sábado, 30 de outubro de 2010

Vem aí borrasca

Não me refiro apenas ao temporal (meteorologico e económico-financeiro) que está a desmoralizar o país.
Refiro-me aos próximos dois jogos que vão definir o resto da época. Se perdermos com o Lyon, quase de certeza que teremos de voltar à Playstation para continuar a jogar na Champions. Se não ganharmos aos porcos da Ribeira talvez seja melhor virar as baterias para o segundo lugar e para outras competições ( Liga Europa, Taça de Portugal e Taça da Liga).
Pelo que ficou à vista de todos ontem, é por demais evidente que o JNF, a quem peço desculpa pelas frequentes citações, tem razão. Isto é, o JJ tem de meter o Airton a jogar ao lado do Javi. Porque uma coisa, meus amigos, é perder. Outra coisa bem pior é ser humilhado. Perder por 4 ou 5 ou mais tem consequências psicológicas devastadoras. Jogar para o empate ou para perder por 1 não envergonha ninguém. Os actuais campeões europeus fizeram isso e não se deram mal. Reconheceram a superioridade do adversário e acabaram por ganhar. Foram matreiros, como as raposas. Como Trapattoni.
Esta época o rei vai nú. Cautelas e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém.
Antes de terminar e de começar o chorrilho de insultos digo apenas que espero estar errado e terei todo o gosto em voltar aqui para me penitenciar assumindo que nem para treinador de bancada sirvo. Espero que o Benfica ganhe os próximos dois jogos com categoria. But I 've got a bad feeling.
Última nota: o Peixoto é de certeza absoluta o pior jogador do mundo.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Sofrer à Quique

Custou mais foi. Sob a batuta de Pablo Aimar, elemento mais esclarecido da equipa, o Benfica somou a quinta vitória consecutiva na Liga numa exibição que teve altos e baixos que levaram os adeptos na Luz a um desespero nunca antes visto na Era Jesus. Fez lembrar os tempos de futebol aos repelões e de sofrimento total com Quique Flores tal a falta de controlo sobre o jogo entre os minutos 15 e 60. No final, valeu pela vitória, pelos 3 pontos e por Aimar, Coentrão e Roberto. Se dúvidas houvesse ficou novamente provado que ainda há um longo caminho a percorrer, há mesmo "muito frango para virar".

O Benfica não entrou mal no jogo, pelo contrário, viu-se que havia determinação em chegar à vitória logo a partir do primeiro minuto. E o primeiro quarto de hora, sem ser demolidor, longe disso muito por culpa do Paços que também se mostrou, revelou bom entendimento entre os jogadores e uma mão cheia de oportunidades. Depois de algumas ameaças mais tímidas, Saviola foi o primeiro a dar o aviso ao aparecer isolado cara-a-cara com o guarda-redes Cássio e a rematar contra o corpo do brasileiro que saiu lesto da baliza para fazer a mancha quase à saída da área. No minuto seguinte o pequeno argentino enviou a bola à barra naquilo que mais me pareceu uma tentativa de passe para Aimar que um remate. E no minuto imediatamente a seguir Aimar recebe a bola de Luisão ainda no meio campo benfiquista e, perante a fraca oposição pacense, galga sessenta metros por entre "amarelos", finta três e desvia o quarto ao pé-coxinho e remata colocado para o canto inferior esquerdo da baliza. Até parece fácil, o futebol, quando existe um jogador com uma condução de bola simplesmente perfeita. Enorme golo de Pablito Aimar que confirma o excelente momento de forma que vive na Luz, provavelmente o melhor dos últimos 5 anos da sua carreira, melhor até do que em 2009/2010.

Na frente, o Benfica continuou a pressionar por alguns minutos seguindo-se novo festival de oportunidades falhadas: Saviola acerta no corpo de Maykon, Javi remata para defesa de Cássio e Coentrão atira para fora, era a melhor fase do Benfica no jogo. E a partir do minuto 22, o Benfica entrou em fim-de-semana prolongado. O jogo foi perdendo interesse e o Benfica entregou as despesas de jogo à equipa da capital do móvel que conseguiu incomodar Roberto por mais que uma vez. A chuva voltara, o Paços tinha o jogo controlado e os erros sucediam-se por parte dos nossos jogadores, com especial destaque para Peixoto (meu Deus, que mal...) e Gaitán, este último que se vê a milhas que vai dar jogador mas que toma decisões tão despropositadas e ridículas que deixam qualquer adepto com os nervos em franja. E no tribunal da Luz, nenhum deles foi poupado, ouvindo-se bastantes assobios. Nos últimos cinco minutos do primeiro tempo, Roberto foi chamado a intervir por duas vezes, ambas de real perigo, e ainda viu duas outras bolas passarem perto ou levarem perigo.

Esperava-se melhor segunda parte, pelo menos melhor do que o final da primeira, no entanto o Benfica reentrou com a mesma atitude frouxa com que tinha saído. Os erros sucediam-se, a baliza de Cássio era uma miragem e o público estava cada vez mais impaciente, o ambiente na Luz estava longe de ser o melhor. Face à inoperância que a equipa revelava, Jorge Jesus resolveu retirar César Peixoto para colocar Salvio, recuando Fábio Coentrão para defesa esquerdo. E no minuto seguinte devido a uma falta existente de Cohene sobre Coentrão, o árbitro assinalou a devida grande penalidade. Chamado à marcação, Alan Kardec não vacilou e atirou para o segundo golo, estava feito o resultado que dava maior tranquilidade ao Benfica.

Até final, o Benfica passou a ter mais bola e a criar mais perigo também porque o Paços passou a atacar mais desorganizado, deixando mais (es)paços. Salvio foi uma lufada de ar fresco no ataque encarnado, e os objectivos restantes, como referiu Jesus, foram cumpridos, com especial destaque para a folha disciplinar limpa que faz com que todos estejam disponíveis para o Dragão. Vimos ainda os nossos "meninos" Nélson Oliveira e David Simão serem efusivamente aplaudidos pelos adeptos numa demonstração de que, mesmo longe de casa, continuam (e penso que esperamos que estes dois continuem) a sentir esta como a sua casa.

Destaques positivos para Aimar, Coentrão e Roberto. O argentino porque marcou um golo fabuloso mas também devido à forma como consegue atacar, defender, dirigir, pressionar, parece ser o nº10 e o trinco simultaneamente, está num dos melhores momentos da carreira. O português porque foi novamente o abre-latas, foi médio, defesa, avançado, fez o corredor praticamente sozinho por necessidade de uma equipa amputada em dois locais (zona "20" e zona "25") sempre em alta-rotação. O espanhol porque, mesmo não fazendo um daqueles jogos em que "deu" pontos com defesas sobrenaturais, fez uma grande exibição repleta de segurança e de boas intervenções, nomeadamente todas aquelas em que conseguiu segurar a bola à primeira, algon que não via na baliza encarnada desde Robert Enke. E amanhã terá direito a post.

Vitória justa, a quinta consecutiva sem sofrer golos na Liga, mas sem brilho. No entanto os 3 pontos são mesmo o mais importante. E a uma semana da deslocação mais complicada da época, mesmo sem grandes jogos, os resultados vão aparecendo, o que é positivo.

P.S. Não foi fácil encontrar net fora de casa, daí a crónica só ter saído hoje. As minhas desculpas a quem esperou por lê-la.

O jogo mais importante é sempre o próximo

Esta é das frases mais utilizadas no futebol português, é um autêntico chavão, mas no caso da actualidade do Benfica aplica-se mais e melhor do que nunca. A uma semana do clássico no Dragão, onde se prevê um ambiente durinho, daqueles que o nosso Jorge Jesus bem gosta, o Benfica recebe o Paços de Ferreira com quatro jogadores à bica, todos eles sabendo que em caso de verem um cartão amarelo não defrontam o Porto no sábado seguinte. Luisão, Maxi Pereira, Javi Garcia e Carlos Martins sabem que, para defrontarem o Porto, precisam de ficar com a folha disciplinar limpa neste jogo.

Face a esta evidente preocupação, que deve Jorge Jesus fazer? Salvaguardar os jogadores de verem o dito cartão e não coloca-los em jogo ou arriscar tudo e apostar em todos eles? Para mim nem é uma questão que se ponha. A sete pontos do Porto, o Benfica sabe que não pode ceder mais terreno para os azuis-e-brancos e por isso deverá apostar, sem medo, no melhor onze para esta noite frente ao Paços. Nem os jogadores em questão se devem, em momento algum, encolher perante a possibilidade de verem um cartão por meterem o pé ao lance. Há outras alternativas para o jogo de dia 6 e não podemos nem devemos subestimar os restantes jogadores do plantel, por isso, sem medo, há que apostar no melhor onze para logo à noite para não perder mais pontos para o Porto e, se possível, conquistar alguns. O jogo mais importante é, obviamente, o próximo.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

27 de Outubro de 2000

Há dez anos, mesmo sem saberem, ou pelo menos não tendo a noção do que faziam, os sócios do Benfica, na sua maioria (62%), disseram "não" à continuidade de João Vale e Azevedo, sócio 13 001, um homem que tinha tanto de brilhante advogado e conhecedor do sistema judicial e suas falhas como de trafulha. As suas palavras de luta contra o Sistema do Norte valeram-lhe a eleição 3 anos antes frente a Abílio Rodrigues e Luís Tadeu, este último o seu principal concorrente, professor do Instituto Superior Técnico, um homem sério e competente que já nos tempos da presidência de João Santos alertava para que as contas dos clubes em Portugal, Benfica incluído, iam dar um "estoiro" enorme. Não ganhou Tadeu, ele que reunia uma boa falange de apoiantes, talvez por ser demasiado ingénuo, prometeu aquilo que provavelmente cumpriria (a vinda de Pizzi) quando todos sabemos que para ganhar eleições é preciso prometer o impossível. Vale e Azevedo fê-lo e ganhou.

Três anos bastaram para Vale e Azevedo quase destruir um clube: negócios e negociatas, offshores, Ovchinnikov, Euroárea, casos e mais casos num mar de trafulhice sem fim. Rodeou-se de gente séria e competente como Ribeiro e Castro, mas os bons foram saindo e ele foi ficando, para nosso mal. Três anos apenas para colocar um Benfica já de si frágil fruto de erros das quatro direcções anteriores, nomeadamente a de Manuel Damásio, o maior clube português tinha perdido toda a credibilidade junto da população e junto da banca.

Num Benfica moribundo era necessário aparecer alguém que, mais do que um estratega ou um grande gestor, fosse um... benfiquista. Sim, por incrível que pareça, era necessário aparecer alguém que apelasse ao sentimento, falasse junto dos adeptos, fosse um de nós. Porque os grandes gestores são, apesar de competentes, facilmente derrotados nas eleições não raras vezes por falta de inteligência dos votantes. Vilarinho era um benfiquista acima de qualquer suspeita apesar de ter estado nas direcções de João Santos e de... Manuel Damásio (!), talvez por não se saber bem o que fazia, mas as pessoas acreditavam nele (como também acreditavam em Vale e Azevedo), olhavam para ele e viam que, no meio de alguma inocência, era um de nós, um benfiquista, alguém que queria o bem do clube e não era um "Vale e Azevedo". Talvez tenha sido isso, não ser um "Vale e Azevedo", que fez com que ganhasse essas míticas eleições.

E não sendo eu um fã de Vilarinho, porquê elogia-lo? Porque num Benfica às portas da morte, foi o único que avançou, que teve coragem de aparecer e tentar algo, tentar salvar o clube, herdando dívidas monstruosas ao Fisco e Segurança Social e o caos total. Mesmo sabendo que partia atrás nas sondagens (porque os adeptos do Benfica são assim preferem sempre quem está no poder independentemente de ser bom ou mau, é assim mesmo, infelizmente), teve a coragem de ir em frente e salvar o clube mesmo contra a vontade de alguns benfiquistas. Não foram os notáveis nem Vieira, quem foi à guerra com Vale e Azevedo foi Vilarinho, o mérito é dele. E duvido que haja maior prova de benfiquismo que esta.

Naquele dia 27 de Outubro de 2000 as filas para votar eram intermináveis, estendendo-se desde o Estádio à Avenida Lusíada, passando pelo Colombo. No primeiro lugar dessa fila estava um tal de José Sócrates e por entre tantos milhares que se deslocaram à Luz penso que até estavam três jogadores do rival da Segunda Circular, naquelas que foram as eleições mais importantes da História do Sport Lisboa e Benfica. No final dessa noite, Vilarinho era o novo presidente do Benfica, com 62% dos votos, contra 38% de Vale. Era a força da mudança.

Não se pense, no entanto, que foi o benfiquismo de Vilarinho que lhe valeu a vitória. Não foi. Foram as promessas, as mesmas que de três em três anos (e agora a partir de quatro em quatro) toldam o juízo aos sócios menos inteligentes. Manuel Vilarinho ganhou graças a duas personalidades: Eusébio, o Pantera Negra, pelo apoio que deu ao candidato da lista B e Mário Jardel, o goleador que estava na Turquia ao serviço do Galatasaray e que sonhava regressar ao Benfica, o clube onde sempre quis jogar como tantas vezes afirmou. Sem o apoio do maior símbolo do futebol benfiquista e português e sem a promessa de trazer o maior goleador dos últimos anos, não teria ganho as eleições, mas felizmente ganhou-as.

O mandato não foi, no entanto, um mar de rosas, longe disso. O novo Estádio da Luz, tantas vezes reclamado por Vieira, é de sua autoria, mas nem um título para amostra no futebol profissional, absolutamente nada. Não que essa fosse a prioridade, o objectivo fundamental era salvar o SLB, mas um benfiquista não pode ficar satisfeito por estar 3 anos (a juntar a outros 3 de Vale) sem ganhar absolutamente nada. Contrataram-se bons jogadores mas títulos nem vê-los e a ajudar a este descalabro desportivo apareceu aquela mancha que é o sexto lugar. E quando vemos que foi no seu mandato que Mourinho bateu com a porta, pior ficam as coisas pois todos sabemos que Vilarinho teve-o na mão e por teimosia própria quis vê-lo bem longe para trazer Toni.

Dez anos depois o Benfica salvou-se daquela tragédia. Mas não se pense que o cenário dos dias de hoje é positivo. Bem podem dizer que era só vender tudo que as dívidas ficavam pagas, mas esquecem-se que vendendo tudo... acabava o Benfica, não sobrava nada. É preciso visão para o futuro, visão essa que nem o próprio Vilarinho nem os que o rodeavam e que tomaram muitas decisões por ele tinham. E esse é o grande desafio desta nova década no Sport Lisboa e Benfica: ter visão a longo prazo para encontrar o rumo certo. Em dez anos muita coisa mudou. Quanto poderá mudar nestes próximos dez?

terça-feira, 26 de outubro de 2010

O elogio natural às bolas paradas

Ofensivas, pois claro. Em plano oposto aos lances defensivos, na frente estamos... muito à frente. A movimentação que dá o golo de Javi Garcia, à semelhança da que deu o golo de Luisão frente ao Arouca, revela muito trabalho de casa bem feito e bem estudado. Foi perfeito. Há ali jogadores que nem sequer estão para jogar a bola, simplesmente abrem espaços e impedem que os adversários acompanhem o homem-alvo. Ora vejam:

Ja viu o lance? Veja outra vez, porque é lindo. Carlos Martins prepara-se para cobrar um livre para a área, onde estão Kardec, Saviola, Javi Garcia, David Luiz e Luisão. Cada um deles está a ser marcado, individualmente, por um jogador do Portimonense, sobrando ainda outros dois livres. Repare que ali, Kardec, David Luiz e Luisão não estão a jogar o lance directamente. Apenas Javi Garcia vai para o local onde Carlos Martins vai por a bola. Porquê? Porque Javi sabe que Martins vai po-la ali e Martins sabe que Javi vai aparecer ali, muito provavelmente sozinho. Agora veja Saviola: o argentino, muito rato, esconde-se atrás do defesa e avança rapidamente vindo de trás para estar pronto para uma eventual recarga ou desvio decisivos. É uma pena estar em fora-de-jogo, mas é de uma inteligência magistral. E agora, a cereja no topo do bolo, o entendimento Javi/David Luiz: o espanhol foge do seu marcador que, quando decide persegui-lo, é bloqueado por David Luiz, pois o "23" já sabia onde tinha de estar para proteger Javi. Fixe-se apenas na movimentação de David Luiz. Perfeito.

Se acha que é obra do acaso, veja o golo de Luisão ao Arouca. Intérpretes diferentes, jogada similar com os mesmos objectivos e com o mesmo resultado: golo.

Benfica defronta selecção Angolana a 10 de Novembro

O Benfica irá defrontar os «Palancas Negras» na festa da independência de Angola. O clube irá medir forças com a selecção angolana, no dia 10 de Novembro, num desafio que está inserido nas comemorações dos 35 anos da independência do país africano. O presidente do Benfica, Luís Filipe Vieira, recordou a ligação que existe com Angola: «A memória histórica foi construída com o contributo de muitos angolanos.» O máximo dirigente também assegurou que o Benfica irá apresentar-se «na máxima força» frente à selecção angolana.

 Pergunto eu, será este o momento para fazer um particular a Luanda a meio da semana, numa altura em que o clube estará a competir para o campeonato, dias antes e dias depois dessa viagem? Não consigo perceber esta tomada decisão, mais ainda se for verdade aquilo que LFV afirmou, que o Benfica vai estar na máxima força. Na minha forma de ver as coisas, se a equipa base sequer viajar até Angola, é uma medida que roça o amadorismo... sujeitar os jogadores ao desgaste de uma viagem, mesmo que alguns deles não joguem.... Afinal de contas, estaremos certamente em desvantagem no campeonato em relação ao lider, e temos tempo para estas operações de charme? Incompreensível, o timing não podia ser pior.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

E depois o LFV é que está errado!!!

"O União de Leiria fez esta manhã, na Bidoeira de Cima, o derradeiro treino antes da partida para o Norte do país, ao qual se seguiu a divulgação da lista de 18 convocados para o jogo de amanhã, frente ao FC Porto e que apresenta grandes novidades.

A principal novidade é mesmo a ausência de Silas. O médio internacional português, habitual titular, falha pela primeira vez uma convocatória... por opção técnica. Pelo mesmo motivo ficaram de fora Paulo Vinícius, habitual dono da lateral direita, e ainda Hugo Gomes, Diego Gaúcho, Ruben Brígido, Renato Saldanha, Mika e Arthuro. O médio Obradovic falha também o jogo do Dragão, mas por lesão."

Retirado d´A Bola.

Exactamente. E depois o LFV é que é mau por não querer encher os bolsos destes Clubes(??). Se o repto da Direcção tivesse sido acatado e cumprido provavelmente isto não aconteceria... agora, aguentem, defensores de enchimento de estádios de acólitos de gente menos credivel!!!!

A força do Benfica

Não, não é pela força da nossa equipa que interrompo um silêncio prolongado. É sobre a força dos adeptos do Benfica. Algo quase único a nível mundial. Com poucos ou nenhuns galácticos o Benfica arrasta multidões a todos os estádios em tudo o que é sítio.
O ilustre JNF abriu a porta e é preciso escancará-la de vez. LFV, num dos seus habituais dislates, tentou reprimir aquela que é a maior força do Benfica: o apoio dos seus adeptos. Especialmente fora de casa, já que na Luz acaba por ser normal. Julgo nem ser necessário fazer um apelo ao fim do boicote ditado por LFV e seus pares num assomo de iluminação. Porque, se LFV consegue não assistir aos jogos, por justificadas razões de saúde, há adeptos a 8000 kms do Algarve que não sossegam até receber um sms a garantir-nos a vitória do SLB. Imagine-se os que moram ali ao lado e que só podem ver o Benfica ao vivo uma ou duas vezes por ano.
É claro que os outros clubes acabam por beneficiar-se financeiramente. São os chamdos efeitos secundários. Mas quando estamos doentes não deixamos de tomar medicamentos por causa disso. E o nosso Benfica até anda um bocadinho anémico.
E ouvir os nossos adeptos a gritar «Benfica» «Benfica» na casa dos outros e a deixá-los mudos é impagável. Mesmo quando precisamos de sites manhosos com buffering constante e internet a zero à hora.
Por tudo isto nem vale a pena pedir a LFV que dê o dito por não dito. A nossa força é espontânea e irreprimível. Pena é que ele não veja o óbvio e, apesar de tantas visitas sociais ao Brasil nunca lá tenha ouvido dizer que «a voz da torcida é a voz de Deus».
E viva o Benfica!

domingo, 24 de outubro de 2010

"Desculpa Vieira, mas tive de vir"

Eu não, mas muitos dos quase 15.000 que foram ao Estádio do Algarve têm razão para emitirem esta frase. Num momento em que o Benfica precisa da ajuda dos adeptos, é de saudar todos aqueles que, com maior ou menor esforço, fazem muitos quilómetros para se deslocaram num domingo à noite a Faro para assistir a um jogo de futebol. A eles, o meu, e por ventura o do Dr. Bagão Félix, muito obrigado.

E não foi por o jogo ser no Estádio do Algarve que o treinador do Portimonense, Litos, se indignou desta vez. Quem diria que a antiga e, se calhar, ainda eterna promessa leonina não levantaria a voz qual vítima de indignação por ter 25% do orçamento anual pago. Ele há coisas...

O Benfica tinha uma oportunidade de ouro para se isolar no segundo posto mas o Portimonense, pejado de jovens jogadores, queria fazer boa figura à semelhança do que se passou com os vizinhos de Olhão no ano passado. No entanto, e apesar de não ter visto toda a primeira parte, o Benfica superiorizou-se aos algarvios tendo criado boas oportunidades, duas de David Luiz, num remate de meia distância e num cabeceamento ao primeiro poste, uma de Saviola e outra de Luisão, com o guardião Ventura em bom plano nos quatro momentos. O Portimonense criou pouco perigo, apenas num lance, imagine-se, de bola parada, com o avançado a aparecer sozinho para cabecear.

No segundo tempo o Benfica entrou a matar e logo ao quarto minuto Javi Garcia tem uma movimentação perfeita num lance de bola parada e cabeceia uma bola com selo de golo. 1-0, o Benfica estava na frente. E seguiu a avalanche ofensiva com Kardec, no minuto seguinte, a cabecear sozinho a pouco mais de 4 metros da linha de baliza, e a falhar, mostrando que, afinal de contas, não é assim tão fácil apenas "empurrar para a baliza". O Benfica pressionava mas o Portimonense não tinha desaparecido do jogo e proporcionou a Roberto uma óptima intervenção, daquelas que são precisas e necessárias num jogo teoricamente mais simples.

No que restou do jogo, Jesus teve tempo de colocar dois monos a jogar, Menezes o acelera, um jogador que em 16 meses não evoluiu absolutamente nada, nem sequer é previsível que evolua, de uma lentidão de processos genial, nem Chano conseguiria (o Chano actual, com quase 50 anos) e ainda Jara, o único jogador com meio cérebro no plantel, ainda não percebeu o que é o futebol em Portugal ou na Europa, um autêntico "puto" a quem apetece chegar ali, puxa-lo pelas orelhas e mandar dois tabefes (nem foi pelo golo falhado, isso acontece aos melhores e aos piores, mas mais frequentemente aos segundos, lembrem-se disso).

O Portimonense cresceu e sem criar grande perigo, criou suores frios a muito boa gente (eu, por exemplo) sempre que fazia a transição defesa-ataque em velocidade, contra a fraca transição oposta do Benfica, algo que venho aqui dizendo várias vezes. E em lances de bola parada era um treme-treme aflitivo, como já referi "n" vezes. Curioso que, nos últimos minutos, com a entrada de Airton em campo, a turma de Portimão não cheirou a baliza nem por um momento, não houve um segundo de aflição. Curioso, não? Acho que também já tinha falado nisso.

O Benfica, com esta vitória justa, coloca-se isolado no segundo lugar, a apenas quatro pontos do Porto, apesar de os dragões terem ainda menos um jogo. Se me dessem um papel, há quatro jornadas, para eu assinar e onde dissessem o que acabei de escrever, assinaria de imediato. Em termos de Liga, está tudo a correr pelo melhor, dentro do que era possível. E com alguma sorte, poderemos chegar ao Dragão a morder os calcanhares ao líder. Quem sabe, quem sabe...

Javi "Gol" Garcia


3 pontos frente ao Portimonense, 3 pontos com um golo de El Paquetón, que face a ineficácia dos avançados, soube desbloquear o jogo a nosso favor. Um simples obrigado Javi. Nunca o lema, "Raça, querer e ambição", assentou tão bem num jogador - um dos nossos, e isso viu-se no final do jogo onde foi brindar os adeptos que furaram o boicote com a sua camisola. Assim nascem os ídolos!

sábado, 23 de outubro de 2010

Lapidar nº28

«No Benfica ou no Sporting teria outra projecção»

Vítor Baía

Não se deixem enganar. Eu já vi este filme na pré-época quando um ex-dirigente saiu "zangado" com a estrutura do seu clube, dirigindo-se para o cargo de presidente da LPFP. Depois do que vi, só se os nossos dirigentes forem muito anjinhos é que podem apoiar Vítor Baía para a FPF. Neste momento é urgente encontrar alguém, de preferência benfiquista, que reúna consenso entre as outras Associações de Futebol para ocupar o cargo, caso Madaíl não se candidate. Apoiar Vítor Baía era levar ao expoente máximo aquela célebre expressão "fool me once shame on you fool me twice shame on me".

Jorge Jesus: o treinador certo?

Sim, obviamente sim, taxativamente sim, categoricamente sim. Jesus é o treinador certo para o Benfica, provavelmente o mais competente que por cá passou nos últimos 18 anos, excepção feita àquele velhote italiano que os adeptos não apreciavam muito. No entanto, nas últimas semanas, tem sido alvo de críticas nomeadamente de benfiquistas. Com razão? Sem razão? Porquê estas críticas? E por que razão é o treinador indicado?

Jesus fez, a meu ver, escolhas erradas para esta época. Não só ao nível de contratação de jogadores mas também em quem coloca e quem não põe a jogar. Desta forma, com as opções erradas que têm sido feitas todos os anos, é difícil que o Benfica se mantenha constantemente no topo da classificação e na Europa dos Campeões. Equipas que se fazem de um ano para o outro ou mesmo em projectos sólidos como a célebre "base de Camacho" podem ser destruídos num ápice devido ao poder financeiro de equipas de outras Ligas. E Jesus, a meu ver, não soube conviver com este facto. Nem ele nem a Direcção, que já no Verão de 2005 cometeu erros semelhantes. As críticas têm razão de ser, são válidas e na sua maioria são construtivas e verdadeiras.

Agora vem a pergunta verdadeiramente importante: então se Jesus cometeu erros tão graves e apresenta limitações, por que deve ficar, e até quando?

Não baseio os meus julgamentos naquilo que um treinador deu a um clube, neste caso ao Benfica, mas sim na forma como isso aconteceu. E apesar do verdadeiro dream team que tivemos no ano passado, mais importante que a forma de Di Maria, o equilíbrio de Ramires, a magia de Aimar, os golos de Cardozo ou a liderança de Luisão, havia Jorge Jesus, tacticamente muito competente (mas daí a ser "O Mestre", alto lá!), altamente disciplinado e sedento de vitória. Exactamente o que é hoje. É o mesmo, não mudou. A vaidade que exibe hoje é a mesma de há 16 meses quando se sentou naquela cadeira e afirmou que sabia que ia ser campeão nacional no Sport Lisboa e Benfica, ou quando afirmou que o Liverpool não era o papão que muitos pensavam. Repito e reforço a ideia: o elemento mais importante na conquista do último campeonato foi Jorge Jesus, um treinador que nunca tinha passado por um grande e que, incrivelmente, trouxe mentalidade de campeão a uma casa que deveria ter essa mentalidade, mas não tinha. Jesus é casmurro, teimoso e fiel aos seus princípios, e também foi desta mistura de qualidades ou defeitos, consoante a opinião de cada, que se fez o 32º título.

O campeonato nacional não está perdido, longe disso. E não estamos fora da luta pela passagem à segunda fase da Liga dos Campeões, como já afirmei num post há uns dias. O que mais me chateia é a falta de atitude e a oportunidade que tivemos para deixar a concorrência para trás, oportunidade essa não concretizada. Mas voltando à questão inicial, por que devemos manter Jesus?

Porque mais do que aquilo que já nos deu, há aquilo que nos pode e acredito que vai dar. O Benfica tem sido uma máquina de trucidar treinadores nos últimos anos e não pode suceder a Jesus aquilo que se passou com muitos colegas. Se não for esta época, acredito piamente que, com Jesus, o Benfica regressará muito forte na próxima. Ele já demonstrou que foi capaz com o esforço e competência que tem, o que conquistou não foi fruto do acaso, por isso confio nele. E é perfeitamente normal que haja críticas quando as coisas não correm bem, especialmente para com aqueles em que depositamos mais confiança e expectativas, uma vez que isso está geralmente associado, como é o caso, à competência. Mais, se me dissessem que, do actual Benfica, tinha de escolher um membro apenas para iniciar a próxima época, Jesus apareceria à frente de qualquer outro nome, fosse quem fosse, Vieira, Rui Costa, Cardozo, Luisão, Coentrão, etc.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Bolas paradas defensivas nas últimas 6 épocas

Nos últimos dias houve umas discussões nas caixas de comentários à cerca dos golos sofridos pelo Benfica em lances de bola parada. Dizia eu que, com Jesus, sofremos demasiados golos em lances deste género, diziam outros comentadores que não. E a pedido de um deles, que passo a citar, "Diga-me nos últimos 10 anos, um em que sofremos menos golos de canto e livres laterais que com Jesus" resolvi fazer isso mesmo, não com as estatísticas dos últimos dez anos mas dos últimos seis, de Trapattoni a Jesus. Contabilizei todos os golos sofridos pelo Benfica em lances de bola parada excepto lançamentos de linha lateral e penalties, tendo ainda tomado nota do número de jogos oficiais de cada treinador, entre parêntesis, e à frente a média (obviamente que o menor valor corresponde a melhor eficácia). Aqui fica, espero que não tenha erros:

Jorge Jesus: (63) 0,26

Leiria (f)

Braga (f)

Olhanense (f)

Olhanense (f)

Porto (f)

Rio Ave (c)

V. Guimarães (c)

AEK (f)

Bate Borisov (f)

Marselha (f)

Liverpool (c)

Liverpool (f)

Porto (n)

Académica (c)

Nacional (f)

Nacional (f)


Quique Flores: (44) 0,25

Rio Ave (f)

Paços de Ferreira (f)

Paços de Ferreira (f)

Paços de Ferreira (f)

Leixões (f)

V. Setúbal (c)

Sporting (f)

Académica (c)

Marítimo (c)

Trofense (c)

Trofense (c)


Santos/Camacho/Chalana: (50) 0,14

Paços Ferreira (f)

Académica (f)

V. Guimarães (f)

Académica (c)

E. Amadora (f)

V. Setúbal (f)

AC Milan (f)


Fernando Santos: (47) 0,19

E. Amadora (c)

Braga (f)

Paços Ferreira (c)

Porto (c)

Leiria (c)

Varzim (f)

Áustria Viena (f)

Manchester United (f)

Manchester United (f)


Ronald Koeman: (49) 0,20

Gil Vicente (c)

Sporting (f)

Braga (f)

E. Amadora (f)

Marítimo (c)

Nacional (f)

Leixões (f)

V. Guimarães (c)

Manchester United (f)

Manchester United (f)


Giovanni Trapattoni: (49) 0,29

Beira-Mar (f)

Beira-Mar (f)

Nacional (c)

Rio Ave (c)

Moreirense (f)

Marítimo (c)

Boavista (c)

Sporting (c)

Oliveirense (c)

Anderlecht (f)

Heerenveen (c)

CSKA (f)

CSKA (c)

Estugarda (f)


Dúvidas? Penso que desta forma se pode acabar com este mito da intocabilidade de Jesus (que é humano), sendo ainda de notar que, com o actual treinador, o Benfica tem ainda menos lances destes perto da área, logo a percentagem de sucesso deve ser ainda menor. Por isso, meus caros, da próxima vez que vieram para aqui argumentar, façam-no, mas façam-no de forma sustentada. Obrigado.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Jorge Jesus e a Táctica

Jorge Jesus é conhecido como "O Mestre da Táctica". Porquê? Não sei. Sinceramente parece-me completamente descabida esta afirmação por vários motivos, alguns dos quais já abordados aqui no blog, como a defesa profunda à zona em livres a mais de 30 metros da baliza que são um autêntico convite a uma bola tensa para intervenção difícil do guarda-redes e que já nos custaram para cima de dez golos, a ridícula transição ataque-defesa que me faz pensar "ena tantos!" quando há contra-ataques dos nossos adversários e agora mais uma: esquema táctico, ou como lhe quiserem chamar.

Jogar na Champions não é o mesmo que jogar no campeonato, óbvio, todos sabemos isso. Todos? Então por que raio é que Javi Garcia anda sozinho pelo nosso meio-campo defensivo a tapar buracos aqui e ali sem ajuda de ninguém? Não será possível colocar Airton ao lado de Javi Garcia para o meio-campo ganhar estabilidade e músculo? Ou o Mestre da Táctica tem inflexibilidade táctica?! Já tinha colocado estas questões anteriormente, o Benfica da Champions não pode ser o Benfica do campeonato, tem de ter mais presença física na acção defensiva e não pode estar sistematicamente com o chamado "bloco alto" pois estas equipas da Liga dos Campeões, imaginem, sabem atacar. E isso paga-se.

Mourinho joga com Khedira e Xabi Alonso, Ancelotti com Obi Mikel e Essien, Allegri com Pirlo e Gattuso, Wenger com Denilson e Song, Guardiola com Mascherano e Busquets, Benítez com Stankovic e Cambiasso, Ferguson com Carrick e Anderson. Jesus joga com Javi Garcia apenas. Se calhar esta é uma parte do problema. Não quero parecer aquele maluquinho que discutia com o Trapattoni durante os jogos, mas isto parece-me demasiado evidente.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Este Benfica não tem estofo europeu


Se é muito sensível não leia este post. Se ainda acha que o Benfica perdeu por azar ou porque Gaitán foi expulso, esqueça, o melhor é parar por aqui pois vamo-nos zangar. Da próxima vez, caro adepto, quando cair, não o faça com o traseiro, pois até domingo vai ser difícil conseguir sentar-se com as dores que vai ter. É que esta bipolaridade de "vamos ganhar ao Lyon, não é nada de extraordinário, quem acha o contrário é um borrado", etc, irrita-me de tão idiota que é. Agora, duas notas muito importantes:

Aos jogadores, técnicos e dirigentes: era óbvio que isto iria ocorrer, estava escrito com letras maiúsculas nas vossas testas. Mas em vez de olharem uns para os outros, não, preferiram olhar para o céu e andaram (ainda andam?) com a cabeça nas nuvens, carregados de ilusões. Saiu quem equilibrava (Ramires) e quem desequilibrava (Di Maria) e, pior que não virem reforços no verdadeiro sentido da palavra, nem sequer vieram alternativas a curto-prazo. Há ali matéria prima que pode e deve ser trabalhada, mas o futebol do Benfica não pode ser pensado apenas a longo-prazo senão arriscamo-nos a que ganhemos apenas um campeonato a cada cinco anos. Um exemplo é a formação de Di Maria: uma primeira época medonha, uma segunda medíocre e uma terceira fenomenal. O que acontece? Sai logo no final da terceira, é impossível mante-lo depois disso pois há equipas na Europa com argumentos financeiros muito mais fortes que os nossos. Mas isso será conversa para outro post. Jesus demonstrou muito de bom nestes 16 meses de Benfica, mas também conseguiu demonstrar uma arrogância/bazófia que roçam a insensatez. Um líder deve ser um exemplo para os seus jogadores e as palavras proferidas antes dos encontros contra o Schalke e agora contra o Lyon são o exemplo daquilo que não se deve fazer. Nunca vi Mourinho fazer isto, por exemplo, ele que é considerado controverso, não falta ao respeito para com os adversários no pré-jogo. Por fim, os jogadores, muitos deles sem estofo europeu. Quem? Prefiro dizer aqueles que têm, a meu ver, esse estofo: Luisão, Fábio Coentrão e Aimar. Ponto final. A lista é curtinha e é uma pena não haver mais. Uns por estarem constantemente fora de forma, caso de Saviola, outros por ainda cometerem erros primários de julgamento, falo de David Luiz, e outros por não terem estaleca para isto, como Maxi ou Martins. É "muita futabole", como diria Jesus. E é mesmo, para eles é. Servem para as competições internas? Claro que sim, mas a nossa Liga é um caso completamente à parte, se queremos ganhar na Liga estes jogadores chegam, se queremos ir longe na Europa precisamos de outras armas. E penso que ninguém espera que sejam os reforços sul-americanos que ainda não têm um ano de futebol europeu a resolver estes jogos.

Aos adeptos. A fase maníaca da bipolaridade evidenciada na caixa de comentários do post abaixo é um bom exemplo daquilo que eu vou falar. Não sei se é estupidez ou simplesmente desconhecimento total do futebol europeu afirmar que o Benfica tem de ganhar ao Lyon. Não sei mesmo. Ganhar ao Lyon não seria nem fácil nem normal, muito pelo contrário, seria algo de totalmente inesperado. Mesmo para o Benfica da época passada, seria uma autêntica surpresa. Eu lembro-me bem de Jesus ter dito na SIC, dias depois de nos termos sagrado campeões, que ficou surpreendido com a vitória no Velódrome. Claro que ficou, também eu fiquei. Uma equipa tacticamente muito evoluída e com um conjunto de jogadores que juntam força e técnica em todos os sectores não é fácil de bater em ocasião nenhuma. E olhando para o onze de hoje do Olympique Lyonnais, comparando um a um os jogadores com os do Benfica, as conclusões a que chego são as que já tinha apresentado ontem: são melhores, bem melhores. Só não o são nos centrais e no defesa esquerdo, de resto todos os outros são melhores. No entanto, por uma razão inexplicável, houve um conjunto de cabeças pensantes que achou que o Benfica ia ganhar e que mostrar satisfação com o empate seria sinal de fraqueza. Fraqueza? Não, era pragmatismo vs. estupidez.

No entanto, se me perguntassem à partida, ainda em Setembro, quantos pontos teria o Benfica ao final da terceira jornada, a resposta seria três, no máximo quatro. Não mais que isso. Estes resultados foram normais para o que já esperava. E muito provavelmente também se verificaria esta tendência (VDD) com a mesma equipa do ano passado. Então por que razão estou tão chateado com o que se está a passar? Atitude. É esta a palavra chave e que não está a ser seguida. Tem sido falta de atitude aliada a muita bazófia e erros primários que levaram a este estado. Com muita pena minha, esta é a verdade sobre o actual Benfica. Temos um Benfica que chega e sobra para o nível interno e que ganhará este domingo em Portimão, mas um Benfica insuficiente para a piscina dos grandes da Europa do futebol. E eu que até costumo lembrar-me do que me prometem, olho para 2012 e não vejo o Benfica dominador em Portugal e no estrangeiro que me prometeram.

P.S. Antes de escreverem o que quer que seja na caixa de comentários, pensem bem se o vosso comentário verá a luz do dia.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Pragmatismo na Champions é obrigatório

Um dos sete pecados mortais é a Gula, pecado do qual padece o nosso treinador Jorge Jesus. Quer mais, mais, sempre mais e à custa disso até demos 8-1 ao Setúbal, 6-1 ao Nacional, 5-0 ao Leixões, por aí adiante. Mas também perdemos Rúben Amorim contra a Académica no ano passado por uma idiotice que foi insistir em manter o jogador já lesionado em campo nos dez minutos finais quando ganhávamos por 4-0 só para massacrar os estudantes. E já este ano, o Schalke venceu-nos na Alemanha quando poderíamos ter segurado o empate.

Por isso, e numa competição como a Champions, onde cada ponto vale ouro, defendo que o Benfica deve ter uma atitude pragmática frente ao Lyon, esta quarta-feira. O Lyon não atravessa um bom momento na Liga Francesa, mas a Champions é uma competição totalmente diferente, prova disso foi o que aconteceu na Alemanha. Por isso, amanhã, olhando o adversário olhos nos olhos, vamos jogar para ganhar, vamos jogar à Benfica, mas com o respeito que os franceses merecem, pois até são melhores que nós. E se, no segundo tempo, o jogo estiver empatado e muito equilibrado, o Benfica não deve correr riscos desnecessários, ao contrário do que se passou em Gelsenkirchen. O empate fora frente ao Lyon é um óptimo resultado. Repito, pragmatismo.

domingo, 17 de outubro de 2010

Atitude de Taça!

Ao longo dos últimos anos o Benfica tem apresentado resultados negativos na Taça de Portugal, muitas vezes por uma atitude displicente e que em nada glorifica o nome do nosso clube. Ontem, os jogadores provaram que têm arcaboiço psicológico para enfrentar olhos nos olhos sem sobranceria um adversário que no papel e em campo se demonstrou frágil e inferior. E quando há seriedade, há goleada.

Jesus tinha deixado o aviso que não gostava muito da palavra "descanso" e não colocou todas as reservas nesta partida, longe disso. Saviola, Aimar, Luisão, Javi Garcia e Gaitán foram, portanto, titulares, e a eles se juntaram Júlio César na baliza, rendendo Roberto, Sidnei no lugar do internacional David Luiz, Airton a defesa direito, Peixoto na esquerda, Salvio no lugar... no lugar que ainda não tem "dono" como tinha no ano passado e Kardec na frente.Não foi por falta de atitude nossa que o Arouca entrou melhor. Simplesmente tiveram mérito e causaram lances de perigo no primeiro quarto de hora da partida. Depois disso foi Benfica, Benfica e Benfica. O jogo teve pouca história com o Benfica a jogar e a querer ganhar, algo que conseguiu mais que merecidamente. Kardec provou que é um substituto à altura de Cardozo, não vale a pena andar com rodriguinhos, Cardozo é melhor, mas Kardec, mesmo tendo jogado contra uma equipa do segundo escalão, mostrou pormenores e "pormaiores" interessantíssimos, confirmando aquilo que tinha mostrado na pré-época. Gaitán é um miúdo com imensa fantasia nos pés e estes jogos são óptimos para demonstra-lo. Há ali talento em bruto... e erros imbecis à bruta. Passes, muitos deles disparatados, mas que infelizmente deixam os adeptos com aquele frase parva na cabeça: "Ai se ela passa...". Pois, mas não passa, nem passará. Esse tipo de jogadas caracterizavam o Carlos Martins pré-Jesus, e hoje todos preferimos o Carlos Martins de Jesus. Aimar, contra o Arouca ou contra o Barcelona, é classe dos pés à cabeça, e exibe-a como ele sabe, que diferença para o Aimar que chegou aqui em Julho de 2008.

No entanto, há mais dois jogadores que merecem destaque, um pela negativa e outro pela positiva: começando pelo caso-problema, existiu um jogador que conseguiu complicar tudo o que era simples, que não foi capaz sequer de fazer um passe em condições para os colegas, que invariavelmente tinham de se deslocar para onde a bola ia, e que não demonstrou a tal atitude que precisamos nestes jogos de Taça. Sempre que me lembro que saiu um jogador com menos potencial que ele mas que era um exemplo de profissionalismo ao contrário deste atleta... enfim. Quanto ao destaque ela positiva, deu para ver que, apesar dos anos passarem, e de estar naturalmente mais lento e mais pesado, há uma classe nomeadamente na leitura de jogo que apenas mais um ou dois colegas no plantel têm. Há dois lances que mostram precisamente isso, um pouco depois de entrar em que deixa uma bola fácil para Weldon marcar, e outra em que, com apenas um toque e com a ajuda de outro colega, desbarata uma defesa inteira. O futebol simples é belo e eficaz. Merecia mais minutos pois pode ainda resolver jogos e alguns colegas de sector estão em subrendimento.

Vitória merecida e o Benfica segue em frente rumo à "terra prometida" de Jesus, o Jamor, sítio perfeito para passar um domingo de Maio. E conhecendo a paixão de Jesus pela Taça, eu arrisco dizer que com alguma sorte no sorteio, o Benfica tem tudo para estar lá nesse local mágico este ano.

P.S. Fábio Faria e Jara não jogaram porque...

P.S.2 - Parabéns ao Velho Capitão, Mário Wilson, que completa hoje 81 anos.

sábado, 16 de outubro de 2010

Olhem... coiso!

"Compreendemos e associamo-nos ao movimento de indignação que desde sexta-feira varre o país. Face à adulteração da verdade desportiva, queremos pedir aos sócios e adeptos do Benfica que continuem a apoiar, de forma inequívoca e sem reservas, a equipa nos jogos que o Benfica realiza no Estádio da Luz, mas que se abstenham de se deslocar aos jogos fora de casa.

A equipa já sabe que vai ter de lutar contra muitas adversidades, algumas previstas, outras totalmente imprevistas - já o sentiu neste início de época - e vai conseguir superá-las, mas os sócios e adeptos do Sport Lisboa e Benfica não devem continuar a ser lesados económica e emocionalmente.

A nossa ausência será o melhor indicador da nossa indignação."

13 de Setembro de 2010

"Compete aos Sócios e adeptos ajudar esta Direcção a lutar pela verdade e pela transparência no futebol português. Comparecer aos jogos fora significa pactuar com o actual estado do futebol português!"

11 de Outubro de 2010

"O Benfica justifica o facto de ter requerido bilhetes para o jogo no Dragão com o argumento de que, "com esta Direcção", o FC Porto "nunca se baterá pela verdade desportiva" e por causa do "benfiquismo" de Villas-Boas.

"O jogo do Porto é o único que não cumpre os pressupostos em que assentou o pedido dos órgãos sociais. O FC Porto, com esta Direcção, nunca se baterá pela verdade desportiva", disse à agência Lusa uma fonte do Benfica.

Uma fonte do FC Porto revelou à Lusa que o Benfica pediu esta sexta-feira ao clube portuense 2500 bilhetes e 100 lugares VIP para o encontro entre as duas equipas, a disputar a 7 de Novembro no Estádio do Dragão.

A 13 de Setembro, o Benfica lançou um apelo aos adeptos, para que se abstivessem de assistir aos jogos de futebol do clube fora do Estádio da Luz, numa declaração lida pelo presidente da Assembleia-Geral, Luís Nazaré, no final de um plenário de todos os órgãos sociais.

A fonte do Benfica acrescentou que a decisão de requerer os bilhetes surgiu na sequência da conferência de imprensa de quinta-feira do treinador do FC Porto, na qual André Villas-Boas voltou a tecer críticas aos dirigentes "encarnados". "Depois de assistirmos, na conferência de imprensa de ontem, a mais uma manifestação de benfiquismo do senhor Villas-Boas - aliás, não há uma única conferência de imprensa em que este não fale do Benfica -, decidimos pedir os bilhetes e retribuir-lhe tamanho entusiasmo", afirmou a fonte."

15 de Outubro de 2010

Então esperem: sai uma directiva a dizer que não devemos ir, até porque quando vamos somos lesados económica e emocionalmente. Depois, o presidente reforça em carta pessoal que não devemos ir. Quatro dias depois, já podemos ir. Aonde? Precisamente ao sítio de onde, durante décadas, saímos económica e emocionalmente mais lesados. Brilhante! E igualmente brilhante é o facto de haver gente neste blog, que num post escrito há algum tempo ter afirmado "temos de fazer uma greve a 100% para mostrarmos que não é apenas a direcção ou uma meia dúzia que acham que este campeonato é um nojo adulterado pela corrupção." e agora, imaginem, está a favor da ida ao Dragão! Magnífico! Nem o Tide lava mais branco, nem Goebbels faria melhor. Parabéns.

Nota: Se, como li no Céu Encarnado, a ideia for manter os bilhetes na Luz e não vendê-los a ninguém, impedindo que os adeptos do fcp lá estejam, a ideia é muito boa. Vamos ver então.

P.S. [11h53] ]Nas próximas 30 horas não estarei a fazer a moderação de comentários, por isso, antes de ficarem histéricos, tomem um chazinho. Portem-se bem.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Então em que ficamos, há boicote ou não?

Ao que parece o Benfica pediu ao Porto os 5% a que o clube tem direito no que toca à lotação do estádio do dragão, o que significa que o apelo ao boicote aos jogos fora da Luz poderá ser interrompido. Pragal Colaço, conhecido comentador da Benfica TV já veio inclusive comentar o assunto:

"Mesmo que exista essa excepção ela só confirma a regra. Se essa for a intenção, em função dos pressupostos da Direcção, qualquer que seja a medida que a Direcção do Benfica tome, eu apoiarei. A administração é que tem os dados e mais capacidade para decidir em função deste momento concreto", afirmou à Bola Branca.

Então em que ficamos?  Agora andamos a reboque do quê nos apelos que fazemos aos benfiquistas? Que mensagem passamos para os adeptos se o boicote for "esquecido" em Novembro próximo na casa do foculporto? Ou bem que somos coerentes e temos uma posição de força, ou então o adepto comum benfiquista vai perceber que tudo não passa de palavras deitadas ao vento, e na dúvida vai optar por ir aos estádios nas deslocações do Benfica, para a Liga.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Epístola de Vieira aos Sócios

É triste e de mau tom que se publique uma carta pessoal para que todos a possam ver, logo, como já se devem ter apercebido, não a coloco aqui. No entanto isso não me impede de analisar o que Vieira (ou quem fez o texto) escreveu e o que quis dizer, ou pelo menos tentou, até porque, pelo menos no meu caso, a mensagem não chegou por uma razão muito simples: não percebi qual era o assunto da carta, assim um pouco à medida dos discursos de Jorge Sampaio, lembram-se?

Foi bonito lembrar-se dos sócios, mas não tenho a certeza de que a mensagem da carta tenha passado. Há um misto de mea culpa e de erros de terceiros que são reconhecidos e analisados, algo de salutar e que, sinceramente, não esperaria ver. No entanto, qual era o principal objectivo da dita? Dizer que estamos a ser prejudicados e que sente muito? Ou apelar a que os adeptos não se desloquem aos campos adversários? Se foi a primeira, prefiro que em vez de falar com os sócios ponha pressão directamente em quem toma as decisões e é responsável pelas arbitragens e nomeações. E que os pressione publicamente. Não basta sentirem que o presidente benfiquista está zangado, têm de perceber que há seis milhões em Portugal que estão furiosos com o que se está a passar. Quero que, quando um árbitro entre na Luz, seja recebido de forma correcta e obviamente imparcial mas sinta o mesmo que sentem os nossos adversários: medo de errar, propositadamente ou não. Sem violência, mas medo. Se foi a segunda, apesar de já ter dito que não concordo, era melhor explicar em que medida é que não indo aos estádios dos adversários paramos de alimentar o Sistema. O quê, concretamente. Porque eu tenho uma ideia, mas não é a minha ideia que diz o que o presidente pensa. Ou se calhar até é. Se for, percebo, concordo, mas outros valores se levantam e por isso não a apoio. Se não for, não sei o que poderá ser. Mas era melhor ficarmos definitivamente esclarecidos.

P.S. Prometi que não falaria do presidente, mas tive de o fazer porque ele falou directamente comigo.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Elogios de Bento a Nélson Oliveira

Paulo Bento veio proferir recentemente palavras de elogio para com Nélson Oliveira que está a despontar esta época no Paços, emprestado pelo Benfica, com 2 golos em 4 jogos pelos castores. Disse o seleccionador que Nélson Oliveira pode ser o futuro da selecção na frente de ataque, aludindo na mesma consideração a Carlos Saleiro do Sporting.

Fico contente por Bento estar atento aos novos valores que começam a dar os primeiros passos a nível senior. No caso concreto de Nélson Oliveira, estamos a falar de um jovem jogador de 19 anos que deixou o seu rasto pela positiva nos escalões de formação do Benfica e que agora está a iniciar a sua trajectória enquanto profissional. Receber palavras de incentivo de Bento é mais um factor motivacional para que ele possa trabalhar arduamente e demonstrar o seu valor jogo após jogo. Também assim são os bons treinadores de selecção, têm declarações pedagógicas tendo em vista o futuro de todos nós. E neste caso em concreto é com muita curiosidade que sigo o percurso de Nélson Oliveira, a quem auguro um grande futuro.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Precisamos de ti, Javier Saviola!!!


 Foi na época transacta que Conejo chegou ao Benfica, trazendo com ele uma grande ilusão aos adeptos, pois os benfiquistas sabiam que tinha acabado de chegar um jogador de classe mundial ao clube. Juntamente com Ramires e Javi Garcia foi uma das grandes contratações do Benfica de então e foi um grande acréscimo de qualidade ao plantel de um treinador que tinha também acabado de chegar à Luz, no caso Jorge Jesus.

E rapidamente Saviola mostrou ao que vinha, encantando tudo e todos com o seu futebol e a forma como oportunamente conseguia fazer a diferença durante os jogos, quase sempre em pézinhos de lã, com uma classe só ao alcance dos predestinados, deixava-nos com aquela sensação de plenitude, quase num estado de nirvana, de contemplação total. Foi sem sombra de dúvida uma das peças fundamentais no campeonato conquistado na temporada anterior, e deixou a sua marca com 19 golos durante a época, 11 dos quais para a Liga.

Quem não se recorda daquele fabuloso chapéu frente a Académica na luz, do golo no Restelo onde passou por meia equipa do Belenenses como faca quente em manteiga, ou do golo decisivo no Benfica-Porto disputado por alturas natalícias do ano passado, onde marcou o tento solitário que valeu a vitória de então no clássico, disputado sob chuva intensa. Que belo presente de natal aquele...  Não fosse isso suficiente e por outro lado os benfiquistas podiam assistir in loco ao reavivar da dupla Saviola-Aimar que tanta miséria fez nos relvados argentinos no início das suas carreiras.



A luz estava rendida ao génio de Javier Saviola e ter a oportunidade de vê-lo jogar com a nossa camisola, espalhando magia é sem dúvida algo que um dia mais tarde contaremos aos filhos e netos, para quem os tiver. E nem mesmo a lesão que teve perto do final da temporada, onde registou um abaixamento de forma depois de recuperar, tirou brilho à sua prestação no seu primeiro ano de Benfica, onde literalmente, chegou, viu e venceu. Saviola estava contente no Benfica e os Benfiquistas estavam contentes com Saviola.

Terminada a época com o título tão saboroso, e inicada uma nova temporada cheia de vicissitudes, a massa associativa olhava para o Conejo com a esperança de sempre. No entanto e talvez contagiado por um péssimo início de época da equipa no global, o que vimos foi um Saviola em baixo e que passava ao ao lado dos jogos, muito perdulário na finalização e muito desinspirado nas suas acções. Ninguém no entanto pode dizer que não se esforça, que não tenta remar contra a maré, que não corre, porque o faz. E mesmo estando longe do Saviola que todos conhecemos, continua a fazer a diferença nos pequenos pormenores, como mostram as 4 assistências para golo que fez já durante este ano desportivo, apesar de ter balançado as redes apenas uma vez. Os grandes jogadores são assim, mesmo não conseguindo estar no seu melhor, fazem a diferença todavia.


Consigo no entanto nos últimos jogos vislumbrar um Saviola em crescendo e a querer voltar àquela forma que registou por esta altura na temporada 2009-2010,  vejo que a atitude em melhorar continua lá e prevejo que nos próximos tempos volte rapidamente ao seu melhor. E como precisamos dele com tudo o que tem acontecido ao Benfica nesta época, onde todos são poucos em busca dos nossos objectivos.

Mais do que por a nú toda a classe de Conejo, de lhe agradecer por tudo o que já fez ou de afirmar que estou um pouco decepcionado com o seu início de temporada, este post serve para demonstrar plena confiança nas suas capacidades. Tenho para mim a bitola muito alta quando falo de Saviola, sou muito exigente para com ele, já que estou consciente do seu enorme potencial e espero poder assistir em breve a tudo aquilo que faz com que admire o seu futebol. O Benfica está prestes a entrar numa fase decisiva, com jogos no campeonato, taças, e liga dos campeões, em alguns deles sem poder contar quiçá com o goleador da equipa (Cardozo), e é nestes momentos que os grandes jogadores regra geral se agigantam e demonstram todo o seu valor. Tenho a convicção de que será assim com Saviola daqui por diante. Outra coisa não espero de Javier.

sábado, 9 de outubro de 2010

Tão amigos que eles são... O Mestre e seus discípulos...

Imagino qual foi a piada que o Rui "Quinhentinhos" Alves deve ter dito para motivar a risota do Salvador...

"Toca a andar, toca a andar".... Deve ter sido isso. Estavam atrasados para a reunião do Conselho de presidentes das ligas...

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Lutemos então!

O repto foi lançado pelo Pedro F. Ferreira na Tertúlia Benfiquista. Enquanto benfiquistas com acesso aos mais privilegiados meios de comunicação, onde a Internet, acreditem ou não, desempenha um papel de fundamental importância, temos o direito mas também o dever de tentar defender o nosso clube. Eis uma oportunidade de ouro para o fazer.

Como viram ou puderam ler, a RTP tentou silenciar António-Pedro Vasconcelos no programa semanal Trio d'Ataque perante a insistência do cineasta encarnado em divulgar as escutas. Como sabem, até motivou que Fui Moreira, perdão, Rui Moreira, se retirasse do estúdio, qual virgem ofendida.

A posição de tentativa de silenciamento a A-PV e às escutas, noutra extensão, poderá e deverá ser feita pela RTP. É nossa missão, é nosso dever, mais do que enviar e-mails de apoio a A-PV, fazer sentir o nosso descontentamento com a conduta da RTP em silenciar uma voz que luta pela justiça, pois todos sabemos que a presença do cineasta é incómoda aos olhos de certas figuras deste país.

Para isso, benfiquistas, escrevam e-mails a protestar com a conduta do canal em questão e manifestem o vosso apoio a António-Pedro Vasconcelos. Façam-no agora, já! Não deixem que a inércia se apodere de vós. O próprio cineasta disse-mo a mim e a vários benfiquistas com quem falou que o mais importante é manifestarmo-nos à RTP. É a maior e mais importante prova de benfiquismo que nós, blogs, fóruns e sites de apoio podemos dar. Pela Democracia e pelo Sport Lisboa e Benfica.

RTP - Mensagens
http://ww1.rtp.pt/wportal/grupo/feedback.php

RTP - Provedor
http://ww1.rtp.pt/wportal/grupo/provedor_tv/enviarmensagem.php

RTP - Trio d'Ataque
triodeataque@rtp.pt



Eu já fiz a minha parte. E tu?

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Os pontos mais importantes da entrevista de LFV à Antena 1

  • Manifestar confiança na equipa técnica e nos jogadores na conquista do título. Todos unidos contra tudo e todos até ao fim. 
  • Assumir para si a responsabilidade da contratação de Roberto, no que toca aos valores pagos ao Atlético de Madrid.
  • O Benfica está sempre no mercado, e se existirem possibilidades financeiras e o treinador assim o entender a equipa poderá ser reforçada em Janeiro. Por outro lado na reabertura do mercado nenhum jogador sairá do clube, dos chamados jogadores nucleares.
  • Contra o Porto não se marcam penalties e a favor do Benfica também. Indirecta a Villas Boas, acerca do penalty fantasma a favor dos azuis no célebre minuto 77 no Guimarães-Porto e do penalty não assinalado contra o Porto nessa mesma partida.
  • Reforçar o apelo para os sócios e adeptos se absterem de irem apoiar o clube nos jogos fora do Benfica.
  • Preocupação com a deslocação da equipa ao estádio do dragão em Novembro próximo. Poderá haver uma supresa caso a equipa e o autocarro sejam apedrejados.
  • Se Fernando Seara se candidatar à presidência da FPF terá o aopio do Benfica.
  • Os 300 mil sócios é uma meta cada vez mais perto de ser alcançada e Benfica terá um dos melhores museus europeus, de acordo com a sua história.
  • A negociação do contrato com a Olivedesportos está em aberto, seja para a renovação do contrato, seja para a não renovação do mesmo. Até 31 de Dezembro tudo estará esclarecido.

Parabéns rapazes!!!!

Depois de um empate a 105 potencialmente comprometedor para as nossa aspirações, na Luz, eis que os nossos bravos bi-Campeões do Basquetebol se agigantam e mostram de que massa são feitos, ao irem vencer ao pavilhão do campeão ucraniano.
Benfica na na fase de grupos da Taça Challenge, Benfica na Europa do basquetebol, de novo.
Mais uma vez, o Benfica na piscina dos grandes!!!
BRAVO rapazes!!!

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Adeus, triste, até depois



Foi no dia 5 de Outubro de 2010, precisamente 100 anos depois de se ter implantado a República em Portugal, um regime que pressupõe a liberdade de expressão, que a RTP N, pelo seu jornalista Hugo Gilberto, resolveu ignorar a palavra "democracia" e atropelou todas as regras, incluindo a do bom-senso, ao tentar impedir António-Pedro Vasconcelos de exercer o uso da palavra para denunciar as escutas do processo Apito Dourado. Inadmissível num canal que se diz de serviço público, esta tentativa de, pior que branquear a verdade, tentar esconde-la a todo o custo. Gostaria de saber o que a Entidade Reguladora para a Comunicação Social tem a dizer sobre o assunto.

No entanto o cineasta não se calou e fazendo-se valer dos seus direitos continuou a falar do assunto. Quem não gostou muito foi Rui Moreira que, como podem ou puderam ver no vídeo, abandonou o programa em directo. Deve ser difícil tentar parecer um indivíduo sério e recto e depois defender com garras e dentes que as escutas são vergonhosas e que o conteúdo das mesmas não deveria ser julgado. Mas não basta parecer-se sério, é preciso se-lo. E Rui Moreira não o é. Por isso, incapaz de ouvir verdades, foi forçado a abandonar o programa.

Mas não acaba por aqui. O que vocês viram no vídeo foi apenas uma parte. Aqueles que, como eu, viram o programa em directo, puderam aperceber-se que, na segunda parte, já depois de Rui Moreira ter saído, foi mantida uma conversa na "regie" que acidentalmente ou não, fruto da insatisfação de algum funcionário da RTP N, acabou por ir para o ar enquanto A-PV falava. E o que foi perceptível dessa conversa? Qualquer coisa como "fique mais um bocadinho que o sr. Presidente quer". Hmmm... Rui Moreira... sr. Presidente... regie...

Nota final para Rui Oliveira e Costa que no final do programa se saiu com um "gosto muito de ser moderado por ti" para Hugo Gilberto. Eu diria mesmo mais: pois gostas, e à bruta.

Muitos parabéns a António Pedro Vasconcelos pela coragem e benfiquismo hoje demonstrados. Não é fácil nem será fácil, até pode ter sido o seu último programa, mas mais vale cair de pé que andar uma vida inteira de joelhos... ou de roupão.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

3ª Temporada, Episódios 1, 2, 3, 4, 5 e 6

É já um clássico. Mesmo que doa a alguns (e que por isso saiam de programas de televisão em directo), as verdades continuarão a aparecer e a ser vistas, mesmo que não se goste. Isto é a ponta do icebergue apenas, e infelizmente já todos sabemos como é que esta série vai acabar: com todos absolvidos e pedidos de desculpas, quiçá indemnizações. Siga a festa, seis novos episódios para ver e rever. "Primeiro... on Youtube".











Vídeo do Mês - Outubro 2010

Este é um pequeno clip feito pelo Rei, um brilhante construtor de vídeos, para a Benfica TV, e é por nós considerado como o Vídeo do Mês. Este vídeo reúne um conjunto de pequenos momentos gloriosos de grandes jogadores nossos e que merecem ser relembrados. Coluna, Eusébio, José Águas, João Pinto, Isaías, Nuno Gomes, Luisão, Simão, Paneira, Rui Águas, nomes que marcam golos, gerações e a História de um clube. O Benfica é isto:


Com que então AVB és clone de Bobby Robson? Ya right...


Villas Boas aquando da sua chegada ao Porto e na sua apresentação afirmou em alto e bom som, ser muito mais um clone de Bobby Robson do que de Mourinho... "Tenho ascendência inglesa, nariz grande e gosto de beber vinho”, disse convictamente em tom de brincadeira para reforçar de alguma forma essa ideia.

Pois bem, sequer lembrar o nome desse grande senhor do futebol inglês e mundial e associá-lo a Villas Boas, depois do espectáculo degradante que deu em Guimarães, deveria ser motivo a partir de agora para 100 chibatadas no couro. Um gentleman como Bobby Robson jamais se prestaria a um papelão daqueles, pois ele sim sabia perder (neste caso empatar) dignamente e sem disparar em todas as direcções, sendo que toda a gente se apercebeu rapidamente que a razão não estava do seu lado. Aquilo que vimos no Afonso Henriques por parte de AVB foi a imaturidade de um treinador que claramente não estava preparado para perder pontos, ainda que de forma justa. Percebe-se esta cultura num clube que está habituado a ganhar não importando os meios para tal. Se não sabem ganhar dentro de campo, saberiam perder pontos dentro das leis do jogo? Claro que não...

Se alguém achar o famoso penalty que AVB tanto fez questão de mencionar, é favor reportar à secção de perdidos e achados da liga de clubes, pois até agora é um fenónemo do entrocamento esse penalty fantasma. Ninguém vislumbrou tal coisa na área do Vitória no célebre minuto 77 de jogo. Nenhuma câmara, nenhum ET que estivesse de passagem. Não deixem este pobre homem sózinho, ajudem-no na sua demanda, abram uma página no Facebook e se conseguirem descortinar o tal penalty, quem sabe se ele nao beberá um copo de vinho com vocês, com o seu nariz ainda maior do que o habitual, qual pinóquio. 

Resta-nos esperar agora pelo retratar de AVB na conferência de imprensa antes do próximo jogo do Porto, para a taça de Portugal, a tal mea culpa que prometeu fazer, caso verificasse que o penalty era inexistente. Como aqui nos preocupamos com a saúde dos nossos leitores, pelo sim, pelo não e para que não se formem varizes nas vossas pernas, aconselho a puxarem de uma cadeira e esperar com melhor conforto. Era chato ter que ser operado às pernas por causa disto, sim porque quem esperar vai ter uma desilusão semelhante àqueles que esperam ainda hoje pelo D. Sebastião.

Saiba comportar-se senhor Billas Boas, saiba comportar-se, já tem idade para ganhar juízo.... Bobby Robson? Estás mais para um Pedroto do que para um Bobby Robson. Mas estás na casa certa para isso!





Que grandes laterais tem o FC Porto!


Créditos aos Jakub, do Ser Benfiquista.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

O próximo a ir és tú, AVBesta

(Villas-Boas a ser recapturado pelo serviço de psiquiatria do Hospital de São João)

Fernando Seara tem razão. Sabendo ou não do que falava, tem razão. Dizia o autarca que Villas-Boas devia telefonar para Belas onde tem família para ir lá chorar baba e ranho. Em parte, é verdade. Mas em Belas há uma excelente clínica psiquiátrica onde o pseudo-neo-Mourinho se podia tentar ir tratar. Porque Mourinho não é quem quer, é quem pode, e Football Manager também eu jogava, e um quadrinho electrónico também o Rui Santos tem.

Villas-Boas revelou-se. Lembram-se da forma como reagiu depois de ter perdido um amigável com o PSG? Todo histérico parecia uma gaja à porta do pavilhão Atlântico à espera dos Tokio Hotel. Perdeu a compustura e ficou de calças na mão, admitiu que o Benfica foi roubado em Guimarães, e quase pediu a repetição do jogo. Não disse coisa com coisa, foi bonito. Chegou até a pedir para pressionarem a TVI a mostrar o lance em que há penalty ao minuto 78, segundo 53. Eu já vi linhas de fora-de-jogo serem vergonhosamente forjadas, mas para moverem o braço do Flávio Meireles era melhor pedir directamente ao presidente (ou "Mestre", segundo as novas escutas). Mais engraçado que isto é, depois de todas as alarvidades vomitadas por AVBesta, foi unânime entre árbitros e analistas que fica um penalty por assinalar... contra o fóculporto. Fantástico. Ninguém quer ser extremamente prestável e fazer uma bonita montagem, que será publicada no blog, com uma vaca com a cara do AVB a comer m*rda no Estádio do Ladrão?

Billas-Bouas, para ti, um abraço e um queijo.

Será que o Vitória consegue...?

... tirar pela primeira vez pontos ao Porto no campeonato?

Era importante que tal acontecesse... resta saber se o Porto vai jogar com 11 ou com 14... Não sou daqueles que vê na arbitragem, as más, a razão de todos os males do Benfica, pelo contrário e aqui já abordei algumas causas para o inicio tremido de época do clube, mas este ano está a ser uma reminiscência da década de 90 no que toca a péssimas decisões de arbitragem contra o Benfica e a favor do Porto. Let´s see what happens...

In your face!


Na do Braga, na de Domingos e na de Duarte Gomes, que até equipou da cor de quem lhe paga. Vitória categórica do Benfica num jogo nem sempre bem jogado onde houve cabeça, coração e razão. Com a margem de manobra cada vez mais reduzida, o Benfica consegue uma vitória importantíssima e fecha assim um ciclo de três jogos muito complicados (Sporting em casa, Marítimo fora e Braga em casa) com nove pontos, mantendo-se na corrida pelo título, passando de décimo quarto para segundo classificado num piscar de olhos. E há jogadores que dão mostras de melhorias significativas. Ainda vamos a tempo.

À hora a que escrevo, a esperança é redobrada: o Porto perdeu pontos e desta forma o Benfica aproximou-se do rival directo na luta pelo título, tendo um calendário até final de Dezembro bem mais fácil do que o dos azuis-e-brancos. Da mesma forma que disse anteriormente, em Agosto, que o arranque de campeonato seria dificílimo pois o calendário era muito complicado, agora temos razões para estarmos mais confiantes. Mais confiantes mas com acrescidas responsabilidades, não podemos escorregar, até porque é com as equipas mais pequenas que se perdem campeonatos.

Mas falando do jogo, o Benfica, com a curtíssima margem de erro que tinha, entrou em campo decidido a mandar na partida, carregando sobre o Braga desde o primeiro minuto. Ao contrário do que se passou em outros campos onde jogou mais aberto, Dragão incluído, o Braga revelou mentalidade pequena, preferindo jogar para o pontinho, como fazem "n" equipas que vêm à Luz na esperança de saírem com um resultado positivo. A estratégia bracarense deu frutos, mas apenas até ao intervalo. O Benfica foi, durante a primeira parte, a única equipa que procurou de forma constante e sistemática o golo, tendo algumas ocasiões, como uma de Kardec, num remate colocado, apertado e sem preparação, uma de Martins, a remate forte após pontapé de canto, , Luisão também teve a sua chance e até Moisés ia facturando para o Benfica. Roberto foi chamado a intervir por uma vez, e que intervenção, com uma sapatada a defender uma bola com selo de golo, que poucos guarda-redes do nosso campeonato defenderiam.

O Benfica, que havia terminado a primeira parte por cima do Braga, começou o segundo tempo de forma irreconhecível. Foi o Braga a dominar territorialmente e a aproveitar alguns erros crassos da nossa equipa. Voltámos do balneário sem ideias, zero, demos os primeiros dez minutos ao Braga. Mas a partir daí... voltou o rolo compressor. Não em termos de resultado, mas até final da partida só deu Benfica. Mais segurança, muita bola no meio-campo adversário e o Benfica ia crescendo de minuto a minuto. E eis que numa jogada de génio de Saviola, ele que esteve horrível durante o jogo, falhando inclusivamente um golo certo, o pequeno argentino assiste Martins na perfeição depois de uma desmarcação de génio, e o médio encarnado, após recepção orientada, remata forte para o canto da baliza, sem hipóteses para Felipe. O mais difícil estava feito, tanto sofrimento mas o golo tinha finalmente chegado. Restavam 15 minutos e havia que segurar o resultado.

Dizem que a melhor defesa é o ataque. E foi seguindo esta máxima que o Benfica segurou jogo no meio-campo adversário, dispondo de muita posse de bola sem que os bracarenses conseguissem chegar à nossa área. Apenas nos últimos cinco minutos de tempo útil, aos quais se acrescentam os incríveis seis (!) que Duarte Gomes concedeu de compensação, o Braga esteve mais perigoso, com alguns remates pontuais e uns pontapés-de-canto mas sem perigo efectivo para Roberto. No entanto, foi novamente o Benfica quem esteve mais perto de marcar, nomeadamente em lances de contra-ataque, com Salvio a demonstrar-se displicente e Coentrão a perder no um-para-zero com Felipe. O jogo chegava ao fim com vitória benfiquista por 1-0, o mesmo resultado da época transacta.

A sete pontos do Porto, sete é o número mágico. Sair do Dragão com sete ou menos pontos de desvantagem deixa o Benfica com hipóteses reais de conquistar o título. Vamos ver, faltam dois jogos até lá e por agora é fundamental ganhar esses mesmos jogos. Concentração e profissionalismo já em Portimão, daqui a três semanas, para que não suceda o que aconteceu em Dezembro último no Algarve. Profissionalismo!

domingo, 3 de outubro de 2010

Está a chover e ...

.. a meio da semana tivemos um mau resultado!
Não há opção!
Hoje é ir ao Estádio apoiar a Equipa ou .. ir ao Estádio apoiar a Equipa !

sábado, 2 de outubro de 2010

Receber o Braga e vencer ou vencer!


 Depois de um jogo para a Champions com o Schalke que correu mal ao Benfica, é tempo de retornar à Liga Portuguesa e logo com um jogo frente a um Braga que também a meio da semana sofreu um revés na liga milionária. Serão assim duas equipas a procura de retomar o caminho das vitórias aquelas que vão subir ao relvado do Estádio da Luz, e no que concerne ao Benfica e a semelhança do jogo com os verde rubros na jornada anterior, tudo o que não seja uma vitória será sempre um mau resultado, pelo que é preciso entrar em campo com raça, querer e ambição e mostrar aos adeptos que a equipa continua viva e consciente de que muitas linhas ainda vão ser escritas na história do campeonato, mas que só ganhando continuaremos a estar em posição de aspirar ao título que já se afigura todavia como um sonho distante.

O jogo com o Schalke trouxe algumas incertezas no que toca a equipa a utilizar por Jesus frente os arsenalistas. Desde logo Peixoto que mostrou ser curto para um Benfica que ser quer forte, Gaitan que mostra a cada jogo que de extremo tem pouco, e Cardozo que estará ausente por lesão e que deverá ser substituído por Alan Kardec. A boa notícia é que Aimar pode ser considerado como uma séria opção para titular, e concerteza que isso motivará a que Gaitan deixe de jogar sob a direita, dando lugar a Martins, sendo que o argentino ocupa o lugar de playmaker. Ou será que Salvio tem uma palavra a dizer? Será que Coentrão por outro lado recua para lateral novamente, abrindo espaço no meio campo para outro jogador? Como se vê algumas dúvidas em redor da equipa que pode ser utilizada.

Certo é que depois da paragem do campeonato para os jogos das selecções nacionais, o Benfica entra numa série de confrontos jogados num curto espaço de tempo, entre taça, campeonato e champions, que fazem com que a vitória sobre o Braga seja ainda mais crucial, pois dará à equipa alguma da confiança perdida na Alemanha e permitirá encarar o futuro próximo com mais optimismo. Não esquecer e falando apenas da Liga Portuguesa, que a deslocação ao Dragão será em breve e todos os pontos em disputa até então terão que ser ganhos. Nesta jornada em particular o Porto tem uma deslocação que se crê difícil ao Afonso Henriques, e uma vitória na Luz sobre o Braga colocorá alguma pressão sobre eles, apesar de terem por ora 9 pontos a maior.

A nós compete irmos em busca do prejuízo e não falhar nos próximos tempos. Partir para a terceira vitória consecutiva no campeonato, depois de Sporting e Marítimo torna-se um imperativo categórico.