida passaria por colocar Carole na defesa e subir Fábio ou manter o português na defesa e avançar com Jara. Optaria pela segunda hipótese uma vez que Jara rende mais pela esquerda que pela direita, apesar de não ser um jogador muito útil no meio-campo, e porque Carole poderia tremer numa estreia europeia, logo numa meia-final e precisamente com o melhor jogador do adversário pela frente.

Com Nico Gaitán mas sem Carlos Martins e César Peixoto:

Aqui o problema é precisamente o oposto. À esquerda tudo bem, mas à direita as coisas complicam-se. Colocar Jara seria uma irresponsabilidade, uma vez que um meio-campo com Aimar, Jara e Gaitán não tem capacidade defensiva, sendo que o camisola "11" esteve manifestamente mal nos dois jogos que fez pela direita (Beira-Mar e Porto). Menezes não tem qualidade para jogar no Benfica, por isso seria Airton o escolhido, ele que daria muita força e muito músculo ao meio-campo. Com isto, para ajudar o lado direito do meio-campo a construir jogo, Saviola seria deslocado mais para trás, contando com a ajudar de Pablo Aimar.

Sem Nico Gaitán, Carlos Martins e César Peixoto:

Cenário que tem tanto de improvável como de grave. Sem os três centrocampistas, o Benfica vê-se obrigado a recorrer a Airton e Jara, o primeiro para segurar o meio-campo com Javi e o segundo para "fazer de Gaitán" pela esquerda do meio-campo. Saviola recuaria para ajudar na construção de jogo à direita. Outra hipótese seria atrasar Airton para defesa direito e fazer subir Maxi para o meio-campo, voltando ao 4x4x2 losango.

Quarta-feira, 27 de Abril de 2011

Eu continuo a acarditar em Jesus!

Antes de mais, é importante para mim referir que aquilo que me move é o amor ao Benfica e não defender x ou y. Jesus, Vieira, Aimar, para mim, o que os distingue são as suas acções, os seus comportamentos e o que fazem em prol do Benfica. Critico ou elogio consoante a avaliação que faço do trabalho por eles realizado e não por casmurrices ou embirrações pessoais.

Posto isto, tenho lido, quer na blogosfera quer em fóruns do nosso Benfica, alguma descrença no Jesus. Já sabemos que, no futebol, rapidamente se passa de bestial a besta e vice-versa. Não é nada de novo, mas, mesmo assim, choca-me algumas insinuações que circulam, sobre o nosso técnico. Não escondo a ninguém que as derrotas com o porto me irão ficar marcadas para sempre e nem uma possível vitória na Liga Europa poderia servir para compensar tal dor, por muita felicidade que esta me possa, eventualmente, proporcionar. Mas também recordo que muitos diziam, antes da chegada de Jesus, que os problemas do Benfica eram estruturais e que nem o Mourinho nos salvava com esta direcção. No seu primeiro ano, Jesus colocou o Benfica a jogar como até então apenas tinha sonhado e, mesmo assim, o Benfica só conseguiu a conquista do campeonato, na última jornada, com uma temporada marcada de casos.

Já sabemos o que a casa gasta, já sabemos como os dirigentes do porto fazem as coisas funcionar, já sabemos que os nossos também compactuam com os valentins loureiros e os fernandos gomes desta vida e, assim sendo, consentem e contribuem para tais situações. Por isso, apenas me vou focar no trabalho do Jesus e em eliminar alguns mitos que se foram criando sobre o nosso treinador e que me parecem ser tremendamente injustos. Faço-o na pior altura, na pior fase de Jesus, de águia ao peito mas com a convicção que, a partir de agora, depois da tempestade, venha a bonança.

Mito 1 – Jesus joga sempre com o mesmo sistema táctico e não estuda os adversários.

Desde já, considero que se mistura estratégias, filosofias de jogo e sistemas tácticos, tudo no mesmo saco, o que me parece ser errado. Métodos ou filosofias de jogo, “o como jogar” na perspectiva de cada treinador é algo que deve ser definido no princípio e não deve ser alterado. E falo no tipo de pressão que se deve exercer, no tipo de passe, de marcação, enfim, as funções individuais que cada jogador deve ter bem incutidas, de acordo com as ideias do treinador e as próprias características dos mesmos. Bem diferente disto, são os sistemas tácticos e que podem ser alterados. No caso do Benfica, o sistema táctico base é o 4-1-3-2. Existem treinadores que optam por ter dois ou mais sistemas, isto é, o plano “B”. Já o nosso mister opta por mudar o sistema durante o próprio jogo, consoante o adversário, de acordo com a estratégia estudada e encontrada para se tentar explorar os pontos fracos dos opositores. Por exemplo, no inicio da temporada, o Benfica jogava, em vários momentos, num 4-4-1-1, sendo que o Saviola descaía para uma das alas (preferencialmente a esquerda) para tentar promover os desequilíbrios que os extremos não conseguiam dar, pois ainda estavam atrasados nas suas adaptações ao clube. Já vi o Benfica em 4-3-1-2, adiantando Aimar e tirando-lhe as tarefas de organizar o jogo, enquanto Gaitán e Salvio fechavam mais o meio campo. E já jogámos, várias vezes, em 4-2-3-1, com Airton/Peixoto/Martins ou mesmo o Aimar ao lado do Javi. Também já jogámos em 4-4-2 clássico, como aconteceu frente ao Lyon, em casa.

Quanto ao estudar os adversários e para quem leu o estudo que realizei ao psv, só pode mesmo se rir com tais afirmações. É, portanto falso, a meu ver, dizer-se que o Benfica de Jesus joga sempre com o mesmo sistema táctico ou que não estuda os adversários.

Mito 2 – O Jesus teve o plantel que quis e contratações.

Lembro-me bem de tentarem fazer passar esta ideia, quando a época começou logo a correr mal. Mas, azar do caraças, ainda me lembro melhor, até pelas expectativas que criei, das declarações e entrevistas dadas pelo Jorge Jesus. Quem se conseguir recordar da sua participação no Trio de Ataque, das entrevistas dadas aos jornais desportivos ou mesmo da entrevista do Presidente Luís Filipe Vieira à Benfica TV, prometendo um substituto para o Ramires em dois dias, facilmente descobre que é mentira que Jesus tenha tido o plantel que quis. Aqui fica um auxiliar de memória.:

23 de Maio 2010: "...Desde que cheguei ao Benfica todas as contratações que temos feito é aposta em jovens, miúdos entre os 20/22 anos… Mas já disse ao presidente que temos de ter atenção: Parece que estamos a contratar uma equipa de juniores. É um risco, apostar em jogadores que ainda não se afirmaram, que têm valor, mas que só os mais atrevidos é que os ao buscar, porque há sempre a dúvida sobre se depois rendem ou não. Mas o Benfica tem de começar a contratar jogadores como fez na época passada com o Saviola e o Javi García..."

http://benfica73.blogs.sapo.pt/68570.html

Foram prometidos jogadores feitos para se substituírem titulares que pudessem vir a sair por propostas irrecusáveis. Jogadores já com provas dadas na Europa mas que eventualmente estivessem a passar por uma má fase, o que facilitaria a aquisição dos mesmos, como os exemplos de Reyes, Suazo, Miccoli, Aimar, Saviola. Por isso Jesus deixou sair Yebda, Urreta pois, provavelmente, contaria com as promessas do nosso presidente, ficando à espera do substituto do Ramires e do Di Maria... que não apareceram.

O ano passado o Benfica tinha Ramires e Rúben Amorim para o flanco direito, jogadores que equilibravam a equipa e ficou esta época toda só com Salvio, sendo que, em Janeiro e após nova lesão do Amorim, tivemos oportunidade de rectificar e fomos buscar um "extremo" esquerdo, chamado Fernández.

Mito 3 – Jorge Jesus inventa muito.

Todos os treinadores inventam, percebam isso, por favor. Inventar faz parte desta profissão. Mas o que considero ser mais engraçado, é pedir-se para o Jesus não inventar e depois falar-se em Coentrão a defesa esquerdo, Amorim na direita, Aimar ou Peixoto ao lado do Javi. Ora, isso são tudo invenções do Jesus, mas como o pessoal gostou, já as considera normais. Inventar, principalmente quando não temos Amorim e Salvio, quando temos tido tantas lesões, é comum e legítimo. Foi perfeitamente compreensível colocar-se o Jara na ala, porque nenhum outro conseguiria dar a mesma profundidade e velocidade, à excepção de Coentrão.

É, então, importante que se compreenda que um treinador é obrigado a inventar sempre que não dispõe de alternativas válidas.

Mito 4 – Forma física dos jogadores.

Se existe coisa que me parece ser controlada no Benfica, é a forma física dos jogadores. Porquê? Porque o Benfica dispõe do LORD, que nos garante dados precisos e preciosos. Aceito e concordo com as críticas da rotatividade, pois também a mim me parecem um tanto exageradas e de 8 ou 80, mas a verdade é que quando os índices de motivação se encontram elevados, os jogadores superam as dores, pois sabem que falta pouco para se triunfar. Mas ao contrário, é o psicológico a dar cabo dos índices físicos. Já o disse várias vezes e cada vez mais penso assim. Em alguns casos é preferível um jogador menos dotado tecnicamente mas que seja inabalável em termos de confiança, do que muitos dos jogadores talentosos, mas que depois são muito instáveis em termos psicológicos. A equipa não está de rastos fisicamente mas sim mentalmente.

Mito 5 – Jesus a fazer panelinha para ir para o porto.

Não o vou comentar. Simplesmente porque tenho vergonha na cara e não sou ingrato. Jesus teve oportunidades para ir lá parar. Não foi, independentemente de a história não ser um conto de fadas, está cá e nem me passa pela cabeça acreditar em tais cenários ridículos. Jesus pode não ser do Benfica mas adora vencer e é um excelente profissional. Isso basta-me.

Enfim, já vai longo o texto, havia mais a dizer mas resumo a isto. Demorámos 20 anos para acertar em dois treinadores: Trapattoni e Jorge Jesus. Correr com este, como fizemos com o Trapattoni, para se ir buscar um Koeman, Quique Flores ou alguém semelhante, não me parece ser o caminho certo. Principalmente porque o principal problema é não termos uma estrutura forte, principalmente quando o grande culpado delega as culpas nos outros e tapa o sol com a peneira aos sócios, com novos ciclos, novas promessas, novos jogadores, treinadores. Quando esse é o culpado pelos erros cometidos e por não ter delegado a pasta do futebol a quem de direito. Eu não tenho palas nos olhos, gosto de argumentar e nunca tive problemas em dar a mão à palmatória. Já inúmeras vezes o fiz, dentro e fora deste mundo virtual, já assumi erros, relembrei erros por mim ditos ou cometidos, sem que me tenha caído alguma coisa.

Nunca fui o senhor da razão e, se defendo o Jesus com unhas e dentes, é por acreditar que este é o melhor para o Benfica. Já o fiz no passado com o Vieira, por exemplo e souberam-me provar e explicar o porquê de estar errado. Sou uma pessoa fácil de relacionar e de conversar, por várias razões: Não acredito em verdades absolutas, gosto de ouvir, gosto de argumentar e desenvolver os temas, procurando ter informação e conhecimentos para me basear nas minhas convicções e não só porque sim. Gosto muito de pensar pela minha própria cabeça e não sou facilmente influenciável. E, de inicio, gosto de tratar todos por igual.

Isto tudo para pedir ao caro leitor que faça o seu julgamento à vontade, mas que não crie juízos de valor sobre a minha pessoa. Se quero o sucesso de Jesus, é por acreditar que, com ele, o Benfica também terá o sucesso que merece. E pode começar com a conquista de um título europeu. Mas, para isso, é preciso vencer já amanhã. Não existe outro caminho e dos fracos não reza a história.

Vamos Benfica, eu Acardito!

28 de Abril de 2011

Por Mim - Fanático
Por Ti - Benfica
Por Ele - Cosme Damião
Por Nós - Todos os Benfiquistas
Por Vós - Jogadores
Por Eles - Todos os que ajudaram a escrever a nossa história a letras de ouro

Façam com que o dia 28 de Abril de 2011 fique marcado como mais uma etapa rumo à glória europeia, a glória que tanto procuramos, a glória que eu vi fugir, enquanto miúdo, em Maio de 1988 e 1990 e muitas lágrimas me fez derramar.

Façam com que as humilhações sofridas esta época sejam, não esquecidas, mas atenuadas, nem que para isso se recordem que até o Clube do Povo da Holanda (clube do povo, tal como nós) lavou a sua honra diante do PSV bem recentemente.

Façam com que toda uma enorme família volte a sorrir e a encarar o dia a dia de cabeça erguida..

Eu vou fazer tudo por isso. Espero que vocês o façam no campo, e sobretudo que os adeptos o façam ao comparecer ao jogo. Espero que às 20h05 de amanhã, o Benfiquismo já esteja a ganhar: isso depende dos adeptos - basta ir ao jogo para apoiar. O resto, o resto deixo nos pés, e na cabeça de quem nos fez campeões e a sonhar alto...

Façam-nos sonhar outra vez.

O alcoólico romeno e a bigorna



Quem? O Sapunaru? O romeno que se embebedou num avião quando representava a sua selecção e que agrediu jornalistas e insultou colegas de equipa? Quem? O Walter? O analfabeto que apesar de só ter 21 anos já conseguiu arranjar mais problemas na sua carreira que marcar golos? Onde? No Porto? O clube do ADN corrupto, que agride quem quer seja nos túneis ou no campo, que corrompe descaradamente e com o apoio das instituições do poder?

Não esperava, sinceramente. Para mim é uma autêntica novidade. Nunca sonhei que tal viesse a acontecer.

Terça-feira, 26 de Abril de 2011

Um Milhão

Cinco anos após a fundação do blog, da autoria do Galaad, chegamos a este marco histórico. Um milhão de visitas. Queria agradecer em primeiro lugar ao Galaad, ao Shoky e ao Sir, pois foi pelos seus esforços, pela qualidade da escrita, e pelo pensamento livre que o blog se aguentou e cresceu numa altura em que a blogsfera encarnada se encontrava numa fase embrionária onde eram poucas as visitas diárias. O meu obrigado também aos restantes escribas e aos que por aqui passaram escrevendo, comentando, opinando, discutindo o Benfica.

A representação do benfiquinha...

Percebo, compreendo e apoio que se faça uso das vitórias no campeonato nacional para criar este tipo de produtos. Agora, empolar vitórias na Taça da Liga é algo absolutamente surreal num clube como o Sport Lisboa e Benfica. Ou pelo menos deveria ser. Se para mim já é difícil ver alguns adeptos completamente eufóricos com a conquista deste troféu depois de termos perdido o campeonato em casa com o Porto e a meia-final da Taça de Portugal contra o mesmo clube, observar que a própria "instituição" se dá ao desplante de vender estas t-shirts é custoso. É o assumir do benfiquinha, clube que ultrapassou e substituiu o glorioso Sport Lisboa e Benfica. E os adeptos vão sorrindo, contentes, criticando que pensa o contrário, esses malditos abutres que pensam por cabeça própria.

Segunda-feira, 25 de Abril de 2011

Pede-se Luz cheia

As derrotas, os assobios, as humilhações, as exibições menos conseguidas e sobretudo o preço dos bilhetes podem (estão, na realidade) a afastar os adeptos do jogo contra o Braga. Um jogo que é mais que um jogo. É uma batalha frente aos "aprendizes" que tudo farão para derrotar o Benfica, que entrarão em campo com uma atitude de guerrilha, quais cães sedentos de sangue. Lembram-se do Alan, do Vandinho e do sarnento Mossoró? Eles estão de volta.

A Luz a meio-gás que se viu contra o Porto, por duas vezes, ou contra o Schalke não pode de forma alguma voltar a repetir-se. E ao que sei a venda de bilhetes está a ser tão fraca que, e podendo enganar-me, quarta-feira de manhã lá estarei para levantar uns bilhetes grátis. Uma Luz vazia é meio caminho andado para a derrota. O que pensarão os nossos jogadores quando virem um estádio tristonho?

Pede-se Luz cheia. Peço eu, os dirigentes lá saberão por que raio foram colocados aqueles preços. Já vimos por mais de uma vez que com 60 mil somos muito mais fortes. Pelo Benfica, vamos a eles.

Domingo, 24 de Abril de 2011

O elogio mais que merecido

Chegou com a desconfiança de muitos, a minha inclusive. E fundamentei-a devidamente: como treinador principal, o currículo de Paulo Fernandes não era nada do outro mundo especialmente depois do aparecimento do Benfica na modalidade. E a saída de um histórico como André Lima, que acabara de ganhar tudo o que havia para ganhar (Campeonato, Taça, Supertaça e UEFA Futsal Cup) também não ajudou a ver com bons olhos a entrada de um treinador "chorão".

Tendo perdido Ricardinho, Paulo Fernandes fez um trabalho absolutamente fantástico. Não só colocou o Benfica na final da Taça de Portugal e nas meias da UFC, como também acabou a fase regular do campeonato nacional em primeiro lugar, invicto e com um novo record de pontos (72). A equipa joga um futsal bonito, tremendamente eficaz, seguro defensivamente e com o trabalho colectivo a sobressair. O mérito é todo de Paulo Fernandes, a ele, a minha vénia.

A noite dos heróis improváveis

Tantas vezes criticados, tantas vezes espezinhados, às vezes os grandes heróis são mesmo os heróis improváveis. Assim foi em Coimbra. Jara a abrir a contagem e Moreira a segurar a vantagem deram uma vitória que tem mais importância do ponto de vista anímico para o jogo de 5ª feira do que do ponto de vista do troféu em si. Um Benfica frágil fisicamente apesar das poupanças de Jesus para o campeonato e com muitos jogadores em sub-rendimento, valeu-se daquilo que faltou contra o Porto: Pablo Aimar. O que importa é a vitória, a conquista do troféu e o boost moral para a meia-final da Liga Europa. Um belo troféu entregue pelo excelentíssimo Fernando Gomes, que diga-se, que até dá vontade de chamar o Sergio Ramos para participar nos festejos.

Moreira - de menino bonito passou a patinho feio por razões desconhecidas. Ninguém sabe ao certo o porquê dessa transformação. Já o disse anteriormente, Moreira não é o guarda-redes de top mundial que poderia ter sido devido às lesões, mas como segundo guarda-redes chega mais que perfeitamente. Um guarda-redes da valia de Moreira até poderia ser titular no campeonato, como foi Quim, porque apesar de não ser brilhante é suficientemente bom para ganhar a Liga. Não é de guarda-redes que estamos mal servidos, temos 3 de boa qualidade apesar de um deles ter custado dinheiro a mais, como todos vimos.

Maxi Pereira - seja num amigável com o Cucujães ou na final da Taça da Liga, o ritmo e a intensidade de jogo são sempre iguais. É um profissional de mão cheia e apesar de algum desgaste físico, continua com uma força enorme dentro de campo. Aqui não temos razão de preocupação até final da época.

Luisão - Idêntico a Maxi, com a pequena diferença de ter algumas atitudes escusadas na imprensa. Esquece-se frequentemente que os jogadores não respeitaram os adeptos e a instituição Benfica. Daqui a nada chega o Verão e a novela Luisão que se arrasta desde 2005 voltará com novos capítulos, com juras de amor eterno e tentativas de sair pela calada.

Jardel - Continua a ser difícil avaliá-lo. Esteve bem, ontem, mas quando apanha adversários mais rápidos pela frente parece tremer bastante. Acredito que tenha qualidades para se impor no Benfica, mas continuo a achar que o central que joga ao lado de Luisão precisa de ter características diferentes das do número "4". E um bocadinho mais de qualidade também.

Fábio Coentrão - Quando a equipa está visivelmente estoirada aos 90 minutos, Fábio Coentrão ainda faz sprints e picos de velocidade, atira-se para o chão e luta pela bola como nunca. Um craque, um ídolo.

Javi Garcia - apesar de desapoiado em vários momentos do jogo, tem sabido dar conta do recado razoavelmente bem. Ontem voltou a estar em bom plano e também acho que, até final da época, deverá manter os mesmos níveis de qualidade, apesar de, já contra o Braga, necessitar de mais apoio no capítulo defensivo.

Carlos Martins - tem de ser gerido com pinças para que não se lesione. O Benfica ainda tem três jogos importantíssimos até final da época e Martins terá um papel fundamental nesses encontros. Ontem esteve bem a dar dinâmica e intensidade de jogo tanto pelo centro como pela direita.

Pablo Aimar - cada vez que tocava na bola, pensava por que raio não tinha sido titular contra o Porto. É um de dois jogadores do plantel nos pés do qual a bola repousa e não queima, permitindo à equipa movimentar-se sem bola à procura de espaços. Aimar é o relógio da equipa. Sabe quando manter e quando soltar o esférico. Não pode, de maneira nenhuma, voltar a ser suplente até final da temporada.

Franco Jara - um golo e nada mais. Uma exibição medonha repleta de individualismo e acefalia. Gostava que lhe comprassem um cérebro na mesma loja onde arranjaram o de Di Maria. Jara tem um potencial interessante, mas precisa de perceber o que é o futebol europeu e que, para além dele, há uma equipa à volta que também joga. Larga a bola, pá. Por mim, banco.

Javier Saviola - É engraçado o fenómeno a que temos assistido. Quando chegou ao Benfica teceram-se elogios ao argentino, dizendo que ele mesmo iria acabar com as vacas sagradas (Nuno Gomes, à cabeça). Um ano depois, Saviola tornou-se a maior vaca sagrada desta equipa. Tem sido uma autêntica nulidade desde o final da época passada até hoje, com excepção do final de Dezembro e início de Janeiro. Não faz nada de relevante ou importante para a equipa, esconde-se do jogo e não luta por bolas divididas. Enquanto Cardozo é perseguido com tochas, este tem direito a paninhos quentes. Ridículo. Banco, já.

Óscar Cardozo - provavelmente uma das piores exibições de águia ao peito, um pouco na senda do que têm sido os seus últimos jogos. Está numa má fase, mas ainda vai, ocasionalmente marcando uns golitos. Ninguém no Benfica é, ou deveria ser, eterno, por isso espero que atine rapidamente. O problema é que olhamos em volta e não vemos ninguém minimamente capaz de o substituir. A nossa confiança em Kardec é quase nula.

César Peixoto - é falso que o físico não acompanhe a mente. Ou melhor, podem não ir à mesma velocidade, mas ambos estão vivos e a assegurar funções. Peixoto é muito mais importante do que aquilo que se pensa. É, a par de Aimar, o único jogador nos pés do qual a bola descansa, onde não queima. E é fundamental a dar os equilíbrios defensivos que esta equipa não tem. Por mim seria titular até porque se avizinha um jogo em que a equipa não pode apresentar-se descompensada.

Airton - tem o físico, tem o potencial, mas faltam minutos nas pernas. É o caso do jogador que, com mais rotinas, até poderia entrar a titular na equipa ao lado de Javi. É um caso a rever, porque a esta altura da época deveria constituir forte hipótese para ser titular, mas fruto da má gestão de Jesus, não é.

Felipe Menezes - foi bom observar o David Simão. Está crescido, o miúdo. Quanto a esta "excelente oportunidade de negócio", RUA! Um dos 3 piores médios ofensivos da história do Benfica.

Sábado, 23 de Abril de 2011

Pedido ao Presidente

Caro Sr. Presidente Luis Filipe Vieira,

Será que dava para passarmos a fazer no Campeonato o que temos feito na Taça da Liga?

Muito agradecido pela atenção dispensada.

Vitória ou Vitória

Não há volta a dar, o Benfica tem de vencer a final da Taça da Liga que se disputa hoje em Coimbra para começar a apagar uma época que se avizinha tão trágica para nós como foi a de 2004/2005 para o Sporting. Frente ao Paços, não há motivos para não vencer nem desculpas que sirvam para uma eventual derrota. O Benfica é mais forte e melhor e só tem de vencer este jogo, pegar na Taça e voltar para Lisboa. Uma derrota hoje a juntar à entrega do título ao Porto na Luz e à perda da meia-final da Taça em casa, constituiria um trio de desaires históricos que colocariam estas duas semanas como das mais nefastas da História do clube.

Na altura de levantar o troféu, como espero, só vos peço duas coisas: aplaudam e sorriam, mas não se mostrem demasiado efusivos, porque festejar tremoços quando poderíamos festejar lagosta é coisa de clube pequeno.

Sexta-feira, 22 de Abril de 2011

Notícias encomendadas

Não é surpresa para ninguém ver uma certa imprensa escrever determinadas notícias para agradar a um dirigente em particular. Há que demonstrar apreço pelos croquetes servidos nas Galas do Benfica. José Manuel Delgado e Vítor Serpa, os dois principais membros da pandilha d' A Bola, já tinham presenteado os benfiquistas com uma capa vergonhosa de intoxicação da opinião pública após a derrota por 5-0 no Dragão, onde as culpas eram atribuídas única e exclusivamente a Jesus. Hoje, as duas canetas de aluguer de Luís Filipe Vieira voltaram a escrever atribuindo culpas a tudo e todos, nomeadamente a Jesus, mas deixando de fora Vieira. Coincidência, não é? Reparem nestas pérolas:

«A verdade é que o próprio Jorge Jesus, homem que vive o futebol vinte e quatro horas por dia, terá equacionado o que verdadeiramente teria provocado esta súbita e dramática alteração no comportamento global da equipa. Ninguém sabe se chegou a conclusões concretas, mas aqueles que lhe estão mais próximos certamente que o ouviram falar dos erros de um começo de época desastroso, para o qual nem Jesus, afinal, estava preparado para enfrentar.»

Jesus é culpado. Ok, até é verdade. Agora, avaliando o modo como é dada a notícia, parece que estamos na presença de jornalistas da revista Maria. Reparem que primeiro "ninguém sabe se chegou a conclusões concretas", mas depois há a suposição de que "aqueles que lhe estão mais próximos certamente que o ouviram falar dos erros". Então? Sabem ou não sabem? E quem são esses amigos próximos de Jesus? São os do "diz que disse"? Dos que se inventam quando não há verdades? Cândido de Oliveira e Ribeiro dos Reis estão às voltas no caixão a esta hora.

«Não se pode dizer, portanto, que o Benfica tivesse podido contar com o apoio dos adeptos, nesta época de má memória para o clube da águia. A equipa sentiu-se muitas vezes sozinha numa luta cruel pela reconquista do capital de confiança (...).»

Chega agora o potpourri da estupidez. Hum... deixa cá ver. Então a equipa sentiu-se sozinha? É que eu lembro-me de um idiota pedir um boicote aos jogos fora. Eh pá, se calhar... E ainda me lembro de eu ter dito aqui, e mostrado por A + B, que atendendo aos números normais de espectadores nos estádios dos adversários e no nosso, o efeito do boicote estava a sentir-se na Luz! Perdemos, naquele curto espaço de tempo, 90 mil adeptos na Luz, tendo assistências inferiores a 30 mil adeptos contra o Olhanense e o Schalke. Fantástico.

Sobre o presidente, nem uma palavra. Se isto não são notícias encomendadas por Vieira, então não sei o que possam ser.

Quinta-feira, 21 de Abril de 2011

Agora nós

Arrebita a crista o galo vaidoso,
có-có-ró-có-có canta refilão
e todo emproado com ar majestoso
é o comandante deste batalhão.

Caro Jorge,

vamos directos ao assunto, como tu gostas: a derrota contra o Porto deve-se em grande parte às tuas péssimas decisões. Ainda no domingo tínhamos visto o Jara rubricar uma exibição miserável numa posição que não é a dele e tu foste logo insistir naquilo. Num jogo em que o Benfica precisava de queimar tempo e ter posse de bola, deixaste no banco o único jogador do plantel nos pés do qual a bola não queima. Voltaste a deixar o Javi sozinho, sem Martins nem Peixoto a acompanhar. O que querias? Estava mais que visto que ia dar barraca. E o mais grave de tudo é que esta é a quarta vez este ano que perdemos com o Porto, a maioria das vezes por erros teus.

Não duvido que és o treinador certo para o nosso clube e demitir-te seria uma irresponsabilidade. E sabes por que és o treinador certo? Porque conheces a nossa Liga, sabes como jogam os adversários, gostas de ter bola e pressionas alto. Isto é o que basta para ganhar os jogos às equipas pequenas em Portugal. O problema é o resto. As tuas equipas não sabem descansar com a bola nos pés, ou seja, não sabem ter bola sem estarem a atacar à maluca. E é por isso que perdes os jogos. É por manteres essa atitude autista de jogar em ataque continuado, rápido e com as linhas subidas que perdemos muitos dos jogos decisivos. E alguns não perdemos por milagre (vide Eindhoven). Baixa a crista, assume os erros e repensa a tua estratégia para nosso bem. Defender não é sinal de fraqueza, mas sim de inteligência. Por alguma razão Trapattoni foi dos treinadores europeus que mais títulos conquistou no passado. E no presente assistimos às conquistas de outro treinador de características defensivas, José Mourinho.

Mas eu também me lembro do que era e como estava o Benfica num passado não muito longínquo. Lembro de ver o nosso presidente atrasar-se a construir o plantel em 2005, arrasá-lo em 2007 e semi-destruílo agora em 2010/2011. Lembro-me de ver o desfile de quatro directores desportivos, nove treinadores e mais de uma centena de jogadores, com muitos milhões de euros desbaratados em negociatas obscuras para agradar aos bolsos de alguns. E é por não ter memória curta que sei que o verdadeiro problema do Benfica é estrutural e de mentalidade, indo desde o presidente aos adeptos. Depois desta gente toda ter passado no clube, muitos saíram pela porta pequena, a maioria. Só não saiu quem mandava neles.

Sei que, para onde fores, terás muito sucesso apesar de todos os teus defeitos. E até sou capaz de adivinhar para onde irás. No dia em que o ruivinho sair para um grande europeu, as portas do Dragão abrir-se-ão para ti. E sei que nesse dia não voltarás a dizer não. E triunfarás uma vez mais, porque nesse local há organização e mentalidade vencedora, ao contrário do que temos por cá.

Procura-se:

Gestor conceituado para exercer funções de Presidente no Sport Lisboa e Benfica.


Descrição do perfil:

  • Transformar os objectivos em resultados;
  • Ter conhecimento do negócio uma vez que é vital para o desempenho de qualquer actividade de gestão;
  • Ter perfeita consciência do seu papel dentro da organização, e quais as actividades que lhe estão adstritas;
  • Deve exercer um poder dentro da organização, de modo a impulsionar todo o sistema na direcção e com um sentido definido para concretização da missão e dos objectivos;
  • Deve desempenhar dentro da organização actividades como organizar, direccionar, comunicar, controlar, liderar e prever, ou até operacionalizar.
Requisitos:

  • Experiência no cargo (preferencialmente);
  • Conhecimentos avançados do funcionamento do “sistema” em portugal;
  • Benfiquista;
  • Corajoso;
  • Capacidade de iniciativa e autonomia;
  • Ambicioso;
  • Homem de valores, sincero e determinado.

Vencimento:

  • NÃO REMUNERADO. (entenda-se: sem comissões).

Local:

  • Av. General Norton De Matos 1500, Lisboa.

Entrada:

  • Imediata.

Envie a sua candidatura para vieira@obenficaprecisamosdeoutro.com.


Não tenho idade para isto

Eu vi os 7 de Vigo e lembro-me como doeu. Lembro-me das piadas, da dor que foi ver o Benfica humilhado na Europa. E vi o Benfica sofrer 5 golos em Alvalade em cerca de trinta minutos e lembro-me de ficar uma hora no sofá de minha casa sem qualquer reacção, sem falar, apático, inerte. Tudo isso foi um pesadelo, uma humilhação. Mas não chorei por causa disso.

Hoje não aguentei. Eu não tenho idade para esta merda. Eu devia ter fome quando chego a casa, devia ir-me deitar e não andar a escrever e a desabafar pela internet, não devia chorar por um jogo de futebol. Mas quando o nosso clube está a um passo tão pequeno de chegar à final da prova rainha do futebol português, é impossível aguentar. Estou cansado, estou farto. Ver o Benfica sistematicamente humilhado mata-me. Para que tenham noção, esta foi a pior derrota e a pior humilhação que vi na história do meu clube. Nem os 7 de Vigo ou a derrota em casa com o Gondomar foram tão más como a de hoje. Chorei como nunca na minha vida tinha chorado, fosse por azares pessoais, derrotas do Benfica ou mortes de familiares. Parabéns a quem está ligado a isto.

Lapidar nº 33

«Só quem não quiser é que não aceita a superioridade do FC Porto. Foi a quarta vitória categórica frente ao Benfica. A nossa equipa bateu-se até à exaustão. Vamos deixar os outros a serem uma super equipa e nós vamos continuar a fazer o nosso trabalho»

Pinto da Costa

A verdade é esta. Desde 1995 que andamos na lama e com um ego maior que o de Mourinho. Porquê? Somos globalmente burros. Somos os maiores, os melhores, o mundo é nosso e passados 16 anos temos dois campeonatos e duas Taças de Portugal. Brilhante. Ainda bem que estão todos contentes, salva-se isso. Eu estou furioso. Vivemos à custa de um passado longínquo, somos a cigarra que vê a formiga fazer o seu trabalho. Pinto da Costa tem razão. Enquanto uns andam a passear a e fazerem-se sócios de clubes brasileiros durante a semana, outros "preparam" o jogo à sua maneira. A cigarra cantou, fomos com os porcos novamente. Mas está tudo bem, somos os maiores. Com acentos no "a" e no "o". Máióres, dito à boca cheia. Parece que é que o Porto nos vai ultrapassar em número de títulos. E se não for em Maio, será em Agosto. 'Ganda Benfica. Isto é o Benfiquinha. Isto não é o meu clube.

Vai pró caralho, ó filho da puta

Era isto o mandato desportivo? Bela merda, seu otário. Põe-te no caralho, tu e os teus. Chega! Basta de ver o Benfica ser sistematicamente humilhado, basta de negociatas obscuras, basta de vendas ridículas e contratações ainda mais ridículas, basta de planteis sem a mínima profundidade, basta de populismo, basta de discurso bacoco e vazio, basta de basófia, basta de mentiras, basta de vitimização, basta de choradinho. Eu quero um Benfica vencedor, um Benfica que ganhe, que seja o maior e melhor de Portgual. Hoje somos uma patetice, um benfiquinha minúsculo e patético. Se o Sporting está em belenização, nós estamos em sportinguização. O que não te deve ser estranho, caro sócio do Sporting e do Porto. Faz-me só um favor: não leves o meu clube até ao ponto a que levaste o Alverca. Eu quero um presidente que ponha os interesses do clube à frente dos interesses pessoais. Eu quero ganhar e tu não me podes dar vitórias. Demite-te já, seu porco de merda, e leva a carneirada otária que te sustenta. Envergonhas o Benfica e o benfiquismo.

Quarta-feira, 20 de Abril de 2011

Informático fode catedrático. 4 vezes.

Quarto jogo, quarta banhada do "informático", do "gajo dos Powerpoints", do que lhe quiserem chamar. Ainda o gajo não tinha aterrado em Portugal para treinar a Académica, falava-se no interesse do Vitória na pré-época e era visto como um indivíduo inteligente, astuto, que tinha privado com o melhor do Mundo, José Mourinho. Quando assinou pela Académica, os elogios mantiveram-se. Os conimbricenses, apesar da falta de qualidade dos jogadores, praticavam um futebol descomplexado, ofensivo, sem medos e de olhos postos no adversário. Villas-Boas era um jovem treinador com potencial. Eis que assinou pelo Porto e passou a ser apenas um "informático", "o gajo dos Powerpoints" e mais uma data de balelas que um bando de benfiquistas atrasados mentais disseram. Se acreditavam nisso, são estúpidos. Se não acreditavam e fizeram-no só para o denegrir, ficaram a saber que "payback is a bitch". O catedrático foi completamente abafado pelo informático. Na Supertaça, com um super-Porto que arrasou o Benfica, no campeonato, com David Luiz à esquerda, foi o vendaval que se viu, no campeonato novamente, sem Cardozo, foi mais do mesmo e hoje, na Taça, com aquele idiota à direita e Aimar no banco a ver uma, duas, três bolas na baliza de Júlio César, aconteceu pela quarta vez. Brilhante, Jesus, brilhante. Vai pró caralho.

Terapia de choque



Era isto que eu queria ver nos ecrãs gigantes do Estádio da Luz quando as equipas entrassem em campo. Isto espelha bem o ódio e o complexo de inferioridade que eles têm para connosco. E este vídeo deveria servir para espicaçar jogadores e adeptos que, feridos no orgulho, quereriam ainda mais derrotar o adversário. E com sorte partir a perna ao boi para ajudar o nosso querido Villarreal. Hoje mais que nunca.

Binya é craque

"A generosidade é um bem. O carácter é outro. Num campo de futebol, um e outro distinguem os bons jogadores. Não há caçador de talentos que não procure o bem inestimável de um jogador que se oferece ao sacrifício de lutar por outros. Se escrevo isto, é porque acho que alguém deve dar um prémio de reconhecimento ao mais extraordinário exemplo de carácter e generosidade visto no derby. Chama-se Bynia e será, nos próximos anos, um dos médios de referência do Benfica e, por extensão, do futebol português."

Em Março de 2008, o Mundo andava louco com um craque de classe mundial chamado Bynia. Um homem que tinha um talento incomum e que ameaçava encostar os grande médios defensivos do futebol mundial a um canto. Patrick Vieira, Steven Gerrard e Michael Essien seriam rapidamente colocados a um canto, de tão grande que era a qualidade do camaronês.

O que é que Binya tinha de especial? Nada. Mesmo quando havia este histerismo colectivo, sempre disse que o jogador era aquilo a que tecnicamente se chama de "nabo". Não tinha nada de especial a não ser um dom particular para a pancadaria. Um Bruno Alves de meio-campo, um agressor sem o mínimo talento para a bola que só servia para arrancar olhos ou partir pernas. Mas hoje fiquei a saber que, não obstante a falta de jeito para a bola, Binya é efectivamente estúpido. Querer ser ressarcido em 20 milhões de euros pelo clube contra o qual rescindiu contrato unilateralmente é, no mínimo, estúpido. Se há alguém que tem de pagar alguma coisa, é o próprio jogador. Mas se quisermos acabar com esta palhaçada eu pedia ao excelentíssimo presidente do Benfica que enviasse um envelope para a Suíça com o incisivo que falta ao craque do Neuchâtel Xamax. Ficava tudo resolvido.

Terça-feira, 19 de Abril de 2011

Xistra. Se não fosse ele era outro qualquer.

A nomeação de Carlos Xistra para arbitrar o clássico desta quarta-feira não é, para mim, uma surpresa, choque ou decepção. O que, parecendo que não, é elucidativo da "confiança" que tenho na arbitragem portuguesa. Não há um único benfiquista que não duvide das más intenções de Xistra, seja por corrupção ou por anti-benfiquismo primário. As demonstrações são mais que muitas. Assim de repente, lembro-me da expulsão de Miccoli contra o Estrela que impediu o italiano de jogar no Dragão, da expulsão de Reyes em Guimarães ainda na primeira parte e, já este ano, a habilidosa arbitragem em Braga. E se isto não me preocupa é porque as alternativas além de Xistra são tenebrosas: desde a Olegário até Proença, passando por Soares Dias, Jorge Sousa e Cosme Machado, todos eles fazem Xistra parecer um santo. No meio desta gente toda há um superdragão, um filho de um ex-árbitro que festejou títulos na cabine do FCP, um que subiu a pulso graças à sua Associação, um que não vê bolas meio metro dentro da baliza e um que, sempre que pode, prejudica o clube do seu coração. Xistra, és um santo.

O problema é mesmo este: se não fosse Xistra seria outro qualquer. Sabemos que todos eles, por anti-benfiquismo ou por corrupção, muito provavelmente prejudicariam o Benfica. Venha o Xistra.

Segunda-feira, 18 de Abril de 2011

Somos dirigidos por um bando de chulos

Somos dirigidos por um bando de chulos. Gente que após derrotas com o Porto na Luz que lhes dá o campeonato consegue ir para o camarote comer croquetes e rissóis, beber champagne, contar umas piadas e dormir uma bela noite de sono. Tudo isto enquanto o sócio que paga as quotas todos os meses, que gasta dinheiro nos bilhetes, gasolina para fazer dezenas ou centenas de quilómetros para ver o "maior de Portugal", que perde tempo, paciência e muito, muito dinheiro, fica lixado com "f" bem grande, sem conseguir pregar olho durante a noite.

Vimos a pouca vergonha que foram os preços para o jogo contra o PSV. Nem se conseguiram vender 43 mil bilhetes, tiveram de dar mais de 20.000. Como se esta vergonha de dar bilhetes "à Braga" não nos bastasse, eis que os nossos queridos dirigentes chulos resolvem colocar bilhetes à venda para sócios normais como eu que têm lugar no terceiro anel, a um simpático preço de 25 euros. Muito obrigado. Agora vou ficar à espera da véspera para saber se compro ou se vou para a fila usufruir das borlas que dão a indivíduos que nunca vão aos jogos. Ah, e para não-sócios, o preço pode chegar aos 100 euros. Fabuloso. Gente sem noção do país em que vive. Uma meia-final de uma prova europeia não justifica estes preços num país à beira da ajuda externa. À beira não, ela já chegou. Ridículo. Haja fartura.

Benfica vence mais um amigável

Foi provavelmente um dos treinos mais concorridos de sempre na Luz. O Benfica, de coletes vermelhos, recebeu e venceu o Elm... o Beira-Mar, de coletes amarelos, em mais um jogo a contar para o campeonato nacional. Cumpriu-se calendário naquilo que foi um excelente teste para o que vamos encontrar na quarta. Não, não falo dos onze adversários, mas sim dos três supostamente neutros que presentearam o público da Luz com uma das arbitragens mais desavergonhadas dos últimos tempos. Com a vitória alcançada, o Benfica ganhou o dia. Com a exibição conseguida, Elmano Santos ganhou a noite.

Uma vez mais foram as "reservas" que se apresentaram em campo para, pela primeira vez na temporada, levar o Benfica à vitória. Mesmo com nove habituais suplentes a vitória foi possível graças ao génio dos dois artistas que andam presos por arames, Martins e Aimar.

O Benfica iniciou o jogo com a determinação necessária para levar de vencida os aveirenses, mas devido à falta de rotinas e também, diga-se, devido à falta de sorte, não foi possível adiantar-se no marcador. Com Luís Filipe muito activo, apesar das evidentes limitações que possui, foi graças a combinações do titular mais antigo do plantel com Carlos Martins e Aimar que surgiram os primeiros lances de ataque encarnado. À esquerda, a falta de ideias e de qualidade eram evidentes, com Fernández em péssimo plano, incapaz de construir uma jogada de ataque. E era neste ritmo monótono, em que nem as bolas ao poste nem as grandes defesas (uma para cada lado) traziam emoção de tão desinteressante que era o jogo e tão fraco o cenário, que o tempo passava. E para espevitar os pouco mais de 25.000 que foram à Luz, eis que surge o protagonista principal, de seu nome Elmano Santos, que consegue anular um golo que todo o Estádio viu. Três animais vestidos de preto e nenhum deles viu. Ou melhor, não duvido que tenham visto, mas daí a ter coragem para fazer o que é devido, enfim, ainda vai uma boa distância. Porque como dizia um comunicado de uns patetas, o erro é normal, mas não é assim tão normal que aconteça sempre contra os mesmos.

O Benfcia entrou no segundo tempo com outra atitude e logo nos minutos iniciais foi Kardec que, após bom trabalho de pés, confundiu Hugo e atirou a bola com tanta precisão que acertou no poste esquerdo da baliza de Rui Rego. O Benfica insistia e conseguia um maior domínio territorial que na primeira parte, e após um erro (mais um) de Sidnei, o brasileiro recupera a bola e lança um ataque rápido que acaba por finalizar isolado na cara do guarda-redes. O primeiro estava feito. Sentindo o golo, o Beira-Mar reagiu e lançou-se no ataque causando algumas dificuldades a Júlio César, que esteve sempre à altura. Com o crescimento aveirense, Raul José lançou em campo Peixoto (aplaudido, imaginem) e Cardozo simultaneamente, entrando Maxi Pereira pouco depois devido a lesão de Luís Filipe. E foi com o uruguaio em campo que o Benfica chegou ao golo da tranquilidade, num slalom de Maxi, pela direira, que flectiu para o centro e entregou a Jara, que rompendo por entre os centrais, ficou cara-a-cara com Rego e fez o segundo. Um golo que serve para apagar uma má exibição do nosso "Tévez".

Até final, o Beira-Mar fez entrar um jogador da nossa formação emprestado por nós, Yartei, que após alguns lances perdidos fez um dos golos do campeonato, num disparo fortíssimo sem hipóteses de defesa. Golaço do ganês, para benfiquistas ver.

Não há muito mais a dizer, o Benfica segurou matematicamente o segundo lugar pois este ano as posições no campeonato decidem-se, em caso de igualdade pontual, pela diferença entre golos marcados e sofridos, e não pelo confronto directo entre os empatados. O Benfica passou no teste com o Beira-Mar e agora segue-se a segunda mão da meia-final contra o Porto. Exige-se concentração para passar uma eliminatória que temos na mão. Espero uma atitude e uma inteligência que, por exemplo, não vi em Eindhoven. Até porque o Porto é bem mais forte que o PSV.

Domingo, 17 de Abril de 2011

Benfica vence Taça de Portugal em Voleibol

Sem surpresas, face à superioridade em relação a todos os adversários, o Benfica venceu a Taça de Portugal em Voleibol. O Benfica foi imensamente superior nesta prova, à semelhança do que se passou no campeonato nacional em toda a temporada, e venceu todos os jogos sem ceder um único set. Na final, frente ao histórico Sporting de Espinho, as águias levaram de vencida os tigres por esclarecedores 25-22, 25-18 e 25-19. Numa modalidade em que os orçamentos têm vindo a baixar, fica mais fácil construir uma equipa que possa limpar com relativa facilidade todos os troféus internos. É bom para o Benfica ganhar, mas mau para o Voleibol nacional ver a falta de qualidade e condições dos e para os atletas.

Sábado, 16 de Abril de 2011

O Futre até tem graça

Grande personagem, este Paulo Futre. A história que conta sobre o chinês é tão recambolesca que nem uma criança de 5 anos acreditaria nela. No entanto fica a nota de boa disposição e de uma estratégia que, se não tivesse sido apresentada de forma estapafúrdia, até poderia ter recebido uma boa aceitação. Basta ver os casos de Ji-Sung Park, Nagatomo, Hasebe ou Kagawa, jogadores de qualidade mas que, mais que isso, são uma aposta em termos de popularidade noutros mercados.

E o Benfica, onde encaixa nisto? Bom, o facto é que já tentámos fazer isto mesmo em três continentes diferentes. Com o chinês Yu Dabao, o "Grande Tesouro", que marcava golos e mais golos nos juniores mas que se eclipsou pouco depois, com o australiano Kaz Patafta, a grande promessa de um continente, que acabou por se revelar um flop, e por fim, Freddy Adu, a grande aposta de marketing que acabou por não surtir efeito. Uma estratégia interessante e que demonstra inteligência. Pena que tenhamos apostado nos cavalos errados.

Sexta-feira, 15 de Abril de 2011

Fez-se História 17 anos depois

Quase duas décadas depois, o Benfica volta a marcar presença numa meia-final europeia. Foi tempo demais, foram demasiadas amarguras, foi um clube à beira da falência, foram épocas sem pisar solo europeu, foram os sete de Vigo. Foi. Passado. Hoje estamos de volta ao lugar de onde nunca deveríamos ter saído. Mas a história poderia ter sido bem diferente. Enquanto toda a gente festeja a passagem às meias-finais (e ainda bem que o fazem), eu continuo preocupado com a falta de maturidade europeia. A primeira meia hora é o espelho da minha preocupação. Erros, erros e mais erros na abordagem ao jogo permitiram que o PSV se adiantasse no jogo e recuperasse a ilusão de poder passar. Inacreditável. E o problema é que esta situação, nos jogos fora, não é excepção mas sim regra. Felizmente o desfecho acabou por ser positivo para as nossas cores, com Luisão em destaque graças a mais um golo decisivo (já perdi a conta aos golos importantes do zagueirão) e com um grande jogo de um Ramires chamado... Peixoto.

Por muito que se queira elogiar Jesus, e temos muito por onde elogiar, há pechas graves no nosso treinador e que dificilmente as corrigirá, fruto da sua mentalidade. O que é bom em termos nacionais acaba por nos ser fatal em termos internacionais: a pressão alta, as linhas avançadas, tudo isso é óptimo para jogar em Portugal contra adversários lentos, previsíveis e que não conseguem trocar a bola entre si durante quinze segundos. Na Europa, face a equipas táctica e tecnicamente muito evoluídas, é impossível manter este ritmo de jogo avassalador que não deixa os adversários respirar e que os mantém lá atrás fechadinhos. Há que saber gerir os vários momentos de jogo. É preciso entender quando é preciso carregar, quando devemos segurar jogo no meio-campo adversário e quando se deve defender em bloco e partir para o contra-ataque. O nosso Benfica não sabe jogar assim.

São factos. E a forma suicida como o Benfica entrou em campo é o melhor exemplo do que digo. Bloco alto, ataque constante e em dois contra-ataques dois golos. No primeiro, Lens corre 40 metros sem nenhum adversário pela frente, mostrando que a defesa subida, na Europa, sobretudo com centrais lentos e sem compensação quando um lateral falha, não resulta. No segundo, após uma perda de bola a meio-campo, mais um golo sofrido, provando que o Benfica não consegue segurar a bola sem ser quando ataca à maluca. Meia hora que, fruto de uma abordagem patética de Jorge Jesus, poderia ter colocado o Benfica atrás do PSV na eliminatória. Felizmente há Luisão, o homem dos golos decisivos, que uma vez mais deu um balão de oxigénio ao Benfica, que acabou por marcar um golo merecido mas caído do céu aos trambolhões quando já passavam 3 minutos sobre a hora.

Na segunda parte apareceu o Benfica adulto. O Benfica mais cauteloso, mais calculista, mais pragmático, mais italiano. Saber gerir e controlar o jogo foram as chaves do sucesso. E muito do sucesso do Benfica passou por conseguir gerir a posse de bola quando estava no ataque, graças ao patinho feio, ao mal amado da equipa, César Peixoto, que desafiou todas as leis da física e ganhou em força e em velocidade à defensiva holandesa, sendo atropelado e ganhando um penalty decisivo que sentenciou a eliminatória. Da marca dos 11 metros, Cardozo não perdoou. Até final foi apenas necessário fazer aquilo que não soubemos fazer (e que precisávamos) desde início: controlar sem perder noção do espaço na defesa. Tão simples e tão difícil.

Pena o infortúnio que foi a lesão de Salvio, que muito provavelmente o afastará dos relvados até meados de Maio. Dificilmente poderá voltar a jogar de águia ao peito, a não ser que haja uma recuperação milagrosa. Veremos...

Agora segue-se Braga, o Braga dos cânticos insultuosos, das bolas de golfe, das agressões, das simulações, dos choradinhos, etc. Com árbitros estrangeiros, outro galo cantará. Espero sinceramente que aquela gente asquerosa seja esmagada pelo Benfica. Primeiro os leitoezinhos, depois... os porcalhões.

Terça-feira, 12 de Abril de 2011

Ainda não estamos nas meias da Liga Europa

Hapoel Tel-aviv 3-0 Benfica (2010/2011)
Liverpool 4-1 Benfica (2009/2010)
Olympiakos 5-1 Benfica (2008/2009)
Celtic 3-0 Benfica (2006/2007)
Stuttgart 3-0 Benfica (2004/2005)
Anderlecht 3-0 Benfica (2004/2005)

Estes são os resultados conseguidos pelo Benfica desde o regresso às provas europeias e que nos impossibilitam a passagem às meias-finais da Liga Europa. Numa prova europeia, num dia mau, é isto que pode acontecer. Estamos com pé e meio nas meias-finais da Liga Europa, mas ainda não estamos verdadeiramente lá. Face ao que já vi, perder por 3-0 em Eindhoven pode ser uma realidade.

Por isso, os jogadores "não podem contar com o ovo no cú da galinha". Há que entrar em campo com seriedade e atitude vencedora, mas com as devidas cautelas de quem não precisa de correr atrás de um resultado fabuloso. Calculismo e pragmatismo acima de tudo. Como em Alvalade, em Stuttgart e no Dragão. Assim será mais fácil.

Vendam este cepo, vendam...

... que eu quero ver quanto tempo é que vamos demorar para encontrar um igual que meta a redondinha lá dentro com tanta frequência. 20 anos, é bom?

Segunda-feira, 11 de Abril de 2011

Revolução total (até no treinador)

Foi um Benfica totalmente transfigurado, a começar em campo com os jogadores, onze caras novas face aos titulares no jogo com o PSV, mas também no banco, com Raúl José a substituir o castigado Jorge Jesus, aquele que se apresentou na Figueira da Foz com o objectivo de cumprir calendário. Não adianta muito escalpelizar uma derrota numa prova que já não interessa há umas boas semanas (desde Braga), o Benfica tem apenas de rodar o plantel e dar minutos no campeonato aos menos utilizados, de modo a descansar os habituais titulares para as três provas que interessam ganhar. Isto é pragmatismo.

O jogo foi um longo bocejo que permitiu continuar a avaliação de alguns jogadores com menos minutos. E o curioso é que no meio de tanta mediocridade, é fácil destacar o melhor e o pior. Num pólo Carole, no outro Menezes. O jovem francês mostra um futebol aguerrido, com ideias, bom pés e uma capacidade de execução bem acima da média. Tacticamente é difícil dizer o que fez dada toda a descoordenação entre os onze amigos que se juntaram na Figueira, mas pareceu sempre, em todos os aspectos do jogo, um dos melhores. Dois anos depois, Menezes ainda é jogador do Benfica. Porquê? Não sei. Não vejo uma única característica no seu futebol que me agrade. Não é rápido, não tem bons pés, não executa, não pensa, é apenas um corpo inerte que ocupa espaço.

As críticas a fazer em relação ao que se passou, e que acabou por ser o espelho de uma época mal preparada, são muitas, mas vou deixar apenas dois pontos. Jesus é culpado. Apesar de tudo, a equipa de ontem entrou em campo com Sidnei, Airton, Peixoto, Martins e Jara, todos eles com qualidade para fazer parte do plantel do Benfica. Foi pena que, durante a época, não tenha havido gestão de esforço e rotação destes elementos com outros do plantel. Exemplos práticos? Jara poderia ter jogado mais minutos quando Saviola esteve em péssima forma no final de 2010, Martins poderia ter alternado mais com Aimar ou Salvio, Airton (nunca foi presença assídua, nem no banco) podia ter rendido Javi mais vezes, por aí fora. Vieira também não está isento de culpas. De forma alguma. Não caiu na tentação de destruir um plantel campeão de alto a baixo (o que seria fácil, dadas as propostas que houve nomeadamente por Cardozo, entre outros), mas não soube substituir convenientemente algumas saídas e manteve algumas posições com lacunas crónicas. Isto a nível de jogadores, falta o resto. Mas isso ainda dará outro post.

Fantasminha Brincalhão

Num plantel onde todos têm oportunidades (e quando digo todos, são mesmo todos, até o Luís Filipe e o Menezes) num campeonato que já está morto e enterrado, José Luis Fernández, jogador que 95% dos benfiquistas deste país nunca ouviu falar, nem tem direito a um mísero minuto. Se não fosse aquele jogo com o Aves para a Taça da Liga, arrisco dizer que seria o novo King. O que é facto é que parece confirmar-se o que disse aquando da sua vinda: este é o Andrés Diaz de um negócio em que o Di María era o Funes Mori. Temos é um pequeno problema em mãos: Funes Mori não veio (nem queria que viesse, avançados é coisa que não nos falta) mas ficámos com o emplastro por 1,5 milhões. E atendendo ao que foi o mercado, acho que este não veio a pedido de Jesus. Se Saviola é "El Conejo", se Aimar é "El Mago", Fernández arrisca-se a ficar conhecido por "El Fantasma". 1,5 milhões deitados ao lixo. E de milhão em milhão já tínhamos uma vaquinha feita para comprar o Salvio.

Sexta-feira, 8 de Abril de 2011

Jesus suspenso por onze dias

Depois de um processo que se arrastou por demasiado tempo, Jesus acabou por ser suspenso pela Comissão Disciplinar da Liga por 11 dias. Segundo o que sei dos regulamentos da LPFP, a avaliação do castigo foi bem feita e de facto a pena aplicada é justa e adequa-se em relação ao caso da agressão ou tentativa de agressão ou o que lhe quiserem chamar. É um caso em tudo diferente do protagonizado pelos espancadores de stewarts do norte, é uma situação distinta que ocorreu num local diferente, em circunstâncias diferentes e que por isso teve a aplicação de um artigo diferente do regulamento e que resultou nesta pena. A meu ver, a decisão só peca pela demora, deveria ter ocorrido muitíssimo mais cedo. É ridículo que casos tão simples demorem tanto tempo a serem julgados. Há que ter celeridade nos processos para evitar que a justiça passe por vergonhas como esta ou como a que levou a que o treinador de futsal do Benfica, Paulo Fernandes, fosse suspenso por declarações proferidas há dois anos enquanto era treinador do Sporting.

Tão perto

Dezassete anos depois, o Benfica está com pé e meio numas meias-finais europeias. Com todas as "peripécias" que esta época nos tem presenteado, nunca pensei que o Benfica, com todas as condicionantes, pudesse chegar tão longe na Europa. Mas estamos quase, quase lá.

Pela primeira vez na fase a eliminar, o Benfica não deu os primeiros 45 minutos de avanço na Luz como fizera contra o Stuttgart e PSG. A diferença foi notória. Apesar de bem organizado defensivamente, o PSV não conseguiu travar as investidas do Benfica, que soube esperar e gerir o jogo quando as linhas holandesas estavam mais fechadas e carregar sobre o adversário quando sentia que o PSV poderia ceder. Vitória da força, da qualidade e da inteligência.

A entrada forte em campo sugeriu que, impulsionados por 60.000 adeptos, o Benfica poderia partir para um grande jogo. Desde cedo que Saviola se mostrou com uma confiança ainda não vista esta época, que lhe permitiu arrancar a melhor exibição da temporada. O Conejo, sempre muito interventivo, atirou uma bola ao poste logo nos minutos iniciais e apareceu ora à esquerda ora à direita com muito mais velocidade que o habitual, a desbaratar a defesa holandesa. Não foi Saviola a marcar (o primeiro), mas sim o seu amigo Aimar, após jogada de entendimento entre Coentrão e Gaitán, com o camisola "10" a finalizar após falhanço de Cardozo, num remate a passar entre as pernas de dois adversários. Isto sim é o túnel da Luz. Salvio ampliou a contagem pouco antes do intervalo num golo de classe (toque de calcanhar) após mais uma investida de Fábio Coentrão. 2-0 ao intervalo era mais que justo para aquilo que o Benfica tinha feito e para o que o PSV não tinha feito.

No segundo tempo mais do mesmo, o Benfica voltou a entrar forte e cedo ampliou a vantagem em mais um lance de génio de Salvio, que rompeu a permeável defesa holandesa e bateu Isaksson sem hipótese de defesa para o sueco. Com 3-0 no marcador no início do segundo tempo, voltaram a surgir os fantasmas de Lyon. Conseguiria o Benfica manter o ritmo alto ou gerir o jogo em vez de quebrar e ceder física e mentalmente? A verdade é que não foi por quebra do Benfica mas sim por mérito do PSV, nomeadamente pelo seu médio defensivo Hutchinson, um verdadeiro poço de força e de qualidade, que começámos a sentir mais dificuldades. Primeiro foi Berg a isolar-se mas a ver Luisão tirar-lhe o pão da boca naquela que foi, provavelmente, a melhor defesa da noite, depois foi Coentrão in extremis a fazer o mesmo que o capitão de equipa e por fim foi a sorte a proteger as nossas redes num pontapé de bicicleta falhado por Lens. Com o crescimento do PSV, Jesus mexeu na equipa e tentou ganhar mais consistência no meio-campo, colocando Peixoto, e mais velocidade para poder sair no contra ataque ao colocar Jara no lugar de Gaitán. Mas os planos saíram logo furados. No mesmo minuto, Fred Rutten colocou em campo o jogador que, um minuto depois, devolveria o PSV ao jogo e à eliminatória, em mais um lance em que Roberto é mal batido. Os assobios voltaram, a intranquilidade regressou. Felizmente, para terminar o jogo na perfeição, já com Felipe Menezes em campo, Maxi Pereira (que jogo!) fez mais um pico de velocidade, aos 94 minutos, e serviu Saviola que fez a rotação e marcou um golo merecidíssimo. 4-1, excelente resultado, estamos com pé e meio nas meias.

Há toda uma geração de jovens benfiquistas que está a viver, pela primeira vez, este momento de uma meia-final europeia, que apesar de ainda não ser uma realidade, dificilmente escapará. Numa altura de domínio interno quase total do FC Porto, que se estende desde meados dos anos 90 até hoje, e depois de esses mesmos jovens terem assistido às vitórias do Porto na UEFA e na Champions, à final perdida pelo Sporting em Alvalade e até mesmo à chega do Boavista às meias de uma UEFA, chega agora a vez de o Benfica lá. Sinto que se está a fazer história. E sinto que poderemos fazer parte dessa mesma história. Com o nosso nome gravado a letras de ouro.