Domingo, 31 de Janeiro de 2010

Esta noite, num restaurante em Lisboa

O seguinte diálogo é verídico e passou-se esta noite, 31 de Janeiro de 2010, entre mim e os que comigo jantaram:

Eu - Já viram quem está ali?
Amigo #1 - Onde?
Eu - Ali, na mesa junto à janela, a primeira a contar da porta.
Amigo #1 - Ah... é o... como se chama... eh pá, é guarda-redes, não é?
Eu - Exactamente.
Amigo #2 - É o Eduardo?
Eu - Não! Achas que o Eduardo vinha de Braga jantar a Lisboa assim sem mais nem menos?
Amigo #1 - É o do Belenenses, não me lembro como se chama.
Eu - Isso mesmo, é o Bruno Vale.
Amigo #3 - Pois é, pois é, foi ele que defendeu os penalties contra o Porto!
Amigo #1 - É verdade, é mesmo alto, o gajo.
Amigo #2 - É enorme, olha para a altura dele e da acompanhante!
Eu - Olha, vem aí o Di Maria.
Amigos #1 e #2 - Ah ah ah, julgas que me apanhas com essa, 'tá bem.
Eu - Mas parecia mesmo [pausa], olha, não é mesmo ele?
Amigo #1 - Eh pá, pois é.
Amigo #3 - Que fininho que é, como é que consegue jogar futebol?

Pois é meus amigos, na mesa ao lado da minha estava hoje Angel di Maria, bem acompanhado por 4 amigos também eles argentinos, ao que me pareceu, e comportaram-se muito bem. Não vi o Di Maria beber álcool, fiquem descansados. Discreto q.b., nada exuberante e assim mesmo. Já o Audi que estava no parque de estacionamento, "Jasus", se era o dele... que bomba!

Money Talks

Ricardinho é um jogador de futsal maravilhoso. Ponto. Quem segue este desporto há já algum tempo, como eu, apesar de não o seguir a fundo, reparou certamente na enorme evolução deste craque desde os tempos do Miramar até aos dias de hoje, no Benfica. Veio como um diamante em bruto, um jogador de rua, mas hoje é um líder dentro de campo, foi trabalhado, sabe quando fintar, sabe quando passar, sabe quando rematar, sabe, e por isso é o melhor da sua equipa e do seu país. Já ganhou dez títulos (4 campeonatos, 3 taças e outras tantas supertaças) em 6 épocas, sendo que teve, em grande parte deles, um papel fundamental.

Com a bola nos pés é um génio. Com a boca junto a um microfone é um desastre. Não o censuro por pensar o que pensa, todos temos os nossos sonhos e ambições, mas há alturas, momentos e formas de dizer as coisas que se pensam. E Ricardinho não sabe nem quando, nem como nem a quem dizer aquilo que quer. A entrevista dada há uns dias a esta parte ao Diário de Notícias foi um excelente exemplo do que não se deve fazer: reafirmou o sonho de ingressar no futebol (ajudando aqueles que acham que o futsal é o futebol dos pequeninos e coitadinhos), disse que queria sair do Benfica e ainda afirmou que o dinheiro era talvez o maior objectivo a seguir. Talvez isso explique a sua saída de um campeonato cada vez mais interessante e competitivo como o português, onde temos, por ano, quatro equipas com boas hipóteses de chegar ao título (este ano só há três...) para um campeonato desinteressante, o japonês, onde há duas grandes equipas apenas, o Nagoya Oceans, treinado pelo "nosso" Adil Amarante e outra equipa cujo nome desconheço. A diferença daqui ao Japão é sobretudo a nível salarial: aqui, Ricardinho ganha um terço daquilo que irá auferir no campeonato nipónico.

Felizmente o Benfica, frente a um jogador contrariado, soube resguardar os seus interesses: impediu que Ricardinho volte ao campeonato português a não ser que regresse ao SLB. Assim sim. Mas fica a questão, especialmente para aqueles que já viram jogos do Benfica sem o Ricardo: como será o Benfica na era pós-Ricardinho? É uma excelente pergunta. Mas, por agora, o que interessa é que mantenha a cabeça no Benfica até Julho, porque ainda tem a Taça de Portugal, o Campeonato e especialmente a UEFA Futsal Cup para ganhar.

Sábado, 30 de Janeiro de 2010

Vocês lá sabem...



... mas se este não é o melhor guarda-redes da Liga, não sei quem possa ser. 18 jogos, 6 golos sofridos, o que dá uma média de um a cada três jogos apenas. E é português. Para quem anda a preparar a próxima época, se calhar era boa ideia pensar neste jogador.

Sexta-feira, 29 de Janeiro de 2010

Final Four - Pavilhão Atlântico

Foi atribuída à cidade de Lisboa a organização da Final Four da UEFA Futsal Cup, prova rainha do futsal europeu a nível de clubes, na qual participam o Benfica, Interviú (Espanha), Luparense (Itália) e Araz Naxcivan (Azerbaijão). Os jogos referentes às meias-finais e final da competição terão lugar no Pavilhão Atlântico, com capacidade para cerca de 14 000 pessoas, e decorrerão nos dias 23, 24 e 25 do mês de Abril. Sei que parece impossível, aliás, é mesmo impossível, mas gostaria muito de ver o Pavilhão Atlântico repleto de benfiquistas a apoiarem o clube naquilo que espero ser a primeira grande conquista do futsal português. Temos capacidade para isso, temos Ricardinho, Pedro Costa, Arnaldo, César Paulo, Joel Queirós, Gonçalo Alves, Bebé e André Lima. Temos a possibilidade de jogar em casa, é o momento da vitória. E não há Luis Amado, Daniel, Bacaro ou Schumacher que nos passam parar.

Quinta-feira, 28 de Janeiro de 2010

Livre-se do seu mono, já!

Jorge Ribeiro e Javier Balboa eram duas pedras no sapato do Benfica. Independentemente do valor de ambos, que ainda era algum no caso do Ribeiro e nulo no caso do espanhol, não acredito que renderiam seja o que fosse nesta ou nas futuras épocas. Não acredito que no futuro voltem a jogar pelo Benfica, nem sequer terão a oportunidade de fazer a próxima pré-época, de tão queimados que estão. O empréstimo acaba por ser um mal menor visto que os jogadores poderão ainda render alguma coisa nos clubes que agora os acolhem: Ribeiro porque deverá jogar a médio esquerdo e num clube que terá, necessariamente, de melhorar na 2ª volta, podendo mostrar algum bom futebol e ser vendido a um clube do meio da tabela do campeonato português ou para uma liga estrangeira, rendendo algum dinheiro; Balboa porque, e apesar de achar que não vale nada, estará de regresso ao seu país, sentindo que terá de algo a demonstrar, fazendo campanha num clube que deverá conseguir a subida de divisão, podendo capitalizar o passe do jogador.

Mas mais importante que vende-los bem, é não voltar a cair na asneira de contratar estes "monos". E quem diz Balboa e Ribeiro diz Marcel, Edcarlos, Sepsi, entre outros cepos e marretas. E nestas brincadeiras gasta-se muito dinheiro.

Blogs Jeitosos #5

Esta rubrica foi iniciada pelo Sir há já uns anos e tem como objectivo promover alguns blogs que tenham surgido recentemente na blogosfera ou de promover outros que, mesmo sendo antigos, não têm o destaque e as visitas cuja qualidade merece.

O Festa do Golo (festadogolo.blogspot.com) é um espaço mantido pelo António C. Pereira e pelo David Pinto cujo objectivo é recordar, por imagens e vídeos, algumas das mais famosas celebrações de golos. Em actividade desde Dezembro de 2006, por este blog já passaram míticos destejos, como os de Romário, Mário Jardel, Paul Gascoine, da equipa do Benfica para Fehér, enfim, momentos mais ou menos inesquecíveis daquilo que o futebol tem de melhor: o golo.

Mas também há posts feitos propositadamente para os leitores tentarem adivinhar o autor do golo e festejo. São os mais difíceis, mas também os mais engraçados. Fica feito o convite para visitarem o blog e reviverem alguns grandes momentos do desporto-rei.

Quarta-feira, 27 de Janeiro de 2010

Micael tem o chamado "sentido de oportunidade"

A qualidade deste médio madeirense, que dizem ser benfiquista desde pequenino, é inquestionável. Bom jogador, bom toque de bola, capacidade para liderar um meio-campo, tem as características de um jogador de topo. E pelos vistos aprende depressa!

De facto, como diz e bem o comunicado emitido pelo Benfica, é admirável a amnésia do jogador do FC Porto e do momento extremamente oportuno em que surge esta situação. Eu que estava céptico aquando da chegada de Jesus ao Benfica, mais por ser um defensor de Quique que um anti-Jesus, hoje posso anunciar o seguinte: Ele, sim, com "e" maiúsculo, é um milagreiro. Basta colocar os dedos na testa de um qualquer anormal para causar amnésia!

No entanto, os puderes de Jesus vão muito além da magia oculta: também domina o campo da medicina. A pressão exercida pelos seus dedos na testa de Micael não causou, segundo o jogador, qualquer reacção do madeirense. Jesus voltou a executar a acção e nada, novamente. Conclusão? Não apresenta sinusite frontal.

Agora mais a sério, é de facto admirável como Micael recuperou a memória e já está cheio de vontade de falar, logo agora que chegou ao seu novo clube. Dá entrevistas, parece que gosta desta vida de estrelato.

E pobre Manuel Machado, que ainda agora acordou e já perdeu o seu melhor jogador.

Lapidar nº19

"Contra o Benfica, todos valem, ou fazem por valer, o dobro daquilo que efectivamente valem. É uma guerra santa."

Bela Guttmann


"Não, não, não, agora para já não [não meter uma acção contra quem oferecia dinheiro aos jogadores] que eu ainda tenho que jogar, porque eu ganho mais com o dinheiro que me pagam os outros clubes, e que me pagam na hora, e sem cheque, sem nada, sem recibo, do que o dinheiro que o meu clube paga!"

Um jogador de futebol em conversa com Guilherme Aguiar, relatada pelo próprio


É somar dois com dois.

Corrupção sem fim

"Pagos para travar o Benfica", escreve hoje o jornal Record. Que estas situações são frequentes no futebol português já todos sabíamos, ou pelo menos desconfiávamos: as entradas mais duras costumam ser feitas a jogadores do Benfica, os guarda-redes adversários fazem os jogos das suas vidas no Estádio da Luz, e nem falo dos árbitros. Não fico assim tão chocado com a notícia porque já não me surpreende e porque sempre é menos grave pagar aos jogadores que pagar aos árbitros, no entanto reconheço que é de grave. Isto em Espanha é feito às claras, entre Barça e Real, que curiosamente perdeu dois campeonatos na década de 90 frente ao Tenerife. Curiosamente, dos três capitães do Leixões, Nuno Silva, Hugo Morais e Joel, o do meio é benfiquista ferrenho. Terá aceite ou terá sido ele a denunciar a situação? Boa pergunta.

Mas isto é apenas a ponta do icebergue. Continuem a investigar para ver quão fundo pode o futebol português ir, quanto mal se pode tentar fazer a um clube. E já há novos "recrutas" a aprender como se faz! Esqueceram-se eles que, pelo menos este ano, "Ninguém para o Benfica".

memórias e desmemórias de amestrados e provincianos!

Quando o mundo toma conhecimento ' a cores e ao vivo ' das moscambilhas de máfia parola que reina no nosso futebol desde os chitos do adriano, ouvindo e vomitando com a pobreza moral de quem quer ganhar, à batota que seja ... numa altura em que o desnorte é tal que a guerra se estende por túneis extra relvado, aparecem uns inocentes a falar em desacatos de há um ano atrás em que terão sido alvo, imagine-se, do mesmo género de violência. Não o referiram na altura por ... desconfiança em relação ao CD da Liga. O povo é ... na óptica destes desmemoriados, parvo!

Chegado às antas, o rapaz ruben, benfiquista de gema ao que dizem na Madeira, tem um súbito acesso de memória e debita acusações sobre esse mesmo túnel. Mais que ladrar bonito, ladra à voz do novo dono. O povo, na óptica deste ' de repente memoriado ' é parvo !

A oeste nada de novo.
No mundo dos imbecis provincianos também não !

Terça-feira, 26 de Janeiro de 2010

Uma oportunidade perdida para a reconciliação

Foi em Janeiro de 1997 que, de blazer encarnado, sentado na sala de imprensa do antigo Estádio da Luz ao lado do presidente Manuel Damásio, João Vieira Pinto anunciou que assinara um contrato definitivo e vitalício com o Sport Lisboa e Benfica. Mal sabia ele que, três anos depois, seria escorraçado do clube que defendeu com garras e dentes durante 8 épocas. Sim, despedido, dispensado. Ganhava muito? Ganhava, mas a culpa não era dele, era de quem lhe tinha oferecido o contrato.

Saiu e, ao que se sabe, recebeu duas propostas: do Porto, numa altura em que a rivalidade contra o Benfica atingira o auge, e do Sporting, campeão nacional à altura, clube com o qual a rivalidade era mais ou menos aquilo que é hoje. Sem o desejo de voltar ao estrangeiro, onde tinha sido pouco feliz no Atlético de Madrid, chegou a rejeitar ofertas do Deportivo Coruña e do Barcelona quando jogava pelo SLB e acabou por rumar ao outro lado da 2ª circular. Fez as suas opções, era um jogador livre e não o podemos censurar por isso. Não cuspiu no símbolo como Paulo Sousa e Pacheco.

O que não compreendo é a atitude de alguns benfiquistas que ainda hoje não lhe perdoam tal "traição" (termo utilizado por eles). Todos os benfiquistas deveriam estar gratos ao Menino de Ouro, que durante anos carregou o peso da responsabilidade de levar o Benfica, um miserável Benfica treinado por incompetentes e dirigido por um bando de ladrões que praticamente assassinaram o clube, aos mais altos lugares da Liga Portuguesa. É verdade, são factos. Como é facto que no ano a seguir à sua saída o Benfica terminou num vergonhoso sexto lugar, o pior de sempre na História centenária do clube.

João Pinto, para mim o "8" que marcou a década de 90, foi o melhor nessa geração a actuar pelo SLB, como Chalana foi nos anos 80, Nené nos 70, Eusébio nos 60. É um imortal do Sport Lisboa e Benfica. Era ele o capitão de equipa, um jogador fabuloso, com muitas épocas de excelência pelo clube, como as de 92/93, 93/94, 95/96, 96/97 algumas boas, como 94/95, 97/98 e 98/99, e uma má, precisamente a última. Não é benfiquista desde pequenino, mas o seu benfiquismo foi visível durante todos estes anos, tão grande como o dos maiores adeptos.

João Vieira Pinto marcou toda uma geração de benfiquistas. Juntamente com Preud'homme, foi durante muitos anos vítima de um conjunto de colegas de uma incompetência enorme, cuja qualidade não serviria hoje nem para reserva dos actuais reservas. Sempre, mas sempre ajudou, foi alvo de tratamento injusto, de entradas bárbaras e de uma dispensa que soa a ingratidão.

No jogo contra a pobreza, desta segunda-feira, perdeu-se uma boa oportunidade para a reconciliação com este enorme jogador, cuja carreira não lhe deu aquilo que merecia. Deu muito mais ao Benfica do que aquilo que o Benfica e os benfiquistas lhe deram. Espero que num futuro próximo haja lugar à reconciliação, pois a História do Benfica está escrita e por muito que queriam rasura-la João Vieira Pinto faz parte dela, sendo figura importante.

Adenda [23h59min, 28-01-10]: João Vieira Pinto afirmou em directo no Pontapé de Saída, programa de futebol da RTP N, que foi convidado pelo SLB mas que por motivos pessoais não pôde estar presente.

Muito me orgulho em Ser Benfiquista

Mais que um orgulho, é um privilégio em Ser Benfiquista. Quantos clubes conseguem colocar mais de 50 mil pessoas num jogo amigável, numa segunda-feira à noite no gelado mês de Janeiro? Poucos, talvez apenas um. É certo que havia sportinguistas, portistas e muitos, mas muitos brasileiros, mas para se ter ouvido o Glorioso SLB no Estádio da Luz.
Sinceramente não esperava tanta gente na Luz. As últimas edições do jogo contra a pobreza tinham sido marcados por assistências muito... pobrezinhas: cerca de 20 000 pessoas em Fez, Marrocos, na última edição, pouco mais de 30 000 em Marselha, em 2007. Por aqui dá para ver a magnitude desta assistência na Luz. O povo português, apesar dos seus muito defeitos, quando tem de ajudar, ajuda mesmo, aí não falha. Gosto.

E que bom foi entrar e ver aquele grupo de jogadores e ex-jogadores em campo: uma equipa capitaneada por Humberto Coelho, Dimas a defesa-esquerdo marcando Luís Figo, Katsouranis e Karagounis, o duo grego, que espalhava classe na Luz e que foi tão mal aproveitado, o mítico Paneira, e aquela "sociedade" do golo, Nuno Gomes/Miccoli, que tão bom futebol jogava, ajudados pelo maestro Rui Costa.


Depois foi o assistir de outras vedetas (e alguns marretas) mais antigos: Neno voltou em grande à baliza tendo feito uma enorme defesa a remate forte de Zinedine Zidane, Mozer ajudado pelo jovem Miguel Vítor também esteve em bom plano, e a ovação do jogo para o extremo-esquerdo Chalana, já sem a velocidade e técnica de outros tempos, mas com a boa disposição necessária para o jogo, ele que foi o herói de muitas gerações. Ramires deu mais juventude, substituindo o visivelmente fatigado Paneira e ainda assistimos ao regresso do mítico Abel "Faisal" Xavier, inconfundível, ele que granjeou grande apoio e simpatia neste regresso.

No segundo tempo a equipa mudou radicalmente: entraram Moreira, já depois de Quim e Neno terem actuado, Veloso para lateral-direito onde esteve lutador levando o jogo muito a sério, o ex-capitão Hélder, o enorme Shéu, que demonstrou uma forma física invejável para a idade que tem, o sueco Stefan Schwarz, um dos últimos grandes defesas-esquerdos do clube, Karel Poborsky, que ainda revelou alguma velocidade, bem como os actuais jogadores Éder Luís, Saviola e Óscar Cardozo.A dança das substituições na parava, e entraram Abel Silva, que ainda revelou alguma habilidade, Valdo, classe pura e o goleador Rui Águas, que felizmente foi mais aplaudido que vaiado. Pietra, Valido e Paulo Madeira também fizeram parte do espectáculo, sendo que os momentos que mais gostei foram as entradas do senhor com mais jogos efectuados com a camisola vermelha da águia, Nené, e claro, de Mats Magnusson, o goleador sueco que agora, com os quilinhos a mais teve muita dificuldade de movimentação, mas presenteou-nos com o seu bom humor.

Queria ainda deixar uma nota sobre dois jogadores: Miguel e Manuel Fernandes jogaram pelo Benfica, na Luz. Foram timidamente assobiados, mas, sabendo que ambos saíram bastante a mal com a actual Direcção do Benfica, de quem partiu a ideia de os convidar? Havia discoteca a seguir? E por que é que aceitaram? Falta de vergonha ou um pedido de desculpa? E que curioso, no mesmo dia em que se dá este jogo, surgirem notícias nos jornais que dão como certa a saída de Manuel Fernandes?

Segunda-feira, 25 de Janeiro de 2010

Domingo, 24 de Janeiro de 2010

Apertem o cinto, será assim até final

O Benfica deslocou-se a Vila do Conde sabendo que qualquer outro resultado que não a vitória dificilmente daria para se qualificar para as meias-finais da Taça da Liga. Talvez por isso, Jorge Jesus tenha mexido muito pouco naquilo que é a equipa base: Moreira substituiu Quim, mostrando que, afinal, a rotação ainda não acabou, e Carlos Martins fez o lugar de Ramires, sendo que o português até tem jogado mais frequentemente nos últimos tempos.

O Benfica foi, mais uma vez, claramente superior, conseguindo mais ataques, mais remates, mais perigo e mais... golos, claro. Afinal é isso que se pede. Após uma primeira parte morna, onde há que destacar aquela finta de Luisão, a primeira desde que chegou ao Benfica, em 2003, e o seu excelente cruzamento (afinal não é todos os dias que o vemos fazer de Cristiano Ronaldo!), e também as iniciativas de Angel Di Maria pela esquerda, sempre muito irrequieto, rápido, tendo colocado a cabeça de Zé Gomes, defesa-direito vila-condense, em água. Houve uma grande penalidade claríssima, do tamanho do mundo, à qual Cosme Machado, árbitro da AF Braga, fechou os olhos.

No segundo tempo o Benfica entrou em campo com a mesma atitude do início da segunda parte de Vila do Conde, mas para o campeonato: logo nos primeiros minutos, Carlos Martins faz um golo enorme, após uma terrível primeira parte, como muitos passes errados. O Benfica podia embalar e tentou, mas não deixaram: Cosme Machado, árbitro de Braga, que já esta época anulou mal um golo a Saviola e validou outro mal contra o Benfica, assinalou mal uma grande penalidade que nem oferecia dúvidas. Como se não bastasse, na marcação da mesma, um jogador do Rio Ave, parece-me Tarantini, entra na área de uma maneira tão, mas tão clara e abusiva que chega a estar praticamente alinhado com Bruno Gama, que executou o penalty.

O Benfica estava à beira da eliminação, mas Cardozo, num jogo absolutamente imperial, vestiu a camisola "10" e serviu Di Maria, que veio do nada, rapidíssimo, teve tempo para escolher o melhor lado e fuzilar Mora, para carimbar a passagem do Benfica à fase seguinte da competição. Até final, Kardec, que se estreou, enviou duas bolas ao poste consecutivamente, podendo dar a machadada final no jogo, mas por infortúnio tal não aconteceu.

Para destacar exibições individuais terão de ser as de Di Maria, desequilibrador do princípio ao fim, Luisão, muito esclarecido mesmo a sair a jogar, Cardozo, mais que goleador, agora um jogador de todo o campo, quem te viu e quem te vê, e claro, Moreira, enorme quando foi chamado a intervir, provando que a sua dispensa no final do contrato será um erro monumental (a dele e a de Quim também, diga-se).

O mais importante, a vitória, foi conseguido, na competição menos importante. Segue-se uma ida a Alvalade (onde marcarei presença) ou no Dragão (não me desloco a locais radioactivos), fruto de termos sido o pior dos 3 primeiros classificados (há com cada regra...). Não interessa, é para ganhar. Em Alvalade acredito que será mais fácil, mas o Dragão até poderia ser melhor para servir de ensaio para o que se vai passar a 2 de Maio. Vamos ver, o que espero é que haja casa cheia contra o Guimarães na próxima jornada.

Sábado, 23 de Janeiro de 2010

Só têm isso?

Quem lê o título pomposo com que surge a notícia do que se passou no túnel da Luz em Agosto de 2008 fica certamente desiludido com o conteúdo do vídeo. Ficamos com aquela sensação de quem vai ao cinema para ver um grande filme e sai defraudado com o mesmo. Quem esperava um ataque feroz ao Benfica terá de se entreter com aquilo. Quem pensou que o dragão iria soltar uma labareda terá de se contentar com um espirro. Está doente, abra-se a cova.

São os timings, meu caro

Exactamente no dia seguinte à publicação das escutas que envergonham, ou pelo menos, deviam envergonhar toda a Justiça portuguesa, eis que um grupo de amadores tenta desviar as atenções publicando um vídeo sobre o que se passou no túnel da Luz em Agosto de 2008, aquando do encontro entre Benfica e Porto para a segunda jornada da Liga Sagres.

Sim, como eu afirmei, trata-se de um grupo de amadores. Quem é que publica um vídeo destes no dia a seguir à exposição pública de um caso que todos sabemos existir mas no qual nem todos sabíamos concreta e precisamente o que se dizia? O golpe feito foi muito mal delineado, muito mal montado, caindo assim em saco roto. De um dia para o outro alguém se lembrou que podia publicar o que se passou há um ano e meio. Brilhante? Não, ridículo e amador.

Mas já que se publicaram essas imagens do túnel da Luz, as quais já vi, devo aproveitar para dizer o seguinte: se há elementos do Benfica que estão indevidamente no local e que agridem elementos ligados ao staff do Porto, então deverão ser punidos. Assim como os do Porto. Há um regulamento, há leis e devem ser cumpridas. Se nós mesmos, benfiquistas, nos orgulhamos de ter uma moral que raros clubes em Portugal podem exibir, então também devemos estar sob essas mesmas leis, sendo julgados conforme as mesmas, se assim for o caso. Como tenho confiança em que traz ao peito o emblema da águia, a minha convicção é a de que não seremos prejudicados neste caso.

Mas já que se fala em túneis do passado, não nos devemos esquecer de que em tempos houve (e haverá ainda hoje?) um túnel também ele muito famoso, aliás, muito mais famoso, em que os jogadores eram não raras vezes agredidos, ameaçados com armas de fogo, obrigados a equiparem-se no corredor de acesso ao jogo devido ao cheiro nauseabundo dos balneários e onde a própria polícia era conivente com este triste espectáculo. Já que estão tão interessados em esmiuçar tudo o que aconteceu nos túneis em anos anteriores, talvez não seja má ideia começar por aquele famoso lá do norte. Muita substância haverá certamente para deleite destes apreciadores.

Comecemos então por aí.

P.S. Mas vejam vocês também o vídeo, porque este sábado haverá um post sobre isso mesmo. Parece que há quem queira arranjar lenha para queimar outros, mas acaba por se queimar a sia mesmo. Ou então faz lembrar aquele sketch do matarruano que não quis largar o foguete porque o queria ver explodir bem perto.

Nélson Oliveira, ponta-de-lança puro

Se há alguma posição em que, ao longo dos anos, tem sido extremamente difícil encontrar jogadores portugueses de qualidade nas formações mais jovens, essa é a de ponta-de-lança. Mesmo até para defesa-esquerdo surgem sempre algumas esperanças que depois se perdem rapidamente, como Paulo Torres, Kenedy, ou mais recentemente, quem sabe, Antunes. Sol de pouca dura, é certo, mas para ponta-de-lança, nem um para amostra. Portugal foi campeão mundial sub-20 em 1991 e o ponta-de-lança titular era Toni, que acabou por [não] fazer carreira no Porto, Braga, Salgueiros, Marítimo, sendo o suplente natural Gil, que também não teve sucesso no Benfica, Ovarense, Braga e Estrela.

No entanto acredito que num futuro mais ou menos próximo possamos assistir a um inverter de situação, muito devido a um rapaz disciplinado e empenhado de seu nome Nélson Oliveira, um ponta-de-lança puro, de remate fácil, forte e colocado, sem medo do um-para-um, com faro de golo. O Benfica resolveu empresta-lo ao Rio Ave, numa altura em que parece algo esquisita, a meio da época.

Por um lado, a liga de juniores é demasiado pequena para um jogador como Nélson Oliveira, e este empréstimo, especialmente nesta altura, e se for bem sucedido, como desejo, deverá ser a lança de rampamento para o plantel principal encarnado já em 2010/2011. Seria a altura ideal para incorporar um júnior numa equipa que desejamos que envergue aí as quinas e que seja possível fazer uma transição de gerações entre Nuno Gomes, símbolo do ataque benfiquista por mais de 10 anos, e Nélson Oliveira, aquele que se quer como ponta-de-lança de futuro.

Estranho também é o facto de haver uma equipa portuguesa interessada num jogador tão jovem, português, e sem experiência no futebol sénior. Quantos minutos poderá jogar pelos vila-condenses? Boa pergunta. Com o experiente João Tomás no ataque, eu diria que 100 minutos já seriam razoáveis. Por outro lado, foi o Rio Ave que pediu o jogador por empréstimo, o que de si nota de imediato um interesse pelo jogador, o que parece ser um aspecto favorável à sua evolução. Só o tempo dirá o que vai acontecer neste fim de época a Nélson.

Quinta-feira, 21 de Janeiro de 2010

Para memória futura, quando forem absolvidos

"'Tou-me cagando", já dizia Manuel Vilarinho, se é contra a constituição, contra o segredo de justiça, ou contra o que for! Em que país é que vivemos? Num onde se sabe das coisas que se passam e castigam-se os culpados ou num em que se sabe do que se passa e não se castiga pelo simples facto de a maneira como se soube não ser a prevista? Vergonha e nojo deste país, desta justiça.

















Quarta-feira, 20 de Janeiro de 2010

Herói!



soltas II

Rui Alves, macaco velho e presidente do Nacional da Madeira, enrola a manta e diz que negociar com o sporting a ida do rapaz Ruben para o estádio pimenta e rendeiro seria uma forma de fazer as pazes depois de os ter enrolado, entretido e adormecido com o Paulo Assunção mas não o ter negociado naquela altura por achar os clubes dentro do mesmo quadro competitivo.
Os adeptos do clube desaparecido e subalugado esfregam as mãos perante a possibilidade de comprar um jogador bom, que não tenha passado mais tempo na fisioterapia do que no campo nestes últimos tempos. O treinador desatento que confunde os goleadores da sua equipa e se esquiva com o sorriso franco dos ignorantes, emenda a mão e declara à imprensa realçando a sua minúcia, argúcia e atenção aos detalhes: já tinha sugerido este negócio ao seu patrão regional. Fantástico. O senhor Carvalhal descobriu o caminho marítimo para a Índia alguns séculos depois de Vasco da Gama.
Ruben, rapaz atento das suas necessidades, vendo pouca ou nenhuma mais valia em passar pela filial lisboeta do fóculpor, já se tinha metido no avião secreto do Noddy e passado pelas antas a apalavrar e alinhavar a coisa.
O fcp, arrasado que anda por perder a mão e o fio às manipulações da tanga, dispara todas as munições, faz-se de vítima desgraçada, o seu escriba CSI procura e procura meios para que se esqueçam as férias no Brasil, os quinhentinhos, os guímaros, as escutas que falam em cutas, perdão, em putas feitas café e frutas, as fugas para Espanha com dicas de bófias bufos, os telefonemas a arranjar banzé em jogos dos rivais, os jornalistas sovados e atropelados, os jogadores sovados e fugidos ... O seu escriba de filosofia Duracell, tenta e tenta e tenta.
Fala, pasme-se, em favorecimentos ao Benfica que vai em 1º lugar, quando ali ao lado, na sua loja de saldos em Braga, a coisa vai a bem ou a mal na Madeira, em Olhão e onde for preciso para fazer do Domingos o próximo jesualdo!

E o que lemos,vemos e ouvimos?

Uma classe de jornalistas que até as horas tem medo de perguntar a esta família papal, não vá o diabo tecê-las e levarem uma carga de fruta ( daquela que não se despe ! ) ou andarem com as mesmas perspectivas de emprego que o Daúto Faquirá depois de ter tido a ousadia de não ficar quieto à espera que o papa o chamasse ao reino!
Vemos programas semanais sobre desporto que apenas podem dar razão à Maitê quando acha que somos um povo de anormais. Quando um bacoco e um nobre com ares de taberna debitam as alarvidades que querem e ainda têm audiência... volta Maitê que estás perdoada !
Lemos um cronista Doutor ( daqueles doutores mesmo, não dos dr's engenheiros ) que diz que a ida do rapaz madeirense para o norte se compreende pois é por lá que ele faz falta, não no meio dos azulejos e cadeirinhas às cores onde, pasme-se, há um rol tal de jogadores bons que calhando o rapaz nem calçava. Que querido! Que distraído! Mas diz mais .. diz que entende que um jogador possa ter chamado isto e aquilo e mais aqueloutro ao árbitro, possa até ter insinuado que a mãe do mesmo pertencesse à casta da fruta de não fraco custo ( e se isto custa!!) ... perguntando de seguida para o ar se não poderia o árbitro ter fingido que não ouvia, ter-se dirigido ao exaltado com bons modos e a troco da mudança de cor no cartão pedir-lhe que retirasse o que havia dito! Mas que amor de senhor !!!!!!
F........ -se !! Aterrei no Burkina e ninguém me avisou????

E nós, bem nós continuamos a querer ganhar. LIMPO!
Difícil mas não impossível.

Terça-feira, 19 de Janeiro de 2010

Falcao melhor que Maradona



Até estou a estranhar como é que OJOGO ainda não fez uma capa com este título. É o apito encarnado, dizem eles. Incautos.

soltas ....

O Benfica ganha limpo por 5-0, pode até queixar-se de um penalty por assinalar e de uma expulsão a castigar uma entrada de javardo sobre Éder Luis.
O fcp não consegue ganhar nem com 6 minutos de compensação, empata com um golo que gera dúvidas e acaba a jogar contra nove.
Ruben Micael aterra no continente com destino ao Porto, o sporting faz de novo figura de bláblá e pode agradecer ao clube patrão mais esta figurinha triste. A juntar à do seu treinador, que num lapso de franqueza admite pouco ou nada perceber do que se passa dentro do campo e de quem marca os golos da sua equipa.

E o que vemos e ouvimos?

Os madeirenses a reclamar com a arbitragem, o seu guarda redes repetidor de figuras de Ricardo a indignar-se com sei lá que mais !
O mst na sua coluna de cientista que disseca o que lhe interessa, a continuar a sua senda de enganar tolos e distrair provincianos. O mesmo mst que perante as escutas da vergonha NUNCA se indignou, sempre se escudou numa justiça que todos sabemos que nem pedófilos consegue engavetar!
O rapaz Ruben à chegada debita logo dois latidos, abana a cauda ao chefe, mas demonstra que a estupidez não tem limites e afirma que o Nacional-fcp, o 5º contra o 3º, será um jogo entre as melhoras equipas de Portugal. Tanto latido e abanar de cauda podem enjoar rapaz!
Os lagartos, esses devem continuar a odiar o Benfica, a venerar os corruptos que lhes deixam migalhas e figuras de urso, e esperar que lhes levem outro Varela a troco de um Postiga!

Enfim. Tudo na mesma! E foram mais 5 !!!!

Segunda-feira, 18 de Janeiro de 2010

O senhor lá atrás...

Com onze jogadores em campo e quem é que festeja os golos com mais intensidade? O senhor lá atrás, de preto, naquele banquinho atrás da baliza, aquilo sim é sentir o Benfica. Primeiro ansioso, depois aflito, por fim eufórico, como qualquer um de nós. Vejam o lance mas fixem-se apenas nele. Por alguma razão é o meu ídolo.

Domingo, 17 de Janeiro de 2010

Assim seremos campeões!

Odeio embandeirar em arco, mas que estas vitórias deixam qualquer adepto do Benfica extremamente orgulhoso... deixam! O Benfica poderia manter os 12 pontos de vantagem sobre o Sporting mas, muito mais importante que isso, era alargar de 4 para 6 a vantagem sobre o FC Porto, que empatara no sábado frente ao Paços de Ferreira, no Dragão, e não deixar escapar o Sporting de Braga, que voltou a ganhar, desta vez frente à Académica de Villas Boas, que ainda não havia cedido golos em Coimbra.

Os jogos contra o Marítimo foram, nos anos 90, um enorme tormento para o nosso Benfica, mas nesta década a situação alterou-se por completo: foram conseguidas vitórias, algumas delas bem confortáveis, como a de Quique e agora a de Jesus. Mas verdade seja dita, o Benfica beneficiou de alguma sorte: a presença de Djalma na CAN, o castigo de Bruno e o processo disciplinar a Marcinho deixaram o meio-campo do Marítimo completamente debilitado e órfão de ideais, algo que o Benfica soube explorar e aproveitar. Sim, tivemos alguma sorte, mas também fizemos por te-la. E é disso que se fazem os campeões.

O Marítimo entrou surpreendentemente forte no jogo, obrigando o Benfica a ter muita atenção especialmente no sector defensivo. Surpreendente também foi o estado do relvado, bem melhor do que aquilo que foi dito ao longo da semana. O Benfica, no entanto, respeitando o Marítimo, soube entender o jogo e partir para cima dos madeirenses, sendo que a partir do décimo minuto até final da partida só deu Benfica. Algumas indecisões a nível ofensivo não permitiram no entanto que o Benfica tivesse chegado mais cedo. Perto da meia hora, aí sim, e após um lance de muita insistência, o Benfica acabou por chegar ao golo, por Saviola, após tentativas de Aimar e Cardozo. O primeiro, sempre o mais difícil, estava feito, e sem saber, o resto do jogo seria um autêntico passeio, por mérito próprio.

Dois minutos depois do golo, Olberdam prova que é um dos mais arruaceiros jogadores desta Liga e é bem expulso, por palavras (reparem na reacção de Saviola). O Benfica aproveita e na sequência faz o segundo golo após joga brilhante de Di Maria, que serviu o "ponta-de-lança" Maxi Pereira (o que estava ali a fazer?!). Precisamente ao cair do pano na primeira parte, Robson corta com o braço, clara e inequivocamente, o remate de Cardozo que iria entrar na baliza até porque Peçanha já se tinha lançado na direcção contrária. Penalty correcto e expulsão merecida. Cardozo fuzilou Peçanha levando o Benfica a vencer por 0-3 ao intervalo, deixando o Marítimo de rastos, com 9 jogadores.

O segundo tempo foi um enorme bocejo, mas ainda assim houve dois golos e algumas oportunidades de golo: os golos do Benfica resultaram de um autogolo de Roberto Souza e num golo de Luisão em tudo semelhante ao marcara contra Ricardo no famoso Benfica - Sporting de 2005. Numa análise individual aos jogadores do Benfica, destaque para Quim, com um par de defesas difíceis e extremamente importantes, David Luiz, muito importante em conseguir o avanço do Benfica no terreno, em todas as alturas do jogo, e também para Saviola/Di Maria, que, cada um à sua maneira, souberam desequilibrar o jogo.

João Ferreira, árbitro do encontro, fez uma exibição quase perfeita, não tendo medo em assinalar o penalty e as expulsões, algo que não acredito que, por exemplo, Pedro Henriques, Pedro Proença, entre outros, tivessem coragem para fazer. Durante a semana disse-o no Mágico SLB, e tinha razão.

Próxima jornada absolutamente decisiva, acho que é aqui que se vai decidir o campeonato dos 3 grandes: o Benfica recebe o Vitória de Guimarães, contra quem não marcou, na Luz, nos últimos 4 jogos que os vitorianos apresentaram Nílson (derrotas para a Taça de Portugal em 2005/2006 e 2009/2010, derrota para o campeonato em 2008/2009 e empate também para o campeonato em 2007/2008), o Sporting de Braga recebe o Sporting, agora sim em crescendo, com João Pereira assumir um papel importantíssimo (não sei se já repararam nisso) e com a deslocação do Porto à Madeira, para defrontar o Nacional, talvez sem o seu cérebro, Rúben Micael.

O 1º de 15 jogos do título!

Começa hoje a segunda etapa desta enorme maratona que é o campeonato português. Depois do "descanso", o Benfica entra em campo nos Barreiros, terreno cada vez menos maldito ao longo dos anos, mas que hoje estará em péssimas condições devido ao tempo. Mas estará péssimo para os dois lados, não é só para o Benfica, e por isso devemos saber tirar proveito dessa situação.

Ganhando hoje, o Benfica deixa o Porto, rival directo na luta pelo título, à mesma distância a que o próprio Porto está do Sporting: 6 pontos. Mais: ganhando hoje e cavando esse fosso para 6 pontos, será a maior distância a que alguma vez tivemos Porto e Sporting nos últimos 15 anos, à semelhança do que aconteceu com Giovanni Trapattoni, em 2004/2005, após vitória no Bonfim. E no final dessa época fomos campeões...

Que os Barreiros sejam o nosso Bonfim de 2005. O jogo de hoje é fundamental, é aqui que se definem os fracos e os fortes. E como temos falhado nos momentos decisivos em que podemos deixar a concorrência a milhas... É hoje! Eu acredito!

Ozeia também acha que o Benfica é levado ao colo

Já que temos tantos leitores adeptos do clube assumidamente corrupto, é para eles, e também para os adeptos que querem a verdade desportiva (os que vestem de vermelho e branco) este post. Pela amostra de arbitragem que assisti no jogo entre o porto e o Paços de Ferreira, cada vez mais acredito nas afirmações de pinto da costa quando dizia que iria dedicar o título a pedroto. Afinal de contas, se é o homem, ou rato, se preferirem, que define a classificação final da Liga dos últimos anos a afirmar tal coisa, por que não devemos acreditar?!

A agressão de Bruno Alves logo aos 10 minutos passou impune, Filipe Anunciação foi agredido por Falcao e nada aconteceu, Belluschi agride um adversário, Ozeia, defesa central dos pacenses, foi convenientemente expulso num lance em que joga a bola com o peito quando tem os braços bem para trás do tronco, estando o árbitro em perfeita posição para a análise (nada que se compare com o lance do Lucílio!) e o golo do Porto, para finalizar, é irregular, sendo obtido com a mão. Quando pinto da costa afirmava que ia dedicar o título a pedroto, devia saber do que falava. Eis a amostra.

P.S. Também é engraçado verificar que no suposto golo mal anulado ao Falcao, quando a linha de fora-de-jogo é traçada, o passe ainda não foi feito. Estes pormenores fazem a diferença.

Sábado, 16 de Janeiro de 2010

Sobre os 3 grandes

Muito se fala sobre o Benfica nos três grandes diários desportivos nacionais. A Bola, Record e O Jogo são três jornais bem distintos, com linhas editoriais bem marcadas e definidas, mas será que sabemos realmente como são os jornais? Sim, porque quando criticamos jornal A, B ou C, sabemos do que falamos? Compramos esses jornais?

Há uns tempos, numa caixa de comentários de um post do Eterno Benfica, o nosso leitor Bruno Venâncio alertou-nos para o facto de o jornal O Jogo não ser aquilo que eu próprio e vários outros leitores pensávamos ser. Com base neste comentário, tenho comprado, nas últimas semanas, os vários jornais desportivos alternadamente: umas vezes Record, outras O Jogo e noutras ainda A Bola. Comparando-os, tenho de dizer o seguinte:

A Bola: Foi o jornal que sempre compraram em minha casa, além do Expresso, para ler, regra geral apenas aos fins-de-semana, desde pequenino. Era, e ainda é, o meu jornal favorito, dos 3 grandes. É claramente um jornal virado para o Benfica, a linha editorial é encarnada, as crónicas não são totalmente isentas e isso faz com que eu goste tanto deste jornal, apesar de admitir que não é de "bom jornalismo e profissionalismo" algumas opiniões supostamente isentas que já li. Em termos de qualidade de escrita, para mim, é de longe melhor que qualquer um dos outros. Tem jornalistas cujos textos são de óptima qualidade como José Manuel Delgado, dono de um grande poder de isenção (hehehe...), Fernando Guerra, João Bonzinho, entre outros. Gosto também de colunistas como Leonor Pinhão, Fernando Seara, mas também leio os textos de MST, Rui Moreira e Eduardo Barroso, apesar não gostar dos clubes que defendem. Em termos de cor e organização também acho que é o melhor dos 3 grandes: A Bola ao Centro é sempre agradável de ler, conhecendo outras histórias muito interessantes e a forma como se dispõem as várias secções é lógica, com sentido e abrangente, lendo-se notícias de futebol internacional e muitas outras modalidades. Funcionalmente, o site deste jornal tem evoluído muito bem nos últimos meses/anos tendo inclusivé apanhado, em termos de qualidade, o do Record. Apesar de começar a tornar-se ligeiramente sensacionalista, especialmente nas capas, continua a ser o meu jornal favorito.

Record: Abomino-o. Às vezes, quando não há A Bola, chego a compra-lo mas quase sempre contra a minha vontade. O tipo de letra é mau, a história/estória do acordo ortográfico irrita-me, não posso ver escrito "ação" ou "fatos". Odeio o facto de se virem gabar em primeira página de que acertaram em determinada contratação de um jogador quando os outros diários diziam o contrário, numa atitude de criança ridícula. Pelos vistos, nem benfiquistas, sportinguistas ou portistas gostam, mas que aquilo vende, vende efectivamente. Está cada vez mais sensacionalista, além de ser frequente, demasiado frequente, encontrar gralhas nas suas páginas. As fotografias estão a anos-luz das d' A Bola e d' O Jogo. Como pontos positivos temos João Gobern e, antigamente, Rui Cartaxna. Acho inconcebível um jornal incluir um tal de Eugénio Queiroz a escrever artigos que supostamente não são de opinião pessoal. O site era, até há bem pouco tempo, o melhor de todos, apesar de ter sido suplantado pelo d' ABola.

O Jogo: Os preconceitos para com este jornal eram, da minha parte, mais que muitos. A última vez que o tinha comprado foi na véspera do Portugal - Grécia de abertura do Euro-2004, por isso estão a ver aos anos que eu não comprava esse jornal. A ideia generalizada é a de que é um diário pró-Porto, algo que, pelo menos na edição de Lisboa, não é verdade. A Norte sabemos como as coisas funcionam, mas aqui no Sul não é bem assim. É óbvio que o dono do jornal é quem nós sabemos, que quem comenta as arbitragens é o idiota do Coroado, mas a minha opinião sobre O Jogo era bem pior do que aquela com que fiquei agora, especialmente pela qualidade dos artigos: são bons, bem redigidos, tendo fotografias com qualidade. Continuo a achar o jornal muito sombrio e as poucas cores que tem, são muito monótonas. O site continua pré-histórico. O problema são mesmo as edições no norte do país, onde podemos ver exemplos como o de acima.

Queres ficar?!

Quando li a sua primeira entrevista a um jornal português, fiquei com a sensação de que o rapazito era boa pessoa. Não é pelas entrevistas que se vê se é bom jogador ou não, mas dá para ter uma primeira impressão sobre a personalidade. Nesse aspecto, até pelos jogadores que mais admirava e estilo de vida que dizia levar, Keirrison pareceu-me um jogador com a cabecinha no sítio, algo muito raro nos jovens dos dias de hoje, nomeadamente muitos dos sul-americanos.

O futebol, no entanto, não deslumbrou, aliás, foi uma enorme desilusão. Muitos disseram que marcaria mais golos esta época que o Cardozo, mas a verdade é que Keirrison parece estar a anos-luz não só do paraguaio mas também de Nuno Gomes e Weldon, habituais suplentes. O que seria de esperar numa situação destas? Abandonar o clube. Parece-me óbvio. Jovem, com ambições, com necessidade de jogar e essencialmente com dificuldades em encarar o insucesso, assim são a maior parte dos jovens jogadores. Mas K11 não parece ser norma neste aspecto. E ainda bem! Esteve seis meses a ver como se faz, pode ser que nestes próximos seis meses entre em campo com mais garra. Eu continuo a acreditar em Keirrison.

Quinta-feira, 14 de Janeiro de 2010

Matando os mosquitos

Nas últimas semanas, a nossa caixa de comentários tem sido vítima de ataques sucessivos de mosquitos pestilentos. Felizmente, existe o botão "reject" que impede que os comentários de muitos destes animais cheguem a ver a luz do dia. Tal como o dos mosquitos, o cérebro destes indivíduos é extremamente limitado e reagirão violentamente a este post. Só que como expliquei atrás, os comentários não serão aprovados, logo, ninguém vos vai ler. A democracia é um bem, infelizmente há quem não saiba distinguir democracia de anarquia, pelo que temos de ser tão exigentes, respeitando os nossos leitores. Nem vos passa pela cabeça as barbaridades que temos de apagar.

Quarta-feira, 13 de Janeiro de 2010

Dilúvio

Nem de propósito, no dia em que escrevi sobre a parca utilização de Moreira e Miguel Vítor, nem um nem outro constituíram opção para Jesus num jogo em que a sua utilização seria talvez aconselhável. Numa competição que não é, nem de perto nem de longe, o grande objectivo do Benfica, Jesus não poupou muita gente, alinhando com um onze onde se apresentavam seis habituais titulares, três suplentes bastante utilizados, um júnior e um reforço. Por muitas especulações que se fizessem sobre a possibilidade deste novo Benfica jogar bem ou mal, nenhuma delas pôde ser provada. Porquê? O miserável estado do terreno, devido às péssimas condições climatéricas que se verificam em Portugal, não deixou ver bom futebol.

É sempre difícil jogar em Guimarães. É praticamente impossível jogar em Guimarães com aquele relvado. Não serve de desculpa, mas é verdade, e o Benfica devia ter-se apercebido disso mais cedo. O Vitória foi mais inteligente e a explorar o terreno, fazendo uma 1ª parte de bom nível, sendo que o Benfica teve, essencialmente pela sua ala esquerda, as maiores ocasiões de perigo para a baliza de Serginho. Num jogo com pouca história onde reinou o pontapé para a frente, foi preciso esperar pelo segundo tempo para vermos alguns lances de perigo, mas nunca bom futebol.

No segundo tempo foram lançados de imediato Cardozo para a posição de Nuno Gomes e Javi Garcia para o lugar de Aimar. O Benfica ganhou assim o que precisava para o lamaçal: força. O jogo ficou mais equilibrado mas acabou por ser o Vitória a chegar primeiro ao golo, num lance em que Luisão falha o cabeceamento e depois Maxi Pereira acaba por assistir, involuntariamente, o avançado vimarenense, que faz o primeiro golo. A partir daí foi o Benfica a atacar mais mas com o Vitória a ser mais perigoso: primeiro num cruzamento-remate de Jorge Gonçalves que atraiçoa Júlio César, depois numa defesa monstruosa do guardião brasileiro, uma das melhores que me lembro ver de um keeper do SLB, ele que já antes tinha defendido uma bomba de Custódio.

Entretanto, no exacto momento em que os comentadores da SIC assinavam a sentença de morte do Benfica, Fábio Coentrão deixa o aviso, atirando à trave de Serginho, num lance em que o português aparece isolado. Algumas substituições pelo meio arrefeceram o jogo, mas o golo do Benfica acabaria mesmo por surgir num lance em que há fora-de-jogo posicional de dois jogadores encarnados que acabam por não intervir no lance, sobrando para Coentrão que, isolado, desta vez não falha. Estava feito o empate, merecido.

Curiosamente foi o Vitória a tomar a iniciativa depois do golo mas o Benfica criou muito mais perigo: primeiro por Maxi Pereira que não conseguiu ser feliz num jogo para esquecer, não por culpa própria mas pelo muito azar que teve; depois foi Cardozo, que mesmo onde parace não haver perigo, consegue cria-lo, à lei da bomba, num remate fortíssimo. Até final, o árbitro Carlos Xistra, que esteve em bom plano, anulou um golo ao Vitória por falta clara de Roberto sobre Júlio César, que colocou a mão direita sobre o braço esquerdo do guardião, impedindo-o de agarrar a bola.

O empate deixa o Benfica dependente de uma vitória para seguir em frente na competição. Se o conseguir está nas meias-finais. Se empatar na próxima jornada em Vila do Conde, ficará atrás do Rio Ave, pois apesar dos pontos serem os mesmo, assim como a diferença de golos, o Rio Ave tem mais golos marcados (3 contra 2). No entanto, e se os astros se conjugarem, o Benfica também poderá passar com um empate se o segundo classificado dos outros grupos não for melhor que nós. Mas para evitar estas contas, ganha-se.

Moreira e Miguel Vítor

Moreira, com dez anos de casa, no Sport Lisboa e Benfica, é o jogador do actual plantel que está há mais tempo no clube. Miguel Vítor, salvo erro, entrou para o Benfica com apenas 11 anos, tendo pelo menos 9 anos de clube. Ambos são jogadores que fizeram parte do seu percurso de formação no SL Benfica e parece que nem um nem outro agradam a Jorge Jesus.

A carreira de Moreira, em termos gerais, resume-se a uma entrada muito precoce para a equipa titular numa altura tenebrosa do clube. As suas boas exibições valeram-lhe um estatuto de intocável e o respeito da massa associativa que o acarinha. No entanto, a chegada de Quim, as injustiças de alguns treinadores e as sucessivas lesões nos joelhos fizeram com que não se afirmasse em definitivo como titular. Passados dez anos da sua estreia, continua no clube, embora me pareça que seja por apenas mais 6 meses, quando o seu contrato expirar em Junho.

Miguel Vítor ingressou mais cedo no Benfica, proveniente do Torreense, mas teve dificuldades iniciais em afirmar-se nos escalões jovens. Apenas quando chegou aos juvenis é que começou a impor-se: a evolução técnica, táctica e física fez com que se tornasse titular quase indiscutível, o que aliado à sua atitude correcta fora das quatro linhas lhe valeu a braçadeira de capitão, que manteve nos juniores, onde foi peça-chave da equipa. Chegou ao plantel principal em 2007, pela mão de Camacho, que o lançou às feras num Benfica - Vitória SC. Lembro-me bem desse jogo: entrou nervoso, mas logo na primeira intervenção fez um corte e foi fortemente aplaudido pelo exigente 3º Anel. Empréstimos pelo meio, banco em algumas situações e titular umas quantas vezes fizeram de Miguel Vítor um jogador com grande futuro.

O que se passa é que a situação destes dois jogadores no Benfica não é muito certa, ou melhor, o seu caminho parece estar traçado: Moreira já tem o carimbo de saída, penso que já todos percebemos isso. Não concordo, pois para além de ser da casa, é um bom guarda-redes cujos atributos são superiores aos de Quim. Além disso, o titular encarnado já leva 34 anos e não sabemos quando tenciona pendurar as luvas.
Por outro lado, Miguel Vítor não parece ser um jogador do agrado de Jesus, devido à sua fraquíssima utilização (nem no jogo com o Monsanto foi titular, lembram-se?) e pelas raras presenças no lote dos convocados. O empréstimo sem opção de compra afigura-se como a opção mais plausível, e acho que até seria uma boa ideia a sua ida para equipas como o Belenenses, Académica, Leiria, sempre em Portugal, onde seja titular. No entanto, em situações como a de Vila do Conde, onde David Luiz e Sidnei não puderam jogar, quem jogaria? É verdade, os 4 centrais são mesmo essenciais. Mas o problema é que não acho que Jesus conte com Miguel Vítor para o futuro. A sua venda seria um enorme erro por parte do Benfica.

Com planteis cada vez menos portugueses, a saída destes dois jogadores não augura nada bom para aqueles que, como eu, gostariam de ver mais jogadores nacionais no Benfica. Ainda por cima Miguel Vítor e Moreira, produtos das escolas do Benfica! Para aqueles que não se lembram, eu volto a dizer o onze base com que fomos campeões em 2004/2005: Quim; Miguel, Luisão, Ricardo Rocha e Dos Santos; Petit, Manuel Fernandes, Geovanni, Nuno Assis e Simão; Nuno Gomes. Exactamente, 8 portugueses! Pensem nisso.

Terça-feira, 12 de Janeiro de 2010

José Maria Pedroto, um homem bom

Ou se calhar não. Não mesmo. A autêntica lavagem cerebral que a comunicação social nos tem presenteado nos últimos dias sobre esta personagem mítica, o pai da corrupção no futebol português, é de um mau profissionalismo e incompetência atroz. Quem não se lembrasse ou não soubesse quem foi Pedroto ficaria com uma excelente imagem do treinador e homem. Mas a verdade não é, nem de perto nem de longe, aquilo que nos têm mostrado. Vamos aos factos:

1 - A compra de árbitros, já relatada no famoso artigo publicado no jornal A Capital dizia: Pouca gente soube que o muito saudoso José Maria Pedroto esteve a um pequeno passo de ser treinador do Sporting, quando João Rocha era presidente do clube de Alvalade. Tudo estava acertado, pormenor por pormenor , até à mais ínfima partícula de um documento que vinculava as duas partes, pelo menos durante uma temporada futebolística. Porém, no dia em que estava aprazado a assinatura nos papelinhos, Pedroto travou o gesto e subitamente disse para o presidente do Sporting“Esqueci-me de lhe lembrar, mas falta aqui uma cláusula. Está tudo certo, tanto em relação aos meus prémios, como aos meus vencimentos, o caso do apartamento e do carro às ordens, tudo muito bem, mas o senhor presidente esqueceu-se de que eu lhe tinha dito logo no primeiro encontro: só vou para um clube que dê garantia de contar com os árbitros. “Como, não percebo?” Indagou João Rocha, nessa altura pouco habituado a saber o que era certa fatia da arbitragem. Pedroto meteu a caneta na algibeira, levantou-se e apenas disse:“Quinze mil são para mim, mas para os árbitros são precisos outros tantos, caso contrário o Sporting só ganha campeonatos lá para o fim do século”

2 - O racismo para com Mário Wilson também é sobejamente conhecido, tendo o nosso ex-treinador afirmado que, e passo a citar, "Pedroto era intratável e tinha atitudes que roçavam o racismo".

3 - O clima de guerra com a Selecção não é propriamente uma novidade entre o seleccionador e o treinador, Queiroz, enquanto adjunto do Manchester United também teve as suas discussões com Scolari, mas nunca vi tal coisa como os ataques lançados por Pedroto a Mário Wilson, chamando-o de "palhaço" e tantas outras coisas que não sabemos mas imaginamos.

4 - A Guerra Norte-Sul da qual foi o criador, uma guerra imaginária mas ao mesmo tempo real e que só tem uma direcção, essa mesma, do Norte para o Sul. O problema é que eles ainda não perceberam que há muitos e bons benfiquistas no Norte de Portugal e que tal guerra foi o princípio do lamaçal em que se tornou o futebol português. E todos sabemos qual é o animal que se dá bem no meio da lama. O porco.

Segunda-feira, 11 de Janeiro de 2010

Ronaldinho, sim esse mesmo

Nos últimos dias, por motivos de trabalho, tem sido difícil escrever no blog com a assiduidade que desejaria, mas isso não significa que tenha estado desatento ao que se tem passado com e no Benfica. Uma das notícias que mais me espantou foi, naturalmente, a possível contratação de Ronaldinho, eleito melhor jogador do mundo em 2006, actualmente no AC Milan.

Se é verdade que Rui Costa mantém excelentes relações com os rossoneri, não é menos verdade que há uma forte imaginação na comunicação social portuguesa. Ronaldinho não é, aos 29 anos, o mesmo jogador que era em 2006 quando foi eleito pela FIFA como o melhor do mundo. Parece um jogador cada vez mais alheado do futebol em si preferindo outro tipo de diversões. No entanto, um craque é sempre um craque e o brasileiro não foge à regra: a magia, o brilho, a qualidade estão lá, isso não desaparece de um dia para o outro, mas há que trabalhar esses atributos de modo a que continuem visíveis aos olhos dos espectadores. Estaria Ronaldinho interessado em jogar no Benfica? Não acredito. O campeonato português não é suficientemente aliciante para um jogador como este, e nem mesmo a vinda de estrelas como Aimar e Saviola para a nossa Liga se comparam a Ronaldinho, que está num nível acima dos dois argentinos.

Por outro lado, será que o Benfica quer mesmo o jogador? Também não acredito. Ou por outra, se calhar até quer, mas sabe que não conseguirá suportar o vencimento brutal de "Dinho", bem acima do meio milhão de euros mensais, aproximadamente o quíntuplo do que Aimar aufere. O balneário, muito provavelmente, não aceitaria a vinda de um jogador que viesse ganhar tanto dinheiro. O tempo de Ronaldinho no Benfica já passou, quando em 2002 José António Camacho pediu a Luís Filipe Vieira a sua contratação. O medo de pagar muito por um jogador que poderia lesionar-se, à semelhança do que aconteceu com Simão Sabrosa, levou a que a transferência não se desse pelos 10 milhões de euros falados na altura. Quem sabe como e onde estariam hoje Ronaldinho e o Benfica...

Quarta-feira, 6 de Janeiro de 2010

APV em grande forma


Assim sim, aquilo é defender o Benfica. Já agora, cumprimentem os meninos da foto acima.

Diz que é uma espécie de distinção

No âmbito de uma iniciativa promovida por um blog qualquer cujo nome nem sei, iniciou-se uma cadeia de distinções (chamemos-lhe assim) em que cada blog elege os 5 melhores blogs que conhece. No entanto, um blog só pode fazer isso mesmo se receber a distinção. Ora esta cadeia já vai longa e nós, Eterno Benfica, fomos amavelmente distinguidos pelo Sou de Um Clube Lutador, a quem agradecemos desde já. Para que a cadeia se prolongue temos de fazer o seguinte:

1- Exibir a imagem do "Prémio Relíquia da Internet" que acabou de ganhar, em qualquer área do blogue (barra lateral, por exemplo);
2- Publicar um post a informar que ganhou o selo e o link do blogue que o ofereceu;
3- No mesmo post, publicar as regras e indicar os cinco blogues a quem oferece o prémio;
4- Avisar os blogues escolhidos com um mail ou comentário, enviando-lhes o código do selo e o endereço do seu blogue;
5- Conferir se os blogues escolhidos por si passaram o selo e as regras.

Simples, certo? Quanto ao símbolo, apenas uma pequena curiosidade: inicialmente era um dragão em vez de uma águia, como podem ver aqui, mas felizmente alguém no seu devido juízo resolveu alterar o animal. Fizeram bem. O mais difícil é fazer a escolha, porque há muitos e bons blogs do Benfica na Internet, mas vamos lá então tentar eleger 5 e apenas 5 (todos do Benfica, claro está):

A Ilíada Benfiquista
Mágico SLB
O Antitripa
Tertúlia Benfiquista
Vedeta ou Marreta

Terça-feira, 5 de Janeiro de 2010

Os Recambiados

São praticamente 30 os jogadores que o Benfica tem a rodar noutras equipas. Destas três dezenas de emprestados, muitos acabarão o seu contrato sem voltar a vestir a camisola mais pesada de Portugal, simplesmente porque não têm capacidade. Se os dois jogadores que vou falar a seguir têm ou não, não sei, o que sei é o seguinte:

Sepsi já não é jogador do Benfica. Chegou no mercado de Janeiro de 2008, proveniente do Gloria Bistrica, tendo custado à volta de 1,8 M €. Caro? Talvez, mas o rótulo de "novo Chivu" é apetecível para um clube como o Benfica, que compra os jogadores cada vez mais novos com a esperança de os ver crescer e os vende, depois do insucesso, sem que o jogador em questão tenha tido muitas oportunidades. Não as mereceu, é verdade, mas por que é que o contrataram? Ainda não percebi se foi vendido por 2,3 M ou por 1,5 M, se deu lucro ou prejuízo, mas Sepsi foi um erro de gestão infelizmente.

Freddy Adu tem 20 e é já há 6 anos (!) uma promessa do futebol mundial. Acredito que um jogador pode chegar aos 23 anos sem ter explodido, futebolisticamente falando, mas é preciso que numa idade destas jogue. E nesse aspecto Adu desilude em toda a linha, prova disso são os 563 minutos, o equivalente a 6 jogos completos, em dois anos e meio. Não é mau. É péssimo! Muitos adeptos do Benfica, especialmente no fórum Ser Benfiquista, comentam no tópico de Adu (tópico muito interessante, aconselho que o visitem!) que a culpa é dos treinadores que apanha, que são péssimos e que não o utilizam. Tretas. Ele que trabalhe a sério (que é uma maneira de eu dizer que está sobrevalorizadíssimo, viram?). Eu nem vejo problema nenhum em que utilize o Twitter, o Facebook, o que ele quiser, quero que trabalhe. E respondendo à pergunta "Hull ou Aris?", levantada pelo próprio Freddy no Twitter (e entretanto curiosamente retirada!), digo Hull pelas seguintes razões: não será na Grécia, num país com uma língua de trapos para Adu e com um campeonato a roçar o decrépito que evoluirá; já em Inglaterra, com o amigo Altidore, num campeonato onde o próprio quer jogar e numa equipa que precisa de novos jogadores, Adu poderá ganhar mais força física, fazer alguns bons jogos e voltar ao Benfica... ou ser vendido. O tempo o dirá.

Um dia ainda hei-de fazer uma lista dos vários milhões de euros mal/pessimamente gastos pelo Benfica desde Junho de 2007. Foram muitos, certamente, alguns em negócios que não auguravam nada de bom. Mas isso ficará para uma próxima vez.

Ah, e já agora, ponham os olhos no jovem Leandro Pimenta. Está ali um diamante em bruto a ser desperdiçado em Aveiro. Coloquem-no a rodar mas sim numa equipa em que possa ser titular, na Liga Vitalis, seria bom para todos e óptimo para o Benfica.

Domingo, 3 de Janeiro de 2010

Previsibilidade

Duas semanas depois do último jogo na Luz, o Benfica voltou à Catedral para bater por uma bola a zero o Nacional da Madeira. Ainda sem Amorim, Ramires e Aimar, todos de fora devido a lesões, o Benfica apresentou-se com Coentrão e Urreta nas alas do meio-campo. O jogo foi fraco apesar do claro domínio do Benfica, com cerca de 68% de posse de bola, mas tal domínio acabou por não se traduzir em muitas oportunidades. O Nacional estacionou o autocarro em frente da baliza de Bracalli e isso causou dificuldades ao onze de Jesus que se sentiu órfão de Aimar, apresentando uma enorme previsibilidade. Nem me apetece falar deste jogo, numa competição que nasceu praticamente morta, um calendário ridículo, um formato sem pés nem cabeça, enfim, isto a mim pouco me diz. Quero que o Benfica ganhe, mas isto é tão mauzinho... filme de terror.

Sábado, 2 de Janeiro de 2010

Vídeo do Mês - Janeiro 2010

Que 2010 seja o nosso ano e que tenhamos muitas imagens como estas. O vídeo é do fantástico CsSLB5.

Sexta-feira, 1 de Janeiro de 2010

Sondagem #19

Um golo pode mudar muita coisa. Até ao final da segunda semana desta sondagem, Wéldon liderava a contagem de votos com uns 10% de avanço sobre o segundo classificado, Nuno Gomes. Curioso como um ponta-de-lança com mais de 150 golos pelo Benfica precise de um especial, marcado à Olhanense aos 92 minutos de jogo, para passar para a frente desta sondagem. Mas assim foi: a partir da terceira semana, o 21 passou para a frente da sondagem, terminando com 27% dos votos, à frente de Weldon, com 25%. Um fenómeno também conhecido dos benfiquistas chama-se... Mantorras. E é mesmo um fenómeno: conseguiu ainda assim reunir 19% das preferências, sendo que andou a maior parte do tempo abaixo dos 10%. Foi uma recta final à... Mantorras. Já Makukula não conseguiu obter mais que 13%, mesmo com a excelente temporada que está a fazer no Kayserispor da Turquia. Com 7% ficou Nélson Oliveira, jovem ponta-de-lança português das camadas jovens do Benfica, superando Keirrison, que a esta hora estará, provavelmente em Saragoça. Em último lugar Marcel, com apenas 1%.

Já estão disponíveis duas novas sondagens até final do mês: uma sobre o possível reforço do plantel, e a outra será o princípio de um conjunto de sondagens sobre o 11 ideal do Benfica da década, que só ficará completa no final de Dezembro de 2010, quando a década acabar (acho eu!).

Airton, Éder Luís e Alan Kardec

Ainda não vi sair nenhum comunicado à CMVM, mas o tempo em que os jogadores eram apresentados e depois recambiados para o clube de origem já passou, felizmente. Por isso penso que já podemos considerar que Airton, Éder Luís e Alan Kardec já são jogadores do Benfica. Mas serão reforços no verdadeiro sentido da palavra?

Airton sim, penso ser efectivamente um reforço para a presente. Olhando aos dados do jogador que em 2009 representou o Flamengo, fez a maior parte dos jogos para o Campeonato Estadual e também foi figura importante na conquista do 6º campeonato do "Mengão", tendo participado em 30 das 38 partidas, sempre como titular, acabando substituído por apenas 4 ocasiões. Nesses 30 jogos não marcou nenhum golo, viu 10 cartões amarelos e 1 vermelho. Nunca o vi jogar, mas conheço alguns adeptos do Flamengo que me disseram que o Airton era bom jogador. Acho que o Benfica acertou na compra, apesar de Airton ter de moderar alguma agressividade excessiva que possui.

Éder Luís é um avançado móvel, à semelhança de Saviola, não tanto um extremo como Di Maria. Desconhecia por completo a existência deste jogador, até porque não sigo o campeonato brasileiro. Tem 24 anos, por isso já não é um jovem que deverá rodar por empréstimo noutras equipas. Representou o Atlético Mineiro e o São Paulo antes de chegar ao Benfica. Nesta sua última temporada foi um jogador fundamental para que o Atlético fosse vice-campeão Mineiro e 7º classificado no Brasileirão, tendo efectuado 35 dos 38 jogos para o campeonato principal, sendo que foi titular por 32 vezes, mas apenas jogou os 90 minutos em 13 ocasiões. Jogador bastante disciplinado, viu o cartão amarelo por 3 vezes, marcando um total de 12 golos. Poderão dizer que parece pouco para um avançado, mas Éder Luís foi o 14º melhor marcador do campeonato e o "artilheiro" foi Adriano, do Flamengo, com 19 golos. Não está assim tão longe. Não conheço este avançado nem nunca tinha ouvido falar nele. Deverá ser um reforço para o imediato, pois não é aos 24 anos que um jogador é uma promessa. Compra acertada? Penso que sim.

Alan Kardec é um jovem ponta-de-lança de 20 anos que pertencia aos quadros do Vasco da Gama apesar de ter jogado no Internacional de Porto Alegre na última temporada, por empréstimo. Ao que sei, não teve grande sucesso ao serviço dos seus emblemas, sendo que os adeptos vaiscanos não gostavam muito dele, dizendo que é um jogador que não sabe ainda os fundamentos básicos do futebol, como o passe e o remate. Jogou muito pouco este ano pelo Vasco e pelo Internacional, qualquer coisa como 15 jogos e 2 golos. Muito pouco para um avançado. No entanto vi-o jogar no Mundial sub-20 que decorreu recentemente no Egipto e posso dizer que gostei do que vi. A selecção brasileira estava recheada de bons jogadores, como Alex Tolói, Alex Teixeira (craque!), Giuliano, entre outros, e Alan Kardec foi titular na ausência do habitual ponta-de-lança Walter. Pouco móvel, mesmo assim conseguiu fazer 4 golos, um dos quais frente ao Uruguai de Urreta. Não acho que seja uma contratação para o presente mas sim para o futuro.