Quinta-feira, 31 de Março de 2011

Desta vez estou seriamente preocupado

Como todos sabemos, o campeonato já acabou e à falta de melhor assunto os jornalistas desportivos vão puxando pela imaginação e anunciado concorrentes a candidatos a possíveis transferências para o Benfica. Num dia é o empresário que confirma o interesse do Benfica, no dia seguinte é o jogador que já tem tudo apalavrado e só falta assinar, no terceiro dia o jogador acaba por rumar a outro lado qualquer. Costuma ser assim, já estou habituado e nem me preocupa. O que me preocupa é outra coisa.

Prevejo uma pré-temporada com muitas mexidas na Luz. Muitas mesmo, algumas das quais que envolverão alguns dos nomes mais sonantes. Tendo um presidente que tem um gosto especial em negociar muitos jogadores e um treinador que ano sim ano sim traz e manda embora demasiados atletas (basta ver o que fez no Belenenses, em Braga e agora no Benfica), temo que tenhamos alguns amargos de boca neste verão. São vários os jogadores, uns mais consensuais entre os adeptos e outros menos, que poderão sair:

- Maxi Pereira: com o contrato a acabar em 2012, a proposta de renovação de contrato tarda em aparecer. Não sei se por o próprio Maxi já ter dito que não quer renovar (algo que não acredito) ou por manifesta incompetência da direcção que está a fazer disto uma guerra pessoal com o empresário do uruguaio, o que seria um acto de egoísmo pessoal no qual os interesses do Benfica não estariam a ser salvaguardados. Seja o que fôr, se não houver interesse em renovar com Maxi, algo que ainda não foi manifestado, o camisola "14" poderá ser transferido no verão.

- Miguel Vítor: adoro este jogador e não é por ser da formação do Benfica. Miguel Vítor não é um pré-destinado, mas é um jogador extremamente aplicado, profissional e eficaz apesar de algumas limitações. Sempre que foi chamado, cumpriu, sendo difícil recordar-me de um lance de golo sofrido em que tenha ficado mal na fotografia (só contra o AEK na Luz). É português, é nosso e sai barato. O problema é que Jesus não vai à bola com ele desde do primeiro dia de trabalho.

- Fábio Coentrão: não há muito a dizer. Coentrão vai sair queiramos ou não. A política do clube assim o dita e não censuro a direcção por causa disso, mas a verdade é que o Benfica vai perder aquele que é, provavelmente, o seu melhor jogador. Há que saber colmatar a vaga, mas será muito difícil contratar alguém com a qualidade do Fábio. Que seja bem vendido, é o que espero. Sem "moedas de troca", prestações ad eternum, cláusulas misteriosas, manhosas e inconcretizáveis, etc.

- César Peixoto: eu também gosto do "patinho feio". Já disse por mais de uma vez que é com "Peixotos" que há campeões. Tecnicamente evoluído, tem o handicap de ter uma mulher bonita e o facto de não fazer correrias à maluca. E adepto do Benfica que é adepto do Benfica não admite um jogador que não faça correrias mesmo que sejam despropositadas. Se nem o Nené era poupado, esperavam que o Peixoto fosse? Nem pensar. Tem mais que qualidade para ser um bom suplente a defesa ou a médio.

- Javi García: Airton parece um jovem com potencial e seguro no plantel. Matic, jogador contratado ao Chelsea, parece-me ter as características de "6" e não de "8" como já vi por aí escrito. Ora, se Jesus quer ter dois médios-defensivos, será "natural" a saída do mais caro para fazer uma boa receita e equilibrar as contas. Não acho que Javi esteja desesperado por sair do Benfica, bem pelo contrário, mas pode haver a vontade de alguém acima dele em fazer dinheiro, e aí a sua saída poderá ser irreversível.

- Salvio: a sua saída não me preocupa por aí além, pois além de achar que o Benfica precisa de um jogador com outras características para garantir maior segurança à defesa, o seu preço está inflacionado. No entanto isso não significa que venhamos a ter sucesso com o seu substituto, se não ficar. Tenho algumas dúvidas, veremos.

- Fernández: não aquece nem arrefece, é um jogador do qual ainda não sei nada e que ainda não mostrou nada. Uma incógnita total.

- Miguel Rosa: este jogador porventura mais desconhecido para alguns benfiquistas, anda a rodar no segundo escalão em Portugal há já três épocas. Começou bem no Estoril, foi o abono de família no Carregado e mantém o Belenenses a salvo da descida esta época. É reconhecidamente um jogador de qualidade que nem sequer teve uma mísera oportunidade num Paços, Naval, Académica, o que for. Porquê não sei, mas acho que foi mais um caso de um jogador que saiu da formação e não foi devidamente acompanhado. Poderia ser útil mas dificilmente pertencerá ao plantel.

- Carlos Martins: se Bruno César custou 5,3 milhões ao Corinthians e já assinou pelo Benfica, isso significa que Martins ou mesmo Aimar poderão estar de saída. Não me parece que o Benfica queira manter três números dez de tão grande qualidade. E a saída de Martins poderá mesmo ser a solução. Uma má solução, diria.

- Pablo Aimar: Aimar vai entrar na sua última época de Benfica, uma vez que o seu contrato acaba em Junho de 2012. A antecipação do seu regresso ao clube do coração, o River Plate, ou mesmo uma ida para as arábias ou para os states não são de descartar, até porque Pablito não deverá renovar para lá de 2012. Veremos...

- Felipe Menezes: adeus e boa viagem.

- David Simão: outro jogador que tem qualidade e que até poderá vir a integrar o plantel do Benfica caso as palavras de Vieira, quando disse que teríamos quatro a cinco jogadores da formação no plantel da próxima temporada, sejam verdade (amanhã até acredito no que ele disser, diga o que diga). David Simão tem qualidade, impôs-se no Paços, joga nos sub-21 e penso que deveria ser aproveitado e integrado numa lógica de aprendizagem com Aimar. Veremos se algum deles estará cá para o ano.

- Weldon: foi um dos jogadores chave no campeonato de 2009/2010 e desapareceu estranhamente nesta temporada quando até poderia ter sido útil. Porquê? Não sei. Acaba contrato este ano e deverá sair.

- Nuno Gomes: já manifestou o seu desejo em terminar o seu percurso de Benfica. Se manifestar igual interesse em terminar a carreira, o Benfica deverá deixá-lo ir. Mas se tiver vontade em continuar a jogar, acho despropositado deixar sair um símbolo do clube que se tem revelado muito útil e que mantém qualidades técnicas e psicológicas para ser opção válida.

- Óscar Cardozo: o seu representante, Pedro Aldave, semana sim semana não vem debitar disparates para a imprensa. Estou farto desta personagem abjecta que representa Tacuara. Todos os anos pode sair, mais parece a novela Luisão, mas vai ficando. Pode ser que saia um dia e que esse dia seja no verão de 2011, mas espero que não. No entanto há que manter as opções em aberto.

- Alan Kardec: deverá rodar noutra equipa da primeira divisão. Boa decisão, parece-me. O Kardec que vimos na pré-época não mais apareceu durante a temporada competitiva. Acho que o camisola "31" vale bem mais daquilo que mostrou nos jogos oficiais, é tecnicamente capaz, tem bom jogo aéreo e não tem medo de rematar à baliza. No entanto, o facto é que não se conseguiu impor. Penso que faz bem em sair emprestado para uma equipa com ambições na primeira Liga.

Obviamente que nem todos os jogadores sairão. Provavelmente, deste lote de 16 jogadores, acredito que cerca de 10 poderão mesmo abandonar o clube, a título definitivo ou por empréstimo. Serão bastantes mexidas e acho que isso poderá vir a manifestar-se num início de temporada titubeante. Vamos ver, o tempo dirá se tenho razão.

SEM CORRUPÇÂO O PORTO NÂO É CAMPEÂO I

PORTO SEM CORRUPÇÃO NÂO È CAMPEÃO II

Quarta-feira, 30 de Março de 2011

e porque ...


..
. de um sonho não se desiste nunca!

AMAMOS-TE BENFICA !

Segunda-feira, 28 de Março de 2011

Atentem nesta qualidade...



"Jasus", que medo de ver este futebol português. Cinco dirigentes, todos eles trafulhas e todos eles elogiados à altura como se fossem o supra-sumo do dirigismo em Portugal.

O perigo dos estatutos do SL Benfica

[Adenda] Notas prévias face à confusão que se instalou:

1 - no decorrer deste texto irá encontrar a expressão "adeptos senis dos 25 votos". Veja a frase e o parágrafo em que está a dita expressão e veja a quem se refere. Adeptos do Sporting que votaram em Godinho Lopes.

2 - os adeptos burros de que falo no Benfica são aqueles que votam no candidato da continuidade por ser o da continuidade sem olhar a programas ou ideias, mesmo que tenha feito uma data de falcatruas e atirado o Benfica para a lama. Qualquer outra interpretação está errada.

Ao ver aquela palhaçada a que chamaram de eleições, como o José Eduardo dos Santos também costuma chamar, não pude deixar de pensar "e se isto acontecesse no nosso clube?". Já esteve bem perto de acontecer e poderá mesmo voltar a ocorrer no futuro.

Em alguns clubes de futebol, como sabemos, o sistema de votos não é igual aos das outras eleições comuns. No nosso caso, não havendo no plano teórico sócios benfiquistas de primeira ou de segunda, a verdade é que essa divisão é efectivamente feita pelos nossos estatutos. E como diria George Orwell, "todos os sócios são iguais, mas uns são mais iguais que outros". O facto é que nem todos os sócios têm os mesmos direitos no nosso clube, algo que me parece pouco democrático. E mesmo perigoso.

Como podemos ver nas eleições do Sporting, nem sempre o candidato no qual mais gente vota ganha as eleições. Porquê? Porque também há, pelos vistos, "sportinguistas mais iguais que outros". E foi isso que levou a que Godinho Lopes, o candidato da continuidade e da morte lenta e agonizante do Sporting, fosse eleito por um mísero número de votos que muito provavelmente foram conseguidos graças a adeptos senis dos 25 votos. E isto até poderá vir a acontecer, a médio-prazo, no nosso clube. Este sistema de 20 e agora de 50 votos que foi recentemente aprovado em AG é uma fantochada que visa perpetuar o presidente vigente num regime tipo ditatorial, onde os mais velhos (mais desinformados, mais avessos à mudança, mais burros em geral) votarão sempre no candidato da continuidade. Se um dia voltarmos a estar na lama, os velhotes elegerão sempre o atrasado mental que nos levou a esse ponto. É fundamental impedir que isso aconteça.

Nas eleições de 2000, se bem se lembram, a distância que separou Manuel Vilarinho de João Vale e Azevedo não foi assim tão grande. E porquê? Porque, uma vez mais, os mais velhos, os resistentes e avessos à mudança, preferiam continuar com o que já lá tinham. Vilarinho ganhou as eleições por dois motivos: o apoio de Eusébio e, sobretudo, a grande mentira da contratação de Mário Jardel. Sem isso, não teria ganho. O facto de provar que as contas estavam miseráveis, que o clube estava desportivamente e financeiramente na lama de nada serviriam porque os sócios dos 20 votos estavam incondicionalmente do lado de Vale e Azevedo. É fundamental acabar com este sistema anti-democrático, apesar de, como sabermos, esta ideia não agradar à actual direcção, que não só afastou recentemente figuras incómodas do seu caminho como também, não satisfeitos com os 20 votos, passou a dar 50 aos sócios com mais de 25 anos de filiação.

Pondo-se o problema de haver a remota possibilidade de adeptos de outros clubes se inscreverem como sócios do Benfica só para poderem votar nas nossas eleições e assim elegerem um cavalo de Tróia, que sistema poderíamos e deveríamos implementar? Na minha opinião deveria passar pelo seguinte:

- sistema de 1 sócio - 1 voto;
- apenas sócios com mais de 3 anos de filiação ininterruptos poderiam votar;
- criação de uma espécie de "Conselho Leonino" no Benfica que tivesse como única função poder derrubar um presidente eleito. Uma comissão de 5 ou 7 "notáveis", gente reputada, benfiquista sem qualquer espaço para dúvidas.

Se no Benfica os adeptos afirmam que não são mais benfiquistas que outros, então está aqui uma óptima oportunidade para demonstrar isso mesmo. Porque o valor da vida num clube manifesta-se pelo voto. E não há razão para uns terem direito a um e outros a cinquenta. O dinheiro gasto nas mensalidades não é justificação, porque o indivíduo que é sócio a pensar no dinheiro que gasta em quotas nem deveria sequer ser sócio. É um orgulho, não uma obrigação.

Domingo, 27 de Março de 2011

Nem conseguem vencer as eleições em casa


RIP Sporting (1906 - 2011)

Confesso que a minha última madrugada foi muito bem passada. Não a ver uma comédia do Jim Carrey ou do Eddie Murphy mas a desfrutar de um outro filme igualmente rasca: as eleições do Sporting. Nas últimas semanas assistimos a uma campanha selvagem entre candidatos mais preocupados em atacar os outros e a apresentar treinadores, jogadores e argumentos financeiros que projectos desportivos. Não admira, portanto, que o Sporting esteja na situação que todos sabemos.

A máscara do clube da elite voltou a cair ao chão. Nem falo do baixo nível da campanha ou das inúmeras gaffes, falo sim do que os próprios adeptos, que se consideram de um clube diferente, e que uma vez mais rebentaram petardos, agrediram jornalistas, polícias e consócios, contribuindo um pouco mais para o clima insuportável que se vive no futebol português. Se Benfica e Porto estão em guerra um contra o outro, o Sporting está em guerra consigo mesmo, uma guerra civil que parece se eternizar.

O circo montado pela comunicação social foi fascinante. Mal surgiu a previsão do Record que indicava a vitória de Bruno de Carvalho, afirmei e escrevi que a vitória não escaparia certamente a Godinho Lopes. Fácil, é o Record. E durante a noite, à medida que a vitória do empresário de 39 anos ia deixando menos dúvidas, com o avançar da noite, as dúvidas adensavam-se. Foi penoso assistir aos comentários de Rui Oliveira e Costa na televisão e dos sportinguistas à volta do estádio. De que falaram? Vá, é fácil, pensem um bocadinho: de que falam os sportinguistas no dia de eleições do seu clube? Do Benfica, claro está. Desde a traição de Simão que foi bem pior que a de Moutinho ao facto de o Sporting ter conseguido uma vitória no futebol de praia que não teve o devido destaque na Comunicação Social, ao contrário do que aconteceria se a vitória fosse do Benfica, tudo serviu para atacar o maior clube de Portugal. Foi uma noite bem passada. Às 4:20 da manhã o sono venceu-me e fui-me deitar com a certeza de que, fosse qual fosse o resultado das eleições, o Sporting não se endireitaria tão depressa.

Quando acordei na manhã seguinte, nem queria acreditar no sucedido. Godinho Lopes tinha ganho. Sim, o Godinho que apoia as claques que invadiram as salas de votos, o Godinho que é o maior rosto da continuidade e do projecto Roquette. Os sportinguistas, uma vez mais, preferiram (ainda que não a maioria) votar na continuidade da mediocridade. Votar no homem que construiu o estádio que eles tanto amaldiçoam. A continuidade de Bettencourt está assegurada e a previsão de Dias da Cunha parece cada vez mais certa. O Sporting, mais cedo ou mais tarde, vai morrer. E com a complacência dos seus sócios. A esta hora, Artur Agostinho estará às voltas no caixão. Descansa em paz, Sporting.

Sexta-feira, 25 de Março de 2011

Salvio: eu não pagava

Dos muitos empréstimos que o Benfica tem feito uso nos últimos anos, raros são os jogadores que não se conseguem afirmar. Geovanni, Miccoli, Reyes, Suazo e agora Salvio são exemplos disso mesmo. E afirmam-se porque são jogadores consagrados (a maioria), com muita qualidade e que querem dar um novo rumo às suas carreiras.

Mas a qualidade tem um preço. E foi por isso que o Benfica não comprou a maioria dos jogadores supracitados. Os quatro milhões de euros por Miccoli eram, no entender da Direcção, dinheiro a mais (mas já os havia para o Marcel...), Reyes não justificava os seis milhões e meio de euros até porque Di María ia "explodir", Suazo acabou por ser vítima de lesões e de um estilo de jogo que não o favorecia e de uma equipa que jogava mau futebol, apesar de mostrar qualidade. E Salvio?

É, na minha opinião, uma faca de dois gumes. Salvio mostrou qualidade nesta temporada, mas falta-lhe a magia nos pés que os grandes extremos do futebol mundial têm. Há querer, há luta, há vontade, há qualidade, mas não há magia. Não que seja uma característica fundamental, mas para um jogador valer o dinheiro que o Atlético pede, eu acho que deveria ter mais qualquer coisinha nos pés. Os quinze milhões que o Atlético pede são um exagero. A meu ver, tudo o que for acima de oito milhões é dinheiro a mais.

E há outro argumento importante. O Benfica precisa, a meu ver, de um médio com outro tipo de características. Precisa de um box-to-box, um jogador que não seja um extremo puro mas que consiga desempenhar um papel ofensivo e defensivo na linha do que Ramires fazia. Basicamente, quero um novo Ramires, um jogador que nos dê mais consistência defensiva (algo que Salvio não consegue dar) e que consiga equilibrar a equipa nomeadamente na transição ataque-defesa, uma das grandes falhas do Benfica desta época e que nos custou demasiados golos. É aqui que deve estar a grande prioridade.

Não se pense com isto que não gosto de Salvio. Gosto bastante do jogador e acho que, mesmo sem ser um daqueles extremos mágicos, tem uma raça e capacidade de luta invulgares e que lhe permitem ganhar inúmeros lances. Se vale 15 milhões de euros? Nem pensar. Se valerá? Não sei. O Benfica precisa de Salvio? Precisa, mas pode e deve escolher um jogador com características diferentes e que ofereça outro tipo de soluções. E atendendo ao histórico de negociações de jogadores emprestados, penso que será mais ou menos isto que se irá passar. Jesus, Rui Costa e Vieira têm a palavra.

Quinta-feira, 24 de Março de 2011

Paulo Futre on drugs



Olha, até são parecidos.

À Benfica!


"El Benfica se dio un auténtico festín en su visita a Paços Ferreira. De los cinco goles logrados por los lisboetas destacó el tercero, obra de Nico Gaitán, que culminó una excepcional jugada de equipo, recordando al más puro estilo Barça por los toques de calidad."


16 toques perfeitos e um golo soberbo. Só uma correcção. Não foi um golo à Barça mas sim à Benfica!

Quarta-feira, 23 de Março de 2011

Carta aberta ao Rui Costa

Caro Rui,
O defesa esquerdo do Marselha, Taiwo, está em fim de contrato. Já se sabe, também, que não ficará por lá e irá continuar a sua carreira num clube estrangeiro. Nós, benfiquistas, estamos todos mentalizados, assim como a Direcção, que será impossivel aguentar o Fábio Coentrão para a próxima época e será vendido por um valor chorudo, algures entre os 25 e 30 milhões de euros.

Ora bem, e fazendo fé no pasquim record (até estes de vez em quando acertam...), o jogador interessa ao Benfica e o Benfica interessa ao jogador, sendo que até já foi feita uma proposta de contrato com a qual o jogador concordou na sua totalidade, excepto num detalhe: o prémio de assinatura. O atleta quer 1,5 milhões de euros, ou seja, mais do que o Benfica ofereceu. As negociações emperraram, ele recebeu outras ofertas e agora está a pensar...

Sabendo que o Fábio não estará cá para o ano, mediante um encaixe finaceiro significativo, parece-me lógico que tenhamos de contratar um defesa esquerdo de igual valia. E Taiwo é.

A minha questão é: se para substituir o Fábio á altura teremos de desembolsar uma quantia significativa (leia-se muitos milhões...), não parece que 1,5 milhões é quase de borla? Quem gastou 4 milhões no Balboa não pode dar 1,5 milhões por um atleta de eleição?

Espero estar enganado, mas não gostava nada de perder um atleta destes por causa de uma ninharia... Vá Rui, este não é para deixar fugir!!! Dá-lhe 2 ou 3 milhões até...

Se quiseres, e ajudar, até envio um mail ao Domingos Soares Oliveira.

Um abraço

Terça-feira, 22 de Março de 2011

Faleceu Artur Agostinho

Há pessoas com as quais, mesmo vestindo as cores dos nossos adversários, é impossível não simpatizar. Artur Agostinho era uma dessas pessoas. O homem dos filmes antigos, dos relatos na rádio, do desporto e das novelas, um verdadeiro sportinguista que amava o seu clube, não um lagarto que vive do ódio ao Benfica, faleceu hoje de manhã. De Artur Agostinho não guardo as memórias dos relatos, porque não sou desse tempo, mas recordarei eternamente a figura simpática de um homem que, actuasse no palco do teatro ou do desporto, conseguia ser um verdadeiro profissional como poucos, agradando a quase todos, sempre sorridente. Descanse em paz, Artur Agostinho.

Quem com pedras mata...

A comitiva do Benfica foi atacada no regresso de Paços de Ferreira e um saco de pedras lançado de cima de um viaduto atingiu em cheio o carro onde seguia o presidente Luís Filipe Vieira. Segundo foi possível apurar, o líder do clube da Luz terá mesmo recebido assistência no local, apresentando ferimentos ligeiros. Pior ficou o carro em que seguia, com o capot bem amolgado e o vidro frontal partido.

in A Bola

Segunda-feira, 21 de Março de 2011

Velhos são os trapos

Sem grandes objectivos pelos quais lutar neste campeonato, o Benfica apresentou-se na Mata Real frente ao Paços de Ferreira sem alguns habituais titulares, numa tentativa clara de fazer uma rotação equilibrada de modo a poupar os mais cansados, dar minutos aos menos utilizados e, com isto tudo, não perder grande qualidade de jogo. Conseguiu. O Benfica foi claramente superior a um Paços que luta pelos lugares europeus e mereceu a vitória, mas não por números tão dilatados.

Entrada demolidora do Benfica que chegou a uma vantagem de 3 golos em menos de 25 minutos: primeiro Cardozo, de grande penalidade bem assinalada por murro de Cohene na cara de Javi Garcia, enganou o guarda-redes pacense ao enviar a bola para o seu lado mais fraco, o esquerdo; depois Aimar, a receber um excelente passe do seu amigo Saviola, e com frieza a finalizar a jogada; por fim, Nico Gaitán, no melhor golo da noite, colocou a bola "na gaveta" com um remate cheio de classe e intenção, após assistência de Cardozo. O Benfica jogava bonito, dominava o encontro a seu bel-prazer e com três golos tão bem conseguidos pensou-se que a sempre complicada deslocação a um dos campos mais pequenos e antigos da primeira divisão teria sido um passeio. Não foi. Por demérito do Benfica, que não soube (nem sabe) gerir o jogo e jogá-lo de forma pausada, sem ser em alta velocidade, e também por mérito dos comandados de Rui Vitória, que tiveram coragem e qualidade para, após três golos sofridos, marcar um e enviar uma bola ao poste no minuto imediatamente a seguir, tendo ainda criado maus duas ou três chances de golo antes do intervalo. O Paços crescia mas acabou por se "suicidar" com a expulsão de Cohene, por falta sobre Saviola quando o 30" se encaminhava perigosamente para a baliza. Com 10 jogadores e mais de 45 minutos por jogar, o Paços via a sua tarefa irremediavelmente mais complicada.

O Benfica entrou para o segundo tempo sem a mesma dinâmica do início do jogo mas também mais dominador no aspecto territorial e com mais bola do que no final da primeira parte. Basicamente, conseguiu trocar a bola entre os vários elementos da equipa mas sem conseguir criar lances de perigo perto da baliza de Cássio. Mesmo com menos um jogador em campo e com menos bola, o Paços começou a pressionar mais alto sempre que os centrais ou Javi tinham posse de bola, o que acabou por provocar alguns erros na rectaguarda levando a dois lances de perigo no primeiro quarto de hora, mas sempre com Roberto em destaque pela positiva.

Apercebendo-se que o Benfica precisava de conseguir segurar a bola mais longe da sua baliza, Jesus fez entrar Peixoto para o lugar de Cardozo (a precisar de descanso, claramente) e Carlos Martins para o lugar de Gaitán (outro que precisa de descansar). Mesmo sem os dois portugueses terem entrado bem em campo, conseguiram que o Paços não voltasse a chegar-se perto da nossa baliza. E à medida que o jogo avançava, percebia-se que o resultado dificilmente sofreria alterações.

Até que entrou Nuno Gomes. Com o ponta-de-lança benfiquista fresco no ataque a substituir o fatigado Saviola, o Benfica voltou a conseguir colocar pressão na defensiva amarela que não raras vezes teve de despejar a bola de qualquer maneira, permitindo ao Benfica alguns ataques rápidos. E foi precisamente o capitão encarnado que dilatou a vantagem, por duas vezes, num jogo morno que se encaminhava monotonamente para o fim: primeiro numa jogada de insistência depois de um remate de César Peixoto e depois, à meia-volta, após pontapé na atmosfera de Peixoto uma vez mais, num golo de belo efeito.

Vitória justíssima num jogo que se esperava mais complicado, mas que o Benfica soube, por mérito próprio, "descomplicar". Vitória praticamente conseguida nos primeiros vinte e cinco minutos, nem sempre bem gerida da melhor forma, mas que terminou em goleada graças a uma ponta final bastante forte por mérito dos jogadores que vieram do banco. Segue-se o clássico.

Domingo, 20 de Março de 2011

Renovem com o Super Maxi!

Victorio Maximiliano Pereira Páez, Maxi Pereira ou então Super Maxi como nós adeptos tanto o gostamos de apelidar, chegou ao nosso Clube, em 2007, por 3 milhões de euros, ficando o Benfica detentor de 70% do valor do passe do jogador. Se na primeira época não correspondeu às expectativas a médio direito, a verdade é que a partir da segunda época, após a saída do Nélson para o Bétis de Sevilha, tem sido, desde então, um dos pilares da nossa defesa. É actualmente, um titular incontestável da selecção uruguaia e foi, para mim, um dos melhores laterais no mundial de futebol, em 2010.

No entanto, apesar de algumas promessas, o seu contrato mantém-se o mesmo desde que chegou ao Benfica e termina na próxima temporada, sem que ainda não tenhamos conhecimento que ambas as partes estejam a tratar do prolongamento do respectivo contrato.

Apesar da enorme dor de cabeça que o Nené, jogador do PSG, lhe provocou no último jogo (Dzsudzsák será outra, pois também é um excelente extremo esquerdo), tem sido dos jogadores mais regulares e seguros do nosso plantel. Penso que será unânime entre todos, que o Maxi já deveria ter renovado pelo Benfica. É um excelente profissional, sério, com muita raça e que nunca desiste de uma bola. É um carregador de pianos. Não é perfeito mas tem lugar neste plantel, de caras. Mesmo que viesse o Maicón, o Maxi continuaria a treinar da mesma forma que o faz hoje.

Por isto tudo, a pergunta que fica é: Porque carga de água o Maxi ainda não renovou pelo Benfica? Fala-se no interesse do porto e de outros clubes internacionais, o que é normal, tendo em conta a qualidade do mesmo e o facto de puder sair a custo zero.

O Maxi sair para o porto, não acredito. Mas a possibilidade de sair para Espanha ou para Inglaterra, já me apoquenta. E também preocupará o leitor Benfiquista, desde que tenha lido o primeiro parágrafo com atenção, desde que saiba quem é o empresário do Maxi Pereira e saiba o tipo de relação que este tem com o Benfica.

Não passará pela cabeça de ninguém que o Benfica não queira manter o Maxi. Mas o facto de o seu empresário deter uma percentagem do passe do nosso número 14 e de certamente existirem convites de outros clubes, dá para nos assustar, até porque não tenho a mínima dúvida que exista esse interesse por parte de Paco Casal, no sentido que o Maxi abandone o Benfica.

Para explicar esta não renovação, temos que recuar novamente até 2007. Em Novembro e já a jogar pelo Benfica tanto o Maxi como o Chulo Rodriguez, Paco Casal estava a braços com problemas com o fisco Uruguaio, e nessa altura, tentou que o Benfica comprasse o jogador por um preço acessível. 4 milhões de euros pelo passe. No entanto, terá existido um erro negocial por parte do nosso presidente, por se ter focado apenas no presente e por ter pensado que se o Maxi já estava garantido, logo não valeria a pena negociar. O Luís Filipe Vieira terá optado por desprezar o empresário do Maxi e o Paco Casal não só nunca perdoou esta decisão como não voltaram a existir contactos, sobretudo quando, mais tarde, o Benfica já estava interessado em adquirir o passe do jogador.

Paco Casal é um homem rico, poderoso, bem relacionado e temido. Não tenham dúvidas que tudo fará para conseguir colocar o Maxi fora do Benfica esta época. Para quem quiser conhecer melhor o empresário de Maxi Pereira, deixo alguns links, que também me foram colocados à disposição por quem me contou esta história, que agora partilho convosco. Não preciso de dizer que é uma pessoa que considero ser bastante credível e conhecedora da realidade do Benfica.

Também publico este texto numa altura em que se fala que podem existir novidades dentro de uma ou duas semanas. Oxalá que sim. Todos nós ficaríamos radiantes em puder contar com o Maxi por mais umas épocas. Que este faça bem mais de 100 jogos pelo Benfica, é o meu desejo. Aqui ficam então os links:


http://www.dn.pt/inicio/interior.aspx?content_id=988074

http://www.terra.com/deportes/articulo/html/fox461809.htm

http://www.pagina12.com.ar/diario/suplementos/libero/10-5839-2011-02-21.html

A camisola é esta. O modelo temo que não seja.

À semelhança do que havia feito relativamente ao equipamento alternativo, o blog Chama Gloriosa lançou hoje aquele que será, muito provavelmente, o equipamento principal do Benfica para a próxima época.

Trata-se de uma espécie de regresso aos anos 80, com o equipamento principal a destacar-se pela simplicidade. A gola é belíssima, as três riscas nas mangas terminam mais acima do que as de este ano, existem uns pormenores dourados no final das mangas e nas costas e o símbolo na camisola mantem-se com a inovação do dourado mas passa a ter duas estrelas que representam os 50 anos que passam sobre a conquista da segunda Taça dos Campeões Europeus.

Parece ser de longe uma das mais bonitas camisolas dos últimos anos. Se a isto juntarmos um patrocínio em condições, sem sapos verdes ou fundos azuis, a camisola fica perfeita.

Sexta-feira, 18 de Março de 2011

Desta vez será diferente

Em 1988, depois de uma final dominada pelo PSV Eindhoven de Guus Hiddink, o Benfica conseguiu levar a decisão para as grandes penalidades. Finda a série de cinco grandes penalidades sem qualquer falha deles ou nossa, nenhum jogador do Benfica foi capaz de tomar a responsabilidade de dizer, "eu marco o penalty" na morte súbita. Como capitão, António Veloso deu o passo em frente mas permitiu a defesa de Van Breukelen. O Benfica perdia assim a possibilidade de conquistar a terceira Taça dos Campeões Europeus.

Desta vez será diferente. Passados 23 anos da fatídica final de Stuttgart, o Benfica reencontra os holandeses numa altura em que tudo mudou no futebol europeu. O Benfica perdeu o estatuto europeu que havia reconquistado no final da década de 80 e o próprio PSV nunca mais voltou a jogar numa final europeia, sem, no entanto, ter perdido grande estatuto, apesar de o futebol holandês já não conseguir prender nos seus clubes os grandes craques formados no país.

Tivemos alguma sorte no sorteio. Villarreal e Porto, adversários mais complicados na minha opinião, ficaram do outro lado do quadro. Nas meias defrontaremos o vencedor do Dynamo Kyiv - Sporting de Braga. A final está à vista. "Só" temos de preparar os jogos com competência e ser mais forte que os adversários. É difícil, mas possível. Eu acredito. Rumo a Dublin!

Quartos e meias-de-final da Liga Europa

De um percurso que, para o Benfica, começou com 32 equipas, sobram apenas oito. Esta quinta-feira foi dado mais um passo importante rumo à conquista da Liga Europa, e acredito que tal aconteceu não só graças à qualidade dos nossos jogadores e treinador mas também devido à sorte que tivemos nos sorteios. Sejamos honestos: o Stuttgart e o PSG não eram equipas com qualidade suficiente para eliminar o Benfica. Os germânicos viviam (e ainda vivem) com a corda na garganta enquanto que o PSG não deu sinais de grande qualidade em nenhum dos jogos. Pior seria se tivéssemos de jogar contra o Manchester City, Liverpool ou Zenit, por exemplo.

A partir de agora, é game on. Sobram sete adversários e eu continuo a preferir os mais fáceis. Não gosto de ouvir, ou por outra, não percebo os adeptos que pedem o adversário mais difícil. O que interessa é acabar com o troféu nas mãos e isso é sem dúvida mais fácil e mais provável se defrontarmos os adversários mais acessíveis. Ganhar uma Champions como o Inter ganhou o ano passado, depois de defrontar e derrotar Chelsea, Barcelona e Bayern, tem o mesmo significado que vence-la a derrotar equipas "normais" como o Lyon (da altura), o Deportivo (já financeiramente semi-falido) e o Mónaco (quem?!). O que conta é o troféu na prateleira. Teria o Porto ganho esse título se tivesse defrontado o Real ou o Milan, por exemplo? Provavelmente não.

Por isso, quero que o Benfica tenha muita sorte no sorteio de amanhã e que nos calhe o adversário mais fraco. Qual é ele? O Sporting de Braga. E a evitar? Sobretudo o Villarreal e o Porto, por esta ordem. São as duas equipas mais fortes em prova e os dois maiores candidatos ao título neste momento.

Ordem de preferência: Sporting de Braga, Spartak Moskva, FC Twente, PSV Eindhoven, Dynamo Kyiv, FC Porto e Villarreal.

Quinta-feira, 17 de Março de 2011

Maior que Portugal

É pelos nossos adeptos que somos maiores que Portugal. Os quase 30.000 que estiveram hoje presentes no Parc des Princes, estádio do Paris Saint-Germain, demonstraram uma vez mais a nossa grandeza. Em tempo de crise há muito por onde cortar, menos no amor a um clube. E é por isso que na Luz, em Paços de Ferreira, em Braga, ou em Paris, o Benfica é maior que Portugal. Há um sentimento de amor que não consigo ver em nenhum outro clube. Somos mais que um clube. Nas palavras de Bela Guttmann, «Não há nenhum clube do Mundo que possua mística igual à do Benfica. E é este, afinal, um dos grandes segredos dos seus êxitos e da sua força. Tentarei explicar algumas das suas manifestações exteriores mais palpáveis. Veja, por exemplo, a sua massa associativa. Chove? Está frio? Faz calor? Que importa? Nem que o jogo seja no fim do Mundo, entre as neves da serra ou no meio das chamas do Inferno, por terra, por mar ou pelo ar, eles aí vão, os adeptos do Benfica, atrás da sua equipa. Grande, incomparável, extraordinária massa associativa!»

Imagino a cara de alguns jogadores quando entraram no campo parisiense e se aperceberam de que, mesmo a mais de 1000 km de Lisboa, na terra do oponente, estavam a jogar "em casa". Com quantos clubes no mundo é que esta situação acontece? Só conheço um. E partindo para o jogo com a vantagem alcançada na Luz, a tarefa seria teoricamente mais fácil.

Mas não foi. Um Benfica estranhamente desinspirado não foi capaz de travar com êxito as investidas iniciais dos franceses, que começaram o jogo a todo o gás, sem grande engenho, é verdade, mas com muita vontade, chegando à área de Roberto com relativa facilidade. Mas acabou por ser um pouco contra a corrente de jogo que, num lance com alguma felicidade à mistura, o Benfica chegou ao golo, por Nico Gaitán, que, após olhar para a área à procura de um colega, decidiu-se pelo remate e apanhou Édel em contrapé, tendo feito o golo. E depois disto, o Benfica desapareceu quase por completo, muito por culpa da falta de inspiração de Aimar e Saviola (jogo miserável deste último), e pelo cansaço de Salvio e Gaitán, mais notório no primeiro que no segundo. O PSG aproveitou e chegou ao empate num lance que fica marcado pela péssima abordagem de Sidnei (outra vez...), que ficou a olhar para o lance enquanto tudo se passava nas suas barbas.

No segundo tempo o Benfica apareceu com outra atitude e determinação em campo, criando três boas oportunidades de golo logo nos primeiros 15 minutos de jogo, desperdiçadas por Cardozo (duas) e Saviola. O Benfica crescia no jogo e o PSG já não conseguia atacar com tanto perigo, pelo que Kombouaré fez entrar duas unidades perigosas, o veterano Giuly e o ponta-de-lança Hoarau, que havia marcado o golo que eliminara o Braga de Jesus há três anos. E pouco depois o Benfica só não perdeu a vantagem que tinha na eliminatória graças a uma enorme defesa de Roberto, que encheu a baliza e impediu que Hoarau, a menos de cinco metros da linha de golo, conseguisse concretizar a ocasião. Jesus apercebeu-se que o jogo não estava para brincadeiras e resolve dar centímetros à defesa, colocando Jardel. Até final foi aguentar e sofrer bastante, com os parisienses a falharem uma nova grande ocasião ao minuto 95, quando Maurice, já isolado, escorregou na altura de rematar à baliza. Pode dizer-se que, nesse lance, a estrelinha da sorte esteve connosco.

Empate justo no jogo e eliminatória passada também com justiça. Frente a um adversário que mostrou vontade mas pouco futebol, o Benfica conseguiu cumprir os objectivos e chega aos quartos-de-final de uma prova europeia pelo segundo ano consecutivo, algo que, nos últimos anos, só aconteceu em 2006 e 2007. E este ano podemos ir mais longe. Que a sorte e o engenho nos acompanhem.

Quebrar a tradição

O Benfica parte para o jogo em Paris na máxima força uma vez que não tem nenhum jogador lesionado ou castigado. Para além disso, irão comparecer mais de 30 mil apoiantes do Glorioso, num estádio que leva aproximadamente 48 mil pessoas. Um feito que certamente enche de orgulho qualquer Benfiquista, visto não ser qualquer equipa que se pode dar ao luxo de jogar duas vezes em casa, numa eliminatória.
Apesar dos brilhantes meses de Janeiro e de Fevereiro, ultimamente o Benfica tem vindo a dar mostras de algum cansaço e também é verdade que alguns dos nossos jogadores, como o Saviola ou o Cardozo, por exemplo, não estão no seu melhor momento de forma. No entanto, o facto de se ter poupado a maioria dos titulares frente ao Portimonense, faz com que acredite que o Benfica apresente, nesta quinta-feira, bons níveis físicos e que volte o futebol espectáculo, com a pressão e as notas artísticas que tanto caracterizam a nossa equipa.
Embora considere que se trata de um jogo difícil, até por ser a contar para a Liga Europa, o PSG é um adversário que está perfeitamente ao nosso alcance. É uma equipa permeável no sector defensivo. Nos últimos cinco jogos, o conjunto orientado por Antoine Kombouaré, venceu dois, perdeu outros tantos e empatou um, tendo sofrido e marcado 5 golos, no total. Acredito que o Benfica vai apresentar o seu onze e a sua táctica habitual, sem quaisquer precauções especiais. A maior dúvida estará na utilização ou não de Pablo Aimar, sobretudo por este ter actuado de início no Domingo, enquanto os seus colegas habitualmente titulares foram poupados. Mas mesmo assim acredito que será ele o titular.
Em termos históricos, o Benfica tem contas a ajustar com os gauleses que nunca perderam, em sua casa, com equipas portuguesas. Também no Parc des Princes, os franceses possuem o feito de não perderem, em jogos internacionais, desde o dia 23 de Novembro de 2006, mais concretamente há 14 jogos.
A última vez que o Benfica se defrontou com o PSG, em Paris, fora a 08 de Março de 2007, onde perdeu por 2-1, acabando por passar a eliminatória após um triunfo, em casa, por 3-1.
Desta vez chegamos a Paris com uma vantagem de 2-1 na bagagem e, conforme sucedeu diante do Estugarda, o Benfica vem com a finalidade de quebrar a tradição e contará com o apoio da grande e fantástica massa adepta Benfiquista.

Quarta-feira, 16 de Março de 2011

Salvio: é pagar ou largar

Com o interesse do Atlético de Madrid em jogadores como Arda Turan e Gervinho, a equipa da capital espanhola está disposta, ao que se sabe, a abrir mão de Salvio. O internacional argentino de 20 anos já deu provas de grande qualidade e talento nesta época em que vestiu o manto sagrado e, ao que parece, pode até ficar no Benfica a título definitivo.

Por isso, face a toda esta indefinição quanto ao futuro de Salvio, desta vez quero fazer as coisas ao contrário: a caixa de comentários é vossa. Respondam às duas seguintes questões:

A Direcção do Benfica faz bem em contratar Salvio a título definitivo, mesmo que para isso tenha de pagar os 15 milhões de euros?

A Direcção vai contratar Salvio? Sim ou não?

P.S. Já que na blogosfera há tanta gente que gosta de afirmar "eu bem dizia que..." ou então preferem insinuar que outros estão errados mesmo sabendo que mentem, têm agora uma boa oportunidade para mostrar o que valem. Cheguem-se à frente vocês também.

Terça-feira, 15 de Março de 2011

Miguel Vítor vs. Roderick Miranda

Miguel Vítor e Roderick Miranda são os dois defesas centrais mais mediáticos oriundos da formação do Benfica nos últimos anos. Jogadores com um percurso tão semelhante e que opiniões tão diversas conseguem gerar entre os benfiquistas merecem ser analisados.

Miguel Vítor iniciou a sua carreira como médio-defensivo e cedo despertou o interesse do Benfica quando ainda muito novo (11 anos, penso) representava o Torreense. O jovem de Ponte do Rol foi aposta regular desde o início do seu percurso nas camadas jovens, mas com a ascenção aos juvenis e depois aos juniores, mais que um mero jogador, tornou-se uma referência, assumindo-se como líder e capitão de equipa. Foi lançado a titular pela mão de José Antonio Camacho com 18 anos acabados de fazer, num sempre difícil Benfica x Vitória de Guimarães. Ao primeiro corte conquistou os aplausos dos mais de 55.000 adeptos que nesse dia foram à Luz, tendo arrancado uma boa exibição. Nesse mesmo ano jogou em Copenhaga, na Choupana e em Milão, sempre em bom nível, para surpresa de tudo e todos. Acabou por ser emprestado ao Aves, para rodar e ser opção com maior frequência. Na época seguinte, com Quique ao leme, foi opção regular tendo actuado em 22 jogos oficiais, algo que para um jovem defesa central português de 19 anos vindo das escolas do Benfica é tudo menos normal. Mas com a passagem de testemunho de Quique para Jesus, o treinador português deixou de apostar em Miguel Vítor, que cedo percebeu que estava apenas a fazer número, não tendo feito mais de 300 minutos em toda a época. Acabou por ser emprestado ao Leicester City.

Roderick Miranda tem um percurso curiosamente semelhante ao de Miguel Vítor. Iniciou-se no Odivelas e o seu talento foi rapidamente reconhecido pelos olheiros do Benfica, tendo chegado ao clube na época 2000/2001. Começou como médio defensivo mas recuou para central à medida que foi avançando na sua formação. Estreia-se na equipa principal do Benfica ainda em idade de júnior, aos 18 anos, mas já relativamente conhecido, mais que não fosse pela sua semelhança física com Mozer e pelo golão marcado ao FC Porto na fase final do campeonato nacional de juniores. E a sua estreia calhou logo numa prova europeia, frente ao AEK Athens, tendo feito uma exibição extremamente segura, mostrando uma qualidade de passe e leitura de jogo surpreendentemente boas para um jovem da sua idade numa estreia. Fez apenas mais uma aparição nessa época, frente ao Guimarães para a Taça da Liga e nesta temporada jogou em 3 partidas oficiais.

Sinceramente, penso que temos aqui dois jogadores com características totalmente diferentes mas que, com trabalho e determinação, podem chegar muito longe no futebol.

Cai-se no erro de dizer que Miguel Vítor é um jogador baixo. Nada mais errado. Com 1,83 metros, é apenas 2 centímetros mais baixo que Sidnei, tendo a altura de Otamendi, Polga ou Carriço, sendo mais alto que Cannavaro ou Córdoba, eles que foram dois dos melhores centrais do mundo no seu tempo. Entroncado, forte, soube desenvolver o seu físico para adaptar-se ao futebol de alta competição. Não sendo um portento técnico, o seu profissionalismo, várias vezes elogiado por Quique, e a sua determinação e concentração durante os jogos, fizeram com que Miguel Vítor se conseguisse afirmar no clube e que não tremesse nem na estreia nem nos jogos de maior dificuldade. É difícil lembrarmo-nos de uma exibição menos conseguida do camisola "28". Para mim, neste momento, face à irregularidade de Sidnei, seria o titular ao lado de Luisão se cá estivesse. E não é por ser português, das escolas do Benfica, etc. É por ter qualidade, qualidade essa que ainda não foi (será no futuro?) reconhecida por Jesus.

Roderick é extremamente diferente de Miguel Vítor. Bastante mais alto (1,91m) e mais esguio, ainda não tem o físico que lhe permite ir ao choque, algo que vai precisar na sua posição. Continuo a achar que tem imenso talento, mais até que Miguel Vítor, mas precisa de o desenvolver, bem como os aspectos físicos e a agressividade, pois ainda parece algo "mole" dentro de campo. Ao contrário do jogador lançado por Camacho, Roderick não tem sido feliz quando chamado para defender as nossas cores, protagonizando alguns erros de posicionamento e falhas de concentração que custaram golos ao Benfica. Não parece falta de humildade, mas sim de concentração. O que é certo é que, com a mesma idade, Miguel Vítor não dava as casas que Roderick dava, mas ainda não tinha um potencial tão grande quanto o que vejo em Roderick.

Segunda-feira, 14 de Março de 2011

Onze segundas opções

Um jogo normal, num dia normal, com um adversário normal, num cenário que já vem sendo mais ou menos habitual no Benfica dos últimos anos: chegar a cinco, seis ou sete jornadas do fim com o campeão já encontrado. Jesus rodou e rodou bem, era o que tinha de fazer, não podia sujeitar os habituais titulares a mais um desgaste físico com o objectivo de... sem objectivo. Porque o Benfica 2010/2011 está envolvido em três competições, e nenhuma delas é o campeonato. É necessário gerir e rodar o plantel com inteligência, como feito feito hoje. Por isso, face a esta segunda oportunidade que alguns jogadores tiveram, eis o que me parece sobre o que estes atletas ainda podem dar ao Benfica.

Moreira - O Moreira de hoje é um jogador regularmente mediano. Podia ter sido muito bom, tinha bom jogo de mãos, bons reflexos e uma enorme margem de progressão, mas as lesões nos joelhos deitaram tudo a perder. Serve perfeitamente como suplente ou terceiro guarda-redes, mas para um Benfica que se quer Europeu, não pode ser titular. Não estorva, não cria ondas no balneário, é claramente para ficar.

Luís Filipe - Provavelmente será um bom profissional, uma jóia de moço, um bom colega e tudo mais. Mas para futebolista do Benfica não serve, algo que já sabemos desde 2007. Nem para titular ocasional nem para suplente. Quatro anos depois da estreia, Luís Filipe mantém-se como jogador do Benfica. Porquê? Não sei. Até a forma de correr é ridícula. O que sei é que este é o último ano de Benfica, pois o contrato acaba em Junho do presente ano.

Roderick Miranda - Vê-se a milhas que é um jogador com muito talento e que irá evoluir muito. Mas a defesa ainda treme quando este jovem tem de jogar, algo que não acontecia quando Miguel Vítor, jogador inexplicavelmente excluído por Jesus, era titular. É alto e tem dois excelente pés, que podem ser muito úteis para a saída de jogo. Precisa essencialmente de desenvolver três aspectos: agressividade, músculo e velocidade. Se conseguir, poderá ser top mundial.

Jardel - Continuo sem perceber quanto vale este atleta. Para defender em bloco baixo parece ser muito bom, é durão e forte no jogo aéreo. Para defender como este Benfica defende parece ser um erro de casting. Lento e duro de rins, com claras dificuldades quando joga contra adversários móveis e rápidos. Está a adaptar-se a um novo clube e uma nova realidade, a de jogar num grande. Mesmo não me parecendo melhor que Sidnei ou Miguel Vítor na actualidade, acredito no potencial de Jardel.

Carole - Um jogo não dá para ver praticamente nada.

Airton - Tem de ser convocado mais vezes e também tem de jogar muitos mais minutos. Tem apenas 20 anos e uma qualidade incrível. Quando entra, sem ser em jogos "a brincar" como este, a equipa adversária deixa de conseguir chegar à baliza. É um muro autêntico, este portento brasileiro. Gosto muito do seu estilo, e tanto sozinho como com Javi Garcia ao lado, poderia ser um jogador muito útil ao Benfica.

Felipe Menezes - Esta "excelente oportunidade de negócio", nas palavras de Rui Costa, é uma nulidade futebolística autêntica. Neste momento, não calçava no Paços de Ferreira. Três velocidades (lento, muito lento e parado) que não se usam no futebol, falta de imaginação, incapacidade em perceber o jogo, uma nulidade autêntica. Será provavelmente o pior "número 10" da história do Benfica. Uma coisa é certa: já deu lucro. Vendemos 30% do passe deste coxo ao Fundo por uns incríveis 1,5 milhões. Foram comidos.

César Peixoto - Deixem jogar o Peixoto. Todos sabemos que não vai fazer arrancadas fabulosas, fintar três adversários e marcar, fazer tabelinhas supersónicas. Peixoto não é isso. Mas no futebol não é só de Maradonas que uma equipa precisa, aliás, é também graças aos "Peixotos" que se ganham campeonatos. Peixoto sabe manter a posição, sabe ler o jogo e tem um excelente pé esquerdo. Peca na velocidade, o seu handicap mais evidente. Mas para mim, serve como alternativa, como demonstrou, por exemplo, no Dragão. Para ficar.

Franco Jara - Outro jogador com muita qualidade e com boa margem de progressão. Tem aquele sangue quente típico dos argentinos e uma garra gigantesca que lhe permite abordar os lances com a crença de que os pode ganhar. Cada vez gosto mais dele. No entanto continua a revelar, a espaços, um individualismo excessivo que lhe pode custar caro. Tem de jogar mais com a equipa, não pode jogar só para si, é essa a grande diferença do futebol europeu para o sul-americano. Que aprenda depressa!

Alan Kardec - Como explicar? Veio no ano passado e jogou a espaços mostrando boas indicações. Na pré-época esteve muitíssimo bem, marcou golos, jogou e fez jogar, era visto como uma alternativa sólida e credível a Cardozo. Mas este ano, nos jogos a doer, foi uma autêntica nódoa. Péssimo, escondeu-se sempre do jogo, não recebia a bola em condições, não passava, não marcava, nada. O jogo de cabeça é de facto bastante bom, mas e o resto? O que se passa com Kardec?

Nuno Gomes - Face ao sub rendimento de Kardec e a todos os problemas que têm afectado o ataque do Benfica este ano, é incompreensível o ostracismo a que foi votado. Nuno Gomes oferece soluções que poucos avançados do actual plantel podem dar: manutenção da posse de bola no ataque, tabelas, desmarcação. Além da apetência para marcar golos quando vem do banco de suplentes, algo que não é de hoje, sempre foi assim em toda a sua carreira. Dizem que o melhor é não jogar porque faz parte do passado e há que dar oportunidades aos atletas que nos representarão no futuro. Tretas. Antes do futuro vem o presente, e actualmente, o Benfica bem precisa de Nuno Gomes.

P.S. Aproveitem e leiam esta excelente análise do trainmaniac.

Domingo, 13 de Março de 2011

Era uma vez um ídolo...

Quem me conhece sabe que considero o Nuno Gomes um ídolo, um símbolo do Benfica. Não é de hoje…

Recordo-me da sua estreia no clube dos axadrezados contra o MyPa 47. Teve uns míseros minutos em campo e marcou um golo… Desde esse dia que comentava com o meu pai que gostava de ver aquele cabeludo no Benfica. Na Páscoa de 1997, estava eu de férias no Brasil, quando me chegou a boa notícia: o Nuno Gomes tinha assinado pelo Benfica. Eu estava feliz, considerava que o Benfica tinha contratado um grande jogador. E apesar de poucos meses depois me ter dado a primeira tristeza no Jamor, o Nuno veio-me a dar razão… 3 épocas no Benfica sempre a marcar, onde apenas um fenómeno mais a norte o superava, e um fantástico Euro2000 na sua primeira grande competição internacional. Festejei o seu golo à França que nem um louco, mas fiquei também triste, pois soube naquele momento que o Nuno ia-nos deixar: era inevitável, por mais que ele reconhecesse que de facto estava bem em Lisboa.

Penei no ano seguinte ao sentir a falta do Nuno para fazer dupla com Van Hooijdonk: ainda hoje digo que teria sido portentoso. Mas o se não marca golos, e a história Nuno Gomes – Benfica só seria reatada em 2002…

Foi no jogo de apresentação dessa época, diante do Grémio, que se deu o regresso. Um regresso em apoteose, seguido duma lesão no tornozelo; infelizmente foi a primeira de muitas nesta sua segunda passagem pelo Benfica. No entanto, jogando mais ou menos, ainda deu para marcar mais uma centena de golos ao serviço do clube, com especial destaque para a época 2005/2006 onde uma entrada assassina de Sandro Gaúcho, já na recta final, ajudou a afastar o sonho europeu do Benfica, bem como o título de melhor marcador na carreira do Nuno. Mas o Nuno voltou, e mesmo jogando menos, continuou a marcar, tornando-se finalmente no justo Capitão do Benfica, no exemplo para quem chegava, na saudade para quem saía, e num dos mais carismáticos jogadores do Benfica no século XXI.

Esta é a última época do Nuno no Benfica, ele próprio o disse. É por isso que grito os seus golos mais do que os outros, nunca sei quando será o último. Hoje foi mais um. Mais um daquele homem que me permitiu levar o Saviola ao Hospital de D. Estefânia visitar uma criança, mais um daquele rapaz de 20 anos que chegou ao Benfica e se achava o dono do mundo e rapidamente se fez homem. Mais um do 21… Que não tenha sido o último, e que alcance os 400 jogos pelo Sport Lisboa e Benfica. Já faltam tão poucos…

Obrigado Nuno!

"O próximo jogo é o mais importante"

É verdade. E o próximo jogo é já contra o Paris Saint-Germain, quinta-feira 17 de Março de 2011. Pelo meio há um treino contra o Portimonense, cujo resultado, honestamente e em termos práticos, pouco ou nada interessa ao Benfica. O campeonato está perdido para o Porto e ganho para o Sporting, se os considerarmos como principais rivais na luta pelo segundo lugar. Por isso, há que poupar jogadores a pensar naquele que tem de ser, a partir de agora, o grande (e que grande) objectivo da época, a conquista da Liga Europa.

Jesus só tem de poupar os habituais titulares, que precisam de descanso como o Pinto da Costa precisa de um tiro nos cornos os portugueses precisam de pão para a boca. Daí, a minha aposta naquilo que deveria ser o onze, ser a seguinte:

Júlio César; Luís Filipe, Jardel, Sidnei e César Peixoto; Airton, Felipe Menezes, Fernández e Nuno Gomes; Weldon e Kardec.

Sábado, 12 de Março de 2011

Um dia isto vai rebentar...

Este clima de Guerra Fria que se vive entre Benfica e Porto vai terminar em breve. Nos últimos anos, o ambiente de medo e intimidação que se vive no futebol português tem atingido proporções que poucos imaginariam serem possíveis. Casas do Benfica assaltadas e destruídas, autocarros, jogadores e treinadores agredidos com isqueiros e bolas de golfe, dirigentes que sofrem esperas, tudo isto com a conivência das forças policiais e com a complacência do poder político e judicial. As provas existem e estão à distância de um click, na internet, as entidades competentes continuam a fechar os olhos. Um dia haverá uma revolução. Pode ser a 12 de Março ou noutro dia qualquer, quem sabe se em Abril, quando o FC Porto vier "cá a baixo" por duas vezes. Nesse dia, não tomo por certo que sejam tão bem recebidos quanto costumam ser, em Lisboa. Nesse dia poderá acontecer algo histórico. Nesse dia, se morrer algum quadro importante da associação corrupta, não irei aplaudir porque não sou a favor da violência, mas não irei condenar nem chorar lágrimas de crocodilo porque essa gente bem merece. E talvez se liberte o futebol português no dia em que batota morrer.

Campeões na Luz? Nunca!

Agora que a ameaça "Benfica" está devidamente controlada, o Porto, além de querer sagrar-se campeão invicto, igualando o record do Benfica de 72/73 comandado por Jimmy Hagan, quer vencer o campeonato e "fazer a festa" na Luz, aquando do Benfica x Porto da 25ª jornada. Para tal, não depende de si próprio. O Porto só poderá sagrar-se campeão na Luz se ganhar cá e o Benfica tiver perdido pontos com o Portimonense em casa ou com o Paços fora. Escusado será dizer que, a haver um objectivo nosso neste campeonato, esse objectivo é impedir o Porto de fazer a festa na Luz. E dar-lhes a recepção que merecem, a todos os níveis.

Sexta-feira, 11 de Março de 2011

Uma lição para o futuro

Todos nós sabemos que desrespeitar um adversário, é meio caminho andado para a derrota. Independentemente do valor individual de uma equipa, a prestação da mesma será mais ou menos acertada, consoante os níveis de entrega, a atitude e a raça demonstrada na disputa dos lances com o adversário. No entanto, saber isto não chega. Mais que isso, é necessário conseguir-se passar da teórica para a prática. Incutir essa mensagem nos jogadores que, por vezes, inconscientemente se esquecem e menosprezam o adversário, é uma das muitas funções de um bom treinador.

Não me interpretem mal pois não quero com isto culpabilizar o Jesus. Até porque estamos a falar de um jogo a contar para a Liga Europa, competição que passou a ser a nossa primeira prioridade. Certamente que os jogadores foram alertados que, principalmente nestes jogos, a concentração é decisiva e determinante. Ainda para mais, jogávamos em casa e convinha não sofrermos golos.

Porém, enquanto seres humanos e por mais que estes sejam constantemente avisados, este erro é cometido frequentemente pelas equipas teoricamente mais fortes. Penso que foi isto que se passou ontem, na Luz.

Poderíamos pensar que o menor rendimento apresentado pelos jogadores, sobretudo nos primeiros quarenta minutos de jogo, se deveu à fadiga acumulada que estes têm vindo a sofrer, proveniente da sequência de jogos e da pouca rotação que se tem verificado no plantel. E também é verdade que algumas unidades estiveram debilitadas fisicamente, sendo que o Gaitán e o Sálvio, acabaram inclusivamente por ser substituídos, após apresentarem dificuldades. Mas o certo é que a equipa correu e lutou muito mais na segunda parte do que o fez na primeira.

Assim, não me parece errado concluir que, quando as pernas e a cabeça começaram a falhar, valeu-nos o facto desta equipa ter uma grande alma, muita qualidade e determinação. Estes factores acabaram por compensar algum desleixo inicial e que poderia ter comprometido a eliminatória.

Este desleixo também pode ser explicado com a quebra emocional que o jogo em Braga produziu nos jogadores. Como se costuma dizer, elas não matam mas moem. A forma como escandalosamente fomos roubados e tratados, pode ter deixado algumas marcas iniciais.

O maior exemplo de hoje não só para os jogadores, mas também para os adeptos que, tal como eu, pensavam que este jogo seria ganho com alguma facilidade e sem se sofrer golos, consequência do facto do PSG ter poupado titulares a pensar no campeonato, foi o pequeno grande Maxi Pereira.

Desde cedo soube ser igual a si próprio, oferecendo muita entrega, vontade e raça e fora premiado com um golo, após uma excelente assistência do Carlos Martins. E não deixa de ser curioso o facto do autor do segundo golo do Benfica, ter sido outro jogador que normalmente também costuma deixar a pele em campo, o Jara.

Que nos sirva então de exemplo para o futuro, pois temos um sonho que queremos concretizar. E não basta sermos melhores no papel, temos que o provar sempre em campo. Espero que o Jesus poupe vários jogadores no Domingo, para que no dia 17 estes estejam fresquinhos que nem uma alface.

Quinta-feira, 10 de Março de 2011

E deram o berro

Meses e meses a pressionar alto, a jogar bonito, a correr que nem doidos e com pouca rotatividade do plantel, algum dia os jogadores dariam o berro. Foi hoje. Não foi aos 90 minutos, aos 80, aos 70 nem aos 45, hoje, alguns (muitos) jogadores do Benfica entraram em campo verdadeiramente cansados. Visível, notório, indesmentível. Se há uns jogos atrás víamos Gaitán fazer excelentes primeiras partes como em Alvalade ou em Stuttgart, e depois cair de rendimento na segunda, acabando fisicamente aos 70 minutos, hoje constatámos que aos 10 minutos, Gaitán já não conseguia fazer aquelas primeiras partes dos últimos tempos, nem conseguia ajudar a defender. "Estão completamente rotos", dizia um senhor uns lugares ao lado do meu. E estavam. Gaitán, Salvio e Cardozo, sobretudo estes três. A juntar aos "casos" Aimar e Martins, que têm de ser geridos com pinças, a equipa está à beira do colapso físico. Pode passar em Paris? Perfeitamente, se não jogarem pior do que hoje (e este PSG é bem fraquinho, diga-se) e desde que se poupem jogadores contra o Portimonense.

Em jogo importante a contar para a prova mais difícil e na qual o Benfica, ainda assim, alimenta legítimas esperanças de vencer, o público não compareceu como deveria para apoiar a equipa. Provavelmente nem se deslocaram à Luz 40.000 espectadores, talvez ainda combalidos do desaire em Braga. O que é certo é que nem Benfica nem adeptos se apresentaram à altura do desafio: a equipa fisicamente esteve de rastos e nervosa, nervosismo esse que transpareceu para os adeptos, impacientes e intolerantes, que assobiaram vários lances menos conseguidos. Mas não há que andar com paninhos quentes: o jogo foi mesmo mau, o Benfica esteve muito abaixo daquilo que sabe e pode dar e enfrentámos uma equipa que não é, ou pelo menos não pareceu ser, mais forte que o Vitória de Guimarães, por exemplo. E num dia normal, o PSG seria aviado com quatro golos.

Na primeira parte, a equipa (sobre)viveu sobretudo das iniciativas de Maxi Pereira e Fábio Coentrão, mas com maior ênfase para o trabalho do uruguaio. Carlos Martins também foi dos mais inconformados tentando transportar bola de trás para a frente, mas sem grande sucesso. O PSG só conseguia criar perigo quando a bola estava nos pés de Nenê, que teve a infelicidade de ser marcado por Maxi, que o anulou em quase todas as jogadas. Assim, em 45 minutos de mau futebol, não foi surpreendente ver o Benfica sofrer um golo (mais um) fruto de uma iniciativa individual de Nenê e empatar por autoria do caçador de franceses, Maxi Pereira.

No segundo tempo, o Benfica, consciente da sua superioridade em relação aos comandados de Kombouaré, partiu para cima do adversário que se revelava defensivamente permeável, sobretudo em lances de bola corrida pelo centro, algo que é raro encontrar nos dias de hoje. E assim que deu para perceber isso, foi rezar para que Jesus colocasse Aimar ao lado de Martins no meio-campo. A entrada de Jara para o lugar de Salvio, visivelmente estoirado, também ajudou a imprimir velocidade ao flanco, e fruto de boas combinações dos médios e de Saviola com Cardozo, que esteve bem no jogo de costas para a baliza (mas terrível no resto, tal como Saviola), foi possível criar alguns lances de perigo, inclusive um penalty que ficou por assinalar sobre o camisola "30" encarnado. Com o Benfica claramente por cima, o golo acabou por surgir naturalmente, como acontecera com o Stuttgart: Aimar combinou com Jara que, com tempo, soube ajeitar a bola e rematar com classe e tranquilidade para a baliza.

A vitória acaba por pecar por escassa face ao que o Benfica vale e face ao que este PSG (que poupou Giuly, Makélélé, Hoarau, entre outros) não vale. O pouquíssimo futebol dos franceses, cujas maiores ocasiões de perigo foram lances protagonizados por Sidnei, não justifica o golo que levam para Paris. Uma coisa é certa: no Parc des Princes, com muitos milhares de benfiquistas a apoiar, o Benfica tem razões para se sentir em casa e passar esta eliminatória, até porque, fazendo fé nas palavras de Carlos Martins, é mesmo muito difícil ganhar a esta equipa.

Quarta-feira, 9 de Março de 2011

Objectivo: Liga Europa

O Benfica não chega às meias-finais de uma prova europeia há 16 anos. A última vez que tal aconteceu foi na grande época de 93/94, quando após uma campanha memorável na já extinta Taça das Taças, onde eliminámos o Bayer Leverkusen, sucumbimos aos pés do poderoso Parma de Sensini, Zola e Asprilla, num jogo marcado pela expulsão precoce de Mozer.

Desde então, as campanhas europeias do Benfica têm sido, regra geral, medíocres salvo quatro honrosas excepções. Em 1995, eliminados nos quartos da Champions pelo Milan, em 1997, eliminados nos quartos da Taça das Taças pela Fiorentina, em 2006, eliminados nos quartos da Champions pelo Barcelona e em 2007, eliminados nos quartos da Taça UEFA pelo Espanyol. Quatro vezes nos quartos, meias nunca mais. Desde 1994, o Porto, o Sporting e até o Boavista atingiram, em provas europeias, esse patamar que o Benfica não atingiu.

Hoje, sem o campeonato a servir de pano de fundo para desculpas ou outras preocupações, o Benfica tem o dever de voltar a estar no lugar europeu que merece. Dezasseis anos depois, há que matar novo borrego. O objectivo tem de ser a Liga Europa.

Aguardamos...

Não é novidade para ninguém que o nosso presidente e Joaquim Oliveira têm uma excelente e sólida relação de amizade. Tão sólida ao ponto de ser convidado para a Gala do Benfica, em detrimento de alguns sócios. De que nos tem valido essa relação de amizade? Nada. Mas a partir de 2012, quando as negociações estiverem encerradas, é que vamos ver se os interesses do Benfica estão acima das amizades pessoais de Vieira. Depois de anos e anos com um contrato financeiramente vergonhoso (mas fruto das necessidades) com a a Sporttv, depois de anos e anos de comentários facciosos, pouco abonatórios e de selecção parcial de imagens que prejudicam o nosso clube, surge agora a possibilidade de renegociar este contrato.

O Benfica tem de defender os seus interesses acima de tudo. E defender os seus interesses até pode passar por prolongar o contrato com a Sporttv se Joaquim Oliveira fizer uma proposta irrecusável. Mas uma coisa é certa: ele tem de perceber que, para haver renovação do vínculo, a selecção de imagens, os comentários vergonhosos e os valores monetários têm de ser revistos. E a prioridade não deve ser dada à Sporttv, depois de tudo o que nos fizeram. Só assim, encurralados, é que nos farão propostas tentadoras.

Terça-feira, 8 de Março de 2011

Liverpool 2000/2001

Há clubes com os quais nos identificamos. Eu sou Benfica e apenas Benfica, não sou nerazzurri, madridista, mancuniano, o que for. Apenas e só Benfica. Mas há clubes estrangeiros com os quais nos identificamos por uma razão ou por outra. Em Inglaterra, há um em particular que atravessou (e atravessa) uma crise semelhante à que o Benfica atravessou no final da década de 90 e início do novo século, o Liverpool. Campeões ingleses pela última vez em 1989/1990, acompanharam o jejum do Benfica que se iniciou em 1994 durante os onze anos que nos lembramos. Nós ganhámos o campeonato, eles não. Apesar de tudo, a grandeza de ambos os clubes nunca esteve em causa no período negro, e muito se deveu aos excelentes adeptos de ambas as equipas.

Em 2000/2001, o Liverpool, como vinha sendo hábito, foi rapidamente afastado da corrida pelo título. A inconstância da equipa não permitia lutar pelo lugar cimeiro em Inglaterra. No entanto, com um bom conjunto de jogadores e com um técnico competente e experiente, era possível almejar algo mais. E assim foi. Focando as atenções nas provas em que tinham reais possibilidades, a equipa da cidade dos Beatles levou de vencida a Taça da Liga, a Taça de Inglaterra e a Taça UEFA, tendo batido nesta última prova a Roma, o Porto, o Barcelona e o Alavés.

É isto que o Benfica tem de fazer, imitar o Liverpool de 2000/2001. Difícil, mas não impossível. Concentrando as atenções na Liga Europa e não negligenciando as duas taças internas, é possível alcançar este feito. Implica jogar com habituais suplentes no campeonato? Que se faça isso, já está perdido (desde Agosto).

Eu sei o que faria...

(gentilmente "cedido" pelo BnrB)

Sem dinheiro para pagar aos atletas das modalidades, eu sei o que faria, se mandasse no Benfica. Fazia precisamente o que o Porto costuma fazer aos atletas das equipas mais pequenas: aliciava-os. Hóquei? Venha o Pedro Gil, o Reinaldo Ventura, o Edo Bosch e o Emanuel Garcia. Basquetebol? Venha o Julian Terrell, o Gregory Stempin e até o traidor João Santos. Andebol? Venha o Hugo Laurentino, o Inácio Carmo, o Filipe Mota e o Wilson Davyes. Venham todos. O que interessa é dar um golpe gigantesco nesta gente. E trazer mais alguma qualidade ao Benfica.

Segunda-feira, 7 de Março de 2011

Braga 2-1 Benfica - O Assalto


Com especial agradecimento aos moderadores Fidags e Ramiro Lopes, do Fórum AVDA, que nos disponibilizaram este video.

BENFICA Campeão !!!

Ponto prévio: Ao fim das primeiras quatro jornadas estavam TODOS avisados. O Benfica não voltaria este ano a ser campeão.
O pavor de permitir que a Liga fosse disputada com justiça, com um Benfica de novo Campeão e arrasador, esse pavor de perder o trabalho sujo de quase 3 décadas ... não isso não.
BATOTA, BATOTA, BATOTA .. que este povo tudo papa!

Não iria o clube da fruta e café com leite alinhar na táctica suicida de arriscar dividir a influência sobre a corja de comprometidos que apitam os jogos, não haveria braguinhas nem quejandos. Com a complacência da sua sucursal lisboeta, de cobardes e mendigos de migalhas que em três penadas mandou à malva o seu passado, estava claro: era para arrumar a questão de vez. E em três jogos do Benfica, mais o que se passou na Figueira da Foz e em Vila do Conde, cavou-se um fosso de 9 pontos. ACABOU ! Não havia clube no mundo que conseguisse recuperar. Não numa Liga onde vale tudo, onde o ódio, o provincianismo e negociatas de prostituta barata permitem que nenhum Clube se junte ao Benfica e levante a voz para defender a verdade no futebol português.
Ontem ... depois dos jogadores do Benfica serem atingidos com bolas de golfe, depois dos adeptos do Benfica que comemoraram o golo da sua equipa, numa bancada para a qual pagaram um bilhete caríssimo, que disseram os ' faladores ' do canal que transmitiu o jogo?
- Era evitável!
EVITÁVEL ??????????????
Que faz a Liga perante o cenário de ódio e de guerra que recebe a equipa do Benfica no norte?
Como se permite que num lance de bola dividida, perfeitamente legal, um jogadorzinho do braga simule uma agressão e acto contínuo o árbitro arrase de vez com qualquer dúvida, se as houvesse, que VALE TUDO para impedir que o Benfica jogue ?
Terão os ' compradores da vergonha medo que não cheguem 8 pontos?
SIM, por certo que sim.
Terá algum dos 200 candidatos a presidente da sucursal fcp em Lisboa coragem para denunciar todo este nojo, para gritar alto a sua indignação perante a batota ESCUTADA por milhões?
NÃO, claro que não!
Resta-nos lutar e ganhar as competições onde existe verdade. Ganhar e mostrar que somos quem somos porque honramos o nosso Clube. E não ganhando, lutando sem mentira até à exaustão, mostraremos porque SOMOS BENFICA !

Lá para Setembro começa a Liga do ano que vem. Não vale a pena acreditar no Pai Natal.
O nojo tem de acabar. SOMOS MUITOS MILHÕES, contem connosco para gritar alto e lutar pela verdade.
Onde e quando quiserem.

Liga da Fruta e do Café com Leite!

Enquanto uns se preocupam em fazer do Roberto o bode expiatório, já eu não considero justo crucificar nem os nossos jogadores nem o nosso treinador. Até porque existiu atitude, garra e vontade em vencer, tal como aconteceu frente ao Marítimo. A única diferença é que desta vez o Benfica não conseguiu inverter um conjunto de vergonhas que estão inculcadas nesta liga das mentiras desde o início da época. Aposto que em Braga já existe um novo ídolo, o Xistra. Não foi novidade para ninguém comprovar que a filial do Porto optou por plagiar o outro Sporting, fazendo deste encontro o jogo do ano. A atitude dos mesmos teria sido em vão, pois este Benfica está muito forte e mesmo com alguns jogadores fatigados, demonstrou ser superior… Até à expulsão do Javi Garcia, seguido de um lance infeliz do nosso guarda-redes.

O Jesus não tendo estado excelente, esteve bem. Arriscou tudo, fez o que poucos têm coragem de fazer, a equipa deixou tudo em campo mas desta vez não fora premiada.

No entanto, a culpa não pode ser só de um lado e são muito raras as vezes que esta morre solteira. E assim sendo, num misto de azia e frustração, algumas perguntas têm que ser levantadas. É preciso colocar o dedo na ferida. Como foi possível termos apoiado o Valentim Loureiro depois de este ter sido apanhado nas escutas? Como é possível o Benfica não ter tentado colocar alguém na liga que nos pudesse defender? E pior, como é possível ainda virmos a apoiar o Fernando Gomes para presidente da liga? Claro está que estamos a colher aquilo que anteriormente estivemos a semear.

Perdoem-me a expressão mas, de uma vez por todas, os nossos dirigentes têm que apontar o dedo às equipas que abrem as pernas ao porto. É necessário que alguém dê um murro na mesa e diga basta! Não pode ser encarado como algo normal o facto de o Benfica ser constantemente “recebido” no norte, com bolas de golfe, telemóveis, pedras e afins do género. É inconcebível, inacreditável a complacência dos órgãos e entidades responsáveis!

Ontem, após as agressões ao Cardozo e ao Carlos Martins, por mim deveríamos ter retirado imediatamente a equipa do campo! Pelo menos até estarem garantidas as condições para se poder praticar um jogo de futebol.

E depois ficamos pasmos com a “intervenção” policial quando, na Luz, se acende uma tocha ou se alguém a atira para o relvado. Porém, lá para cima, já parece ser permitido lançar-se bolas de golfe, entre outros objectos igualmente delicados como estas. Ora esses objectos já não colocam em causa a integridade física dos atletas? Estou preocupado pois não vejo soluções para um problema que já vem do ano passado e que começa a ser proclamado de “normal”.

Enfim, se o campeonato da roubalheira está entregue, penso que a partir de agora o Jesus terá que redefinir as prioridades. Provavelmente passa a ser altura de se começar a poupar alguns titulares nos jogos do campeonato e a se concentrar as forças nas três taças.

A Liga Europa está longe de ser uma competição fácil. Liverpool (grande jogo de Luis Suárez ontem frente ao Manchester United, vale a pena ver o trabalho deste nos lances dos golos), Villareal, PSV e mesmo o Manchester City, parecem-me serem os adversários mais perigosos. No entanto, é determinante que nos concentremos em passar o PSG, que também merece o nosso respeito.

Andamos a comer gelados com a testa?!

«O Benfica quando recebe, recebe bem. Não compreendo o porquê de a cidade de Braga hostilizar o Benfica. E isto não tem que ver com o Braga ou a sua direcção, todos sabem a relação que mantenho com o presidente do SC Braga [António Salvador]», salvaguardou, apontando o dedo a «alguns jagunços que andam por aí». «Vai sendo tempo de a Liga estar atenta e agir»

Luís Filipe Vieira

Hã?! Importa-se de repetir?! Nomeadamente aquela parte em que volta a defender o Salvador de Braga, aprendiz de Pinto da Costa, com quem se senta frequentemente na tribuna do Dragão? Mas o que é isto? Por que raio o nosso presidente continua a aceitar e a ser conivente com o ambiente de humilhação que o Benfica sofre sempre que vai a Braga? Não ouviu a música da tourada? Não ouviu a música do José Cid? Acha que não é por obra do Salvador? Pois deixe que lhe diga: ou é ingénuo, ou é idiota. E quando eu vejo que insiste em convidar o Oliveira e o Fernando Gomes das facturas para a Gala do Benfica, nem sei para qual das duas opções me inclino mais.

Domingo, 6 de Março de 2011

Xistra resolve

Xistra era o único disponível. Claro. Todos os colegas estavam de caganeira, certamente. Ou então o Padrinho falou com Xistra e Vítor Pereira e resolveu-se assim a situação. Et volià. Em Braga gostavam de Xistra. Em Braga ainda gostam de Xistra. A nós resta-nos apoiar Fernandos Gomes, convidá-los para as Galas, participar nos beija-mão, etc. Acção exige-se. Que alguém no Benfica tenha coragem para vir a público e dar a cara, chamando os bois pelos nomes. Parem de viver neste mundo da fantasia. E que, já agora, deixem um esclarecimento bem claro ao poder político, que insiste em "empatar" o estado de (in)justiça em Portugal no que a alguns processos diz respeito: apressem-se, porque com seis milhões de pessoas descontentes em Portugal com o estado de tudo, se algum louco se lembra de transferir responsabilidades do que se passa no futebol para a política, então a classe está bem lixada. Com "F" grande. 12 de Março é já amanhã.

Jesus fez o que devia. As poupanças eram inevitáveis a pensar naquele que tem de ser o grande objectivo do Benfica, a Liga Europa. E, como sabem, não é com hipocrisia que eu ou o Galaad, neste blog, dizemos isto. Já o tínhamos afirmado há muito: com o campeonato perdido desde a nascença do mesmo, o foco tinham de ser as três taças. Neste momento, na prova europeia, com o sorteio benéfico que tivemos, a nossa obrigação é chegar aos quartos-de-final. Ponto final. E se isso implicar poupar alguns jogadores, não há que temer.

Com Gaitán e Salvio de fora, Menezes e Jara foram os eleitos para o onze titular. Sem Aimar, ainda a contas com uma lesão, Martins foi o terceiro "elemento estranho" no meio-campo. Mas, surpreendentemente, não foi por esta mistura de caras menos conhecidas que o Benfica não teve sucesso em Braga. Pelo contrário. O jogo começou a bom ritmo, com o Braga a tentar tomar a iniciativa, mas cedo se percebeu que o Benfica estava mais forte, e a primeira meia hora de jogo foi nossa. Tanto em ataque organizado como nas saídas rápidas de Saviola, Jara e Cardozo, o Benfica criou sempre mais perigo, e foi sem surpresa que se viu o clube da Luz adiantar no marcador. Surpreendente foi o descaramento com que certas coisas foram feitas, às claras, a seguir.

Num lance em que Alan vai apenas para tentar acertar no adversário, acaba por simular uma agressão e provoca assim o segundo (o primeiro fora o golo mal anulado a Jara) grande e grave erro de Xistra: a expulsão do trinco espanhol do Benfica. Como é que Xistra viu? Não sei. Como é que o fiscal viu? Não sei. Alguém viu alguma coisa? Acho que não. O que me leva a pensar que a expulsão foi por má fé, foi intencional, encomendada, o que quiserem. E de uma falta inexistente se criou um livre que permitiu a Roberto mostrar, uma vez mais, quão inconstante é. Depois de já ter protagonizado uma grande defesa à meia hora, voltou a mostrar todas as suas fragilidades. Demasiado inconstante para ser titular num Benfica que se quer constante e regular pela positiva.

Cambalhota psicológica à beira do intervalo, Benfica com menos um e Jesus a viver uma situação semelhante à de Alvalade. Sem Javi, apostou em Airton poupando Saviola. Numa segunda parte mal jogada, com pouca inspiração e muitas faltas de ambos os lados (é de louvar que Kaká tenha acabado o jogo, fantástico trabalho, Xistra), o Braga começou por criar mais perigo e o Benfica, a espaços, com menos um, foi dando resposta. E foi já com Mossoró em campo que o Braga chegou à vitória, uma vez mais num lance irregular, fruto de uma falta favorável ao Benfica que foi transformada em lançamento para os bracarenses. Deu para perceber por que é que, nas palavras de Jesus, em Braga se gosta tanto de Xistra.

O Benfica perdeu não por falta de competência própria mas por erros alheios, uma vez mais. Os jogadores com menor frescura física foram poupados para o jogo com o PSG, e os que estiveram em campo a defender as nossas cores revelaram atitude, garra e qualidade que permitiriam, em condições normais, a vitória. Não deixaram.